LEONARDO VIRA MENDIGO!

»Públicado por em nov 20, 2014 | 6 comentários

 

Deprimido, desiludido e sem amor,

gato perde a auto-estima e vai morar na rua. 

 Dez da noite de quarta, 19/11. “Alguém viu o Klebber Toledo?”, pergunto aos integrantes da produção de IMPÉRIO no estacionamento de uma igreja no bairro de Laranjeiras, Zona Sul carioca. O local é o que chamam de ponto de apoio para as gravações realizadas na rua ao lado, onde o personagem de Klebber morava. O ator marcou comigo lá porque, depois de gravar uma cena devolvendo as chaves do apartamento ao porteiro, faria uma longa e penosa caminhada por ruas ermas da cidade, durante a madrugada. Sem teto, sem rumo, sem dinheiro, sem expectativas, o ex de Claudio (José Mayer) procuraria pedaços de papelão para dormir na rua, ao lado dos mendigos.

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

(e do arquivo de Klebber Toledo)

 Fico esperando no portão até que me avisam que ele está em um dos carros locados pela produção, dentro do tal estacionamento. Vou até lá, falo com o motorista, que acorda Klebber, sem cerimônia. Ainda meio sem entender o que está acontecendo, ele me conta que dormiu pouco, está gravando, lendo textos para teatro, procurando patrocínios para alguns projetos. Enfim, totalmente voltado para o trabalho.

 Sentados numa cantoneira com flores conversamos sobre os próximos passos de Leo, que terá sua mochila roubada por um dos moradores de rua, ficará com 2 reais no bolso – que lhe darão direito a comprar apenas um salgado pra matar a fome – e muita tosse. Pra piorar vai pedir esmola, coincidentemente, em frente ao supermercado que Beatriz (Suzy Rêgo) frequenta. Quando a vê, o rapaz foge. Ela pede que o marido intervenha; ele acha que seu ex-amante está nesse estado para puni-lo. “Existe um egoísmo da parte do Claudio, que, nesse momento, só está pensando na culpa que sente em relação à família e em limpar sua imagem. Acho que ele está perdido, não sabe o que fazer. Teve que apagar, esconder seus sentimentos das pessoas, e prefere não pensar em como, realmente, o Leo pode estar”, observa Klebber, acrescentando que Beatriz sempre se mostrou uma mulher de bom coração,altruísta, e vai ajudá-lo.

A ajuda da esposa do cerimonialista de IMPÉRIO é procurar Amanda (Adriana Birolli) e, praticamente, implorar que a moça encontre Leonardo e o tire da mendicância. Se é assim, vou atrás de Adriana para saber mais detalhes.

 

 

Encontro a bela no ônibus-camarim, sob os cuidados do cabeleireiro Paulo Azevedo, da maquiadora Eliane Almeida, e da camareira Shirley Motta, preparando-se para a cena, sob a direção de Davi Lacerda, em que avisa ao porteiro do prédio onde Leo vivia que pagou todos os aluguéis atrasados, mas que não vai morar lá. Nesse momento, ela liga, mais uma vez, para o rapaz, e descobre que o homem que atende roubou o celular. “Por enquanto, minha personagem está muito preocupada com ele como amiga, porque o Leo é um querido, há muito carinho entre eles. Mas fica com medo de fazer o que Beatriz pede porque Maria Marta (Lília Cabral) pode saber, e ver que ela está deixando o foco no motivo de sua vinda ao Brasil, que é separar José Pedro (Caio Blat) da mulher. Mas, ao mesmo tempo, Amanda já tem grana, que ganhou com seu trabalho no exterior. Ela se apaixonando pelo Leo pode muito bem viver com ele”, comenta Adriana, que, à meia-noite, contou pra todo mundo que hoje, quinta, era seu 28° aniversário. “Mas não tem um bolinho?”, pergunto. “Vou levar amanhã para o estúdio”, disse a atriz, que aproveitou, antes de ir embora para cortar um pouco a franja e as mechas que ficam na frente do rosto: “É pra dar mais leveza”, explicou.

 

COMEÇA O CALVÁRIO DE LEONARDO

 

