SOFRER É VIVER, DISSE GRISELDA

Posted on : 21-04-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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CHEGA DE PICHAS MURCHAS!

 

A comentarista Jessica dixit:

“AGUINALDO, esclarece minhas duvidas por favor…

“Primeiro: Saiu que a Protagonista de Fina Estampa Carolina Dicma  (sic) só vai entrar na novela depois de um mês que estiver no ar…. A PROTAGONISTA NÃO ERA LILIA CABRAL??

“Segunda: Saiu na midia que a Eva Wilma Sera (sic) a grande VILÃ de Fina Estampa… MAS A GRANDE VILA NÃO ERA A CHRISTIANE TORLONE???

“Terceira: Você  (sic) teria a coragem de abandonar o barco se Malvino Salvador sair da novela??

(SIC) . e Obrigada”

Aguinaldo Silva respondeu:

Jessica qaereeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeda, se você for acreditar em tudo o que publica a imprensa especializada na cobertura de televisão, você está, com licença da má palavra, phodida e mal paga. Tudo que você diz aí não tem nada a ver, é tudo mentira ou desinformação proposital. Lília Cabral continua sendo a protagonista, Torloni a antagonista, e Carolina Dieckmann entra depois como aquela personagem inesperada, que sempre tem nas (ótimas)) novelas como as minhas, pra bagunçar ainda mais o coreto. Quanto a Malvino Salvador, eu não sairia da novela se o tirassem, só quis deixar bem claro que se o tirassem eu ia armar o maior barraco… E em matéria de barraco minha fofa, sai de baixo porque o Aguinaldo Silva aqui também é campeão de audiência…

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E DEUS CRIOU A PICANHA!

 

No “Brasileiríssimo” a cada dia mais bombado (na foto acima) um almoço de roteiristas, produtores e atores (abaixo). Pela ordem dos ponteiros do relógio: Rui Vilhenna, Joana Jorge, Célia Caeiro, aquele senhor de cabelos prateados, Paulo Rocha e José Pinto Carneiro. E vejam só o tamanho da picanha na última foto: vem com tudo isso e mais o feijão e a farofinha separados!

 

 

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ASSÉDIO SEXUAL É CRIME!

 

Primeiro vamos ler o comentário de FRED, um jovem candidato a ator, enviado a este espaço e, mais especificamente, a Aguinaldo Silva:

Oi Aguinaldo, meu nome é Fred, tenho 24 anos e sou ator, estou precisando muito de uma oportunidade. Sou bonito, 1.89 de altura, moreno claro, olhos verdes, corpo definido e fico muito bem no video. Faço qualquer ponta em suas novelas, até mordomo, gay, pilantra, ladrão, taxista, qualquer coisa. Só preciso de uma chance para mostrar meus dotes artisticos.

E para voce até o teste do sofá eu libero, posso te mostra todos os meus “grandes” talentos,  na hora que você quiser.

Mas se você não quiser o teste do sofá por já estar casado, pode me indicar a algum diretor ou outro autor que tope me testar, tenha certeza de que não irão se arrepender.

Parece meio vulgar esse negócio de me vender por um emprego, mas conheço muito ator que conseguiu se destacar em novelas (inclusive suas) através disso, e muitos são feios ou menos bonitos do que eu e com dotes artísticos bem fraquinhos viu?

Então Aguinaldo, pense com carinho ok?

Abraços.

Se você quiser posso te enviar algumas fotos minhas para você avaliar.”

Agora vamos ler a resposta de Aguinaldo Silva.

“Meu caro Fred, se algum ator entrou numa das minhas novelas por conta do tal teste do sofá, não foi comigo, porque eu me orgulho de não ser adepto de tais práticas. Não as condeno, e nem mesmo sei se elas realmente existem, porque não me cabe a função de palmatória do mundo. Mas não vejo a menor graça em ir pro sofá com uma pessoa que o tempo todo só está pensando em tirar vantagem das minhas carências sexo-afetivas. De qualquer modo, se você é mesmo ator, tem DRT e tudo o mais, pode me mandar umas fotos e, se eu achar que você pode ter algum futuro até o indico para um teste.  Entrarei em contato pelo seu e-mail, mas vou logo avisando: nem pense em sacanagem, porque não é meu gênero. Abraço.”

Por fim o meu comentário, que foi escrito a pedido do meu Mestre Prateado:

Assédio sexual, em qualquer que seja a profissão ou o ambiente, é crime passível de processo, gente. E, desde que um advogado competente cuide do caso, pode render um bom dinheiro de indenização. Dezenas de casos de assédio sexual são julgados diariamente pelo Brasil afora, em geral com penas bastante pesadas para quem assedia, e gordas indenizações pra quem é assediado. Portanto não encarem esse ato hediondo, que não tem nada a ver com sexo, mas com dominação e poder, como se fosse uma coisa natural: não é! E tratem de denunciar quem os assedia, pois é isso que eles merecem. (Meire Siqueira, crítica cricri)

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Tem novidades na minha coluna

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OPRAH ADORA UM

“FRANGO A TIETA”!

Não, eu ainda não fui ao Cantinho do Bem-Estar, lá no Bairro Alto. E isso, pra quem mora em Lisboa há cinco anos, é um pecado mortal. Trata-se de um restaurante mínimo aberto por um chef brasileiro chamado Tiago, em cujas (apenas) cinco mesas já foram vistos comensais do porte de Plácido Domingos, a Princesa Margareth, Monserrat Cabalé, Ayrton Senna e, last but not least,  Oprah Wimfrey, que sempre pede o mesmo prato, nada menos do que o Frango a Tieta, que tornou-se o seu preferido desde que lhe disseram ser o nome uma homenagem a uma brazilian whore… Além de Moacir Jardim é claro, amigo pessoal do chefe, e que, neste sábado de Aleluia, levou lá nossa confreira Magdalena Salinas, com quem flanou pelo Chiado e o Bairro Alto o dia inteiro.

Eu não fui, já que tinha almoço marcado com a atriz Luma Costa em outro restaurante estreladíssimo, o da Fortaleza do Guincho. Mas Moacir, que não dorme de touca, me mandou as fotos, que agora publico devidamente legendadas e identificadas.

Uma delas registra o encontro dos dois com a prefeita da cidade alemã de Colônia (onde Moacir mora com o marridão Boddo), em plena Brasileira do Chiado; lá Moacir, que é “assim” com a prefeita, ouviu dela uma notícia em primeira mão que, também em primeira mão, publico aqui: em novembro o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vai assinar com a prefeitura de Colônia um protocolo que as tornará cidades parceiras nas áreas de cultura, tecnologia, turismo, energia sustentável, etc.. Colônia, que já é cidade parceira de Tel Aviv, Bruxelas e Chicago, sem dúvida terá muito que oferecer ao Rio.

Quanto a Moá Garden, pena que o bate-volta dele tenha sido bate-volta mesmo, pois a gente mal se viu e ele, juntamente com Boddo, já voltou pra Alemanha. Mas em junho a gente se encontra de novo, quem sabe em Paris, ou em Barcelona, ou até mesmo em Governador Valadares, de onde esse brasileiro luminoso e bom vivant saiu pra conquistar o mundo.

 

 

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Moá Garden no pedaço!

 

Era pra ser uma sexta-feira santa comme il faut: chovia, fazia frio, gaivotas desorientadas soltavam gritos lancinantes nos céus de Lisboa, quase podia se ouvir o choro e o ranger de dentes vindos de trás dos panos roxos que cobriam as imagens das igrejas. Turistas ocupavam todos os espaços vagos, e a maioria falava espanhol ou russo. Eu, às voltas com o 14º capítulo de Fina Estampa no meu escritório, de robe de chambre e pantufas de pele de carneiro by Jackeline Barroso, pensava:

“Daqui não saio, daqui ninguém me tira!”

