EU AINDA ESTOU AQUI!!!!

Enviado em : 21-05-2013 | por : aguinaldo silva | em : Aguinaldo Silva Digital

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Há muito tempo não enfrento um annus horribilis… E isso não é o que vocês – seus maldosos – estão pensando: é latim e significa, numa tradução menos ao pé da letra, “um ano horroroso”. Na verdade, tenho vivido uma sucessão de annus mirabilis, anos maravilhosos, e este 2013, que está prestes a ultrapassar sua primeira metade, pelo menos até agora não fugiu à regra: nele, como nos anos anteriores, estou me sentindo sexy, gostosão e lindo como sempre, e o que é melhor: por cima do purê de macaxeira e da carne seca e com uma coroa de louros… E ainda, tal como Shirley Bassey no vídeo aí embaixo, gritando a plenos pulmões: “é isso mesmo, bando de Zé Ruelas e despeitados… eu ainda estou aqui!

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(texto de Aguinaldo Silva)

 

Alguma dúvida quanto a isso? Então vejamos: primeiro, estou com a saúde em dia e com o tesão de sempre… Mas não me deixo tentar por coisas nem pessoas fúteis. Segundo, assumi de uma vez por todas a condução da Locanda della Mimosa (na foto abaixo), e juro solenemente, aqui e agora, que não pouparei esforços – nem dinheiro, nem trabalho árduo – para devolver ao meu restaurante o posto que ele ocupou no auge de sua fama. Terceiro, por conta da Locanda, e também da minha vida de roteirista, jornalista, ficcionista, romancista, polemista, novelista e o diabo a quatro, tenho trabalhado feito um louco… E o trabalho, como vocês estão fartos de saber, faz um bem enorme à pele e aos cabelos.

Ontem mesmo, depois de ver o primeiro capítulo da nova novela das 21 horas (não quereeedos, não vou dizer o que achei, seria falta de ética, uma doença que grassa neste país feito jaqueira e bananeira), embarquei numa viagem através do túnel do tempo e desembarquei gloriosamente em Fina Estampa… Pois vi quase um terço de Crô – o Filme já editado. Deste eu posso dizer o que achei – achei supimpa, hilário, arrasador, o máximo! Sob a direção de Bruno Barreto, o roteiro (que eu reescrevi seis vezes!) ficou ainda mais depurado, e Marcelo Serrado, ah… Este Marcelo Serrado gente, é um gênio do bem, um louco! Pois, ao reviver Crô no filme conseguiu humanizá-lo, enlouquecê-lo, aloprá-lo ainda mais… E o resultado é que eu quase me mijei de tanto rir por causa disso!

Não sei, mas acho que este filme vai ser um blockbuster e Crô, assim como Giovanni Improtta, que está aí em todas as telas na pele de José Wilker, vai estar na crista da onda durante muito tempo.

Claro, enquanto isso eu já estou pensando em outros personagens imorredouros, pois meu telefone não para de tocar, e quando eu atendo a pergunta é sempre a mesma: cadê a sinopse da novela, ó caraca? Digo que entrego em meados de julho (só não digo de que annus) e sigo em frente, e seguir em frente pra mim é continuar trabalhando muito… Pois, além de Doctor Pri, o seriado, e da tal sinope da tal novela que me pedem a cada instante, também estou a trabalhar no Livro Rosa de Pensamentos do Crô Valério, que pretendo lançar junto com o filme… E ao mesmo tempo escrevo um romance que se passa no Rio de Janeiro de 1920 e tem como personagem principal o icônico João do Rio… E também esboço os primeiros capítulos de O Remake da Novela, o romance que é a continuação de 98 Tiros de Audiência, e que começa quando o julgamento de Everardo Lopez, o novelista assassino, é anulado, ele é solto, e aí… Podem se rasgar de cima embaixo porque, por enquanto não vou contar o resto. E ainda preparo duas eventuais exposições de fotos da minha coleção particular, uma sobre o Quintandinha e outra sobre a família imperial, ambas em Petrópolis.

