NOTÍCIAS DO”FRONT” CARIOCA!
Posted on : 25-11-2010 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital
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Sabem qual era o verdadeiro segredo de Gérson? Falta de imaginação. Coitado do rapaz! Atormentar-se tanto por causa de uma coisa que todo mundo faz?…
1, Primeiro foi Ana Paula Arosio, depois Fábio Assunção (na foto abaixo)… Gente, a produção da próxima novela das oito deve procurar urgentemente o Pai Gentil e pedir uma sessão de descarrego. Eu, hem?

2, Aquele rapaz que se parece demais com o Luiz Fernando Guimarães, mas só se a gente não prestar muita atenção nos detalhes, vai voltar às novelas, dessa vez como um arquivilão. Espera-se por momentos de alta comédia na próxima das seis.
3, Enquanto aqui no Brasil os atores não sabem se fazem ou se não fazem, se trabalham ou se não trabalham, nos States a lindinha Júlia Roberts faturou 2,7 milhões de dólares só pra aparecer num comercial no qual não diz nem uma palavra. O que eu acho disso? É o capitalismo, estúpidos!
4, Parabéns ao pessoal do Casseta por saber a hora certa de largar o osso. Tem gente que não sabe e fica pairando no ar como verdadeiras almas penadas. Agora o que eles vão fazer é descansar, pensar, planejar e voltar com tudo novo de novo. Eu poderia, sem pestanejar, elaborar uma lista de pelo menos cinco programas de tevê que deviam fazer o mesmo.
5, A julgar pelo que anda acontecendo com um certo casal, o programa de reprogramação sexual de um certo canal de televisão paulista está se revelando um verdadeiro fracasso. De quem estou falando? Não digo nem que me torturem!
6, Como o meu patrão prateado está flanando em Nova Iorque, aproveito para escrever menos… Mas não tanto. A qualquer momento posso entrar aqui no nosso espaço virtual de novo.
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José Júnior, do Afro-Reggae, diz que negociou a rendição com os líderes do tráfico do Morro do Alemão. “Alguém aceitou a sugestão?” – pergunta o repórter. “Muitos se entregaram”, responde o entrevistado. Ignácio Caño, o sociólogo argentino, agora professor de uma universidade pública brasileira, que apareceu no Iraque prometendo servir de escudo para Sadam Hussein pouco antes deste ser deposto, responde às dúvidas dos leitores de O globo sobre a ação da polícia. Como as opiniões de Ignácio já são bastante conhecidas, é inútil perguntar – suas respostas serão sempre contra a ação da polícia e do Estado. Faltou, neste circo dos que pegam carona nas atribulações do momento, aquele pastor pentecostal (cujas adeptas usam saias até o tornozelo e são proibidas de cortar os cabelos), que sempre vai lá e negocia com os bandidos… Mas aí, se ele fizesse isso, pelo menos dessa vez ia bater de frente com o José Júnior. E se querem saber do que eu mais gostei do noticiário todo até agora foi de ver a foto de Zeu, na qual a bermuda do homem que matou Tim Lopes aparece toda mijada. Pois é: quem tem ânus, um dia sempre descobre que tem medo… Ah: gostei também de Lula a sair da casca e dizer,depois que a polícia carioca se esfalfou e fez tudo: “demos o primeiro passo!” Foi mermo?
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COM VOCÊS EM NEW YORK!

Estava eu, linda Inês posta em sossego lá em Lisboa, quando, não mais que de repente, pensei: será que a TAP tem vôo hoje pra Nova Iorque?…
Vocês já leram esse começo de história com algumas variações? Já sim, pois, de tanto conviver comigo, já aprenderam que eu não posso ver um avião, e já tou dentro. Se houvesse a designação de “Maria Querozene” pra quem adora andar de jato, eu sem dúvida a mereceria.
Resumindo: a TAP tinha vôo pra Nova Iorque, sim… Eu entrei naquele avião, é claro… E agora estou aqui, a flanar nessa verdadeira Babel que, por mais que os fundamentalistas se rasguem todos e seus camelos berrem de tanto ódio, é a última esperança branca e a capital do mundo!
O que vim fazer? Ir ao teatro, aos museus, ver King Tut, a exposição da boneca Tutankamon, que está fazendo sua última tournée mundial antes de se recolher, de uma vez por todas – que mau gosto – ao Cairo…Quanto não muito longe, porém ao Norte, naturalmente, ele sempre poderia ter Paris…
Enfim, estou escrevendo assim, de modo meio aleatório, ainda por conta do jet lag, por isso, por enquanto, fiquem apenas com minhas fotos aí em Times Square…
E não se preocupem, que depois eu volto!

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VAMOS PARTIR PRA CIMA!