Mas aí o telefone tocou, eu atendi com toda má vontade… E do outro lado uma voz risonha, solar, identificou-se:

“É o Moacir Jardim, quereeeeedo, cheguei em Lisboa para um bate-volta rápido, vamos nos encontrar?”

Em dois tempos eu já estava na rua a enfrentar o mau tempo sob o meu guarda-chuva Louis Vuitton. Marcamos na Brasileira do Chiado, chegamos pontualíssimos, e fomos direto para a casa de Olbaque Reis lá no Bairro Alto onde nos esperava – meu Deus, que sacrilégio, numa Sexta-feira Santa – uma panela de feijão!

Comemos e charlamos, charlamos e comemos, rimos de tudo e de todos… E Moacir falou de sua nova empreitada: mesmo sendo legalmente casado com um milionaire alemão ele entrou na universidade lá em Colônia pra fazer enfermagem e está se especializando no tratamento de pessoas idosas!

Eu, cada vez mais convencido de que a partir de certa idade em vez de namorados a gente precisa é de enfermeiros, aprovei com louvor essa nova carreira do nosso Moacir Garden… Que às 22 horas em ponto foi levar o bom velhinho que sou ao ponto de táxi do Largo de Camões, pois pra mim já eram altas horas, mas pra ele a noite ainda era jovem.

Ah sim, a foto aí embaixo. Enquanto eu esperava Moa Garden à porta da Brasileira do Chiado esse rapaz de blusão vermelho não tirava os olhos do meu guarda-chuva Louis Vuitton. Será que ele também é estudante de enfermagem?…

 

(by the way, as fotos não foram feitas por Fco. Patricio. Mas a máquina já está tão viciada que bota o nome dele!)

 

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Toma um peixinho pra você!

Como todos estão fartos de saber, desde que Tadeu se foi para o céu dos gatos que eu vivo só… E adoro isso. Mas a vocês, que preferem viver em boa companhia, com a qual vão certamente almoçar nesta sexta-feira Santa, eu ofereço um mimo: uma das receitas de peixe boladas especialmente por mim – que além de telenovelista do caraças e blogueiro de arrasar sou também cozinheiro de mão cheia – para o cardápio do meu restaurante aqui em Lisboa, o Brasileiríssimo.

Façam-na e se deliciem… E depois nada de saliências, limitem-se a meditar sobre o sacrifício daquele homem que morreu há vinte séculos para nos salvar e continua vivo até hoje.

CHERNE COM CAMARÃO AO

MOLHO DE COCO SUAVEZINHO

(para duas pessoas)

2 postas grossas de cherne

300 gramas de camarões médios, já descascados.

Um bom azeite de oliva

1 limão siciliano

1 vidro de leite de coco

1 porção de açafrão em filamentos

À vontade: pimenta, sal, cebola, alho, louro, manjericão e, no final, coentro.

Vinho branco

Banhe os camarões no sumo do limão siciliano e deixe à parte.

Unte o cherne com o sal e a pimenta. Ponha num tabuleiro – que depois possa ir à mesa – sob uma fina camada de azeite. Leve ao forno, coberto com papel alumínio.

Leve ao fogo, numa frigideira com um pouco de azeite, a cebola, o alho e o manjericão picados. Deixe dourar, e então acrescente o leite de coco e os filamentos de açafrão.

Acrescente meio copo de vinho branco.

Deixe ferver e engrossar, mexendo sempre.

Retire os camarões do sumo do limão siciliano e os acrescente ao molho quando este já estiver          quase cremoso. Marque quatro minutos, tempo suficiente para que os camarões fiquem al dente. Feche o fogo e tampe a frigideira.

Retire o papel alumínio que cobre as postas de cherne, e deixe mais dois minutos no forno. Retire o tabuleiro, derrame sobre o peixe um fio de azeite e em seguida o molho de camarões.

Espalhe sobre o prato o coentro picado a seu gosto.

Sirva com arroz imaculadamente branco.

E não esqueça do vinho: um Alvarinho verde Deu-La-Deu é o que eu recomendo.

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Em nossa primeira reunião com vistas à co-autoria de uma novela, mal entramos no assunto após o consumo dos croquetes e os salamaleques prévios, Gilberto Braga me perguntou:

“Vamos fazer Mildred Pierce?”

Eu, que àquela altura já tinha visto o filme pelo menos cinco vezes (e agora já perdi a conta de quantas vezes o vi), nem titubeei e respondi:

“Vamos!”

E foi assim, de Mildred Pierce, que saiu a inspiração para Vale Tudo, Maria de Fátima e sua mãe, Raquel, e até a profissão desta última, já que Mildred, no filme clássico de Michael Curtiz, começa fazendo bolos e tortas pra fora, depois vira garçonete de restaurante e por fim uma grande empresária do setor de comestíveis na área do catering.

Onde a novela se afastou de uma vez por todas do filme foi na sua “brasilidade”, e no modo como ela se inseriu em sua própria época. Vale Tudo tornou-se tão brasileira que, afinal, não teve mais nada a ver com a inspiração original em Mildred Pierce.

A história do filme Mildred Pierce já é por si só um melodrama. Pouco antes de fazê-lo, Joan Crawford, sua estrela, recebera o bilhete zul da Metro Goldwyn Meyer por ter se tornado um “veneno” de bilheteria. A cena em que Louis B. Meyer a despediu impiedosamente, na versão que circulou a época em Hollywood, foi copiada por mim no começo de Cinquentinha: ao assumir que está levando um pontapé no rabo, Lara Romero diz ao executivo da emissora: “tudo bem, vou pegar minhas coisas lá no camarim”. E ele diz que não precisa: “já mandei sua filha empacotar e levar tudo pra sua casa”.

Foi assim com Joan Crawford na vida real… Mas ela, assim como Lara Romero na ficção, não se conformou com a derrota. Chegou em casa, quebrou tudo que pôde encontrar pela frente, deu uma surra na filha com um cabide de arame, fez uma faxina geral, arrancou todas as ervas daninhas do jardim, e no final certamente disse:

“Quem viver me verá!”

E foi à luta. Pegou o monte de roteiros que guardava sem ler na garagem da casa e, depois de descartar dezenas, chegou ao de Mildred Pierce, baseado num romance de James M. Cain que fizera relativo sucesso. No livro até que não, mas no roteiro, ah! Ali naquelas 80 páginas estava o que se poderia chamar a essência do melodrama.

Mas afinal, o que é o melodrama? No princípio, no século XVIII quando ele surgiu, era a ópera: “o casamento entre música e drama com o intuito de realçar o componente emocional de uma história” (segundo a revista Veja). Mas o advento do cinema lhe deu um novo significado – o melodrama passou a ser considerado o reino das histórias melosas e das interpretações exageradas.

Hoje uma releitura nos mostra que não foi bem assim. O melodrama no cinema, cujo mestre supremo foi o grande, imenso São Douglas Sirk (a volumosa biografia deste “santo” serve de base ao meu monitor aqui em Lisboa), falava (citando a Veja de novo) de “mulheres tão cercadas pelas amarras sociais que acabavam encontrando no sofrimento sua única realização emocional possível”.

Foi isso, essa qualidade suprema do melodrama, que Joan Crawford reconheceu naquele roteiro que lhe fora enviado pela Warner Brothers, um estúdio por cuja porta uma estrela da Metro jamais passaria… Se não tivesse caído em desgraça, como era o caso de Joan. Ela aceitou fazer o filme…

E o resto é história. A sua carreira, que naquele ano de 1946 parecia estar em fase terminal, graças a Mildred Pierce adquiriu novo alento e até sua morte, no dia 10 de maio de 1977 (vai fazer 35 anos agora!), ela continuou a ser uma estrela – de todas a mais longeva.