Ou seja: estou no meu melhor, e o meu melhor é quando estou feito um polvo, com cada tentáculo estendido numa direção e todos eles fazendo alguma coisa de útil… E tudo isso, amores meus, às vésperas de completar 70 anos, e no mesmo dia que Flávia Alessandra, uma das minhas lindinhas mais queridas, também faz aniversário, olha só que barato!

Por tudo isso, como vocês podem ver pelo bom humor que emana deste meu textículo, estou mais feliz que pinto no lixo! Pois acabei de fazer meu check-up semestral, e meu médico, depois de olhar com a maior atenção o resultado de todos os exames, proclamou, não sem uma pontinha de inveja:

“Desse jeito você vai viver mais cem anos!”

O que ele não sabe é que minha intenção não é viver mais cem, e sim 254… E sempre trabalhando! Por isso, por favor Ney, manda gelar mais champanhe.

O TEU CABELO NÃO NEGA!

Enviado em : 19-05-2013 | por : aguinaldo silva | em : Aguinaldo Silva Digital

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O dono do blog The Sartorialist, o inglês Scott Schuman (na foto ao lado),  considerado o criador da blogosfera da moda, flanou mais uma vez  por terras brasileiras.  Seu negócio – diga-se de passagem, extremamente rentável – é andar pelo mundo clicando ‘cool people’. Nada de modelos ou ícones da moda, suas estrelas são pessoas comuns que se expressam através de seus estilos seja na roupa, nos acessório e principalmente, nos cabelos.  Perguntado, mais uma vez, sobre as brasileiras, Scott metralhou: “Não importa se negras, louras ou morenas, parecem todas iguais, cabelos compridos demais e lisos demais! Falta ousadia!”.  Será? Pelo sim ou pelo não, é bom não dispensar o toque “sutil” e ligar o alerta. O primeiro passo pode ser investir nas tendências de inverno, pois a estação traz desafios inusitados para a cabeleira feminina.

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(by Fátima Diniz)

Este ano, a moda para os cabelos aposta alto na diversidade.  A estação abre espaço  para todos os gostos e estilos sem se contradizer, mas priorizando na liberdade. A mulher vai poder exercitar todas as suas nuances, a delicada, a romântica e até a radical, com inovações de cortes e cores. Preparem-se pois a estação pode ser fria, mas a proposta é que

Neste inverno os excêntricos cortes de “bico” estarão em alta.  O contraste fica por conta das divisões indefinidas, o reto está fora de cogitação. Esse look afina o rosto e ressalta as expressões. Os “curtíssimos” também têm lugar garantido na estação, mas esqueçam o efeito arrumadinho, o corte deve ser repicado para dar ares de um desalinho estiloso. Quem prefere os longos, saiba as camadas darão a leveza necessária para este inverno nada conceitual.

 

 

Quem nunca teve coragem de experimentar uma franja provavelmente vai se inspirar. Ela é uma tendência forte para todos os cortes e aparece em vários os estilos: desde a bem ralinha, com poucos fios e transparência até a franja que sai de um V bem definido no topo da cabeça, a chamada “Cleópatra”. A inspiração vem ao gosto das atrizes de cinema da década de 40 (na foto acima)

Agora vamos falar de cores. No friozinho de 2013, o loiro não precisa ser banido, mas deve adotar tons platinados com a raiz amarronzada. Essa coloração pode ser usada em cabelos curtos ou longos.

O hit do inverno é mesmo o marrom, o tom mais em voga será o famoso castanho. Até o vermelho  vai se caracterizar  em tons “acastanhados”. A ordem é evitar  o aspecto vibrante. A mulher deve expor sua elegância em tonalidades que obedeçam a uma escala de nuances.

