LARA COM Z… DE PICANHA!
Posted on : 28-01-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital
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Oh my God! – essa vida social acaba comigo! Além de depurar o texto de “Lara com Z”, fazer reunião via skype com os roteiristas de “Laços de Sangue”, e escrever um primeiro capítulo deslumbrante de “Fina Estampa”, ainda tive ontem dois compromissos sociais importantíssimos e inadiáveis. Ao primeiro eu fui: o jantar de comemoração com os roteiristas de “Lara com Z”, ao qual compareceu até o mais novo dos meus colaboradores, o jovem e promissor Bernardo, de dois meses, que ficou o tempo todo no colo da mamãe Simone Mousse (vide foto). Além desta, com seus respectivos e respectivas, lá estavam a partir da esquerda: Tatiana Contreiras, Fátima Diniz, Daniel Berlinsky, Ricardo Hautequestt, Maria Elisa Berredo…
E, naturalmente, o sexy, gostosão e lindo de cabelos prateados que vos fala, e que estava sem “respectivo” ou respectiva”, pois fez votos de castidade e está prestes a entrar na Ordem das Carmelitas Descalças da Observação e Contemplação da Vida Divina.
Ao segundo compromisso não pude ir, porque o primeiro, no Porcão de Ipanema, terminou tardíssimo. Não fui, mas mandei um enviado especial aqui do Portal, mas “viado” do que “en”… Ninguém menos que Matilde Bocão! Foi o lançamento dos livros “Carmen Verônica – o riso e o glamour”, uma biografia, da própria, e “As Grandes Vedetes do Brasil”, de Neyde Veneziano. Cliquem no link à direita e leiam na coluna da Matilde o texto engraçadíssimo que ela escreveu… No qual, de tão empolgada, esqueceu de incluir o mais importante: os títulos dos livros, bicha!
Quer saber das novidades, então clica na minha coluna
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VAMBORA SUBIR A SERRA!

Volto ao Locanda della Mimosa e dou sorte, pois encontro Dânio Braga at work. Janto espetacularmente um menu degustation “desenhado” por Lílian Braga, com quem partilhei a mesa junto com mais dois amigos. Para acompanhar, vinhos fantásticos, inclusive um grego que veio com a sobremesa e, por Zeus!, era divino. Horas e horas da mais pura conversa transcendental e depois, uma visita à adega, que é uma espécie de templo em honra da civilização e dos excelentes costumes.
Noite adorável.

Lília, que foi mãe aos 53 anos, é uma das mulheres mais interessantes com quem já conversei. Dânio Braga é um chef soberbo. E o Locanda della Mimosa, que os dois criaram como se fosse um filho, é uma instituição que deve ser preservada a qualquer preço.
Estou em Itaipava há uma semana, e me sinto na obrigação de vos dizer que, em relação a Petrópolis, quando fala do temporal recente a mídia está exagerando. Apenas uma parte muito pequena da cidade foi cruelmente atingida (e destruída): o Vale do Cuiabá. O resto nada sofreu, e continua agradável.
Por isso, a coisa mais esdrúxula que ouvi após o desastre saiu da boca do próprio prefeito de Petrópolis, Paulo Mustrangi, ex-bancário e sindicalista, que apregoou aos quatro ventos:
“Não subam a serra!”
Quando deveria dizer justamente o contrário, e não estaria mentindo. Pois, repito, a não ser no Vale do Cuiabá, o município de Petrópolis saiu intacto do temporal. E especificamente em Itaipava, com a qual tenho uma ligação muito especial, continuam funcionando a pleno vapor as pousadas, os restaurantes e o comércio.

