SOFRER É VIVER, DISSE GRISELDA
Posted on : 21-04-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital
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CHEGA DE PICHAS MURCHAS!

A comentarista Jessica dixit:
“AGUINALDO, esclarece minhas duvidas por favor…
“Primeiro: Saiu que a Protagonista de Fina Estampa Carolina Dicma (sic) só vai entrar na novela depois de um mês que estiver no ar…. A PROTAGONISTA NÃO ERA LILIA CABRAL??
“Segunda: Saiu na midia que a Eva Wilma Sera (sic) a grande VILÃ de Fina Estampa… MAS A GRANDE VILA NÃO ERA A CHRISTIANE TORLONE???
“Terceira: Você (sic) teria a coragem de abandonar o barco se Malvino Salvador sair da novela??
(SIC) . e Obrigada”
Aguinaldo Silva respondeu:
Jessica qaereeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeda, se você for acreditar em tudo o que publica a imprensa especializada na cobertura de televisão, você está, com licença da má palavra, phodida e mal paga. Tudo que você diz aí não tem nada a ver, é tudo mentira ou desinformação proposital. Lília Cabral continua sendo a protagonista, Torloni a antagonista, e Carolina Dieckmann entra depois como aquela personagem inesperada, que sempre tem nas (ótimas)) novelas como as minhas, pra bagunçar ainda mais o coreto. Quanto a Malvino Salvador, eu não sairia da novela se o tirassem, só quis deixar bem claro que se o tirassem eu ia armar o maior barraco… E em matéria de barraco minha fofa, sai de baixo porque o Aguinaldo Silva aqui também é campeão de audiência…

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E DEUS CRIOU A PICANHA!

No “Brasileiríssimo” a cada dia mais bombado (na foto acima) um almoço de roteiristas, produtores e atores (abaixo). Pela ordem dos ponteiros do relógio: Rui Vilhenna, Joana Jorge, Célia Caeiro, aquele senhor de cabelos prateados, Paulo Rocha e José Pinto Carneiro. E vejam só o tamanho da picanha na última foto: vem com tudo isso e mais o feijão e a farofinha separados!


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ASSÉDIO SEXUAL É CRIME!

Primeiro vamos ler o comentário de FRED, um jovem candidato a ator, enviado a este espaço e, mais especificamente, a Aguinaldo Silva:
Oi Aguinaldo, meu nome é Fred, tenho 24 anos e sou ator, estou precisando muito de uma oportunidade. Sou bonito, 1.89 de altura, moreno claro, olhos verdes, corpo definido e fico muito bem no video. Faço qualquer ponta em suas novelas, até mordomo, gay, pilantra, ladrão, taxista, qualquer coisa. Só preciso de uma chance para mostrar meus dotes artisticos.
E para voce até o teste do sofá eu libero, posso te mostra todos os meus “grandes” talentos, na hora que você quiser.
Mas se você não quiser o teste do sofá por já estar casado, pode me indicar a algum diretor ou outro autor que tope me testar, tenha certeza de que não irão se arrepender.
Parece meio vulgar esse negócio de me vender por um emprego, mas conheço muito ator que conseguiu se destacar em novelas (inclusive suas) através disso, e muitos são feios ou menos bonitos do que eu e com dotes artísticos bem fraquinhos viu?
Então Aguinaldo, pense com carinho ok?
Abraços.
Se você quiser posso te enviar algumas fotos minhas para você avaliar.”
Agora vamos ler a resposta de Aguinaldo Silva.
“Meu caro Fred, se algum ator entrou numa das minhas novelas por conta do tal teste do sofá, não foi comigo, porque eu me orgulho de não ser adepto de tais práticas. Não as condeno, e nem mesmo sei se elas realmente existem, porque não me cabe a função de palmatória do mundo. Mas não vejo a menor graça em ir pro sofá com uma pessoa que o tempo todo só está pensando em tirar vantagem das minhas carências sexo-afetivas. De qualquer modo, se você é mesmo ator, tem DRT e tudo o mais, pode me mandar umas fotos e, se eu achar que você pode ter algum futuro até o indico para um teste. Entrarei em contato pelo seu e-mail, mas vou logo avisando: nem pense em sacanagem, porque não é meu gênero. Abraço.”
Por fim o meu comentário, que foi escrito a pedido do meu Mestre Prateado:
Assédio sexual, em qualquer que seja a profissão ou o ambiente, é crime passível de processo, gente. E, desde que um advogado competente cuide do caso, pode render um bom dinheiro de indenização. Dezenas de casos de assédio sexual são julgados diariamente pelo Brasil afora, em geral com penas bastante pesadas para quem assedia, e gordas indenizações pra quem é assediado. Portanto não encarem esse ato hediondo, que não tem nada a ver com sexo, mas com dominação e poder, como se fosse uma coisa natural: não é! E tratem de denunciar quem os assedia, pois é isso que eles merecem. (Meire Siqueira, crítica cricri)
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Tem novidades na minha coluna
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OPRAH ADORA UM
“FRANGO A TIETA”!