Se é para radicalizar, vamos tocar num ponto delicado, a textura dos fios. Outra tendência que tenta se impor há algum tempo, mas que nessa estação tem grandes chances de tomar corpo é o cabelo liso com aspecto natural. Lisos  por inteiro,  lisos na raiz e mais naturais no comprimento, ou com raiz mais amassada e pontas mais lisas, não importa,  a única regra é  naturalidade e movimento. Então esta é  a hora de  guardar as chapinhas no armário.

 

 

Nos penteados o rabo de cavalo, que sempre foi um símbolo de praticidade, será usado mais baixo no inverno, seja no dia-a-dia ou adaptado para ocasiões mais formais. Pode ser torcido ou com acabamento liso, atribuindo uma aparência mais sofisticada ao penteado. O coque é outra opção prática e, desta vez, sem compromisso com a estrutura,  deve parecer desestruturado, lembrando uma criação moderna, presos sobre a nuca e com fios desalinhados para emoldurar o rosto.

 

As tranças também serão figurinhas fáceis nesse inverno 2013. Discretas, embutidas, no topo da cabeça, presas, super longas ou caídas na lateral,  prometem fazer a cabeça da mulherada, principalmente por serem rápidas e práticas de fazer.

Com tantas possibilidades diferentes de outros invernos, talvez seja hora das brasileiras mais conservadoras experimentarem um ou outro detalhe que não destoe muito de sua personalidade. Já as vanguardistas podem botar pra quebrar e ousar pesado no visual. Lord Schuman que nos aguarde! 

 

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MUJERES COM

EL CABELLLON

EN LAS VIENTAS!

Já que o assunto é cabelo…

Marido de Alquiler, a versão hisplânica de Fina Estampa, está prestes a estrear nos Estados Unidos. Tive alguns encontros com os roteiristas e produtores da novela em Miami, e num deles aconteceu uma história pitoresca que passo a relatar.
A certa altura da reunião me foi mostrado num telão fotos das atrizes mexicanas candidatas ao papel Griselda. Registrei, com crescente incômodo, que todas elas usavam cílios postiços e tinham cabelos de pantera. A certa altura não resisti e falei, no meu mais castiço portunhol.
- Pero Gridellda não usa cílios falsos nem tiene el cabellon!
Ao que o diretor-geral da Telemundo, lá do alto de sua autoridade e seu conhecimento do assunto, retrucou:
- Todas las atrizes de Mejico usan pestañas postizas e tienen el cabellon!
Assunto encerrado – a Griselda lá de cima (Sonya Smyth, a moça que vocês vêem em várias versões na montagem aí embaixo) terá cílios postiços e cabeleira de pantera, fazer o quê? (Aguinaldo Silva)

 

AGORA DIGAM: TEM CULPA ELE?

Enviado em : 17-05-2013 | por : aguinaldo silva | em : Aguinaldo Silva Digital

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O que vou escrever a seguir vai provocar reações as mais variadas. Algumas pessoas vão concordar comigo, outras vão discordar, outras muito pelo contrário. Talvez eu seja até xingado. Chamado de puxa-saco é certeza absoluta. A não ser que os leitores interpretem o meu texto como uma ‘metalinguagem’. Mas não tem como simplesmente fechar os olhos e ignorar um fenômeno ‘felomenal’ característico das obras de Aguinaldo Silva.

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texto de Virgílio Netto

É comum de tempos em tempos surgirem autores de novelas aclamados pela crítica (muito mais) e pelo público. Autores que trazem elementos novos às histórias dando a elas um caráter de novidade, um certo frescor que dá a (falsa) impressão de que o gênero foi reinventado.

Sou fã de novela. Assisto desde sempre. Quero até ter o gostinho de escrever uma um dia! Então estou calejado de saber que quase tudo que vejo nessa ou naquela já vi em outras com mais ou menos emoção.  E isso não é uma crítica. Muito pelo contrário. Tenho grande admiração pelos autores que conseguem atrair nossa atenção  contando histórias que nos tirem o fôlego e nos prendam à frente da TV por meses a fio.

