NOIVADO À DERIVA!

»Públicado por em set 29, 2014 | 14 comentários

 

Com vergonha do pai, que é ridicularizado em sua despedida de solteiro, Enrico acaba desistindo de ir ao próprio casamento e deixa Maria Clara à sua espera diante do altar!

NOIVO SURTADO,

NOIVA CORAJOSA!

A despedida de solteiro organizada pelos cunhados e amigos de Enrico provocará um trauma no chef de cozinha.

A festa será organizada no flat onde ele estará morando após sair da casa dos pais. Na hora da surpresa, no lugar de uma mulher, quem sairá de dentro de um bolo gigante levado pelos garçons é um travesti com uma faixa escrito “Claudete Hétera”.

Enrico reagirá paralisado. José Pedro e João Lucas ficarão sem entender. Outro amigo, Frederico, fotografará tudo. Mal sabem os cunhados que tudo foi tramado – uma vez mais – por Téo Pereira.

O filho de Claudio Bolgari surtará de vez. Agredirá o travesti, sairá desnorteado pelas ruas do Rio de Janeiro, passará a noite feito um zumbi na praia e não aparecerá no próprio casamento no dia seguinte.

A essa altura, Téo Pereira já terá publicado as fotos da agressão de Enrico ao Travesti e causado o maior bafafá na sociedade carioca.

Chega a hora do casamento e nada de Enrico aparecer. Ele voltará ao hotel e Beatriz tentará convencer o filho a se casar. Mas enrico estará decidido, dirá à mãe que só tem vontade de morrer e culpará o pai por tudo.

Maria Clara será avisada por José Alfredo, emocionado, de que Enrico decidiu não se casar. Ela, então, surpreenderá a todos e dirá que vai atrás do noivo. Marta e José Alfredo tentará convencê-la do contrário, mas de nada adiantará:

- Vou atrás do Enrico porque quero! Preciso ouvir da boca dele que ele não vem ao nosso casamento! Vou fazer isso… E vai ser agora!

Vestida de noiva, Maria Clara sairá correndo por entre os convidados que reagirão pasmos. Maria Marta pegará o microfone e justificará:

- Desculpem, mas como é de praxe nessas ocasiões, a cerimônia vai atrasar um pouco… Não se preocupem, a noiva apenas esqueceu uma coisinha em casa e fez questão de ir buscar pessoalmente… Aproveitem para continuar o bate-papo regado a boa comida e boa bebida que, logo, a noiva vai estar de volta e dar início ao casamento.

Já no hotel, onde chegou acompanhada do pai, Maria Clara exigirá que Enrico abra a porta:

- Trata de abrir essa porta antes que eu arrebente com ela!

Sem saída, Enrico abrirá a porta e reagirá ao ver a noiva:

- Eu não devia te ver assim vestida…

A conversa seguirá tensa até que Maria Clara perguntará ao noivo se haverá ou não casamento. Ele desconversará, pedirá pra ela entender a posição dele, mas Clara será enfática:

- Chega, Enrico! Quem tem que entender uma coisa aqui é você! Nosso casamento tá marcado pra hoje, pra agora, não pra outro dia! Deixa de maluquice e responde: a gente vai ou não vai casar?

Na sequência, Enrico dirá a Clara que não tem condições de ir ao casamento. Sugerirá a ela que leve o padre até lá onde podem se casar só com a presença da família dela. Clara se irritará e dará uma bela lição de moral no noivo:

- O amor que você dizia sentir por mim, então, passa primeiro pelo seu amor próprio, seu orgulho, sua vaidade, seus conceitos e preconceitos…

- Não é isso…

- É isso, sim! Sabe o que você é, Enrico? Você é o cara mais covarde, mais fraco de caráter que já conheci em toda a minha vida! E eu devia me esbofetear por não ter percebido isso antes, porque eu nunca nem olharia prum homem tão frouxo e doente quanto você, muito menos ficaria noiva! Sabe do que mais? Você tem vergonha do seu pai por ele ser gay, mas homem menos macho do que você, Enrico… tá pra nascer!

Enrico adotará um tom agressivo:

- Não fala assim comigo!

- Vai crescer? Vai me bater? Ser homem pra você é isso, é usar a força, a agressividade, a ignorância? Como é que você diz que gosta de mulher se tá me deixando plantada no altar?! É isso que é gostar de mulher pra você?

Enrico perguntará se ela está insinuando alguma coisa. Maria Clara o mandará calar a boca e, cada vez mais nervosa, dirá que agradece a ele por não se casar com ela, porque certamente seria infeliz ao lado dele. Enrico tentará acalmar a noiva, mas será tarde demais:

- Clara, você tá nervosa, pensa nos momentos legais que a gente viveu, não joga isso tudo fora…

- Já joguei, Enrico! Ou melhor, você jogou pra mim! E agora sou eu que te digo: quem não quer mais casar, não quer mais nada contigo… sou eu! Nem hoje nem nunca mais!

Ela terminará o noivado e sairá correndo com Enrico atrás dela.

