QUANDO FALAM AS MUSAS

»Públicado por em jun 27, 2016 | 0 comentário

 

 Sim, vou lançar “Turno da noite”, meu novo livro. Em São Paulo será no dia 18 de julho na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. E no Rio será na Livraria da Travessa do Shopping Leblon no dia 25 de julho… E eu não aceito nada menos que a presença de todos vocês. No vídeo abaixo eu leio um trecho do livro só para deixar todos de água na boca. Em “Turno da Noite” faço revelações quentíssimas… Até algumas que eu devia manter em segredo e levar comigo para o túmulo… Ou para o crematório onde eles virariam cinzas junto comigo. Mas como sou boquirroto e adoro um escândalo… Ouçam a minha leitura, depois comprem o livro, leiam e se deliciem.

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QUANDO VÃO APAGAR A TOCHA?

»Públicado por em jun 22, 2016 | 14 comentários

 

Será que as onças vão para

o céu depois de mortas?

Acordo às 5h30m como é de praxe, pego o jornal que o porteiro já deixou à minha porta e o folheio avidamente em busca de mais notícias sobre o “abate” da onça Juma… Mas, em matéria de animais, só encontro uma reportagem tipo fofa sobre um gato visivelmente obeso que anda de moto com seu dono de óculos escuros e boné… Mas sem capacete, o que, acho, mesmo em se tratando de um gato é proibido ou inapropriado.

Sobre – repito a palavra que foi usado por uma autoridade – o “abate” da onça Juma, nem uma palavra; o assunto parece estar encerrado. Então, nem adianta dizer que nos últimos 27 anos a população de onças, o maior felino da América do Sul, diminuiu em 30% e, por conta dessas estatísticas, a morte de Juma logo após sua participação num assim chamado “ato cívico” devia ser emblemática.

Por isso eu vos pergunto: de que cabeça de camarão saiu a idéia de mostrar não uma, mas duas onças, numa cidade qualquer da Amazônia, durante a passagem da tocha olímpica? Claro que não foi do comitê olímpico, que deve estar meio vexado com a “carnavalização” do que devia ser um acontecimento solene. Nem na Grécia antiga, onde os atletas corriam com a tocha completamente nus a exibir suas badalhocas balançando, se viu tamanho festival de ocorrências insólitas.

Basta ver a sequência de fotos abaixo, que tomei a liberdade de pescar na internet, e que apresenta, pela ordem: uma “tocha humana”; uma engenhoca horrorosa; um boi chifrudo; um surfista não-prateado; filhos de Gandhi que-não-podem-ver-uma-câmera; mães-de-santo idem; um índio galã; um golfinho faminto… E um carnaval indígena, todos com a indigitada tocha.

 

 

 

 

Não é incrível? Com nossa nem sempre saudável vocação para avacalhar tudo, transformamos o interminável desfile da tocha olímpica numa sequência de ocorrências absurdas, que acabaram por encher o saco até do mais entusiasta do ideal olímpico.

A essa altura eu me pergunto se, com a obrigação de cobrir os 8,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil centímetro por centímetro, e a parcos 50 dias do início das olimpíadas, a tocha conseguirá chegar no Rio de Janeiro a tempo. Caso chegue, para superar toda esta sucessão de eventos insólitos já ocorridos pelo país afora, os cariocas terão que providenciar a descida sobre a tocha de uma nave espacial que toque aquele firifinfim do filme “Encontros Imediatos”… E depois – chega, chega, chega! – a apague de uma vez por todas.

 

O dia em que matei uma onça

Antes que me esqueça, mais uma história sobre morte de onça. Em “Fera Ferida”, numa das minhas novelas, Linda Inês, a heroina vivida com extrema garra por Giulia Gam, tinha duas características inovadoras; era a primeira mocinha declaradamente não virgem das nossas telenovelas… E já no primeiro capítulo matava uma onça preta a tiros de espingarda.

