IMPÉRIO MULTINACIONAL

»Públicado por em jan 25, 2015 | 4 comentários

 

Pois é: a gente pare o filho, cria com o maior carinho, mas ele cresce, torna-se independente, ganha o mundo… E trata de conquistar o próprio “Império”. A essa altura o trailler da novela em espanhol já corre solto por aí e em breve a campeã de audiência do momento estará em todos os países de lingua espanhola… Mas isto, como sabemos por conta do poderio de fogo do Departamento de Vendas para o Exterior da Rede Globo, será apenas o começo. Curtam só o comendador falando espanhol. Conseguiram um dublador que tem a voz parecida com a do Nero!

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E SE A GRANA ACABAR?…

»Públicado por em jan 23, 2015 | 11 comentários

 

Dia desses um rapaz humilde, ao saber que o patrão tinha gasto 170 mil Reais pra comprar alguma coisa, comentou comigo: “meu Deus, isso é muito dinheiro, acho que nunca vou conseguir tanto em toda a minha vida!” O pessoal do BBB pensa a mesma coisa daquela espiga de milho e meia e, pra tê-la nas mãos – menos os 30% de Imposto que o governo cobra – é capaz de qualquer loucura diante das câmeras curiosas. A noção do valor do dinheiro das pessoas, vamos dizer assim, menos favorecidas, não é mesma daquele sub-sub-diretor da Petrobrás que confessou, como se dissesse vou ali e já volto, que tinha cem milhões de dólares depositados lá fora. Para os – devemos chamá-los de “carentes”? Não, vamos chamá-los de pobres mesmo: para os pobres, o dinheiro vale muito mais do que o que realmente vale… E é aí que, quando ganham algum, eles não sabem administrá-lo… Como é o caso de Magnólia, de “Império”.

(fotos: Fco. Patrício)

Desde que Severo, o marido de Mágui, ganhou uma bolada federal (não, federal é aquela desviada da Petrobrás, vamos dizer “municipal”) nas patas de um pangaré do Jockey chamado “Falso Brilhante” ela não faz outra coisa na vida senão gastar feito uma filha da puta. E o resultado já se faz sentir nos conselhos que o gerente do banco dá a Severo: “cuidado, ou o dinheiro acaba”.

Preocupado, Severo tenta alertar a mulher para a gastança. Mas ela acha que o gerente do banco quer mesmo é que eles invistam o dinheiro lá e o esqueçam, e se recusa a fazer isso… Enquanto vai gastando cada vez mais, sem perceber que a grana tá toda escorrendo pelo ralo.

Até que um dia…

 

 

 

Vocês me perguntam: será que eles vão ficar pobres de novo? E eu lhes digo: a novela tem que ser exemplar, ou seja, tem que deixar claro pro telespectador que o crime não compensa, a vigarice também não, a falta de caráter é um defeito gravíssimo, a mania de querer levar vantagem em tudo devia ser considerada crime, a corrupção – e a leniência – devia ser punida com chibatadas em público, a preguiça é uma doença que devia levar à internação numa clínica… E a falta de respeito para com o dinheiro, mesmo aquele que foi ganho sem maiores esforços, merece um castigo rigoroso.

Portanto, Magnólia e Severo, adeptos contumazes de todos esses crimes, no final de “Império” têm que ser punidos. Mas não ficando pobres de novo, ser pobre não é vergonha nem é crime, e a maioria das pessoas pobres, contra tudo e contra todos, fazem questão de levar uma vida honrada e digna.

Portanto, o castigo de Mágui e Severo será muito maior que a pobreza, e virá de São Fidélis, a cidade onde eles nasceram e que hoje esnobam, na forma de uma… Não, quereeedos, sinto muito, não vou revelar a surpresa… Não digo!

Já Robertão, que por amor a Érika abandonou a vida de bonitinho, mas ordinário e inútil, e teve a sorte de, em sua busca de emprego, se tornar modelo publicitário, ah, este vai se dar bem na vida. Porque não é a Bolsa Família, neném: é o trabalho o que dignifica o homem. E quando se trata de Robertão, Érika que o diga: haja homem nas paradas! (Aguinaldo Silva)

 

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CURA GAY DÁ RECAÍDA!

