ROBERTÃO DAS PARADAS!

»Públicado por em jul 29, 2014 | 12 comentários

 

Quando eu e o fotógrafo Fco. Patrício entramos no apartamento de Romulo Neto, o Robertão, de IMPÉRIO, foi uma sensação incrível ao vê-lo descer as escadas do segundo andar, rindo, brincando. Era como se estivesse vendo seu pai, tamanha a semelhança com o ex-nadador e ator Rômulo Arantes, falecido em 2000. Claro que já conhecia o namorado/marido de CleoPires (eles usam as duas definições) de fotos e da TV, mas, ali, cara a cara, passou um filme dos tempos em que cobri Perigosas Peruas (1992), Quatro por Quatro (94), Vira-lata (96), entre outras novelas que Rômulo, pai, participou.

Mas logo percebi que era apenas semelhança física. Romulo Neto, 27 anos, sem acento e com ‘Arantes’ apenas tatuado no antebraço direito, é muito expansivo, intenso, ansioso – ariano, né? -, não para quieto, vive atrás de seus três cachorros, serve cafezinho e água, que sua fiel escudeira do lar, dona Marluce, deixou prontinhos para nós. E garante que não tem o menor problema em mostrar o corpo ou fazer stripteases na trama. Afinal, acredita que Robertão será um marco em sua carreira, e dá plenos poderes ao autor Aguinaldo Silva para desafiá-lo em cenas como essas.

Inteligente, prolixo, apaixonado por Cleo, que chega em casa no final da entrevista, vinda da malhação, e diz que não quer ir até onde estamos porque chegou “podre da academia”. Mas, a pedidos do amado, acaba surgindo, linda, ruiva e cheirosa. O casal dá um beijo de novela – e vida real –, e a atriz sai de cena porque o brilho naquele momento é de Romulo.

entrevista: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

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FAMÍLIA

Impressionante como você lembra seu pai.

Todo mundo fala isso. Eu gosto. Ele é meu exemplo.

E por que deixou de assinar Rômulo Arantes Neto?

Comecei a estudar a Cabala e descobri que não é bom usar o mesmo nome de outra pessoa, que há um karma automático. E ainda tinha o meu avô com o mesmo nome. Já pensou? (risos).

Ele fazia bem o estilo patriarca da família, não?

Era um nordestino severo, militar, técnico de natação do meu do pai, que foi a três Olimpíadas. Meu avô era homem rigoroso, de princípios.

Sei… da alta burguesia tijucana. Depois que seu pai deixou de nadar profissionalmente, eles até mantiveram uma academia de natação na Tijuca…

Eu e Romulo – Na Rua Aguiar!(risos)

Eu tinha primos que nadavam lá. Por falar em nadar, outro dia vi sua mãe, Adriana, na praia. Estava com o marido, o ator Otávio Müller, e as filhas Maria, de 8 anos, e Clara, de 6. Ela mudou um pouco…

Mudou, sim. Engordou, mas já está diminuindo, resolvida a voltar à forma, porque está perto de fazer 50 anos. Está no projeto ‘Magra aos 50′ (risos). Mas sempre linda, com aqueles olhos azuis.

Você mantém contato com suas irmãs menores?

Sempre fui muito independente. Mas, por exemplo, no fim de semana passado, as duas estiveram aqui e foi muito legal, a gente brincou, comeu pipoca… Além do Francisco (filho de Otávio com Preta Gil) elas só têm a mim como irmão, e há esse negócio de eu trabalhar na televisão… elas acham legal, as amigas também (risos). Mas todos os  meses vejo as duas.

E sua irmã por parte de pai e mãe, a estilista Cloê, de 28?

Ela é casada, trabalha muito, mas nos vemos sempre que dá.

 

IMPÉRIO

Como você definiria o Robertão?

Ele é amoral. Na verdade, totalmente anti-ético. É preguiçoso, ocioso. Tem gente que consegue ter um ócio produtivo, criativo – eu mesmo, posso estar em casa, descansando, vendo um filme, mas aquilo vai passar algo de importante ou de questionador pra mim. O Robertão gosta mesmo é de não fazer nada (risos). Ele adora dinheiro fácil. E sempre apoiado pela família para conseguir.

Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus Mendes) são a antítese do bom-caratismo.  Querem que Maria Isis (Marina Ruy Barbosa) engravide do Comendador (Alexandre Nero), e que você se case em regime de comunhão de bens com o Téo (Paulo Betti), seu admirador. Como você vê isso?

Somos frutos, exemplos, de nossos pais. Meu personagem assimila o que eles ensinam como correto, mas, na verdade, ele não tem uma conduta condizente para viver em sociedade. É tão egoísta a ponto de não pensar que o outro pode sofrer. Nem quer saber! O importante é se vestir bem (ou o que ele acha que é ‘bem’), cuidar do corpo, frequentar bons lugares – até os pais falam sobre isso, que assim ele vai conseguir pegar alguém com grana.

O que você acha de Robertão explorar o interesse sexual do Téo, fazendo ‘show’ de striptease particular para arranjar dinheiro?

O Téo também é antiético, baixo, mal resolvido, julga as pessoas e as detona em seu blog… Tem um monte de defeitos. Mas como ele não deixa ninguém tocá-lo, é uma coisa de voyeur, para o meu personagem não é nada demais tirar a roupa, fazer uma dancinha sensual e pegar o dinheiro do Téo. Mas não quero que pareça que Robertão é um absoluto canalha. Estou fazendo dele um malandro  divertido, um tipo bem solar.

Para você é complicado tirar a roupa na novela e ‘sensualizar’ para Téo?

Ainda não gravei, mas quando vir o teor da cena acho que vou sentir como ela deve ser. Faço Bioenergética, há quase três anos, conheço bem o meu corpo, fui modelo durante muito tempo, sei como as poses e gestos funcionam, além disso meu personagem não tem dor na consciência e adora se exibir. Acho que não será complicado. Mas vai ser um desafio! (risos).

Você não acha que é um tipo de prostituição?

É uma forma de atingir seus objetivos, mas quem sou eu para julgar? Isso para ele é normal. Assim como para muitas pessoas. Se a prostituição for uma escolha ou a única forma de sobrevivência ou tiver qualquer outra explicação, não acho que deva ser julgada.

Robertão só vai mudar quando se apaixonar por Érika (Letícia Birkheuer), mas a jornalista não vai querer nada com ele se não passar a trabalhar. E aí? O que você acha que vai acontecer?

Do jeito que ele é vai ficar eufórico ao atingir seu objetivo, que é conquistá-la. O problema é que ela reivindica uma postura ética e profissional dele. Meu personagem vai ficar no maior dilema: será que vale a pena? Acho que quando perceber que desconhece a verdadeira serenidade, a paz de espírito e o amor verdadeiro, ele se redimirá.

Você acha que há muitos Robertões por aí, que exploram mulheres bem de vida, a irmã  amante de um ricaço, e uma paixão não consumada de um homossexual?

Tem muitos! Principalmente na América Latina, o famoso latin lover, que joga charme, sedução, para levar vantagem sobre quem se interessa por eles.

