AS FERAS DE “FINA ESTAMPA”!

Posted on : 28-05-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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OXENTE, MY GOD!

Sabem qual será a primeira fala da Tia Íris, a personagem de Eva Wilma em “Fina Estampa”?

- Oxente my god!

Ela diz isso quando quatro homens com cara de terem saído do elenco de “Os Sopranos” invadem o apartamentozinho dela em Nova Iorque e…

Ô quê?

Mas você não disse que em “Fina Estampa” a viagem mais longa que os personagens da novela fariam seria da Barra a Jacarepaguá, seu Zé Ruela? Então, como é que a Tia Íris já aparece em Nova Iorque?

Oxente my God, vocês acham que eu vou entregar o ouro antes do tempo? Mas nem que a vaca tussa. Só sei que Tia Íris será uma mulher sofisticadíssima e adoravelmente má… Quando se trata de infernizar a vida de sua sobrinha Tereza Cristina de Siqueira Velmont, aliás, Cristiane Torloni, que também é péssima!

E mais não digo, embora prometa que, até agosto, quando a novela estrear, continuarei por aqui a soltar alguns pitacos só pra deixar vocês mortos de curiosidade.

Bye!

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Na foto aí em cima, reunido pela primeira vez (quase) au grand complet, está o elenco de “Fina Estampa”, a próxima novela das 21 horas. Examinem com atenção e concordem comigo: só dá fera! Ah sim: aquele barbudo lá no meio seria o José Meyer? Mas a mídia inteira não publicou ontem que ele tinha pedido pra sair da novela?… Eu hem.

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MOSTRANDO O PAU!

(no dia 05 de maio de 2009, quando contei na master class 1 a historia da trabalhadora Griselda e do seu filho, o estudante de medicina José Antenor, os da foto acima estavam todos lá)

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É bom a gente ter um arquivo implacável, né não? Eu tenho um. E foi nele que tratei de desencavar a primeira alusão, no Bloglog,  a Griselda Pereira, a protagonista de “Fina Estampa”: uma mulher que, por ser humilde, e exercer trabalhos braçais, é a vergonha de José Antenor, seu filho que, graças ao trabalho pesado dela, pode fazer um caríssimo curso de Medicina numa faculdade particular e sonha em se tornar um cirurgião plástico. Foi no dia 05 de maio de 2009, enquanto se desenrolava a minha primeira master class, diante de 19 pessoas, que eu falei pela primeira vez da história de Griselda e seu filho e do drama dos dois. No dia 09 de maio do mesmo ano eu dava entrada ao pedido de registro de autoria da história na Biblioteca Nacional, e assim que o registro me foi outorgado, no dia 09 de julho, eu entreguei a sinopse à Rede Globo que, quase imediatamente, a aprovou. Toda a história dessa odisséia que resultou na minha próxima novela será contada por mim, em todos os detalhes, nos próximos posts. Até amanhã postarei aqui o link para a minuta da primeira aula da master class 1, assistida por 19 pessoas, na qual a história de Griselda e seu filho foi contada por mim aos presentes e estabelecida em praticamente todos os detalhes. Por enquanto leiam abaixo, em fac símile, as minhas primeiras postagens sobre Griselda no Bloglog. Quem quiser ver as fotos que as ilustravam é só ir lá no Blogolog em “Aguinaldo Silva” e abrir os posts de maio de 2009. E depois aguardem!

Escrito em: 5/5/2009

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Hoje de manhã os alunos da master class, divididos em quatro grupos, começaram a passar para o papel tudo o que criamos até agora para a sinopse da novela provisoriamente chamada “Marido de Aluguel”. Ou seja, nossa protagonista Griselda Pereira e sua comparsaria começam a ganhar forma e corpo numa pré-sinopse, que deverá estar fechada na próxima quarta-feira.

Por enquanto é só o que podemos dizer a respeito dos trabalhos da “master class”, mas teremos uma análise mais detalhada do que aconteceu até agora no meu post deste fim de semana.

Aguardem!

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Griselda Pereira é nossa personagem!

A misteriosa Griselda Martins, que depois virou Griselda Pereira, é o nome da protagonista da sinopse de novela que estamos escrevendo juntos – eu, Maria Elisa Berredo e os alunos – na master class.

É uma dessas personagens maiores que a vida, sobre a qual vocês irão tomando conhecimento à medida que ela for tomando corpo e forma em nossas aulas.

Estou saindo agora para a segunda aula, mas antes deixo pra vocês o vídeo acima, feito ontem durante a inauguração dos trabalhos. Divirtam-se!

Mas vem cá, o post novo é só isso? Não seu Zé Ruelas, isso é apenas uma provinha, o resto eu vou acrescentar mais tarde, e podem esperar que é um texto quentíssimo!

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GENTE, TEMOS UMA NOVELA!

