SÁBADO, DIA DE SAIAS CURTAS

»Públicado por em set 24, 2016 | 0 comentário

 

Minhas dicas culturais para este fim de semana.

Veja o vídeo e depois escolha o seu programa.

 

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QUANDO AS VACAS VOAM

»Públicado por em set 21, 2016 | 19 comentários

 

Na minha humilde opinião o  prazo de validade das novelas ditas realistas já venceu. O que o telespectador quer de novo é delírio, muita imaginação e magia.

 

(Em “Pedra sobre Pedra”, com as participações luxuosas de Eva Wilma e Tânia Alves, Osmar Prado, o Sérgio Cabeleira, é finalmente  levado para sempre pela sua madrinha, a lua)

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 O RETORNO À MAGIA

 

Talvez vocês não se liguem nisso, mas escrever telenovelas não é coisa pra mariquitas. É assustador. É estressante. É difícil. Afinal, o autor da novela das nove tem que atrair e prender a atenção de pelo menos 50 milhões de pessoas durante seis, sete, oito meses… Prazo no qual não pode se dar o direito de adoecer, se apaixonar, brigar com a chata da mulher ou o idiota do companheiro, se envolver com problemas de amigos ou vizinhos… Pois não deve se desviar um minuto sequer de sua motivação principal: a feitura da novela. Claro, por conta de tudo isso ele ganha um belo salário, mas posso lhes garantir que toda a grana do mundo ainda seria pouca pra tanto sacrifício.

É por este processo que estou passando agora, embora só vá estrear em março de 2018: comecei a trabalhar numa novela. Uma vez o romancista norte-americano Norman Mailer escreveu que a literatura era uma prostituta velha na qual todo escritor tenta provocar um orgasmo, mas só consegue arrancar dela risadas de escárnio. Acho que se pode dizer a mesma coisa dos autores telenovelas. Cada um de nós, quando entra no ar, quer arrebentar a boca do balão. Mas já fica feliz se não acabar crucificado pelos centuriões da mídia especializada.

De qualquer modo aqui estou: são 19 horas de domingo e afinal consegui concluir a tarefa que  pretendia dar por encerrada às 15: fechar mais dez páginas da sinopse de “O Sétimo Guardião”, título da minha próxima novela. A idéia era almoçar depois. Mas agora nem jantar vou – de tão cansado perdi a fome.

Venho de uma enfiada de quatro novelas ditas realistas: “Senhora do Destino”, “Duas Caras”, “Fina Estampa” e “Império”. Mas, depois da última andei me perguntando: “será que o povo ainda quer ver isso?” E concluí que não. Acho que, nos dias difíceis em que vivemos, as pessoas já vêm realidade demais nos jornais de tevê e querem fugir dela nas novelas. Assim, decidi trilhar de novo um caminho no qual me tornei especialista: o do realismo mágico – ou fantástico, ou alternativo, ou distópico, ou como queiram. E será neste mundo à parte, onde tudo pode acontecer, que se passará minha próxima história.

Vejam só como as coisas mudam. Em 2008, depois de “Duas Caras”, escrevi justamente o contrário e decretei: “chega de firulas! Agora quero fazer uma novela em que as personagens, de tão reconhecíveis, passem a mais absoluta credibilidade. Uma novela de todos nós, cujas personagens, totalmente envolvidas com o cotidiano, pareçam ter saído da própria realidade, brotado bem ali na esquina da nossa casa”.

Foi desta minha decisão que nasceu a Griselda de “Fina Estampa”, de longe a personagem mais popular que já escrevi. Em “Fina Estampa”, uma novela carioca tendo a Barra da Tijuca como fulcro central, ninguém foi além do centro da cidade, ou de Jacarepaguá. No máximo viajou um fim de semana pra Cabo Frio ou alguma cidade serrana.

Agora não. “O Sétimo Guardião” se passa em Serro Azul, uma cidade que não existe, situada na fronteira montanhosa entre São Paulo e Minas, onde é vizinha de outras duas cidades nascidas de minhas novelas – Tubiacanga e Greenville. Ou seja, num mundo inteiramente criado pela imaginação, que tudo permite e a tudo torna possível. Será que vai dar certo? Os telespectadores, já saturados dessa história real de “fora isso” e “fora aquilo” embarcarão comigo nesta viagem? É nisso que, para o meu próprio bem, eu acredito.