O filme não apenas deu uma botocada na carreira de Joan como a catapultou, em 1947, para a lista de cinco candidatas ao Oscar. Muito viva, ela alegou uma “forte gripe” e não foi à festa… Mas como o Oscar lhe veio a festa foi até sua casa… E ela foi primeira página de todos os jornais e capa de todas as revistas a receber o Oscar (vide foto) de camisola, na cama!

Joan viveu ela própria uma vida de melodrama, como se pode constatar no filme Mamãezinha Querida, estrelado por Faye Dunaway e baseado num livro meio suspeito de sua filha adotiva. E, tal como Mildred e Raquel, enfrentou com a cara e a coragem todas as agruras possíveis, até chegar ao fim da vida ainda uma estrela de cinema, e uma bilionária que era dona, por viuvez, de nada menos do que a Pepsi-Cola!

Eu sempre achei que Mildred Pierce era Joan Crawford e ponto final… Até que a HBO resolveu fazer uma minissérie baseada não no filme de Michael Curtiz, mas no livro original de James A. Cain. Para dirigi-la chamou Todd Haynes, cineasta de respeito cujas releituras do gênero têm dado o que falar. E para fazer Mildred, bem… Escolheu uma atriz que já tinha dado mostras do quanto pode mergulhar (literalmente!) de cabeça num dramalhão em Titanic – a inglesa Kate Winslett:

“O que me arrebatou no livro foi notar que Mildred experimenta emoções assustadoramente plausíveis para uma mulher”, disse ela ao aceitar o papel.

Segundo os críticos (e cito de novo a revista Veja), em Mildred Pierce, a minissérie, “Kate não tem pudor em se despir da vaidade e expor a erosão a que as rasteiras do destino submetem sua personagem”. O resultado de tudo isso já está sendo exibido aí no Brasil desde o dia 3 pela HBO, e eu recomendo fortemente a todos os que alimentam o sonho de vir a ser roteiristas.

A história de uma mãe que, quanto mais ama a filha e a enche de mimos, mais é rejeitada por ela: essa é a story line de Mildred Pierce… E, apenas mudando o sexo do rebento, é também a de Fina Estampa: quanto mais Griselda ama o filho Antenor e luta pela sua ascensão social, mais é desprezada por ele.

“Sofrer é viver”, diz a revista Veja no título da reportagem em que fala de Mildred Pierce a minissérie. Em Fina Estampa no melhor estilo do melodrama, do qual nasceu o genero telenovela, Lília Cabral também vai sofrer muito. Mas, como Joan Crawford, acabará dando a volta por cima.

Quem viver a verá.

(E por falar em “ver”,  veja o ”trailler” do filme original)

http://www.youtube.com/watch?v=5Hd15nSDZrM&

HOMEM MAU DORME BEM!

Posted on : 14-04-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Quando eu tinha 16 anos lá no Recife certa noite sonhei que estava completamente nu a deambular, com um copo na mão, numa festa em que todos os outros convidados usavam roupas de gala… E no meio deles eu me sentia incrivelmente bem. Acordei com certa relutância, pois o sonho me parecia ótimo! Porém mal abri os olhos tive um ataque de aflição: se todas as pessoas que eu conhecia já tinham enfrentado o mesmo sonho e nele se sentiam totalmente expostas, como é que comigo acontecera justo o contrário? Alguma coisa estava errada, é claro…

E só um psiquiatra poderia me dizer o quê.

Procurei o shrink que me era mais próximo, o dr. Otávio de Freitas. Ele quase morreu de rir quando lhe relatei o meu sonho. Mas me recusou como possível cliente por sermos amigos, e me recomendou um seu colega, o dr. Frederico Rocha, um homem ainda jovem, mas de muito prestígio nos meios acadêmicos de Pernambuco.

Marquei hora e fui no consultório dele, falei do sonho e das minhas preocupações about, e como ele apenas me ouvisse sem sequer piscar um olho eu afoitamente lhe perguntei:

“Uma pessoa da minha idade ter um sonho destes, doutor… significa o quê?” E ele respondeu na bucha: “significa que você é um homem que assume responsabilidades”.

Essa foi minha única vez no consultório de um psicólogo, analista ou coisa que o valha. E eu saí de lá achando que o dr. Frederico Rocha era ainda mais doido do que eu… O que se confirmou quando nos tornamos amigos, e ele passou a cultivar tamanho carinho por mim que, quando me mudei para o Rio de Janeiro, vinha do Recife só pra sentar comigo no Bar Amarelinho, onde ficávamos a conversar pela noite adentro até raiar o dia.

Por que estou contando agora essa história tão antiga? Por duas razões. Primeiro porque acabei de achar a foto abaixo, uma cópia em péssimo estado, tirada numa dessas madrugadas em que eu e Fred ficamos a conversar numa das mesas do Amarelinho até o sol nascer e sermos expulsos de lá pelo garçon Ribeiro.

E segundo porque o confrade Alex Spínola escreveu ontem a meu respeito, num dos seus comentários: nós sabemos, por convivência, que o Aguinaldo é aquele tipo de profissional que puxa as responsabilidades pra si, que não procura terceiros pra crucificar. Se uma novela dele não vai bem, ele assume: “exagerei nas firulas, não fui pra onde deveria ter ido”.

Sim, o dr. Frederico Rocha estava certo, Alex Spínola também. Eu não tenho medo de ser o único homem nu na festa dos bem vestidos. Assumo minhas responsabilidades e tenho a coragem de reconhecer quando marquei bobeira ou errei feio.

É por isso, por saber que no final das contas, pro bem ou pro mal, a responsabilidade será sempre minha, que levo tão a sério meu trabalho e sou até capaz de morrer por ele.

Mas não se preocupem, eu não vou morrer em “Fina Estampa” nem nas minhas próximas trinta novelas… Por isso vocês ainda vão ter que me aturar muito!

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Master Class 3:

“se” e “quando”?

A pergunta que não quer calar: haverá master class este ano? E se, quando será? Sinto muito, mas vou ter que deixar os que perguntam em suspense por mais algum tempo: a resposta só virá em maio, pois depende da solução de algumas pendências legais surgidas em conseqüência da master 1, por isso… Tenham paciência e esperem. Por enquanto, o que posso lhes dizer é que o Concurso Nacional de Roteiros continua de pé, e terá seu regulamento oficial publicado aqui no mês de junho. Mas como eu já dei pra vocês uma dica sobre o tema do concurso, se assim o quiserem os candidatos a candidatos já podem ir trabalhando.

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Quem gosta de

“fake” é a polícia!

Afinal de contas, quando se trata da internet, o que é um fake?

Não, não é isso que vocês estão pensando – um fake não pode ser um filho da puta por uma razão muito simples: ele não existe! Um fake é nada, ziro, nothing, necas de pitibiriba, só isso. O filho da puta é – este sim – a criatura sórdida, nojenta, abjeta e, mais que tudo isso, totalmente doentia que se esconde atrás do fake. E se a gente não deve perder tempo com o fake nem dar o menor valor ao que ele escreve, deve sim pensar num meio de localizar e identificar a pessoa que está por trás dele… Pois o que ela faz é crime. Tanto é que existe uma Delegacia de Combate aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro, cuja função é localizar as verdadeiras identidades por trás dos fakes e, se for o caso, puni-los.

No antigo blogão, e aqui no Portal, existe uma regra de ouro que nunca é desobedecida: eu leio todos os comentários sim… Mas só os leio depois que eles são liberados pelo Moderador. Ou seja, qualquer comentário que ele considere ofensivo não chega jamais ao meu conhecimento… E assim o bando de Zé Ruelas que gastam horas e horas e escrever ofensas à minha pessoa perdem tempo, porque eu não vou lê-las JAMAIS.