Não, eu ainda não fui ao Cantinho do Bem-Estar, lá no Bairro Alto. E isso, pra quem mora em Lisboa há cinco anos, é um pecado mortal. Trata-se de um restaurante mínimo aberto por um chef brasileiro chamado Tiago, em cujas (apenas) cinco mesas já foram vistos comensais do porte de Plácido Domingos, a Princesa Margareth, Monserrat Cabalé, Ayrton Senna e, last but not least, Oprah Wimfrey, que sempre pede o mesmo prato, nada menos do que o Frango a Tieta, que tornou-se o seu preferido desde que lhe disseram ser o nome uma homenagem a uma brazilian whore… Além de Moacir Jardim é claro, amigo pessoal do chefe, e que, neste sábado de Aleluia, levou lá nossa confreira Magdalena Salinas, com quem flanou pelo Chiado e o Bairro Alto o dia inteiro.
Eu não fui, já que tinha almoço marcado com a atriz Luma Costa em outro restaurante estreladíssimo, o da Fortaleza do Guincho. Mas Moacir, que não dorme de touca, me mandou as fotos, que agora publico devidamente legendadas e identificadas.
Uma delas registra o encontro dos dois com a prefeita da cidade alemã de Colônia (onde Moacir mora com o marridão Boddo), em plena Brasileira do Chiado; lá Moacir, que é “assim” com a prefeita, ouviu dela uma notícia em primeira mão que, também em primeira mão, publico aqui: em novembro o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vai assinar com a prefeitura de Colônia um protocolo que as tornará cidades parceiras nas áreas de cultura, tecnologia, turismo, energia sustentável, etc.. Colônia, que já é cidade parceira de Tel Aviv, Bruxelas e Chicago, sem dúvida terá muito que oferecer ao Rio.
Quanto a Moá Garden, pena que o bate-volta dele tenha sido bate-volta mesmo, pois a gente mal se viu e ele, juntamente com Boddo, já voltou pra Alemanha. Mas em junho a gente se encontra de novo, quem sabe em Paris, ou em Barcelona, ou até mesmo em Governador Valadares, de onde esse brasileiro luminoso e bom vivant saiu pra conquistar o mundo.

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Moá Garden no pedaço!

Era pra ser uma sexta-feira santa comme il faut: chovia, fazia frio, gaivotas desorientadas soltavam gritos lancinantes nos céus de Lisboa, quase podia se ouvir o choro e o ranger de dentes vindos de trás dos panos roxos que cobriam as imagens das igrejas. Turistas ocupavam todos os espaços vagos, e a maioria falava espanhol ou russo. Eu, às voltas com o 14º capítulo de Fina Estampa no meu escritório, de robe de chambre e pantufas de pele de carneiro by Jackeline Barroso, pensava:
“Daqui não saio, daqui ninguém me tira!”
Mas aí o telefone tocou, eu atendi com toda má vontade… E do outro lado uma voz risonha, solar, identificou-se:
“É o Moacir Jardim, quereeeeedo, cheguei em Lisboa para um bate-volta rápido, vamos nos encontrar?”
Em dois tempos eu já estava na rua a enfrentar o mau tempo sob o meu guarda-chuva Louis Vuitton. Marcamos na Brasileira do Chiado, chegamos pontualíssimos, e fomos direto para a casa de Olbaque Reis lá no Bairro Alto onde nos esperava – meu Deus, que sacrilégio, numa Sexta-feira Santa – uma panela de feijão!
Comemos e charlamos, charlamos e comemos, rimos de tudo e de todos… E Moacir falou de sua nova empreitada: mesmo sendo legalmente casado com um milionaire alemão ele entrou na universidade lá em Colônia pra fazer enfermagem e está se especializando no tratamento de pessoas idosas!
Eu, cada vez mais convencido de que a partir de certa idade em vez de namorados a gente precisa é de enfermeiros, aprovei com louvor essa nova carreira do nosso Moacir Garden… Que às 22 horas em ponto foi levar o bom velhinho que sou ao ponto de táxi do Largo de Camões, pois pra mim já eram altas horas, mas pra ele a noite ainda era jovem.
Ah sim, a foto aí embaixo. Enquanto eu esperava Moa Garden à porta da Brasileira do Chiado esse rapaz de blusão vermelho não tirava os olhos do meu guarda-chuva Louis Vuitton. Será que ele também é estudante de enfermagem?…

(by the way, as fotos não foram feitas por Fco. Patricio. Mas a máquina já está tão viciada que bota o nome dele!)
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Toma um peixinho pra você!

