EITA SUJEITO ARRETADO!

»Públicado por em out 31, 2014 | 1 comentário

 


Se fosse outra novela só poderia haver um desfecho para o teste de DNA: seria ele dar positivo ou negativo. Mas como é uma novela deste modesto autor de cabelos prateados que vos escreve, o desfecho do teste de DNA em “Império” será um terceiro… E inesperado. O comendador rasga o laudo antes que alguém o leia (inclusive ele), bota os pedaços na boca e os engole… E depois anuncia pra família que vai adotar Cristina… Porque tudo em sua vida tem que ser como ele quer, ora shit!

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MAIS DUAS DO VLOG DO TÉO!

»Públicado por em out 29, 2014 | 5 comentários

 

Copiem os links abaixo e vejam os dois novos

comentários de Téo Pereira no Vlog do Téo!

http://gshow.globo.com/novelas/imperio/especial-blog/teo-na-rede/post/enrico-bolgari-e-sua-falta-de-controle.html

http://gshow.globo.com/novelas/imperio/especial-blog/teo-na-rede/post/um-casamento-frustrado-e-uma-noiva-abandonada.html

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AQUELE HOMEM DE PRETO

»Públicado por em out 26, 2014 | 34 comentários

 

QUERIDO DIÁRIO (31)

fotos: Fco. Patrício

Cenário: minha muy querida e amada Petrópolis

Estava eu em pleno almoço, a traçar uma picanha na Churrascaria Majórica, aqui em Petrópolis, quando uma senhora se aproximou com a filha e me pediu pra tirar uma foto. Eu atendi, é claro, e o garçom fez a vez de fotógrafo. A menina me deu um beijo, a senhora um abraço, as duas me parabenizaram pelo sucesso de “Império” e foram embora… E aí o garçom não resistiu e me perguntou:

“Aquele comendador existe, não é? O senhor conheceu ele”.

Não resisti e perguntei porque ele achava isso… E ele me respondeu:

“Porque ele é verdadeiro demais pra ter saído de sua cabeça”.

De volta à minha picanha – e antes só que mal acompanhado -, fiquei ali, tentando me lembrar do instante exato em que o comendador José Alfredo Medeiros brotou de dentro de minha cabeça, mas não consegui. No máximo consegui lembrar do momento em que pensei: “quero que ele seja como eu: tenha os cabelos brancos e eriçados e só se vista de preto”.

A partir daí fui acrescentando ao personagem outras características minhas. O hábito de acordar cedo; a mania de arrumar meticulosamente a própria cama antes de sair do quarto; o prazer de preparar o próprio café da manhã e depois degustá-lo numa boa, sozinho, antes que os outros acordem; os rompantes que podem se tornar violentos e assustadores esporros (não se enganem com este meu sorriso bobo); a determinação e a vontade de fazer bem as coisas, a voracidade e o prazer de ser o melhor e o primeiro, de nunca se conformar com o trivial, de reger a própria vida sem medo de cometer os maiores erros… E de achar que não vai morrer nunca, e que por isso pode fazer planos para os próximos duzentos anos.

Sim, o comendador José Alfredo Medeiros sou eu… Mas, como todo bom personagem, é multifacetado, e é também vários outros. E são estes os que eu não revelo. É claro que já conheci várias criaturas reais parecidas com ele. De cada uma delas, assim como de mim, tirei um pouco e acrescentei ao Imperador dos Diamantes. E é claro que o ator, que deu carne e corpo a ele, acrescentou outros detalhes… E o tornou um personagem inesquecível.

Tenho paixão por algumas das minhas (muitas) personagens femininas… Mas de uns tempos pra cá descobri que também adoro meus homens. Só José Mayer já viveu pelo menos meia dúzia deles,  desde que estreou na tevê vivendo o Jorge Fernando de “Bandidos da Falange”: Osnar, Teobaldo Faruk, Dirceu, Pereirinha, e agora esse incrível Cláudio Bolgari… E acho que houve ainda outros. E José Wilker, meu Deus, que fez uma enfiada de outros personagens meus, e imortalizou Giovanni Improtta e o seu “felomenal” bordão… E o que dizer do Marconi Ferraço de Dalton Vigh, de Felix Guerrero e Juvenal Antena, ambos vividos pelo magistral Antônio Fagundes, de todos os oito que Lima Duarte fez comigo, do Crô de Marcelo Serrado, e agora… desse comendador de Alexandre Nero que todos amam?