“Ah, mas o Moderador lê”, dirão eles. Sim quereeeeeedos, ele lê, porque é pago pra isso… E é tanto mais bem pago quanto mais comentários venenosos vocês enviam… Ou seja, ele ganha dinheiro às vossas custas!

Claro, de vez em quando tem alguém que se excede… E nesse caso o Moderador segue o caminho natural, que é encaminhar uma queixa à Delegacia de Combate aos Crimes de Informática do Rio de Janeiro pra que investigue. Exemplo: se de um determinado IP alguém escreve que vai nos enviar uma bomba pelo correio (isso aconteceu hoje!), o responsável por ele será identificado e convocado a prestar declarações a respeito.

Neste momento há seis IPs, dos quais saíram mensagens ofensivas dirigidas ao nosso Portal, que estão sendo rastreados. E no dia em que a polícia chegar até os responsáveis por eles e for visitá-los, eu farei questão de ir junto só pra ver quando eles receberem voz de prisão e se cagarem todos.

E se alguém acha que isso não é possível, vale a pena saber o que acaba de acontecer com Xuxa Meneghel. Há algum tempo alguém andava a divulgar fotomontagens de cenas pornográficas nas quais ela era a “protagonista”: tudo fake. E como Xuxa não é de levar desaforo pra casa, não teve dúvida – requereu uma investigação criminal à Delegacia de Combate aos Crimes da Informática do Rio de Janeiro, que acaba de identificar o autor e propagador de tais mensagens eletrônicas: é um merda, bem jovem, morador de Piracicaba!

Claro que os pais dele vão dizer em sua defesa que “nosso filho estava apenas brincando”. Mas se disserem isso, eu, se fosse a Xuxa, também os denunciaria como cúmplices.

(os “fakes” ladram e eu fico cada vez mais lindo!)

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Adivinha quem

veio pra almoçar?

 

 

 

Pois é quereeeeedos, não posso me queixar. “A Grande Família” terminou às 23h35m com 16 pontos de média de audiência, e 45 minutos depois, já quase no sobrecu da madrugada, “Lara com Z” entregou a audiência ao programa que a sucedeu com 14 pontos e alguns quebrados. Não é pra qualquer um não darlings, dar acima de 14 depois da meia-noite é só pra machos!

Mas eu não vou ficar aqui a lamber a cria, que já está bem criadíssima. Prefiro falar de outros assuntos, e pra mim, o principal desse dia foi a visita surprise que Susana Pires fez ao “Brasileiríssimo”. Eu estava lá a cuidar do meu negócio – com todo respeito é claro -, quando ela adentrou lindíssima, e anunciou:

“Vim almoçar contigo!”

Não almoçamos apenas; conversamos por quase três horas, praa inveja dos executivos das Torres de Lisboa, freqüentadores já habituais do restaurante, e que se revezavam nas mesas do almoço (vide foto abaixo) em seus “uniformes” das sextas-feiras.

Susana, como vocês sabem, está no elenco de “Fina Estampa”, na qual tentará separar o casal José Meyer/Julia Lemertz. Que triângulo, não?

Quem viver os verá.

 

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Falta de notícia é uma merda!

Primeiro alguém inventa que o Ator X foi convidado por mim pra participar de “Fina Estampa” e publica isso. Depois vai atrás do Ator X e pergunta: “é verdade?” Ele, que não foi convidado por mim, responde que não… E aí publicam: “o Ator X se recusou a fazer a novela do Aguinaldo Silva!” Aconteceu agora com o Rodrigo Santoro: saiu em todo lugar que ele tinha sido chamado pra fazer minha novela… Mas aqui no meu portal, eu garanto que não saiu, porque não era verdade! Agora, é claro, ja saiu que ele recusou o meu convite.  Então, a partir de agora quereeeeedos, se sair em algum lugar – mas não aqui – que eu chamei alguém para o elenco da minha novela, NÃO ACREDITEM. Desse jeito vou ter que dizer que o Portal do Aguinaldão é o único que não inventa… E quanto mata a cobra mostra o pau enorme!

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Será que ela vai presa?…

 

Hoje tem “Lara com Z” de novo. Será que ela vai presa? E o fiscal do Tribunal de Contas: continuará a processá-la ou abdicará disso pra ser o protagonista de “Macbeth” ao lado dela? O que acontecerá quando Beatriz Segall descobrir que aquela atriz escandalosa é a avó da quase-noiva do neto? Carlota Cruela, a bicha-malévola, vai aprontar mais alguma? O motivo pelo qual Sandra Heibert odeia Lara já será revelado no ajuste de contas que elas terão no final do episódio de hoje… Ou elas apenas chegarão aos puxões de cabelo?Aguardem… Vejam, e comentem.

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VOU SER VAMPIRO EM SINTRA!

Ah… Como diria o eternamente rei Roberto Carlos: são tantas emoções!

Volto a Sintra pela enésima vez, e lá, no meio do jardim do Palácio dos Seteais, depois que o telefone toca e eu fico às gargalhadas a conversar com minha querida Marília Gabi Gabriela (na foto acima), olho em torno e me advém uma epifania. E então…

“Tens que vir morrer aqui, ó pá!” – é a mensagem que um anjo português, falando diretamente lá do céu, despeja em minhas oiças.

Morrer em Sintra? Não quereeeeedo, por uma razão muito simples – eu e Susana Vieira não vamos morrer nunca! Mas viver em Sintra sim, talvez, quem sabe, porque não… E depois de ir lá no mirante do Palácio e ver que as Ilhas Berlengas, mesmo tão distantes, estão bem ali à vista, num rompante decido: assim que acabar de escrever Fina Estampa montarei aqui minha sexta casa… E nela, como o vampiro que sou, viverei sempre lindo e loiro enquanto todos os outros morrem!

 

 

E não serei o único. Muita gente boa já passou por Sintra. De Lord Byron, por exemplo, existem vestígios em toda a parte… E eu não apenas fui ao seu auto-denominado “cantinho”, como o meu fotógrafo conseguiu até o prodígio de fotografar seu ectoplasma, de chapéu Panamá e tudo (vejam as fotos acima e abaixo).

 

De Eça de Queiroz há rastros visíveis de suas muitas passagens por Sintra, e pelo menos uma delas foi inesquecivelmente narrada num dos capítulos de “Os Maias” (aquela em que o Maestro Crujes “sucumbido, exclamou: – Esqueceram-me as queijadas!”), sem falar em muitas outras que ele utilizou numa obra escrita em parceria com Ramalho Ortigão, um folhetim desabrido cuja leitura eu recomendo a todos os candidatos a novelistas: “O Mistério da Estrada de Sintra”.

Sintra é um dos marcos iniciais do culto à civilização na Europa. Para lá acorreram, ao longo dos séculos, milhares de pessoas de sensibilidade exacerbada, sequiosas por recolher a energia que emana de suas pedras. É quase um rochedo, em cujo pico o Palácio da Pena – com o castelo dos mouros mais ao lado - brilha como uma espécie de farol cuja luz se espraia sobre o resto do mundo.

Sintra é mágica. É eterna. É o cenário ideal para qualquer bruxedo. E continuará lá mesmo depois que de todos os Osama Bin Laden desse mundo não restarem nem as cinzas.

Mas… Não deixem que eu me entusiasme tanto: credo! Só porque vou morar lá já estou querendo provocar um boom imobiliário?! Sintra é uma atração turística capaz de satisfazer os mais exigentes. Tem o Lawrence, o hotel mais antigo da península ibérica (no qual Lord Byron morou durante muito tempo)… E tem os Seteais, cujo restaurante é uma experiência inesquecível à qual eu nunca me furto (na foto abaixo).