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O QUE CORA DEVE PEDIR A ZÉ ALFREDO – DINHEIRO OU SEXO?

»Públicado por em set 27, 2014 | 198 comentários

 

 A sorte e a fortuna dele vão estar nas mãos da vilã. E aí…

Atenção, fiéis leitores, estou num dilema atroz, preciso resolvê-lo até amanhã ao meio-dia e conto com a ajuda de vocês.

Seguinte: na segunda parte da novela, José Alfredo vai depender da ajuda de Cora pra  não ser preso nem perder a fortuna. O que a vilã deve exigir do nosso herói em troca de sua ajuda? Uma fortuna em euros depositada num banco suíço… Ou uma noite de amor desenfreado na qual ela afinal perde a tão propalada virgindade?

A escolha é de vocês: o dinheiro ou a noite de sexo – o que Cora deve exigir de José Alfredo pra salvá-lo da derrota? Respondam rápido nos comentários aí embaixo e me ajudem a decidir esse dilema!

Como não posso exigir de vocês que me ajudem a escrever a novela de graça, dou um prêmio: o comentário de número 50 deste post ganhará o box com a última temporada completa de Breaking Bad!

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MAS AINDA TENHO PERNAS!

»Públicado por em set 26, 2014 | 21 comentários

QUERIDO DIÁRIO (29)

(morto de cansado, aproveito a sessão de fotos na SIC pra me encostar na parede e cochilar um pouco…)

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Há tempos não converso com você, pelo que peço desculpas – a você e meus leitores. Mas é que “Império” me exige 36 horas de atenção por dia. E como o dia só tem 24 horas… Bem, dá pra você imaginar o quanto ando enlouquecido… Mais enlouquecido ainda agora que vim a Portugal para promover a novela, que estreia por essas bandas neste começo de outubro

No Brasil, vocês sabem: a modéstia me impede fortemente de o dizer, mas “Império” é um mega-sucesso, capaz de pegar a audiência nos 13 do famigerado horário eleitoral e terminar nos 34 e mais alguma coisa. Aqui não sei como será, nunca se sabe. Mas a julgar pela curiosidade dos jornalistas que participaram da minha entrevista coletiva na SIC, a emissora que tradicionalmente exibe as novelas da Globo, “Império” também será o que é por aí, ou seja: um Império!

Da novela não posso falar muito – embora pretenda fazê-lo muito em breve. De mim, dou notícias, E a principal delas é que, mesmo sem tomar o veneno que abaterá o comendador José Alfredo e o levará ao túmulo por volta do capítulo 120… Eu estou morto!

Morto sim, mas de cansaço, é claro… E é claro que aqui abrirei um parênteses para lhe dizer, meu Diário Querido, e também aos meus leitores, que o comendador morrerá sim, bem no meio da novela, mas, megalômano como é, ressuscitará ao fim do terceiro dia e voltará de entre os mortos, mais vivo que nunca e, como eu agora, disposto a tudo!

Agora voltemos a este finado que lhe escreve: estou morto sim, mas de cansaço. Sempre disse que escrever novelas não é coisa pra mariquitas, e se já não era desde que escrevi a última, dessa vez tem sido pior ainda. Trata-se de ganhar uma guerra: contra a audiência, contra o politicamente correto, contra a “Dona Maria” de quem falei no post abaixo, contra os fifis mal intencionados – que fingem não gostar da novela, mas não perdem um capítulo -, contra a idade, porque ninguém tem pernas de Marlene Dietrich aos 70 anos e eu, por mais que faça, não consigo fugir à regra… Enfim: a novela custa cada um dos centavos que eu ganho para escrevê-la, e sim, contribuições da parte dos mais fanáticos por ela são bem vindas na caixinha da Igreja.

 

 

Ou seja: para chegar até o dia 14 de março, que é a data prevista para “Império” terminar, terei que fazer das tripas coração e do coração o fígado. Por falar em tripas, quero lhe dizer que ando mal humoradíssimo, pois o resultado de ficar trancado em casa com a geladeira sempre cheia (graças a mãos piedosas), é que perdi um pouco do meu corpinho de sílfide. Fiz as contas assim por alto e descobri que, se não costurar a boca e não botar um cadeado na porta da geladeira pra não poder abri-la de meia em meia hora chegarei ao fim do “Império” fatal e simplesmente gordo, aliás, gordíssimo!

Mas eu comecei este texto, meu Diário Querido, pra lhe dizer do quanto está sendo simpática esta minha estadia em Portugal – mas, aviso aos curiosos: em local incerto e não sabido. Meu périplo pelos corredores da SIC rendeu cumprimentos afetuosos dos que sabem que, aqui nesta terra, com minhas novelas não tem erro: o povo adora e não perde um capítulo. Assim, a entrevista coletiva, programada para durar meia hora, durou o dobro e só terminou porque alguém me arrancou direto da sala e me levou para o estúdio onde estava sendo gravado o “Boa Tarde” de Conceição Lino.