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Eu Recomendo – Programa 01

»Públicado por em set 16, 2016 | 5 comentários

 

 

Todas as sextas-feiras estarei no meu canal do You Tube dando a vocês dicas culturais para o fim de semana. Estas são as primeiras.

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MAS NÃO VOU DAR NOTA ZERO

»Públicado por em set 15, 2016 | 3 comentários

 

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SUSANA TALKS!

»Públicado por em set 10, 2016 | 5 comentários

 

Adorei esta entrevista de Susana Vieira. Ela foi concedida ao competente entrevistador do site Dez Minutos de Arte durante minha noite de autógrafos (de “Turno da Noite”) na Livraria da Travessa, enquanto a fila enorme coleava lá atrás. Gostei tanto que, mal a descobri no youtube resolvi publicá-la aqui, aproveitando para dar um aviso aos navegantes. Ainda este mês voltarei com o Papo Firme,  as entrevistas no meu canal do You Tube que são reproduzidas aqui. Aguardem, e por enquanto curtam a Susana que, tal como a Garbo, talks!

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NOSSAS WEBSÉRIES: ETAPA 2

»Públicado por em set 8, 2016 | 2 comentários

A Casa Aguinaldo Silva de Artes lançou um desafio aos roteiristas das Master Classes 3 e 4 (Serra Fluminense e São Paulo) para que nos enviassem sinopses para webséries em duas categorias: humor e suspense, a serem produzidas pela CASA em Janeiro e Fevereiro de 2017.

A data limite de envio do material se encerrou no dia 05 de Setembro. De um total 69 alunos que poderiam participar recebemos 87 sinopses. Vale destacar que boa parte dos alunos concorreu formando equipes entre eles. A taxa de adesão à convocatória superou os 90 por cento.

Iniciamos  hoje uma segunda etapa, que se encerrará no dia 03 de outubro: a leitura e a avaliação para pré-selecionar três sinopses de cada gênero. Na terceira etapa os selecionados deverão enviar o roteiro dos três primeiros capítulos de cada websérie. Uma banca de leitores irá selecionar o melhor roteiro de cada gênero (humor e suspense) e, como prêmio, a websérie será totalmente produzida e realizada pela CASA com requinte.

As webséries devem ter um total de 10 episódios de até 07 minutos cada um e, repetimos, serão produzidas entre Janeiro e fevereiro de 2017. Elas ficarão hospedadas no canal da CASA no Youtube e serão lançadas com ampla divulgação na mídia.

O elenco de cada uma delas será formado obedecendo aos seguintes pré-requesitos:

- Um ator de grande expressão será convidado a participar da websérie e toda a complementação do elenco será confiada aos melhores atores do Curso Livre de Atuação Aguinaldo Silva*. Estes serão selecionados através de testes, levando em conta o desempenho ao longo de todo o Curso.  A Equipe de Produção será de primeiríssima linha.

 O objetivo principal deste projeto é oferecer oportunidade e visibilidade aos melhores talentos dos nossos cursos, entre roteiristas e atores. E o critério de seleção será o mesmo utilizado em todos os nossos trabalhos: o mérito e a capacidade colaborativa.

Abaixo segue o cronograma das atividades:

 Divulgação dos pré-selecionados: 03 de outubro de 2016.

Prazo para envio dos três capítulos: 24 de outubro de 2016.

Divulgação final dos dois trabalhos selecionados: 21 de novembro de 2016.

Seleção do Elenco – Dezembro e Janeiro de 2017.

Demais etapas, incluindo a produção serão discutidas com toda a equipe.

Atenção: não haverá pagamento de cachês para roteiristas e atores, já que as produções serão financiadas pela CASA e disponibilizadas ao público gratuitamente. No entanto, havendo oportunidade de comercialização futura, os envolvidos terão direito à participação nos lucros.

Equipe Julgadora:

- Aguinaldo Silva

- Fco. Patrício

– Luíz Nicolau Jr.