Decidir que Linda Inês não era mais virgem foi – perdoem-me a expressão talvez politicamente incorreta – uma verdadeira África. Alguns achavam que o público rejeitaria a novidade e não veria a novela, mesmo numa época em que uma virgem com mais de  23 anos já começava a se tornar uma raridade. Mas venceu a nossa ousadia. A novela foi um mega sucesso e ninguém deu a menor bola para a não virgindade da moça.

Quanto à morte da onça preta… Mal o capítulo foi exibido e o Ibama pulou, com dentes e garras das ditas cujas, sobre nossas gargantas. Iam nos processar, iam nos prender, iam nos capar, iam nos jogar no mar do alto de um avião em pleno vôo… E aí foi a vez do diretor da novela, o inesquecível Paulo Ubiratan, revelar às gargalhadas mais uma de suas travessuras. Ele não escalara uma onça preta preta brasileira de verdade para morrer na novela e sim uma pantera africana, que, não sendo brasileira, não é protegida pela nossa legislação e pode ser por aqui mil vezes morta! E aí o Ibama teve que recolher seus dentes e garras e voltar pra mata.

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VILÃO BOM SÓ EM NOVELA

»Públicado por em jun 20, 2016 | 11 comentários

 

Nas novelas os maus são sempre punidos nem que seja no último capítulo . Mas na vida real não é o que acontece – tem gente do mal que consegue escapar numa boa.

 

 

Ah, os vilões… Os jornais estão cheios deles, incluindo mocinhos que, de modo surpreendente, nas últimas semanas passaram para o outro lado. Todos os dias nós que acompanhamos o noticiário acordamos e temos várias surpresas. Quem era do bem hoje de repente passa a ser o mais legítimo representante do mal… E quem já ocupava este posto se mostra uma emenda ainda pior que o soneto. Ou seja: neste momento, apesar dos esforços todos de quem se acha do bem, é o Mal quem triunfa de goleada. E assim vamos levando nossas vidas, que e graças Deus, nem sempre parecem com o faz de conta das novelas.

Por que escrevi este, vamos dizer, preâmbulo? Por que estou dando os passos iniciais para escrever mais uma novela – estreia em março de 2018 – e preciso criar um vilão que faça frente aos piores da atual realidade e assim prenda a atenção e ganhe o ódio dos telespectadores. Pois uma novela não pode viver sem um vilão, e uma grande novela precisa de um vilão que, tal como alguns da vida real, faça história.

Neste terreno, tenho dado muita sorte. Criei vilões que ficaram no inconsciente coletivo dos fãs do gênero e são lembrados até hoje. Perpétua, Nazaré Tedesco, Altiva Pedreira, Cândido Alegria, Maria Regina, Adma Guerrero… Qual o segredo para torná-los inesquecíveis? É ir buscá-los nas páginas dos jornais e disfarçá-los sob camadas ficcionais de absoluta maldade.

Nazaré Tedesco é o exemplo mais evidente disso. Quando a criei, a personagem real da qual ela saiu ainda brilhava nas páginas. Mas eu a disfarcei de tal modo que ninguém desconfiou que ela tinha alguma coisa a ver com a realidade.

Nenhum vilão é mau de verdade se não tiver um ponto fraco. E o de Nazaré era o amor que ela sentia pela menina que roubou e que criou como filha. No final de “Senhora do Destino” eu a premiei com um momento de lucidez. Ela percebe que o amor a impedirá de deixa a suposta filha em paz e, para não ter que a perseguir até o fim da vida, se joga do alto de uma ponte e morre. Mas claro, ela não seria Nazaré Tedesco se seu corpo fosse encontrado. Por isso, tudo o que se acha da vilã depois de seu mergulho mortal são os seus sapatos, aliás, de saltos altíssimos. Será que ela morreu mesmo?

Na vida real a vilania nem sempre é castigada. Nos dias atuais, tem muita gente por aí que, embora encalacrada em denúncias e processos, no fim de tudo vai escapar numa boa. Mas no universo da ficção o buraco é sempre mais embaixo. Embora curta as maldades do vilão, o telespectador quer vê-lo castigado. E acompanha com profundo interesse e altas doses de indignação enquanto ele desfia o seu rosário de maldades, torcendo pelo seu fim inescapável: o vilão sempre se dará mal no último capítulo.