Adoráveis portugueses, que tanto me festejam… Mas não me dão o cobiçado VIP Gold, o cartão dos que aqui investem – e eu invisto muito, caramba! – porque já gastaram todos eles (os cartões) com os chineses. De qualquer modo, mesmo tendo que entrar na interminável fila dos imigrantes aqui no Aeroporto de Lisboa, não abro mão de dizê-lo: Portugal, como o Brasil, é minha terra, e eu não me queixaria de nada se, morto de cansaço que estou, tivesse um troço fulminante e acabasse enterrado lá no meio do Alentejo.

Isso se eu fosse morrer. Mas, tal como o comendador José Alfredo Medeiros, no qual coloquei alguns dos meus vícios e virtudes (forrar minha própria cama todos os dias é um dos primeiros)… Não vou morrer nunca! E assim, Diário Querido, agradeça aos céus! Você ainda vai ter que me aturar muito. (Agonildo Salva)

 

(Fizeram questão de me maquilar, mas claro, com essa minha pele de pêssego, nem precisava…)

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CADA UM AMA COMO QUER

»Públicado por em set 26, 2014 | 7 comentários

 

Vou voltar ao tema, prometo, com o vigor que ele exige. Estou apenas aguardando o momento certo para entrar na polêmica que a personagem Beatriz, de “Império” está provocando nas redes sociais e no disse-me-disse do dia a dia. Vou contar a vocês de onde saiu essa mulher, e porque eu resolvi cria-la e inclui-la com tamanha força na novela, mesmo sabendo o frenesi que isso ia provocar. Vou aproveitar para falar dessa hipotética e inexistente”Dona Maria” que, segundo os autoproclamados especialistas em pesquisas, decide, com sua opinião extremamente conservadora, o que as donas de casa e suas famílias da vida real podem ou não ver sem ficar chocadas, o que, cada vez mais, é cada vez menos, ou seja: segundo a tal de “Dona Maria” é quase nada. Por enquanto, fiquemos com a opinião do nosso leitor Paulo Senna, exposta num comentário que ele postou ontem no meu facebook. Leiam, curtam, e opinem: Beatriz deve ou não ser execrada e condenada, como acha a “Dona Maria”? (Aguinaldo Silva)

 

 

Há muito tempo não via uma novela levantar tantas questões importantes como agora em Império, de Aguinaldo Silva. Na cena de hoje, “Claudette Hétera” finalmente deu um basta no filho homofóbico. O ator José Mayer esteve brilhante na cena. Os gays também são machos, é bom que ninguém esqueça.
Outra questão que ainda vai dar o que falar é a da relação da mulher de Cláudio na trama. Ontem, no Banco ouvi sem querer, querendo, uma moça dizendo que aceitava tudo, menos a passivida…de daquela mulher. Entrei na conversa, claro! Perguntei a ela porque não aceitava. A moça me respondeu que não aceitava porque não existe. Eu ponderei, disse a ela que não só existe como dei alguns exemplos bem conhecidos. Além disso, tem mulheres que já casam sabendo que o marido é bi ou gay, mas por amor, ou sei lá o que, aceitam àquela relação. O mundo oferece várias opções de felicidade, cabe a cada um aceitar a que lhe convém. Cabe a cada um assumir e pronto, a vida é sua e de mais ninguém, mas essa questão vai levantar muitos debates ainda, podem acreditar. Parabéns, Aguinaldo, mais um gol pra você!

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LORRAINE QUEBRA-BARRACO!

»Públicado por em set 23, 2014 | 16 comentários

 

Quando a gente pensa que já aprontou todas, ela engole um anel avaliado em 353 mil Reais… E mais para a frente vai conseguir o impossível: quebrar o diamante cor-de-rosa que é a pedra da sorte do comendador Medeiros!

Hoje tem marmelada? Tem sim, senhor! E a palhaça quem é? É Leonora Prudência!”. Não conhecem? E se eu disser Dani Barros? Lógico que todo mundo sabe que é a trambiqueira Lorraine, de IMPÉRIO. Mas, afinal, o que Leonora e Dani têm em comum? O mundo mágico do circo! A atriz trabalhou durante 13 anos, interpretando a Dra. Leonora Prudência – seu nome de palhaça no projeto Doutores da Alegria, que atenua o sofrimento de crianças doentes, em hospitais como Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio. Ex-aluna da Escola Nacional de Circo, e formada em artes cênicas pela UniRio, Dani, de 41 anos, há 30 vive os sonhos dos palcos e picadeiros e da TV. E para amenizar as saudades dos artistas que atuam embaixo da lona, a equipe do ASDigital passou uma tarde de sábado com a atriz no Circo Stankowich, na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca. Emoção pura.

entrevista: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

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Marcamos com Dani antes do horário da primeira função, mas ela se enrolou com o trajeto. Já tinha passado pelo circo, mas não conseguia descobrir o retorno para chegar lá. Ligou três vezes, ansiosa e pedindo desculpas pelo atraso. Logo depois, ela apareceu, e fomos conversar nas escadas que levam ao palco, no fundo do picadeiro. Bem diferente de sua personagem, ela passa leveza, discrição, mas muita intensidade. Principalmente quando fala do amor pela carreira. E do quanto está adorando fazer Império, trabalhando pela segunda vez com um texto de Aguinaldo Silva (o outro foi Fina Estampa), e ao lado da grande amiga Lília Cabral, com quem dividiu, até recentemente, o palco com o espetáculo Maria do Caritó.

