CONVERSANDO A GENTE SE ENTENDE

»Públicado por em nov 25, 2014 | 1 comentário

 


Não basta escrever “Império”. O autor tem que promover a novela. E promover significa receber no santo recesso do meu lar alguns representantes da mídia pra falar sobre o meu trabalho. Tem sido assim esta semana. Ontem foi a vez de Patrícia Villalba, da Veja, hoje foi a vez da turma do videoshow – fizeram uma entrevista enorme, e vão mostrar os recantos mais secretos do meu local de trabalho… Inclusive o sofá de pele de zebra onde eu descanso minhas pernocas de vez em quando. E nesta quarta-feira tem o sempre simpático e positivo pessoal do Extra. Tudo isso enquanto eu escaleto um bloco, faço a revisão em outro, e me reúno com alguns colaboradores para conversar sobre os próximos rumos da trama! Pensam que vida de novelista é mole?


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APEDREJADOR VIRA VIDRAÇA!

»Públicado por em nov 23, 2014 | 10 comentários

 

Téo Pereira,

o blogueiro escandaloso, 

vira “o escândalo”!

Suspense no Tribunal. A juiza, numa atitude que ela mesma considera atípica, convoca Cláudio Bolgari e Téo Pereira, com seus respectivos advogados, para comunicar sua decisão quanto ao processo que o primeiro move contra o segundo por difamação. “Decidi arquivar o processo”, diz ela: “entendi que a denúncia não procede, não houve um caso de difamação, e sim de invasão de privacidade”.

Cláudio, que já se considerava derrotado depois que os documentos comprovando seu romance com Leonardo tinham sido apresentados como prova contra ele, se sente vitorioso e festeja com o dr. Merival, seu advogado. Mas Téo discorda da decisão da juíza, passa a discutir com esta e acaba tendo um ataque: “Não aceito de jeito e maneira! Arquivar o caso? Nem que a vaca tussa e dance o mambo! E se a juíza insistir, eu faço uma loucura aqui mesmo!…”

A juíza exige que ele mantenha o decoro e se cale, mas Téo fica ainda mais agitado. Ao ver que Cláudio e Merival estão cochichando, parte pra cima dos dois aos gritos de “calem a boca, veados!” A juíza ameaça expulsá-lo do seu gabinete, Téo a desafia: “antes que a meretríssima faça isso eu me rasgo todo! E parte da ameaça à ação, sempre aos gritos:

“Acuso esta juíza de arbitrária, de abuso de poder… de esquecida que o tempo da ditadura e da imprensa censurada acabou! Mas eu não me calo! Quem sabe faz a hora! O povo unido jamais será vencido! Abaixo a soberba dos juízes, e viva a liberdade de falar mal de quem eu quiser!”

A juíza ainda tenta contestá-lo:

“A reação do senhor Teodoro Pereira é uma demonstração clara do fato de que certa parte da mídia transformou a vida íntima de algumas pessoas, à revelia delas, em um espetáculo público. O que acabamos de ver é a mais pura e abjeta expressão da verdade”.

Carmen, a advogada de Téo, pede a ele que se acalme e respeite a Juíza, mas ele não ouve e continua aos berros, inteiramente fora de si:

 

“Vida íntima o quê! Famoso não tem vida íntima, quem tá na chuva é pra se molhar! Ninguém devia esconder quem é de fato! Eu trouxe provas! Joguei lama no ventilador! Só não viu quem não quis! Acabei com essa fama de homem honrado que Cláudio Bolgari usava pra enganar as pessoas! Arranquei essa mona à força daquele armário imenso! E agora vem a juíza dizer que meu esforço de reportagem não valeu?!”

A juíza lembra que ele não está ali para fazer juízo de valor, embora seja campeão nisso… E Téo perde o controle de vez e parte pra cima da meritíssima: “logo quem me dando lição de moral! Se tem marido em casa, cuidado, que ele pode estar frequentando os inferninhos dos caminhoneiros!”

Diante disso a juíza decide prender Téo por desacato à autoridade. Ele começa a (literalmente) se rasgar todo, ameaça ficar nu, e a juíza manda algemá-lo.

