UM RIO PASSOU EM MINHA VIDA

»Públicado por em jan 29, 2015 | 128 comentários

 

 

E não é que o homem de preto trocou tudo pelo azul? Só mesmo a Portela para fazer isso com Aguinaldo Silva! O autor de “Império” foi homenageado pela azul e branco de seu coração, na quadra da agremiação em Madureira, ontem, 28/1, com direito até a chapéu panamá de bamba da escola com o nome dele bordado. Um festão! Com presença de grande parte do elenco da novela das 21h, que, assim que pôde, escapuliu do camarote para o palco e para área cercada no salão, e sambou até cansar. Detalhe: Aguinaldo, sempre reservado, fez às vezes de mestre-sala, beijou a bandeira, foi ovacionado – tirou milhões de selfies, claro – por cerca de duas mil pessoas, que fizeram um dos últimos ensaios para os integrantes da escola antes do carnaval. Depois de três horas de “folia”, sempre assessorado pelo diretor de arte e carnavalesco Mário Borriello, Aguinaldo, emocionado, deixou Madureira, comentando que foi um dos dias mais emocionantes que já teve.

 

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

 

Na saída de Copacabana, onde  mora, com destino à lotadíssima e quase intransponível Rua Clara Nunes, sede da Portela, o novelista foi se lembrando do ano em que deixou Recife com destino à Cidade Maravilhosa:

“Era 1965, comemorava-se o Quarto Centenário. O samba da Portela, que também homenageava o Rio, era do Candeia (“Histórias e Tradições do Rio Quatrocentão”). A escola que desfilou antes, o Salgueiro, falava do carnaval e deixou o chão da Presidente Vargas (onde então se realizava o desfile) coberto de confétis e serpentinas. Foi aí que “seu” Natal, presidente da Portela, protestou: ‘minha escola não vai desfilar nesta sujeira!’ Alguém mandou varrer a avenida. E foi assim que nasceu a tradição de varrer a passarela após a passagem de cada escola, que existe até hoje”.

Quando chegou ao estacionamento da azul e branco, duas vans lotadas com atores de “Império” já estavam na porta da quadra. Toda a logística necessária para levar os atores diretamente para o evento (alguns saíram das gravações diretamente para a quadra) esteve a cargo do nosso fotógrafo Fco. Patrício, que contou com a ajuda de Joe Ribeiro, o Marcão da novela. O paulista Paulo Betti, ao contrário do espalhafatoso Téo Pereira, curtiu cada momento só na base da observação no camarote. “Gosto de samba, mas prefiro na Avenida”, comentou o ator, que torce em São Paulo pela Império da Casa Verde.

 

 

 

No camarote ao lado, Flávia Alessandra, que não resistiu ao convite e foi à homenagem a Aguinaldo, estava belíssima e sensual, com shortinho branco e camisa azul, com top brilhante. Já os preferidos das meninas, moças, senhoras e gays eram os jovens atores. Foi um tal de tentar burlar a segurança para se aproximar de Klebber Toledo, Daniel Rocha, Ítalo Guerra e Paulo Rocha (acompanhado pela namorada, Juliana Pereira)… “Moça, deixa eu falar com o Léo, por favor!”, implorava uma fã, na entrada do camarote. “Mas o que você quer tanto falar com ele?”, perguntei. E ela: “Que tem muita mulher maneira, louca por ele. Nada a ver ele pegar o cara do bumbo (André Gonçalves). Eu faço o que ele quiser! Ele é linnnndo!”, gritou no meu ouvido, Marcella Cristina dos Santos, 17 anos.

Sempre solícito, Klebber  tirou foto e deu dois beijinhos na fã. “Acho que o personagem do André (Gonçalves) mexeu com ele, não sei o que acontecerá, mas eu ainda achava que teria alguma coisa com o Claudio (José Mayer) no fim da novela”, comentou o ator, depois.

