AS FERAS DE “FINA ESTAMPA”!
Posted on : 28-05-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital
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OXENTE, MY GOD!

Sabem qual será a primeira fala da Tia Íris, a personagem de Eva Wilma em “Fina Estampa”?
- Oxente my god!
Ela diz isso quando quatro homens com cara de terem saído do elenco de “Os Sopranos” invadem o apartamentozinho dela em Nova Iorque e…
Ô quê?
Mas você não disse que em “Fina Estampa” a viagem mais longa que os personagens da novela fariam seria da Barra a Jacarepaguá, seu Zé Ruela? Então, como é que a Tia Íris já aparece em Nova Iorque?
Oxente my God, vocês acham que eu vou entregar o ouro antes do tempo? Mas nem que a vaca tussa. Só sei que Tia Íris será uma mulher sofisticadíssima e adoravelmente má… Quando se trata de infernizar a vida de sua sobrinha Tereza Cristina de Siqueira Velmont, aliás, Cristiane Torloni, que também é péssima!
E mais não digo, embora prometa que, até agosto, quando a novela estrear, continuarei por aqui a soltar alguns pitacos só pra deixar vocês mortos de curiosidade.
Bye!
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Na foto aí em cima, reunido pela primeira vez (quase) au grand complet, está o elenco de “Fina Estampa”, a próxima novela das 21 horas. Examinem com atenção e concordem comigo: só dá fera! Ah sim: aquele barbudo lá no meio seria o José Meyer? Mas a mídia inteira não publicou ontem que ele tinha pedido pra sair da novela?… Eu hem.
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MOSTRANDO O PAU!