Na segunda-feira à noite, enquanto fazia um balanço do primeiro dia de aula da master class, uma pergunta me ocorreu:

“E se a gente produzir no final dos trabalhos uma boa sinopse?”

Na terça-feira à noite tive que reformular a pergunta:

“E se essa sinopse for não apenas boa, mas ótima, com uma história original, subtramas eletrizantes e personagens fortíssimos?”

Pois é isso que está prestes a acontecer. Em apenas dois dias de aula já deu pra perceber que vai resultar dali um trabalho de alta qualidade.

Nesse caso, o que eu faço? Considero que esta sinopse foi apenas um trabalho de classe e trato de arquivá-la, ou batalho pra que ela venha a ser analisada pelos canais competentes?

Não tenham dúvidas, escolherei a segunda hipótese.

Que a televisão anda carente de boas histórias todos nós sabemos. Que algumas delas estão no ar por falta de outras melhores sabemos também. Por isso não vejo como deixar de lado uma história que está muito acima dos padrões médios e que, além de tudo, conta com o meu aval.

Farei o possível pra que ela seja levada em conta. E ficarei muito feliz se dela resultar a produção de uma novela.

Pois essa turma que neste momento trabalha comigo, empenhadíssima como está, merece que o fruto deste trabalho seja reconhecido.

O que eu lhes dei? Uma personagem forte e os traços gerais de uma trama. O que resultou daí foi produto do nosso esforço coletivo. E que esforço, gente! Até Xandy Britto, que em princípio devia ser apenas o digitador da master class, ficou de tal modo entusiasmado com o andamento das coisas que passou a dar pitacos. Sem falar em Jacqueline Barroso que, de organizadora, virou aluna aplicadíssima.

Em apenas dois dias criamos a trama principal e pelo menos meia dúzia de sub-tramas divididas por cinco núcleos nos quais já atuam 35 personagens. Assim, já podemos dizer que temos material suficiente para uma novela – falta apenas botar tudo no papel.

Trata-se de um recorde. Nem mesmo nos meus momentos mais felizes consegui ser tão rápido. O que serve pra reforçar minha tese, às vezes contestada pelos meus colegas, segundo a qual, quando se trata de novela, não há nada melhor que um bom trabalho de equipe.

Se continuarmos assim, não duvidem: Griselda Pereira ganhará vida, talvez na pele de uma Glória Pires, e se transformará numa personagem inesquecível.

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GRISELDA GANHA AS RUAS!

Vem cá: dá pra acreditar que essa criatura das fotos aí em cima é a Lília Cabral? Pois é! São as primeiras fotos de Griselda at work. Nossa personagem ganhou as ruas da Barra da Tijuca e já em suas primeiras cenas gravadas causou o maior frisson. Sim, Griselda está viva! E vai dar o que falar.

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IN VINO, VERITAS EST!

 

1896, segundo os historiadores, foi um ano muito interessante: a Belle Èpoque comia solta em Paris; Antoine Becquerel descobria a radioatividade; Marconi conseguia convencer o pessoal da grana a investir pesado numa coisa chamada “telégrafo”; os primeiros jogos olímpicos da era moderna eram disputados em Atenas; Machado de Assis lançava por aqui “Várias Histórias”; e, pra tristeza nossa, começava a Guerra de Canudos e morria Carlos Gomes.

Em Portugal, mais precisamente em Vila Nova de Gaia, um cidadão chamado J. de Carvalho Macedo Júnior engarrafava – em garrafas de vidro feito à base do sopro que hoje, mesmo vazias, valem uma fortuna -, um incrível Porto baptizado de “Quinta do Castello”. Algumas dessas garrafas, depois de descer o rio Douro num barco Rabelo e serem embarcadas num vapor, vieram parar no Brasil, ficaram guardadas algures durante mais de um século com o vinho a amadurecer dentro delas, há alguns anos chegaram à minha adega…

E lá ficaram a dormir…  Dormir… Dormir…

Até que ontem, por ter um motivo excepcionalmente feliz pra festejar, resolvi abrir uma delas.

Mas antes de lhes dizer o que aconteceu deixem que eu faça uma pausa. Às vezes, ao falar aqui no portal de certos restaurantes que freqüento, ou de vinhos que bebo, posso parecer pedante aos olhos de alguns desavisados. Mas não é por pedantismo que o faço. Essa é apenas minha maneira de mostrar que aqui no Ocidente produzimos a melhor de todas as culturas, devemos mantê-la a qualquer preço, e pra isso precisamos aprender tudo sobre ela. Eu dediquei os últimos quinze anos da minha vida a experimentar, provar e refinar meus gostos todos. E acho que essa prática é o que nos leva ao que eu chamo de “o progresso humano”: nascemos para evoluir, e essa é a nossa verdadeira missão no mundo.