Com uma mesa de frios, muita cerveja e refrigerantes, numa noite pra lá de quente – em todos os sentidos -, a bateria deu a introdução. As alas formadas e meio espremidas na quadra começaram o “esquenta”. Teve baiana chorando, criança mostrando as habilidades com os pés, passistas suando em bicas, e os olhos emocionados de Monarco, 81 anos, e Tia Surica – 70 de Portela, e 74 de idade. A Velha Guarda estava em peso. Aliás, a Portela é uma das escolas que mais prestigia seus antigos participantes. Na parede central da quadra está exposta a frase, em letras garrafais: “Aqui deu frutos a semente que a Velha Guarda plantou”.

 

A BATERIA ATACA

 

 

“…Salve o samba, salve a santa, salve ela, salve o manto azul e branco da Portela, desfilando triunfal sobre o altar do Carnaval.” Depois do “esquenta”, com o sucesso da inesquecível Clara Nunes, “Portela na Avenida”, os ritmistas e a comunidade, em uníssono mandaram ver o samba de Noca da Portela, Celso Lopes, Charlles André, Vinícius Ferreira e Xandy Azevedo, interpretado por Wantuir, a partir do enredo “Imaginário, 450 janeiros de uma cidade surreal”.

Mesmo quem estava apenas ensaiando uns passinhos no camarote, como Josie Pessoa, Adriana Birolli, Dani Barros, Elaine Mickely, Ana Carolina Dias (que foi com o marido, Jair Marchezine) ao verem o homenageado da noite levado até o palco, não pensaram duas vezes, e dispararam pra lá. Nesse momento surge, deslumbrante, Cris Vianna, toda trabalhada na pedraria, com seu namorado de tirar o chapéu, Luiz Roque. O trio Aílton Graça, Viviane Araújo e Cris deram um show de malemolência. Se sentiram em casa! Aílton, durante alguns minutos, tomou o lugar do primeiro mestre-sala, Alex Marcelino, e fez bonito reverenciando a porta-bandeira Danielle Nascimento. Aliás, o casal volta a se encontrar profissionalmente depois de três anos. “Dancei com ele em 2010, na Império. Este é o meu terceiro ano na Portela, e o primeiro dele. Já temos uma parceira muito boa”, comentou Danielle. Mas dá para ganhar o Estandarte de Ouro? “Se Deus quiser!”, enfatizou a primeira porta-bandeira da agremiação.

 

 

Enquanto Viviane Araújo, que parecia realmente ter um tufão nos quadris, dizia que, depois do seu Salgueiro, reverenciava todas as escolas que têm tradição, e que pretende fazer uma bela festa para comemorar seus 20 anos de Avenida, outra que também é do samba chegou e mostrou que merece realmente o posto de porta-estandarte do tradicionalíssimo Cordão do Bola Preta: Leandra Leal.

Foliã desde criancinha, a intérprete da Cristina, foi logo procurada pela Tia Surica, e ganhou dela muitos beijos e abraços. Leandra também se acabou na quadra, enquanto o marido, o paulistano Alexandre Youssef, jornalista e consultor de conteúdo do programa “Esquenta”, de Regina Casé, ficou no camarote apreciando: “minha sogra (a atriz Ângela Leal) me ensinou a gostar da Portela e da Mangueira, aqui no Rio. Em São Paulo sou Vai-Vai”. Alexandre é tão folião quanto Leandra. Há alguns anos, está à frente de um grande bloco na capital paulista: Acadêmicos do Baixo Augusta. “Ele vai desfilar no próximo dia 8, na Praça Roosevelt (entre as ruas Consolação e Augusta), e esperamos 150 mil pessoas”, comentou, animado.