 

NOS DEGRAUS ILUMINADOS

Nosso primeiro assunto só poderia ser um: Lorraine. Enquanto na novela das nove a ex-moradora de Xerém vê frustradas suas tentativas de enriquecimento ilícito e rápido, ela começa a dar valor ao devotado ex-marido, Ismael (Jonas Torres). É que o catador de lixo vai se dar bem ao devolver a José Alfredo (Alexandre Nero) o anel que ela engoliu, conseguindo um emprego e aumentando sua autoestima. E, se Aguinaldo Silva quiser, ela tem tudo para se redimir. “Ainda não sei como vão ficar as coisas. Acho que o Ismael tinha que dar um gelo nela (risos). Teve uma cena, na casa da Xana (Aílton Graça) em que Seu Antoninho (Roberto Bonfim) fala sobre os imóveis que tem, e Lorraine fica dando umas olhadas pra ele, interessada. Eu sei que educação não resolve caráter, mas acho que se ela tivesse uma educação melhor, talvez tivesse um pouco mais de discernimento”.

 

 

JÁ NO CAMAROTE

Quando os fachos de luzes coloridas começaram a cruzar o picadeiro e as arquibandas, com a plateia já se acomodando em seus lugares, fomos para o camarote, um dos que ficam dentro do picadeiro. Dani passou a observar as pessoas e os palhaços, que aproveitavam os minutos que faltavam para o início do espetáculo para vender brinquedinhos com luzes de néon. Nisso, aproxima-se dela Chumbrega, um dos mais antigos palhaços que trabalham lá. A emoção tomou conta da atriz, que conversou com ele sobre a arte circense, como foi – e é – importante no seu trabalho. “E eu aprendi muito com o teatro. Sou do tempo em que se encenavam peças no circo”, comentou Chumbrega. Interessante ouvir aquela troca de experiências. Eles descobriram que tinham conhecidos em comum, e, claro, fizeram fotos. Depois, a postos, Dani começou a gravar e fotografar partes do espetáculo com seu celular. Mesmo concentrada no que estava vendo, não se esqueceu da entrevista. Então, vamos conversar…

 

NEM TUDO É ALEGRIA

Ela nasceu em Petrópolis, veio para o Rio muito pequena. “Depois viajei bastante: Recife, Fortaleza… E voltei ao Rio”, contou. As mudanças foram necessárias porque sua mãe, que sofria de depressão e bipolaridade, teve que fazer tratamentos em várias clínicas psiquiátricas. Tanto que na peça Estamira – Beira do Mundo, que estreou em  2011 e deu a Dani vários prêmios, ao interpretar a vida de uma catadora de lixo esquizofrênica, ela aproveitou para misturar algumas coisas de sua vida pessoal: “Sempre que se falava de Estamira lembrava da minha mãe, das muitas andanças, de tudo que vi e vivi”. A atriz não conheceu o pai.Chegou a fazer um teste de DNA, ano passado, mas deu negativo. “Fiquei arrasada, muito triste. Depois que minha mãe faleceu (em 2001), achei que essa pessoa era meu pai. Mas não quero ir por este meio, é desgastante pra mim. A história já está resolvida, e não quero conhecer meu pai”, frisou ela, lembrando-se do padrasto, Aluísio, que por alguns anos foi casado com sua mãe. “Ele que botou pilha para eu ser artista, dizia que eu levava jeito. Imagina, quando eu tinha 8 anos, com aquele sotaque nordestino, liguei pra Rede Globo perguntando a quem atendeu se tinha vaga pra mim (risos)”.

 

 

UMA LUZ NO CAMINHO

Quando voltaram ao Rio, o que Dani antes considerava brincadeira, ela, aos 11 anos, resolveu levar a sério. “Fazia curso de teatro com Henrique Pires, vôlei, natação, terapia… Depois vieram Tablado, CAL, UniRio, Escola de Circo. Vi que era realmente o que eu queria”, relembra. Mas, por que o circo? “Quando comecei a fazer teatro tinha uma tendência à atriz cômica, e era uma certa defesa, medo de falar de coisas sérias. Vi no Luiz Carlos Vasconcelos, um ator maravilhoso, uma grande referência quando ele fazia o palhaçoXuxu. Aí, em 1996, entrei no Grupo do (Antônio) Abujamra. E resolvi participar do projeto Doutores Palhaços, que depois virou Doutores da Alegria. Já vi muita coisa em hospitais, e sofria, principalmente, quando havia pobreza. Como falta de papel para secar as mãos num hospital público, um buraco horroroso no teto, a mãe que trouxe a criança, já falecida, de ônibus porque não tinha dinheiro para o táxi. Muita coisa…”, emociona-se.