A única pergunta que me faço quando vejo seus moradores a flanar pela cidade (e eles me dão a impressão de que não pertencem ao nosso mundo) é: morar em Sintra, será que eu mereço? Assim, enquanto descemos a serra, prometo a mim mesmo que, talvez, se nos próximos meses eu for a melhor pessoa possível, e se fizer o meu trabalho em “Fina Estampa” de modo que todos os que gostam de mim se encham de orgulho… Nesse caso, sim, morar em Sintra… Talvez eu possa merecê-lo.

 

AY, QUE DOR DO CARAÇAS!

Posted on : 07-04-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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CHEGA DE PIROCATECNIA!

Sim, pela pertinência e pela atualidade, vale a pena ler de novo o texto que nosso comentarista Marcos Silvério postou aqui logo cedo. Eu, que estou pouquíssimo preocupado com a pirocatecnia em moda nos primeiros capítulos das novelas, e trato de pôr de pé, vivos e tinindo todos os personagens principais de “Fina Estampa” já em plena ação em suas primeiras cenas, li o texto, gostei e lhe dou o merecido destaque. Do jeito que vai, em breve alguém começará a novela com cenas dignas (vide a foto abaixo) de um filme sobre o fim do mundo.

 

Lendo os tweets do Mestre Prateado, em que ele enumera as recentes novelas que estrearam, e seus números aquém da expectativa no ibope, me ocorreu um questionamento.

Só para relembrar: “Insensato Coração” teve o sequestro e queda de um avião no primeiro capítulo; “Morde &Assopra” teve terremoto no Japão, dinossauros e robôs; “Cordel Encantado” teve castelos na França e cânions no nordeste. E a audiência? Todas abaixo das novelas antecessoras. O telespectador, necas de pitibiribas… “Deu o fiofó a guisa de resposta”, como diria um grande amigo meu.

Isto talvez seja um exemplo claro daquele velho ditado: “o que diferencia o remédio do veneno é apenas a dose”.

Nas novelas dos idos de 70 e 80 não havia essas pirotecnias todas, e o primeiro capítulo se limitava a apresentar os personagens e seus dramas. De forma simples, mas convincente. O telespectador entrava no mundo dos personagens e vivenciava suas experiências de vida, seus sentimentos, seu mundinho… E isso permitia a tal “identificação” do telespectador com o personagem. Essa “identificação” é a peça-chave para que quem assiste se interesse pela história (Isso tá bem explicadinho lá no “Da criação do Roteiro” de Doc Comparato – o problema é que a grande maioria dos autores veteranos certamente nunca leu o tal manual).

Dos anos 90 pra cá, criou-se essa tradição de surpreender o telespectador com sequências cada vez mais faraônicas e espetaculares. Cada dupla autor/diretor quer superar os demais, levando a trama para um lugar mais inusitado e distante, e com sequências cada vez mais mirabolantes e sem nexo (vide a do sequestro do avião em “Insensato Coração”).

Provavelmente foi nessa busca desenfreada pelas pirotecnias que o remédio virou veneno.

O telespectador de hoje já sabe que todo aquele circo não vai durar mais que dois ou três capítulos e depois tudo cairá na mesmice do estúdio.

Por outro lado, o excesso de efeitos especiais e paisagens, tira o foco da atenção do telespectador. Ele deixa de reparar nos personagens para reparar no espetáculo da direção e dos efeitos especiais. Isso deixa de gerar a identificação do telespectador com os dramas humanos da história, o que deveria ser o verdadeiro foco da trama.

Acredito que Aguinaldo esteja mais do que certo ao elaborar uma história “onde ninguém sairá do Rio de Janeiro”. O foco deve ser os personagens e seus dramas. As pirotecnias podem até ser bem vindas, mas no decorrer da história, quando esta já tiver conquistado a empatia do telespectador e, de preferência, consolidado a audiência. (Marcos Silvério)

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Estes reclamam que ando meio sumido, aqueles me vêem um tanto ou quanto ausente, aqueloutros me acham um pouquinho triste…

Mas não é nada disso quereeeedos, o que eu ando é muitíssimo ocupado com os primeiros capítulos de “Fina Estampa”… Porque, nesses dias interessantíssimos em que as pessoas vêem cada vez menos novelas, ou a gente descobre um jeito de fazer alguma coisa que tenha pelo menos pinta de “diferente” ou dança!

E embora eu seja um exímio dançarino, e tenha dançado um can-can alucinado na estréia de “Lara com Z”, novela é novela, não dá pra brincar com ela, e eu não estou a fim de sair por aí a dançar o último tango antes de mergulhar de uma vez por todas no buraco fundo.

Assim… Gente, escrevi várias linhas e não disse nada, que desperdício! Nilson Lage, meu terceiro professor de jornalismo – os dois primeiros foram Múcio Borges da Fonseca e Milton Coelho da Graça – depois de ler esse meu texto arrancaria os últimos pelos da careca e me perguntaria:

“O lead porra, cadê o lead?”

O lead é que a verdadeira razão pela qual ando economizando minhas tecladas é que sofri um acidente em plena massagem! Fui num spa famoso aqui de Lisboa, escolhi a massagista com o maior cuidado, ela me pegou, me sacudiu pra cá, me jogou pra lá, fez de mim gato e sapato com um visível prazer sádico até que de repente – PLAC! – conseguiu me deslocar uma vértebra!

Como escrevem os portugueses: Ho dor!

Estou aqui à base de Cataflan e outros cremes… Mas quando boto o pé na rua ninguém percebe o quanto estou sofrendo, pois continuo a fingir que sou a Rainha das Sílfides.

Este, digamos assim, incidente desagradável aconteceu no sábado e hoje pela primeira vez eu pude dormir a minha siesta de todas as tardes sem acordar ao meio dela aos gritos. Ou seja, parece que finalmente minha vértebra reencontrou o caminho e está em plena viagem rumo ao seu local de sempre.

Por isso é que me animei a vir até aqui lhes dizer que não andei sumido, ausente ou triste, mas apenas sentindo uma dor do caraças…

Que graças a Deus já está passando. Por isso, em breve, aqui nesse mesmo espaço, sexy, gostosão e lindo como sempre…

ME AGUARDEM!!!

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Até que enfim, um bofe!

Mas essa Lília Cabral é mesmo uma vivalda. Na hora de escolher um co-protagonista, vê se ela foi buscar alguém com cara de quem escorrega na maionese e cai de mau jeito em cima do bolo de rolo? Não, ela escolheu um BOFE, alguém que está provocando verdadeiro frisson na internet, o tal de Domingos Montagner. Pena que ele já está em “Cordel Encantado” fazendo meu tio avô, o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampeão – sim, quereeeeeedos, os meus cabelos da venta são todos descendentes dele! Se não estivesse lá, a provocar orgasmos no elenco inteiro da novela, eu pediria ao Wolf Maya que o chamase pra cá em “Fina Estampa”. Quem sabe na próxima?… Com todo respeito é claro.

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Bonita, gostosa e atrevida!

Peço licença ao R-7, o portal “inimigo”, que em geral costuma ser mais gentil que o jornal “amigo”, para reproduzir a crítica que um dos seus redatores, Miguel Arcanjo Prado (na foto abaixo) fez ao primeiro episódio de “Lara com Z”. Minha opinião sobre a estréia do seriado eu não dou, porque a minha modéstia – que, como vocês sabem, é enorme – me impede

Na quinta-feira (7) em que o país ficou aterrorizado diante da tragédia na escola carioca, Susana Vieira conseguiu trazer a leveza e o riso aos brasileiros ao surgir como Lara Romero, no primeiro capítulo do seriado Lara com Z (Globo), de Aguinaldo Silva e Maria Elisa Barredo.

A diva da TV que comemora 40 anos de Globo, como gosta de repetir aos quatro ventos, reviveu a personagem que protagonizou a minissérie Cinquentinha: a atriz decadente que tem certeza de seu brilho eterno. 