Quase no fim do ensaio-homenagem chega Marcelo Serrado, com a camiseta da escola. Confraternização geral com os colegas, e muitas fotos ao lado de Aílton Graça – na verdade foi o encontro de Crô e Xana, fazendo biquinhos, dando beijos no rosto e até o autor de “Fina Estampa” e “Império” ficou entre os dois personagens memoráveis, na hora dos retratos. Em seguida chegou a ex-BBB Fani Pacheco, que agora é “repórter” da Rede TV. Ainda titubeante, ela “entrevistou” Marcelo, Ana Carolina e Elaine Mickely. Tentou uma pergunta saia-justa com o novelista, mas foi em vão.

Hora de dar tchau. Quase meia-noite, festa terminando – afinal, hoje era dia de trabalho para quase todo mundo -, e o homenageado ainda fez a última foto embaixo de uma das águias, símbolo da agremiação de Madureira. Do portão da quadra até o estacionamento, uns 10 metros de distância, no máximo, ambulantes, senhorinhas sentadas em suas cadeiras de praia ou de plástico para ver o movimento, e as indefectíveis tietes movidas a selfies gritaram: “É ele! É o autor”, “Te adoro”, “Adoro a novela”, e aplaudiram.

Ainda sob efeito de tantos acontecimentos em três horas de homenagem, Aguinaldo Silva desabafou: “Foi uma emoção incrível! Achei que ia ser uma homenagem, mas não esperava tanto carinho, tanto amor. A proximidade da bateria foi uma experiência única – nunca tinha estado assim tão perto. E o melhor foi sentir o carinho que as pessoas têm pela novela. Sempre ouço isso nas ruas, mas essas demonstrações foram maravilhosas. Uma noite inesquecível!”.

 

 

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BANDIDO CONTRA MOCINHO

»Públicado por em jan 29, 2015 | 429 comentários

 

JOSÉ ALFREDO PÕE MAURÍLIO

CONTRA A PAREDE E PERGUNTA:

QUEM É FABRÍCIO MELGAÇO?

 

A vida de José Alfredo está bastante agitada depois que ele “voltou da morte”. Disposto a pôr ordem na casa, o comendador vai atrás de tudo e de todos que têm atravessado o seu caminho. O primeiro com quem ele vai tirar satisfações é Maurílio Ferreira. Zé Alfredo fica cara a cara com o inimigo quando chega para o primeiro dia de trabalho na Império e o encontra sentado na sua cadeira.

Valquíria, a secretária, até tenta avisar que Maurílio está na sala, mas o comendador vai logo entrando e dá de cara com o intruso:

— Tem alguém sentado no meu lugar…

Maurílio se volta, girando a cadeira:

— Mas olha… Quem é vivo sempre aparece!

José Alfredo reage com ódio. Mas rebate a ironia à altura:

— É, Maurílio, quem é vivo demora, mas aparece, e quem é vivaldino sempre dá um jeito de passar a perna até nos mortos.

O outro não se dá por achado: “se está insinuando que te passei a perna… É porque não passa de um ingrato. Tudo que eu fiz desde que você sumiu do mapa, foi salvar sua família e tirar a Império do emaranhado em que ficou por sua causa. Foi um pepino atrás de outro! E se não fosse a minha boa vontade…”

— Deixa de ser cínico! – rebate o comendador: – não vem me fazer de idiota, porque já sei: tudo que você fez pela minha família e pela minha empresa foi com o meu dinheiro, o meu próprio dinheiro.

A discussão segue. Maurílio finge não saber do que se trata e jura não ter nada a ver com o roubo, até que o comendador decreta:

— E eu juro que já sei de tudo! Você é um dos que tão por trás dessa armação pra me derrubar, mas não tá agindo sozinho, tem mais gente na jogada… E é de um deles que quero falar agora, então me diga: quem é Fabrício Melgaço?