Agora, uma coisa é fato: uma novela pode até virar a queridinha da crítica (muito mais) e do público; ganhar as redes sociais e liderar os Trending Topics; mas, basta subirem os créditos do último capítulo, entrar a palavra FIM, que acabou a história, acabou o frisson. Só vamos ouvir falar dela de novo no Vídeo Show ou nesses almanaques de telenovela da vida.

Por isso não tem como não destacar a sagacidade e a perspicácia de alguns autores ao criar e construir certos personagens. Não é qualquer criação que extrapola os limites da novela. Pra isso acontecer é necessário que o personagem tenha algo mais. Tenha uma empatia que pareça simples de entender, mas muito difícil de explicar. É o tal do fenômeno. Nesse quesito, meus caros leitores, eu tiro o chapéu para Aguinaldo Silva. Esse, sim, é O CARA.

Primeiro aconteceu com Lili Carabina (vejam o trailler lá em cima). E aí vale destacar outra grande jogada de mestre: trazer para a ficção um riquíssimo personagem da vida real. A mineira que virou bandida foi parar nos livros; depois na TV, no seriado Plantão de Polícia (o primeiro do gênero no Brasil, diga-se de passagem); e, por fim, no cinema (Lili, a Estrela do Crime), com Beth Faria numa interpretação arrebatadora.

Agora, fenômeno mesmo é Giovanni Improtta. O personagem também saído da literatura Prendam Giovanni Improtta é o livro) direto para a novela Senhora do Destino conseguiu a façanha de virar filme treze anos após a exibição da novela. É mole? Ainda hoje os bordões do personagem construído com perfeição por José Wilker estão na boca do povo.

Como se isso tudo já não fosse o bastante, eis que outro personagem de Aguinaldo Silva ganhou vida própria e resolveu saltar da telinha para a telona. Crodoaldo Valério, o onipresente mordomo-secretário-bajulador-saco-de-pancadas de Tereza Cristina em Fina Estampa (seria lugar-comum dizer ‘magistralmente’ interpretado por Marcelo Serrado?) também vai ocupar os cinemas ainda este ano. Alguém tem dúvidas de que será um arrasa-quarteirão?

Com tudo isso, eu fico imaginando como deve estar o ego de Aguinaldo Silva. Porque, vou confessar, se fosse o meu, desculpem a falta de modéstia, estaria mais inflado do que os balões da Capadócia e mais cheio do que as bolas do Divino! 

(Nota da redação: claro que muitos vão te chamar de puxa-saco, Virgílio. E, pior ainda, vão dizer que fui eu quem te encomendou o texto acima. Mas o que eles vão mesmo é botar os dois dedos no assim chamado ânus e se rasgar de cima abaixo em duas bandas… Porque, contra as tuas palavras, não haverá argumentos. Eu tive a sorte, nestes anos todos de novelista, de criar personagens que se tornaram maiores que a vida, e por isso transcenderam o gênero. E não pensem que estou satisfeito com o que já fiz, não, quero criar, nas minhas próximas novelas, outras dessas figuras imorredouras. Por isso, despeitados de todos os gêneros, tratem de pegar agulha e linha, costurar e juntar de novo vossas duas bandas rasgadas… Porque, se depender de mim, muitas outras vezes terão que rasgá-las. Agonildo Silva)

TRAFICADA, BEM COMPORTADA

Enviado em : 14-05-2013 | por : aguinaldo silva | em : Aguinaldo Silva Digital

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“Não sou santa, mas sou bem careta”, define-se Laryssa Dias, a prostituta traficada Waleska, de Salve Jorge, que teve seu papel ampliado com o desenvolvimento da trama. Muito diferente de sua personagem, a atriz, de 30 anos, 1,65m e 52 quilos, conta que nunca fumou, bebeu ou usou drogas, e teve seu primeiro namorado aos 19 anos. “Tenho padrões morais bem definidos, e uma família muito unida. Meu pai sempre foi geração saúde. Com cinco anos perguntei à minha mãe como era feita a carne que estava comendo. Quando ela disse qual era o processo até chegar ao consumo, perdi a fome, e passei a ser vegetariana”.