– Júlia Carrera

– Virgílio Silva

– Julio Kadetti

- Silvestre Mendes

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O HOMEM DAS 35 MIL ENTREVISTAS

»Públicado por em set 7, 2016 | 3 comentários

 

Chama-se “A vida é uma festa” é a biografia de Amaury Jr. feita pelo jornalista Bruno Mayer contando seus mais de 35 anos de carreira. Mas, ao contrário do título, a vida de Amaury de Assis Ferreira Junior, nem sempre foi regada a glamour, como se verá na entrevista a seguir.

entrevista de Sandra Paulino

fotos e vídeo de Luiz Nicolau

Nascido e criado em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, assinou coluna em jornais da cidade, fundou sua própria publicação e faliu. Por insistência da família, formou-se em Direito, mas não levou a carreira a sério. Mudou-se para capital paulista, dormiu em quitinetes, foi repórter de rua, entrou na TV Tupi e a viu fechar. Passou por emissores como Record, Bandeirantes e hoje mantém seu programa na Rede TV. Contabiliza cerca de 35 mil entrevistas, milhares de coberturas de festas e viagens. Considerado o pioneiro do colunismo social eletrônico, levou para a casa de milhões de brasileiros a vida privada da mais alta elite brasileira. 

Amaury agora tenta se renovar e encara com naturalidade a mudança na sociedade: “Hoje vale mais uma entrevista de quem tem conteúdo, talento, do que dinheiro no bolso”, afirmou Amaury. O jornalista nos recebeu em sua produtora, a “Call Me Produções”, no Centro da capital, e inaugura as entrevistas do Portal Aguinaldo Silva, em São Paulo.

 Amaury Jr. advogado e jornalista, como e quando começou sua paixão pelo jornalismo?

Eu, na verdade, sempre fui jornalista mas meu pai nunca considerou a profissão promissora para o seu filho. Por isso me formei em Direito e vim a advogar por pouco tempo para agradar meu pai. Mas já estava militando no jornalismo. Na verdade, meu pai foi preponderante na minha vida. Ele era um filólogo, professor de português, dedicado às palavras aos dicionários, ofender a língua portuguesa, para ele, era ofender a Deus, mais ou menos assim. Nos almoços na minha casa só se falava em próclises e mesóclises. Ai de nós se falássemos alguma coisa errada. Então, eu fui criado dentro desse ambiente e o melhor de tudo: ele me obrigava a ler um livro por mês e não adiantava fingir.

Naquela época, adolescente, eu queria mais era sair, me divertir, namorar, mas tinha essa obrigação mais a obrigação dos bancos escolares, então era uma sobrecarga muito grande. Passei longos períodos contando ao meu pai o livro que tinha lido e detestando aquilo. Mal sabia eu que a leitura se tornaria a coisa que mais gosto de fazer e foi justamente, essa prática que me deu subsídio para eu poder militar como jornalista tanto na imprensa escrita quanto televisiva.

 E como começou a atuar na comunicação?

Nós fazíamos lá no meu colégio um jornal mural – aquele mural enorme onde você podia colar recortes com alfinetinhos. Cada classe selecionava recortes de revistas, de jornais, que considerava mais importantes e eu era o responsável da minha classe por isso. Eu ficava espiando na hora do recreio como eram as aglomerações na frente dos jornais e o meu era o mais concorrido. Eu ficava muito orgulhoso, falava: “puxa, aquela piadinha que eu colei estava fazendo meus colegas rirem. Aquela notícia que eu selecionei está conseguindo sensibilizar o pessoal”. E isso faz você ficar desperto que aquela rudimentar forma de comunicação. Como eu lia muito, tinha um bom texto. Ai me convidaram para fazer uma coluna no Diário da Tarde de São José do Rio Preto. Era a Coluna do Estudante e cobria o universo estudantil.

 Nessa época você a tinha 14 anos.

E minha coluna que era voltada ao universo estudantil e, eu nem sei porquê, acabou virando uma coluna social. Chegava uma menina bonita que vinha de São Paulo para visitar Rio Preto a gente tirava uma foto e escrevia uma legenda. Até que a gente começou a questionar as atitudes do prefeito, as coisas da cidade, o buraco da rua, etc. e eu, colunista semanal, virei jornalista diário.