A essa altura a notícia do escândalo no Foro já chegou às redações e quando, depois de mais confusão, Téo sai de lá algemado direto para o camburão, os paparazzi já estão lá fora esperando. Transtornado como está, apesar dos apelos de Carmen e Érika para que se acalme, ele não percebe que, enquanto entra no camburão, está sendo fotografado…

 

E é assim que Téo experimenta do próprio veneno. No dia seguinte, quando finalmente Carmen consegue soltá-lo, ele já é o protagonista das matérias mais lidas em todos os blogs de escândalos… E vítima de manchetes do tipo: “feitiço vira contra a feiticeira!”. Ou: “bicha má do Oeste passa a noite na cadeia!” E ainda: “blogueiro apedrejador vira vidraça!”

Bem feito…

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SANTÔS, AMIGO DE CARTIER

»Públicado por em nov 22, 2014 | 5 comentários

 

Santos Dumont, vocês sabem, não foi só o nosso “pai da aviação”. Foi também, segundo a lenda, o inventor do relógio de pulso como o conhecemos hoje. Amigo pessoal de Louis Cartier, dono da famosa joalheria, foi homenageado por este com um dos clássicos da relojoaria, uma obra prima que se chama “Santos” – pronuncia-se “santôs”. Agora, no seu novo vídeo promocional, que custou mais que todos os filmes nacionais produzidos este ano (inclusive aqueles patrocinados pela Petrobrás), a Cartier de novo homenageia Santôs,  o amigo de Louis, numa sequência inesquecível. Vale a pena ver o vídeo.  A pantera que o estrela representa o símbolo da Cartier e, quando vem em ouro branco e cravejada de diamantes, é um must de sua joalheria.

 

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LEONARDO VIRA MENDIGO!

»Públicado por em nov 20, 2014 | 14 comentários

 

Deprimido, desiludido e sem amor,

gato perde a auto-estima e vai morar na rua. 

 Dez da noite de quarta, 19/11. “Alguém viu o Klebber Toledo?”, pergunto aos integrantes da produção de IMPÉRIO no estacionamento de uma igreja no bairro de Laranjeiras, Zona Sul carioca. O local é o que chamam de ponto de apoio para as gravações realizadas na rua ao lado, onde o personagem de Klebber morava. O ator marcou comigo lá porque, depois de gravar uma cena devolvendo as chaves do apartamento ao porteiro, faria uma longa e penosa caminhada por ruas ermas da cidade, durante a madrugada. Sem teto, sem rumo, sem dinheiro, sem expectativas, o ex de Claudio (José Mayer) procuraria pedaços de papelão para dormir na rua, ao lado dos mendigos.

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

(e do arquivo de Klebber Toledo)

 Fico esperando no portão até que me avisam que ele está em um dos carros locados pela produção, dentro do tal estacionamento. Vou até lá, falo com o motorista, que acorda Klebber, sem cerimônia. Ainda meio sem entender o que está acontecendo, ele me conta que dormiu pouco, está gravando, lendo textos para teatro, procurando patrocínios para alguns projetos. Enfim, totalmente voltado para o trabalho.

 Sentados numa cantoneira com flores conversamos sobre os próximos passos de Leo, que terá sua mochila roubada por um dos moradores de rua, ficará com 2 reais no bolso – que lhe darão direito a comprar apenas um salgado pra matar a fome – e muita tosse. Pra piorar vai pedir esmola, coincidentemente, em frente ao supermercado que Beatriz (Suzy Rêgo) frequenta. Quando a vê, o rapaz foge. Ela pede que o marido intervenha; ele acha que seu ex-amante está nesse estado para puni-lo. “Existe um egoísmo da parte do Claudio, que, nesse momento, só está pensando na culpa que sente em relação à família e em limpar sua imagem. Acho que ele está perdido, não sabe o que fazer. Teve que apagar, esconder seus sentimentos das pessoas, e prefere não pensar em como, realmente, o Leo pode estar”, observa Klebber, acrescentando que Beatriz sempre se mostrou uma mulher de bom coração,altruísta, e vai ajudá-lo.

