O HOMEM DOS MIL CASAMENTOS
Enviado em : 22-05-2013 | por : aguinaldo silva | em : Aguinaldo Silva Digital
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Fabiano Niederauer poderia ter “Midas” como sobrenome, pois tudo que ele toca vira ouro. Só que o toque vem precedido de uma visão empresarial incrível. Esse advogado de 38 anos, que nunca exerceu a profissão, teve um estalo quando percebeu, em 2001, que sua noiva, Luciana (hoje esposa), tinha dificuldades para encontrar informações sobre casamentos nas revistas editadas no Rio de Janeiro. Ele não pensou duas vezes: partiu com um esboço de Inesquecível Casamento atrás de anunciantes. A primeira edição, em 2002, saiu com 48 páginas. Hoje, a revista tem 600! Não contente com isso, o Midas das festas de casamento lançou mais quatro publicações no gênero, nos últimos oito anos, sendo uma delas voltada apenas para o público homossexual.

entrevista: Simone Magalhães
fotos: Fco. Patrício

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Fabiano também promove workshops sobre casamentos, vai lançar um Portal e pretende ter um canal na web. E mais: foi eleito, ano passado, Presidente da Câmara Brasil Grécia de Comércio, Indústria e Turismo, com a intenção de estreitar os laços entre nosso país e a Grécia. E não é que ele já está vislumbrando bons negócios por lá? Por enquanto, prefere não dar detalhes. Mas, aproveitando este mês das noivas, esse empreendedor e visionário conta tudo e mais um pouco sobre sua especialidade: casamentos!
Você tem formação em Direito, mas nunca trabalha na área. Foi escolha, indução da família?
Eu quis, na época. Entrei na faculdade, aos 18 anos, terminei o curso, mas nunca quis trabalhar como advogado. Na verdade, quando fiz vestibular, fiquei na dúvida entre Comunicação e Direito. Achava que gostava também de Direito, só que no primeiro ano comecei a trabalhar com gráfica, e gostei muito. Um amigo estava abrindo um negócio, me chamou para trabalhar com ele, e acabamos sócios.
Já era sua atual editora, a 3RStudio?
Não, era a Ace Digital. A 3R veio com este trabalho da Ace. Era um bureau de impressão, pequeno. A empresa foi crescendo muito, começamos a fazer fotolitos para revistas, e montamos a 3R.
E continuando a faculdade, de que você não gostava?
Eu nunca fui de começar uma coisa e não terminar. Permaneci também porque vi que o Direito dá uma visão muito boa de negócio.
E ajuda depois a fazer bons contratos… (risos)
Não só contratos, mas você tem visão ampliada para várias coisas. E, empresarialmente, também: tudo tem um porquê de você criar regras. E, claro, dá a visão que se deve ter de um contrato não te lesarem.
Você sempre foi assim, direcionado e perseverante? Acha que foi isso que o ajudou a conseguir o que tem hoje?
Sempre fui movido a desafios, e competitivo. Se você fala alguma coisa que me desafie de alguma forma, vou querer fazer. Se na minha cabeça acho que é possível, e você fala que não é, eu vou querer fazer. Gosto de desafio, de competição.
Você terminou Direito e fez teste para a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)?
Nem fiz, eu já era empresário. Depois fiz gestão empresarial na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em 2001, você ia casar-se com a Luciana Saiter, que era produtora de moda, e surgiu uma dificuldade para encontrar em uma publicação todas as informações para casamento? Como foi isso?
A gente se conheceu, namorou e, em quatro meses, estávamos noivos. Íamos nos casar no final do ano, faria mais ou menos um ano que nos conhecíamos. Assim que ficamos noivos, ela começou a organizar as coisas, eu não entendia nada disso na época…
Mas ela queria que vc participasse?
Ela queria dividir sempre as coisas comigo. O que ela trazia e me mostrava eu opinava. Mas as indicações dela eram de profissionais ou de amiga que já tinha se casado. Não havia no Rio uma publicação que reunisse todas a informações que as noivas precisavam. Daí, a ideia da revista. Além de informações para noivos, ela faz com que as famílias e amigos queiram comprá-la, distruibi-las entre parentes, conhecidos. Encaro isso como um negócio.