(no dia 05 de maio de 2009, quando contei na master class 1 a historia da trabalhadora Griselda e do seu filho, o estudante de medicina José Antenor, os da foto acima estavam todos lá)
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É bom a gente ter um arquivo implacável, né não? Eu tenho um. E foi nele que tratei de desencavar a primeira alusão, no Bloglog, a Griselda Pereira, a protagonista de “Fina Estampa”: uma mulher que, por ser humilde, e exercer trabalhos braçais, é a vergonha de José Antenor, seu filho que, graças ao trabalho pesado dela, pode fazer um caríssimo curso de Medicina numa faculdade particular e sonha em se tornar um cirurgião plástico. Foi no dia 05 de maio de 2009, enquanto se desenrolava a minha primeira master class, diante de 19 pessoas, que eu falei pela primeira vez da história de Griselda e seu filho e do drama dos dois. No dia 09 de maio do mesmo ano eu dava entrada ao pedido de registro de autoria da história na Biblioteca Nacional, e assim que o registro me foi outorgado, no dia 09 de julho, eu entreguei a sinopse à Rede Globo que, quase imediatamente, a aprovou. Toda a história dessa odisséia que resultou na minha próxima novela será contada por mim, em todos os detalhes, nos próximos posts. Até amanhã postarei aqui o link para a minuta da primeira aula da master class 1, assistida por 19 pessoas, na qual a história de Griselda e seu filho foi contada por mim aos presentes e estabelecida em praticamente todos os detalhes. Por enquanto leiam abaixo, em fac símile, as minhas primeiras postagens sobre Griselda no Bloglog. Quem quiser ver as fotos que as ilustravam é só ir lá no Blogolog em “Aguinaldo Silva” e abrir os posts de maio de 2009. E depois aguardem!
Escrito em: 5/5/2009
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Hoje de manhã os alunos da master class, divididos em quatro grupos, começaram a passar para o papel tudo o que criamos até agora para a sinopse da novela provisoriamente chamada “Marido de Aluguel”. Ou seja, nossa protagonista Griselda Pereira e sua comparsaria começam a ganhar forma e corpo numa pré-sinopse, que deverá estar fechada na próxima quarta-feira.
Por enquanto é só o que podemos dizer a respeito dos trabalhos da “master class”, mas teremos uma análise mais detalhada do que aconteceu até agora no meu post deste fim de semana.
Aguardem!
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Griselda Pereira é nossa personagem!
A misteriosa Griselda Martins, que depois virou Griselda Pereira, é o nome da protagonista da sinopse de novela que estamos escrevendo juntos – eu, Maria Elisa Berredo e os alunos – na master class.
É uma dessas personagens maiores que a vida, sobre a qual vocês irão tomando conhecimento à medida que ela for tomando corpo e forma em nossas aulas.
Estou saindo agora para a segunda aula, mas antes deixo pra vocês o vídeo acima, feito ontem durante a inauguração dos trabalhos. Divirtam-se!
Mas vem cá, o post novo é só isso? Não seu Zé Ruelas, isso é apenas uma provinha, o resto eu vou acrescentar mais tarde, e podem esperar que é um texto quentíssimo!
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GENTE, TEMOS UMA NOVELA!
Na segunda-feira à noite, enquanto fazia um balanço do primeiro dia de aula da master class, uma pergunta me ocorreu:
“E se a gente produzir no final dos trabalhos uma boa sinopse?”
Na terça-feira à noite tive que reformular a pergunta:
“E se essa sinopse for não apenas boa, mas ótima, com uma história original, subtramas eletrizantes e personagens fortíssimos?”
Pois é isso que está prestes a acontecer. Em apenas dois dias de aula já deu pra perceber que vai resultar dali um trabalho de alta qualidade.
Nesse caso, o que eu faço? Considero que esta sinopse foi apenas um trabalho de classe e trato de arquivá-la, ou batalho pra que ela venha a ser analisada pelos canais competentes?
Não tenham dúvidas, escolherei a segunda hipótese.
Que a televisão anda carente de boas histórias todos nós sabemos. Que algumas delas estão no ar por falta de outras melhores sabemos também. Por isso não vejo como deixar de lado uma história que está muito acima dos padrões médios e que, além de tudo, conta com o meu aval.
Farei o possível pra que ela seja levada em conta. E ficarei muito feliz se dela resultar a produção de uma novela.
Pois essa turma que neste momento trabalha comigo, empenhadíssima como está, merece que o fruto deste trabalho seja reconhecido.
O que eu lhes dei? Uma personagem forte e os traços gerais de uma trama. O que resultou daí foi produto do nosso esforço coletivo. E que esforço, gente! Até Xandy Britto, que em princípio devia ser apenas o digitador da master class, ficou de tal modo entusiasmado com o andamento das coisas que passou a dar pitacos. Sem falar em Jacqueline Barroso que, de organizadora, virou aluna aplicadíssima.
Em apenas dois dias criamos a trama principal e pelo menos meia dúzia de sub-tramas divididas por cinco núcleos nos quais já atuam 35 personagens. Assim, já podemos dizer que temos material suficiente para uma novela – falta apenas botar tudo no papel.
Trata-se de um recorde. Nem mesmo nos meus momentos mais felizes consegui ser tão rápido. O que serve pra reforçar minha tese, às vezes contestada pelos meus colegas, segundo a qual, quando se trata de novela, não há nada melhor que um bom trabalho de equipe.
Se continuarmos assim, não duvidem: Griselda Pereira ganhará vida, talvez na pele de uma Glória Pires, e se transformará numa personagem inesquecível.
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GRISELDA GANHA AS RUAS!

Vem cá: dá pra acreditar que essa criatura das fotos aí em cima é a Lília Cabral? Pois é! São as primeiras fotos de Griselda at work. Nossa personagem ganhou as ruas da Barra da Tijuca e já em suas primeiras cenas gravadas causou o maior frisson. Sim, Griselda está viva! E vai dar o que falar.
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IN VINO, VERITAS EST!