A ajuda da esposa do cerimonialista de IMPÉRIO é procurar Amanda (Adriana Birolli) e, praticamente, implorar que a moça encontre Leonardo e o tire da mendicância. Se é assim, vou atrás de Adriana para saber mais detalhes.

 

 

Encontro a bela no ônibus-camarim, sob os cuidados do cabeleireiro Paulo Azevedo, da maquiadora Eliane Almeida, e da camareira Shirley Motta, preparando-se para a cena, sob a direção de Davi Lacerda, em que avisa ao porteiro do prédio onde Leo vivia que pagou todos os aluguéis atrasados, mas que não vai morar lá. Nesse momento, ela liga, mais uma vez, para o rapaz, e descobre que o homem que atende roubou o celular. “Por enquanto, minha personagem está muito preocupada com ele como amiga, porque o Leo é um querido, há muito carinho entre eles. Mas fica com medo de fazer o que Beatriz pede porque Maria Marta (Lília Cabral) pode saber, e ver que ela está deixando o foco no motivo de sua vinda ao Brasil, que é separar José Pedro (Caio Blat) da mulher. Mas, ao mesmo tempo, Amanda já tem grana, que ganhou com seu trabalho no exterior. Ela se apaixonando pelo Leo pode muito bem viver com ele”, comenta Adriana, que, à meia-noite, contou pra todo mundo que hoje, quinta, era seu 28° aniversário. “Mas não tem um bolinho?”, pergunto. “Vou levar amanhã para o estúdio”, disse a atriz, que aproveitou, antes de ir embora para cortar um pouco a franja e as mechas que ficam na frente do rosto: “É pra dar mais leveza”, explicou.

 

COMEÇA O CALVÁRIO DE LEONARDO

 

Como passava da meia-noite, Leo virou borralheiro. Ele embarca na traseira de um pequeno caminhão, levando diretor, cinegrafista, assistentes e seguranças. É uma parte aberta, que permite ao ator descer e subir toda hora, sob as ordens de Davi Lacerda, e ao camerman registrar as imagens com o veículo em movimento. Eu fui numa das duas vans que levavam equipe (figurino, maquiagem, cabelo) e seguranças. Uma verdadeira aventura pela madrugada carioca, começando no Túnel Santa Bárbara, que Leo percorre, ainda com algum fôlego, mas já sujo e com fome – por falar nisso, o ator estava mesmo com fome aquela hora: só tinha comido três churrasquinhos no espeto, feitos na porta da igreja, nas Laranjeiras. Ele vai caminhando, enquanto está sendo gravado. Uma determinada hora, o diretor pede que nossa van passe por ele, e dê umas buzinadas, como se pudéssemos atropelá-lo, já que está numa das pistas do túnel. E, pensando nos fãs que estariam lendo esta matéria agora, Klebber registrou toda a peregrinação com seu celular. Mais de duas da manhã: seguimos pela cidade deserta, com algumas paradas para borrifar mais água com glicerina – que dá o efeito de suor no ator – e “sujá-lo” com maquiagem, já que a fuligem e os possíveis carros que estariam passando nesse momento o deixariam naquele estado pra lá de precário. Detalhe: havia três agasalhos de moleton iguais para uso do personagem – o primeiro estava limpo; o segundo, sujinho; e o teceiro, muito sujo -, para irem sendo trocados conforme a piora do estado de Leo na caminhada.