Mas Téo não vai suportar um triângulo com a própria assistente como um dos vértices.

O ideal é Robertão parar de ver o Téo, e ir atrás do que é melhor para ele. Tomara que tenha essa clareza, que se humanize. Por mais que seja penoso, acho que sempre há tempo para mudar.Todo mundo passa  por um processo de evolução. Nesse caso, só o amor pode salvá-lo.

 

CARREIRA

Em 2006, você começou a fazer testes para a TV, mas demorou a emplacar um trabalho…

Na verdade, fiz registro na Globo, e me chamaram para um teste para ser o pianista, em Páginas da Vida (papel interpretado por Rafael Almeida). Não rolou. Aí, veio o teste para Malhação, e disseram que a resposta sairia em dois meses. Não dava pra esperar, tinha que trabalhar, e viajei para o exterior pra fazer as campanhas da Louis Vuitton, Guess, Cavalli e outras. Quando a Globo me chamou, encontrei na emissora a Fiorella Mattheis, que eu já conhecia. Ela me disse que ainda ia ter outro teste. Acabei conseguindo o papel na Malhação. Depois, entre 2007 e 2011, fiz na Record Os Mutantes; Promessas de Amor; Bela, A Feia; e Vidas em Jogo. Decidi não renovar o contrato para buscar coisas novas. Deu certo: ano passado fiz Sangue Bom. Uma amiga me falou: ‘Liga pra Rosane Quintaes’ (produtora de elenco). Eu não gosto muito de perturbar os outros… Mas, quer saber? Liguei, e ela me mandou ir à emissora no mesmo dia. E fiquei muito feliz, muito feliz mesmo, com tudo que acabou acontecendo. Teste para uma novela do Aguinaldo Silva, que é sinônimo de texto bom, personagens bem delineados, sucesso… Estou muito ansioso para ver o resultado! (risos)

Você posou para um do maiores fotógrafos de moda, Mario Testino, fez grandes campanhas publicitárias, fotos ousadas…

Mas tudo de muito gosto. Não me arrependo de nada. Foi importante financeiramente e para conhecer o mundo lá fora. Com 18 anos, em Nova York, tinha a campanha Adidas Mundi, com o Testino, depois duas temporadas em Milão, duas vezes em Paris. Foram bons trabalhos. Mas tudo tem o seu momento.

E você fazia cursos de interpretação?

Fiz o da Casa de Cultura Laura Alvim, comecei o de Artes Cênicas na UniverCidade, mas acabou não dando pra continuar, e tive aulas com Antonio Amâncio, da Artcênicas.

Você fez grandes campanhas como modelo no exterior, depois começou a atuar. Percebeu se essa mudança gerou algum desconforto entre outros atores?

Ainda tem muito preconceito. Vejo muita gente falando que ator não pode ser esportista, cantor, dançarino, que tem que se dedicar integralmente à interpretação. Mas eu acho que quanto mais habilidades a pessoa tiver, melhor. Como modelo sei lidar com câmera, fazer o trabalho de corpo. A música – eu componho e canto – é uma coisa a meu favor, acredito, mais futuramente. Como esportista, não preciso de dublês nas cenas de esporte, dá mais veracidade. E, aí, entra aquilo que já te falei: é importante não julgar.

E como lida com as críticas?

As pessoas gostam de ver transformações, atores fora do que fazem habitualmente. Mas isso também pode gerar um desconforto para elas. Mas estou superpreparado para as opiniões. Tudo é um aprendizado.

Sei que as mulheres são fãs até exageradas nas demonstrações de carinho pelos atores, mas  como é sua relação com o público gay? Você tem medo que eles achem que você está sendo cruel usando a paixão platônica de Téo pra se dar bem?

Acho que vão entender perfeitamente o perfil do personagem. Não posto muito no twitter, prefiro Instagram. E, pelo que vejo, o público gay demonstra admiração de várias maneiras, mas sempre numa de dar apoio à minha carreira. Quando trabalhava com moda, e as fotos tinham uma pegada sensual, eles sempre faziam comentários elogiosos. Puxa, eles são fãs! Não há diferença para outros fãs. E eu respeito muito o movimento gay, que é superforte, batalhador, consciente do seu espaço. Tenho orgulho de ter esse público do meu lado.

 

CORPO, MENTE, CASAMENTO

Como você faz para manter a forma?

Amo esporte! Faço surfe, jiu-jítsu, kitesurf, dou sempre uma corridinha…

Você não nada?

Em piscina, não! Prefiro nadar no mar.

E a sua alimentação?

Aqui em casa não se come glúten, é tudo orgânico, e muito pouca lactose. Eu como carne vermelha, mas a Cleo, só peixe e frango. De manhã, um suco de couve com cenoura e gengibre e outras coisas que a dona Marluce coloca. Depois, pão integral com ovo mexido feito no azeite extravirgem com sal rosa. Mais tarde, uma barrinha de proteína, e no almoço pode ser um macarrão sem glúten, com molho de tomates frescos, queijo de cabra, frango grelhado.

E qual é o seu dia de liberdade?

(risos) Uma vez por semana, a gente pede pizza. Amo pepperoni, amo pimenta! Já a Cleo prefere mussarela.

Por falar nisso, ora você a chama de esposa, ora de namorada. E em vez de alianças, vocês tatuaram  nos quatro dedos da mão esquerda as letras da palavra “idem” (significando que se amam com a mesma intensidade). E aí, é namoro ou casamento?

É casamento, já moramos juntos há algum tempo. Mas queremos que seja um eterno namoro. É o amor de verdade, que estou me permitindo viver agora. Antes, eu não me dedicava por inteiro, mas desde que conheci a Cleo foi diferente. A gente evolui muito junto, se entende perfeitamente em tudo.

 

E pretendem ter filhos logo?

Não há nada planejado, mas quero atingir alguns objetivos profissionais primeiro. Adoro criança. Tenho muita vontade de ter filhos.

Você sabe bem quanto é importante a presença da figura paterna…

Fiz terapia durante dois anos, e Bioenergética há quase três. Conheço os meus conflitos internos. A gente vai ter sempre coisas com que se questionar, mas aprendi a me respeitar, a parar de me boicotar. Antigamente, usava a beleza como bengala. Era mais vaidoso. Depois que passei a me conhecer melhor, quero ser respeitado pela minha essência, muito mais do que pela aparência.

Você tem várias tatuagens. Algumas são autoexplicáveis, como um enorme coração vermelho escrito “Mãe” no bíceps esquerdo. Mas e o que significam os outros?

O punhal no pulso é símbolo do guerreiro, em constante processo de evolução. Os dois raios no antebraço significam energia, força. Eles já me trouxeram problemas. Uma vez, fui para Los Angeles fazer um teste, e o diretor era judeu. Ele perguntou: “Por que você tem isso no braço? Sabe o significado?”. Aí, percebi que ele estava falando da polícia de Hitler. Não rolou o trabalho, e, ao chegar ao Brasil, fiz terceiro raio ao lado dos outros. Raiso também têm uma energia rock´n´roll!

É seu estilo de música preferido?

