O DISCURSO DO REI

»Públicado por em jul 22, 2014 | 21 comentários

 

UM PRESENTINHO PRA VOCÊS

O vídeo da Carla Bruni cantando a música em francês que é o tema de Chay Suede e Adriana Birolli em “Império”

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Quem prestar atenção aos diálogos de “Império” e entender do assunto vai perceber que sou obcecado pela precisão do texto. Nas minhas novelas não pode ter cena de “conversa mole”, de encheção de linguiça. A cada frase pronunciada por um personagem a história tem que dar um passo… E sempre adiante. Isso dá à novela uma sensação de fluidez que faz a minha delícia e também faz – eu creio – a delícia dos telespectadores. Minhas histórias caminham sempre rumo ao futuro, nas minhas novelas não existe o hábito de andar para os lados. Mas atingir essa precisão, e a consequente fluidez, não é fácil. Vou dar um exemplo baseado no capítulo que foi ar hoje. Tem uma cena que justifica o título da novela: é aquela em que José Alfredo ao descobrir que Maria Marta está esperando um filho dele, diz a ela que vai criar o seu próprio reino. Ele faz um verdadeiro discurso, no fim do qual a pede em casamento – quer dizer, pede que em seu futuro reino ela seja sua rainha… E ela aceita. Esta cena, acreditem se quiserem, teve nove versões, até que eu considerasse pronta e acabada… E mesmo assim, antes de entregar o capítulo à produção, eu ainda fiz mais alguns ajustes. Hoje, ao ver a cena magnificamente interpretada por Chay Suede e Adriana Birolli, vi que meu esforço ao reescrevê-la e reescrevê-la até realmente chegar onde eu queria… Sim, valeu a pena.

Leiam abaixo o discurso do rei…

 

                         Você está certa, não sou um homem fino. Não tive berço nem educação, sou só um contrabandista. Mas não pense que vou ser só isso pro resto da vida. Quero que me olhem, me admirem, me respeitem, e saibam que eu valho mais que todos os diamantes da Terra, que não sou apenas  um Zé Ninguém que deu sorte na vida. Quero que me tratem como eu mereço – como um rei!

                         Eu sei, vou ter que subir muitas vezes naquele monte e trazer de lá todos os diamantes que puder até juntar dinheiro bastante pra conseguir isso. Mas não duvide do que vou lhe dizer agora.

                          Eu quero construir um reino! E logo você, uma paulista quatrocentona cheia de sobrenomes, diz que tá esperando um filho meu? Esse filho pode ser o meu herdeiro! O futuro dono do meu reino! Pra isso a mãe dele tinha que ser uma Rainha feito você, por isso eu te pergunto: Maria Marta de Mendonça e Albuquerque, quer casar comigo?

…E a resposta de sua futura rainha:

Não tenho a menor duvida que você terá seu reino. Prometo que te ajudarei chegar lá, e prometo mais ainda: eu te darei outros herdeiros.

 

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QUEM É QUEM NO IMPÉRIO

»Públicado por em jul 21, 2014 | 39 comentários

 

ETERNAMENTE GRATO!

A vocês todos, que me prestigiam aqui neste nosso espaço e dão força para que eu continue dando tudo de mim e fazendo o melhor possível o meu trabalho. Hoje vou dormir em paz, pois tenho plena consciência do dever cumprido. A vocês todos, meus amigos aqui do blog: obrigado, obrigado, obrigado (Aguinaldo Silva)

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(fonte: divulgação TV Globo)

 

 

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“IMPÉRIO” FAZ A FESTA

»Públicado por em jul 20, 2014 | 16 comentários

Um IMPÉRIO de luxo, glamour, gente bonita, comidinhas deliciosas e muita animação. A festa de lançamento da próxima novela das nove, da Globo, com estreia nesta segunda, abarrotou o salão nobre do Jockey Club, no Rio, ontem, a partir das 20h30. Centenas de famosos de todas as áreas – Narcisa Tamborindeguy, Regina Rique; o bailairino Thiago Soares, do Royal Ballet House; José Hugo Celidônio; o carnavalesco Paulo Barros; os cineastas Raul Guterres e Bruno Barreto; e a atriz Denise Dumont, radicada em Nova York; entre outros – estiveram presentes ao evento, e adoraram o que viram. Paulo Betti, um dos primeiros a chegar foi logo cercado pelos jornalistas para contar detalhes do seu virulento Teo. Mas foi a entrada triunfal do dono da festa, Aguinaldo Silva, que abalou as estruturas. O autor já não sabia para onde olhava, falou sem parar com a imprensa, e contou com os colaboradores da novela para ficarem em sua volta, dando a chance de ele poder comer alguma coisa.

reportagem de Simone Magalhães

fotos de Fco. Patrício

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Noite é noite. E badalação como essa pede produção. É claro que o preto imperou no evento. Mas o vermelho arrasou nos vestidos de Marina Ruy Barbosa – eleita, pela maioria dos convidados, à boca miúda, como a mais bonita da noite. Ah, e sempre acompanhada do príncipe consorte Klebber Toledo, também chiquérrimo -, Josie Pessôa e Júlia Fajardo também mostraram que inverno pode pedir  cores fortes. Júlia estava felicíssima, ao lado do pai, José Mayer. “Achei ótimo ele fazer um personagem homossexual, e poder mudar a imagem que a maioria do público tem dele, é  um tipo muito rico em possibilidades”, observou ela, que será Helena, amiga número 1 da vilã Maria Marta (Lília Cabral).