1896, segundo os historiadores, foi um ano muito interessante: a Belle Èpoque comia solta em Paris; Antoine Becquerel descobria a radioatividade; Marconi conseguia convencer o pessoal da grana a investir pesado numa coisa chamada “telégrafo”; os primeiros jogos olímpicos da era moderna eram disputados em Atenas; Machado de Assis lançava por aqui “Várias Histórias”; e, pra tristeza nossa, começava a Guerra de Canudos e morria Carlos Gomes.
Em Portugal, mais precisamente em Vila Nova de Gaia, um cidadão chamado J. de Carvalho Macedo Júnior engarrafava – em garrafas de vidro feito à base do sopro que hoje, mesmo vazias, valem uma fortuna -, um incrível Porto baptizado de “Quinta do Castello”. Algumas dessas garrafas, depois de descer o rio Douro num barco Rabelo e serem embarcadas num vapor, vieram parar no Brasil, ficaram guardadas algures durante mais de um século com o vinho a amadurecer dentro delas, há alguns anos chegaram à minha adega…
E lá ficaram a dormir… Dormir… Dormir…
Até que ontem, por ter um motivo excepcionalmente feliz pra festejar, resolvi abrir uma delas.

Mas antes de lhes dizer o que aconteceu deixem que eu faça uma pausa. Às vezes, ao falar aqui no portal de certos restaurantes que freqüento, ou de vinhos que bebo, posso parecer pedante aos olhos de alguns desavisados. Mas não é por pedantismo que o faço. Essa é apenas minha maneira de mostrar que aqui no Ocidente produzimos a melhor de todas as culturas, devemos mantê-la a qualquer preço, e pra isso precisamos aprender tudo sobre ela. Eu dediquei os últimos quinze anos da minha vida a experimentar, provar e refinar meus gostos todos. E acho que essa prática é o que nos leva ao que eu chamo de “o progresso humano”: nascemos para evoluir, e essa é a nossa verdadeira missão no mundo.
Agora voltemos àquela garrafa, cujo conteúdo jazia adormecido há mais de um século. Diz Hugh Johnson, um especialista na matéria: “o que é preciso lembrar é que o vinho está vivo. Se um diavocê encontrar um vinho morto, você o saberá, sem precisar que o digam. Estando vivo, ele reage a certos estímulos físicos (tais como movimentos violentos, e a calor e frios extremos). Também passa num ritmo mais ou menos acelerado pelo processo de envelhecimento. A marca distintiva do melhor vinho é ter o mais longo período de vida, desde que mantido em condições adequadas”.

À citação eu acrescento um exemplo insólito: imaginem uma sepultura cuja tampa foi lacrada há mais de cem anos. Lá dentro jaz um corpo, mas não se sabe o seu estado. Um dia retiram a tampa que o esconde, e ele abre os olhos e sai para a luz perfeitamente conservado, pois não estava morto, mas apenas adormecido. Foi isso que aconteceu quando eu retirei o lacre de cera e a rolha úmida, mas intacta daquela cápsula do tempo. O vinho que jazia dentro dela desde 1896 respirou e mostrou-se ainda vigoroso. Eu me preparei para uma experiência incrível: introduzir no meu corpo um líquido que fora produzido no século XIX, e que mantivera intactas suas principais qualidades, ou seja: continuara vivo.
Sim, foi uma experiência única, digna da razão festiva pela qual eu decidira abrir aquela garrafa. A euforia que o consumo deste vinho do Porto me proporcionou eu senti poucas vezes em minha vida. O que me deixou pronto para uma experiência que, pressinto, será ainda mais devastadora: a degustação do vinho mais antigo da minha adega: um Porto colheita de 1861 que, eu espero, como o seu irmão mais novo, também continue vivo, à minha espera após ficar aprisionado em sua garrafa cabalísticos 150 anos.

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blog, blog, blogando… 3!
http://www.youtube.com/watch?v=ihlzhGakrx8&NR=1
Pois é, o Léo Alves arrasou de novo… Agora no Blogando 3. Vejam e curtam, porque eu curti muito, ainda mais nessse dia em que, por razões das quais só poderei falar depois, estou quase explodindo de tão feliz!!!!!!!!!!!
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Audiências do “Planeta TV”
Pedimos ao querido colega Jefferson, do site “Planeta TV”, a extrema gentileza de nos permitir a republicação dos índices de audiência da semana que passou, um dos “musts” já tradicionais daquele espaço internético. Aí vai… Sem esquecer que “Lara com Z” – kakakakakakakaká! – não está aí, mas deu 18 de consolidado… De novo: kakakakakakakakakaká… Ai, como eu me divirto.