Sou muito eclético. Gosto de rock, curto muito Cazuza. Tenho algumas músicas escritas (canta um trecho de uma canção dele, numa mescla de Cazuza e Renato Russo). Também compus uma para meu pai, só que é em inglês (fala da tristeza da perda, da sensação de estar sozinho, do escuro).

Nossa, fiquei emocionada… E me lembrei que seu pai também gostava de cantar.

Isso! Ele, o Kadu Moliterno e o Marcelo Serrado tinham um grupo, o Piloto Automático.(risos)

 

OPINIÕES

PAI -  “Um exemplo de batalhador, me ensinou:  como tratar as pessoas de igual para igual, independentemente do status; os valores do esporte; a nunca desistir; e ter objetivos na vida. Perdi o meu melhor amigo.”

AMBIÇÃO –  “Pode te levar para o lado negativo ou para o positivo. A ambição desmedida chega a destruir uma pessoa. Já a positiva pode impulsioná-la. Tenho ambição de conquistar meus objetivos, minhas metas, que são muitas.”

INVASÃO NA INTERNET -  “Já fui vítima disso. Ela dá poder à gente sem ética, que não mostra o rosto, e explora a integridade de pessoas públicas. Muitos ainda vão cair nessa cilada – tendo prazer, trocando uma mensagem mais íntima com a namorada. E era uma ferramenta para ser usada de forma positiva… Mas infelizmente não é apenas isso que acontece.”

DROGAS – “A válvula de escape do ser humano em várias situações. Muitas são legais, e outras, ilegais. Já tive uma experiência que me levou a não querer mais qualquer tipo de muleta. A sobriedade é a melhor forma de se mostrar quem você realmente é, do que gosta, e não se deixar levar por esse caminho.”

LIBERDADE - “É tudo na vida. A gente tem que poder falar sem magoar o outro. Ter liberdade consciente.”

LIMITES“Tive pouquíssimos. Meu pai era um grande amigo, essas duas coisas se misturavam, e ele confiava muito em mim. Na verdade, fazia muitas cobranças e dava poucos limites. Agora entendo que limite é um valor que pode agregar muito à sua vida, e no respeito ao outro.”

CIÚMES – “Sou supercomedido. Mas quando tem uma cena ‘quente’ prefiro não ver”. (risos) 

MATURIDADE – Em 2007, Romulo e dois colegas chamaram para sair uma garota de programa, que convidou duas travestis, sem dizer aos rapazes que as ‘amigas’ eram gays. Ao chegaram ao motel foi desfeito o engano, e entregue dinheiro do táxi às travestis para que voltassem à orla. Eles tentaram uma aproximação da garota, que não quis. Ao darem uma carona a ela, houve um pedido de R$ 150 pelo programa que não aconteceu. Após recusarem, a deixaram na rua, o que gerou o maior bafafá nos programas de fofocas.

Depois daquela confusão com a garota de programa e os travestis entendi que tenho que escolher bem os caras com quem ando. Se você é uma pessoa pública aprenda a dar bons exemplos. E saiba que, depois da meia-noite, os egos mais maléficos estão soltos: quer sair à noite, saia com consciência. Fui muito julgado pelo que aconteceu, mas eu era bem jovem. Depois me ressenti por estar mal acompanhado, não ter puxado pra mim a responsabilidade de pagar a garota de programa e dar a carona como combinado. Faltou maturidade.”

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HAJA RABO!

»Públicado por em jul 27, 2014 | 35 comentários

QUERIDO DIÁRIO MEU: (19)

 

Meu Deus, meu Deus, mas que bandeira é esta,

que impudente na gávea tripudia?

                              (Castro Alves, “Navio Negreiro”)

São 19h18m, parei de trabalhar agora. Eu sei, hoje é domingo, tem um jogo de futebol rolando, a torcida está gritando lá embaixo (essa gente é mesmo insaciável), mas isso não me diz respeito… Pois domingo ou o diabo a quatro: até janeiro não terei um dia de folga. Ou – eu lhes pergunto outra vez – vocês pensam que escrever novela é coisa pra mariquita?

Até seria, se alguma mariquita se aventurasse na profissão achando que nela a vida é fácil. Mas não é não, meus queridos, aqueles diálogos precisos, cortantes, que vocês estão vendo no ar ditos por todos os personagens de “Império” dão um trabalho do cão: aos que os escrevem, a Márcia Prates que os revê primeiro, e depois a mim, que faço a última revisão e dou meu toque… E, obsessivo como sou, depois de tudo pronto ainda volto lá… E antes de entregar os capítulos à produção mudo mais um pouco de tudo. Tudo isso sem atrasar um dia sequer o trabalho.

Eu sei, toda obsessão mal administrada vira uma doença. E quando se trata de escolher a palavra certa numa fala de um dos meus personagens, sim, eu reconheço: sou doente terminal. Por isso trabalho tanto – para que aos meus ouvidos os diálogos da minha novela, ditos pelos magníficos atores que estão no seu elenco, soem igual a música.

Ou não foi música o que vocês ouviram no horário das 9 durante esta semana?

Não, apaguem a frase acima, esqueçam que a escrevi, não sou mais aquele fanfarrão que se vangloriava. A idade finalmente me trouxe um pouco de sabedoria… E esta fez com que me tornasse o mais modesto dos escribas. Sei que estou apenas esquentando o lugar para os grandes novelistas que virão depois de mim – Gilberto Braga e João Emanoel Carneiro, duas estrelas. Claro que não estou à altura de tão alto mister, algumas pessoas nunca esquecem de deixar isso bem claro – mas faço o possível.

E o meu possível é o que vocês viram na semana que passou – uma novela que é igual ao brasileiro comum: limpinha e honesta. Agora, se pra fazer aquilo eu e meus colaboradores morremos todos os dias e temos que ressuscitar no dia seguinte e começar tudo de novo, imaginem os percalços por que passam os grandes novelistas.

Uma amiga minha, que está acompanhando a novela em Paris, e cujo nome não digo, me enviou um e-mail bastante irônico no qual afirma que “Império” é apenas um “Rebu”… com fritas. Não percebi o que ela quis dizer com isso, mas, levando em conta o primor que é a novela das 11, considerei o comentário um elogio. Acho que ela quis dizer que minha novela consegue ser requintada e popular, o que, para um novelista, seria o melhor dos mundos.

Sim, as pessoas continuam a perguntar se estou feliz… E eu respondo que não propriamente… Porque estou anestesiado. São 19h35m agora, e eu ainda tenho que ver aquele último filme da Meryl Streep (com a Júlia Roberts), e depois ler mais algumas páginas de “Lugares Escuros”, de Gillian Flynn, um romance que lhes recomendo fortemente.

Escrevi mais este parágrafo acima e agora são 19h38m. Com isso completei 12 horas com o rabo sentado nesta cadeira, com pequenas pausas de cinco minutos pra tomar café ou água de coco. Já sei que, quando levantar daqui a pouco, estarei com a bunda dormente e as pernas meio mortas… Mas não me queixo de nada, pois também já lhes disse e agora repito: adoro o que faço, acho o ato de escrever mais gostoso e compensador do que, por exemplo, fazer sexo.