entrevista de Simone Magalhães

fotos de Fco. Patrício

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De personalidade forte, a estreante em novelas garante que só faz concessões “por uma causa justa”. É perseverante: investiu em vários cursos de interpretação, e foi em busca de trabalho. “Levei muitos ‘não’ em testes, mas nunca pensei em desistir”, afirma a atriz, cuja personagem, nesta sexta-feira, termina a novela com um happy end unindo-se ao policial Almir (Murilo Grossi). Detalhe para os curiosos: o nome da moça não é artístico. Foi Suely, mãe dela, que ao ver um quadro assinado pela pintora Laryssa – com “y” – resolveu batizar assim sua primeira filha. Pode ter dado um plus, mas o sucesso veio com a soma talento + batalha.

“Mergulhei nos universos do tráfico humano e da prostuição”

‘Logo que fui aprovada no teste para interpretar a Waleska mergulhei em dois universos: o do tráfico humano e da prostituição. Fiz laboratório durante cinco meses. Workshops, palestras, conversas com delegados, com responsáveis por ONGs, familiares de ex-traficadas. Fui a várias baladas nas que sabia que tinha garotas de programa. Eu chegava, dizia quem era e o que gostaria de conversar, jogava limpo. Muitas se negavam, mas outras falavam abertamente sobre suas vidas. A maioria tem filhos, e faz da prostituição o sustento da família. Pelo que percebi, elas entram num círculo vicioso, de acomodação, não querem perder a boa condição financeira que têm. Acompanhei um dia delas, fui ao mercado, fazer compras, buscar o filho no colégio. É um dia a dia comum. Quis humanizar a Waleska, que é uma pessoa do bem, digna e ajuda as outras traficadas. Pela resposta do público, nas ruas, consegui (risos).’ 

“Minha função é iluminar as pessoas”

‘A sociedade não conhecia esse tema do tráfico de mulheres, achava que era lenda urbana. Agora, as pessoas já debatem sobre isso, os casos estão aparecendo, redes estão sendo desbaratadas. Minha maior satisfação é ver que o objetivo da novela foi atingido. E é uma realização como atriz, como ser humano! Sou um soldado, preciso ter disciplina e passar o que a personagem quer dizer. Minha função é informar, iluminar e emocionar as pessoas.’

“Sou muito família”

‘Sempre quis ser atriz. Com 5, 6 anos comecei a participar de um curso de lambada no condomínio onde morava. Depois de seis meses já me apresentava, com meu professor, nas matinês de casas de shows, em São Paulo. Meus pais estavam sempre comigo. São meus maiores incentivadores. Cresci ouvindo meu pai tocar guitarra, violão… Ele sempre teve banda, e compunha também. Sou muito parecida com ele: comunicativa, gosto de público, adoro conversar. Já minha mãe é mais discreta. Eles são mineiros e foram morar em São Paulo. Tenho dois irmãos: Tássio, de 29 anos, e Sarita, de 24. As famílias paterna e materna estão em Juiz de Fora. Somos muito unidos. Faço questão de vê-los, pelo menos, uma vez por ano. Em 2012, não deu pra ir no Natal, porque estava gravando muito, mas fui lá na Páscoa, quando tive um tempo. Sou muito família.’ 