Por isso, resolvo cumprir aqui o meu périplo de sempre, ou seja, ir aos restaurantes e às lojas mais simpáticas, mas dessa vez com uma missão a cumprir: gastar dinheiro. Pois é assim que se ajuda uma região que vive do turismo – indo lá e consumindo. E não fui eu quem descobriu essa receita, foi o próprio ex-Presidente Lula que, num momento de crise global, recomendou aos brasileiros: “gastem tudo!”.
Estava certíssimo.
Assim, deixo em Petrópolis um pouco dos meus suados caraminguás e aconselho a todos que amam aquele local: façam o mesmo.
(Em tempo: o Prefeito Mustrangi voltou atrás. Em nota oficial divulgada ontem, fez o mesmo que eu e pediu às pessoas que subam a serra. Fez muito bem)
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Mistério atrás da porta verde!
Todo mundo me pergunta:
“Por que Lara com Z?”
E eu dou a mais arrogante de todas as respostas:
“Porque eu quero, ora bolas!”
Mas não é bem assim. “Lara com Z”, o spin off de “Cinquentinha”, tem esse título por uma razão muito especial. Ela só será revelada a certa altura do seriado; e é o que nos remeterá à segunda temporada que, tudo indica, será produzida no próximo ano.
“E você não vai nos dizer que razão é essa?” – é o que agora me perguntarão.
E eu responderei que não, ora bolas de novo, não vou dizer por que, se eu o fizer vou estragar a surpresa, e não haverá nenhum impacto quando ela for apresentada a vocês no decorrer do seriado estrelado por Susana Vieira (na foto abaixo).

De qualquer modo, uma coisa eu já posso antecipar: mais do que quaisquer das minhas obras televisivas (hum! Gostei disso…), “Lara com Z” terá uma história toda baseada em grandes viradas. Haverá uma surpresa a cada cena… E de cada cena as personagens sairão – como é de praxe na melhor dramaturgia – modificadas.
O que significa isso? Significa que todos os que se envolveram com a escritura do seriado botaram nele a própria alma! Isso não devia ser novidade nenhuma na teledramaturgia, gênero no qual os roteiristas são mais bem pagos que em qualquer outro… Mas a tentativa de ir além dos próprios limites, e assim justificar o que lhes cai na conta bancária todos os meses, não é o que se vê nos trabalhos mais recentes dos nossos queridos roteiristas, incluindo esse que vos fala.
Seria por que, no fundo, não levamos o nosso trabalho a sério, e achamos que ele pode ser feito nas coxas?…
Ou ainda seria por que o que aspiramos mesmo é escrever “Leite Derramado” e nos tornarmos todos clones do late Chico Buarque de Holanda?…
Qualquer que seja o motivo: mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa – eu também já andei praticando o “não tem tu, vai tu mesmo”… Só que me arrependo mortalmente disso.
O que me salvou é que, de uns tempos pra cá, nunca fico feliz ou satisfeito com o que escrevo, e a expressão que mais uso para classificar o resultado dos meus trabalhos é: que merda! Mal acabei o 14° episódio de “Lara com Z” ontem à noite, tratei de relê-lo e fiquei horrorizado, pois pensei:
“Meu Deus, eu podia ter me esforçado mais e feito melhor que isso!”
Se este sentimento de frustração é bom ou ruim?
É uóóóóóóóóóóóóóóóóoóóóóóóóóóóótimo!
Pois é ele que nos move e nos faz ir além e mais além… Na esperança de um dia conseguir enxergar o que está escondido atrás da Porta Verde.
(Agora vão me perguntar:
“Mas que droga de porta verde é essa?”
E eu responderei:
“Não sei, acabei de inventar… Mas não ficou legal pra fechar o texto?…”)
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E AÍ, VAMOS PASSAR O
FIM DE SEMANA JUNTOS?
Fim de semana chegando e você só pensa em praia ou ensaio de escola de samba, seu Zé Ruela?
Então vai-te catar!…
Porque tem coisas bem melhores pra fazer no Rio de Janeiro fora do circuito labiríntico que sempre vai dar num botequim sórdido da Lapa, ou na barraca do Pepê (alguém ainda aguenta aquilo?), ou numa quadra de escola de samba, entre um tiroteio e um arrastão de traficantes, no meio de lugar nenhum. Eu digo isso porque sei. E se você está interessado nas minhas dicas, então leia aí embaixo… E eu te garanto que nenhuma delas vai te fazer passar o vexame de se submeter a um teste de bafômetro numa blitz da Polícia Militar.
A PEÇA:
É um musical: “Hair”.
Um espetáculo de Charles Moeller & Cláudio Botelho no Teatro Oi Casa Grande.