 

 

 

 Fomos até  Santo Cristo, zona portuária, passamos pela Praça Mauá, voltamos até a Avenida Presidente Vargas, Praça Tiradentes, Saara, até chegar à Catedral da Avenida Chile, onde Leo, já bem debilitado, anda por uma estreita faixa de concreto. Eventualmente, alguns notívagos passavam, uns em estado de embriaguez, outros com caras de poucos amigos, homens que faziam os muros de banheiro público começaram a gritar e se aproximar dos carros, e, claro, muita gente dormindo embaixo de marquises. Parecia vida real. E era, né? Só que gravada para a novela.“Fico pensando nesses moradores de rua… ”, me disse Klebber, num tom baixo, de tristeza, mas com uma garra incrível para dar veracidade ao sofrimento de Leonardo. Passava das três da manhã. Havia uma cena em que, o personagem quase morto de cansaço, tossindo muito, tinha que encostar num poste. O diretor parou o veículo em frente aos Arcos da Lapa. Ali o lado obscuro das ruas da cidade dava lugar à iluminação da Lapa, por onde circulavam jovens procurando diversão, prostitutas e turistas. Klebber, além das tomadas gravadas no poste, precisou correr duas vezes, quase até os Arcos.

O prazo para a equipe voltar ao ponto de apoio, e, depois, ao Projac estava se esgotando. Era a hora de retornar ao conforto de nossas casas, sem, no entanto, esquecer o que vimos. Como a van em que eu estava passou quase em frente à minha rua, pedi para descer. Quatro da manhã. E eles no meio do caminho para o estacionamento da igreja. E Klebber Toledo que, com certeza, chegou em casa com o dia amanhecendo ainda teve a delicadeza de mandar fotos para serem inseridas neste espaço.

Foi uma aventura e tanto. Mas quem ama televisão, como todos os envolvidos ali, sempre querem e vão querer mais. 

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ISIS ROMPE COM OS PAIS!

»Públicado por em nov 19, 2014 | 39 comentários

 

ELAS SÃO “ALFREDISIS”!

Olhem só o vídeo que estas meninas lindas, fãs do casal José Alfredo e Maria Isis, fizeram e postaram no facebook: estão todas na maior torcida!

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Ruiva vira a mesa e expulsa

os dois vigaristas de sua vida!

(fotos: Fco. Patrício)

(na chegada ao “Vicente”, a dúvida de Severo: “será que a gente deve entrar?”

Na saída, depois de expulsos pela filha, a jura de Magnólia” “eu vou separar a Isis do Homem de Preto!”

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abaixo: a diretora Tande Bressane atenta à gravação da externa diante do “Vicente”, na Lagoa

Dentre as dezenas de perguntas que me fazem sobre “Império” cada vez que boto os pés na rua, tem uma que se destaca:

- Quando a Isis vai se revoltar contra a exploração dos pais e dar um basta naqueles dois vigaristas?

Minha resposta até hoje era vaga: “breve, muito breve”. Mas agora já posso dizer com toda as letras, pois as cenas que deflagram o processo foram gravadas ontem à porta do restaurante “Vicente” – é nesta semana ainda gente, mais precisamente no capítulo de sexta-feira!

Tudo começa quando Magnólia, mais uma vez, tem a idéia de visitar Isis no trabalho e aproveitar para almoçar de graça. Severo, claro, concorda… e lá vão os dois. À porta do restaurante, o marido, um pouco menos delirante que a mulher, ainda hesita:

- Você acha mesmo que a gente deve entrar aí?

Magnólia se mostra decidida:

“Claro! Não estamos fazendo nada de errado. Só viemos falar com a nossa filhota no emprego dela e aproveitar pra almoçar. A Isis não negaria um prato de comida aos próprios pais.”

No começo do dia eles tinham sugerido a Isis que os convidasse para jantar no “Vicente” e ela respondeu que “nem morta”. Severo lembra isso a Magnólia, mas a cara de pau minimiza:

- Nós falamos de jantar e não de almoço. No fundo Maria Isis é uma boa menina. Duvido que não  tenha piedade de nós, famintos como estamos.

Severo se convence, os dois entram no restaurante. Isis, ao vê-los chegar, parte pra cima: “infelizmente não temos mesa pra dois”. Magnólia não se dá por achada: “que cerimônia é essa, filhota?” Isis engrossa: “achei que vocês tivessem entendido que aqui é meu lugar de trabalho”. Severo retruca: “por isso mesmo a gente veio!” E Magnólia completa: “pra ver o orgulho de mammys trabalhando. E aí Isis engrossa: “e aproveitar pra filar o amoço!”