Como todos estão fartos de saber, desde que Tadeu se foi para o céu dos gatos que eu vivo só… E adoro isso. Mas a vocês, que preferem viver em boa companhia, com a qual vão certamente almoçar nesta sexta-feira Santa, eu ofereço um mimo: uma das receitas de peixe boladas especialmente por mim – que além de telenovelista do caraças e blogueiro de arrasar sou também cozinheiro de mão cheia – para o cardápio do meu restaurante aqui em Lisboa, o Brasileiríssimo.
Façam-na e se deliciem… E depois nada de saliências, limitem-se a meditar sobre o sacrifício daquele homem que morreu há vinte séculos para nos salvar e continua vivo até hoje.

CHERNE COM CAMARÃO AO
MOLHO DE COCO SUAVEZINHO
(para duas pessoas)
2 postas grossas de cherne
300 gramas de camarões médios, já descascados.
Um bom azeite de oliva
1 limão siciliano
1 vidro de leite de coco
1 porção de açafrão em filamentos
À vontade: pimenta, sal, cebola, alho, louro, manjericão e, no final, coentro.
Vinho branco
Banhe os camarões no sumo do limão siciliano e deixe à parte.
Unte o cherne com o sal e a pimenta. Ponha num tabuleiro – que depois possa ir à mesa – sob uma fina camada de azeite. Leve ao forno, coberto com papel alumínio.
Leve ao fogo, numa frigideira com um pouco de azeite, a cebola, o alho e o manjericão picados. Deixe dourar, e então acrescente o leite de coco e os filamentos de açafrão.
Acrescente meio copo de vinho branco.
Deixe ferver e engrossar, mexendo sempre.
Retire os camarões do sumo do limão siciliano e os acrescente ao molho quando este já estiver quase cremoso. Marque quatro minutos, tempo suficiente para que os camarões fiquem al dente. Feche o fogo e tampe a frigideira.
Retire o papel alumínio que cobre as postas de cherne, e deixe mais dois minutos no forno. Retire o tabuleiro, derrame sobre o peixe um fio de azeite e em seguida o molho de camarões.
Espalhe sobre o prato o coentro picado a seu gosto.
Sirva com arroz imaculadamente branco.
E não esqueça do vinho: um Alvarinho verde Deu-La-Deu é o que eu recomendo.
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Em nossa primeira reunião com vistas à co-autoria de uma novela, mal entramos no assunto após o consumo dos croquetes e os salamaleques prévios, Gilberto Braga me perguntou:
“Vamos fazer Mildred Pierce?”
Eu, que àquela altura já tinha visto o filme pelo menos cinco vezes (e agora já perdi a conta de quantas vezes o vi), nem titubeei e respondi:
“Vamos!”
E foi assim, de Mildred Pierce, que saiu a inspiração para Vale Tudo, Maria de Fátima e sua mãe, Raquel, e até a profissão desta última, já que Mildred, no filme clássico de Michael Curtiz, começa fazendo bolos e tortas pra fora, depois vira garçonete de restaurante e por fim uma grande empresária do setor de comestíveis na área do catering.