»Públicado por em jan 22, 2015 | 14 comentários

 

Léo bota o nome na pedra de novo…

E conhece o Homem do Surdo!

 

Sabem qual é o problema da cura gay? É que os “curados”, mesmo que não o confessem ao pastor-psicólogo-lavador-de-cérebros, sempre têm recaídas. Vejam o caso de Leonardo de “Império”. Todo mundo me acusou de promover a cura gay só porque o rapaz fez amizade com uma mulher, a Amanda de Adriana Birolli. A acusação era injusta, pois em nenhum momento dei a entender que os dois tinham um caso. Mas a turma da Patrulha não dá atenção a esses detalhes, quer mais é ver o mundo com a cegueira dos seus próprios olhos, daí… Pois bem: Leo vai botar o nome dele na pedra de novo… E graças a Etevaldo, o rapaz que toca surdo na escola de samba União de Santa Teresa! “Amor de carnaval nunca dá certo”, diz Léo a Etevaldo quando é abordado por ele. Mesmo assim… É carnaval, não é mesmo? E os dois, em plena folia, se enroscam. Quem vai viver o Homem do Surdo? Vejam na foto abaixo: é André Gonçalves!

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SANTA TERESA 40 GRAUS!

»Públicado por em jan 21, 2015 | 9 comentários

 

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

Nem bloqueador solar fator 60 e dezenas de copos d´água minimizam a situação na Cidade Cenográfica do Projac, quando o termômetro marca 42 graus às 8h. As gravações no Bar do Manoel, sob a direção de Pedro Vasconcellos, só podiam acontecer quando desligavam o ar condicionado no local (por causa do barulho). Teve um momento em que até Leandra Leal registrou o que estava sentindo, cantando a marchinha de Haroldo Lobo e Nássara:‘Allah--ôô ô ô ô ô ô / Mas que calor ô ô ô ô ô ô…’. 

 

Só que o pior estava para acontecer, aproveitando que Cristina pegou um ônibus para ir à empresa, o traíra Marcão (Joe Ribeiro) vai à casa da moça e pega seu passaporte para levar até Maurílio (Carmo Dalla Vecchia). Como Cora (Marjorie Estiano) está louca pra seguir a sobrinha e ver se encontra Zé Alfredo, nem dá por conta que Marcão fica sozinho na casa.

“Um cara que faz isso é um mau-caráter, não posso defendê-lo. Ele reclama que está na pior, que tem dois filhos, mas nada justifica o que está fazendo com o melhor amigo e a irmã”, observa Joe. E completa: “Acho que a ideia do meu personagem é comprar mais boxes no Camelódromo ou uma loja. Mas acredito que, antes disso, a Tuane (Nanda Costa) vai desmascará-lo. Ele pode ser perdoado pelo Elivaldo (Rafael Losso), mas talvez seja preso ou assassinado por Maurílio”.

 

É hora de uma nova cena. Elivaldo, Tuane e Vitor (Adriano Alves) e até o X-9 Marcão se produzem todos para ir à formatura de Cristina, em Administração de Empresas. Mas como a festa será gravada em outro dia vemos somente os quatro entrando num táxi, e seguindo para o evento. Aliás, Nanda Costa arrasando de dourado, num modelito justo e curto – a cara da Tuane -, com motivos geométricos. Elogios gerais.

 

Quando o táxi passa na rua cenográfica, quem vem do outro lado fazendo seu treino matinal? Orville (Paulo Rocha). Mesmo com aquele sol a pino, o ator abriu mão dos respingos de glicerina com água – que dão aquele aspecto suarento de quem malha muito – e ficou pulando, subindo ladeiras, correndo em volta do set e até treinando golpes de boxe, o que resultou em suor de verdade e um falar esbaforido ao encontrar Helena (Júlia Fajardo), que o espreitava dentro do carro. Ela cobrou mais uma vez que Orville abrisse uma conta no nome de Salvador (Paulo Vilhena), mas, lógico, que ele deu uma enrolada na moça e disse que tinha que continuar se exercitando. Com raiva, Helena já está prontinha para armar um barraco no leilão das peças do namorado.

