O CASAMENTO DE XANANÁ!

»Públicado por em mar 3, 2015 | 45 comentários

O casamento mais bafônico do planeta aconteceu neste dia 3/3 no estúdio do Projac. Transformado em sala de cartório, com “juíza” de paz, e petit comité – 15 sortudos convidados -, Sebastiana casou-se com Adalberto, e se uniu a Antônio. Não é paródia de poesia do Drummond: é pura realidade! Ou novela, como queiram. O que interessa é que Naná (Viviane Araújo)e Xana (Ailton Graça) estão juntos de papel passado, e Antônio (Lucci Ferreira)vai morar com os dois. Tudo isso por uma causa pra lá de nobre: dar um lar ao órfão Luciano (Yago Machado), que estava todo pimpão na cerimônia levando as alianças.

 

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

 

 

Muito de alegria, e uma certa tristeza. Isso é possível num casamento? Sim, quando na reta final de “Império”, acontece a união que o público e os atores tanto queriam, mas também marca o fim de oito meses de um dos maiores sucessos da teledramaturgia nos últimos tempos. Emocionadíssima, encontramos a estreante em novelas e prêmio Extra de atriz revelação, Viviane Araújo, no seu “Dia de Noiva”, terminando a maquiagem e pronta para colocar o vestido branco, by Morena Andrade. Chorar, nem pensar! Olha os cílios, o rímel… “Estou muito, muito feliz, com o retorno, com o carinho e reconhecimento do elenco. Isso me deu força pra fazer ainda melhor. Só espero que surjam outros trabalhos… em teatro, cinema – que eu adoro -, TV. Tudo valeu muito a pena”, definiu a intérprete da Naná.

Vivi explicou que sua personagem ama fraternalmente Xana, mas que tem um carinho especial por Antônio. “Ele foi conquistando o coração dela: é um homem íntegro, romântico, que quer ter uma família. Mas ela faz tudo pelo amor que sente por Xana, e sabe como é importante adotar o Luciano. Acho que há vários tipos de amor”.

Sobre a polêmica possibilidade de impedimento de casais homoafetivos adotarem crianças, Viviane é taxativa: “O que mais se vê são casais héteros querendo bebês novinhos, brancos, de olhos azuis. Dificilmente procuram uma criança maior. Acho que o importante na hora de avaliar as adoções é o amor que ela vai ter, a boa condição de viver, estudar, ter saúde… Não importa que seja um casal homo ou hétero”. E complementa: “No caso da Naná, da Xana e do Antônio não é um trio amoroso, e sim um cara tão apaixonado que passa por cima do sentimento de dois grandes amigos para ficar perto da mulher que ama”.

E lá vai Viviane maquiada e com um lindo coque correndo para o camarim botar o vestido de noiva – que ganhou um toque especial: um recorte na frente da saia, transformando-a numa quase minissaia, para ficar mais a cara da personagem. Minutos depois, exultante, Vivi parecia uma menina, correndo – literalmente – ao encontro de seus dois amores. “É lindo, né? Parece um sonho!”, comentou sobre o vestido de renda e tule. Ah, e para dar um toque bem Naná, um coloridíssimo buquê de flores naturais e muitas fitas.

No meio da tititi das convidadas na sala de maquiagem – Leandra Leal só na escova, deixando lisinhas suas madeixas cacheadas; Dani Barros, de bobs na franja, com um vestido justo e decotadérrimo “pra resgatar Ismael” (Jonas Torres); e Nanda Costa, de trança lateral embutida e um curtinho vinho com brilhos arrasantes -, surge o noivo.

Com o bom humor de sempre, Aílton ouve de Viviane e da equipe incansável de cabeleireiros e maquiadores que não pode ver a noiva antes do casamento. Risos gerais. Mais abraços e beijos. Felicidade com tom de despedida.

 


“A gente construiu um lado ambíguo, falávamos de crossdresser (homens que se vestem de mulher) antes de o Antonio aparecer. Mas o interessante foi buscar entender todos esses novos gêneros que estão cada vez mais se mostrando. Sou grato ao Aguinaldo (Silva, autor) por poder, não apenas falar de tudo isso, como por Xana ter essa indefinição de gênero, ser macho quando precisa fazer justiça, ser enfermeiro quando precisa cuidar de alguém… Xana exala amor. E é o que está faltando no mundo”, observou o ator, emocionado. Ele acredita que seu personagem sinta tesão por Naná, mas tem medo de não deixá-la ser feliz com Antônio. ‘Além disso, Xana deve pensar: ‘E se for só uma transa? E se isso depois estragar a amizade? E se Xana gostar, resolver assumir o lado Adalberto, e não der certo?’.