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ADORO UM BARRACO!
Saibam por quê clicando no link abaixo:
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Yo quiero un jaleco salva-vidas!
Façam sua escolha e comentem aqui: o que é mais desastroso nesse instante na mídia, as explicações pra queda do vôo 447 da Air France ou o caso da fênix Palocci que corre o risco de ter seu vôo interrompido de novo?…
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UMA ENTREVISTA
COM A PROTAGONISTA
DE “FINA ESTAMPA”!
Ela se chama Griselda da Silva Pereira, e é uma das figuras mais populares do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, onde se apresenta como “Marido de Aluguel” e faz, em troca do “preço justo” segundo ela, qualquer tarefa – desde trocar uma tomada até bater uma laje. Foi com ela que fizemos essa entrevista, sentados numa das mesas do Tupinambar, ali na Olegário Maciel, cujo proprietário, o português Guaracy (que tem esse nome estranho para um português porque a mãe dele era índia), depois que a entrevista acabou e Griselda foi embora, enquanto eu tomava uma água mineral, revelou ter “uma quedinha por ela”. Griselda tem três filhos, que criou com o suor do seu rosto desde que ficou viúva. Diz, com orgulho, ser “uma trabalhadora”. E, embora jogue na loteria todas as semanas e sonhe em ficar rica, acha que não conseguiria viver sem se ocupar com algum tipo de trabalho, “nem que fosse de bordadeira, se é que isso ainda existe”. Sob a sua aparência quase máscula – o trabalho não lhe permite nenhuma vaidade ou luxo – Griselda se revela incrivelmente feminina. É, sem nenhuma dúvida, o que se poderia chamar de “uma figura”.

Quem é você?
Meu nome é Griselda.
Só isso?
Claro que não. Todo mundo tem nome e sobrenome, né não? Eu sou Griselda da Silva Pereira, às suas ordens. Tenho 45 anos e moro ali no Quebramar, aqui na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Mas não nasci no Brasil não. Vim de Portugal com cinco anos, junto com meus pais.
Eles ainda são vivos?
Não, já morreram… E meu marido também, aquele canalha! Eu me casei aos 15 anos, e já estava grávida. Hoje sou viúva e mãe de três crianças: Joaquim José, de 30 anos; José Antenor, de 25; e Maria Amália, com 22. Também tenho um neto de quatro anos chamado Quinzinho, filho do meu menino mais velho. Todos ainda moram comigo.
Fale mais do seu marido.
Ah, não gosto muito de falar dele não. Meu marido morreu num acidente de barco há 20 anos, e dele só herdei problemas e dívidas. Viver com o Pereirinha não foi pêra doce! Quando morreu ele não me deixou nem um pedaço de pão! Cortei um dobrado pra sustentar essa família, e toda a minha vida foi focada neles. Nunca deixei faltar nada, apesar de não lhes dar nenhum luxo.
Você se considera uma trabalhadora?
Claro! Com muito orgulho. Pois se tem uma coisa de que não tenho medo, é de trabalho. O falecido nunca foi muito chegado a um suadouro, e quem tinha que resolver tudo dentro de casa era eu. Trocar torneira, consertar telhado, mudar disjuntor, essas coisas… Depois que ele bateu as botas comecei a fazer esses serviços nas casas das vizinhas pra garantir o ganha pão. Porque você sabe, né!? Homem hoje em dia não sabe a diferença entre uma chave de fenda e uma chave de coxa.