Como passava da meia-noite, Leo virou borralheiro. Ele embarca na traseira de um pequeno caminhão, levando diretor, cinegrafista, assistentes e seguranças. É uma parte aberta, que permite ao ator descer e subir toda hora, sob as ordens de Davi Lacerda, e ao camerman registrar as imagens com o veículo em movimento. Eu fui numa das duas vans que levavam equipe (figurino, maquiagem, cabelo) e seguranças. Uma verdadeira aventura pela madrugada carioca, começando no Túnel Santa Bárbara, que Leo percorre, ainda com algum fôlego, mas já sujo e com fome – por falar nisso, o ator estava mesmo com fome aquela hora: só tinha comido três churrasquinhos no espeto, feitos na porta da igreja, nas Laranjeiras. Ele vai caminhando, enquanto está sendo gravado. Uma determinada hora, o diretor pede que nossa van passe por ele, e dê umas buzinadas, como se pudéssemos atropelá-lo, já que está numa das pistas do túnel. E, pensando nos fãs que estariam lendo esta matéria agora, Klebber registrou toda a peregrinação com seu celular. Mais de duas da manhã: seguimos pela cidade deserta, com algumas paradas para borrifar mais água com glicerina – que dá o efeito de suor no ator – e “sujá-lo” com maquiagem, já que a fuligem e os possíveis carros que estariam passando nesse momento o deixariam naquele estado pra lá de precário. Detalhe: havia três agasalhos de moleton iguais para uso do personagem – o primeiro estava limpo; o segundo, sujinho; e o teceiro, muito sujo -, para irem sendo trocados conforme a piora do estado de Leo na caminhada.

 

 

 

 Fomos até  Santo Cristo, zona portuária, passamos pela Praça Mauá, voltamos até a Avenida Presidente Vargas, Praça Tiradentes, Saara, até chegar à Catedral da Avenida Chile, onde Leo, já bem debilitado, anda por uma estreita faixa de concreto. Eventualmente, alguns notívagos passavam, uns em estado de embriaguez, outros com caras de poucos amigos, homens que faziam os muros de banheiro público começaram a gritar e se aproximar dos carros, e, claro, muita gente dormindo embaixo de marquises. Parecia vida real. E era, né? Só que gravada para a novela.“Fico pensando nesses moradores de rua… ”, me disse Klebber, num tom baixo, de tristeza, mas com uma garra incrível para dar veracidade ao sofrimento de Leonardo. Passava das três da manhã. Havia uma cena em que, o personagem quase morto de cansaço, tossindo muito, tinha que encostar num poste. O diretor parou o veículo em frente aos Arcos da Lapa. Ali o lado obscuro das ruas da cidade dava lugar à iluminação da Lapa, por onde circulavam jovens procurando diversão, prostitutas e turistas. Klebber, além das tomadas gravadas no poste, precisou correr duas vezes, quase até os Arcos.

O prazo para a equipe voltar ao ponto de apoio, e, depois, ao Projac estava se esgotando. Era a hora de retornar ao conforto de nossas casas, sem, no entanto, esquecer o que vimos. Como a van em que eu estava passou quase em frente à minha rua, pedi para descer. Quatro da manhã. E eles no meio do caminho para o estacionamento da igreja. E Klebber Toledo que, com certeza, chegou em casa com o dia amanhecendo ainda teve a delicadeza de mandar fotos para serem inseridas neste espaço.

Foi uma aventura e tanto. Mas quem ama televisão, como todos os envolvidos ali, sempre querem e vão querer mais. 

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ISIS ROMPE COM OS PAIS!

»Públicado por em nov 19, 2014 | 38 comentários

 

ELAS SÃO “ALFREDISIS”!

Olhem só o vídeo que estas meninas lindas, fãs do casal José Alfredo e Maria Isis, fizeram e postaram no facebook: estão todas na maior torcida!

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Ruiva vira a mesa e expulsa

os dois vigaristas de sua vida!

(fotos: Fco. Patrício)

(na chegada ao “Vicente”, a dúvida de Severo: “será que a gente deve entrar?”

Na saída, depois de expulsos pela filha, a jura de Magnólia” “eu vou separar a Isis do Homem de Preto!”

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abaixo: a diretora Tande Bressane atenta à gravação da externa diante do “Vicente”, na Lagoa

Dentre as dezenas de perguntas que me fazem sobre “Império” cada vez que boto os pés na rua, tem uma que se destaca:

- Quando a Isis vai se revoltar contra a exploração dos pais e dar um basta naqueles dois vigaristas?

Minha resposta até hoje era vaga: “breve, muito breve”. Mas agora já posso dizer com toda as letras, pois as cenas que deflagram o processo foram gravadas ontem à porta do restaurante “Vicente” – é nesta semana ainda gente, mais precisamente no capítulo de sexta-feira!

Tudo começa quando Magnólia, mais uma vez, tem a idéia de visitar Isis no trabalho e aproveitar para almoçar de graça. Severo, claro, concorda… e lá vão os dois. À porta do restaurante, o marido, um pouco menos delirante que a mulher, ainda hesita:

- Você acha mesmo que a gente deve entrar aí?

Magnólia se mostra decidida:

“Claro! Não estamos fazendo nada de errado. Só viemos falar com a nossa filhota no emprego dela e aproveitar pra almoçar. A Isis não negaria um prato de comida aos próprios pais.”