Agora voltemos àquela garrafa, cujo conteúdo jazia adormecido há mais de um século. Diz Hugh Johnson, um especialista na matéria: “o que é preciso lembrar é que o vinho está vivo. Se um diavocê encontrar um vinho morto, você o saberá, sem precisar que o digam. Estando vivo, ele reage a certos estímulos físicos (tais como movimentos violentos, e a calor e frios extremos). Também passa num ritmo mais ou menos acelerado pelo processo de envelhecimento. A marca distintiva do melhor vinho é ter o mais longo período de vida, desde que mantido em condições adequadas”.

À citação eu acrescento um exemplo insólito: imaginem uma sepultura cuja tampa foi lacrada há mais de cem anos. Lá dentro jaz um corpo, mas não se sabe o seu estado. Um dia retiram a tampa  que o esconde, e ele abre os olhos e sai para a luz perfeitamente conservado, pois não estava morto, mas apenas adormecido. Foi isso que aconteceu quando eu retirei o lacre de cera e a rolha úmida, mas intacta daquela cápsula do tempo. O vinho que jazia dentro dela desde 1896 respirou e mostrou-se ainda vigoroso. Eu me preparei para uma experiência incrível: introduzir no meu corpo um líquido que fora produzido no século XIX, e que mantivera intactas suas principais qualidades, ou seja: continuara vivo.

Sim, foi uma experiência única, digna da razão festiva pela qual eu decidira abrir aquela garrafa. A euforia que o consumo deste vinho do Porto me proporcionou eu senti poucas vezes em minha vida. O que me deixou pronto para uma experiência que, pressinto, será ainda mais devastadora: a degustação do vinho mais antigo da minha adega: um Porto colheita de 1861 que, eu espero, como o seu irmão mais novo, também continue vivo, à minha espera após ficar aprisionado em sua garrafa cabalísticos 150 anos.

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blog, blog, blogando… 3!

http://www.youtube.com/watch?v=ihlzhGakrx8&NR=1

Pois é, o Léo Alves arrasou de novo… Agora no Blogando 3. Vejam e curtam, porque eu curti muito, ainda mais nessse dia em que, por razões das quais só poderei falar depois, estou quase explodindo de tão feliz!!!!!!!!!!!

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Audiências do “Planeta TV”

Pedimos ao querido colega Jefferson, do site “Planeta TV”, a extrema gentileza de nos permitir a republicação dos índices de audiência da semana que passou, um dos “musts” já tradicionais daquele espaço internético. Aí vai… Sem esquecer que “Lara com Z” – kakakakakakakaká! – não está aí, mas deu 18 de consolidado… De novo: kakakakakakakakakaká… Ai, como eu me divirto.

 

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ADORO UM BARRACO!

Saibam por quê clicando no link abaixo:

http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1663256-9798,00-AGUINALDO+SILVA+O+REI+DAS+NOVELAS+DAS+OITO+DIZ+ADORO+UM+BARRACO.html

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Yo quiero un jaleco salva-vidas!

Façam sua escolha e comentem aqui: o que é mais desastroso nesse instante na mídia, as explicações pra queda do vôo 447 da Air France ou o caso da fênix Palocci que corre o risco de ter seu vôo interrompido de novo?…

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UMA ENTREVISTA

COM A PROTAGONISTA

DE “FINA ESTAMPA”!

Ela se chama Griselda da Silva Pereira, e é uma das figuras mais populares do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, onde se apresenta como “Marido de Aluguel” e faz, em troca do “preço justo” segundo ela, qualquer tarefa – desde trocar uma tomada até bater uma laje. Foi com ela que fizemos essa entrevista, sentados numa das mesas do Tupinambar, ali na Olegário Maciel, cujo proprietário, o português Guaracy (que tem esse nome estranho para um português porque a mãe dele era índia), depois que a entrevista acabou e Griselda foi embora, enquanto eu tomava uma água mineral, revelou ter “uma quedinha por ela”. Griselda tem três filhos, que criou com o suor do seu rosto desde que ficou viúva. Diz, com orgulho, ser “uma trabalhadora”. E, embora jogue na loteria todas as semanas e sonhe em ficar rica, acha que não conseguiria viver sem se ocupar com algum tipo de trabalho, “nem que fosse de bordadeira, se é que isso ainda existe”. Sob a sua aparência quase máscula – o trabalho não lhe permite nenhuma vaidade ou luxo – Griselda se revela incrivelmente feminina. É, sem nenhuma dúvida, o que se poderia chamar de “uma figura”.

Quem é você?

Meu nome é Griselda.

Só isso?

Claro que não. Todo mundo tem nome e sobrenome, né não? Eu sou Griselda da Silva Pereira, às suas ordens. Tenho 45 anos e moro ali no Quebramar, aqui na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Mas não nasci no Brasil não. Vim de Portugal com cinco anos, junto com meus pais.

Eles ainda são vivos?

Não, já morreram… E meu marido também, aquele canalha! Eu me casei aos 15 anos, e já estava grávida. Hoje sou viúva e mãe de três crianças: Joaquim José, de 30 anos; José Antenor, de 25; e Maria Amália, com 22. Também tenho um neto de quatro anos chamado Quinzinho, filho do meu menino mais velho. Todos ainda moram comigo.