Você vai a todos os casamentos a que é convidado?
Se eu conheço a pessoa, sim. Se recebo convite e nunca vi a pessoa, não.
Depois de Inesquecível Casamento, vieram Inesquecível Festa Infantil e Teen, Inesquecível Festa 15 Anos, Inesquecível Lua de mel, e Inesquecível Momento. O que o motivou a seguir a linha ‘Inesquecível’ num mercado editorial tão saturado?
Achei que havia espaço e leitores para elas. A Festa Infantil veio em 2005, quando nasceu minha filha mais velha (é pai de Luana, de 7, e Luiza, de 6), e já comecei a pensar na festa de 1 ano dela. Tem muita variação de fornecedores, casas de festas, playgrounds, clubes, mas o universo é diferente: o orçamento destinado a esse tipo de festa é menor. Percebi também que havia muitos jovens investindo em festas de 15 anos. Houve um tempo em que a adolescente preferia uma viagem, mas hoje voltou a querer festejar com os amigos. Algumas trazem até DJs internacionais. A Lua de Mel não deixa de ser um complemento do casamento, trazendo informações sobre lugares lindíssimos, fotos e depoimentos de quem esteve lá.
Mas você inovou com a Inesquecível Momento, dedicada ao público GLBT.
Quando saiu um parecer sobre um caso específico de casamento homossexual no Brasil percebi que, a partir desse momento, existia um mercado que precisava de organização para fazer festas, e que eu poderia dar essas informações. Para mim, o que existe é uma festa de celebração de duas pessoas que estão se unindo. Não estou questionando sexo ou qualquer questão religiosa. Meu pensamento foi: tenho que ajudar essas pessoas a fazerem essa festa. Aí, chamei o Bruno Chateaubriand, montei uma assessoria com ele, a 3RBC, e resolvemos fazer a Momento. Além da festa, damos informações juridícas sobre casamento, dicas de lua de mel, roupas e outros assuntos. Só queria dizer que, com a revista, não estou levantando bandeira nenhuma: só querendo ajudar duas pessoas que se gostam.

CASAMENTO FORMAL É MODISMO?
O que eu percebo é que há momentos em que o casamento formal está em alta; em outros, as pessoas se dizem contra; depois voltam as cerimônias com pompa e circunstância….
É um sonho que existe desde a época medieval, e vai existir para sempre: é inerente ao ser humano. Mas a diferença é que as escolhas estéticas para o evento são variadas, e há profissionais cada vez mais especializados. E isso não acontece só com os casamentos. As pessoas estão comemorando mais as bodas de prata, de rubi, de ouro. É tão difícil ficar tanto tempo juntos…
O que pode dar errado numa festa de casamento?
É o tipo de festa que as pessoas ficam tão felizes, com uma energia tão positiva, que tudo pode acontecer. Porque as pessoas bebem mais do que o normal – e a bebida aflora sentimentos tanto positivos quanto negativos. Já houve briga por tocar hino de time de futebol: o pai da noiva era vascaíno, e o noivo, flamenguista. E eles brigaram! Já aconteceu de o fotógrafo registrar o casamento sem o noivo aparecer nas fotos.
E uma grande saia-justa?
Recentemente, teve um noivo que ninguém conseguia falar com ele, durante o dia inteiro do casamento. Ele desistiu na hora de entrar na igreja. Colocou na boca um anti-ácido, caiu no chão e começou a espumar, como se estivesse tendo uma convulsão. Não teve cerimônia, claro.
E a noiva?
Chamou todos os convidados para a festa gigantesca, no Copacabana Palace! Dançaram e curtiram até o final. Já estava tudo pago mesmo.
Sem constrangimentos?
Nenhum. (risos)
Uma noiva deve deixar tudo na mão de um cerimonialista?
Acho que deve, sim.
Mas para ele escolher todos os detalhes? Independentemente da personalidade dela?
O cerimonialista é uma das coisas mais importantes que existem em um casamento.