Você faz qualquer negócio?
Êpa! Do que você está falando?
Faz qualquer trabalho, foi isso que eu quis dizer.
Ah bom. Faço qualquer trabalho sim… Desde que seja honesto. E cobro sempre o preço justo, nada de exploração. Sempre a andar por aí com meu macacão, minha bicicleta e minha maleta de ferramentas, fui fazendo uma clientela e um nome: Griselda, o Marido de Aluguel. Tem dias em que faço tantas visitas, que vou dormir contando carrapeta ao invés de carneirinho (risos).
Então você deve ser muito querida aqui no Jardim Oceânico…
É o que você pensa. Não é todo mundo que gosta de mim não. Quando eu passo, tem gente que fica gritando: “lá vai o Pereirão!” E eu sei exatamente quem é que fica espalhando apelido e piadinha a meu respeito por aí. Até com meu buço esses “caras estanhadas” implicam. Sorte deles que eu tenho mais o que fazer do que perder tempo tirando satisfação com vagabundo que passa o dia na beira da praia. Mas quando perco a paciência, sai de baixo. Já botei muito marmanjo metido a besta pra correr debaixo de porrada. Um deles é o marido da minha comadre Celeste, aquele tal de Baltazar; ele bate nela! Mas quando ele faz isso com minha comadre eu vou atrás dele e desconto: dou-lhe a maior surra…
Se você conseguiu criar seus três filhos com o suor do seu rosto deve sentir o maior orgulho disso.
Demais! E me sinto mais orgulhosa porque nenhum deles deu pra vida errada, nenhum virou bandido. O José Antenor é que é assim, meio problemático… Mas ganhou uma bolsa de estudo e faz a Faculdade de Medicina. Sou uma mulher de sorte! E por falar em sorte, tenho fé que minha Nossa Senhora de Fátima um dia vai me dar uma mãozinha pra eu ganhar na loteria, pois jogo há anos, semana após semana. Agora mesmo o prêmio está acumulado: 30 milhões.
Se ganhasse esses 30 milhões, o que é que você fazia?
Ah, tanta coisa. Principalmente pros meus filhos. Por mais que eu trabalhe, eles levam uma vida sacrificada, não sabe? Mas não pensava só neles não. Esse dinheiro dava pra ajeitar a vida de um monte de gente. Dos meus filhos, da minha comadre Celeste… A primeira coisa que eu fazia era comprar uma casa, pra não precisar mais morar de favor nessa em que eu vivo, que é de um bendito chinês que eu não sei por onde anda.
E em você, se ficasse rica o que você mudaria?
Sinceramente? Não sei. Só fico me perguntando se eu viraria uma dondoca, dessas de novela, ou continuaria levando a vida do jeito que está. Bem, não exatamente do jeito que está… Mas com a caderneta de poupança recheada, se eu quisesse mudar de vida, me tornar, vamos dizer assim, mais fina, bem… Aí eu precisaria, no mínimo, arranjar alguém pra me ensinar como agir nesses lugares bacanas. Porque, se eu ficasse rica, eu ia dar um jeito na vida dos outros, mas também ia aproveitar a minha vida, ia ou não ia?
Você ia querer viver bem, é isso?
Não, viver não, eu ia querer era me sentir bem, e isso é outra coisa. Não que eu me sinta mal com a vida que levo, acho que mesmo ficando milionária eu não parava de fazer o que gosto, que é trabalhar, quebrar os galhos dos outros.
De qualquer modo, se ganhasse na loteria e ficasse rica, você ia mudar.
Ia, lá isso ia. Só não sei quanto, e como. Ia não, vou! Porque ganhar na loteria pra mim são favas contadas, vai acontecer mais dia menos dia. Então, o que o dinheiro mudaria em mim? Ah, isso eu resolvo depois. Aliás, resolver as coisas é a minha especialidade. Pois é como eu sempre digo: Na vida tem jeito pra tudo!

Essa entrevista com Griselda foi feita a partir de trechos pinçados do perfil da personagem na sinopse de “Fina Estampa”. As fotos foram tiradas durante a visita que Lília Cabral fez à Master Class 2. É claro que a entrevista seria sensacional se pudéssemos ilustrá-la com fotos de Lília já ostentando o visual de Griselda. Mas o visual de Griselda é um segredo que a produção de “Fina Estampa” pretende manter até o dia da estréia da novela… Ou, pelo menos, do começo das gravações, pois a maioria das cenas de Griselda, nos primeiros capítulos, são externas.
















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