Tanto adoro que amanhã, às 7h30m da matina, ainda escuro aqui em Petrópolis, me sentarei outra vez diante do computador para mais uma jornada… E, chova ou faça sol, assim será até janeiro.

 


Como diria meu alter-ego Téo Pereira: publique-se!

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A VILÃ QUE NÓS AMAMOS

»Públicado por em jul 26, 2014 | 9 comentários

 

Por conta da estréia de “Império” a Revista de TV do jornal O Globo me convidou para fazer uma entrevista com Lília Cabral, a terrível Maria Marta que vocês agora estão vendo no ar, e eu aceitei. O texto é o que se segue. As fotos, uma espécie de making off da entrevista – que também foi gravada em vídeo – ficaram a cargo de Fco. Patrício. A repórter Natália Castro, de O Globo, também participou da entrevista. Deliciem-se! (Aguinaldo Silva)

Muita gente acredita em “pé de coelho”, aquele amuleto da sorte que só traz coisas boas para nossas vidas. Eu, por exemplo, acredito. E um dos meus talismãs é a Lilia Cabral. Desde a primeira vez em que trabalhamos (em ‘Vale tudo’, de 1988), sempre que nos juntamos numa novela esta fez sucesso… E nesses anos todos minha admiração por ela só aumentou. Lilia é uma atriz espetacular, versátil e agregadora. É aquela pessoa que faz questão de ver a equipe unida, que põe sua experiência a serviço de todos, principalmente dos atores novatos. Quando comecei a escrever “Império”, criei o personagem de Maria Marta para ela. Depois da Griselda de “Fina Estampa” (2011), queria que ela fizesse uma das minhas vilãs — e deu certo! Lília está na minha novela, e a Revista da TV ainda me deu a oportunidade de voltar aos meus tempos de jornalista e fazer uma entrevista com ela. Confira abaixo o resultado de mais este encontro agradável que tivemos.

 

Depois de uma heroína absoluta em “Fina estampa”, agora você é uma vilã poderosa. O que é mais divertido?

Ah… A vilã toda poderosa (risos). Porque a estrutura dramática da heroína, pelo menos da sua, não era um clichê, a Griselda era muito desconstruída, né? Ela não tinha referência de beleza ou vaidade, tinha referência como mulher, mãe e sobrevivente. É um erro pensar que, para fazer uma heroína, o ator precisa lançar mão de clichês. Não! É completamente equivocado. Ela foi um desafio grande pelo comportamento e pela essência, que eu abracei. Quantas pessoas são massacradas pela vida e têm que continuar seguindo em frente, independente, porque as obrigações pedem? Eu lia o texto e chegava a doer. Mas, por outro lado, a vilã é assim: como dizia a Mara Manzam em “O clone”, “cada mergulho é um flash” (risos). Cada frase, você pega o rojão e espoca. É um tipo de colorido dramatúrgico, principalmente quando você está nas mãos de um bom autor. Se a gente estiver nas mãos de um autor maniqueísta, em todos os sentidos, não haverá esse colorido. Mas a boa vilã é aquela que acorda de manhã, toma café, é capaz de levar o filho na escola… E é uma “FDP”. A Maria Marta tem várias causas. Em todos os âmbitos, onde ela puder agir de acordo com o que acha certo, vai fazer. Cada capítulo é uma Copa ganha!

Você é fantástica. Ninguém mais diferente de você do que a vilã. Onde foi buscá-la?

Ah, nem sei (risos). Eu costumo olhar os amigos que trabalham com muita referência… Eu, quando fui para a escola de Artes Dramáticas, nunca tinha feito nem teatro amador. Quando tinha que me apresentar para as bancas, entrava nas histórias da minha vida e da minha família, muito pouco no conhecimento cultural e teatral. E, todas as vezes que vou começar um trabalho, me dedico ao que o texto tem a oferecer. Sobre o que vou falar, o que o autor está me dizendo. Eu leio muito. E a cada leitura, vem uma visão diferente. Meu prazer é sentar com o texto e me divertir, mesmo que eu tenha que fazer todo mundo chorar (risos). Vai muito da memória emotiva, do meu dia a dia, das minhas observações. E até o meu comportamento vai mudando, vou ficando imbuída da personagem e já começo até a ler as maldades e a achar uma delícia (risos). Mas eu já conheci várias Maria Martas, claro. Inclusive já trabalhei com algumas (gargalhadas).

Nos bastidores, você é sempre solícita com os mais jovens. Isso surgiu sem que você se desse conta ou é tarefa do ator?

Vou dizer com franqueza. Quando comecei, ainda na escola, me chamaram para uma leitura com pessoas muito importantes, e não fui bem tratada. Estava nervosa, era inexperiente e fiz uma leitura péssima. Aí, fiz a novela “Os adolescentes” (1981), da Ivani Ribeiro, e sofri a mesma coisa. Chegava em casa péssima e pensava: “Será que é assim?” Mas não fiquei com raiva. Hoje eu olho para algumas pessoas, que continuam na ativa, e sei bem o que fizeram comigo (risos), bem no comecinho. Mas isso não significa que eu teria que fazer também. Se tiver alguém do meu lado, principalmente um jovem, não quero que ele tenha uma imagem no futuro, assim, como eu tenho dessas pessoas. Quero que eles sintam em mim um ponto de apoio, porque eu precisei e não me deram. Foi bom porque aprendi a me virar sozinha, mas acho que quem chegar perto de mim, e me pedir, eu vou ser a primeira a acatar. Dia desses, cheguei ao camarim, e a Julinha Lemmertz (protagonista de “Em família”) tinha me deixado uma orquídea. Fiquei tão emocionada, que fui até o set e a abracei forte. É bom saber que há colegas que torcem por você, e você torce por eles, porque se não estiver todo mundo no mesmo barco, não adianta, não dá certo. Quantos jovens talentosos já passaram por mim e cresceram… O próprio (Alexandre) Nero, meu Deus do céu, né? Que estreou comigo e não olhava para mim. Ele tremia em “A favorita” (2008), sem ninguém para ajudar. Falei: “Não se preocupe, você está muito bem”. Já está mais do que provado que uma andorinha só não faz verão.

Você demorou para ser protagonista, embora merecesse. E arrasou nas novelas que fez. Quando recebia esses personagens, no que pensava?