O casal de vigaristas sente a barra, mas não se dá por achado. Severo confirma que vieram almoçar, sim… “Se a cozinha estiver funcionando”… Isis completa: “…e se vocês pagarem adiantado”. Severo reage indignado: “isso é jeito de tratar seus pais queridos, Maria Isis?” Esta é pronta na resposta: “queridos… Dois exploradores!”

Severo ainda tenta dar uma de surpreso: “não acredito que você tá dizendo isso.” Mas Magnólia, que já vinha notando o que ela chamou de “estranhas mudanças de comportamento na filha”, sente que eles perderam a parada, e solta o verbo:

- Tá dizendo sim, Severo! Essa menina não tem vergonha na cara. Isso é falta sabe do quê? De tapa. Essa história absurda de pai não poder mais bater nos filhos… Educação não agressiva: desculpa pra má educação!

Isis ignora o ataque da mãe e parte pra cima: “vou dizer mais uma coisa. Querem ouvir baixinho, ou preferem que eu grite pra todo mundo ouvir?” Magnólia a enfrenta: “fala logo, maltrata sua mãe!” E Isis pronuncia as palavras que tornará Magnólia sua inimiga mortal: “dêem o fora daqui. Saiam de fininho. Já disse que não tem mesa pra vocês e que não são bem vindos!”

Magnólia e Severo saem do restaurante com os respectivos rabos entre as pernas, ele já reclamando: “nunca me senti tão humilhado. Nossa filha, passei talquinho naquele bumbum!” Magnólia faz coro: “me sinto igual a Eva expulsa do paraíso por causa de uma cobra!” E jura vingança ali mesmo:

- Isso não vai ficar assim, Severo. Honrar pai e mãe tá na Bíblia. Isis não pode tratar a gente desse jeito. Eu prometo: ou ela nos trata como merecemos, ou eu juro que vou destruir a relação dela com o Homem de Preto.

Promessa, como vocês sabem, é dívida… E embora seja mal pagadora e há muitos anos esteja – como diz o politicamente correto – “negativada”, esta dívida Magnólia vai pagar. Como? Contando ao comendador uma história bem cabeluda sobre Isis e Lucas, mas tão cabeluda que vai conseguir separar os dois.

Que história será essa? Ah, isso será motivo de outra matéria exclusiva aqui no nosso blog… Com direito a fotos de Fco Patrício, aguardem! (Agonildo Salva)

 

Expulsos do paraíso – quer dizer, do “Vicente”, Magnólia e Severo não perdem a pose… E vão ficar ainda mais posudos quando, numa das próximas viradas da novela, ficarem ricos!

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LOURAÇA NO PEDAÇO!

E como tempo é ouro na produção de tevê a equipe de “Império” aproveitou a externa à porta do “Vicente” para gravar uma misteriosa cena, sobre a qual não podemos dar maiores detalhes, em que Érika (Letícia Birkheuer) e Danielle (Maria Ribeiro) se encontram no restaurante e lá trocam segredos que Téo Pereira diria “cabeludérrimos”! Que segredos seriam estes? Por enquanto só posso adiantar que eles serão capazes de abalar o comendador e seu Império. 

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DIAMONDS OU KALASHNIKOVS?

»Públicado por em nov 17, 2014 | 5 comentários

 

 Todo mundo quer ser o comendador:

até Dimitri “Roscorocoff”,

o homem que vende fuzís Kalashnikov

Bernie Piters, minha amiga cearense que mora num apartamentozinho de 400 metros quadrados na rua atrás da Torre Eiffel me manda pelo famigerado – mas necessário – whatsup uma mensagem sumária:

“O Dimitri tá puto da vida com você…”

Dimitri (de sobrenome um “roscorocoff” qualquer), deixem que eu explique: é o russo da vez na vida de Bernie, ou seja, aquele que lhe paga as contas e a leva pra cama… Mas só quando ela está a fim, o que raramente acontece. Eu o conheci da última vez em que estive chez Bernie em Paris, quando ele ofereceu, num iate ancorado à beira do Sena, uma festa na qual deviam estar representados vários bilhões de euros de todo o PIB mafioso da Europa do Leste.