Preocupado com que o público pode pensar em relação ao casamento e a união de Naná com o gerente do Vicente´s, Aílton comenta que está “trabalhando o direito de um menino ter pai, mãe e muito carinho”. “Não é um triângulo amoroso: são pessoas que vão dar uma vida melhor a uma criança”, explicou.

Mas como ficaria a logística, digamos assim, dessa relação? “Naná e Antônio podem ter seus momentos íntimos fora das vistas do meu personagem, quando ele estiver no salão, por exemplo (risos). Vão criar uma rotina pra eles. Mas o pai do Luciano será Xana; a mãe, Naná; e o tio, Antônio”.

Aílton, de 50 anos, tem um filho, Vinícius, de 24, fruto de sua primeira união, e é casado com a atriz Kátia Naiane, há 15 anos. Eles pretendem entrar na lista para adoção. “Quero um filho ou filha para quem eu possa passar esse meu aprendizado de vida, dar amor… E não tem essa história de um perfil definido: é olhar e se apaixonar por aquele ou aquela que vai morar no nosso coração”. Momento emoção total. Só quebrado porque é hora de Xana colocar seu blazer de brocado à la Cauby, calça e sapatos brancos, além de dois diamantes – nada discretos – como brincos.

 

 

No ensaio, o diretor Claudio Boeckel pediu muita alegria e descontração dos convidados de Santa Teresa e dos noivos. “É uma festa, gente! Pode bater palmas, interferir, tirar fotos”, observou ele. E não deu outra. A “juíza” já começa declarando Sebastiana e Adalberto casados. “Eu nem acredito, Bee!”, exulta Naná. “Bee?”, questiona a “meritíssima”. “Todos os casais têm seus apelidinhos, né?”, responde um Adalberto mezzo Xana. E quem traz as alianças é o filho do casal, todo lindinho num terno cinza escuro. Cristina puxa o coro do: ‘Beija! Beija!’. E não é que a cabeleireira acaba dando um beijo cinematográfico na manicure? “Ih, gente! Até que eu gostei!”, brinca Aílton, com voz de Xana.

Pinta um clima meio pesado no final da cerimônia, quando Antônio aparece. Mas ele não vai dar uma de Wanderléa e mandar parar o casamento. Pelo contrário. O gerente diz que aceita morar na casa-coração-de-mãe do casal, e pergunta quando pode se mudar. Quando ele diz que fica, a felicidade do povo é geral: todos riem, batem palmas, mandam Naná jogar o buquê, seu Antoninho (Roberto Bomfim) comenta que Pietro (Eduardo Spinetti) está lá de penetra, Lorraine fica emocionada, enfim, um casamento marcado pela felicidade, e pelo começo das despedidas.         

 

 

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NADANDO EM EUROS

»Públicado por em mar 3, 2015 | 29 comentários

texto: Virgílio Silva

fotos: Fco. Patrício

O casarão de 1920, no Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro, faz as vezes da mansão de Petrópolis, ex-propriedade dos Medeiros de Mendonça e Albuquerque.

Nenhum problema. Afinal, se Maurílio é um impostor, e Silviano, José Pedro, Merival, Maria Marta, Maria Isis e até os personagens do elenco de apoio e figurantes de Império podem ser Fabrício Melgaço, por que uma aparentemente inofensiva construção do início do século passado não pode entrar nessa roda?

 

 

Pois entrou com a imponência que é peculiar à família imperial. Mas como nada – e ninguém – nessa história é confiável, a mansão dos horrores (vocês vão testemunhar isso nos próximos capítulos da novela) também apronta das suas. E a vítima é justamente a estrela-mor dessa galáxia.

No pior estilo casa do espanto, Lília Cabral está no cômodo que serve de camarim para o elenco. Quer sair, mas a porta emperra e não abre. Ela grita. É preciso a ajuda do pessoal do apoio para tirá-la do quarto.

O inconveniente serve de mote para Lília revelar que já ficou presa em um banheiro público. “Foram três minutos que pareciam vinte. E não apareceu ninguém pra abrir a porta”, diz ela de bobes no cabelo enquanto aguarda o chamado… (onomatopeia de medo!)

Mas ficar preso num quarto é fichinha perto do que José Alfredo vai descobrir. Astuto, ele não digere fácil a explicação do fiel jardineiro Daniel de que a piscina foi coberta com laje e grama pelo novo dono.