 “Fui à luta pela profissão que escolhi”

‘Depois de fazer aulas de jazz, balé, com 12 anos resolvi me dedicar ao teatro. É aquela época em que na escola todo mundo pergunta o que você quer ser, e eu não tinha dúvida nenhuma: ‘Quero ser atriz!’. Participava da maratona cultural do colégio, montava peças, e, aos 13, fui estudar na Casa de Teatro, com a Ligia Cortez. Era tudo que eu queria, mas, na hora do Vestibular, bateu aquela dúvida. Com 17 anos talvez não estivesse tão madura para fazer Artes Dramáticas. E optei por Propaganda e Marketing, no Mackenzie. Mas, ao mesmo tempo, fazia cursos de interpretação, curtas, trabalhos com o Grupo Tapa. Na semana seguinte à minha formatura na faculdade, fui procurar uma escola de interpretação para depois tirar meu DRT (Documento de Registro Técnico), e ir à luta pela profissão que escolhi’.

“Nunca bebi, fumei ou usei drogas”

‘Depois de várias tentativas, fazer alguns curtas, conhecer muitas pessoas, me chamaram para fazer um teste para o filme da Bruna Surfistinha. Era um desafio, já que a personagem não tem nada a ver comigo. Nunca bebi, fumei ou usei drogas. Mas não teria problemas em aceitar, caso tivesse sido chamada. Claro, que precisaria fazer um preparação. Como fiz para a Waleska. Mas nunca recusaria um papel que me desafiasse. Pelo contrário. Tanto que, depois, em 2010, fui aprovada no teste para série policial 9mm:SP, na qual interpretei a Núbia, amante de um traficante, de um policial, e metida com drogas. Foi uma porrada, no bom sentido. Fiquei duas temporadas na série, e, em 2011, fiz o curta Fui Comprar Cigarros, do Marcel Mallio, que me deu mais visibilidade.’ 

“Sou super-romântica, gosto de homem galante”

“Tive namoricos, paqueras, mas namorado mesmo, de apresentar à família, foi aos 19 anos. O relacionamento durou um ano e meio. Na verdade, tive poucos namorados, só os pelos quais me apaixonei. Não gosto de ficar por ficar: não agrega nada. Tenho que estar apaixonada. Sou muito intensa, sabe? Quando amo, amo demais. Quando sofro, demais. Tudo é muito (risos). Meu namorado (Wilson Cardoso, 40 anos), é sociólogo – tem uns projetos sociais maravilhosos – e publicitário. Ele tem um pouquinho de ciúmes ao ver algumas cenas, mas também tem tanto orgulho de mim, que releva isso. Sou super-romântica, gosto de homem galante, que abre a porta do carro, que ‘cuida’ da namorada. Quero me casar, ter dois filhos, mas não agora. O foco é a minha carreira”.

 

O QUE NÃO PODE FALTAR…

NA BOLSA – ‘Protetor labial com filtro solar e hidratante. Se não os lábios podem ficar rachados’.

NA MAQUIAGEM – ‘Batom vermelho fosco, para sair. Peguei isso da Waleska! (risos)’

NO ARMÁRIO – ‘Perfumes masculinos – um dos meus preferidos é o Armani Code – e loção com cheirinho de bebê’.

NA GELADEIRA – “Água gelada. Bebo cerca de 2 a 2,5 litros, por dia. Mas a meta é tomar 3 litros’.

NO PRATO – “Arroz com feijão. Adoro!’

 

O QUE LARYSSA ACHA DE…

PRECONCEITO – ‘É muito triste! O ser humano deveria naturalmente respeitar o outro. Nada de violência, de discriminação. Respeitar a liberdade do outro. Respeito é uma palavra tão importante!’

ABORTO – ‘Sou contra. Mas acho que a mulher deve poder escolher em caso gravidez por estupro ou se o feto não for sobreviver, por alguma anomalia, depois.’

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – ‘É inadmissível! Tem que denunciar mesmo, e o culpado deve ser punido. As pessoas só aprendem vendo exemplos”.

TV – ‘É o meu local de trabalho. Tenho colegas lá. E todos estão trabalhando por um objetivo. É minha primeira novela, tudo muito novo. Mas em todo lugar onde você está começando vai criando laços com quem se identifica mais, baseado nos seus valores, na sua experiência de vida, nas afinidades.’