Sim, cada um deles teve um pouco de mim… E todos tiveram muito de outros.

Mas… Desculpem se parecer arrogante, de todos os meus personagens o maior que eu criei fui eu mesmo. Não pensem que foi fácil. Quando vejo esses políticos se fazendo de solidários com os pobres só pra ganhar votos, tenho vontade de jogar pedras neles. Poucos dentre eles sabem o que é pobreza, e os que sabem, mal são eleitos, logo tratam de esquecê-lo.

Já eu, não posso esquecer minhas origens… Nem aquele menino magro, desengonçado, feio e pobre que fui, e que, submetido a todo tipo de preconceitos, sofreu horrores… Assim como não posso deixar de dizer a mim a mesmo, todos os dias, com suprema satisfação e supremo orgulho, que tive muito mais do que merecia, já que aquele garoto de Carpina, destinado a ser no máximo um  homem do terno cinzento qualquer, vestiu-se todo de preto, traçou uma linha reta, foi sempre em frente e acabou indo muito longe.

Enquanto pensava em tudo isso… Melhor dizer: enquanto divagava, foi-se a picanha, foram-se as fritas e o arroz maluco… E restou meia garrafa de vinho, pois, quando estou só, meia garrafa é o meu limite. Foi só quando dispensei a sobremesa e o cafezinho que o garçom que me atendia se atreveu a perguntar:

“Posso tirar uma foto consigo?”

Eu disse que podia, é claro. Assim foi feito… E quando eu saía ele me disse:

“O senhor pode negar quanto quiser… Mas que aquele tal de Zé Alfredo existe… Existe!”

 

 

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ISSO É QUE É HOMEM!

»Públicado por em out 24, 2014 | 17 comentários

 

 O Abominável Homem de Preto!

Tudo que posso dizer sobre o comendador José Alfredo Medeiros é que ele é o homem que todo homem gostaria de ser. E pensar que ele saiu de dentro de mim!

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QUANTA GESTUPIDEZ!

»Públicado por em out 23, 2014 | 9 comentários

 

Uma noiva pra você nunca esquecer!

Quarta-feira, 21h47m. O Brasil inteiro, mesmerizado, acompanha as cenas do não-casamento de Maria Clara em “Império”. Em São Paulo, a audiência da novela rompe todas as costuras deste tecido já meio esgarçado que é o Ibope. Aproxima-se o momento culminante do capítulo – o encontro entre Clara e Enrico, no qual ela pergunta a ele se vai ou não casar com ela. Disposta a tudo, Clara sai da suíte nupcial da casa de festas e, assim mesmo, vestida de noiva, atravessa a festa inteira, sob o espanto dos convidados, para entrar no carro em que o pai a levará até o hotel onde o noivo está hospedado.

Foi uma das cenas mais belas que já escrevi em toda a minha vida – uma das primeiras em que pensei quando comecei a trabalhar na sinopse de “Império”. A direção, a produção, os atores… Todos deram tudo de si para que ela ficasse na memória do público e entrasse na história das telenovelas. Foi durante essa caminhada de Maria Clara que a novela chegou aos 39 pontos de audiência em São Paulo, de onde não sairia mais até o final.

Pois bem. Terminada a novela, uma criatura que se assina muito apropriadamente “gestúpida”, perguntou no meu twitter: por que ela não saiu pela porta dos fundos da casa de festa? Assim os convidados não precisavam vê-la.

Agora me digam: o que é que se responde a uma criatura dessas? Não adianta dizer que ela não entende porra nenhuma de dramaturgia e não devia nem assistir novelas. Tinha que ser uma resposta ainda mais dura. Pensei em ressuscitar um insulto que costumava usar nos tempos do bloglog:

“Vai tomar no toba!”

Mas, baseado no real significado do nickname da pessoa em questão (ninguém se apresenta como “gestúpida” impunemente), cheguei à conclusão que não valia a pena responder a esse estrupício… A não ser que lhe dissesse simplesmente:

“Vai à… você sabe!”