Fale mais do seu marido.

Ah, não gosto muito de falar dele não. Meu marido morreu num acidente de barco há 20 anos, e dele só herdei problemas e dívidas. Viver com o Pereirinha não foi pêra doce! Quando morreu ele não me deixou nem um pedaço de pão! Cortei um dobrado pra sustentar essa família, e toda a minha vida foi focada neles. Nunca deixei faltar nada, apesar de não lhes dar nenhum luxo.

Você se considera uma trabalhadora?

Claro! Com muito orgulho. Pois se tem uma coisa de que não tenho medo, é de trabalho. O falecido nunca foi muito chegado a um suadouro, e quem tinha que resolver tudo dentro de casa era eu. Trocar torneira, consertar telhado, mudar disjuntor, essas coisas… Depois que ele bateu as botas comecei a fazer esses serviços nas casas das vizinhas pra garantir o ganha pão. Porque você sabe, né!? Homem hoje em dia não sabe a diferença entre uma chave de fenda e uma chave de coxa.

Você faz qualquer negócio?

Êpa! Do que você está falando?

Faz qualquer trabalho, foi isso que eu quis dizer.

Ah bom. Faço qualquer trabalho sim… Desde que seja honesto. E cobro sempre o preço justo, nada de exploração. Sempre a andar por aí com meu macacão, minha bicicleta e minha maleta de ferramentas, fui fazendo uma clientela e um nome: Griselda, o Marido de Aluguel. Tem dias em que faço tantas visitas, que vou dormir contando carrapeta ao invés de carneirinho (risos).

Então você deve ser muito querida aqui no Jardim Oceânico…

É o que você pensa. Não é todo mundo que gosta de mim não. Quando eu passo, tem gente que fica gritando: “lá vai o Pereirão!” E eu sei exatamente quem é que fica espalhando apelido e piadinha a meu respeito por aí. Até com meu buço esses “caras estanhadas” implicam. Sorte deles que eu tenho mais o que fazer do que perder tempo tirando satisfação com vagabundo que passa o dia na beira da praia. Mas quando perco a paciência, sai de baixo. Já botei muito marmanjo metido a besta pra correr debaixo de porrada. Um deles é o marido da minha comadre Celeste, aquele tal de Baltazar; ele bate nela! Mas quando ele faz isso com minha comadre eu vou atrás dele e desconto: dou-lhe a maior surra…

Se você conseguiu criar seus três filhos com o suor do seu rosto deve sentir o maior orgulho disso.

Demais! E me sinto mais orgulhosa porque nenhum deles deu pra vida errada, nenhum virou bandido. O José Antenor é que é assim, meio problemático… Mas ganhou uma bolsa de estudo e faz a Faculdade de Medicina. Sou uma mulher de sorte! E por falar em sorte, tenho fé que minha Nossa Senhora de Fátima um dia vai me dar uma mãozinha pra eu ganhar na loteria, pois jogo há anos, semana após semana. Agora mesmo o prêmio está acumulado: 30 milhões.

Se ganhasse esses 30 milhões, o que é que você fazia?

Ah, tanta coisa. Principalmente pros meus filhos. Por mais que eu trabalhe, eles levam uma vida sacrificada, não sabe? Mas não pensava só neles não. Esse dinheiro dava pra ajeitar a vida de um monte de gente. Dos meus filhos, da minha comadre Celeste… A primeira coisa que eu fazia era comprar uma casa, pra não precisar mais morar de favor nessa em que eu vivo, que é de um bendito chinês que eu não sei por onde anda.

E em você, se ficasse rica o que você mudaria?

Sinceramente? Não sei. Só fico me perguntando se eu viraria uma dondoca, dessas de novela, ou continuaria levando a vida do jeito que está. Bem, não exatamente do jeito que está… Mas com a caderneta de poupança recheada, se eu quisesse mudar de vida, me tornar, vamos dizer assim, mais fina, bem… Aí eu precisaria, no mínimo, arranjar alguém pra me ensinar como agir nesses lugares bacanas. Porque, se eu ficasse rica, eu ia dar um jeito na vida dos outros, mas também ia aproveitar a minha vida, ia ou não ia?

Você ia querer viver bem, é isso?

Não, viver não, eu ia querer era me sentir bem, e isso é outra coisa. Não que eu me sinta mal com a vida que levo, acho que mesmo ficando milionária eu não parava de fazer o que gosto, que é trabalhar, quebrar os galhos dos outros.

De qualquer modo, se ganhasse na loteria e ficasse rica, você ia mudar.

Ia, lá isso ia. Só não sei quanto, e como. Ia não, vou! Porque ganhar na loteria pra mim são favas contadas, vai acontecer mais dia menos dia. Então, o que o dinheiro mudaria em mim? Ah, isso eu resolvo depois. Aliás, resolver as coisas é a minha especialidade. Pois é como eu sempre digo: Na vida tem jeito pra tudo!