E completa: “Tive um treinamento muito bacana, mas pendurei meu estetoscópio. Fiz uma peça chamada Inventário – Aquilo que Seria Esquecido se a Gente Não Contasse, contando as experiências em depoimentos sobre como é ser palhaço (numa enfermeria pediátrica). Viajamos, apresentamos em vários hospitais, teatros. Quando acabou, como sempre tive essa paixão pela Estamira – meu apelido quando criança era ‘Maria Caquinho’, tudo que encontrava na rua levava pra casa – resolvi fazer a peça. Foram dois anos, 180 apresentações. Um acerto de contas, certas coisas que não podia dizer pra minha mãe em hospitais, e como palhaço, em relação ao estado dos hospitais. Quero remontar Estamira quando acabar a novela”.

 

 

 

 

E ELA BRILHA NO PICADEIRO

Nossa conversa era entreameada por: ‘Olha, eles não colocam rede para esse número!’ ou ‘Sabia que algumas vezes simulam que erram, porque quando fazem o número novamente e acertam a plateia aplaude mais?’. Nunca tinha percebido isso, achava que era o contrário: que as pessoas ficavam decepcionadas com os erros. Mas passamos a observar, e Dani estava certa. Até que lá pelas tantas o palhaço Berinjela veio chamá-la para participar de um número de pular corda. Enquanto ele e outro convidado a ir ao picadeiro ‘batiam’ a corda, as pessoas aplaudiam no ritmo dado por Berinjela. Só que no final, ele vendou os olhos de Dani, pediu que ela continuasse pulando, e o público batendo palmas, mas foi embora levando a corda. Ela ficou sozinha no picadeiro com os olhos vendados e foi parando aos poucos, percebendo algo diferente. Até que todos começaram a gritar: “Tira! Tira!”, e quando desatou o nó da venda tinha um faz-tudo do circo olhando com aquela cara ‘que mico, hein!’. “Puxa, achei estranho porque as palmas pararam, mas não percebi”, reclamou, rindo. Luzes acesas: hora do intervalo.

 

SEM PAUSA PARA DESCANSO

Resolvemos não sair de nossos lugares. Logo, Chumbrega e Berinjela, vendendo seus brinquedinhos, se aproximaram. Dani ‘reclamou’ sobre o número da corda, e eu propus que ela mostrasse suas habilidades com os aros, também ao lado de Berinjela. Ela aceitou. Estava encantada e observando as reações de todo mundo. Ao mesmo tempo falando da vida. “Como eu te disse tive dúvida se era uma atriz cômica, que vi que era uma defesa… Mas fui amadurecendo e senti que fazer drama era tão bom quanto. Gosto de ficar entre os dois gêneros. Pra mim, é o caso da Lorraine”. Mas como você se definiria?  “Sou palhaça, atriz cômica, dramática…não tem muito essa distinção. Mesmo no drama sempre tem um pouco de comédia e vice-versa. Quando criança eu era meio ‘pra dentro’. Em cena estou me divertindo na vida. A novela está sendo um grande aprendizado”.

 

 

O SHOW TEM QUE PARAR

Segunda parte do espetáculo, e Dani mais uma vez no picadeiro, tentando acertar os aros nos braços e na cabeça de Berinjela. Nos braços, os escolhidos para auxiliá-lo no número sempre acertam, mas ele consegue desviar discretamente para que o círculo de plástico não passe por sua cabeça. Apesar de saber a estratégia – eu já tinha contado antes –, Dani achou que seriam bambolês, e não aros pequenos. Resultado: também não conseguiu acertar, ganhou uns óculos enormes parecidos com os do Zé Bonitinho, e, no final, ficou frente a frente com o palhaço para poder colocar um aro enorme em sua cabeça. Foram aplaudidíssimos. Vieram as últimas apresentações, o show de águas dançantes – que atriz adorou – e o encerramento da função.

Mas Dani ainda tinha mais a dizer. Fomos até a cantina, sentamos e terminamos a entrevista. “Eu me orgulho de tudo que fiz: animação de festa, telegrama falado, teatro-empresa, tudo! Mas o circo me deu um ofício: os Doutores da Alegria era um trabalho pago, que tinha certeza com que podia contar”. De tudo que você passou, o circo te fez mais feliz?. Pausa. “Feliz? Acho que sim. Na verdade, tudo é importante. Se a gente faz o que gosta, se está bem consigo mesmo…”. Perguntei isso a ela porque percebi o interesse tamanho no espetáculo Estamira. Seria – também – uma catarse? Pensei no meu pai, que teve Alzheimer, durante nove anos. Você via sua mãe sofrer? “Eu via minha mãe sofrer nos hospitais e em casa”.

Antes de irmos embora – com a segunda função do circo já começada -, pergunto sobre o que gosta de fazer quando não está trabalhando, e a resposta é… ir ao teatro, claro! Dani diz que gosta de jantar com os amigos; que está namorando (mas não revela quem); que não tem vontade de ser mãe, já que é preocupada demais com os amigos, e se tivesse filhos “não ia conseguir nem dormir”.