No começo do dia eles tinham sugerido a Isis que os convidasse para jantar no “Vicente” e ela respondeu que “nem morta”. Severo lembra isso a Magnólia, mas a cara de pau minimiza:

- Nós falamos de jantar e não de almoço. No fundo Maria Isis é uma boa menina. Duvido que não  tenha piedade de nós, famintos como estamos.

Severo se convence, os dois entram no restaurante. Isis, ao vê-los chegar, parte pra cima: “infelizmente não temos mesa pra dois”. Magnólia não se dá por achada: “que cerimônia é essa, filhota?” Isis engrossa: “achei que vocês tivessem entendido que aqui é meu lugar de trabalho”. Severo retruca: “por isso mesmo a gente veio!” E Magnólia completa: “pra ver o orgulho de mammys trabalhando. E aí Isis engrossa: “e aproveitar pra filar o amoço!”

O casal de vigaristas sente a barra, mas não se dá por achado. Severo confirma que vieram almoçar, sim… “Se a cozinha estiver funcionando”… Isis completa: “…e se vocês pagarem adiantado”. Severo reage indignado: “isso é jeito de tratar seus pais queridos, Maria Isis?” Esta é pronta na resposta: “queridos… Dois exploradores!”

Severo ainda tenta dar uma de surpreso: “não acredito que você tá dizendo isso.” Mas Magnólia, que já vinha notando o que ela chamou de “estranhas mudanças de comportamento na filha”, sente que eles perderam a parada, e solta o verbo:

- Tá dizendo sim, Severo! Essa menina não tem vergonha na cara. Isso é falta sabe do quê? De tapa. Essa história absurda de pai não poder mais bater nos filhos… Educação não agressiva: desculpa pra má educação!

Isis ignora o ataque da mãe e parte pra cima: “vou dizer mais uma coisa. Querem ouvir baixinho, ou preferem que eu grite pra todo mundo ouvir?” Magnólia a enfrenta: “fala logo, maltrata sua mãe!” E Isis pronuncia as palavras que tornará Magnólia sua inimiga mortal: “dêem o fora daqui. Saiam de fininho. Já disse que não tem mesa pra vocês e que não são bem vindos!”

Magnólia e Severo saem do restaurante com os respectivos rabos entre as pernas, ele já reclamando: “nunca me senti tão humilhado. Nossa filha, passei talquinho naquele bumbum!” Magnólia faz coro: “me sinto igual a Eva expulsa do paraíso por causa de uma cobra!” E jura vingança ali mesmo:

- Isso não vai ficar assim, Severo. Honrar pai e mãe tá na Bíblia. Isis não pode tratar a gente desse jeito. Eu prometo: ou ela nos trata como merecemos, ou eu juro que vou destruir a relação dela com o Homem de Preto.

Promessa, como vocês sabem, é dívida… E embora seja mal pagadora e há muitos anos esteja – como diz o politicamente correto – “negativada”, esta dívida Magnólia vai pagar. Como? Contando ao comendador uma história bem cabeluda sobre Isis e Lucas, mas tão cabeluda que vai conseguir separar os dois.

Que história será essa? Ah, isso será motivo de outra matéria exclusiva aqui no nosso blog… Com direito a fotos de Fco Patrício, aguardem! (Agonildo Salva)

 

Expulsos do paraíso – quer dizer, do “Vicente”, Magnólia e Severo não perdem a pose… E vão ficar ainda mais posudos quando, numa das próximas viradas da novela, ficarem ricos!

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LOURAÇA NO PEDAÇO!

E como tempo é ouro na produção de tevê a equipe de “Império” aproveitou a externa à porta do “Vicente” para gravar uma misteriosa cena, sobre a qual não podemos dar maiores detalhes, em que Érika (Letícia Birkheuer) e Danielle (Maria Ribeiro) se encontram no restaurante e lá trocam segredos que Téo Pereira diria “cabeludérrimos”! Que segredos seriam estes? Por enquanto só posso adiantar que eles serão capazes de abalar o comendador e seu Império. 

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DIAMONDS OU KALASHNIKOVS?

»Públicado por em nov 17, 2014 | 5 comentários

 

 Todo mundo quer ser o comendador:

até Dimitri “Roscorocoff”,

o homem que vende fuzís Kalashnikov

Bernie Piters, minha amiga cearense que mora num apartamentozinho de 400 metros quadrados na rua atrás da Torre Eiffel me manda pelo famigerado – mas necessário – whatsup uma mensagem sumária:

“O Dimitri tá puto da vida com você…”

Dimitri (de sobrenome um “roscorocoff” qualquer), deixem que eu explique: é o russo da vez na vida de Bernie, ou seja, aquele que lhe paga as contas e a leva pra cama… Mas só quando ela está a fim, o que raramente acontece. Eu o conheci da última vez em que estive chez Bernie em Paris, quando ele ofereceu, num iate ancorado à beira do Sena, uma festa na qual deviam estar representados vários bilhões de euros de todo o PIB mafioso da Europa do Leste.