E por falar em Lília, ela desfilou, ao lado do marido Iwan Figueiredo, num vestido preto deslumbrante, com brilhos no ponto certo. Pena que estava quase sem voz. Mesmo assim deu entrevistas a quem pedia. E tocando na história dos brilhos, quem chamou atenção num modelito sensual todo prata foi Cris Vianna. Já Adriana Birolli investiu novamente num longo branco, com fenda, como aquele com que  fez sucesso na coletiva de imprensa da novela. “Não posso dizer que seja minha cor preferida, mas, com certeza, é a mais pura e energética, principalmente para momentos especiais como esse, e foi feito especialmente pela estilista Lethicia Bronstein pra a festa”, contou a bela.

Fugindo do trivial, Andréia Horta apostou num justo, nas cores coral e preto, Viviane Araújo na estampa de onça, Suzy Rêgo num longo sobretudo de couro caramelo. Mas foi o Comendador Alexandre Nero quem sobressaiu no quesito surpresa: estava de terno – com colete, gravata e tudo mais – num tom ferrugem, com sapatos marrons. “Tô bonito?”, brincava ele, com os fotógrafos que não paravam de clicá-lo.

Na linha dos discretos, os jovens deixaram as moças babando com seus ternos escuros: Klebber, Joaquim Lopes, Daniel Rocha e Romulo Neto eram os mais pedidos para selfies com fãs seletos no Jockey. Rafael Cardoso, de marrom, levou a mulher, Mariana, que mostrou que grávida – de 7 meses – também pode arrasar num vestido ouro velho. Mas há sempre os casuais, que preferem conforto, como Tato Gabus, que lançou mão de um suéter azul, e Paulo Vilhena, de camiseta branca. Por falar no ator, ele fez um corte de cabelo à la prisão para seu personagem, o detento Domingos Salvador. “Mas estou pensando em cortar mais ainda”, comentou, acrescentando que está empolgado e estudando muito para interpretar um pintor esquizofrênico.

Mas teve discrição no lado feminino também. Muitas atrizes optaram pelos tons de creme. Regina Duarte, com um modelo bordado, era a felicidade em pessoa: posou com todos que pediram, achou a festa linda, e conversou horas a fio com Aguinaldo Silva. “Está tudo tão bonito. A vida é bonita e precisamos fazer dela o melhor que pudermos”, filosofou a atriz, que fará uma participação especial em Império. Nanda Costa deixou uma nesga da barriga (ou melhor, da não-barriga) de fora;  Leticia Birkheuer, com um acompanhante de suscitar suspiros do mulherio em volta; e Leandra Leal, num modelo justinho, também abusaram do bege claro, creme ou nude, como preferirem.

Muita gente circulando, comendo, bebendo – isso eu conto já já – e quietinha na hora em que foi exibido o vídeo da trama. Quem ainda não tinha visto ficou admirado, quem reviu teve a certeza de que vai ser sucesso certo.

 

COMIDA, BEBIDA

E DISCO MUSIC

 

A primeira impressão ao entrar no salão era a lindíssima decoração, com imensos arranjos com rosas chá, orquídeas, flores em tons pastéis, e pequenos arbustos espalhados pelas laterais, além de lustres e candelabros iluminados com velas. Sem falar na exposição de cópias de joias em redomas de vidros no centro do salão, remetendo às peças desenhadas por Maria Clara (Andréia Horta) e às pedras que trouxeram a riqueza aos Medeiros. A média luz (nossa, parece bolero…), em tom lilás, e a música instrumental não muito alta foram perfeitas para imprensa nacional e internacional registrarem a maior parte do elenco que esteve por lá.

O quesito comes e bebes foi um primor. Ninguém precisava esperar pelos garçons: por todo o salão havia mesas e espaços reservados a gostosuras e bartenders (um amigo, dono de uma agência de publicidade, me disse que dava pra reunir facilmente essas duas últimas palavras…). Além da Chandon correr solta, os convidados podiam escolher drinques feitos especialmente para a festa.