Sabe que nunca fiquei triste? Porque minha motivação não era ser a protagonista. Eu me lembro de “Vale tudo”, quando fiz o sucesso com a Aldeíde: depois, quando veio “Tieta”, pensei que o Paulo Ubiratan (diretor-geral) fosse me colocar num papel que eu queria muito fazer, a amante do Armando Bógus, feita pela Luiza Tomé. Eu achava que poderia fazer. Quando ele me chamou, li assim. “Dona Amorzinho”. Tinha uma linha de descrição na sinopse. Eu tenho até hoje guardada! Fiquei mixuruca, porque estava idealizando. Aí, ouvi do Paulo que precisava de mim ali com a Rosane Gofman ao lado da Perpétua (Joana Fomm), e que eu não me preocupasse, pois teria uma história. A novela começou, e a participação foi aumentando, havia falas, cenário, história. Aprendi essa lição de que não adianta a gente querer o primeiro lugar. É isso que tenho? Então é o que vou defender. Nas novelas seguintes, fui crescendo. O primeiro autor que me viu de outra forma foi o Maneco em “História de amor” (1995), depois em “Laços de família” (2000), e em “Viver a vida” (2009), quando fiz um personagem forte. Quando você me convidou para a protagonista, eu tinha até vergonha de falar, quando as pessoas perguntavam. Eu não falo nada, não faço questão do rótulo, quero fazer bem feito. Se eu for me lembrar, na minha época de análise, eu reclamava de gente destalentada (risos) que estava com papel bom. Isso eu achava ruim. E no teatro, corri em paralelo, porque, nas peças, eu era protagonista e acho que foram me vendo. Bom, de todos os trabalhos que fiz, se reclamar de três… Estou no saldo.

Eu me assustei quando vocês contaram o sacrifício que foi gravar em Carrancas (município em MG que fará as vezes do Monte Roraima na novela). Como lida com a entrega que a profissão exige?

Vou ser bem franca: eu O-D-E-I- O aventura. Odeio, odeio. E quem leu os primeiros capítulos e viu que eu estava no “Monte Roraima” deu risada porque já me imaginavam lá. E eu não tinha nenhum contato com natureza. Todo mundo falava: “Ah, vamos ver aquela pedra”. E eu: “Eu vejo a foto” (risos). Quando você está nesse barco, reclamar não dá, não ajuda em nada. Temos que tirar o chapéu para a estrutura, porque havia 120 pessoas num lugar de acesso dificílimo. Depois que passa e você vê feito, fica feliz porque está ali na função de contar história. Se não quer, é melhor só aceitar fazer novela em que vai para Nova York (risos). Nesta, todo me perguntava se eu ia para a Suíça, e eu falava: “Não, vou para Carrancas” (risos).

Você gosta de receber o texto com antecedência?

É ótimo porque temos tempo para estudar. As nossas reivindicações são essas, as 11 horas de descanso, e a necessidade de ter o roteiro com 72 horas de antecedência. Vi a entrevista da Vivinha (Eva Wilma) no “Damas da TV”, do Viva, que fala extremamente bem de você. Ela disse que, quando fez a peça “Pato com laranja”, em que contracenava com o Paulo Autran (1922-2007), ele dizia que 80% (de atuar) é estudo, 15% é talento, e 5% é sorte. E acho que é isso. Lógico que a gente tem vocação, mas se não estudar, não adianta. Quando você chega estudado, cria melhor, pode até defender cenas. Se a pessoa acha que é só decorar, acho que cada interpretação será sempre a mesma.

Há atores que só leem as próprias cenas. E você sabe que a gente nota isso no ar? Eu noto. O ator não está na novela, está na novela dele.

Às vezes, quando você está atolado, não dá para ver a novela com tanta assiduidade. Mas ler o que vai acontecer é importante. Eu gosto de assistir às novelas que faço, ao que os colegas fazem… Às vezes, a gente muda, por vergonha alheia (risos).

Até o fim de “Império”, em fevereiro, são sete meses de trabalho árduo e desgaste. Já pensa no que fará depois?

Olha, se você falar assim: “Daqui a um mês eu tenho um seriado para fazer, um filme. Você quer fazer?”. Eu vou responder: quero (risos). Sabe por quê? Quando eu acabei “Saramandaia” (2013), pensei: “Ah, graças a Deus, estou de férias, só vou trabalhar no teatro em fevereiro, março e depois vou lançar filme, mas vou ficar de outubro a janeiro de férias, afinal não tiro férias desde 2005”. Fiquei 25 dias na Itália, não aguentava mais ver nada. Leonardo Da Vinci que me desculpe, mas tudo bem, chega!

Vamos repetir o mesmo sucesso de “Fina estampa”?

Se vamos repetir, não sabemos. Mas que estamos trabalhando para isso, eu tenho certeza que sim. Toda vez que você senta no computador, fala assim: “Eu vou mostrar como se escreve uma novela!”. E todos nós, atores que estamos na sua novela, sentamos para estudar e pensamos assim: “Eu vou mostrar como se interpreta uma novela.”

(Na foto, com Lília, Natália Castro e a

fotógrafa e videomaker Ana Branco)

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22 ANOS E JÁ IMPERADOR!

»Públicado por em jul 24, 2014 | 35 comentários

 

EXCLUSIVÍSSIMA!

O nome Roobertchay Domingues da Rocha Filho, filho do seu Roobertchay e da dona Herica, lhe diz alguma coisa? Muito, né? Principalmente nas últimas duas semanas! Como assim? Você ainda não ligou o nome à pessoa? Ele é, simplesmente, Chay Suede, o ator que encantou o Brasil, como José Alfredo, na primeira fase de IMPÉRIO, e que se despede da trama hoje, com a passagem de tempo para os dias atuais. Aos 22 anos, com “quase quatro” de carreira, este capixaba subiu o Monte Roraima, mostrou a que veio e venceu. Bombando no trending topics, vivendo agora a maratona de participar de todos os programas da Globo, prestes a gravar cinco composições suas em um EP (extended play, espécie de CD com poucas músicas), mesmo assim o galã mantém a serenidade. E explica: “A ficha ainda está caindo”. Simpático, muito articulado e maduro para sua idade, Chay conta como está feliz em estrear numa novela das nove da Globo num texto de seu autor favorito, Aguinaldo Silva. E detalhe, meninas: está solteiríssimo – depois de longos namoros, com as atrizes Sophia Abrahão e Manu Gavassi. E, ainda por cima, é um romântico inveterado. Precisa mais?

entrevista: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício e Divulgação/Globo

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Acha que seu personagem, que veio sofrido do Nordeste para o Rio, perdeu o grande amor e virou um homem rico para mostrar a Eliane (Vanessa Giácomo) e Cora (Marjorie Estiano) que não era um ‘Zé Ninguém’, como ele mesmo disse?

A motivação dele passa longe de uma vingança. Zé não ostenta dinheiro, e sim poder. Poder de decisão, de mudar as coisas. O início de sua trajetória não passa perto dessa história de causar inveja. Quando decide que vai para o garimpo com Sebastião (Reginaldo Faria) é para tudo, custe o que custar, doa a quem doer.

Mas no início da trama, ele não parece um homem ambicioso, tanto que tenta vários trabalhos…

A vida tomou outro rumo. O destino o levou a mostrar o que tinha latente. Ele só pensa no início e no objetivo final. Vale tudo, no meio, para alcançar o que quer.

No amor, ele preferiu fugir, não ter um confronto com o irmão.

A forma mais digna que o Zé encontrou foi escrevendo a carta, contando tudo para Evaldo (Thiago Martins). Preferiu assim para que o irmão não se sentisse diminuído. Meu personagem queria viver seu amor longe dos olhos do Evaldo, mas disposto a colher todas as consequências, já que a saída encontrada foi a fuga. Quando o Zé perde o sentido da vida, que é o amor por aquela mulher, ele preenche esse vazio com uma determinação, com a ambição.