Onde a novela se afastou de uma vez por todas do filme foi na sua “brasilidade”, e no modo como ela se inseriu em sua própria época. Vale Tudo tornou-se tão brasileira que, afinal, não teve mais nada a ver com a inspiração original em Mildred Pierce.
A história do filme Mildred Pierce já é por si só um melodrama. Pouco antes de fazê-lo, Joan Crawford, sua estrela, recebera o bilhete zul da Metro Goldwyn Meyer por ter se tornado um “veneno” de bilheteria. A cena em que Louis B. Meyer a despediu impiedosamente, na versão que circulou a época em Hollywood, foi copiada por mim no começo de Cinquentinha: ao assumir que está levando um pontapé no rabo, Lara Romero diz ao executivo da emissora: “tudo bem, vou pegar minhas coisas lá no camarim”. E ele diz que não precisa: “já mandei sua filha empacotar e levar tudo pra sua casa”.
Foi assim com Joan Crawford na vida real… Mas ela, assim como Lara Romero na ficção, não se conformou com a derrota. Chegou em casa, quebrou tudo que pôde encontrar pela frente, deu uma surra na filha com um cabide de arame, fez uma faxina geral, arrancou todas as ervas daninhas do jardim, e no final certamente disse:
“Quem viver me verá!”
E foi à luta. Pegou o monte de roteiros que guardava sem ler na garagem da casa e, depois de descartar dezenas, chegou ao de Mildred Pierce, baseado num romance de James M. Cain que fizera relativo sucesso. No livro até que não, mas no roteiro, ah! Ali naquelas 80 páginas estava o que se poderia chamar a essência do melodrama.
Mas afinal, o que é o melodrama? No princípio, no século XVIII quando ele surgiu, era a ópera: “o casamento entre música e drama com o intuito de realçar o componente emocional de uma história” (segundo a revista Veja). Mas o advento do cinema lhe deu um novo significado – o melodrama passou a ser considerado o reino das histórias melosas e das interpretações exageradas.
Hoje uma releitura nos mostra que não foi bem assim. O melodrama no cinema, cujo mestre supremo foi o grande, imenso São Douglas Sirk (a volumosa biografia deste “santo” serve de base ao meu monitor aqui em Lisboa), falava (citando a Veja de novo) de “mulheres tão cercadas pelas amarras sociais que acabavam encontrando no sofrimento sua única realização emocional possível”.
Foi isso, essa qualidade suprema do melodrama, que Joan Crawford reconheceu naquele roteiro que lhe fora enviado pela Warner Brothers, um estúdio por cuja porta uma estrela da Metro jamais passaria… Se não tivesse caído em desgraça, como era o caso de Joan. Ela aceitou fazer o filme…
E o resto é história. A sua carreira, que naquele ano de 1946 parecia estar em fase terminal, graças a Mildred Pierce adquiriu novo alento e até sua morte, no dia 10 de maio de 1977 (vai fazer 35 anos agora!), ela continuou a ser uma estrela – de todas a mais longeva.
O filme não apenas deu uma botocada na carreira de Joan como a catapultou, em 1947, para a lista de cinco candidatas ao Oscar. Muito viva, ela alegou uma “forte gripe” e não foi à festa… Mas como o Oscar lhe veio a festa foi até sua casa… E ela foi primeira página de todos os jornais e capa de todas as revistas a receber o Oscar (vide foto) de camisola, na cama!

Joan viveu ela própria uma vida de melodrama, como se pode constatar no filme Mamãezinha Querida, estrelado por Faye Dunaway e baseado num livro meio suspeito de sua filha adotiva. E, tal como Mildred e Raquel, enfrentou com a cara e a coragem todas as agruras possíveis, até chegar ao fim da vida ainda uma estrela de cinema, e uma bilionária que era dona, por viuvez, de nada menos do que a Pepsi-Cola!
Eu sempre achei que Mildred Pierce era Joan Crawford e ponto final… Até que a HBO resolveu fazer uma minissérie baseada não no filme de Michael Curtiz, mas no livro original de James A. Cain. Para dirigi-la chamou Todd Haynes, cineasta de respeito cujas releituras do gênero têm dado o que falar. E para fazer Mildred, bem… Escolheu uma atriz que já tinha dado mostras do quanto pode mergulhar (literalmente!) de cabeça num dramalhão em Titanic – a inglesa Kate Winslett:
“O que me arrebatou no livro foi notar que Mildred experimenta emoções assustadoramente plausíveis para uma mulher”, disse ela ao aceitar o papel.
Segundo os críticos (e cito de novo a revista Veja), em Mildred Pierce, a minissérie, “Kate não tem pudor em se despir da vaidade e expor a erosão a que as rasteiras do destino submetem sua personagem”. O resultado de tudo isso já está sendo exibido aí no Brasil desde o dia 3 pela HBO, e eu recomendo fortemente a todos os que alimentam o sonho de vir a ser roteiristas.
A história de uma mãe que, quanto mais ama a filha e a enche de mimos, mais é rejeitada por ela: essa é a story line de Mildred Pierce… E, apenas mudando o sexo do rebento, é também a de Fina Estampa: quanto mais Griselda ama o filho Antenor e luta pela sua ascensão social, mais é desprezada por ele.
“Sofrer é viver”, diz a revista Veja no título da reportagem em que fala de Mildred Pierce a minissérie. Em Fina Estampa no melhor estilo do melodrama, do qual nasceu o genero telenovela, Lília Cabral também vai sofrer muito. Mas, como Joan Crawford, acabará dando a volta por cima.
Quem viver a verá.
(E por falar em “ver”, veja o ”trailler” do filme original)





































