No cardápio, o Império (vodca com cereja amarena, xarope de açúcar, limão siciliano e club soda)  era o mais solicitado. Algumas dúvidas entre o Pedra Preciosa, Talismã, Monte Roraima, Trama e Diamante. Mas a perdição mesmo era o menu. Canapés, camarões com creme, pequenas delícias japonesas e brasileiras… Com esforço os convidados podiam manter a linha dieta. Mas o raviolle com mussarela de búfala, nozes e molho pomodoro; o picadinho de carne, com mini batatas souté e farofa; e o salmão grelhado eram um apelo sem possibilidade de rejeição.

Para onde se olhasse havia mesas com essas iguarias. Paulo Betti, feliz da vida com o seu Teo, não tinha qualquer problema em falar sobre personagem entre uma garfada e outra. Fez sua própria junção: comeu e repetiu o salmão… com farofa. “Tá bom isso!”, observou o ator, no meio da conversa.

 Já Rui Vilhena, autor da próxima trama das 18h, Boogie Ooggie, não resistiu à mesa de doces – aliás, assim que ela foi montada num canto estratégico, entre o meio do salão e a varanda lotada, acho que todas as dietas e detoxis foram por açúcar abaixo. As tarteletes estavam um escândalo! Sem falar nas bombinhas de creme, e brownie de nozes, entre outros.

Mas houve um stop para quem não quisesse incrementar mais suas gordices: o DJ abriu os trabalhos, lá pelas 23h, com Dancing Queen, do ABBA, e os mais animados correram para a pista – assim como essa que vos escreve. A seleção musical era seventy total, irresistível. Barry White e Gloria Gaynor encheram a pista. Mas teve também quem ficasse no entorno, só olhando as imitações de Travoltas ou curtindo seu próprio par. Bonito ver Jonas Torres e a esposa, Danielle, olhos nos olhos, complementados por selinhos, de vez em quando.

Só que a meia-noite foi chegando, e como o dono da festa acorda às 5h30, ele despediu-se de todos, ainda acabou sendo atingido como  alvo de mais dezenas de selfies, e foi pra casa sonhar com a estreia de segunda-feira. Detalhe: com a abertura ao som de nada menos do que  Lucy In The Sky With Diamonds.

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A GRANDE NOITE DO “IMPÉRIO”

 

Simone Magalhães já disse tudo com sua precisão habitual. As fotos de Fco. Patrício – serão dezenas em uma galeria que publicaremos aqui embaixo daqui a pouco – também falam por si mesmas. Mas eu precisava dar minha visão pessoal da festa… E ela é a seguinte: em quatorze novelas que escrevi, nunca tinha sentido uma vibração tão positiva. Na festa, em que trabalhei como é de praxe – dando dezenas de entrevistas, conversando com os atores que aproveitaram a ocasião para me fazer perguntas sobre os seus personagens, e (novidade) me submetendo ao ritual de fazer muitas, muitíssimas selfies, senti por toda parte a alegria, a confiança e a certeza dos que participam da novela: vamos fazer bonito, e estamos dando tudo de nós para isso para que isso aconteça.

Sabemos que há uma expectativa muito grande por conta de “Império” e tudo faremos para não frustrá-la. E a única maneira de fazê-lo é atráves do nosso trabalho. O que nós queremos? Dar alegria aos 40 milhões de telespectadores do horário das nove da televisão brasileira, e não mediremos esforços para isso. Confio que chegaremos lá, e ainda mais confio em Rogério Gomes, meu diretor de núcleo, que está “morando” no Projac, disposto a produzir junto comigo e toda a nossa equipe, o melhor dos nossos trabalhos.

E agora o detalhe fútil, só pra justificar as fotos abaixo. Na festa de uma novela cuja trama central se passa numa cadeia mundial de joalherias, e que tem como tema musical nada menos que “Lucy in the sky with Diamonds”, dos Beatles, é de praxe que se tire do cofre e se exiba nossas joias. Eu fiz isso – pesquei várias no cofre do banco e tratei de usá-las. Nas fotos abaixo estão algumas. A essa altura todas já voltaram a dormir na segurança do banco, mas antes fiz as fotos. Adoro jóias, assim como adoro sapatos – os que usei na festa são da Mikels Shoes, minha grife portuguesa. A caveirinha de diamantes, que usei pendurada no pescoço, é para lembrar à minha tola vaidade que eles – os diamantes – são eternos, mas os autores de novelas não - a eles pode parecer impossível, mas se não se cuidarem também fenecem e morrem. (Agonildo Salva)

E para quem ainda não viu: aí embaixo está o link da chamada de elenco da novela, já com a música dos Beatles:

http://t.co/2a9Lsxrj8Q

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É A ANSIEDADE, ESTÚPIDO!

»Públicado por em jul 18, 2014 | 13 comentários

 

Três horas da manhã. Um vento sinistro que sopra do mar faz as janelas do meu quarto estremecerem de vez em quando. Numa dessas estremecidas eu acordo num susto… E me vem a sensação de que, ao interromper meu trabalho para o descanso noturno, esqueci nele alguma coisa. O que seria?