É de um vilão desses que eu precisava para minha novela ainda em progresso… E já o achei. Ele é uma mulher, é claro. E para ela nenhuma de suas maldades parece vazia de sentido, pois ela tem uma causa: um agravo passado faz com que seja movida a ódio e planeje com toda riqueza de detalhes as malvadezas que praticará no futuro. É uma vilã tão focada no seu objetivo – a vingança – que, a certa altura, não hesitará em atacar o próprio filho. Minha vilã será urbana, já que fez carreira e enriqueceu em São Paulo depois de sofrer o tal agravo… Mas este aconteceu numa cidade pequena, e é para lá que ela volta, anos depois, disposta a destruir tudo e todos.

Eu sei, tudo que escrevi até agora sobre esta minha arquivilã é um tanto vago, mas quem é fã de novelas vai entender porquê: a novela só estreia daqui a dezoito meses e é muito cedo para que eu entregue o jogo. Então, perguntarão os leitores, se não pode dar mais detalhes, porque está falando sobre o assunto? Simples, porque falar sobre meu futuro vilão me ajuda a esclarecê-lo melhor para mim mesmo e assim torná-lo ainda mais terrível.

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A ARTE DE FAZER PASTEL

»Públicado por em jun 17, 2016 | 5 comentários

 

Parte um: recuerdos de Ipacaray

 

Faz alguns anos eu e um amigo, em visita a Foz do Iguaçu, resolvemos atravessar a pé a Ponte da Amizade e dar uns bordejos naquela que, para milhares de brasileiros, é a Disneilândia paraguaia:  Ciudad del Leste, parque de diversões dos sacoleiros onde muito do que se vende é meide in Chaina e tem o nível de qualidade de quem se apresenta como tal aos seus clientes.

Já naquela época eu abusava um pouco do uso de roupas de griffe e o meu amigo, preocupado em não despertar suspeitas do outro lado da ponte, aconselhou:

“Vista a roupa mais pobrezinha que você tiver na mala”.

Foi o que fiz… E ele também.

Assim “disfarçados”, atravessamos a ponte em meio à multidão como se fôssemos mais dois compristas compulsivos. E, do outro lado, entramos na primeira loja para ouvir uma pergunta da balconista, que nos recebeu com ar de espanto:

“Os senhores vão a algum baile?”

“Não – respondi eu -, por quê?

E ela, na bucha:

“Estão muito bem vestidos”.

Esta é uma história real, das muitas absurdas que já vivi na minha puta vida. E eu lembrei dela na minha recente visita a São João de Meriti. Alguém me disse que à beira de uma estrada tinha um pastel do “outro mundo”. E eu fui lá continuar minha pesquisa sobre a arte de fazê-los. A lembrança me veio porque, ao me ver na foto tirada no local (publicada aqui), tive a mesma reação que a balconista paraguaia e, com uma variação mínima, disse pra mim mesmo a frase que ela pronunciou ao me ver entrar em sua loja:

“Caraca, eu estava muito bem vestido!”

Bernie Piters, minha amiga nascida no Ceará e hoje parisiense, costuma dizer com alguma sabedoria que “a gente é o que a gente veste”. Não é que eu concorde com ela. Mas se você veste Armani todo dia, bem… Acaba se achando parecido com Cristiano Ronaldo, não é mesmo?

Por isso, nas minhas próximas incursões ao mundo maravilhoso do pastel, vestirei umas calças folotes e uma camisa estampada, últimas peças que me restam com a etiqueta da extinta loja Impecável Maré Mansa, e que eu guardava para – algum dia, quem sabe – doá-las a um Museu do Design.

 

Parte dois: em busca do pastel perfeito

Na entrada para Meriti (acima), na feira de Ipanema (abaixo) e em muitos lugares por este Brasil afora temos grandes mestres pasteleiros.

 

Mas, agora que já divaguei feito um craquento que procura no chão da Cracolândia algum resquício de uma pedra de crack, vou responder à pergunta que vocês estão fazendo desde que leram minha primeira frase:

“Mas que história é essa de sair atrás de pastel por toda parte”, ou: “o que o pastel tem a ver com sua próxima novela?”