O bom profissional vai imprimir os gostos dela. O mau dirá que vai contratar tudo, e pronto. O cerimonialista tem que se preocupar com os fornecedores e aconselhar nomes. É uma função muito importante porque a noiva não dá conta de tudo.
As matérias sobre os casamentos publicadas na revista são pagas?
Não. Quem paga é o anunciante. O texto não tem relação comercial. A página de anúncios é que tem. A matéria sobre o casamento é informativa.
Então por que os nomes dos profissionais que trabalharam no evento vêm em negrito no texto?
É a maneira de mostrar quem fez o quê. O profissional anuncia. Os noivos, não.
E quem pode ser capa da Inesquecível Casamento?
É a última coisa que escolhemos, mediante todos os casamentos que vão sair na revista (de 25 a 30 em cada exemplar, vendido a R$19,90). Não será necessariamente uma celebridade, mas a que der uma boa diagramação. Vários detalhes também contam: a foto, o vestido, a beleza da noiva… E se eu puder priorizar o vestido de um anunciante, vou priorizar.

Vocês cobrem cerimônias apenas em igrejas?
Não. Já publicamos casamentos judaicos, protestantes, umbandistas… Não há qualquer restrição em relação à religiosidade.
Já aconteceu de noivos lhe pedirem indicações para seus casamentos?
Aconteceu, mas digo às pessoas que os nomes dos profissionais estão todos na Inesquecível Casamento. Porque meu negócio é revista, não fazer casamento.
E qual foi o casamento mais suntuoso do qual você se lembra?
Há muitos casamentos grandiosos, caros. Nas grandes cidades, como São Paulo, têm mais. Mas, recentemente, houve um casamento aqui, no Rio, que custou cerca de R$ 3 milhões. Só de flores, ele acabou com todas as orquídeas disponíveis para venda no Brasil.
Reparei nos créditos da revista que há muitas especializações nas festas. Por exemplo, a profissional responsável pelos doces não é a mesma dos bem casados…
Num casamento são 80 fornecedores em média. Só em doces com chocolates, você terá os caramelados, as trufas, os brigadeiros e outros tantos, e serem todos de fabricantes diferentes. Por falar em chocolates eles podem estar numa mesa à parte ou na mesa do café, na saída. Também de fornecedores diferentes. Cada vez mais há especificidades nos detalhes dos casamentos. E eu posso lhe dizer que nosso patrimônio hoje é o relacionamento que temos com o mercado de festas.
Uma cerimônia de pouco gasto pode ser inesquecível também?
Claro! Numa bela capela, com poucas flores, 50 pessoas, noivos e convidados felizes, não deixa de ser um casamento charmoso, inesquecível.
DICAS PARA UM CASAMENTO DOS SONHOS

DECORAÇÃO DA FESTA – ‘Tem que mostrar personalidade, o que os noivos realmente gostam. Hoje em dia tem muita superprodução, que não existia até algum tempo atrás. Mas a decoração depende de quanto o casal pretende gastar. O grande erro é quem quer pagar mais do que pode. O maior casamento não quer dizer que seja o melhor. Se eu tenho uma natureza de não curtir lugares suntuosos e adoro praia, posso fazer um casamento praiano. E não me sentiria bem dentro de um castelo, com mil pessoas de smoking.’
SUPERPRODUÇÕES – ‘O momento da noiva é o vestido, a entrada com ele na igreja. O momento da festa é o todo: decoração, bolo, bebida, comida, som, enfim, tudo tem que ser o mais organizado possível. Hoje em dia há muitas superproduções, profissionais cada vez mais especializados – aliás, o sucesso do casamento está na escolha de bons profissionais. Continuo achando que o melhor casamento é aquele que se faz conforme o que você pode dispor financeiramente, sem fazer dívidas, e de acordo com a sua identidade’.
QUEBROU, PAGOU – ‘Posso dizer que, numa festa de casamento, 95% das coisas podem ser alugadas. Se algo quebrar ou estragar quem paga é a noiva. E o que ela quiser e o profissional não tiver, ela compra. Tem de tudo… ‘Eu quero uma santa barroca na mesa de doces’. Não tem disponível no mercado para alugar? A noiva compra e bota na mesa’.