(fotos: Fco. Patrício)

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Não adianta, não vou dormir mais até descobrir o que é. Por isso me levanto, visto um trapo qualquer, vou para o escritório, ligo o computador e, enquanto espero – e as janelas continuam a estremecer com o vento -, me lembro de uma frase icônica de “Chuva”, a adaptação para o teatro de um conto de Somerset Maughan:

“Meu Deus, reverendo Davidson… E esta chuva que não passa!”

Esta frase, dita numa das montagens da peça por Dulcina de Moraes, que além de grande atriz era uma mulher-viada, tornou-se icônica entre os gays durante décadas. Lembro-me de um professor de música lá do Recife, Samuel Kreimer, também conhecido como Sally Langor, a pronunciá-la após meia dúzia de chopes como se fosse a própria… E a repito pra mim mesmo, nesta madrugada em que uma frente fria se aproxima do Rio: “meu Deus, reverendo Davidson… E esta chuva que não passa!”

E aí me lembro do que havia esquecido na escaleta: “o banho de espuma da Birolli!”

 

 

Abro imediatamente a escaleta 00X (não digo o número nem morto, ou a produção me pede todas!) e trato de acrescentar a cena. Adriana Birolli, que no passado de “Império” é a Maria Marta vivida por Lília Cabral, no presente é Amanda, a sobrinha desta, enviada para um doce exílio em Londres pelo comendador José Alfredo Medeiros (Alexandre Nero) por causa de um romance, que ele decretou proibido, com o primo João Pedro (Caio Blat). Anos depois ela volta, trazida pela tia, para separar o filhinho preferido dela de sua atual mulher, Danielle (Maria Ribeiro).

Durante o exílio em Londres Amanda tratou de estudar e arranjar uma profissão… E se tornou designer de sapatos. Se ela vai usar alguma griffe na novela? Sim, vai usar Mikels Shoes, é claro. Mas isso não vem ao caso.

O que eu queria dizer é que uma novela é escrita assim: com um minimo de ordem, mas, principalmente, à base de muitos sustos. Depois de escrever tantas, já sei que muitas outras vezes, enquanto “Império” estiver no ar, acordarei no meio da noite com esta sensação horrível de que, meu Deus, reverendo Davidson, eu esqueci de alguma coisa!

Se eu voltei a dormir depois de encher o cenário de velas perfumadas e deixar a Birolli mergulhada na espuma? Claro que não! A essa altura já eram mais de 4h da matina. Eu ia acordar às 5h30m, mesmo… Fiquei zanzando pela casa, fui parar diante da geladeira, e aí me lembrei de outra cena icônica: Bette Davis, a Margo Channing de “A Malvada”, tentando decidir se come ou não um bombom de chocolate enquanto discute com o marido sobre sua própria decadência física.

Na cena Bette come o bombom é claro… E ao lembrar disso abri a geladeira disposto eu mesmo a fazer alguma extravagância. Tinha lá umas sobras do jantar de dois dias atrás – carne de sol ao molho de ferrugem e batatas cozidas. Não fiz por menos – esquentei na geladeira e bati tudo… E só depois de raspar a travessa é que  lembrei do… “meu Deus, reverendo Davidson, o meu regime!” E aí corri pro banheiro e, com perdão da má palavra, chamei o Raulllll e rejeitei tudo.

(Téo Pereira quereeedo, aprenda de uma vez por todas… Isso sim, é uma confissão intima!)

Depois de tomar um banho, me encher de cremes e me perfumar todo – eram 5h – criei coragem e fui me pesar (de novo): ontem à noite eu estava com 83,8 quilos e agora estou com… 83,5! Depois de todo esse blablablá inútil perdi 300 gramas. “E esses 82 quilos que não chegam, reverendo Davidson!”

Sim, Dulcina, Bette queridas, 82 quilos: este é o peso a que preciso chegar até amanhã às 20h30m, ou a calça tamanho piu-piu do Armani que pretendo usar na festa de lançamento de “Império” fará um papo digno do boneco da Michelin na minha cintura. Ainda falta um quilo e meio pra desembarcar lá! Será que consigo? Se não almoçar nem jantar hoje, se só consumir líquidos durante o dia de amanhã, e se tomar um diurético, talvez esteja com os tais 82 quilos à noite… E mais talvez ainda esteja vivo.

Aí a Marília Gabriela me liga e exige: “resuma tudo isso que você escreveu numa palavra só!” E eu obedeço: “ansiedade”!!!!!

(Quem vê cara não vê coração… E muito menos vê tripas)

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LÁGRIMAS DE CROCODILA

»Públicado por em jul 17, 2014 | 3 comentários

A FRASE DO DIA

“Dizem que dinheiro não traz felicidade, eu sei. Mas é melhor chorar no assento de couro cheiro cheiroso de um Jaguar do que num banco duro de plástico de um ônibus da linha Caxias-Seropédica”

(Maria Marta, em “Império)

 

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HERÓI, VILÃO… O QUÊ?