Considera sua vaidade “de média para pouca”, não é “baseada na moda e no que dizem as regras da beleza”, acha uma maluquice o abuso dos procedimentos estéticos, “mas cada um sabe de si”. E, segundo a atriz, o Brasil tem jeito, mas precisa resolver primeiramente a falta da educação:  

“Se acontecer isso, todo mundo vai saber votar, se sentir responsável pela construção do país, fazer a Justiça funcionar melhor. Divulgam muito os maus exemplos, mas têm que mostrar os maus e os bons também”. 

Fomos embora, depois de uma tarde de pura magia e dura realidade.

 

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BEATRIZ EM PERIGO!

»Públicado por em set 21, 2014 | 17 comentários

 

BEATRIZ SOFRERÁ ACIDENTE GRAVE

APÓS SER AGREDIDA EM SUPERMERCADO

O apoio incondicional de Beatriz ao marido, Claudio Bolgari, vai provocar a fúria das mulheres “defensoras da moral e dos bons costumes”. Mesmo depois de ter a vida pessoal escancarada por Téo Pereira e ver o filho Enrico abandoná-lo, o cerimonialista vai ouvir declarações de amor eterno da mulher. Mas isso não sairá barato pra ela.

Durante uma ida ao supermercado, Beatriz perceberá os olhares de censura de duas senhoras e não se conterá:

- Que foi? Por acaso perdi alguma coisa aqui?

A pergunta será a deixa para que as mulheres a agridam verbalmente. E uma delas responderá:

- Perdeu, sim. A vergonha!

- Que é isso? A senhora tá falando do quê?

- Do exemplo que você tá dando pra sociedade: como é que pode? Saber que é traída pelo marido… com outro homem!? E deixar por isso mesmo?

Beatriz esboçará uma reação, mas as mulheres não darão trégua. Uma delas dirá à mulher de Claudio Bolgari que a classe das esposas decentes, mães de família é discriminada e desvalorizada por culpa de gente como ela. Por fim, as senhoras a acusarão de ser o câncer da sociedade. Beatriz então será veemente, dirá que as duas são mal-amadas, recalcadas e sairá com o carrinho. As mulheres não se darão por vencidas e a seguirão com os ataques gratuitos:

- Não temos marido boiola! E também não aceitamos descaramento.

- Pouca vergonha, nojeira, bando de libertinos, obscenos! Dando ideia pros nossos maridos e filhos!

Beatriz perderá de vez a paciência e gritará com as mulheres:

- Vão cuidar das suas vidas! Se estão preocupadas com a minha vida, é porque não estão felizes com as suas! Mulherzinhas de marido, vazias, fúteis, medíocres… e feias!

Nervosa, Beatriz nem levará toda a compra que tinha feito. Ela sairá rapidamente do supermercado enquanto as mulheres a encararão com olhares reprovadores. No carro, as palavras que ouviu no supermercado ecoarão em sua cabeça. Chorando muito, Beatriz sairá dirigindo com aquelas vozes sempre a atormentá-la. Até que em um cruzamento, ela não verá que o sinal ficou vermelho e será violentamente atingida por outro carro. Socorrida, ela será levada de ambulância para o hospital.

 

 

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HOJE A FESTA É NOSSA!

»Públicado por em set 19, 2014 | 35 comentários

 

O ASDIGITAL INVADE AS GRAVAÇÕES DA FESTA

DA IMPÉRIO, FAZ FIGURAÇÃO E REGISTRA

TODOS OS DETALHES. LEIAM A SEGUIR.

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

Imaginem… Um enorme salão de festas, lindissimamente decorado. O red carpet nos conduz por entre vitrines com colares e anéis de topázio, esmeraldas, brilhantes, ametistas. Espocam os flashes de dezenas de fotógrafos. Câmeras de TV também registram o evento. Garçons com flutes de champanhe, canapés de salmão, vinhos das melhores safras, panelinhas com escondidinho de aipim com bacalhau, se cruzam por entre convidados elegantérrimos. De repente… Tocam as trombetas! É o anúncio da entrada do Comendador (Alexandre Nero) e da imperatriz Maria Marta (Lília Cabral). Ele, de terno preto, bem cortado. Ela, num longo farfalhante vermelho, e sapatos dourados. Atrás do dois surge, no vídeo, a repetida, mas corretíssima frase: Os Diamantes São Eternos. Logo aparecem os herdeiros dos poderosos: José Pedro (Caio Blat), João Lucas (Daniel Rocha) e Maria Clara (Andréia Horta), todos de preto, mas num estilo jovial. Os donos da festa acenam ao ouvir as reverência (palmas e os famigerados ‘uhus’!) dos convidados, e sentam-se em seus tronos para dar início a um evento que duraria três dias: o lançamento da nova coleção da designer da Império das Joias, Maria Clara Medeiros de Mendonça e Albuquerque.