Essa entrevista com Griselda foi feita a partir de trechos pinçados do perfil da personagem na sinopse de “Fina Estampa”. As fotos foram tiradas durante a visita que Lília Cabral fez à Master Class 2. É claro que a entrevista seria sensacional se pudéssemos ilustrá-la com fotos de Lília já ostentando o visual de Griselda. Mas o visual de Griselda é um segredo que a produção de “Fina Estampa” pretende manter até o dia da estréia da novela… Ou, pelo menos, do começo das gravações, pois a maioria das cenas de Griselda, nos primeiros capítulos, são  externas.

“LARA COM Z” BATE RÉCORDE!

Posted on : 18-05-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Ontem à noite não teve apenas mais: teve demais! Dessa vez começando mais cedo, “Lara com Z” honrou a casa: teve 18 pontos de audiência e assim bateu seu próprio récorde! E o melhor é que aquela história do anel de São Jorge está apenas começando, aguardem a continuação na próxima semana!

 

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AMANHÃ TEM MAIS!

 

 

Tem que desdenhe, às vezes até com com um ódio vociferante, como se não desse pra perceber que na verdade está querendo mesmo é comprar. E tem quem adore, como a nossa confrade Rosa Cavalcanti, que escreveu um pertinente comentário, o qual reproduzimos no Vale a Pena Ler de Novo abaixo: Com uma média de 50% de share num horário tão tardio – na última quinta-feira terminou às 12h25 do dia seguinte -, “Lara com Z” continua a gerar polêmica… E polêmica é tudo o que um autor pode querer. Leiam o comentário de Rosa Cavalcanti, e depois nos digam se ela está certa ou não.

Já foi mencionado aqui e eu reforço: Lara com Z surpreende a cada episódio.

Estive pensando nisso essa semana. Eu esperava que a série fosse boa, mas não esperava que me surpreendesse de alguma forma. Achei que Lara seria trabalhado pelo lado mais superficial da personagem, aquela coisa meio “flamboyant” que ela faz questão de manter nas aparências.

E eis que me deparo com uma personagem cheia de sutilezas que se apresenta mais real do que a máscara que carrega. Não sei se me consigo fazer entender, nem sei se já entendi a novidade que Lara com Z representa na televisão brasileira.

Tudo ao redor de Lara cheira a depressão e decadência: a falta de dinheiro, os credores, o teatro interditado, o desvio de verbas, a casa-cortiço em que vivem todos os desalojados, o ex-genro escritor e bêbado, o envelhecimento, e tudo o que poderia resultar em algo pesado torna-se leve pela recusa da personagem em submergir, em decair. Todo o seu esforço é para, a cada minuto, manter a cabeça fora d’água e continuar lutando.

Sem brincadeira, às vezes a família de Lara me lembra a família Adams. Eles são exagerados e tão diferentes dos “seres normais”, mas, ao mesmo tempo, reproduzem as mesmas angústias, apego aos laços familiares e busca pela sobrevivência dos outros “humanos”, digamos assim. Eles também dão a impressão de viver em razão dela e para ela. Sempre com um tom teatral, um tom acima, como bem observou Kátia Moraes.

E foi nisso que estive pensando essa semana. Que talvez só dê para ter noção precisa do que foi Lara com Z daqui a uns 10 anos, olhando em retrospectiva. É como se ela anunciasse alguma coisa que eu ainda não sei o que é. Claro que posso estar enganada (ou simplesmente encantada) e é só um sentimento, mas está cheirando a cult. (Rosa Cavalcanti)

 

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CT ou TC?

 

 

Cristiane Torloni ou Teresa Cristina de Siqueira Velmont? Qui lo sa? Talvez seja este o visual da atriz pra “Fina Estampa”, talvez seja só um disfarce… Mas o fato é que, pedalando sua bike ontem à tarde pela orla, ela fez o maior sucesso com os cabelos mais claros: será que é com esse visual que ela vai infernizar a vida da coitada de Griselda (Lília Cabral)? Quem viver me verá…

 

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Reunião dos

Aguinautas:

normas de

segurança!