Eliane vai ser sempre o único amor dele. A relação com Maria Marta (Adriana Birolli) passa longe daquele romantismo todo…

A relação com Marta é de tesão um pelo outro, tesão pelo perigo, pelo dinheiro, pelo risco que tudo isso traz. A cena do pedido de casamento é muito mais um trato do que uma declaração afetiva. Tanto que depois é ele quem escolhe quantos filhos quer ter, os nomes deles e o da joalheria. Eles mantêm um pacto interessante aos dois, naquele momento.

Um tipo que tinha tudo para ser desprezado, mas é visto como um self made man.

Ele se auto-absolve. Tudo que conquistou foi com muita coragem. Só Zé Alfredo sabe quanto custou passar por aquilo, pensando que se o mundo não lhe deu nada, então, tinha que tomar.

Qual a sensação de estrear como protagonista na primeira fase de uma novela das nove na Globo?

Foi um conjunto de bênçãos! Uma novela das nove, do meu autor favorito – desde pequeno sempre gostei das histórias do Aguinaldo, dos personagens grandiosos, e várias vi em reprises -, a felicidade do teste ser para este personagem, a direção de núcleo do Papinha (Rogério Gomes), que é maravilhoso… Nossa!  Minhas melhores expectativas foram superadas!

E ver seu nome bombando nas redes sociais, e o assédio do público? Como está se sentindo?

Está caindo a ficha, ainda não assimilei todas as informações (risos). Até porque estou pensando muito no conjunto, na novela como um todo.

O que achei interessante é que você, sendo um rapaz bonito, foi primeiramente elogiado pelo seu trabalho e, depois, pela estética. Difícil nos dias de hoje…

Foi muito bom meu personagem ter sido bem aceito. E mudou tudo, tão de repente! Um assédio muito grande, todos se aproximando com carinho, falando sobre o Zé, dando toques de como ele deveria agir, elogiando. E, como você disse, foi o oposto: gostaram do meu trabalho primeiro. Isso é grande!

 

Um tímido que se descobriu

na música e na atuação.

Você vai gravar um EP, com cinco canções, e uma delas conta com a participação do Alexandre Nero, que também é cantor e instrumentista. Como foi esse encontro musical dos Zés?

Eu toco violão, desde os 16 anos, e também gaita, guitarra, contrabaixo… E o Nero toca banjo. Um dia, a gente estava esperando a gravação, e eu mostrei a ele uma composição na qual falo da trajetória do personagem, chama-se Falso Brilhante – que seria o nome da novela. Foi assim, cheguei pro Nero e falei: ‘Olha a música que compus pro nosso Zé’. Ele adorou, e disse: ‘O Papinha tem que ouvir’. Ouviu e adorou também. Foi muito especial. Pensei que poderia ser usada na novela, mas não sei ainda há tempo…

Você sempre gostou de cantar?

Comecei com 17 anos. Eu era muito tímido, e meu pai praticamente me forçou a participar do Ídolos, em 2010 (concurso de novos talentos, na Record). Ele achava que eu tinha potencial artístico mesmo sem saber, e investia sua vibração positiva, me impulsionava. Nós estávamos no Rio (eles moravam em Vitória) e era o último dia da inscrição para o programa. Forçado, me inscrevi. Fui passando por todas as fases, e acabei ficando em quarto lugar. Nem imaginava…

Então, seu sonho era ser ator?

Nada! Como lhe falei, eu era muito tímido, jamais achei que fosse capaz disso. Eu tinha passado para a faculdade de cinema, no Espírito Santo, queria fazer roteiros, trabalhar atrás das câmeras. E a Record me convidou pra fazer Rebelde (2011), mas rejeitei a proposta. Eles insistiram, e eu sempre rejeitava. Aí, conversaram com a minha família. Quando dei por conta já estava na novela. Completamente cru, no meu canto, quietinho. Até que fui me soltando, tomando gosto por atuar,  passei a querer fazer as cenas cada vez melhor, e fui ganhando umas ótimas da autora (Margareth Boury). A novela durou dois anos. Depois, fiz um longa, a apresentação de um programa na MTV (Hora do Chay), outro longa, e cada dia era uma descoberta nova. Foi aí que eu vi: ‘O negócio é sério, não é só curtir o que estou fazendo. Preciso ter um compromisso com essa parada’.

E o compromisso vai longe: você vai estar em Babilônia, novela de Gilberto Braga, no ano que vem, não é?

Eu ouvi sobre isso, conversei com o Dennis (Carvalho, diretor de núcleo), mas ainda não bateram o martelo. Se for verdade, vai ser mágico. Imagina começando com Aguinaldo Silva e Gilberto Braga!

 

‘Os valores estão invertidos. As coisas

são descartáveis ou fora da ordem’

 

E a timidez continua?

Nada, agora sou sem-vergonha, quer dizer, perdi a vergonha de me apresentar em público, cantar, essas coisas…

Eu entendi (risos). Mesmo assim, você tem jeito de quem prefere um programa mais tranquilo quando não está gravando. É isso mesmo?

É, sim. Sou muito caseiro.Gosto de festa, mas em casa, com os amigos, um churrasco… E não é em todo lugar que toca música que gosto de ouvir. Então, prefiro algo mais tranquilo, mesmo. Adoro ir ao teatro e ao cinema.

Que tipo de filmes?

Latino-americanos. Bom, os americanos também. Gosto muito dos dramáticos, e das comédias bem feitas. Não aquelas bobas. Acho importante ter esse lado cultural, não ver apenas como entretenimento.

Você é bem maduro para sua idade. Como vê os jovens hoje?

Os valores estão invertidos. As coisas são descartáveis ou fora da ordem. Ter um corpo sarado é muito mais importante do que qualquer coisa. E quando isso se torna prioridade, vemos que há algo de errado.

Acha que é assim também na música que estão ouvindo?

Eu gosto de boa música e de variedade. Ou seja, é preciso ter opções para fazer escolhas. Ouço MPB, samba, folk, guitarrada, música regional de vários lugares do Brasil. Sou bem eclético.

E suas composições?

São numa linha mais de rock rural, entre o brega e o romântico.

Esse estilo ainda sofre preconceito?

Não sei, mas faço o que gosto, o que acredito, o que fala ao meu coração.

E o que o seu coração está falando agora?

(risos) Que estou vivendo o momento mais feliz da minha vida!

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O ‘IMPÉRIO” RECOMEÇA!

»Públicado por em jul 22, 2014 | 46 comentários

 

Nesta quinta-feira, já no presente, José Alfredo, junto com Maria Marta e seus filhos adultos, dá uma grande festa para comemorar o aniversário do seu ”Império” , hoje uma poderosa rede de joalherias com filiais nas principais capitais do mundo. A festa acontece num momento de crise, quando o patriarca da família é pressionado pela mulher para escolher, dentre os três herdeiros, aquele que vai ocupar o lugar dele à frente dos negócios. Marta tem o seu favorito, José Alfredo tem o dele… Mas há um terceiro filho correndo por fora na luta para ver quem fica com a coroa: quem será o novo Imperador? Aguarde o desenrolar dos próximos capítulos.