Ontem à noite: 23h45m em Lisboa. Um frio de 8 graus lá fora. Estou na minha sala, com o aquecimento ligado e sob a manta de pele de urso, a ver a quinta temporada de “Closer”: quem diria, ao assistir ao episódio piloto, que esta série ia durar tanto e fazer tamanho sucesso? É quando um trinado anuncia que acabou de entrar uma mensagem no meu celular brasileiro.
Resmungo um PQP – “a essa hora?!” – levanto e vou ver do que se trata. É do Departamento de Assinaturas de O Globo, jornal que assino a quase meio século, e diz o seguinte:
“Com o agravamento da situação na segurança pública do Rio de Janeiro, seu jornal de 26/11 pode chegar atrasado ou não ser entregue. Desculpe o transtorno. O Globo”.
Leio a mensagem, depois olho pra televisão, vejo lá a imagem que congelei antes de levantar pra ler a mensagem – a de um cadáver recém-descoberto pela super-detetive Brenda Leigh Johnson – e reajo horrorizado. Vou até o DVD, tiro o disco da série e decido que, nesta noite gelada e solitária, a única coisa que posso ver a partir de agora sem que me cause sérios danos é um musical, de preferência “Cantando na Chuva”… Pois só existe um meio de me manter são depois de receber uma mensagem como esta: é fugindo de uma vez por todas da dura, fria e cruel realidade.
Vejam bem: estou a mais de sete mil quilômetros de distância do Rio de Janeiro, onde nenhum tiro de AR-25 disparado lá conseguiria me alcançar… Mas, mesmo assim, me sinto inseguro. Penso nas pessoas que deixei pra trás e a quem amo; naqueles a quem nem conheço mas com as quais, por uma questão de sensibilidade, sempre me senti solidário; penso na cidade a que amo e odeio, mas na qual vivo desde 1964, e no estado de absolutos caos e anarquia a que ela chegou nesta última semana…
E choro.
Porque sinto que o Rio não merece isso – nenhum lugar do mundo, nem mesmo Cabul ou Bagdá com seus fundamentalistas ensandecidos o merece -; mas se a cidade chegou a esse ponto a verdade é que não se pode negar que seus moradores, com a irresponsabilidade que eles apregoam ser a melhor virtude dos cariocas, contribuíram para isso.
Não adianta dizer que tudo começou com a política de incentivo à criação de favelas e com a interpretação muito pessoal da política de Direitos Humanos por parte do governo Leonel Brizola… Sim, tudo começou lá, mas só começou porque nós, os cidadãos, os eleitores, assim o deixamos.
Agora pagamos este preço altíssimo que faz com que eu, aqui em Lisboa, trate de fechar minhas janelas todas, pois mesmo a mais de sete mil quilômetros de distância desse olho do furacão que é o Rio de Janeiro ainda assim me sinto desamparado e inseguro.
Hoje de manhã, às 05h50m: mal acordo e vou ler on line o jornal que por causa da violência, talvez nem chegue aí em minha casa. E a matéria principal da página de rosto me deixa um pouco menos preocupado: ainda que tardiamente o governo federal resolveu cumprir a sua parte e botar o Exército na rua. Oitocentos soldados, com armas especiais e blindados (foto), a essa altura já devem estar ajudando no policiamento aí da cidade que alguns desavisados insistem em chamar de “maravilhosa”.
Esperemos que eles sejam suficientemente firmes e implacáveis,e que combatam o bom combate sem tréguas – rua a rua, casa a casa, morro a morro, até que a paz reine de novo e a tal cidade “maravilhosa”, possa se tornar, mais uma vez, digna desse nome.
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ÉS COLEGA DO BOZÓ?
Como vocês ficaram fartos, congelados, mortos de tanto saber: eu fiz duas master classes, cada uma com 15 alunos, cuja soma no total rendeu 30 brilhantes roteiristas. Findos os cursos, e após muitas marchas, dismarchas e contramarchas, o que aconteceu com eles? Bem, eu posso pelo menos dizer o que aconteceu com parte deles.
Dos 30 meus ex-alunos, 10 neste momento estão contratados por um canal de televisão famoso por ser o líder inconteste e indiscutível de audiência!
É mole, ou vocês querem mais?
Primeiro, os cursos foram de graça. Segundo, ainda era oferecido um coffee break supimpa. E terceiro, depois que eles terminaram, um terço dos alunos, devidamente recomendados pelo professor emérito e metido a besta, conseguiu encaminhamento na vida, ou seja: EMPREGO!
Claro que minha próxima master class 3, que deve se realizar no ano que vem, na mesma época e no mesmo batlocal, contará com milhares de candidatos…
Mas eu vou logo avisando: no processo de seleção, os que foram comentaristas habituais aqui do Portal ganharão pontos. Trocando em miúdos: nada de aparecer no último instante fingindo que é íntimo meu no universo virtual sem na verdade ter sido… Pois os nomes dos que aqui escrevem já estarão, desde o primeiro comentário, no meu caderninho de possíveis futuros alunos.
Por isso quereeeeedos, se querem se habilitar à master 3 e, quem sabe, ostentar no peito, no futuro, um crachá daquela canal de televisão superfamoso…
ENTRE AQUI E COMENTEM, SEUS ZÉ RUELAS!