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NEM TÃO FELIZES PARA SEMPRE

»Públicado por em out 20, 2014 | 20 comentários

 

O que dá mais trabalho de montar e produzir: um casamento de verdade ou um de mentira? Depende: se o de mentira for numa novela das nove, e se esta novela das nove for “Império”, então podem apostar que o casamento de mentira dá muito mais trabalho, pois a gravação dele vai durar pelo menos três dias. Foi que aconteceu na semana que passou, quando foi gravado o casamento, que afinal não se concretiza, entre Maria Clara e Enrico, e sobre o qual eu prometo falar hoje pela última vez, até que vocês o assistam – e a todas peripécias que nele se desenrolam – a partir desta quarta-feira. (Aguinaldo Silva)

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

Nunca vi noiva fazer tanto discurso. Principalmente, quando não tem casamento! Ou será por que só fui a um não-casamento, o de Maria Clara (Andréia Horta), em IMPÉRIO? Pra abrir a festa, usando o lindo vestido da estilista Letícia Bronstein e uma tiara de brilhantes, ela agradeceu a presença de todos naquele dia, em que foi “do céu ao inferno em poucas horas”. Mas como a designer mesmo disse: “O show não pode parar”. E foi um tal comer, beber, dançar, fofocar… E assim se passaram três longos dias de gravações na Casa das Canoas, em São Conrado.

No último dia, mais um discurso, no qual Clara agradeceu o sucesso do evento a duas pessoas. O primeiro seu ex-quase-futuro-sogro, o cerimonialista Claudio Bolgari – e o diretor Pedro Vasconcellos pediu palmas para o personagem de José Mayer, sendo que os figurantes mais empolgados mandaram os indefectíveis “uhus” e assobios. E o segundo a Vicente (Rafael Cardoso). “Vicente de quê mesmo?”, pergunta a noiva na hora do elogio. Tímido, o rapaz responde: ‘da Silva’. E a designer, já demonstrando uma ponta interesse: ‘Ao chef Vicente da Silva, que merece todas as estrelas do mundo, pela comida que nos serviu’. E os dois rodopiam ao som de Fly Me To The Moon, com Frak Sinatra. E Cristina (Leandra Leal), cheia de ciúmes, deixa o salão.

Aliás, as músicas escolhidas para as gravações foram sensacionais: além de Fly…, tocaram New York, New York, e I Get A Kick Out Of You também com Sinatra, For Once In My Life, com Stevie Wonder, e Give Me The Night, com George Benson. Não sei se serão essas que vão ao ar nos capítulos da festa, mas que deram um toque nostálgico do bem, deram. Todos os atores adoraram. Na hora da canção de Benson, que é mais animada, Daniel Rocha e Paulo Rocha mostraram seus dotes de dançarinos com a noiva, que prometeu bailar com todos os homens que estivessem ali.

Claro que ela não conseguiu cumprir a promessa, mas os pares pés-de-valsa , com ênfase para Alexandre Nero, se saíram muito bem. Isso sem falar nos momentos em que os diretores precisavam gravar as conversas na pista, e retiravam o som, deixando elenco e figurantes dançando como se não houvesse amanhã, mas sem ouvir música. E os estilos de todos davam certo, mesmo assim.

Para Andréia Horta, o não-casamento foi a melhor coisa que pôde acontecer à sua personagem. “Ela já vinha sentindo que não ia dar certo, que Enrico (Joaquim Lopes) não era quem imaginava. Clara corre atrás dele até o último momento pra tentar ver se ele vai à cerimônia, mas com as atitudes do Enrico, a festa acaba sendo uma celebração a uma nova vida para minha personagem, aos novos sonhos que virão. Ela sente-se livre de um problemão a longo prazo. Está forte e determinada”, explica a atriz, que nos minutos em que espera o momento de gravar os discursos mostra seus dotes de cantora, com Asa Morena, de Zizi Possi, Vou Deitar e Rolar, com Elis Regina, e até uma versão cômica de Estoy Aquí, da Shakira.