Dimitri, bem… Tem 50 anos e quê, cabelos fartos e grisalhos, se veste sempre de preto, nunca pede nem manda, mas exige e ordena, fala um inglês macarrônico ponteado de palavrões impublicáveis e… Não, ele não negocia com pedras preciosas, mas, Bernie sussurrou no meu ouvido… Com armas!

Segundo ela é possível que algumas daquelas metrancas que a gente vê nas mãos desses traficantes cariocas de bermudão e sandália de dedo tenham Dimitri como fornecedor.

Por que um cidadão tão perigoso estaria puto da vida comigo? Liguei correndo pra Bernie e lhe perguntei isso. E ela me respondeu às gargalhadas:

“Porque às vezes a gente vê ‘Império” juntos! E, embora não entenda uma palavra de português alem de caralho – que eu ensinei a ele -, o pobrezinho cismou que você se baseou nele pra criar o comendador Medeiros!”

Ai meu Deus, mais um que se acha. Com o Dimitri já passam de meia dúzia. Uns, como ele, me odeiam, outros se consideram o máximo. Todos se vêem no meu comendador… E aí eu pergunto: se vêem ou querem ser como ele?

No caso de Dimitri ele é ainda maior que minha ficção, pois, embora seja carinhoso com Bernie e gentil com os amigos dela, a mim é que não engana: ele não só se veste de preto como tem o coração da mesma cor. Quanto aos outros, que se vêem refletidos na imagem do comendador, eu os tiro de letra. Nenhum iria tão longe a ponto de disparar contra mim um tiro de kalashnikov. Dimitri também não, mas os capangas dele…

 

Na tal festa no Iate, um desses capangas, um ucraniano de pelo menos dois metros de altura e um cabeção louro que devia pesar quinze quilos, cismou comigo e começou a me seguir por todo lado. Ficamos boa parte do tempo num jogo de gato e rato, eu achando que bem, quem sabe, talvez, e ele uma esfinge de olhos azuis incandescentes sempre a olhar pra mim como se quisesse torrar o tutano dos meus ossos… Até que, num momento em que eu conversava com Bernie ele murmurou, ou melhor, cuspiu algumas palavras em russo. Eu, aflito, perguntei a ela: “que foi que ele falou?” E ela, como se dissesse vou ali e já volto:

“Falou que não vai com sua cara… E que é melhor você se cuidar, ou leva um soco. Mas não esquenta não, ele só faz o que o Dimitri mandar”.

Depois dessa, só me restou uma alternativa nessa festa de cossacos: beber e beber. Voltei pra casa de Bernie carregado, com Dimitri ao lado dela na limusine tentando agarrá-la pra fazer o serviço ali mesmo, e ela – a mais ultrajada de todas as mulheres honestas, virgens e puras – a se recusar aos gritos de: “eu não sou sua puta!”

Quanto ao ucraniano que me odiava, eu acho que o vi horas depois a sair do meu quarto no apê de Bernie enrolado apenas numa toalha… E juro que ele atravessou pelo menos três paredes, sem fazer o menor esforço, antes de desaparecer no ar.

 

 (no apêzinho de Bernie, na rua atrás da Torre Eiffel, depois de sobreviver à festança dos russos no iate)

 

 

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NOVOS RICOS NO PEDAÇO!

»Públicado por em nov 16, 2014 | 19 comentários

 

Depois de contar “a verdade” sobre Isis ao comendador em troca de dinheiro – na verdade inventam uma mentira pavorosa sobre a própria filha – Magnólia e Severo pegam a grana do comendador, vão no Jockey Club, jogam no maior azarão de todos os tempos – um cavalo chamado “Falso Brilhante” -, este ganha, paga uma fortuna e eles se tornam os mais novos milionários do pedaço! Aí vocês dirão:então o crime compensa? Talvez. Mas o fato é que ao longo de “Império” Magnólia e Severo vão esbanjar de tal maneira que acabarão pobres de novo!

Na metade do páreo, ao ver que o cavalo Falso Brilhante, no qual apostou, vem sempre em último, Severo não resiste e cai desmaiado. Magnólia pede  ajuda aos outros apostadores que os rodeiam, mas eles, de olho no páreo, não lhe dão a menor bola.  A voz do narrador oficial ao fundo: “Avenue na frente, depois Tieta, Fina Estampa, Lucy in the Sky… E Falso Brilhante em último!”