 

A pergunta intriga Danielle, que assiste a tudo no computador que transmite as imagens da câmera instalada por Maurílio no escritório do comendador. Do monitor, ela vê o amante negar:

— Nunca ouvi falar nesse nome, não sei de quem se trata…

Os dois seguem a bater boca, José Alfredo diz que ele é um pau mandado de Fabrício Melgaço. Maurílio se irrita:

— Eu, pau mandado?… Tá pra nascer o homem que vai me dar ordens/

Mas o comendador não deixa nem ele terminar a frase:

— Pára de bancar o vilão de filme americano com esses seus olhos azuis, que eu já descobri tudo a seu respeito! Sei que você pode ser tudo menos o filho do meu amigo Sebastião Ferreira, e nem se chama Maurílio!

— Você está é louco!

—Fui a São João del Rei, rapaz, segui tuas pistas! Falei com dona Jesuína Ferreira, mãe do verdadeiro Maurílio, cuja identidade você assumiu depois que ele morreu! O pai dele, Sebastião Ferreira, não era o que conheci, era um agricultor que já morreu, mas não está enterrado no Monte Roraima e sim numa cova rasa ao lado do filho Maurílio… E lá em São João del Rey, de onde nunca saiu na vida!

 

Maurílio sente a pressão, mas disfarça. José Alfredo insiste:

— Dá pra ver pela tua cara: agora eu te peguei! Você sabe que não tou delirando. Você não é quem diz quem é, só está aqui cumprindo ordens… De Fabrício Melgaço! Portanto, de uma vez por todas, me diz: quem é ele? E quem diabos é você?

Maurílio fica cada vez mais acuado. O comendador não alivia:

— Vamos, eu fiz duas perguntas, e você até agora não conseguiu responder a nenhuma! Então repito: quem é você… E quem diabos é Fabrício Melgaço?

Maurílio volta a afirmar que não sabe quem é Fabrício Melgaço, e diz que ele, Maurílio, é quem salvou a família imperial da guilhotina e evitou a derrocada da Império. José Alfredo o acusa mais uma vez. Maurílio processá-lo. José Alfredo reage:

— E se eu conseguir provar que você nunca teve um tostão furado?

— Vai ser muito difícil… E até lá sua empresa já terá falido. Mas sou uma pessoa razoável. Reconheço que sua volta do mundo dos mortos mudou tudo. Além disso me afeiçoei à sua mulher, sua família e à Império, por isso não vou criar problemas. A nossa “situação” pode ser resolvida do modo mais simples. Eu perdôo a dívida de milhões que a empresa tem comigo… Em troca de uma cadeira no conselho de administração com direito a voto.

 

Ele levanta, vai sair, mas se volta e diz ao comendador que a resposta pode ser dada na reunião que ele convocou no final da tarde. Ele diz isso e sai. José Alfredo fala consigo mesmo:

— Ele sabe jogar, sem dúvida… Mas o jogo nem começou ainda.

O que será que o comendador que enganou a morte vai fazer para derrubar o inimigo vivaldino? Aguardem! (Virgílio Silva)

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FELIPE ESFAQUEIA CLÁUDIO!

»Públicado por em jan 27, 2015 | 406 comentários

 

AMOR REJEITADO LEVA

COZINHEIRO À LOUCURA

 

Depois de ser rejeitado de todas as maneiras pelo homofóbico Enrico, o cozinheiro Felipe resolve radicalizar. Faz um penteado de moicano, veste-se de leather man, joga umas tintas de camuflagem no rosto e, no melhor estilo Robert di Niro em Taxi Driver, pega um espeto de churrasco e parte pra guerra, ou seja: pra acabar de uma vez com aquele que o rejeitou. Só que, antes, liga pra Cláudio e diz o que vai fazer… E este trata de avisar ao filho. Enrico não quer papo com o pai, acha que ele está inventando aquela história absurda só pra se aproximar dele… 

“Felipe é um florzinha, nunca ia ter coragem de matar ninguém!” – duvida Enrico… No instante em que o cozinheiro aparece e, de espeto em punho, se joga contra ele. Na ânsia de salvar o filho, Cláudio fica entre ele e o agressor, e acaba gravemente ferido.