 E como foi sair de Rio Preto e vir para capital?

Fiz de tudo um pouco em Rio Preto. Eu tinha uma empresa de promoções, fiz cine-jornais – aquele documentário que passa nos cinemas antes do filme principal… Disputamos o certificado de categoria especial com um documentário chamado “Sossega coração” em parceria com José Hamilton Ribeiro sobre a primeira cirurgia de implante de ponte de safena, e outro chamado o “Gol dos 100 anos”. Ai fundei um jornal chamado “Dia e Noite” que tinha como chefe de reportagem José Hamilton Ribeiro e esse jornal foi um sucesso editorial mas um fracasso comercial. Quando a coisa acabou, José Hamilton veio para a TV Tupi que estava começando um novo departamento de jornalismo e sugeriu o meu nome.

 

 E a sua vida em São Paulo?

Eu era vice-rei em Rio Preto e virei um repórter de rua da TV Tupi – e foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida – porque eu mal conhecia São Paulo.

 E nessa época a TV estava acontecendo

Na verdade a Tupi estava fazendo uma renovação importante em que ela transformava os jornalistas em apresentadores. Antes o apresentador era o cara com uma ótima voz, uma boa aparência e que lia os textos. E o que aquela geração queria, comandada pelo Sérgio de Souza, o diretor de jornalismo, era criar telejornalistas. Como eu fiz televisão em Rio Preto tinha desenvoltura, tinha mais o jeitão da televisão. E foi nessa que eu embarquei num momento importante do jornalismo de renovação na TV Tupi. O Mauro Salles era o diretor geral das Associadas e eu fiquei muito tempo como repórter de rua sem conhecer São Paulo. Foi uma escola muito legal, mas eu nunca perdi aquilo que fazia em Rio Preto que era coluna social. Porque a coluna social desabrochava no Brasil depois de Jacinto de Thormes, Ibrahim Sued, ai apareceu Zózimo  Barroso do Amaral, que deu o atual formato da coluna social brasileira.

Quando a Tupi fechou  fui pedir emprego no Diário Popular. Mostrei o que já tinha feito, mas demorou até acharem que eu merecia uma oportunidade e me deram uma coluna diária. Eu já estava na noite, cobrindo a noite, conhecendo pessoas e ai fui convidado para trabalhar em um grupo de rádio, na Rádio Gazeta da Fundação Cásper Líbero. Eu estava perto da televisão de novo, e aí tive a idéia de fazer a coluna social eletrônica. Não ia precisar falar muito,  a imagem falaria tudo. Comecei e não deu outra. Deu certo. O programa se chamafa Flash e durava só cinco minutos. Mas dali a pouco já estava com 25 minutos e não parou de crescer. Então fui para a Record e depois para a Bandeirantes que me deu projeção nacional. Fiquei lá por 17 anos, fiquei mais um ano na Record e estou hoje na Rede TV!.

 Você hoje é considerado o precursor do padrão de colunismo na TV. Quando começou já esperava isso?

Não, nunca pensei que seria tão festejado por causa disso. Foi uma coisa que aconteceu. Era tão evidente, aquilo que fazia sucesso nos jornais, fazia num programa de televisão. A coluna social sofreu muito preconceito na época, porque só privilegiava os ricos as pessoas muito famosas. Hoje não, hoje privilegia talentos mais do que o que a pessoa carrega no bolso. Aquilo tinha, de qualquer forma, parar na televisão. Não fosse eu, outro faria porque as festas eram abundantes, São Paulo vibrava. Eu estou falando de final da década de 70 início da década de 80. Tinha no Brasil uma geração de ricos que gostava de se expor, não tinha nenhuma vergonha de dizer que tinha dinheiro. Hoje é o contrário. As pessoas têm dinheiro e não querem que ninguém saiba e nem querem se expor tanto. Até brinco que as festas estão rareando. Hoje sou muito mais convidado para ir em festa tomar um bom uisque, mas  não para fazer reportagem, porque as pessoas não querem mais se expor.

Então mudaram bastante as coisas desde o seu início no colunismo.