Magnólia se ajoelha ao lado de Severo e vê que ele está apagado, e pede socorro:  — Alguém me ajuda, pelo amor de Deus! Gente! – Mas ninguém atende ao seu apelo e ela começa a berrar:  ”bando de viciados, só pensam nos cavalos! Não devem olhar nem pra mulher, quando chegam em casa! (aos prantos, debruça sobre Severo) Não me morre, Severo! Só o que falta me deixar sozinha e sem dinheiro! Não quero rodar bolsinha a essa altura da vida, já paguei meus pecados todos! Acorda!” Mas ele nem pisca. Magnólia segue a implorar, com a voz abafada pelo clamor dos fanáticos torcedores em torno e do narrador.

Os cavalos dobram a curva e vêm todos embolados, o locutor no auge do entusiasmo a gritar pelos alto-falantes:  ”contornam a curva de chegada, entram na reta final, Avenue perde corpo de vantagem, cabeça a cabeça, Tieta ganha terreno, Fina Estampa por fora…” Os cavalos  passam pelo placar embolados, sem que se possa ver quem venceu… Locutor: ” …E cruzam a linha final!”

Torcedores festejam. Magnólia segue debruçada em prantos sobre Severo.

MAGNÓLIA   — Que triste fim, Severo! Morrer desse jeito…

SEVERO     — (abre os olhos) Quem morreu?

MAGNÓLIA   — (brava) Eu que quase morri de susto! Até que enfim, né? Já tava pensando em vender tuas roupas pra ver se conseguia te dar um enterro mais ou menos.

SEVERO     — E o páreo? Quem ganhou, quem ganhou?

MAGNÓLIA   — Sei lá! Tu caiu duro, até esqueci da corrida/

SEVERO     — (corta) Vê lá no placar quem ganhou! Tou com a vista turva ainda, não enxergo nada!

Magnólia olha e vemos, pelo PV dela, o placar desfocado.

MAGNÓLIA   —E quem disse que enxergo? Não trouxe meus óculos/

Um jogador que lembra o ator Wilson Grey corta Magnólia, chegando neles todo eufórico.

WILSON GREY — Pule de 80! Pule de 80! Era pra ter pago muito mais, só que na última hora um desgraçado apostou uma baba nele!

SEVERO     — (senta no chão) Tá falando de quem?

WILSON GREY — Daquele que ninguém levava fé! Daquele que não deixou o medo de perder tirar a vontade de ganhar! O predestinado! O azarão do ano!

MAGNÓLIA   — Azarão… Azarão fomos nós, que perdemos tudo!

WILSON GREY — (a Severo) Que páreo, meu amigo! Que páreo! Por isso que essa coisa vicia! (mostra) Aqui, tou arrepiado até agora! Se eu tou desse jeito, imagina os cavalos? Isso aí não é bicho, isso aí é anjo! Anjo de quatro patas!

SEVERO     — Mas como é que acabou, que eu não vi?

WILSON GREY — (agacha e fala perto) Rapaz, coisa de outro mundo! Parecia que não ia dar, mas aí o espírito da vitória entrou no corpo do jóquei e fez ele sussurrar no ouvido do cavalo: “vai, bichinho, vai, bichinho, acredita!” Vieram tudo embolado no final, só que o filho da mãe chegou com um focinho na frente!

SEVERO     — Que Filho da Mãe? Não tinha nenhum cavalo com esse nome. De quem tu tá falando?

WILSON GREY — Do Falso Brilhante!!!!

Severo olha para Magnólia, os dois se arregalam… E ele desmaia de novo. 

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GUERREIRAS TAMBÉM CHORAM!

»Públicado por em nov 14, 2014 | 19 comentários

 

Desde que eu anunciei – quando “Império” ainda se chamava “Falso Brilhante” e era apenas um projeto – que Viviane Araújo seria escalada para o elenco da minha novela, os “Téo Pereira” da vida nem esperaram para saber mais detalhes sobre a história e já começaram a tentar derrubá-la. O mínimo que disseram dela é que “não era atriz”, e que sua participação nesta ou em qualquer trama seria no mínimo desastrosa.

 

 

Fiquei, como se diz, na minha, porque não dou a menor importância às tresloucadas e doidivanas opiniões dos “Téo Pereira”… E também porque já tinha visto o teste de Viviane e chegado à conclusão que ela tinha todas as condições para viver uma Naná arrasadora. Nunca, em nenhum momento, deixei de ter confiança nela. E quando vi as primeiras cenas que ela gravou – com o mago Aílton Graça no auge de seu talento e sua graça – minhas expectativas em relação a ela se confirmaram todas.

No começo da novela os “Téo Pereira” ainda tentaram derrubá-la. Deram crédito até àquele vídeo ridículo em que uma senhora tentava imitar Viviane numa cena de sexo quase explícito e se revelava apenas uma grande canastrona, pois só de muito longe parecia com ela.

Mas Viviane, focada em se mostrar uma atriz de verdade, prosseguiu impávida, cada vez mais profissional e mais segura, tanto que, no primeiro prêmio dedicado aos melhores da tevê distribuído após a estréia de “Império”, ela ganhou o que merecia – o prêmio de Revelação de Atriz deste ano.