Contudo, a personagem já não goza mais do prestígio dos tempos anteriores. Gasta todo o dinheiro que restou para ser Lady Macbeth, na montagem de Macbeth, de Shakespeare, dirigida pelo mesmo Wolf Maya que dirige a minissérie. Só que a peça acaba virando um grande fracasso, porque o ator que faria o rei é alcoólatra e não aparece na estreia, para desespero da diva.

Com seu texto assustadoramente ferino, Aguinaldo Silva coloca Susana, ou melhor, Lara, para humilhar a filha, dizer em frente ao espelho que não vai envelhecer nunca ou aterrorizar-se diante da presença de uma jornalista desafeta na plateia. 

A mistura entre realidade e ficção é tão impressionante que a tal jornalista se chama Sandra Heibert (que Susana pronunciou Reipert mesmo), em uma clara alusão à colunista do R7 Fabíola Reipert, com quem Susana Vieira
brigou recentemente e com quem Aguinaldo Silva também teve uma peleja pública no passado.

Se na vida real a atriz entrega um chiclete mastigado para a assessora [como
noticiado por Fabíola], na série ela entrega ao genro um copo de uísque que não quer mais, após o primeiro gole. Bem produzida, Lara com Z mostra um Aguinaldo Silva peralta, brincando com os limites da teledramaturgia, assim como faz com os limites da vida real cotidianamente.

Autor de sucesso, Aguinaldo já conquistou o direito de escrever o que bem entende, doa a quem doer. E faz de uma forma tão inteligente que até a superestrela Susana Vieira aceita o papel de debochar de si própria descaradamente, mesmo que tudo seja travestido de ficção. Como num pacto coletivo, público e artistas fingem que acreditam que aquilo tudo não é mesmo a vida real.

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http://www.youtube.com/watch?v=mRY8pVNLHMg

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Lara quereeeeeeda, tim-tim!

 

Como eu já disse aqui, minha amiga franco-quixadaense Bernardette Piters, ex-Bezerra, ex-Subirú, ex-Sarkozy, veio a Lisboa especialmente para a inauguração do meu restaurante, o “Brasileiríssimo”. Durante os dois dias em que ficou na minha casa, acompanhada de um amigo francês (que não tomou banho uma vez sequer), ela me fez várias perguntas sobre Lara com Z, às quais eu respondi sempre informalmente, pois achei que eram fruto puro e simples de sua curiosidade. Quando foi embora, no entanto, ela me entregou um CD, no qual gravara grande parte de suas perguntas e minhas respostas, e ordenou:

“Use-as!”

Sem que eu soubesse, daí a absoluta sinceridade de algumas das minhas respostas, o que ela estava a fazer comigo era uma entrevista! Devidamente editada por mim – porque alguns comentários meus, se publicados aqui, provocariam choro e ranger de dentes aí do outro lado do Atlântico – é a que se segue, e à maneira de Bernie eu vos ordeno:

“Curtam-na!”

“Lara com Z”: como foi que tudo começou?

Já não me lembro. Talvez da minha mágoa pelo fato de “Cinquentinha”, um seriado deslumbrante, ter sido reclassificado como “minissérie” e apresentado como tal. Na época eu pensei: “ah é, seus Zé Ruelas, então não tenho acesso ao clube privadíssimo dos autores de seriados?… Pois então, pra mostrar o quanto vocês estavam errados, vou fazer tudo de novo!”

Então você acha que os autores de seriados vivem num clube fechado?

Acho… Mas não posso culpá-los por isso, pois acontece o mesmo com os autores de novelas. Mas o ideal é que nós acabássemos com essa história de “o meu tem vinte centímetros, o seu tem oito” e nos tornássemos, para usar uma palavra que alguns considerariam perigosa, autores “transgêneros”.

Você já se vestiu de mulher alguma vez? Saiu à rua assim vestido?

Só naquele dia em Veneza, lembra?

Faz mais de vinte anos, mas ainda lembro… E agora eu já posso te dizer sem medo de parecer ofensiva: você estava ridículo!

Eu sei disso! (risos) Mas o que é que tem o assim chamado ânus a ver com as calças?

Nada é claro. Mas como você usou a palavra “transgênero”, eu associei uma coisa com a outra. Voltemos. Parece que “Cinquentinha”, apesar do sucesso todo que fez, ficou atravessada em sua garganta como se fosse um sapo. Você é de guardar mágoas por muito tempo?

Não querida, eu as reciclo de forma a transformá-las em novos trabalhos meus, e ainda mais deslumbrantes. Lara com Z é muitas vezes melhor que Cinquentinha, eu prometo… E quem viver me verá.

De onde saiu esse bordão da Lara? Eu o achei delicioso.

A primeira vez que o escrevi era apenas “quem viver verá”. Aí a Maria Elisa Berredo, que é minha co-autora, na primeira vez em que o escreveu, acrescentou o “me”, e eu pensei: é isso!

Você trabalha há muito tempo com essa tal de Maria Elisa?

Há séculos! Desde que o mundo é mundo. Tanto que nós dois, separadamente é claro, já atravessamos vários casamentos… E todos eles acabaram, mas nós continuamos juntos.

E eu, achando que era a sua maior amiga! Agora fiquei com ciúmes. Mas “Lara com Z”, voltemos: você acha que outra atriz, além de Susana Vieira, seria capaz de fazê-la?

Nunca pensei nisso. E pra falar a verdade, nem sei conde Lara termina e começa a Susana. As duas se completam… E a Lara também tem muito de mim.

Principalmente quando é abespinhada.

(Risos)

Você também adora a Susana, não é?

Sim… Entre outras coisas porque tenho a veleidade de achar – imagine! – que ela é muito parecida comigo. A gente é cheio de atitude, não leva desaforo pra casa, não deixa que os agravos nos atinjam a ponto de afetar nossa criatividade… E, acima de tudo, somos os dois talentosíssimos.

Que bicha mais metida…

Ah Bernie, você me conhece, sabe muito bem que na verdade eu não passo de um rapaz tímido.

Meu amigo francês disse que você usa perfume demais.

E nesses dois dias em que ele está aqui na minha casa sem tomar um banho sequer, tive que usar mais ainda.

Sabe qual era a primeira frase que eu dizia aos bofes durante os meses em que vivi do taca-taca quando cheguei a Paris? “Vite cheri, a la douche!” (risos)

Ainda bem que bidê naquele país é o que não falta…

Vamos nos poupar dos detalhes sórdidos.

Vamos.

Você vai mesmo escrever mais duas temporadas de “Lara com Z”?

Mais duas, ou mais cinco. Se me pedirem…

E também vai escrever novelas?…

Pelo menos por conta desse contrato, “Fina Estampa” será a última. A próxima, só com um contrato novo.

Na hora da estréia de “Lara com Z” você estará a oito mil quilômetros de distância. Ou seja: não vai ver o nascimento da sua “filha”. Isso não te deixa frustrado?

Um pouco. Mas o fato é que “Lara com Z” já passou inteirinha diante dos meus olhos, e agora eu estou às voltas é com “Fina Estampa”. De qualquer modo, na manhã seguinte tentarei ver o episódio de estréia na Globo.com, e lá em casa o pessoal vai estar gravando.

Você acha que o Artur Xexéo vai elogiar “Lara com Z”?

Espero que não, se ele elogiar é porque foi péssimo!

Essa tua relação de amor e ódio com os jornalistas tem a ver com quê?

Não sei, já que fui jornalista e continuo a sê-lo. Mas tenho uma amiga jornalista, veterana como eu e ainda hoje na ativa, que costuma dizer em tom de brincadeira: “você é um jornalista que deu certo”… Acho que esse “dar certo”  é como aquela história de tamanho do pênis: provoca em algumas pessoas menos dotadas um certo ressentimento.

Essa história de que você acende velas e reza pela alma de sua mãe a cada estréia é mesmo verdade?