Há algo de podre no reino imperial, já percebeu faz tempo o comendador. E se a roupa revela o homem, o de preto não se faz de rogado, toma-se de ódio, pega uma picareta, desfere golpes mortais sobre o inimigo oculto e descobre, num estranho jeito Indiana Jones do agreste, que entre a laje e o fundo da piscina há muito mais…

 

E se o inimigo da arte imitou a vida (quem não se lembra de um ex-diretor da Petrobras que teria enterrado sua fortuna na piscina da mansão no Rio de Janeiro?), o anti-herói da arte imita… a arte ao cair feito um – Tio – Patinhas no mar de euros guardado ali. Quack, quack, quack!

Lília já havia declarado amor à cena: a sensação que tive é que era um deboche, uma crítica muito bem-humorada e sábia da necessidade do dinheiro e, ao mesmo tempo, tem essa coisa de o herói cair na piscina. (…) Eu achei muito inteligente, muito crítico.”

Embora procurado e jurado de morte, o abominável homem de preto deita sobre o dinheiro (sujo ou lavado, não importa!) e dorme feito um anjo. Para espanto de Maria Marta.

O comendador sabe, como certo príncipe, que as ações más, embora a terra as cubra, não se subtraem aos olhos dos mortais.  O resto é silêncio!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PICARETAGEM!?

»Públicado por em mar 2, 2015 | 147 comentários

.Paranoia, obsessão ou desejo de vingança?

José Alfredo Medeiros não vai sossegar enquanto não puser a mão no seu inimigo oculto.
Nessa busca, até uma picareta virou arma na luta para ter de volta o que é seu.
Mas o que faz o comendador com o instrumento na mão?
Escavações arqueológicas ao melhor estilo Indiana Jones, desativação de minas terrestres, ou uma caçada ao tesouro perdido?
Os detalhes da mais nova saga do homem de preto você vê logo mais aqui no ASDigital.
E se por acaso você é o inimigo, melhor não pagar pra ver! O homem não está pra brincadeira!

 

 

 

 

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“IMPÉRIO” É SÓ O COMEÇO

»Públicado por em mar 1, 2015 | 63 comentários

 Às voltas com o último capítulo: 

ideias pairam sobre a minha cabeça

e eu procuro o verdadeiro Fabrício Melgaço.

E “Império” continua cumprindo muito bem o seu papel: é o programa de maior audiência da televisão brasileira, com 10 pontos acima do segundo colocado (o Jornal Nacional) e 14 pontos acima da novela mais bem situada depois dela (“Alto Astral”). Vejam os números da semana que passou no quadro abaixo. Enquanto isso, neste momento em que fiz uma ligeira pausa no trabalho para tomar um Nespresso com George Clooney e  para redigir essas mal traçadas linhas, continuo aqui, às voltas com as cena do último capítulo, já que TODAS elas devem ser nunca menos que inesquecíveis. Assim como o comendador José Alfredo Medeiros, eu, o Comendador Aguinaldo Silva, não vou morrer nunca. E quero que este seja o destino de “Império”. Eu, que escrevi só ou muito bem acompanhado Partido Alto, Roque Santeiro, O Outro, Tieta, Vale Tudo, Pedra sobre Pedra (estão acompanhando no Canal Viva?), Fera Ferida, Suave Veneno, Porto dos Milagres, Senhora do Destino, Duas Caras e Fina Estampa, quero que a saga do Império da família Medeiros de Mendonça e Albuquerque seja tão inesquecível quando a maioria dessa lista de novelas. Ah, sim, um recado à produção da novela, que está preparando uma big festa para a noite em que irá ao ar o último capítulo de “Império”: podem botar água no feijão, porque eu estou voltando!

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SERÁ QUE É ELE MESMO?

»Públicado por em fev 28, 2015 | 154 comentários

 

 

 

 Baseado nos capítulos que entreguei ontem à noite à produção de Império, o GShow publicou, em primeiríssima mão, o texto abaixo. Sim, tudo o que ele contém é verdade, é essa a história que a produção da novela recebeu… Mas aí eu lhes pergunto: foram só esses capítulos que a produção da novela recebeu? Não haveria outros, secretíssimos, que não foram divulgados… E nesse caso estes seriam apenas para “consumo externo”? Quem é Fabrício Melgaço para mim ainda é um grande segredo, já que eu posso mudar sua identidade até na última cena da novela. Assim, ele já foi Maurílio, Silviano, e agora Zé Pedro, por isso a pergunta continua de pé: quem é Fabrício Melgaço?
Pedro sugere deixar Bruna longe de Maurílio (Foto: TV Globo)Pedro é o grande inimigo de Zé (Foto: TV Globo)

 

Desconfiado o filho do Comendador vai atrás do mordomo. “Isso é hora de alguém aparecer na casa dos outros?”, pergunta Silviano.