Aliás, quando não estão gravando, vários atores põe no ‘ar’ a ‘trama mexicana’ La Bastardita (criada por eles), sobre a situação de Cristina. Quando a camelô dança com o Comendador (Alexandre Nero), o diálogo é sobre Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli). E Zé Alfredo, que não gosta de responder sobre seu passado com o grande amor, deixa Cris na pista. Parte do elenco que estava sentada no peitoril da enorme janela, em frente, começando por Andréia Horta, ‘entra’ com La Bastardita: ‘Que papito esse! No tem que hablar de la mamita muerta! No tem! Estoy muy triste’. Gargalhada geral pela interpretação de Andréia.

Mas o que impressionou a todos nesses dias na Casa das Canoas foi a eficiência da equipe, a paciência dos diretores, e a dedicação dos profissionais de beleza. O tempo todo os cachos à base de babyliss  e as escovas para deixar os cabelos lisos eram refeitos, uma mecha teimosa sempre voltava para o lugar, e as maquiagens eram retocadas em vários momentos. Na maioria dos casos os atores nem precisavam pedir: os profissionais já apareciam do nada para resgatar o visual do início da festa. Antes de começar o último dia, a equipe do ASDigital deu uma passadinha no camarim feminino. Depois que Diego Nardes tinha feito o make de Suzy Rêgo, o cabeleireiro Deivid Bogo tratava milimetricamente a franja da atriz, que usou o penteado com gel durante o evento. “Sou superdetalhista, tento que fique perfeito. Me cobro demais”, comentou Deivid. E todos no camarim comentaram quanto isso é bom para a profissão.

Enquanto isso, Lília Cabral com rolinhos -feitos por Deivid – e maquiagem de Maxwell Pinheiro, esperava a hora de se aprontar, lendo seu texto. Do outro lado da sala, Maria Ribeiro estava nas mãos de Maxwell, com as madeixas feitas por Elian Nascimento, a mesma que estava dando os toques finais no coque de Andréia Horta, já maquiada por Diego. É claro que havia vários maquiadores e cabeleireiros no set, e esses que foram citados representam os colegas incansáveis, que se utilizam de necessaires transparentes com nome e fotos das estrelas de IMPÉRIO, onde ficam guardados todos os produtos que elas geralmente usam.

Enfim, o não-casamento acabou sendo bom não só para a filha do Comendador, que agora começa uma nova fase disputando o coração de Vicente com Cristina, como para todos que estiveram na festa, e se divertiram com as cenas e os bastidores.

 

 

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“DANÇAR” E DANÇAR

»Públicado por em out 17, 2014 | 20 comentários

fotos: Fco. Patrício

 

Que o casamento de Clara e Enrico não se realiza vocês já estão mortos de saber. Também já sabem que a noiva - depois de fracassar na sua tentativa de convencer o noivo a deixar de lado a homofobia e ir à festa organizada pelo pai gay - anuncia aos convidados:

- Não é porque não vou casar que deixarei de ter a minha festa de casamento!

E abre a sessão dançando com o primeiro cavalheiro – que não podia ser outro senão o próprio pai, sobre o qual ela diz ser o homem mais importante de sua vida… E depois continua dançando com um a um dos convidados, até chegar à cozinha e tirar pra dançar ninguém menos que o responsável pelos quitutes da festa: o chef Vicente, que vai herdar o restaurante depois que Cláudio expulsar de lá o irascível Enrico.

Claro, nessa verdadeira quadrilha em que se transforma a não-festa, todos dançam, e alguns “dançam”. Um que “dança” é o complicado Enrico. E outra, que dança muito bem, é ninguém menos que Cristina; inesperadamente tirada pra dançar pelo cavalheiro que pode ser seu pai, ela não se faz de rogada e rodopia pelo salão toda feliz nos braços de Zé Alfredo, o Homem de Preto.

Foi um senhor não-casamento, no qual acontece de tudo e mais um pouco – inclusive um flagrante de Danielle no marido José Pedro com Amanda. Um evento tão grande que durou nada menos que três dias – tempo necessário para a gravação de todos os detalhes -, tudo isso num cenário hollywoodiano:  a Casa das Canoas, que é um dos maiores locais de eventos sociais do Rio de Janeiro.

Vejam algumas fotos tiradas ontem, e aguardem amanhã as que serão tiradas - já que a festa ainda continua - numa grande galeria na reportagem final sobre este acontecimento que muda os rumos de várias tramas de “Império”, a minha, a sua, a nossa novela.

 

 

 

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