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UM PRESENTINHO PRA VOCÊS

O vídeo da Carla Bruni cantando a música em francês que é o tema de Chay Suede e Adriana Birolli em “Império”

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O DISCURSO DO REI

 

Quem prestar atenção aos diálogos de “Império” e entender do assunto vai perceber que sou obcecado pela precisão do texto. Nas minhas novelas não pode ter cena de “conversa mole”, de encheção de linguiça. A cada frase pronunciada por um personagem a história tem que dar um passo… E sempre adiante. Isso dá à novela uma sensação de fluidez que faz a minha delícia e também faz – eu creio – a delícia dos telespectadores. Minhas histórias caminham sempre rumo ao futuro, nas minhas novelas não existe o hábito de andar para os lados. Mas atingir essa precisão, e a consequente fluidez, não é fácil. Vou dar um exemplo baseado no capítulo que foi ar hoje. Tem uma cena que justifica o título da novela: é aquela em que José Alfredo ao descobrir que Maria Marta está esperando um filho dele, diz a ela que vai criar o seu próprio reino. Ele faz um verdadeiro discurso, no fim do qual a pede em casamento – quer dizer, pede que em seu futuro reino ela seja sua rainha… E ela aceita. Esta cena, acreditem se quiserem, teve nove versões, até que eu considerasse pronta e acabada… E mesmo assim, antes de entregar o capítulo à produção, eu ainda fiz mais alguns ajustes. Hoje, ao ver a cena magnificamente interpretada por Chay Suede e Adriana Birolli, vi que meu esforço ao reescrevê-la e reescrevê-la até realmente chegar onde eu queria… Sim, valeu a pena.

Leiam abaixo o discurso do rei…

 

                         Você está certa, não sou um homem fino. Não tive berço nem educação, sou só um contrabandista. Mas não pense que vou ser só isso pro resto da vida. Quero que me olhem, me admirem, me respeitem, e saibam que eu valho mais que todos os diamantes da Terra, que não sou apenas  um Zé Ninguém que deu sorte na vida. Quero que me tratem como eu mereço – como um rei!

                         Eu sei, vou ter que subir muitas vezes naquele monte e trazer de lá todos os diamantes que puder até juntar dinheiro bastante pra conseguir isso. Mas não duvide do que vou lhe dizer agora.

                          Eu quero construir um reino! E logo você, uma paulista quatrocentona cheia de sobrenomes, diz que tá esperando um filho meu? Esse filho pode ser o meu herdeiro! O futuro dono do meu reino! Pra isso a mãe dele tinha que ser uma Rainha feito você, por isso eu te pergunto: Maria Marta de Mendonça e Albuquerque, quer casar comigo?

…E a resposta de sua futura rainha:

Não tenho a menor duvida que você terá seu reino. Prometo que te ajudarei chegar lá, e prometo mais ainda: eu te darei outros herdeiros.

 

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QUEM É QUEM NO IMPÉRIO

»Públicado por em jul 21, 2014 | 42 comentários

 

ETERNAMENTE GRATO!

A vocês todos, que me prestigiam aqui neste nosso espaço e dão força para que eu continue dando tudo de mim e fazendo o melhor possível o meu trabalho. Hoje vou dormir em paz, pois tenho plena consciência do dever cumprido. A vocês todos, meus amigos aqui do blog: obrigado, obrigado, obrigado (Aguinaldo Silva)

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(fonte: divulgação TV Globo)

 

 

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“IMPÉRIO” FAZ A FESTA

»Públicado por em jul 20, 2014 | 18 comentários

Um IMPÉRIO de luxo, glamour, gente bonita, comidinhas deliciosas e muita animação. A festa de lançamento da próxima novela das nove, da Globo, com estreia nesta segunda, abarrotou o salão nobre do Jockey Club, no Rio, ontem, a partir das 20h30. Centenas de famosos de todas as áreas – Narcisa Tamborindeguy, Regina Rique; o bailairino Thiago Soares, do Royal Ballet House; José Hugo Celidônio; o carnavalesco Paulo Barros; os cineastas Raul Guterres e Bruno Barreto; e a atriz Denise Dumont, radicada em Nova York; entre outros – estiveram presentes ao evento, e adoraram o que viram. Paulo Betti, um dos primeiros a chegar foi logo cercado pelos jornalistas para contar detalhes do seu virulento Teo. Mas foi a entrada triunfal do dono da festa, Aguinaldo Silva, que abalou as estruturas. O autor já não sabia para onde olhava, falou sem parar com a imprensa, e contou com os colaboradores da novela para ficarem em sua volta, dando a chance de ele poder comer alguma coisa.

reportagem de Simone Magalhães

fotos de Fco. Patrício

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Noite é noite. E badalação como essa pede produção. É claro que o preto imperou no evento. Mas o vermelho arrasou nos vestidos de Marina Ruy Barbosa – eleita, pela maioria dos convidados, à boca miúda, como a mais bonita da noite. Ah, e sempre acompanhada do príncipe consorte Klebber Toledo, também chiquérrimo -, Josie Pessôa e Júlia Fajardo também mostraram que inverno pode pedir  cores fortes. Júlia estava felicíssima, ao lado do pai, José Mayer. “Achei ótimo ele fazer um personagem homossexual, e poder mudar a imagem que a maioria do público tem dele, é  um tipo muito rico em possibilidades”, observou ela, que será Helena, amiga número 1 da vilã Maria Marta (Lília Cabral).

E por falar em Lília, ela desfilou, ao lado do marido Iwan Figueiredo, num vestido preto deslumbrante, com brilhos no ponto certo. Pena que estava quase sem voz. Mesmo assim deu entrevistas a quem pedia. E tocando na história dos brilhos, quem chamou atenção num modelito sensual todo prata foi Cris Vianna. Já Adriana Birolli investiu novamente num longo branco, com fenda, como aquele com que  fez sucesso na coletiva de imprensa da novela. “Não posso dizer que seja minha cor preferida, mas, com certeza, é a mais pura e energética, principalmente para momentos especiais como esse, e foi feito especialmente pela estilista Lethicia Bronstein pra a festa”, contou a bela.

Fugindo do trivial, Andréia Horta apostou num justo, nas cores coral e preto, Viviane Araújo na estampa de onça, Suzy Rêgo num longo sobretudo de couro caramelo. Mas foi o Comendador Alexandre Nero quem sobressaiu no quesito surpresa: estava de terno – com colete, gravata e tudo mais – num tom ferrugem, com sapatos marrons. “Tô bonito?”, brincava ele, com os fotógrafos que não paravam de clicá-lo.