Pedro não faz cerimônia e questiona a atitude do mordomo: “Vou direto ao ponto: você ia atirar no meu pai?”. Silviano gagueja ao responder, mas garante que sim: “Era uma oportunidade única”. Mas o filho de José Alfredo reclama: “Tomou uma atitude sem me consultar antes! Por acaso eu dei ordem pra fazer isso?”.

O ex-marido de Marta (Lilia Cabral) pede perdão, mas Pedro não tolera. “Já te falei que nessas horas não tem nenhum José Pedro! Aqui, eu sou o outro: meu nome é Fabrício Melgaço”.

Lilia Cabral conta como reagiu assim que soube que Zé Pedro é Fabrício Melgaço. Embora surpresa, a atriz já tinha uma desconfiança de que o personagem de Caio Blat poderia ser o grande rival do próprio pai. “Nas tragédias de Shakespeare, o filho é sempre humilhado pelo pai e acaba se vingando. Então, eu já suspeitava”, diz a atriz fazendo um paralelo da história do dramaturgo inglês com a trama de Aguinaldo Silva.

Othon Bastos também já desconfiava de Zé Pedro. Mas o intérprete de Silviano admite que a revelação é uma grande surpresa. “Fiquei sabendo agora! Sempre desconfiei que o Zé Pedro fosse alguém de grande importância nesse grupo contra o Zé, mas foi uma grande surpresa por ele ser um banana”, classifica o veterano, dizendo também que ainda não sabe o que acontecerá com Silviano.

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A DIABA VESTE PRADA!

»Públicado por em fev 27, 2015 | 121 comentários

 

FALTAM SÓ DOIS CAPÍTULOS PRA ACABAR!


Durante este ano em que me ocupei escrevendo “Império” morri pelo menos mil vezes. Até que finalmente descobri que estou mais vivo do que nunca. Na verdade, como vocês podem constatar a cada capítulo da novela, aos 71 anos eu estou vivíssimo. Agora faltam apenas os dois capítulos finais para terminar, e eu já comecei a festejar o fim do trabalho… Com champanhe e ostras, é claro, depois de uma verdadeira farra do boi que fiz na loja da Prada aqui em Lisboa. Eu mereço, né, gente? Quanto à minha cara de múmia peruana recém-desenterrada, não se preocupem, é apenas o cansaço… Nada que uma semana de sono não resolva. Me aguardem… E em breve eu estarei de novo sexy, gostosão e lindo, e o que é melhor: aberto a propostas. By the way: quem é Fabrício Melgaço? Não posso dizer, pois ainda não escolhi o indigitado dentre as personagens da novela, o que só vou fazer pouco antes do capítulo ir ao ar. Até lá haverá muitas pistas, sim, que serão fartamente noticiadas, mas vou avisando a vocês: são todas falsas.

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FABRÍCIO MELGAÇO É VOCÊ!

»Públicado por em fev 26, 2015 | 150 comentários

 

Deduz daqui, deduz de lá, cheguei à conclusão de quem é Fabrício Melgaço. Mas acho muito sem graça entregar de bandeja. Então, prefiro juntar as peças do quebra-cabeças, e deixar que vocês também sintam o gostinho de responder, pela primeira vez, em Império, quem é o vilão – ou seria vilã? Jogaremos com algumas peças. Preparados? Então vamos lá!


 

PERFIL DE MELGAÇO

- Não é um dos jovens da trama, já que o recibo da funerária que trasladou os “corpos” de “Maurílio” e “Sebastião Ferreira” para São João Del Rey foi assinado há dez anos. Mas recibos podem ser adulterados, e isso não impede que, por exemplo, um filho ou filha de José Alfredo (Alexandre Nero) esteja ligado(a) ao vilão.

- Não é Maurílio (Carmo Dalla Vecchia): apenas um pau mandado do pai, Silviano (Othon Bastos).

- Não é Merival (Roberto Pirillo), a quem Silviano conta que trabalha para Melgaço, e que tem muito dinheiro – roubado da conta do ex-patrão, no banco suíço – para tirar o filho da cadeia, nos próximos capítulos.

 

QUEM ESTÁ NO AR

 

- MARTA (Lília Cabral) – Apesar de ser loucamente apaixonada pelo Comendador, vive o outro lado da paixão: o ódio. Traída, rejeitada, sempre humilhada pelo Homem de Preto, tem todos os motivos para querê-lo na miséria ou morto, ser a poderosa da Império, e não ver mais seu amado com outra mulher. Se José Alfredo, como se espera, terminar a novela com Ísis (Marina Ruy Barbosa) – riquíssimo novamente, já que vai reencontrar seus euros enterrados na antiga piscina da Mansão de Petrópolis -, a personagem de Lília ficaria sem par. Sozinha, ela pode ser presa ou fugir do Brasil.  