 

Gente: vamos dar um freio de arrumação nesse encontro de Aguinautas aqui no Rio de Janeiro? Sinto que a coisa está tomando uma proporção que não nos interessa. Isso é pra ser um encontro de pessoas que já se conhecem virtualmente, porque estão sempre aqui. Quem se apresenta dizendo que “não comenta, mas sempre lê o portal”, está fora. Eu disse que compareceria, mas não se desconfiar que lá, além de vocês, velhos amigos que eu já conheço, haverá pessoas que, no frigir dos ovos, podem ser um bando de “fakes” dispostos a desvirtuar tudo. Portanto, que fique bem claro: só irei se vir antes a lista de participantes e reconhecer como comentaristas freqüentes todos que constam dela. Se houver uma única pessoa que eu não conheça de comentários, não contem comigo. O local do encontro deve ser mantido no mais rigoroso segredo. Os participantes devem receber um número, anexado ao nome, que lhes garantirá a entrada. Ou seja, um mínimo de segurança, pra que seja realmente uma festa que agrade a todos e deixe todo mundo feliz. Por favor, se organizem pra fazer isso… Ou estou fora. Já ordenei ao Moderador que esteja atento e fiscalizaze tudo com o máximo rigor. Acreditem em mim: se você facilitarem correrão o risco de estragar o que poderia ser uma grande festa.

 

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O homem tá na Alemanha!

 

Pois é gente, a turma queria o Alexandre Borges fazendo par com Julia Lemertz em “Fina Estampa”, mas vai ficar apenas no queria, porque nosso repórter e enviado especial Moacir Jardim o localizou a milhares de quilômetros de distância, mais precisamente em Colônia, na Alemanha, onde ele ensaia para um espetáculo que apresentará por lá no começo de junho, justamente quando devia estar aqui gravando a novela. Assim… A busca continua: procura-se um ator viril, de 40 e tantos anos, bonitão, competente, etc., etc… Quem se habilita?…

 

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Uma noite só de bambas!

 

 

Se tem uma coisa que odeio é levar dedada. Mas dedada de urologista: é dessa que estou falando, porque dedada de profissionais de quaisquer outros ramos não levo nem pelo cacete – detesto!

Assim, entrei em pânico quando o meu médico, o dr. Denílson Campos de Albuquerque, que cuida de mim há mais de trinta anos, após assinar os exames todos para o meu check-up pré-novela, anunciou:

“Dessa vez você não escapa”.

Saí do consultório dele estressadíssimo. E como o urologista a quem caberia me desvirginar ocupa o consultório ao lado, dei uma entrada lá, disfarcei, olhei pro dedão dele… E cruzes! Sai correndo. Liguei pra Bernadete Piters, ex-Subiru, ex-Sarkozy e contei tudo. E minha amiga Bernie, depois de reclamar muito da boa vida que leva lá em Paris, declarou:

“Quanto ao tal exame é assim mesmo meu bem, acho que os jovens estudantes de medicina decidem se especializar em urologia no momento em que percebem que têm o dedão grosso”.

Tá bom Bernie, pode até ser… Mas assim você não me ajudou em nada.

Tinha eu uma última oportunidade antes de me por de quatro e deixar que me fizessem o tal exame de toque: era o exame do PSA, que deu ótimo, e a ultrassonografia prostática, ao fim da qual o médico lá do CDPI proclamou:

“Tens uma próstata de criança, não precisas te preocupar com nada!”

Pronto: que felicidade! Já posso deixar o síndrome do dedão de lado, pois não vou mais precisar passar pela alcova/quer dizer, pelo consultório do dr. Jaime.

 

 

Mas esse preâmbulo todo era só pra dizer que, por conta do tal check up pré-novela, tive que ficar três dias sem tomar café e sem degustar meu vinho habitual. Pois, por causa da cintilografia do miocárdio me proibiram de ingerir a mínima dose que fosse de cafeína.

Foi aí que pensei: três dias a pão e água? Então, antes de começar a dieta, tenho que me oferecer uma festa de despedida que seja La grand bouffe, a comilança, na qual eu esteja muito bem acompanhado. Assim, aproveitando o fato de que Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz estão a compor músicas para “Fina Estampa” perguntei aos dois:

“Que tal se vocês me dessem uma palinha do que já têm durante um jantar na Churrascaria Pampa?”

Eles toparam é claro… E ainda levaram com eles o Sombrinha, o super-compositor e instrumentista que também entrou na jogada. A eles aderiram Eri Johnson, o inefável Glaycon Muniz, e o casal nota 30: Jackeline Barroso e Eduardo Pires.

 

Gente, que noitada! Nem tanto pela cerveja e pelo vinho, que correram soltos, mas pela exibição dos bambas. Ter uma canja de Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Sombrinha ao mesmo tempo não é pra qualquer um. Ainda mais quando as músicas que eles entoam na maior alegria têm a ver com o trabalho de quem os ouve. Saí de lá nas nuvens. Pois às três músicas que eles tinham prometido juntaram uma quarta, completamente arrasadora e que, mal eles começaram a cantar, eu vi que tinha a cara da história de Malvino Salvador e Carolina Dieckmann.

Cantamos, charlamos, brindamos, falamos ligeiramente mal de quem o merecia… E quando vímos já se fazia a madrugada e eu me vi diante de uma escolha de Sofia: permanecer na farra ou adiar o meu check up.

A muito custo escolhi a opção mais chata… Mas só porque eu estava preocupado com o dedão do dr. Jaime, e queria ver logo como andava a minha próstata.