DIA DA NOIVA – ‘É um mimo, um serviço essencial. Hoje em dia as noivas trabalham muito, e se desgastam com tudo que envolve a festa, além de já não se arrumarem mais em casa, pelas mães, madrinhas. No Dia da Noiva vão para um spa, fazem massagem, banhos de sais, têm todo o atendimento dos profissionais que vão deixá-las relaxadas antes do casamento’.
ALUGUEL DE ROUPAS – ‘Ainda se aluga muito para ir a casamentos. Mas os noivos, por exemplo, hoje em dia estão indo a alfaiates. Têm uns que são especializados nisso – em São Paulo, o Camargo e o Ricardo Almeida; no Rio, o Eduardo Guinle. O noivo pode ter uma roupa sob medida, e se o alfaiate for ‘parceiro’ faz terno, colete, o que for, que possam ser usados em outras ocasiões’.
MADRINHAS COM A MESMA COR DE VESTIDOS – ‘Não tem mais esse modismo. É um costume americano. Algumas noivas pedem inspiradas nesse costume. Mas isso já foi’.
CONVIDADA USAR BRANCO OU PRETO – ‘Não colocar branco, simples assim. É a cor da noiva. Vestido preto… Muita gente diz que não pode, mas por que não? É a cor que as pessoas mais usam em festas! Não vejo problema nenhum’.

CONVITES – ‘Acho que para casamento os melhores são os clássicos. Os convites são a identidade visual da festa: por eles você já mostra como será. Existem os que vêm com textos, declarações de amor, em vez dos tradicionais ‘família tal e tal convidam para o casamento de seus filhos’. Eu acho legal, mas tem que ter cuidado pra não ficar cafona’.
IN MEMORIAM – ‘O termo abaixo do nome dos pais já falecidos é importante para evitar gafe. Vai que uma pessa não lhe vê há um tempão, chega no seu casamento, e pergunta pelo seu pai, que já faleceu. Por isso, ‘in memoriam’ é fundamental’.
LISTA DE PRESENTES – ‘Não escrever no convite onde está a lista. É deselegante. Parece que você está condicionando as pessoas a darem um presente para irem ao seu casamento. Se quiser dar um presente, ligue para o cerimonialista ou para os noivos, e pergunte onde está a lista’.
LEMBRANCINHAS – ‘Tem vários casamentos que dão aqueles chinelinhos, né? Acho que é um modismo que vai acabar. Tomara (risos). Mas as lembrancinhas continuam e vão sendo inovadas a cada hora. São garrafinhas de espumante, portarretrato com a foto feita na hora, sachês com bem casados, porta joias…Ih, são tantas!’
É IMPORTANTE O RSVP (Répondez S’il Vous Plaît/Responda, por favor)? – ‘Importantíssimo! Imagina: você quer fazer uma festa e contratar um bufê para 300 pessoas, vai mandar 400 convites, e ninguém confirma que vai. O que você faz nessa hora? Um bufê para mais 100 ou manterá os 300? E existem as pessoas sem noção que, ao confirmar, dizem que vão levar amigos e parentes, que não foram convidados. Por isso acho que o convite tem que ser nominal. Se for ‘Fulano e família’, você está dando o direito dessa pessoa levar quantas pessoas da família achar que deve’.
CARTÃOZINHO PARA FESTA CLIPADO NO CONVITE – ‘Sou contra. O melhor é colocar uma lista de convidados na porta. Por isso é importante identificar quem são os convidados no envelope do convite. Se o convidado quiser levar um irmão ou um filho deve ligar para o cerimonialista.
Mas ele pode dizer “não”?
Pode. Os noivos é que dão as regras. Imagina: eu convidei você, mas não gosto nem um pouco da sua irmã. E posso barrá-la se aparecer. Por isso, é melhor ligar antes para quem está organizando a festa.’