A resposta é: não digo não digo não digo, ou logo em outra novela aparecerá um personagem pasteleiro.

O que posso dizer é que a empanada argentina tem o seu valor; o  bolinho de bacalhau português é supimpa; a lembrança da empada de dona Mimi lá de Carpina me bota água na boca até hoje; mas o pastel, desde que não tenha o odioso Catupiry no recheio, ah… Nós somos mestres na arte de fazê-lo. Aquela massa que é crocante e macia ao mesmo tempo, a fumaça que sai e invade nosso nariz quando a mordemos ainda quente… Mesmo no local mais humilde, como a barraca deste rapaz à beira de uma estrada em Meriti onde me disseram – e eu confirmei – que o pastel era dos deuses: não mais no futebol, não mais na MPB, que hoje mal dá pro gasto, não mais no samba nem no carnaval… É nessa arte de fazer pastel que somos mestres.

Não vou aqui elucidar o mistério. Vou apenas dizer que nas próximas semanas continuarei a pesquisa com vistas à minha próxima novela… E para isso tenho várias visitas programadas aos locais onde, com o rigor que se pede a todo artista, exibem suas qualidades todos estes grandes mestres pasteleiros.

 

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LEVANTEM O PAU BEM ALTO!

»Públicado por em jun 16, 2016 | 10 comentários

 

Estou aqui, tal qual um monge medieval na sua cela úmida, escura e fria, a ler as cenas dos candidatos à Master Class, privilégio exclusivamente meu e do qual não abro a mão. O problema é que desta vez eles passaram de 500… E, pela ordem alfabética, ainda estou na letra D de Dayvisson. Mas como tenho um prazo para terminar, e sendo eu um gatilho de aluguel – aquele que sempre cumpre os prazos -, a letra Y de Yuri não se preocupe: antes que finde o prazo chegarei lá.

O que achei do que li até agora? Não vou dizer nem quem, nem quando, nem como, nem onde, nem porquê… Mas senti em várias cenas o mesmo problema: o arremate; o final. Se tem uma coisa à qual aprendi a dar valor nestes meus 40 anos em que (ainda) sou um aprendiz de novelista foi na tal de “progressão dramática”. Através da ação, uma cena deve caminhar sempre para um desfecho, e este deverá ser nada menos que glorioso e surpreendente, além de empurrar a história pra frente.

Em Império (perdoem-me por falar nela de novo) levei esta preocupação às últimas consequências. Já na primeira reunião disse aos meus colaboradores: “quero que as personagens saiam de cada cena modificados”. Ou seja, que as tramas sempre avancem. É como é isso possível? Em primeiro lugar eliminando todas as cenas de passagem. Nada de intermináveis sequências só para encher linguiça, em que nada acontece. Um simples café da manhã deve desencadear ou desfechar um drama e, neste último caso, levar ao começo de outro ainda mais extremo.

Nesta leitura das letras A, B, C e parte da D da longa lista de candidatos à Master 4 notei em alguns a dificuldade de fazer a cena progredir e assim chegar ao ansiado desfecho. Mas isso não chega a ser um problema ou, como dizem os franceses com o ar mais snob do universo, sem perceber que os muçulmanos radicais estão prestes a escravizá-los: cést pas grave. Afinal, os 30 classificados terão a oportunidade de debater essa questão comigo e seus colegas de curso, entre os dias 11 e 22 de julho, lá no Blue Tree Premium – Avenida Paulista, em cujas dependências enfrentaremos a maratona de 40 horas de aula.

Por que faço tanta questão de ler todas as cenas? Porque I got rhythm, ou seja, tenho feeling suficiente para saber que a melhor cena não é a mais bem escrita e mais esterilizada, às vezes a melhor é aquela que me chega toda manchada de cocô de pombo e tenha no subtexto alguma coisa da qual eu possa dizer:

“Ai, que divina loucura!”