É sim, e o melhor de tudo é que sempre dá certo.

Sua mãe morreu há quantos anos?

Deixa ver: 1979… Trinta e dois anos.

E você acha que ela ainda está por perto?

Não, eu não vou te dizer que I see dead people, não é isso. Mas sei que, pelo muito que me deu – a vida, a educação – ela é parte de mim, e assim continua viva comigo.

Quando minha mãe morreu, eu ainda era muito pequena, e meu pai me vendeu quando eu tinha treze anos.

Cruzes!

Mas hoje eu tenho meu apartamento atrás da Torre Eiffel, uma casita de seis suítes na Provence…

O que você acha da vida, hem Bernie?

É boa pra caramba, meu querido: nós dois somos a prova disso. E quanto a “Lara com Z”, merda pra você na noite da estréia… E nas suas orações pra dona Maria do Carmo diga a ela que lá na França eu também estarei rezando.

Obrigado.

AGORA VOU DANÇAR O CAN-CAN!

Posted on : 01-04-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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“Lara com Z”: video 07!

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=G701vDT-keE

 

 

 

“Lara com Z”: video 06!

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=Nau3ZEGFP4s

 

 

Num dos vídeos promocionais de “Lara com Z” na Globo.com Susana Vieira diz que, apesar dos seus 50 anos de carreira, cada vez que ela vai estrear um novo trabalho morre de medo. Eu também quereeeeeda. Morro de medo a cada estréia: será que vai funcionar, será que vai dar certo, será que finalmente vão jogar bosta aqui na Geni e expulsá-la de uma vez por todas do paraíso?

Assim, à medida que se aproxima a hora da estréia de “Lara com Z” – nesta quinta-feira, às 23h15m, depois de “A Grande Família”, vou ficando cada vez mais tenso e mais nervoso, ainda mais porque alguns amigos insistem em me dizer que eu não devia ter me metido nessa.

Mas como não devia ter me metido quereeeeeedos, se por natureza eu sou metido e metedor? Era preciso que algum autor tivesse cara de pau suficiente pra dizer: “seriado é assim minha gente, não é apenas uma ação entre amigos!” E fizesse o que lhe parecesse certo. “Lara com Z”, eu vos prometo, tem a estrutura e o ritmo de um seriado, um gênero que ou a televisão brasileira aprende a dominar de uma vez por todas ou acaba devorada por ele… Pois a essa altura eu começo a pensar que o futuro da televisão – os americanos já provaram isso – está neles e não nas novelas.

Mas peraí, eu estava falando de uma coisa e quando vi tinha me embrenhado por outra, deixa eu voltar: o que eu queria dizer é que sou o mais comum dos mortais, e não o sexy, gostosão e lindo que aqui se apresenta… E, por isso, às vésperas dessa estréia que está cada vez mais próxima yo me caigo todo de miedo!

Claro, no fim vai dar tudo certo. Os bons vão gostar, os maus vão botar água no fogo pra pelar o frango antes mesmo de ver a primeira cena do seriado… E “Lara com Z” atravessará impávida as próximas 14 semanas, provavelmente com direito há pelo menos mais duas temporadas.

Eu, aqui em Lisboa, mesmo sem poder ver a estréia “ao vivo”, seguirei o ritual de sempre: acenderei minhas velas, rezarei pela alma de minha mãe dona Maria do Carmo, agradecerei a Deus por ser tão bom comigo e ter me dado muito mais do que aquele garoto feio, desengonçado e pobre lá de Carpina merecia… E quando me chegarem as primeiras notícias sobre a audiência, se elas forem positivas eu dançarei um can can pela minha sala afora, porque yes, I can, e afinal de contas ninguém é de ferro!

 

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“Lara com Z”: vídeo 05!

 

http://www.youtube.com/watch?v=sbbogOJIaUE

 

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Telenovela: que futuro?

 

Sim, vale a pena ler de novo o texto do confrade Vinícius Rosa, publicado inicialmente a guisa de comentário, e que agora reproduzimos a seguir.

O segredo é sempre acreditar, nunca, jamais deixar de ter pensamento positivo.

E eu nunca deixo de acreditar que a telenovela brasileira, melhor e mais discutido produto do país, ainda vai sempre nos surpreender. É claro que parece que a bruxa corre solta, e há tempos por essas terras já não se acerta o derradeiro alvo, que é satisfazer um público mais preocupado com novos folhetins.

Talvez Aguinaldo seja um dos poucos do meio que reparou que cabeças novas são precisas.

No meu ideal de mudança prevalece a crença de que ainda nesta nova década que se aproxima, surgirá algum – ou alguns novos gênios da dramaturgia, surpreendendo-nos.

Ainda vamos ver uma forma bem diferente de se fazer novela, diferente de tudo aquilo que já foi visto, talvez uma forma mais ligeira de correr a história e com um novo gás, uma nova aposta, arriscada, mas precisa. Pois o tiro que pode ser dado no escuro e ser uma incógnita, pode ser o mesmo tiro que acerte em cheio, um novo telespectador, o qual, entusiasmado, acompanhará a nova mudança… E esta servirá de risos e muita champanhe no banquete das novas surpresas que, sim, virão.

O ano de 2010 passou batido, sem deixar marcas; já seu irmão seguinte, 2011, veio cheio de promessas e certas obrigações. Uma delas é agradar em cheio a um público que começa a ficar preocupado.

O que aconteceu com Silvio de Abreu e Gilberto Braga, que simplesmente nos fizeram pensar que nem parece que são eles a escrever? Não sei, ninguém sabe…

Aguinaldo Silva tem em suas mãos um certo peso: matar a fome em cheio de uma platéia que joga em si a salvação, enquanto o próprio vê que é preciso ter muito cuidado, e que, cada nova novela sua é triunfal como se fosse a primeira, o tudo ou o nada, a luta e a garra, para fazer com que todos percebam e entendam a verdadeira realidade e o sentido que o autor quer passar.

Sem demagogias é claro que todos nós que escrevemos torcemos para que nosso produto seja muito bem visto e falado, mas que o resultado final seja muito mais que ótimos índices de audiência, e sim clientes felizes com o que acabaram de ver.

Ainda irão surgir novas cerejas, não muitas porque gênios, ou amadores, bons amadores-candidatos a mestre não surgem todas as horas. Quando surgem só nos fazem comprovar que o novo é sempre preciso, que o diferencial ainda está por vir, é preciso ter calma, ouvistes? Calma, sem exclamação.

É preciso algo diferente, anormal, que soe a estranho, algo que cheire a rosas, que pareça plástico, que tenha um Q de anacrônico, seja rápido e ligeiro, que saiba surpreender e fazer com que todos fiquem de boca aberta, chocados.

É preciso choque, chocar, é preciso escândalo, escandalizar.

Fazer diferente sem cair no ridículo, nem na estupidez.

Resumindo: acreditar que o futuro da telenovela é próspero, e que com calma se chega lá, e que em breve ou mestres nos trazem uma boa sobremesa ou novas mentes aparecem trazendo a cereja que por vezes desaparece do bolo. (Vinicius Rosa)

 

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“Lara com Z”: vídeo 04!

 

 http://www.youtube.com/watch?v=eQ-yifHPQQg

 

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A última anta nordestina!

 

 

Uma cena em que o personagem “César” enrola um cigarro de maconha na novela “Vale Tudo”, originalmente exibida em 1987, causa choro e ranger de dentes em sua reprise agora em 2011: por sua causa, nesse domingo em que faltou assunto alguns setores da mídia criaram a maior polêmica.

Na época em que a cena da maconha foi exibida pela primeira vez, vivíamos na ditadura, havia uma censura férrea, mas ela passou batido. Agora vivemos numa democracia, mas há uma ditadura ainda maior que nos tolhe a criatividade: é a ditadura do politicamente correto. Segundo ela, podemos conviver sem maiores problemas, na vida real, com aquela monstruosidade que é a Cracolândia, lá em São Paulo; mas na ficção televisiva não se poderia jamais falar sobre ela.