Dimitri, bem… Tem 50 anos e quê, cabelos fartos e grisalhos, se veste sempre de preto, nunca pede nem manda, mas exige e ordena, fala um inglês macarrônico ponteado de palavrões impublicáveis e… Não, ele não negocia com pedras preciosas, mas, Bernie sussurrou no meu ouvido… Com armas!

Segundo ela é possível que algumas daquelas metrancas que a gente vê nas mãos desses traficantes cariocas de bermudão e sandália de dedo tenham Dimitri como fornecedor.

Por que um cidadão tão perigoso estaria puto da vida comigo? Liguei correndo pra Bernie e lhe perguntei isso. E ela me respondeu às gargalhadas:

“Porque às vezes a gente vê ‘Império” juntos! E, embora não entenda uma palavra de português alem de caralho – que eu ensinei a ele -, o pobrezinho cismou que você se baseou nele pra criar o comendador Medeiros!”

Ai meu Deus, mais um que se acha. Com o Dimitri já passam de meia dúzia. Uns, como ele, me odeiam, outros se consideram o máximo. Todos se vêem no meu comendador… E aí eu pergunto: se vêem ou querem ser como ele?

No caso de Dimitri ele é ainda maior que minha ficção, pois, embora seja carinhoso com Bernie e gentil com os amigos dela, a mim é que não engana: ele não só se veste de preto como tem o coração da mesma cor. Quanto aos outros, que se vêem refletidos na imagem do comendador, eu os tiro de letra. Nenhum iria tão longe a ponto de disparar contra mim um tiro de kalashnikov. Dimitri também não, mas os capangas dele…

 

Na tal festa no Iate, um desses capangas, um ucraniano de pelo menos dois metros de altura e um cabeção louro que devia pesar quinze quilos, cismou comigo e começou a me seguir por todo lado. Ficamos boa parte do tempo num jogo de gato e rato, eu achando que bem, quem sabe, talvez, e ele uma esfinge de olhos azuis incandescentes sempre a olhar pra mim como se quisesse torrar o tutano dos meus ossos… Até que, num momento em que eu conversava com Bernie ele murmurou, ou melhor, cuspiu algumas palavras em russo. Eu, aflito, perguntei a ela: “que foi que ele falou?” E ela, como se dissesse vou ali e já volto:

“Falou que não vai com sua cara… E que é melhor você se cuidar, ou leva um soco. Mas não esquenta não, ele só faz o que o Dimitri mandar”.

Depois dessa, só me restou uma alternativa nessa festa de cossacos: beber e beber. Voltei pra casa de Bernie carregado, com Dimitri ao lado dela na limusine tentando agarrá-la pra fazer o serviço ali mesmo, e ela – a mais ultrajada de todas as mulheres honestas, virgens e puras – a se recusar aos gritos de: “eu não sou sua puta!”

Quanto ao ucraniano que me odiava, eu acho que o vi horas depois a sair do meu quarto no apê de Bernie enrolado apenas numa toalha… E juro que ele atravessou pelo menos três paredes, sem fazer o menor esforço, antes de desaparecer no ar.

 

 (no apêzinho de Bernie, na rua atrás da Torre Eiffel, depois de sobreviver à festança dos russos no iate)

 

 

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NOVOS RICOS NO PEDAÇO!

»Públicado por em nov 16, 2014 | 19 comentários

 

Depois de contar “a verdade” sobre Isis ao comendador em troca de dinheiro – na verdade inventam uma mentira pavorosa sobre a própria filha – Magnólia e Severo pegam a grana do comendador, vão no Jockey Club, jogam no maior azarão de todos os tempos – um cavalo chamado “Falso Brilhante” -, este ganha, paga uma fortuna e eles se tornam os mais novos milionários do pedaço! Aí vocês dirão:então o crime compensa? Talvez. Mas o fato é que ao longo de “Império” Magnólia e Severo vão esbanjar de tal maneira que acabarão pobres de novo!