 “O Orville tem um conflito, problemas de consciência. De um lado existem as coisas em  que ele acredita, admiração artística e apego pelo Salvador – e acho que isso é sincero.De outro, o dinheiro conta. Ele e a Carmem (Ana Carolina Dias) acabaram virando uma quadrilha. O Orville, claro, tem medo de ir para a cadeia novamente, mas tem em Carmem a parceira do lado desviante dele. Ele gosta da Juju (Cris Vianna), mas sabe que ela não aceitaria tudo isso”, comenta Paulo Rocha.

A explicação do relacionamento com a advogada porta de cadeia vai mais além: “Ele está com a Carmem porque tem uma atração sexual grande, e mora na casa dela. O relacionamento com ela foi uma saída. Ele não teve boas referências de vida, acabou indo pelo meio mais fácil. E ninguém lhe disse que isso não funcionava”.

 

Antes de terminar a manhã na cidade cenográfica, mais uma cena. Ismael (Jonas Torres) está indo para o trabalho e cumprimenta Pietro (Eduardo Spinetti), que, de bicicleta, faz entrega de jornais. Só que, sem querer, ele quase atropela Carmem. “Ei, cuidado! Quer tomar um processo logo cedo?”, grita a advogada. “Bom dia pra você também, doutora Carmem!”, responde o jornaleiro, que segue em frente. Pedro Vasconcellos dá o “ok” final, agradece a todos e… almoço!

No PA (ponto de apoio) da Santa Teresa fake, além dos camarins, banheiros, sala de reuniões, maquiagem e cabeleireiro, figurino, há duas salas que se transformam em restaurantes improvisados. Quem não quiser ir até a praça de alimentação do Projac, que fica mais afastada dali, tem uma boa comidinha caseira no PA. Nesse dia havia frango grelhado, empadão, carne, macarrão ao alho e óleo, purê de batatas, arroz e feijão, várias saladas, dois tipos de pudins de sobremesa, além de suco de limão e mate caseiros. Delícia. E um reforço para quem vai diretamente dali enfrentar uma outra jornada de gravações.

 No estúdio – geladinho! -, encontro Rafael Losso e vou logo comentando sobre a “traição” de seu melhor amigo. “O Marcão disse que você pode perdoá-lo. Será?”. Losso: “Acho que sim, mas o Elivaldo deve ficar bem mal quando souber. Eram amigos da vida inteira! Tem que ter uma briga entre eles pra depois ficarem em paz”. Aproveito para perguntar sobre a felicidade de ganhar um tio aos 45 do segundo tempo. “Nossa, quando meu personagem viu que o comendador estava vivo e conversou com ele, a vida mudou. Elivaldo tem emoções à flor da pele, e queria muito uma figura paterna em quem se inspirar. Antes se sentia inferior a Cristina, que sempre foi mais batalhadora, determinada. Agora, ele vai voltar a estudar, fazer faculdade”.

Fim de papo. O diretor Claudio Boekel chega para ensaiar no cenário da sala da casa de Cora, que serve a todos uma comida gostosa – feita por ela mesma. Mas essa Cora boazinha não vai durar por muito tempo. Sabe aquela história de matar dois coelhos com uma cajadada só? Pois é. A megera vai fazer isso literalmente nos próximos capítulos… 

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O PASSADO QUE CONDENA

»Públicado por em jan 20, 2015 | 29 comentários

 

ÁLBUM SECRETO DE SILVIANO

MOSTRA QUEM É

A VERDADEIRA MARTA

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

 

 

Mais um tesouro será roubado em “Império”. Se o de José Alfredo (Alexandre Nero) valia milhões em euros, esse outro tem apelo não apenas sentimental como pode ser usado para destruir mais uma parte do império dos Medeiros Mendonça e Albuquerque. Em cenas gravadas ontem, 19/02, no Projac, a ex-mas-sempre-reincidente ladra Lorraine (Dani Barros) afana um pequeno álbum marrom que contém fotos, cartões postais, bilhetes de amor, enfim, tudo sobre o casamento de Maria Marta (Lília Cabral) e Silviano, ou melhor, Renato Silviano dos Santos Muniz (Othon Bastos), inclusive, a certidão.