E agora, queridos? Aguardem o próximo capítulo aqui mesmo no ASDigital, o porta-voz exclusivo de “Império”.

 

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IMPÉRIO MULTINACIONAL

»Públicado por em jan 25, 2015 | 55 comentários

 

Pois é: a gente pare o filho, cria com o maior carinho, mas ele cresce, torna-se independente, ganha o mundo… E trata de conquistar o próprio “Império”. A essa altura o trailler da novela em espanhol já corre solto por aí e em breve a campeã de audiência do momento estará em todos os países de lingua espanhola… Mas isto, como sabemos por conta do poderio de fogo do Departamento de Vendas para o Exterior da Rede Globo, será apenas o começo. Curtam só o comendador falando espanhol. Conseguiram um dublador que tem a voz parecida com a do Nero!

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E SE A GRANA ACABAR?…

»Públicado por em jan 23, 2015 | 23 comentários

 

Dia desses um rapaz humilde, ao saber que o patrão tinha gasto 170 mil Reais pra comprar alguma coisa, comentou comigo: “meu Deus, isso é muito dinheiro, acho que nunca vou conseguir tanto em toda a minha vida!” O pessoal do BBB pensa a mesma coisa daquela espiga de milho e meia e, pra tê-la nas mãos – menos os 30% de Imposto que o governo cobra – é capaz de qualquer loucura diante das câmeras curiosas. A noção do valor do dinheiro das pessoas, vamos dizer assim, menos favorecidas, não é mesma daquele sub-sub-diretor da Petrobrás que confessou, como se dissesse vou ali e já volto, que tinha cem milhões de dólares depositados lá fora. Para os – devemos chamá-los de “carentes”? Não, vamos chamá-los de pobres mesmo: para os pobres, o dinheiro vale muito mais do que o que realmente vale… E é aí que, quando ganham algum, eles não sabem administrá-lo… Como é o caso de Magnólia, de “Império”.

(fotos: Fco. Patrício)

Desde que Severo, o marido de Mágui, ganhou uma bolada federal (não, federal é aquela desviada da Petrobrás, vamos dizer “municipal”) nas patas de um pangaré do Jockey chamado “Falso Brilhante” ela não faz outra coisa na vida senão gastar feito uma filha da puta. E o resultado já se faz sentir nos conselhos que o gerente do banco dá a Severo: “cuidado, ou o dinheiro acaba”.

Preocupado, Severo tenta alertar a mulher para a gastança. Mas ela acha que o gerente do banco quer mesmo é que eles invistam o dinheiro lá e o esqueçam, e se recusa a fazer isso… Enquanto vai gastando cada vez mais, sem perceber que a grana tá toda escorrendo pelo ralo.

Até que um dia…

 

 

 

Vocês me perguntam: será que eles vão ficar pobres de novo? E eu lhes digo: a novela tem que ser exemplar, ou seja, tem que deixar claro pro telespectador que o crime não compensa, a vigarice também não, a falta de caráter é um defeito gravíssimo, a mania de querer levar vantagem em tudo devia ser considerada crime, a corrupção – e a leniência – devia ser punida com chibatadas em público, a preguiça é uma doença que devia levar à internação numa clínica… E a falta de respeito para com o dinheiro, mesmo aquele que foi ganho sem maiores esforços, merece um castigo rigoroso.

Portanto, Magnólia e Severo, adeptos contumazes de todos esses crimes, no final de “Império” têm que ser punidos. Mas não ficando pobres de novo, ser pobre não é vergonha nem é crime, e a maioria das pessoas pobres, contra tudo e contra todos, fazem questão de levar uma vida honrada e digna.

Portanto, o castigo de Mágui e Severo será muito maior que a pobreza, e virá de São Fidélis, a cidade onde eles nasceram e que hoje esnobam, na forma de uma… Não, quereeedos, sinto muito, não vou revelar a surpresa… Não digo!