Mudaram. Lembra lá atrás, na época dos seqüestros? Sequestraram Washington Olivetto, o irmão do Mauro Sales e ai a violência foi aumentando, as pessoas começaram a se retrair, a ficar com medo de sair às ruas, a vida social também começou a murchar. Eu diria que a violência brasileira, que cresce cada vez mais, tem papel fundamental nessa história das pessoas se recolherem.  Por que vou ficar me mostrando nas colunas sociais? Por que tenho muito dinheiro? Pra quê? Pra ser assaltado? Virar alvo para os bandidos? E aí acabou toda aquela espontaneidade, aquela alegria que existia antes.

 

 E o que São Paulo te proporcionou?

Eu brinco assim: “Eu odeio amar São Paulo”. Porque a gente ama essa cidade. Essa cidade me deu tudo. Me deu o respeito, que eu queria, me deu guarita para eu poder desenvolver meu trabalho – porque parece que coluna social é uma coisa pueril e não é. Eu até digo que esses meus 40 anos de militância eu acho que, se eu fizer um grande livro, que eu pretendo fazer, é um tratado sociológico que mostra o comportamento das pessoas, a evolução das décadas, o que se pensava, um monte de coisa. São Paulo foi muito generosa comigo. Claro que trabalhei muito.  Eu viajo mundo todo, meu programa que me proporciona isso, poder conhecer o mundo todo, mas não consigo deixar minhas raízes que estão no Brasil, em São Paulo hoje e continuam um pouquinho lá em Rio Preto.

 Você tem no seu currículo mais de 30 mil entrevistas. Tem aquela entrevista que você gostaria de fazer ou aquele entrevistado que ainda te surpreende?

Eu ia muito atrás de celebridades, de famosos. Nunca entrevistei a Marisa Monte, nunca deu certo. Entrevistei o João Gilberto, fazia 20 anos que ele não falava e não falou até hoje É a entrevista que mais considero. Aconteceu não  por minha insistência, foi uma coisa natural. Mas acho que as pessoas que surtem efeito na televisão são aquelas que me dão bons assuntos, boas histórias. Não precisa ser nacionalmente conhecidas.

Tem uma teoria segundo a qual assim que você começa a entrevistar gente que não é nacionalmente conhecida seu programa perde importância. Eu não penso assim. Acho que qualquer pessoa que tem uma boa história para contar interessa ao público.. Então, hoje a gente busca muito mais talento do que esse universo de atores de novela,  estou muito interessado nos anônimos com boas histórias para contar.. Esse é nosso mote hoje.

 A TV está mais democrática?

A TV está esquisita demais. Eu não gosto muito de falar nisso, porque a minha audiência me satisfaz muito, contudo, acho que a TV aberta produz hoje o que o público pede e o público é deseducado. Não podemos dizer que o Brasil hoje é educado porque não o é. Porque os governos pecaram, não deram sustentabilidade para a educação, professores ganham mal, portanto, não podem ensinar. Então, isso tudo vai minando a genética. E ai como é que se faz televisão? Tem que ir atrás de sua audiência.

Como bem disse Aguinaldo Silva, o  mais importante para ele é a audiência da novela. A ponto de ele se magoar, às vezes, por ter que descer o patamar. Como meu pai era um filólogo, de vez em quando, tenho que mudar meu palavreado porque aprendi coisas que ninguém entende. Já ouvi coisas assim em televisão: “ô,, como é que você fala isso! Ninguém vai entender! Fala simples”. Aí eu lembro do meu pai. Acho que a educação é a base de tudo. Se você conseguir fazer com que as pessoas tenham melhores horizontes, melhor compreensão, a televisão vai ter que acompanhar esse nível.

 E quais são as perspectivas para você estar sempre se renovando?

Eu tenho que me renovar todo ano. Estou há quase 40 anos no ar e a minha maior preocupação é justamente agregar sempre públicos mais jovens perto de mim, por isso, estou sempre antenado. Mudo daqui, mudo de lá. Tenho quatro repórteres que trabalham comigo, muito jovens, tenho colunistas que fazem participações especiais… Acho que estou acompanhando o andor dos tempos.

 

Veja no vídeo abaixo

os momentos mais impactantes

da entrevista de Amaury Júnior



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