E, ao saber do roubo, a Imperatriz, transtornada, vai jogar na cara do mordomo que o salvou da miséria absoluta depois do casamento, e que a separação foi turbulenta. Detalhe: Silviano perdeu tudo no jogo, e se não fosse por milady, já teria morrido de fome. Só que Marta não revela – ainda – o motivo da ódio entre os dois, naquela época, mas garante que, depois de tudo, o ex se transformou em seu porto seguro, a única pessoa com quem ela realmente pode contar.

“Gente, não esperava mais que a Lorraine tivesse uma ‘recaída’, achei que já tinha se redimido, que ia ser cabeleireira. Mas pensei numa explicação pra isso: ela ficou com raiva de Zé Pedro (Caio Blat) ter sido preso, e saído sem pagar pela morte do irmão dela. Assim, é mais uma vingança contra a Marta”, elucubra Dani, rindo.

 

Ao lado da atriz, antes de gravarem a cena do surrupio do álbum, Othon Bastos garante que não tinha a menor ideia do parentesco com “madame”:

 

“Nunca soube que eu era o primeiro marido dela. Fiquei surpreso! Imaginei uma história para ele em torno da vida da Marta: ser alguém que trabalhava para a família, e que, quando ela se casou com Zé Alfredo, pediu que fosse para sua casa. O engraçado é que liguei para o Aguinaldo (Silva, autor da trama) para desejar feliz Natal, e ele disse: ‘Prepare-se que vão ter umas loucuras pra você’. Mas nunca imaginei!”, garante Othon, no mesmo tom de bom humor de sua companheira de cena. E acrescenta: “Lorraine já sabe o caminho: já é a segunda vez que entra na minha casa para levar algo de valor. Será que depois vai levar meu coração?”, brinca o ator, de 81 anos, empolgadíssimo com os novos caminhos do seu mordomo, acrescentando que emprestou três fotos de seu casamento (com a atriz Martha Overbeck) realizado há 49 anos, para enriquecer o livro de lembranças.

 

 

 

A CULPA NÃO É DO MORDOMO

Na verdade, toda essa história vem à tona por causa de mais uma armação de Téo Pereira (Paulo Betti) que, intrigado com as respostas enviesadas da Silviano sobre o primeiro marido da Imperatriz, manda Érika (Letícia Bierkheuer) solicitar os préstimos de Lorraine – em troca de uma boa grana – para invadir a casa de Silviano e descobrir o porquê de tanto mistério.

A mulher de Ismael (Jonas Torres) pula a janela aberta da sala do mordomo, fica escondida atrás da cortina e, quando ele vai dormir, faz a limpa nos papéis. Entre as extintas revistas “Eu Sei Tudo” e “Cigarra” está o que mais parece uma agenda de couro alentada, fechada por um elástico. Mas, num trabalho perfeito da produção de arte da novela, no pequeno álbum há montagens de fotos – presas com cantoneiras e separadas por papel fino – do rosto jovem de Othon ao lado de Adriana Birolli (Marta, na primeira fase) vestida de noiva.

Tudo em preto e branco. Só com o passar do tempo – nas últimas páginas do livro – há retratos em cores. O requinte é tanto que tem até a reprodução do menu da festa de casamento, notas sobre o casório em jornais da época, e as passagens de avião para França e Itália. Sem falar em outras fotomontagens com o casal na Europa, bilhetes de amor, entradas para shows durante a lua de mel, enfim, um trabalho minucioso que, provavelmente, só será visto rapidamente pelo telespectador.

 Perturbadíssimo com o sumiço das lembranças do casamento, Silviano sairá de pijamas diretamente para o apartamento da ex-mulher. “Meu personagem vai ficar em pânico! E pensará que foi coisa do Maurílio (Carmo Dalla Vecchia). Mas chegará à conclusão de que o responsável é Téo Pereira, por causa da tal entrevista da qual Silviano esquivou-se. Tudo isso deixa a relação do meu personagem com a patroa meio estremecida. Tem uma hora em que a chamo de Marta, e ela manda que continue chamando-a de madame, e diz que nada mudou desde que ela me levou para trabalhar lá, e não morrer de fome”, observa Othon.