Para tudo, gente! Tem algo mais glamouroso e que faça a imaginação viajar do que isso? Pode até existir, mas essa viagem que começa hoje, em IMPÉRIO – organizada por Aguinaldo Silva, e realizada pelo diretor de núcleo Rogério Gomes, o Papinha, será inesquecível. E sabe o que é ainda melhor: Meninos, eu vi! Estive lá, no ‘salão’ do Pólo Rio Cine Vídeo Comunicação, na Barra, Zona Oeste do Rio, durante os três dias, toda trabalhada no preto e dourado, captando os detalhes. E posso afirmar que foi um capricho geral. Que equipe organizada, unida e educada é aquela? Deu gosto passar 72 horas em pé no salto 10! Isso sem falar nas fofocas, baixarias e até surrupios de trufas a um anel que vale 343 mil reais, que dão um gostinho a mais a esses eventos. É, porque festa que se preza clama por momentos bafônicos…

 

TUDO FORA DE ORDEM,

MAS ORDENADÍSSIMO

 

Quem acompanha novelas sabe que cronologia é algo totalmente relativo, que tudo é gravado fora da ordem em que as cenas vão ao ar. E é muito bom ver aquele quebra-cabeças ser montado. É maravilhoso começar a festa assistindo, logo de cara, Juju (Cris Vianna) dar a volta por cima e brilhar na passarela desfilando um conjunto de colar e brincos de esmeraldas. Enquanto isso, 11 modelos da Ford Models esperam, escondidas das câmeras, mas já prontas para mostrar as 21 peças da joalheria Amsterdam Sauer, além de bijuterias finíssimas.

Querem saber como Juliane foi parar lá? Uma cena gravada no último dia explicou tudo: uma das tops dá piti. Maria Clara liga para o pai, que sugere Juju Popular (a pedido do patrono da União de Santa Teresa) para o lugar da moça. A designer fica surpresa, mas, com seu feeling de que a ex-rainha de bateria vai gerar ainda mais notícia para a festa, o Comendador decreta: ‘Dispensa aquela magrela metida, e manda ela pastar’. E a ex de Orville (Paulo Rocha) deu show. “Estou achando muito bom reviver meus tempos de modelos”, comentou Cris, num intervalo.

Ao meu lado, Érika (Leticia Bierkheur) ‘fotografa’ tudo para o blog do terrível Téo Pereira (Paulo Betti). E, se não for cortada na edição, ela elogia a performance de Juju Popular, e essa escriba que vos descreve as cenas entabula uma conversinha com a ‘lorona’. E haja lenço de papel para minhas mãos, que suava em bicas depois disso nervosismo de estreante. E não ficou só numa conversa. Apesar de Érika ser da ala do jornalismo marrom com bolinhas bege, no dia seguinte, ela voltou a falar comigo e com o fotógrafo Fco Patrício, cena que pode/deve/quem sabe ir ao ar hoje.

E o melhor de ‘estar em cena’, junto com a ‘imprensa’ são as perguntas que os figurantes fazem de como devem proceder ou quando me chamavam para ficar ‘perto da luz, porque assim você aparece mais’, os toques que dei a Leticia posso usar chavão? Ela é linda por dentro e por fora! Na cena em que Érika aborda a, então, desetruturada Beatriz (Suzy Rêgo), perguntando sobre o fato de o marido dela beijar rapazes, Leticia achou que não deveria entrar de sola, já que era uma situação horrorosa e ela poderia ser destruída por Beatriz (quem acabou destruído foi o gravador de cena, que mergulhou no refrigerante que fazia às vezes de champanhe). Disse como eu faria numa situação dessas, ela concordou, levou ao Papinha, e, no final, com o talento das duas atrizes e a direção dele, a cena ficou pra lá de bafônica. Parecia que a Suzy, uma fofa na vida real, ia dar na cara da Érika, tamanho o ódio que a atriz demonstrou.

UM DIA DE ANGÚSTIA,

TRISTEZA E CONVERSA BOA

 

 

No segundo dia detalhe: nos três todos usaram a mesma roupa, mas como o vestido era meu tive a felicidade de poder lavá-lo, em casa -, muita emoção. Desde o telefonema de Enrico (Joaquim Lopes) para Claudio (José Mayer) dizendo que o amava e tinha muito orgulho de ser seu filho (olha como as coisas mudam de um momento para o outro na cabeça de um preconceituoso…) até a briga entre Cristina (Leandra Leal) e o Comendador. O bom é que como a moça tem cabelo nas ventas, não deixa o ricaço dar a última palavra: vai atrás, retruca as grosserias dele e sai da festa. José Alfredo ainda tenta o resgate, mas Cris já está no ônibus de volta para Santa Teresa.

E como em festa não pode faltar boa música, a DJ convidada para tocar foi a concorridíssima Dri Toscano. Uma ex-publicitária, ex-personal trainer, que, há seis anos, na festa de um amigo abalou fazendo um remix de sucessos dos anos 1970 e 1980, com uma batida moderna. Foi aí que ela descobriu o que realmente queria ser. “Adoro fazer desfiles, festa privê, eventos. Em 2012, toquei na Semana de Moda de Paris, e em Londres. Ano que vem, vou para Miami e México”, contou, animada. E atender pedidos dos convidados? Tudo bem? “Não tenho qualquer problema, mas prefiro que seja dentro da minha linha de trabalho. Pedem muito Pet Shop Boys e Eurythmics, por exemplo”.