»Públicado por em jul 14, 2014 | 7 comentários

Tchan tchan tchan tchan: quem é Ismael? Apenas um humilde catador de lixo? Um homem ardiloso, que usa a esposa, Lorraine (Dani Barros), para seus maus feitos? Um sofredor que vive das bolsas beneficentes do Governo? Ou um grande espertalhão? A resposta segue na linha do Caetano: Ismael, interpretado por Jonas Torres (o meu, o seu, o nosso Bacana, de Armação Ilimitada 1985 a 1988), pode ser tudo ou nada disso em IMPÉRIO, novela das nove que estreia no próximo dia 21. Aos 39 anos, Jonas volta à Rede Globo, depois de um longo período perambulando pelo mundo, e chega arrebentando na interpretação do “profissional da reciclagem”, como define o autor Aguinaldo Silva. “Ele é dúbio, misterioso. Todo mundo tem várias facetas, e para uma novela isso é maravilhoso. É um personagem riquíssimo”, explica Jonas. Mas, meu reencontro com esse catador de lixo e reciclador de latinhas, depois de conhecê-lo quando era pequenininho, foi emocionante. Vou contar tim-tim por Tim-Tim.

entrevista: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

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PARTE 1

Marcamos a entrevista para às 10h, à beira da piscina de um hotel, na Barra. Muito tempo longe daqui, ele chegou a ficar confuso com o endereço, mas expliquei direitinho. Jonas pediu que fosse cedo (“sou madrugador”) porque tinha ponte-aérea, no início da tarde ele e a família moram em Bertioga, litoral de SP. Só que o ator estava vindo de Pindamonhangaba (inteiror de SP), onde havia encontrado um amigo, professor de jiu-jitsu, com quem pretende abrir uma academia, no Rio. A chuva fina começou a cair, e os torpedos de Jonas a pipocar no meu telefone. Engarrafamento total da Rodoviária Novo Rio até a Barra. Veio a ansiedade: Será que vai dar tempo para a entrevista? Mas, ufa!, às 11h15, ele chegou. Casacão de neve, uma mochila e uma bolsa pesadas, correndo e pedindo mil desculpas. Conseguimos algumas fotos ao ar livre, antes da chuvarada. Preocupado, o fotógrafo Fco Patrício pediu logo um lachinho. Mate, Coca-Cola, queijo quente e porções de pães de queijo. E vamos à entrevista!

PARTE 2

A felicidade por voltar a uma novela, principalmente no horário nobre, faz Jonas Torres manter o sorrisão. E o mistério envolvendo o Ismael é um componente a mais: “Vou dançando conforme a música. Até pra não entregar o ouro. Se você interiorizar algo, isso passa de alguma forma até pela linguagem corporal. Se eu estiver acreditando, as pessoas também vão crer. Só sei que ele é homem dúbio, que leva uma vida dura. Não acho que seja mau, mas não segue uma ética 100%.” Além de arrastar seu pesado carrinho de lixo e latas, Ismael sofre por não ter conseguido sua aposentadoria, já que ficou com um dos braços lesionados, mas não pagava sua autonomia à Previdência. Nada que uma cachacinha não faça esquecer por algum tempo. Toda essa situação vai endurecendo ainda mais o personagem, que defino como um oportunista”, observa. Mas ele vai ter um carta na manga: Lorraine roubará um anel carrísimo, no lançamento da coleção de Maria Clara (Andréia Horta), e terá que engoli-lo para passar pela blitz da polícia. Ismael vai fingir que encontrou a peça, a devolverá e ganhará o rótulo de herói. E aí? “Acho que ele vai aproveitar esses 15 minutos de fama. Se for por mais tempo será ótimo pra ele (risos). Mas, pensando bem, talvez conte a verdade. O que será que o Aguinaldo tem em mente, gente?”, questiona, animadíssimo.

PARTE 3

Oportunismo é a maneira que Ismael encontra para ganhar as benesses do Governo: vive separado da mulher, mas sem se divorciar para não perder o auxílio financeiro. E quando Lorraine vê o irmão morrer atropelado por José Pedro (Caio Blat), na estrada, Ismael dá a maior força pra ela extorquir dinheiro dos Medeiros. “Isso tudo é muito louco. Morei nos Estados Unidos e quando precisei de benefício do Governo tinha que mostrar toda semana que estava procurando emprego, e aceitar, mesmo que não tivesse nada a ver comigo, a colocação que encontravam pra mim. Lá, ensinam a pescar: nada de dar o peixe. Quanto a Lorraine, ele ainda gosta dela, mas é uma relação complicada. Depois, Ismael acaba caindo em si, fala que o cunhado estava completamente bêbado quando atravessou a estrada, e ela deixa de explorar a família. Por isso, que eu te digo: ele é dúbio”.