Já Robertão, que por amor a Érika abandonou a vida de bonitinho, mas ordinário e inútil, e teve a sorte de, em sua busca de emprego, se tornar modelo publicitário, ah, este vai se dar bem na vida. Porque não é a Bolsa Família, neném: é o trabalho o que dignifica o homem. E quando se trata de Robertão, Érika que o diga: haja homem nas paradas! (Aguinaldo Silva)

 

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CURA GAY DÁ RECAÍDA!

»Públicado por em jan 22, 2015 | 15 comentários

 

Léo bota o nome na pedra de novo…

E conhece o Homem do Surdo!

 

Sabem qual é o problema da cura gay? É que os “curados”, mesmo que não o confessem ao pastor-psicólogo-lavador-de-cérebros, sempre têm recaídas. Vejam o caso de Leonardo de “Império”. Todo mundo me acusou de promover a cura gay só porque o rapaz fez amizade com uma mulher, a Amanda de Adriana Birolli. A acusação era injusta, pois em nenhum momento dei a entender que os dois tinham um caso. Mas a turma da Patrulha não dá atenção a esses detalhes, quer mais é ver o mundo com a cegueira dos seus próprios olhos, daí… Pois bem: Leo vai botar o nome dele na pedra de novo… E graças a Etevaldo, o rapaz que toca surdo na escola de samba União de Santa Teresa! “Amor de carnaval nunca dá certo”, diz Léo a Etevaldo quando é abordado por ele. Mesmo assim… É carnaval, não é mesmo? E os dois, em plena folia, se enroscam. Quem vai viver o Homem do Surdo? Vejam na foto abaixo: é André Gonçalves!

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SANTA TERESA 40 GRAUS!

»Públicado por em jan 21, 2015 | 25 comentários

 

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

Nem bloqueador solar fator 60 e dezenas de copos d´água minimizam a situação na Cidade Cenográfica do Projac, quando o termômetro marca 42 graus às 8h. As gravações no Bar do Manoel, sob a direção de Pedro Vasconcellos, só podiam acontecer quando desligavam o ar condicionado no local (por causa do barulho). Teve um momento em que até Leandra Leal registrou o que estava sentindo, cantando a marchinha de Haroldo Lobo e Nássara:‘Allah--ôô ô ô ô ô ô / Mas que calor ô ô ô ô ô ô…’. 

 

Só que o pior estava para acontecer, aproveitando que Cristina pegou um ônibus para ir à empresa, o traíra Marcão (Joe Ribeiro) vai à casa da moça e pega seu passaporte para levar até Maurílio (Carmo Dalla Vecchia). Como Cora (Marjorie Estiano) está louca pra seguir a sobrinha e ver se encontra Zé Alfredo, nem dá por conta que Marcão fica sozinho na casa.

“Um cara que faz isso é um mau-caráter, não posso defendê-lo. Ele reclama que está na pior, que tem dois filhos, mas nada justifica o que está fazendo com o melhor amigo e a irmã”, observa Joe. E completa: “Acho que a ideia do meu personagem é comprar mais boxes no Camelódromo ou uma loja. Mas acredito que, antes disso, a Tuane (Nanda Costa) vai desmascará-lo. Ele pode ser perdoado pelo Elivaldo (Rafael Losso), mas talvez seja preso ou assassinado por Maurílio”.

 

É hora de uma nova cena. Elivaldo, Tuane e Vitor (Adriano Alves) e até o X-9 Marcão se produzem todos para ir à formatura de Cristina, em Administração de Empresas. Mas como a festa será gravada em outro dia vemos somente os quatro entrando num táxi, e seguindo para o evento. Aliás, Nanda Costa arrasando de dourado, num modelito justo e curto – a cara da Tuane -, com motivos geométricos. Elogios gerais.