No meio de bafafá, os filhos do Comendador querem saber o que está acontecendo, e o ex-casal dá um jeito de, temporariamente, abafar o caso. E quem vai se dar bem com essa confusão toda é Érika. A jornalista resolve se vingar do blogueiro que a humilha há anos, e fazer uma investigação minuciosa sobre o conteúdo do álbum para furar Téo, e conquistar seu próprio espaço.

 

TRÊS PERGUNTAS PARA OTHON BASTOS

Foi difícil interpretar o Silviano sem conhecer o passado dele?

Como não sabia de nada fui fazendo uma relação delicada, para que as pessoas achassem que eu poderia ser o pai, um parente, da Marta. Ele nunca demonstrou um sentimento de amor entre homem e mulher… Agora não sei como vou agir. Estou na expectativa dos próximos capítulos (risos).

Você acredita que toda essa dedicação pode ser por amor à Imperatriz?

Pensando bem, acho que ele ainda gosta dela. Tem um momento em que Silviano comenta sobre a união de Marta com o Comendador, e ela pergunta: ‘Mas você viu meu casamento?’. E ele responde: ‘Eu estava na porta da igreja vendo, junto com o povo’. E também pelo fato de ele não ter se envolvido afetivamente com outra mulher, depois de tanto tempo.

Silviano pode ser o pai de algum filho da Marta??

Talvez… Sempre me perguntei o porquê dessa preferência dela pelo filho mais velho. Ao mesmo tempo, o parto mais difícil, mais complicado, foi o do Lucas (Daniel Rocha), que ela sempre relegou, e com quem o Silviano tem maior proximidade, inclusive, faz aquele cumprimento de bater com as mãos. Tudo pode acontecer. Acho que, no final, Silviano entregará a caixa de joias da Marta, que ele guardou (risos)”.

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OLHA O BICO DE TUCANO!

»Públicado por em jan 19, 2015 | 7 comentários

 

 PINTOSA?…

DEPOIS DE TÉO PEREIRA SÓ

O DILÚVIO, QUEREEEDOS!

 

“Cuidado, quereeeda, loura, mesmo falsa, tem dez em cada esquina!” 

(fotos: Fco. Patrício) 

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Saía eu de casa, em pleno lusco-fusco do domingo, pra dar minha caminhada sorrateira pelas streets de Copacabana, quando o porteiro do prédio ao lado do meu me chamou indignado e me ordenou:

“Vê se mata aquela jornalista!”

Que jornalista, meu Deus, eu me perguntei, já pensando em várias possíveis e deliciosas vítimas, quando ele esclareceu: “aquele chato do Téo Pereira!” E eu pensei: chato o Téo Pereira? Mas como, se não consigo vê-lo no ar sem deixar que funcione a mil minha máquina de fazer gargalhadas? Paulo Betti, que já fez tipos hilários em minhas novelas, que imortalizou aquele “nos trinques” de Tieta, está hilário em “Império” como o blogueiro do mal, mas tão do mal, que se dá ao luxo de ser terrivelmente pintoso e o resto que se phueda!

 Que o diga Fco. Patrício, que foi registrar as gravações de algumas cenas no sábado, das quais era Téo o protagonista, sob a batuta da diretora Tande Bressane.

 

Foi assim: Robertão, completamente apaixonado pela louraça, pede Érika em casamento no corredor do prédio de Téo. Este, que escutava tudo através da porta entreaberta, bota aquele bico dele pra fora e diz à sua repórter:

“Namorar na hora de trabalho dá justa causa, quereeeda!”

E se recolhe de novo. É a deixa que Érika procurava pra fugir ao pedido do bofão sarado, que está cada vez mais gamado nela, e pensa até em ter com ela meia dúzia de filhos. É que a loura preza sua independência, e não consegue se imaginar morando com alguém, ou dividindo com alguém a sua cama no apê lá do bairro do Peixoto. Ou seja, Érika é igual a mim, adora andar nua pela casa com a certeza de que não tem ninguém a observá-la e, pelo menos no meu caso, dizer: “mas que baranga!”