CRIANÇAS EM CERIMÔNIAS – ‘Em geral, não levo minhas filhas. Acho que casamento não é lugar para crianças. O que elas vão fazer? Quando chegar meia-noite estarão dormindo no sofá. Não vou me divertir porque estarei tomando conta delas. Casamento é, geralmente, uma festa noturna. Acho melhor levar os filhos a partir da adolescência. A menos que seja um casamento de parentes. Minhas filhas foram ao casamento do meu irmão’.
DAMAS E PAJENS – ‘Não há regras para a escolha. Os noivos podem optar por quem quiserem: filhos de parentes, de amigos… Mas acho muito charmoso quando são crianças pequenas. Se misturar um pouco as idades é até interessante, porque as mais velhas ajudam as menores até onde devem chegar, o que devem fazer’.
CARRÃO – ‘Ainda existe noiva que chega num carro grande. Mas acho que não há necessidade de vir numa limousine. O carro depende da cidade onde ela mora, o que está disponível para alugar lá. Pode ser um Rolls Royce ou um Jaguar.’
ABRIR O SALÃO – ‘Cabe aos noivos começarem a dançar – uma música escolhida por eles -, para os convidados irem em seguida.’
DJ – ‘Alguns ainda preferem orquestras, bandas, mas acho que DJ é fundamental. Agora, há casamentos em que são levados músicos como Bochecha, Jota Quest… Depende do gosto de cada um. O importante é que todos se divirtam. E muitos evitem aquela inconveniência de, a toda hora, levar um papelzinho pedindo ao DJ pra tocar determinada música’.

DEFINA O QUE…
É ELEGANTE NUM CASAMENTO - ‘Fazer a cerimônia e a festa de acordo com seu orçamento’.
NÃO PODE FALTAR NESSE DIA ESPECIAL – ‘Bebida e boa música. Comida, nem tanto. Mas pensa num casamento sem som… acabou a festa!’
É DISPENSÁVEL - ‘O convidado chato. Aquele que perturba todo mundo, inclusive o DJ’.
NÃO É DE BOM TOM – ‘Encher a cara na festa. Imagina a noiva caindo, passando mal, vomitando… Tem isso toda hora. (risos)’
FAZ UM CASAMENTO INESQUECÍVEL – ‘Participei de um congresso de fotografia, no qual fui jurado, em São Paulo. A hora em que fui falar para a plateia só disse uma coisa: ‘Noiva pode ser advogada, médica, o que for, mas durante aquele tempo ela vira A noiva’. Vai se envolver com tudo. Vai querer realizar seu sonho, planejar, se estressar também porque quer que tudo dê certo. É um ano de envolvimento naquele assunto, e dura apenas 5, 6 horas. E o que fica são o vídeo e as fotografias. Pra mim, uma das coisas mais importantes de um casamento são as fotos, porque o vídeo as pessoas veem menos’.
UMA PONTE ENTRE BRASIL E GRÉCIA
Há pouco mais de um ano você foi eleito Presidente da Câmara Brasil Grécia de Comércio e Turismo. E já esteve lá, novamente, depois disso O que pretende fazer para estreitar as ligações comerciais e turísticas entre os dois países?
Estamos em fase de planejamento. É um trabalho a longo prazo: são quatro anos de mandato. Mas, por exemplo, a Grécia não tem uma companhia aérea que faça voo direto daqui para lá. Precisamos encontrar uma companhia que seja confortável, segura e tenha interesse nesse trajeto. Poderia ser a Turkish Airlines, por exemplo, que é uma boa opção.
Como está a Grécia hoje? É uma rota viável para os brasileiros? Fui lá, em 1996, e a infra estrura turística não era das melhores…
Ah, mais isso já tem muito tempo! Está muito melhor. Acho que ao ir para um lugar que não conhece, você não pode colocar muita expectativa, tem que se deixar supreender. A primeira vez que fui à Grécia não tinha expectativa nenhuma e me surpreendi.
Mas até com as praias com cascalho em vez de areia (risos)?
Você está falando de Santorini, né? O passeio pelas ilhas gregas é um dos mais procurados por quem vai àquele país. Volta lá agora que você vai ver que muita coisa mudou (risos).