 

Quando o táxi passa na rua cenográfica, quem vem do outro lado fazendo seu treino matinal? Orville (Paulo Rocha). Mesmo com aquele sol a pino, o ator abriu mão dos respingos de glicerina com água – que dão aquele aspecto suarento de quem malha muito – e ficou pulando, subindo ladeiras, correndo em volta do set e até treinando golpes de boxe, o que resultou em suor de verdade e um falar esbaforido ao encontrar Helena (Júlia Fajardo), que o espreitava dentro do carro. Ela cobrou mais uma vez que Orville abrisse uma conta no nome de Salvador (Paulo Vilhena), mas, lógico, que ele deu uma enrolada na moça e disse que tinha que continuar se exercitando. Com raiva, Helena já está prontinha para armar um barraco no leilão das peças do namorado.

 “O Orville tem um conflito, problemas de consciência. De um lado existem as coisas em  que ele acredita, admiração artística e apego pelo Salvador – e acho que isso é sincero.De outro, o dinheiro conta. Ele e a Carmem (Ana Carolina Dias) acabaram virando uma quadrilha. O Orville, claro, tem medo de ir para a cadeia novamente, mas tem em Carmem a parceira do lado desviante dele. Ele gosta da Juju (Cris Vianna), mas sabe que ela não aceitaria tudo isso”, comenta Paulo Rocha.

A explicação do relacionamento com a advogada porta de cadeia vai mais além: “Ele está com a Carmem porque tem uma atração sexual grande, e mora na casa dela. O relacionamento com ela foi uma saída. Ele não teve boas referências de vida, acabou indo pelo meio mais fácil. E ninguém lhe disse que isso não funcionava”.

 

Antes de terminar a manhã na cidade cenográfica, mais uma cena. Ismael (Jonas Torres) está indo para o trabalho e cumprimenta Pietro (Eduardo Spinetti), que, de bicicleta, faz entrega de jornais. Só que, sem querer, ele quase atropela Carmem. “Ei, cuidado! Quer tomar um processo logo cedo?”, grita a advogada. “Bom dia pra você também, doutora Carmem!”, responde o jornaleiro, que segue em frente. Pedro Vasconcellos dá o “ok” final, agradece a todos e… almoço!

No PA (ponto de apoio) da Santa Teresa fake, além dos camarins, banheiros, sala de reuniões, maquiagem e cabeleireiro, figurino, há duas salas que se transformam em restaurantes improvisados. Quem não quiser ir até a praça de alimentação do Projac, que fica mais afastada dali, tem uma boa comidinha caseira no PA. Nesse dia havia frango grelhado, empadão, carne, macarrão ao alho e óleo, purê de batatas, arroz e feijão, várias saladas, dois tipos de pudins de sobremesa, além de suco de limão e mate caseiros. Delícia. E um reforço para quem vai diretamente dali enfrentar uma outra jornada de gravações.

 No estúdio – geladinho! -, encontro Rafael Losso e vou logo comentando sobre a “traição” de seu melhor amigo. “O Marcão disse que você pode perdoá-lo. Será?”. Losso: “Acho que sim, mas o Elivaldo deve ficar bem mal quando souber. Eram amigos da vida inteira! Tem que ter uma briga entre eles pra depois ficarem em paz”. Aproveito para perguntar sobre a felicidade de ganhar um tio aos 45 do segundo tempo. “Nossa, quando meu personagem viu que o comendador estava vivo e conversou com ele, a vida mudou. Elivaldo tem emoções à flor da pele, e queria muito uma figura paterna em quem se inspirar. Antes se sentia inferior a Cristina, que sempre foi mais batalhadora, determinada. Agora, ele vai voltar a estudar, fazer faculdade”.

Fim de papo. O diretor Claudio Boekel chega para ensaiar no cenário da sala da casa de Cora, que serve a todos uma comida gostosa – feita por ela mesma. Mas essa Cora boazinha não vai durar por muito tempo. Sabe aquela história de matar dois coelhos com uma cajadada só? Pois é. A megera vai fazer isso literalmente nos próximos capítulos… 

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