Na foto aí em cima, cinco ex-alunos meus, escolhidos por mim pra colaborar no seriado Lara com Z, que, se tudo correr bem, ficará no ar pelo menos uns cinco mil anos: Daniel Berlinsky, Ricardo Hautequestt, Tatiana Contreiras, Simone Mousse e Fátima Diniz.
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A BATALHA DO RIO DE JANEIRO!

Aqui em Lisboa, recebo do Brasil relatos aterradores sobre a situação de caos e violência em que o Rio de Janeiro se encontra no momento: bandidos fortemente armados ocupam em ações relâmpagos as ruas da cidade, com o objetivo de semear o terror entre seus moradores e assim levá-los a defender seus reais objetivos, que são: fazer com que o Estado interrompa o combate ao tráfico e à milícia, e conceda novamente a estes o poder de ocupação das favelas.
Não pode haver meias palavras: o que se tem no Rio de Janeiro nesse momento é uma sublevação por parte de grupos organizados. Isso não é apenas um problema policial, é uma questão de segurança nacional. E questões de segurança nacional, em qualquer lugar do mundo, se combatem com o uso das forças armadas. Aos que ficarem chocados com minhas palavras lembrarei que o nosso exército fez e faz isso, com extrema competência, no Haiti que, neste momento, mais que nunca é aqui.
Não vou nem falar do nojo que os sociólogos de esquerda, sempre a ver intenções criativas e positivas na ação dos marginais, manifestam, em relação ao tema; mas os pruridos com que governos – estaduais e federais – reagem à participação das forças armadas em episódios como este beiram a suspeita.
Por que não?
Os bandidos lançam um desafio ao povo do Rio de Janeiro e às forças da ordem que devem ter resposta firme. E “resposta firme” só tem uma tradução - significa combate total. Intelectuais dizem nos jornais que a culpa é da política “desastrosa” de combate ás drogas. Pra mim, quando afirmam tal sandice não passam de cúmplices da violência. A palavra de ordem, não só para as forças da lei, mas também para os cidadãos, que não podem ficar reféns da desordem é: resistir!
Em sua edição de hoje o jornal Folha de São Paulo ouve dois autores de novela, Manoel Carlos e Marcílio Moraes, sobre o assunto. Como este Portal trata preferencialmente de assuntos relacionados com a televisão, selecionei duas respostas, uma de cada autor, para que vocês tenham uma idéia do que eles pensam. Vocês verão, como eu, que eles divergem sutilmente quanto à questão… Que é também ideológica.
FSP a Manoel Carlos: você acredita que as UPPs são uma boa solução para conter o crime organizado no Rio? Acha que o governo está no caminho certo?
R.: acho que o governo do Estado está trabalhando muito, assim como as forças policiais. Temos um secretário de segurança muito preparado e que toma decisões com coragem e serenidade. Acho mesmo que nesses quase 40 anos em que moro aqui, nunca tivemos uma política de segurança tão nítida e eficaz. E uma das provas dos seus acertos está refletida na violência que explode neste momento. Os bandidos estão incomodados e querem intimidar, espalhando o terror. Quanto às UPPs, até onde eu sei, são uma medida forte e ao mesmo tempo pacífica. Entendo que elas protegem os moradores das comunidades, mas não alcançam o objetivo final. Me parece que elas expulsam os bandidos dos morros, empurrando-os para o asfalto. Ou para as cidades vizinhas. Ou mesmo para outros Estados. Bandido tem que ser preso. E ela não prende. Gostaria que me explicassem como isso funciona na erradicação da violência.
FSP pergunta a Marcílio Moraes: há quem defenda que, enquanto não houver a legalização das drogas, não será possível sufocar os rendimentos do crime organizado no Rio. Você acredita nessa tese? Ou acha que apenas a força policial será capaz de conter os criminosos?
R.: a meu ver a política de combate às drogas é um total desvario. Desencadear uma guerra para tentar impedir que algumas pessoas fumem maconha ou cheirem cocaína não faz o menor sentido. A começar pelo fato de que a guerra é perdida. As pessoas continuam se drogando da mesma forma. Eu nunca fui consumidor de drogas. Mas acho que é uma questão privada e não pública. Quem quiser se drogar que se drogue. Garanto que não vai se criar uma situação pior do que a atual.


































