PARTE 3

O frio e a chuva aumentam, mas Jonas Torres está tão empolgado que se recusa a colocar o casaco. Já passa de 12h. Daqui a pouco temos que levá-lo ao aeroporto. Ele vai encontrar a esposa, a fotógrafa Daniele, a filha, Nina, de 4 anos, e o enteado, Pedro, de 11. “Tenho ficado na ponte-aéra para as gravações da novela. Mas achei um lugar maravilhoso para morar. Bertioga tem mar e verde, sem violência, com uma ótima qualidade de vida”, afirma o carioca, que já morou nos Estados Unidos. “Minha mãe, Maria Inês, separou-se do meu pai, o americano Michael Raible, comigo ainda na barriga. Ela acabou namorando e casando-se com o (falecido) ator e diretor Fábio Junqueira, a quem considero meu pai. Dois anos depois, nasceu meu irmão, (o ator) Caio Junqueira. Até que um dia, minha professora chamou várias crianças para o teste do filme Bar Esperança, O Último que Fecha. Eu passei e fui fazer o Yuri, filho da Marília Pêra e Hugo Carvana. Nunca tinha pensado em ser ator, mas fui curtindo: era uma brincadeira que eu levava a sério”. Depois veio o Zeca, de Vereda Tropical, e, finalmente, o papel que marcou mais sua carreira: o Bacana, da minissérie Armação Ilimitada. Você se ressente de ainda ser chamado pelo apelido do personagem? “Teve um tempo que sim, mas agora não. Lembro que o assédio era muito grande, eu ficava constrangido quando juntava gente em torno de mim. E eram só autógrafos, não tinham esses celulares (risos). Mas acho que Armação durou o tempo certo, aposentou-se no auge. Talvez as pessoas se interessassem pelo Bacana porque era um menino dizendo certas piadas que não entendia, era o meu olhar como criança, um certa ingenuidade. Isso dava resultados interessantes. Aprendi a amar a profissão por me divertir tanto com ela”.

 

 

PARTE 4

O fotógrafo Fco Patrício lembra que já são 12h30, e até chegar ao aeroporto Santos Dumont temos muito chão e chuva pela frente. Empolgada com a emoção de Jonas ao contar sua trajetória, pedi mais uns minutinhos. Pra fechar sua experiência como ator no Brasil. “Fiz participação em Top Model, em Vamp e, no teatro, Capitães de Areia, sob direção do Roberto Bomtempo. Rodamos o Brasil inteiro, fomos a Portugal. Mas, em 1994, como tinha dupla cidadania, resolvi ser voluntário no serviço militar americano. Era o momento de descobrir minhas coisas, o passado que não vivi. Meu pai e meu avô materno foram pilotos. Vovô foi herói na Segunda Guerra! Foi muito interessante o convívio a família de lá. Passei três anos e meio na Brigada de Paraquedista. Mas aquela imagem glamourosa vem dos filmes (risos). Passava 7,8 meses treinando e muito pouco tempo em casa. Deixei tudo e fui fazer pesca comercial no Alasca, pegar bachalhau e linguado”. Nossa, você é um aventureiro! ” Tinha um lado que pedia isso, e outro com saudade de atuar. Tentei equilibrar durante muito tempo, mas agora quero me dedicar integralmente à carreira de ator”.

PARTE 5

Levantamos acampamento da piscina do hotel, e fomos para o carro. Impossível não continuar aquela conversa com Jonas. Gravador a postos, sentei no banco de trás com ele, que vinha admirando a Avenida Niemeyer, mas com uma certa melancolia. Já não era o Rio de Janeiro da sua infância e adolescência. “Depois de seis meses no Alasca, vim ao Rio, fiz a temporada 1998/99 e Malhação, e voltei para os EUA. Tirei brevê, me profisionalizei como piloto, dei instrução de voo, durante dois anos, na Flórida. Aí, tive um acidente, por problemas técnicos, com um monomotor, em Las Vegas, e resolvi fazer curso de mecânica de aeronaves, passei dois anos e meio mexendo nas estruturas, fabricando peças de fuselagem”.

 

PARTE 6

Mas e as saudades do Brasil? Não continuavam? “Claro! Em 2005, papai (Fábio Junqueira) disse que estava saudoso, e eu vim. E reencontrei Daniele, que já conhecia de uma festa, e começamos a namorar. Nos apaixonamos. Em 2006, passei 4ou 5 meses como mecânico da TAM. Mas, em 2008, veio o pior golpe: o Fábio faleceu (aos 52 anos, de aneurisma). O estranho é que durante o velório, meu telefone tocou e era da Record, me chamando para fazer Mutantes. Eu fui. Depois, viajei com a peça Dona Flor e Seus Dois Maridos. Apesar de tudo, profisionalmente foi um ótimo período”.