RELIGIÃO – ‘Sou católica por formação, mas tenho meu jeito particular de conversar com Deus, que é uma energia muito positiva, o contato com a natureza, tudo de bom que nos cerca. Só peço proteção e saúde. Ah, agradeço também’.

DROGAS – ‘Nunca usei absolutamente nada. Nunca quis experimentar. Na adolescência, muita gente diz que se você usar vai se sentir feliz, bacana, solta na balada, animada… Mas eu já sou assim normalmente, não preciso de nenhum ‘aditivo’. Acho que o diálogo, as informações, os valores devem vir dos pais. Eu sei o que quero pra mim. Jamais vou usar”.

LIMITES – “A sensação que tenho é de que os pais e os filhos têm horários diferentes, desencontrados, e outras pessoas acabam tomando conta das crianças. Acho que os pais devem estar próximos, disponíveis para conversar, educar e acompanhar o crescimento dos filhos. E nessa relação mostrar limites é fundamental. E fazer bons programas também: levar ao parque, ao teatro, ao museu… Não deixá-los apenas no computador ou com o videogame.”

LIBERDADE – “Ser o que você é, viver a sua verdade”.

CORPO – “Qualquer pessoa precisa se cuidar para ter boa saúde. Quando você trabalha com a imagem deve ter um cuidado maior, mas sem paranoia. E se a personagem for interessante, pelos conflitos, pelos desafios que apresentar, aceito independentemente de ser gorda, careca, o que for. Como atividade física faço muay thai (boxe tailandês) e gosto de correr ao ar livre. E quanto à alimentação sou ovolactovegetariana. Ou seja, também como ovos e derivados do leite. É claro que um chocolate – que eu adoro! – ou uma pizza, de vez em quando, não tem problema. O bom dessa mudança alimentar é que minha família diminuiu em 60%, 70% o consumo de carne”.

POSAR NUA – “Não tenho nada contra, mas sou tímida pra isso. E acho que não está ‘linkado’ à carreira, mas a um bom cachê ou à vaidade. Posso ganhar meu dinheiro trabalhando.”

SEXO – ‘Para mim, só com amor. O sexo tem que fazer o ser humano feliz. Vale tudo no momento de entrega, desde que seja bom para os dois”.

DESTINO – “Acredito em destino. Sempre soube que ia ser atriz. Mas acho que temos livre arbítrio: acredito muito na batalha pelas oportunidades. Quando não acontece é porque não era pra ser, não era o momento, e continuo buscando. Nada pra mim foi fácil’. 

PLANOS PARA DEPOIS DA NOVELA – “Ainda não tenho nada em vista, mas eu quero é trabalhar. Adoraria se surgisse um convite interessante”

(foto: divulgação)

ALMODOVAR SOLTA A FRANGA A DEZ MIL METROS DE ALTURA!

Enviado em : 13-05-2013 | por : aguinaldo silva | em : Aguinaldo Silva Digital

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Não é a primeira vez claro, nem será a última – assim esperamos, pelo bem do cinema. Mas o fato é que Pedro Almodovar, o mais inquieto e criativo de todos os diretores europeus, lança filme novo neste mês de junho, e desta vez ele se passa praticamente todo dentro de um avião cuja tripulação é… Alucinadamente gay! O quê, você falou em sensação de deja vu? Acha que já viu isso em algum lugar? Cala-te boca. O avião sofre problemas (mais graves que este recente, da American Airlines, no qual uma passageira cantou a plenos pulmões, durante toda a viagem, aquela música de Whitney Huston que ninguém aguenta mais, e quase foi jogada pela janela); a tripulação gay tem que assumir o comando e… Bem, esperem só o filme pra ver o que acontece. “Os Amantes Passageiros” é o título do filme, que ainda tem como bônus as presenças de Penelope Cruz e Antônio Bandeiras, mas não, eles não fazem parte da tripulação, o que é uma pena. Querem uma palinha do novo Almodovar? Vejam o trailler abaixo.