Ao receber o Prêmio Extra de Televisão como Atriz Revelação, Viviane chorou de emoção… Mas também festejou sua grande, pessoal e intransferível vitória, obtida de um modo tão definitivo que silenciou todos os “Téo Pereira”. Quem não gosta da Naná à qual ela deu vida de modo tão certeiro e tão seguro? Eu adoro… E os “Téo Pereira” também, embora, sempre dispostos a carimbar em todo mundo sua marca da maldade, se finjam de mortos para o trabalho dela.

A vitória de Viviane em “Império” não é apenas dela – é de todas as mulheres que não se deixam abater pelos vicissitudes da vida e por isso podem ser chamadas honrosamente de “guerreiras”. Através de Viviane Araújo eu rendo aqui minhas homenagens a todas elas.


 

 

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QUANDO IMPÉRIO IMPERA!

»Públicado por em nov 12, 2014 | 21 comentários

 

Na vida real, como na novela:

IMPÉRIO foi campeão de audiência, ops, de estatuetas

no 16º Prêmio Extra de Televisão, promovido pelo jornal Extra.


Na noite de ontem, 11/11, a casa de espetáculos Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, ferveu. Mais de 200 pessoas ligadas ao meio artístico ou não foram reverenciar a homenageada, Fernanda Montenegro, 85 anos, concorrer, torcer, aplaudir – até vaiar -, os candidatos das 15 categorias premiadas. Com direito a coquetel, jantar e muita champanhe rolando. Capricho nas mesas e nos looks dos convidados. E não deu outra, a novela das 21h venceu seis dos sete prêmios a que estava concorrendo: Melhor Novela, Melhor Ator (Alexandre Nero), Melhor Atriz (Lília Cabral), Revelação (Viviane Araújo), Melhor Ator Codjuvante (Aílton Graça) e Melhor Música de Novela (Lucy In The Sky With Diamonds, com Dan Torres). Só não ganhou em Melhor Atriz Coadjuvante, cujo título foi para Giovanna Antonelli.

 

Muito chiquê e seguranças abrindo os caminhos para chegar ao foyer, um trajeto pequeno pelo red carpet, mas apinnhado de fotógrafos e repórteres, que ficavam no entorno. Já no saguão da Vivo Rio as personalidades davam entrevistas aos programas de TV, e posavam para fotos. E então podiam ir ao encontro de suas mesas com um flut de Chandon nas mãos. Nem todos se sentavam. Muitos iam cumprimentar os amigos, colocar o papo em dia – assim como o autores de Boogie Oggie, Rui Vilhena, e o de IMPÉRIO, Aguinaldo Silva.
Aílton em dia de Graça (trocadilho infame, mas o texto é meu…risos), abraçava todo mundo, fez festa quando viu os maquiadores e cabeleireiros que trabalham na novela, tirou fotos com fãs, enquanto a paciente esposa, Katia, ficava em pé, esperando para irem à mesa reservada para o casal. Já com Aguinaldo Silva, o dono – verdadeiro – de Império sentaram-se Lília Cabral e família: a filha, Giulia, e o marido, Iwan Figueiredo… Alem dessas quje vos escreve. Na mesa ao lado, Vera Fischer, num minivestido preto justo e aplique tipo Jeannie É Um Gênio, comentava que está solteira e cansou de fazer novelas. Quando a garçonete ofereceu um suco, a diva loura perguntou: “O que é isso? Pêssego? Não tem champanhe?”. E Vera deitou e rolou nas borbulhas – mas nada que comprometesse a entrega do prêmio de Melhor Novela a Aguinaldo Silva, que chamou a equipe de IMPÉRIO para subir ao palco também. O diretor de núcleo Rogério Gomes, o Papinha, e os diretores Pedro Vasconcelos, Felipe Binder, Cláudio Bokel, Davi Lacerda, Roberta Richard, Tande Bressane e Luciana Oliveira. Além dos atores, claro. Aguinaldo disse que “Império é o resultado de um trabalho fantástico, de uma equipe perfeita”. Papinha comentou que, além das pessoas que estavam ali, havia mais 150 envolvidas na realização da trama, e que era muito emocionante ao ver reunidos Fernanda Montenegro, Mauro Mendonça, Rosamaria Murtinho e Natália Thimberg, atores que ele sempre admirou.