Na linha dos discretos, os jovens deixaram as moças babando com seus ternos escuros: Klebber, Joaquim Lopes, Daniel Rocha e Romulo Neto eram os mais pedidos para selfies com fãs seletos no Jockey. Rafael Cardoso, de marrom, levou a mulher, Mariana, que mostrou que grávida – de 7 meses – também pode arrasar num vestido ouro velho. Mas há sempre os casuais, que preferem conforto, como Tato Gabus, que lançou mão de um suéter azul, e Paulo Vilhena, de camiseta branca. Por falar no ator, ele fez um corte de cabelo à la prisão para seu personagem, o detento Domingos Salvador. “Mas estou pensando em cortar mais ainda”, comentou, acrescentando que está empolgado e estudando muito para interpretar um pintor esquizofrênico.

Mas teve discrição no lado feminino também. Muitas atrizes optaram pelos tons de creme. Regina Duarte, com um modelo bordado, era a felicidade em pessoa: posou com todos que pediram, achou a festa linda, e conversou horas a fio com Aguinaldo Silva. “Está tudo tão bonito. A vida é bonita e precisamos fazer dela o melhor que pudermos”, filosofou a atriz, que fará uma participação especial em Império. Nanda Costa deixou uma nesga da barriga (ou melhor, da não-barriga) de fora;  Leticia Birkheuer, com um acompanhante de suscitar suspiros do mulherio em volta; e Leandra Leal, num modelo justinho, também abusaram do bege claro, creme ou nude, como preferirem.

Muita gente circulando, comendo, bebendo – isso eu conto já já – e quietinha na hora em que foi exibido o vídeo da trama. Quem ainda não tinha visto ficou admirado, quem reviu teve a certeza de que vai ser sucesso certo.

 

COMIDA, BEBIDA

E DISCO MUSIC

 

A primeira impressão ao entrar no salão era a lindíssima decoração, com imensos arranjos com rosas chá, orquídeas, flores em tons pastéis, e pequenos arbustos espalhados pelas laterais, além de lustres e candelabros iluminados com velas. Sem falar na exposição de cópias de joias em redomas de vidros no centro do salão, remetendo às peças desenhadas por Maria Clara (Andréia Horta) e às pedras que trouxeram a riqueza aos Medeiros. A média luz (nossa, parece bolero…), em tom lilás, e a música instrumental não muito alta foram perfeitas para imprensa nacional e internacional registrarem a maior parte do elenco que esteve por lá.

O quesito comes e bebes foi um primor. Ninguém precisava esperar pelos garçons: por todo o salão havia mesas e espaços reservados a gostosuras e bartenders (um amigo, dono de uma agência de publicidade, me disse que dava pra reunir facilmente essas duas últimas palavras…). Além da Chandon correr solta, os convidados podiam escolher drinques feitos especialmente para a festa.

No cardápio, o Império (vodca com cereja amarena, xarope de açúcar, limão siciliano e club soda)  era o mais solicitado. Algumas dúvidas entre o Pedra Preciosa, Talismã, Monte Roraima, Trama e Diamante. Mas a perdição mesmo era o menu. Canapés, camarões com creme, pequenas delícias japonesas e brasileiras… Com esforço os convidados podiam manter a linha dieta. Mas o raviolle com mussarela de búfala, nozes e molho pomodoro; o picadinho de carne, com mini batatas souté e farofa; e o salmão grelhado eram um apelo sem possibilidade de rejeição.

Para onde se olhasse havia mesas com essas iguarias. Paulo Betti, feliz da vida com o seu Teo, não tinha qualquer problema em falar sobre personagem entre uma garfada e outra. Fez sua própria junção: comeu e repetiu o salmão… com farofa. “Tá bom isso!”, observou o ator, no meio da conversa.

 Já Rui Vilhena, autor da próxima trama das 18h, Boogie Ooggie, não resistiu à mesa de doces – aliás, assim que ela foi montada num canto estratégico, entre o meio do salão e a varanda lotada, acho que todas as dietas e detoxis foram por açúcar abaixo. As tarteletes estavam um escândalo! Sem falar nas bombinhas de creme, e brownie de nozes, entre outros.

Mas houve um stop para quem não quisesse incrementar mais suas gordices: o DJ abriu os trabalhos, lá pelas 23h, com Dancing Queen, do ABBA, e os mais animados correram para a pista – assim como essa que vos escreve. A seleção musical era seventy total, irresistível. Barry White e Gloria Gaynor encheram a pista. Mas teve também quem ficasse no entorno, só olhando as imitações de Travoltas ou curtindo seu próprio par. Bonito ver Jonas Torres e a esposa, Danielle, olhos nos olhos, complementados por selinhos, de vez em quando.

Só que a meia-noite foi chegando, e como o dono da festa acorda às 5h30, ele despediu-se de todos, ainda acabou sendo atingido como  alvo de mais dezenas de selfies, e foi pra casa sonhar com a estreia de segunda-feira. Detalhe: com a abertura ao som de nada menos do que  Lucy In The Sky With Diamonds.

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A GRANDE NOITE DO “IMPÉRIO”

 

Simone Magalhães já disse tudo com sua precisão habitual. As fotos de Fco. Patrício – serão dezenas em uma galeria que publicaremos aqui embaixo daqui a pouco – também falam por si mesmas. Mas eu precisava dar minha visão pessoal da festa… E ela é a seguinte: em quatorze novelas que escrevi, nunca tinha sentido uma vibração tão positiva. Na festa, em que trabalhei como é de praxe – dando dezenas de entrevistas, conversando com os atores que aproveitaram a ocasião para me fazer perguntas sobre os seus personagens, e (novidade) me submetendo ao ritual de fazer muitas, muitíssimas selfies, senti por toda parte a alegria, a confiança e a certeza dos que participam da novela: vamos fazer bonito, e estamos dando tudo de nós para isso para que isso aconteça.

Sabemos que há uma expectativa muito grande por conta de “Império” e tudo faremos para não frustrá-la. E a única maneira de fazê-lo é atráves do nosso trabalho. O que nós queremos? Dar alegria aos 40 milhões de telespectadores do horário das nove da televisão brasileira, e não mediremos esforços para isso. Confio que chegaremos lá, e ainda mais confio em Rogério Gomes, meu diretor de núcleo, que está “morando” no Projac, disposto a produzir junto comigo e toda a nossa equipe, o melhor dos nossos trabalhos.

E agora o detalhe fútil, só pra justificar as fotos abaixo. Na festa de uma novela cuja trama central se passa numa cadeia mundial de joalherias, e que tem como tema musical nada menos que “Lucy in the sky with Diamonds”, dos Beatles, é de praxe que se tire do cofre e se exiba nossas joias. Eu fiz isso – pesquei várias no cofre do banco e tratei de usá-las. Nas fotos abaixo estão algumas. A essa altura todas já voltaram a dormir na segurança do banco, mas antes fiz as fotos. Adoro jóias, assim como adoro sapatos – os que usei na festa são da Mikels Shoes, minha grife portuguesa. A caveirinha de diamantes, que usei pendurada no pescoço, é para lembrar à minha tola vaidade que eles – os diamantes – são eternos, mas os autores de novelas não - a eles pode parecer impossível, mas se não se cuidarem também fenecem e morrem. (Agonildo Salva)

E para quem ainda não viu: aí embaixo está o link da chamada de elenco da novela, já com a música dos Beatles:

http://t.co/2a9Lsxrj8Q

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