Mas nesses dois dias, até mesmo dentro daquela máquina do Dr. House na qual fiquei durante dez intermináveis minutos, não parei de cantarolar as músicas que Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Sombrinha nos apresentam naquela preview luxuosa.

Well done, rapazes.

E quanto à ameaça do dedão de novo, só daqui a dois anos.

 


 

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Ai, a professora me bateu!

 

Tive um pesadelo horrível na madrugada de sexta-feira. Sonhei com a professora Heloisa Ramos, a quem eu vira horas antes no Jornal Nacional dizendo que o certo é a gente falar “nóis vai”, a me aplicar meia dúzia de pancadas de palmatória porque eu insistia em dizer “nós vamos”. Levantei, sai correndo em direção ao banheiro, na pressa levei uma topada e quase quebrei o dedo mínimo… Mas consegui chegar onde queria e assim, debruçado sobre a privada, vomitei toda uma cascata do que a tal professora chama de “preconceito lingüístico”: eu vai, tu vai, ele vai, nóis vai, vóis vai, eles vai… E pronto, melhorei do estômago.

Mas o que é “preconceito lingüístico”? Segundo a professora Margarida/quer dizer: Heloisa é o pecado que alguém que aprendeu a falar certo comete quando se mete a ensinar a quem está errado. Assim, se alguém disser os livro e você insistir em consertá-lo lembrando que o certo é os livros”, estará cometendo o crime de preconceito lingüístico e, como tal, poderia até ser processado por aquele que, mesmo sabendo como se fala certo, insiste – pra seguir os ensinamentos da professora Heloísa Ramos – em falar errado.

Pra quem não sabe, a professora Heloisa Ramos é a autora de um livro chamado “Por uma Vida Melhor”.uma obra “didática” para jovens e adultos distribuída pelo MEC a 480 mil alunos de 4236  escolas públicas do país, o qual afirma que você pode dizer: os livro ilustrado mais interessante estão emprestado… E mesmo errando de A a Z estará certo, e errado estará quem tentar consertá-lo.

É, sem dúvida, um conceito revolucionário, capaz de por abaixo tudo em que até hoje se acreditou sobre o ensino da língua, tão revolucionário que dispensa até mesmo a ida dos alunos à escola e, em conseqüência, a existência de professores… O que não afetaria a professora Heloisa Ramos que, como é de praxe, deve ter faturado um bom dinheiro graças aos 10% de direitos autorais sobre as vendas do seu livro ao MEC.

Você aprende a falar nas ruas, e desaprende com os professores: é este o conceito. Nada de nós vamos, basta insistir no nóis vai, e assim, tal como Lula da Silva, você se tornará o dono do mundo, talvez com direito ao usufruto de 70 mil virgens analfabetas quando chegar ao paraíso.

Eu, que durante grande parte da minha vida trabalhei nas redações de jornais como copydesk, portanto, a consertar os erros alheios, fiz um mea culpa: como eu fui linguisticamente preconceituoso!… No jornalismo, na televisão, na elaboração das minhas novelas, nas quais eu faço Lara Romero insultar a turma do nós vai dizendo fa-lo-ei e deslacrá-lo-ei… Sim, a essa altura, por querer falar tão pedantemente certo, eu já deveria estar respondendo a milhões de processos.

Mas, por mais que tente, não conseguirei dizer nóis vai, ou a gente vamos sem corar de vergonha. Por isso, para não me sentir tão só e nu diante da professora Heloisa, no sábado fui em busca da minha turma, os assim chamados Resistentes.

E onde poderia encontrá-los?

 

 

 

 

Num local onde a civilização, a cultura, os bons modos, a ordem e a tradição ainda existem.  Para isso, escolhi estar presente ao almoço de uma das últimas trincheiras do bom gosto nesta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro tão vilipendiada, humilhada e ofendida: fui ao Restaurante Albamar ali na Praça Quinze.

Almocei divinamente, mas não é disto que vou falar e sim dos que lá estavam. Sem maiores palavras, já que vocês mesmos podem reparar nas fotos. Vejam como pai caprichou na vestimenta e fez o mesmo com o seu pequenito. Percebam como moças, moços, senhoras e senhores botaram suas melhores roupas e capricharam nos penteados. Admirem o orgulho e o garbo dos que lá servem. A atmosfera, por mais contraditório que isso pareça, era ao mesmo tempo descontraída e solene. Aquelas pessoas sabem que a luta contra a barbárie inclui a busca permanente do aperfeiçoamento através da educação e da cultura. E quando menos você se interessar por estas, mais estará perto de voltar 30 séculos atrás e se tornar – desculpe, professora Heloisa – um mero troglodita.