 

texto: Simone Magalhães

fotos:  Fco. Patrício

PRIMEIRO CAPÍTULO


Agora que já contei o happy end. Vamos ao início. Assim que cheguei encontrei Romulo Neto, sem sua Cleo Pires, que havia viajado para a Bahia. O ator, que cortou o cabelo para nova fase Robertão, estava louco pra perguntar ao autor da novela o que ia acontecer. E constatou que é verdade o que andam dizendo por aí: seu personagem vai bombar como modelo de cuecas a ponto até de sair da foto de um outdoor para satisfazer a imaginação de uma certa criatura. E enquanto Romulo se preparava para entregar o prêmio de Revelação, Aguinaldo estava no maior conversê com duas performers m a r a v i l h o s a s: Isabelita dos Patins, com seu indefectível leque, que dá um susto a cada abrir e fechar, e Rogéria, que conhece o autor das priscas eras: ‘Desde que nós éramos meninos’.
E o seleto público da noite ia chegando: Cid Moreira, Serginho Groisman (louco por selfies, não parava um segundo), Waleska Popuza, num vestido lilás comportadíssimo, Alexandre Borges, sozinho (ou não? fica a pergunta), Regina Casé & Cia do Esquenta, que não levaram nenhum prêmio, Humberto Martins, Joaquim Lopes, Paulo Vilhena, e muito mais. Estavam no salão também Isabel Fillardis, Nivea Stelmann, Cristiana Oliveira, Françoise Forton, Lady Francisco, enfim, foi a hora de matar a saudade de muita gente.

 

SEGUNDO CAPÍTULO


Começa o espetáculo. Demorou, porque Fernanda Paes Leme teve um atraso, mas Tiago Leifert, seu par no comando da apresentação das categorias, explicou isso em texto postado em vários monitores no salão. E lá foi Romulo Neto fazer Viviane Araújo chorar de emoção. A bela agradeceu a todos, e disse que o prêmio era dedicado a seu pai, que faleceu antes de começar a novela. Logo depois, foram indicados os seis candidatos a Melhor Personalidade no Esporte. Palmas para todos, menos para Galvão Bueno, cujo nome levou vaia da plateia. Quem ganhou foi a competente Fernanda Gentil, que agradeceu a Giba, do vôlei, a entrega de seu primeiro prêmio. Depois, subiu ao palco Sérgio Mallandro para dar a estatueta ao Melhor Programa de Humor. Ao abrir o envelope, ele revelou: “Ih, houve empate!”. Burburinho entre o público. “É empate!”, repetiu o cantor de Vem Fazer Glu-Glu.E acrescentou, em seguida: “Pegadinha do Mallandro!!”. Risada geral. Só que as ganhadoras, Fernanda Torres e Andrea Beltrão, não foram receber os louros por Tapas e Beijos. Assim, Flavio Migliaccio e Érico Brás receberam por elas.
Logo é a vez de Aílton Graça extravasar sua alegria por estar ali: é chamado por Cris Vianna para ganhar seu prêmio. O ator, que foi aplaudido de pé, agradeceu, “primeiramente a Deus e aos Orixás”. Depois, quando dirigiu-se a Aguinaldo Silva, ficou emocionado. Em seguida, contou que fez “umas palhaçadas em cima da mesa do Papinha e disse: ‘Eu quero esse papel, a Xana é minha’”. Que foi atrás da verdadeira Xana Summers, mas que ela já havia falecido, e agradeceu às entidades LGBT, e à esposa.
Já o Melhor Figurino foi o de Meu Pedacinho de Chão. Leticia Bierkheur, linda num longo preto com recortes no ombro, chamou Thanara Schönardie para receber a estatueta, e a figurinista falou sobre a alegria de poder criar e inovar a cada dia. E que, em dezembro, na Biblioteca Parque, no Centro do Rio, haverá exposição dos figurinos usados na novela.
O ator Jonatas Faro chamou a ganhadora de Melhor Ator/Atriz Mirim, Mel Maia, mas como ela pôde ir, mandou seu representante, o fofo JP Rufino, que leu um bilhete de agradecimento da pequena protagonista de Joia Rara. Cid Moreira soltou seu vozeirão para dizer que a Melhor Apresentadora era Fernanda Lima, em Amor & Sexo. A loura foi ao palco animadíssima, abraçou os dois apresentadores e companheiros de Superstar, e agradeceu até ao maridão, Rodrigo Hilbert, por ficar com os dois filhos, em casa, enquanto ela estava ali. O Melhor Programa, The Voice, trouxe ao palco direção e equipe da atração, além, é claro, de Tiago Leifert fazer seus agradecimentos. Mais duas categorias antes da homenagem da noite a Fernanda Montenegro: Melhor Maquiagem, ganha pelo maquiador Rubinho e sua equipe, e Melhor Série, Amores Roubados.