PARTE 7

“Você quer ver a minha filha? Tenho um videozinho dela aqui.” Claro, que sim! Só que o celular estava descarregado e contamos com a astúcia do Patrício para encontrar o carregador. Jonas interrompeu tudo para falar da relação com os filhos. Nina é a bonequinha do papai, e já está começando a surfar, como ele e Pedro. Padrasto e afilhado se dão muito bem.Você teve padrasto, agora é padrasto. Usa as experiências que viveu?. “Minha mãe sempre foi muito rígida, meu pai (Fábio) também. Eu, que vim de muito tempo no quartel, acabo sendo um pouco assim, cobrando das crianças. Mas o Pedro me chama de ‘Jô’. Apesar de ele ter pai presente, a preocupação é a mesma. Temos um canal aberto total para conversar sobre tudo. O trato com a Nina é diferente, mas cobro para condicioná-la a fazer as coisas. Ela é muito vaidosa, mas também faz a linha ton boy. Outro dia, pegou escondido o batom da mãe e borrou o rosto todo (risos)”.

PARTE 8

Todo esse clima família fez você decidir-se pela retomada da carreira e do Brasil? “Bom, teve um tempo depois da peça, que fiquei sem nada. E fui trabalhar como rádio-amador na plataforma de petróleo de Campos. Só que era muito tempo embarcado, sentia saudades demais da família. Aí, resolvi procurar os amigos, como o Pedro (Vasconcelos, diretor geral da novela), o Papinha (Rogério Gomes, diretor de núcleo), com quem sempre mantive contato. Eu estava de barba e achei que poderia fazer algo diferente. O Pedro ficou de ver, mas, como não tive uma resposta logo, tirei a barba. Quando ele ligou e falou do Ismael, me empolguei. E ele perguntou: ‘Mas você ainda está de barba, né?’ (risos). Disse que não, mas deixei crescer rapidinho”.

PARTE 9

E, pelas fotos que vi, você emagreceu bem. Foi para a novela? “Estava com 88 quilos, e perdi 18, em três ou quatro meses. Mas foi fechando a boca. Passei a comer de três em três horas, uma alimentação mais saudável, nada de carboidrato depois das 18h, nem refrigerante.Além disso, estou firme no jiu-jitsu,que sempre pratiquei, e nas corridinhas. Outro dia, deixei a dieta um pouco de lado, vi que tinha ganhado 1 ou 2 quilinhos, e fechei a boca de novo. Mas se você notar esses caras que carregam os carrinhos com o material para reciclar têm que ter braços fortes”.

PARTE 10

Próximo ao Santos Dumont, Jonas viu que o celular estava carregado e me mostrou, quase babando, Nina cantando sua musiquinha preferida. Uma fofa, de cachinhos louros. “Quando era pequeno também tinha cachos louros, depois foram escurecendo”, explica o paizão, orgulhoso, acrescentando que a filha vai entrar na natação agora. Ou seja, Rio de Janeiro nunca mais. “Só penso que Nina tem que ficar dois anos nos EUA para ganhar cidadania. Mas isso, ela pode fazer até os 18 anos. Depois, se quiser estudar ou trabalhar lá, é com ela. Quero o que for melhor pra minha filha”. E completa: “Minha vontade é realmente morar no Brasil. Tanto que estou nesse projeto de montar a Rio Jiu-Jitsu Old School, destinada mais à defesa pessoal, mulheres, crianças, dependentes químicos e profissionais liberais, como os médicos, que não podem machucar as mãos. Também já tenho projetos de teatro com André Gonçalves e Cassiano Carneiro. Enfim, o Brasil é o meu lugar”, fala, emocionado, enquanto sai do carro e se encaminha para o portão do aeroporto dando um tchau, e não um adeus.

 

 

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O MELODRAMA DA COPA

»Públicado por em jul 13, 2014 | 13 comentários

 

(a festa dos torcedores argentinos

 na praia de Copacabana)

 

Mesmo o maior de todos os espíritos de porco não pode negar – a Copa do Mundo no Brasil foi um evento extraordinário: disputas empolgantes, resultados inesperados, futebol ofensivo… E muita festa nas ruas, sem que houvesse a onda de manifestações e violência previamente anunciada.

Mas o fato é que isso nos custou muito caro, e a dívida que a Copa gerou será paga não só por essa, mas pela próxima geração… Se é que ela é pagável. Pois a nossa Copa custou mais que as duas últimas juntas (na Alemanha e na África do Sul). E se algum tribunal de contas tentasse descobrir o porquê, certamente não conseguiria, tamanho é o emaranhado nos números da contabilidade resultante das obras. Muitas ainda inacabadas, e outras, apesar dos milhões gastos, feitas com tanta economia de materiais que resultaram em acidentes, alguns com vítimas – na Arena Coríntians, no viaduto de Belo Horizonte – e em tapumes e remendos dentre os quais se destacam os do Galeão, onde já quase se gastou o suficiente pra fazer um aeroporto novo.