A primeira vez que vi “Hair” foi aqui mesmo no Rio, no antigo Teatro República, onde hoje funciona a TV Educativa. Não me lembro se Ney Latorraca, José Wilker e Antônio Fagundes, do elenco original paulista, ainda faziam a peça quando a vi, mas sei que Zezé Mota e Sônia Braga estavam lá. No dia em que eu fui também compareceu ao teatro a Seleção Brasileira campeã mundial de 1970, e claro, elenco e platéia enlouqueceram ao ver Brito, Jairzinho & companhia bela assim, tão pertinho deles… E todos entusiasmadésimos. Pra falar a verdade, não curti muito o espetáculo. Achei tudo freak demais até mesmo pro meu (mau) gosto da época: aqueles cabelos, aqueles andrajos, aquela sensação de que ninguém ali no palco tomava banho há uma semana… Mas havia a famosa cena em que todo mundo ficava nu, algumas músicas me ficaram na cabeça… E o fato é que “Hair” é um ícone dos anos 70, os espetáculos da dupla Moeller & Botelho são sempre caprichadíssimos, por isso, 40 anos depois, vale a pena revisitá-lo.
O FILME:
Não está no cinema, mas você pode vê-lo no seu home theather, a salvo (de novo) das blitzen da PM e do concurso nacional de balas perdidas… E no seu blu-ray!
Falcão Negro em Perigo.
Do mestre Ridley Scott.
Lembram daquele filme-patacoada que ganhou o Oscar no ano passado? Claro que não, ninguém lembra mais, era um filmeco… E nem chegava aos pés do original, que é este filme arrasador de Ridley Scott sobre a loucura da guerra em território alheio, por causas que os soldados nem ao menos sabem direito quais são. Veja com calma, use e abuse da tecla que lhe permite recuar e ver de novo… E no final você terá aprendido uma lição sobre o que é cinema de verdade, e não contrafação.
O LIVRO:
Truman Capote [ensaios]
606 páginas, Editora Leya.

Eu me sinto suspeito pra falar de Truman Capote, já que sou fanzoca do baixinho e o considero o maior contista norte-americano do século XX – pra mim, TC é o Tchecov deles. Além de mestre contista, ele foi também roteirista eventual, um grande romancista, e um ensaísta de mão cheia. E são justamente os seus ensaios que estão reunidos neste volume monumental, entre eles “Ouvindo as Musas”, um relato alentadíssimo sobre a tournée do musical “Porgy e Bess” a Moscou, à qual Capote foi agregado como uma espécie de “correspondente de guerra”. Leiam com atenção e muita calma, pois TC é, acima de tudo, um estilista. E não se deixem impressionar pela palavra “ensaio”, pois o que este escritor faz nos seus textos é abordar, de forma pessoal e intransferível, o que ele acha que deva ser o significado da vida.
MEU FIM DE SEMANA:

E agora vocês me perguntam:
“E você, seu Zé Ruela, o que vai fazer no fim de semana?”
Ah quereeedos, vou continuar na minha querida Itaipava, cuja vida não foi afetada pelos temporais recentes aqui na serra, e é sempre adorável. Vou ler junto com vocês o livro do Truman Capote, ver mais alguns episódios do seriado “Spartacus” (sim, estou curtindo, depois comento)… E no domingo vou comer um belo de um bacalhau lá em Araras, especialmente preparado pela minha querida Vera (que aparece comigo na foto) no restaurante “Oliveiras da Serra”. E antes que alguém pense que isso é merchandising, vou logo avisando: comigo não tem esse negócio de comer de graça – eu sempre pago!











































