 

TERCEIRO CAPÍTULO


Poderia ter sido melhor resolvida, mas não deixou de ser interessante louvar vida e obra de Fernanda Montenegro com Edney Silvestre, Arlete Salles, Fernando Eiras e Natália Thimberg lendo frases da veterana atriz. Um problema de som, deixou o primeiro texto, na voz de Edney, incompreensível para a plateia. Mas logo foi solucionado,e o jornalista repetiu o que havia lido. Em seguida veio a reprodução de uma cena emblemática – a do café da manhã entre Charlô (Fernanda) e Bimbo (Paulo Autran), em Guerra dos Sexos – interpretada pelos atores mirins, Kiria Malheiros e JP Rufino. Apesar de os dois estarem afiados, a cena poderia ter sido mais curta e ágil. Bom que, no final, a eterna copeira Olivia (Marilu Bueno) apareceu em cena. E Fernandona subiu ao palco, com Mauro Mendonça, logo depois chamou Rosamaria Murtinho,que chorava de emoção.
A grande dama do teatro abraçou todos que leram suas frases, e disse: ‘A gente não faz uma vida dessas sozinha. É uma arte que não se faz na solidão. Às vezes é um saco, a gente tem que aturar a neurose coletiva, e a neurose coletiva aturar a neurose. Mas estou feliz porque não estou aqui sozinha. Muitos já se foram, mas nós estamos aqui. E quero dizer que valeu a pena, que vale a pena. Eu não conheço nada melhor do que isso aqui (apontando para o palco). Agradeço profundamente emocionada”. Depois, falou da amizade por Natália. “Sobrevivemos, não no cansaço, mas na realização. Estaremos juntas na próxima novela do Gilberto (Braga). Num encontro de muito carinho, muita intimidade e afeto”, observou Fernanda sobre as personagens, que terão uma relação homossexual.

 

QUARTO E ÚLTIMO CAPÍTULO


E veio a cereja do bolo, ou melhor, vieram as cerejas: as categorias mais aguardadas. Joaquim Lopes leu o nome de Giovanna Antonelli como Melhor Atriz Coadjuvante, mas como ela não pôde comparecer, o ator-mirim Vitor Figueiredo, que interpretou seu filho na trama Em Família, recebeu o troféu por ela. Em seguida, o momento Joel Santana da festa: ao chamar Dan Torres, intérprete da Melhor Música de Novela, Valeska Popozuda se atrapalhou com a pronúncia de Lucy in the Sky With Diamonds. Ela tentou, tentou de novo, mas acabou entregando a Deus. E todo mundo riu e aplaudiu.
Na hora da Melhor Atriz, Serginho Groisman fez um certo suspense, e chamou Lília Cabral, que, emocionada, deu um selinho no marido, um beijo na filha e outro em Aguinaldo Silva. “Muito obrigada porque essa é uma festa popular, e receber esse troféu das mãos de vocês é maravilhoso”. E terminou agradecendo à família, “pela paciência”, à equipe de IMPÉRIO, aos amigos presentes e ausentes, e ao autor da novela. E ainda brincou: “Queria dividir esse prêmio com meus colegas, com o comendador, meus filhos, minhas noras, a bastarda, a tia da bastarda…”. E todo mundo riu. Animadíssimo, Alexandre Nero, recebeu a notícia de que tinha sido escolhido o Melhor Ator. Subiu ao palco, simulou um beijaço em Tatá Werneck, que leu o resultado, e pediu desculpas à esposa, Karen, que estava na mesa:
“Quando li sobre o personagem, pensei: ‘Eu sou o cara!’, mas depois tive dúvidas, acabei fazendo, e deu tudo certo. Eu com a Lília, com meus filhos galalaus – ninguém diz que o Caio Blat é 12 anos mais velho do que eu! (risos gerais). E agradeço a Val, a Shirley e Gabi pela maquiagem esplendorosa, ao público, aos que me aturam, ao Papinha – você é mestre! E Aguinaldo, não sei o que você viu em mim fora o meu corpo perfeito e meus olhos azuis”. Mais risadas.
Fechando com chave de ouro, Vera Fischer antecipa quem é o ganhador ao dizer que ela participou de uma minissérie dele, Riacho Doce (1990). E chama ao palco Aguinaldo Silva, que é aplaudido de pé. O autor conclama a equipe de IMPÉRIO para acompanhá-lo. “IMPÉRIO é o que é, IMPÉRIO somos todos nós”, define o novelista sob muitos aplausos..
Terminadas as premiações, vêm os shows da Banda Carrossel de Emoções – com muito funk, samba e participações especialíssimas de Viviane e Aílton, que não resistem e voltam ao palco para dançar -, de Naldo Benny e de Valeska Popopuza – que está certíssima quando manda beijinhos no ombro contra invejosos. É, porque para tantos talentos e prêmios assim, só beijinhos sem ter fim!

 

 

 

 

 

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O COMENDADOR MORREU!

»Públicado por em nov 10, 2014 | 24 comentários

 


Estou triste. Acabei de escrever a cena em que o comendador morre. Sim, ele morre e é enterrado… Mas alguma coisa surpreendente sempre pode acontecer no terceiro dia, não é mesmo?

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