- SILVIANO (Othon Bastos) – Apaixonado por Marta, acompanhou os maus-tratos que a ex-esposa sofreu nas mãos de Zé, durante anos. Isso só foi aumentando sua revolta contra o Comendador. Embora diga que trabalha para Fabrício Melgaço, Silviano pode ser o vilão, e ter colocado seu filho dentro da casa para fazer o serviço sujo. Depois de surrupiar todo o dinheiro de Zé, ele compra a mansão de Petrópolis. Por que colocou o imóvel no nome de Jesuína (Laura Cardoso)? Uma “laranja”? Ou seria ela a mãe do personagem de Carmo Dalla Vecchia, e o mordomo, o pai?

-JOSUÉ (Roberto Birindelli) – Motorista do Comendador desde o tempo em que ainda era o Chay Sued, o soturno Josué é uma caixa-preta. Onipresente, principalmente nos capítulos mais recentes. Nunca teve vida pessoal, só dois romances inexpressivos com Helena (Júlia Fajardo) e Marisa (Luciana Pacheco). Viveu para o chefe, e sempre foi tratado sem muitos agrados – pelo contrário, é um cão de guarda, que até mata por José Alfredo. E o que vem em contrapartida a toda essa dedicação? Nada.

 

 



-JOSÉ PEDRO (Caio Blat)e MARIA CLARA (Andréia Horta)- Embora fossem ainda menores de idade quando Melgaço ajudou Jesuína, na época da “morte” de seu marido e filho, os dois têm motivos para colaborar com o inimigo público (nem tão público, por enquanto) número 1 do Comendador. Zé Pedro sempre quis ser como o pai, mas nunca conseguiu. Invejoso, fraco, aceitou jogar a culpa do atropelamento do irmão de Lorraine (Dani Barros) nas costas do irmão, e tentou – junto com a mãe – dar um golpe de estado no pai.

Estranhamente deixará um bilhete na casa de Silviano avisando que Marta vai a Petrópolis (e, assim, poderá descobrir que a paupérrima Jesuína “comprou” a casa). Além disso, é bom lembrar que o mordomo, como disse a Marta, nutria a “fantasia” do primogênito dos Medeiros de Mendonça e Albuquerque ser filho dele. Mas quem garante que aquele atraso de Silviano ao entrar na sala da Presidência da Império para coletar o sangue não seria por ter subornado os funcionários do laboratório para dizerem que Zé Pedro tinha o tipo sanguíneo do Comendador?  

 

 

 

Já Maria Clara foi do céu ao inferno na trama. Abandonada no altar por Enrico (Joaquim Lopes), perdeu o posto de queridinha do papai para Cristina (Leandra Leal), viu Amanda (Adriana Birolli) passar a ser designer da empresa, não consegue que Vicente (Rafael Cardoso) deixe de demonstrar que ainda gosta da irmã “bastarda”… E um dado interessante: entre os filhos foi a primeira a saber da história de Sebastião Ferreira, no Monte Roraima. E, se for comprovado que está envolvida com Fabrício Melgaço, seria maravilhoso vê-la deixando Vicente no altar, e fugindo para encontrar Enrico – será mesmo que ele mudou? – para serem ricos, felizes e impunes em Milão…

 

OS QUE NÃO ESTÃO NO AR

 

- SEBASTIÃO FERREIRA (Reginaldo Faria) – O ator andou circulando pelo Projac para reencontrar os amigos. Despiste? Talvez. Ou seu personagem não morreu, e reaparece para esclarecer tudo e tomar toda a riqueza que Zé Alfredo fez a partir do dinheiro que o contrabandista lhe deu.

- MARIA JOAQUINA (Regina Duarte) – E se, já bem idosa, a ex-amante do Comendador perdeu tudo que tinha, e resolveu resgatar todo o dinheiro que entregou ao então jovenzinho pelas pedras que ele vendia?

   

E aí, chegaram a alguma conclusão? Bom, vou contar a minha – até porque, no capítulo de ontem, Cristina diz ao pai que seria muito clichê a culpa ser do mordomo, e o Comendador responde: “E o que é a vida senão um clichê? Como numa novela, num filme…”. Para mim, Marta está por trás de Silviano, uma dobradinha que responde pelos crimes de Fabrício Melgaço. 

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texto: Simone Magalhães

fotos 2/4/5/7: Fco. Patrício

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