Assim, depois da intervenção de Téo, ela se desculpa com Robertão, diz que precisa ir trabalhar e não lhe dá nenhuma resposta.

 

Lá dentro Téo diz pra ela o inevitável: “se você continuar se fazendo de tão difícil pro bofe um dia ele vai e não volta… E quando voltar já está com outra loura!” Ainda mais agora, que ele recebeu um convite para ir fazer uma campanha publicitária em Paris, o que vai lançá-lo como modelo internacional com direito a muitas paqueras. Érika tenta não levar em conta o comentário de Téo, mas fica pensando a respeito, por isso, quando Robertão já está prestes a embarcar no avião que o levará à França, eis que surge Érika a correr pelos corredores do calorento – e mal cheiroso – Aeroporto do Galeão e… Cala-te boca.

Bom, mas eu queria mesmo era responder indiretamente ao porteiro do prédio vizinho ao meu e dizer que não posso matar Téo Pereira, porque ele já é imortal, à prova de balas e digno de figurar na minha lista de personagens inesquecíveis – que é enorme, quereeedos! – graças ao modo inesperado como Paulo Betti o viu… e o interpretou com tamanha obsessão que ele não pode ver uma câmera pela frente… E já faz aquele bico de tucano! E olha que ele é do PT… (Aguinaldo Silva)

 

 

 

 

 


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SOU JORNALISTA DE NOVO!

»Públicado por em jan 18, 2015 | 16 comentários

 

Pois é quereeedos, não é só o Téo Pereira que quer ser jornalista sério. Eu, que já fui um – sou o feliz ganhador do I Prêmio Abril de Jornalismo – Melhor Reportagem Individual – e fui pra televisão porque lá pagavam muito mais, sempre sonhei em voltar a sê-lo, ou mais precisamente, nunca deixei de sê-lo. Tanto que costumo dizer aos que me perguntam sobre a minha atual profissão:

“Eu não sou novelista, eu estou novelista; O que sou mesmo é jornalista“.

E a partir de agora serei mais ainda. Pois, após recusar vários convites pra voltar às lides por falta de tempo ou de simpatia com o veículo que me convidava, finalmente me rendi ao EXTRA, o jornal que mais vende nas bancas do Rio de Janeiro, e vou estrear como um dos seus colunistas na revista Canal Extra, na edição do próximo domingo, dia 25.

Assim, vocês poderão ler meus comentários, críticas, desabafos e desaforos não apenas aqui no blog-quase-site, no facebook, no twitter e nas reproduções ad infinitum que a mídia faz de tudo que escrevo (tem que citar a fonte, quereeeedos!), mas também num jornal que vende pra caramba e, tal como a minha Portela e o Flamengo, é o preferido daqueles a quem a gente realmente pode chamar de Povo sem que eles se envergonhem disso.

E vocês sabem, eu sou do Povo, eu estou com o Povo, eu escrevo novelas para o Povo, e não para aquele pequeno grupo da classe média-alta-e-fina que faz parte de uma eterna confraria, ou de uma conspiração – e bota conspiração nisso, pois é nela que se decide quem vai ou não ter talento no meio artístico… E essa decisão não tem nada a ver com o talento puro e simples, mas em geral tem a ver com berço.

Por que aceitei o convite do EXTRA? Porque ele é um jornal que sabe o que quer, e onde quer chegar, e não se deixa levar pelas simpatias, antipatias, idiossincrasias e manias dos que nele assinam colunas. Tenho consciência até hoje que um jornalista, por mais Paulo Francis que seja (pelamor!, não estou dizendo que é o meu caso), faz parte de um corpo de redação, ou seja, de uma equipe. Assim, não vou ser um bloco-do-eu-sozinho no jornal, vou ser, com muito orgulho, e dando tudo de mim como sempre, mais um jornalista na redação da Canal Extra.

Leiam e confirmem e…

Publique-se!!!!

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