Pena que a música era cortada a todo instante. Explica-se: o diretor pedia que Dri tocasse para dar o clima de festa dançante e cortava para que as falas pudessem ser gravadas. E todo mundo continuava se mexendo como se ainda estivesse tocando música. Mas a tendência é que os figurantes comecem a parar, já que não estão ouvindo nada. E Papinha, de vez em quando, tinha que lembrar: “Gente, vamos dançar. Isso é uma festa, não é enterro, não”. E eles voltavam a chacoalhar e até criar clima de romances fakes.

Mesmo depois do belo almoço, antes de entrar em cena, bate aquela fominha. Conversando com Leticia, disse que estava ávida por um café com leite. Ela falou em cima: ‘ Chama o Patrício e vem comigo!’. Achei que ia nos levar até a cantina, fora do estúdio. Que nada, inocente! Fomos parar na sala de estar dos atores. Lá estavam, esperando para ser chamados para gravar, José Mayer e a filha, Júlia Fajardo, que interpreta a Helena, Alexandre Nero, Tato Gabus Mendes, Josie Pessôa, Daniel Rocha, Hugo Esteves (o Patrício fake), e um delicioso bufê de salgados e doces, além é claro da melhor mistura que já inventaram no mundo, café com leite.

Quando chegamos, José Mayer a quem conheço há mais de 20 anos foi logo brincando: ‘ Ih, vamos parar com essa conversa, que a imprensa chegou’. Nada. Aí, foi que o papo rolou solto: opiniões sobre filmes e peças preferidos; o que achavam dos grandes cineastas e diretores de teatro; como, no Brasil, a emoção passa pela necessidade de chorar no vídeo. Dei meu pitaco, lembrando de uma cena magistral da minissérie Agosto (1993), em que o comissário Mattos (Zé Mayer) estava morrendo por causa de uma úlcera, e o clima no Palácio do Catete estava péssimo com a morte de Getúlio. E Zé, encostado numa palmeira dos jardins do Palácio, passou a dor física e moral que sentia, sem precisar de lágrimas.

E o papo ficou acalorado. Não tanto quanto o fotógrafo do ASDigital. É que ao apertar a válvula da garrafa térmica do café provoquei uma pequena ‘explosão’ (acho que foi o ar comprimido…), dando um banho do líquido quente no companheiro de blog. E também no texto de José Mayer, que, no maior bom humor, disse: ‘Ficou ótimo. Está parecendo papel envelhecido’.

O QUE É BOM SEMPRE ACABA

Último dia de gravação. Depois do almoço junto com integrantes da equipe, atrizes com bobs nos cabelos e chinelos (aliás, todas elas ensaiam de Havaianas,e só colocam o saltão na hora de gravar), e modelos já prontas para entrar em cena, voltamos ao salão de festas, tristes por estar acabando. Fomos diretamente para a mesa de doces. Não, não seria a nossa sobremesa. Fomos dar flagrante em Magnólia (Zezé Polessa) e Severo (Tato Gabus Mendes) carregando os chocolates para casa. Só faltava o tupperware (tem quem leve para festas de grande porte, sim!).

E vem toda a sequência do sofrimento de Beatriz e Claudio ao saberem que o peçonhento do Téo contou quem era o beijoqueiro da foto. Papinha pediu um efeito de câmera sensacional. Ela acompanhava todos os movimentos da saída de Claudio, transtornado, esbarrando nas pessoas com o salão lotado, depois closes dos convidados, como se estivessem sob a perspectiva do cerimonialista sendo hostilizado, censurado, por quem ele passava. E, para mostrar que o tempo é realmente outro na hora de gravar, vem a cena de Seu Antoninho (Roberto Bonfim) acompanhando Juju até a recepção do evento para fazer o desfile. E uma das melhores sequências: o roubo do anel de esmeralda por Lorraine (Dani Barros), que mesclou seu humor natural com drama. E o medo de ser pega com a joia? E o anel, enorme, que precisava parecer entalado? E a saída da personagem, no fim de festa, morta de medo, mas com a sensação boa de ter dado um golpe certeiro? Dani é um luxo.

Teve ainda Joaquim passando por lá, e dizendo à noiva que tinha vergonha do pai. O Comendador voltando às origens e proseando com Vicente (Rafael Cardoso) sobre as boas comidas da terrinha, no caso Pernambuco, Estado dos dois personagens. Enfim, um festival de cenas maravilhosas, movimentadas, gravadas num clima tranquilo, sem aquele estresse que mais de 300 pessoas tão diferentes poderiam causar se não houvesse coesão e paciência da equipe da novela.

Depois de chegar em casa com os pés em brasas, o vestido tão reutilizado, mas muiiiiito feliz por estar no estúdio e poder contar tudo isso a vocês, já estou revigorada, pensando no modelito para o casamento de Clara. Esse, sim, vai ser o frege dos freges. Mas não posso adiantar nada. Vou resgatar a saudosa dona Milu (Mirian Pires), de Tieta (1989), e enfatizar: ‘Mistééééééério!!’.

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