Na metade do páreo, ao ver que o cavalo Falso Brilhante, no qual apostou, vem sempre em último, Severo não resiste e cai desmaiado. Magnólia pede  ajuda aos outros apostadores que os rodeiam, mas eles, de olho no páreo, não lhe dão a menor bola.  A voz do narrador oficial ao fundo: “Avenue na frente, depois Tieta, Fina Estampa, Lucy in the Sky… E Falso Brilhante em último!”

Magnólia se ajoelha ao lado de Severo e vê que ele está apagado, e pede socorro:  — Alguém me ajuda, pelo amor de Deus! Gente! – Mas ninguém atende ao seu apelo e ela começa a berrar:  ”bando de viciados, só pensam nos cavalos! Não devem olhar nem pra mulher, quando chegam em casa! (aos prantos, debruça sobre Severo) Não me morre, Severo! Só o que falta me deixar sozinha e sem dinheiro! Não quero rodar bolsinha a essa altura da vida, já paguei meus pecados todos! Acorda!” Mas ele nem pisca. Magnólia segue a implorar, com a voz abafada pelo clamor dos fanáticos torcedores em torno e do narrador.

Os cavalos dobram a curva e vêm todos embolados, o locutor no auge do entusiasmo a gritar pelos alto-falantes:  ”contornam a curva de chegada, entram na reta final, Avenue perde corpo de vantagem, cabeça a cabeça, Tieta ganha terreno, Fina Estampa por fora…” Os cavalos  passam pelo placar embolados, sem que se possa ver quem venceu… Locutor: ” …E cruzam a linha final!”

Torcedores festejam. Magnólia segue debruçada em prantos sobre Severo.

MAGNÓLIA   — Que triste fim, Severo! Morrer desse jeito…

SEVERO     — (abre os olhos) Quem morreu?

MAGNÓLIA   — (brava) Eu que quase morri de susto! Até que enfim, né? Já tava pensando em vender tuas roupas pra ver se conseguia te dar um enterro mais ou menos.

SEVERO     — E o páreo? Quem ganhou, quem ganhou?

MAGNÓLIA   — Sei lá! Tu caiu duro, até esqueci da corrida/

SEVERO     — (corta) Vê lá no placar quem ganhou! Tou com a vista turva ainda, não enxergo nada!

Magnólia olha e vemos, pelo PV dela, o placar desfocado.

MAGNÓLIA   —E quem disse que enxergo? Não trouxe meus óculos/

Um jogador que lembra o ator Wilson Grey corta Magnólia, chegando neles todo eufórico.

WILSON GREY — Pule de 80! Pule de 80! Era pra ter pago muito mais, só que na última hora um desgraçado apostou uma baba nele!

SEVERO     — (senta no chão) Tá falando de quem?

WILSON GREY — Daquele que ninguém levava fé! Daquele que não deixou o medo de perder tirar a vontade de ganhar! O predestinado! O azarão do ano!

MAGNÓLIA   — Azarão… Azarão fomos nós, que perdemos tudo!

WILSON GREY — (a Severo) Que páreo, meu amigo! Que páreo! Por isso que essa coisa vicia! (mostra) Aqui, tou arrepiado até agora! Se eu tou desse jeito, imagina os cavalos? Isso aí não é bicho, isso aí é anjo! Anjo de quatro patas!

SEVERO     — Mas como é que acabou, que eu não vi?

WILSON GREY — (agacha e fala perto) Rapaz, coisa de outro mundo! Parecia que não ia dar, mas aí o espírito da vitória entrou no corpo do jóquei e fez ele sussurrar no ouvido do cavalo: “vai, bichinho, vai, bichinho, acredita!” Vieram tudo embolado no final, só que o filho da mãe chegou com um focinho na frente!

SEVERO     — Que Filho da Mãe? Não tinha nenhum cavalo com esse nome. De quem tu tá falando?

WILSON GREY — Do Falso Brilhante!!!!

Severo olha para Magnólia, os dois se arregalam… E ele desmaia de novo. 

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