Sei que você vai importar vinho e azeite gregos para serem comercializados no Brasil…
Fechamos a representação recentemente, estamos na fase de assinatura de contrato. Prefiro falar pouco sobre isso.
Então vamos falar sobre os próximos eventos. O que você está preparando ainda para este ano?
Nos dias 3 e 4 de agosto realizaremos mais uma edição no Rio de Janeiro do workshop sobre casamento. Será no Hotel Royal Tulip, em São Conrado, com aproximadamente 120 expositores. Haverá desfiles e palestras dos melhores profissionais de festa do estado. E sempre tem celebridade desfilando. Para maiores detalhes, os interessados podem entrar no www.3rstudio.com.br. Também em agosto lançaremos o Portal Inesquecível, com muita interatividade com as noivas, e que ajudará no planejamento do casamento. E lançaremos o livro da Ana Salinas, que faz bolos incríveis para casamentos maravilhosos.
Você tem revistas, vai lançar um portal, e já reparei que sua equipe faz entrevistas durante os workshops. A ideia é ter um canal na web?
Eu quero estar em todas as mídias. Considero as entrevistas um ‘start’, um aquecimento. No momento certo, a gente vê essa possibilidade do canal. Projetos não faltam. (risos)
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O NOVELISTA QUE
VIROU CASAMENTEIRO
(texto de Aguinaldo Silva)
Desde que assumi a direção da Locanda della Mimosa, minha pousada e restaurante aqui em Petrópolis (em agosto de 2011), já comandei a organização de dezenas de festas de casamento. Só este ano serão 14, e todas – é o que prometo e cumpro – terão que sair à perfeição, segundo os desejos das noivas em primeiro lugar, dos parentes destas em segundo e, em terceiro lugar dos noivos e seus parentes, os mais descontraídos no cortejo.
Aprendi que, para o êxito completo destas festas – e a Locanda fez algumas que se tornaram lendárias (e continuará fazendo) – é importante que nada falte do que foi pedido, por mais secundário que isto pareça, como, por exemplo, o saquê pedido por uma noiva numa festa em que havia todas as bebidas possíveis, inclusive o inevitável champanhe.
Igualmente aprendi que a festa de casamento em si é motivo de grande estresse e sofrimento para a noiva, que só respira aliviada quando, no fim, ela tem finalmente a certeza de que tudo deu certo e seus convidados saíram felizes e satisfeitos.
Numa de nossas últimas festas, a noiva, o tempo todo atenta a todos os detalhes, só às 3h da manhã é que relaxou, foi à cozinha e pediu ao chef Paulo Duarte: “posso comer alguma coisa?” Pois ela estava no mais completo jejum desde a hora do almoço, quando degustara apenas uma massa bem levezinha.
Sim, eu não casei – pelo menos não assim, oficialmente e com festa -, mas aprendi, vendo este desfile de lindas noivas da Locanda della Mimosa, que o casamento vale o que vale – e para as noivas ele vale muito, pois é o momento simbólico do início de suas felicidades futuras.
Por isso, em nossas festas fazemos quaisquer sacrifícios por elas. Só nesta semana que passou eu me reuni com seis delas, ouvi as solicitações de cada uma, respondi do modo mais claro e direto possível a todas as suas dúvidas. E querem saber? Eu adorei fazer isso, amei conhecer estas moças, suas mães, seus parentes que, junto com nossa equipe, em cada uma das festas estarão empenhados para que tudo dê certo e elas, as noivas, sejam felizes para sempre – o que é também a minha aspiração e o meu desejo.






Neste inverno os excêntricos cortes de “bico” estarão em alta. O contraste fica por conta das divisões indefinidas, o reto está fora de cogitação. Esse look afina o rosto e ressalta as expressões. Os “curtíssimos” também têm lugar garantido na estação, mas esqueçam o efeito arrumadinho, o corte deve ser repicado para dar ares de um desalinho estiloso. Quem prefere os longos, saiba as camadas darão a leveza necessária para este inverno nada conceitual. 



























