A essa altura vocês já perceberam que ler 500 e sei lá quantas cenas não é nada torturante para mim, pelo contrário… Ainda que me deixe exausto me dá um prazer imenso. É bom ver que tem tanta gente querendo criar e que, quando eu e meus colegas roteiristas não estivermos mais aqui, sempre haverá alguém para gritar: “carpinteiros, levantem bem alto o pau da cumieira!”

Assim, depois de escrever estas mal traçadas, porem sinceras linhas, retomo à leitura das cenas, agora no D de Denise… Desejando boa sorte ao alfabeto inteiro.

 

Ah, sim, antes que me esqueça. Aproveitando minha passagem por São Paulo a Editora Objectiva marcou para o dia 18 de julho o lançamento do meu novo livro – vejam a capa aí em cima – na Livraria Cultura  do Conjunto Nacional, para o qual absolutamente todos vocês da Paulicéia e adjacências estão convidados. E quanto aos cariocas, não fiquem com ciúmes – o lançamento de Turno da Noite será na Livraria da Travessa do Shopping Leblon no dia 25 de julho, ocasião em que, tsk, tsk, dentre os atores que comparecerem, escolherei o elenco da minha próxima novela, ou seja: não percam!

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A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA!

»Públicado por em jun 14, 2016 | 14 comentários

 

LACRAIA EU COMO COM AS MÃOS…

E NEM SUJO OS DEDOS!

Mal cheguei de Miami, e depois de absorver o choque por conta do massacre de Orlando, comecei a trabalhar. Já estou na fase de ler as cenas enviadas pelos mais de 500 inscritos na Master Class 4 – trabalho insano -, enquanto dou meus bordejos pelos muquifos e bocas em busca de material para a minha próxima novela. Sei, ela só estreia em março de 2018, mas, pelas novas normas estabelecidas lá na Globo, os autores têm agora que começar a escrever muito antes… O que, para mim, é ótimo.

Como uma das minhas tramas envolve comida – sempre tem gente comendo para não ser comida em minhas novelas -, já saí por aí em busca de um trailler que me inspirasse… E assim, nesta terça-feira, com o frio ainda a arrepiar os pelos do cangote, fui parar na feira de Ipanema. O nome do trailler é O Gostosão, mas nenhum dos funcionários faz juz ao título, embora o que aparece na foto até que, com todo respeito, dá para fazer figuração numa cena, digamos assim, mais explícita.

Pedi dois clássicos: os pastéis de queijo e de carne. Queria escolher o mais gostosão, porém, sempre na dúvida (estavam deliciosos!), acabei traçando os dois… Com caldo de cana é claro, como manda a tradição da culinária brasileira.

 Ah, sim: ainda devorei uma tapioca gordíssima com recheio de queijo de coalho, comi meio abacaxi, saboreei com certa apreensão uma daquelas frutas esquisitas da Ásia – cheias de pernas, ela me lembrava uma lacraia – e por fim comprei polvo, lulas, filé de tamboril, camarões e mexilhões para fazer uma sopa riquíssima de peixe… Mas em casa.

Já notaram como nos últimos tempos eu só falo em comida? Deve ser por falta de alguma outra coisa…

 

 

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DE COSTAS PRO BRASIL

»Públicado por em jun 13, 2016 | 3 comentários

 

DE FRENTE PRO MAR,
DE COSTAS PRO BRASIL


Copacabana, Posto 5. Isso é o que se pode chamar de uma construção a beira mar. Dizem que nestes monstrengo vai funcionar o centro de imprensa das Olimpíadas. Ou seja: os jornalistas vão ficar todos de costas para o Brasil e de frente para o oceano… E assim não verão as mazelas que nos infernizam a vida. Boa política essa, né não? Só que, mais uma vez, os engenheiros não levaram em conta o fenômeno das ressacas que arrancaram parte da ciclovia em São Conrado. Agosto é mês de ressacas brabas e, naquele trecho de Copacabana, a água do mar às vezes chega a invadir o calçadão, portanto…

Atenção, jornalistas que vêm cobrir as olimpíadas, não esqueçam de trazer suas galochas!

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