Aos brasileiros, portanto, quando tudo terminar, as lembranças dessa Copa serão à base de sangue, suor e lágrimas. O exemplo mais evidente disso é o que aconteceu no Maracanã. A reforma do estádio custou mais que a derrubada do antigo e a construção do novo estádio de Wembley, em Londres. Mas, depois de tanto dinheiro gasto, a seleção do Brasil não jogou lá sequer uma partida. Nenhum gênio da CBF contemplou a possibilidade de a nossa seleção ser eliminada antes da final e assim não por os pés no templo máximo do futebol tupiniquim. Esta honra caberá ao nosso maior e eterno rival – embora eu não saiba o porquê disso -, a Argentina.

Em 1950, com apenas treze seleções disputando a Copa, a assim chamada Seleção Canarinho jogou cinco dos seus seis jogos no Maracanã. Naquele fatídico dia 16 de julho de 1950, com a derrota na Final para o Uruguai, vivemos nossa maior tragédia esportiva até a passada terça-feira.

Mas os 7×1 na derrota para Alemanha, não constituem “somente” a maior derrota da Seleção em seus cabalísticos 100 anos de existência – é um resultado que perpassa por todas as áreas da nossa realidade atual. Não fomos apenas surrados por uma potência futebolistica mas sim por um País que é campeão em Serviços Públicos; Economia; Educação; Saúde… E Democracia.

No intervalo do Mineiraço, quando o resultado já estava em irreversíveis 0 x 5, os jogadores alemães desceram ao balneário e, ao invés da habitual preleção com o treinador, o assunto foi um pacto para evitar a humilhação da seleção brasileira. O placar fechou num arrebatador 7 x 1, mas com esse gesto dos alemães no intervalo, a meu ver nossa derrota foi maior ainda; pois além de muito superiores em campo, ainda levaram mais um troféu: o de campeões no respeito ao próximo.

Ontem perdemos por três gols para a Holanda, e não fizemos nenhum. Levamos dez gols em dois jogos e, pelo menos nessas semifinais, descemos ao nivel das seleções mais rastaqueras, aquelas que entram na Copa apenas para fazer número. Menos mal que nenhum dos heróis (estes sim) do maracanaço em 1950 estava vivo para presenciar este vexame histórico. O último a morrer foi Nilton Santos no ano passado. Até hoje ainda havia quem falasse em “revanche de 1950″. Agora teremos que esquecê-la… Mas como não nos emendamos nunca, podem estar certo que na próxima Copa já estarão falando da “revanche de 2014″… E, de revanche em revanche – que nunca se concretizam, continuaremos enredados no labirinto que é este nosso melodrama.

E quanto à nossa tão proclamada “malandragem”, sempre com seus ares de superioridade? Ela se manifestou ainda durante o jogo, quando um narrador da tevê disse alto e bom som durante o segundo tempo que, se o Brasil fizesse o segundo gol, o resultado moral do jogo seria 2 a 2, pois, como “alguma coisa errada” acontecera com nossa seleção no primeiro tempo, os cinco gols que sofremos nele não podiam ser levados em conta.

No dia seguinte, outra demonstração dessa malandragem rastaquera foi dada pelo próprio treinador da Seleção brasileira, quando ele declarou na entrevista à imprensa que a nossos jogadores tinham sofrido um “apagão”, e este sim, era o responsável pela goleada.

Hoje é a final da Copa no Brasil e dela seremos apenas espectadores vagamente interessados, pois já estamos fora. Se os alemães levarem, é mais do que justo pelo que apresentaram na competição. Se a Argentina surpreender … aí estará completa a nossa tragédia. Mas daqui a quatro anos haverá outra Copa. E nela, com o belo futebol que, cada vez mais raramente, ainda jogamos, teríamos mais sorte se, como os alemães, levássemos em conta que não basta apenas ser campeões nos gramados, mas pelo menos tentássemos chegar entre os primeiros no ranking das nações que formam o que chamamos de primeiro mundo…

E para isso teríamos que ser vencedores também em Serviços Públicos, Educação, Saúde, Democracia e combate à Corrupção Desenfreada… E acreditar que esse negócio de malandragem é apenas um consolo para quem é incapaz… E otário. (Aguinaldo Silva. Colaboração de Fco. Pátrício)

 

 

 

P.S.: vejam acima e abaixo as fotos do Maracanã em 1950, todas de minha coleção privada. Naquela época o Brasil era mais pobre… Mas éramos mais bem vestidinhos. Havia até quem fosse ver os jogos no Maracanã de paletó e gravata! Hoje o que temos são os bermudões, as camisetas e as sandálias de dedo… E essas nos tornaram um povo do calcanhar sujo.

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