De acordo com o que é permitido nessa ditadura, por exemplo: um “anão” tem que ser um “cidadão verticalmente prejudicado”, não existem “negros”, mas afro-descendentes… Um “branco”  não é “euro-descendente”, é branco mesmo, mas não pode se auto-proclamar “brancão”, ou será considerado racista…

E por aí vai a ditadura do politicamente correto, com a rica linguagem do povo sendo desconstruída de modo a se tornar apenas uma caricatura anódina dela própria. E onde esta censura velada atua mais fortemente é na televisão, onde NADA PODE MESMO!… E quem não gostar que vá tomar no toba.

E depois vocês ainda me perguntam por que as telenovelas andam tão chatas…

Daqui a pouco, em vez da Maria de Fátima de “Vale Tudo”, só poderemos falar sobre Nossa Senhora de Fátima, da qual, aliás, a Griselda de “Fina Estampa” é fiel devota.

Já pensaram se Nazaré Tedesco, em vez de chamar Maria do Carmo de anta nordestina, tivesse que chamá-la de “cidadã da região Nordeste do Brasil, que lembra um animal de tromba flexível, preênsil e coberta por pelos sensíveis a cheiro e a umidade”?…

Eu ia preferir a morte!

 

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“Lara com Z”: vídeo 03!

 

http://www.youtube.com/watch?v=HulC_xbzar8

 

E junto com o vídeo, um brinde: a foto abaixo na qual o autor da proeza de documentar a festa de lançamento de “Lara com Z”, Virgílio Neto, aparece comigo durante uma visita que fez à minha casa. O Moderador Francisco Patrício fez a foto.

 

 

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Sabe o “Brasileiríssimo”?

Gente, já bombou!

 

 

Minha amiga Bernadette Pitters, ex-Subirú, ex-Sarcozy (ela jura que andou espancando o baixinho em priscas eras), aquela que certa vez embarcou num pau de arara no Ceará e quando deu por si estava a perambular pelas ruas de Paris (de onde nunca mais saiu), veio a Lisboa de surpresa pra comer “um autêntico escondidinho de carne seca” no meu, seu, nosso “Brasileiríssimo”. E ao chegar lá em plena hora do almoço e ver a casa lotada, proclamou:

Vite cheri, trata de mudar teu nome para Aguinaldo Midas, pois tudo em que tu tocas vira ouro!”

“Ai, que exagerada!” – disse eu modestamente após ouvir tal comentário da Bernie, que a essa altura já reclamava do gerente Fernando Triffone por causa da ausência no menu da nossa popular “farofa de bolão”.

 

 

Mas o fato é que um simples olhar em torno me deu a certeza de que minha amiga franco-quixadaense de certo modo estava certa. Pois não é que em menos de doze dias o “Brasileiríssimo” já bombou? Nesta sexta-feira, na hora do almoço, tinha gente esperando mesa à porta! E a frase que mais se ouvia, dita pelos clientes portugueses, era:

“Há p´canha pá?”

Há sim pá, picanha nobilíssima, daquela que pode ser cortada com a colher e desmancha na boca… Porque vocês sabem, tudo que eu faço é de primeiríssima qualidade… Ou não teria a minha grife, nem meu Midas touch.

Ando tão metido!

Sou eu e aquela senhora de 48 anos que atende pelo nome de “Lara com Z”…

 

 

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“Lara com Z”: vídeo 02!

 

Mais um dos vídeos de apresentação de “Lara com Z” magnificamente perpetrado pelo nosso quereeeeedo Virgilio Neto. Vejam e curtam!

 

http://www.youtube.com/watch?v=4gD6hyD6MyU

 

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Vivam as mulheres novelistas!

 

 

Ela Voltou!

 

Pois é pessoalzinho… Voltei!

Pensaram que eu tinha morrido foi? Idade para isso eu tenho. Mas como é que posso morrer se tenho um filho de 36 anos que até hoje vive às minhas custas? Se eu bater as botas ele vai virar homeless, e eu não suportaria ver, lá do céu onde estarei, o coitado a dormir debaixo do Elevado da Perimetral: seria demais para o meu coração de mãe que não soube transformar o filho num verdadeiro homem!…

Assim, depois de um período de recesso (segundo o Aguinaldo por causa da rejeição de vocês aos meus escritos), aqui estou de novo.

E aqui estou para falar de um assunto que muito me honra e envaidece… A crescente valorização das mulheres no restrito campo de trabalho dos autores de novelas (Maria Adelaide Amaral, na foto abaixo, é uma delas).

 

 

Pois é. Durante muitos anos só existiram duas exceções à regra machista que persistiu no gênero… Embora esse machismo, feitas as contas, não fosse assim tão fanático: Janete Clair e Ivani Ribeiro.

E essas duas exceções eram tão talentosas que já valiam por muitas outras autoras. Depois as duas partiram para um plano mais alto… E aí foi a vez de outra andorinha provar que, mesmo solitária, já era suficiente para fabricar um belo de um verão: a audaciete Glória Perez.

Mas os homens continuavam a fazer do território das telenovelas um feudo masculino… Até que alguma coisa começou a desandar. O que foi? Não me perguntem. Um grilo que de vez em quando pousa na minha janela e me faz confidências diz que o que houve foi piti demais; e se piti de mulher já é insuportável, imaginem pitís de um bando de homens, cada um deles a se achar o rei da cocada púrpura…

E foi aí que alguém perguntou a outro num lugar qualquer do Projac: e se a gente quebrasse o barato desses homens à beira de um ataque de nervos botando no meio deles um bando de mulheres?

Ora, perguntarão vocês: e por que não fizeram isso antes? Por que o mercado de trabalho dos autores de novelas sempre foi tão predominantemente masculino?

Eu respondo: porque as mulheres, até pouco tempo, por mais talentosas que fossem, não podiam abrir mão do fardo que é cuidar da casa, do idiota do marido e dos debilóides dos filhos! E a única profissão que não lhes permitia ter tempo pra isso era a de autor de novelas, a qual exige dos que a exercem dedicação e trabalho total durante as 36 horas que dura o dia de um novelista!

Só por isso, e não porque fossem menos talentosas ou menos capazes, é que as mulheres não tinham acesso a esse mercado.

Mas apesar de as teorias de Karl Marx continuarem congeladas no final do século XIX feito um mamute descomunal, os tempos, ah, os tempos sempre mudam… E as mulheres mudaram mais que tudo. Agora elas são duras sem perder a ternura, ou seja: muitas querem é se realizar profissionalmente, nem que pra isso tenham que dizer à casa, ao marido e aos filhos: “ora, aprendam a cuidar de si, ou então vão todos @#*+#@*###!”

 

 

E dentre essas mulheres duras as mais duras são justamente as mais talentosas, e entre estas as que estão dispostas a se tornarem autoras de novelas são as mais duronas de todas, portanto… Saudemos todas elas: Andréia Maltarolli, que se foi tão precocemente, Maria Adelaide Amaral (foto lá no alto), Ana Maria Moretzsohn, quase uma pioneira, Telma & Duca Rachid, Elizabeth Jihn, Cristiane Fridmann, Margareth Boury, Giselle Joras, Maria Carmem Barbosa e as que estão na fita: Patrícia Moretzsohn, Márcia Prattes, Maria Elisa Berredo, Lícia Manzo…

 

 

Tantas são que daqui a pouco – saudemos todas – serão em número suficiente para que criemos o Dia Nacional da Mulher Telenovelista.

Viva! (Meire Siqueira)

 

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“Lara com Z”: vídeo 01!

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=s0-o3g2EVmQ