 

 

Assim é, se lhes parece

 

 

Para os adeptos – e compradores – da cartilha da professora Heloísa Ramos, essa magnífica passarela, que ficará como um símbolo do que há de mais moderno na paisagem carioca, é O Feio. E essa ferida que se abre  e rasga este e todos morros da cidade é que é O Bonito. Mas dêem as pessoas que lá vivem a vida que elas realmente merecem, pra ver se elas não saem de lá correndo…

 



VIRAM “FINA ESTAMPA” ONTEM?!…

Posted on : 14-05-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Aguinautas gritam “fuego”!

 

 

O segundo encontro dos Aguinautas gaúchos aconteceu num galpão crioulo de Porto Alegre e ferveu! Pena que eu não estava lá. Mas no próximo, se ele acontecer depois do final de “Fina Estampa”, prometo que não faltarei… E aproveitarei pra dançar aquela dança das espadas com algum gaúcho espadaúdo que me apareça pela frente. Nas fotos, pela ordem a partir da esquerda, acima: Marcão Bittencourt (que veio de Brasília!), Lucas Nobre, Bolívar Soares, Antônio Costta com sua bela Isolde do lado, Soraya, irmã de Riad Hadi, e o próprio: pra quem não sabe ele é o Ganso gente! E abaixo, também a partir da esquerda: Riad, Bolívar, Lucas, Isolde, Antônio Costa, Soraya e Marco Bittencourt.

 

 

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Ator profissional faz assim: mal soube que em Fina Estampa sua personagem, a periguete Teodora, abandona marido e filho pra fugir com um famoso jogador de futebol, a lindinha Carolina Dieckmann viajou pra Madrid e foi pesquisar direto na fonte. Olhem só pra ela com Cristiano Ronaldo, que se declarou seu fã absoluto e confessou ter chorado de tristeza naquela famosa cena em que Carol teve que raspar os cabelos numa novela. Não, na verdade, ela não viajou especialmente pra isso, mas sim pra fazer um comercial no qual seu par é o jogador português. Mas é claro que, já que esteve com ele, ela deve ter feito perguntas sobre as periguetes que o perseguem… E que Ronaldo dribla com perícia igual à que demonstra quando joga pelo Real Madrid.

Por falar em Fina Estampa, já começaram as reuniões de núcleos sob a batuta de Wolf Maya. A primeira foi a do núcleo dos muito ricos: os Siqueira Velmont, que moram numa mansão num condomínio chamado “Marapendi Dreams”, no qual pontifica, como moradora mais notória, a vilã absoluta da novela: Tereza Cristina de Siqueira Velmont, aliás, Cristiane Torloni. Lá estavam, além desta, Dalton Vigh (Renê Velmont), Adriana Birolli (Patrícia de Velmont) e Crodoaldo Valério (é assim mesmo, Crodoaldo, porque o escrivão do cartório errou na hora de emitir a certidão de nascimento), o peniqueiro, faz tudo e confidente da vilã, que será surpreendentemente vivido por Marcelo Serrado.

Eu não estava nessa reunião é claro, que lugar de autor é em casa, a escrever os melhores capítulos que possa, em vez de ficar dando pinta pelos corredores do Projac. Mas uma certa mosquinha que faz ponte aérea entre os estúdios da emissora e os meus escritórios me disse que o clima foi arrasadoramente pra cima. Todo mundo acha que a novela “é um novelão como não se via há muito tempo” (palavras da Torloni), e já é “um sucesso garantido” (segundo o sempre discreto Vigh).

A mosquinha fica zumbindo essas coisas no meu ouvido e depois se manda de novo pro Projac em busca de mais novidades… E eu tremo. Não de medo, que eu sou igual àquela famosa etiqueta de moda jovem: No Fear!… Mas de responsabilidade.

Pois não é fácil escrever uma novela sabendo que ela vai dar emprego a pelo menos 300 pessoas durante oito meses, atrair 40 milhões de telespectadores e, principalmente, garantir o salário de todos os profissionais da emissora e mais os dos jornalistas fifís. Em “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, a atriz encarregada de dar vida à Virgem Maria é obrigada a entrar no palco antes da peça começar e declarar à platéia:

“A Atriz que vai viver Nossa Senhora se declara indigna de tão alto mister!”

É o que eu devia fazer agora: pegar meu Volvo blindado contra tiros de AR-15 e pragas de bichas despeitadas e ressentidas, ir até a porta do Projac, descer e proclamar aos quatro ventos:

“O autor que vai se matar diariamente durante oito meses pra garantir o tutu de vocês todos se declara indigno de tão alto mister!”

Mas se eu fizer isso, quem vai escaletar o capítulo 18 de Fina Estampa, que termina com o Antenor, a personagem de Caio Castro, dizendo pra Lília Cabral, que faz Griselda: “se você pensa que eu vou/

Gente, deu tilt no meu computador, apagou tudo, vou ter que começar do começo de novo, embora isto seja um pleonasmo! Desculpem, mas a revelação do que Antenor diz pra Griselda de tão transcendental a ponto de ser o gancho final de um capítulo fica pra outra ocasião, tá bem?

Depois eu conto!

 

 

“Lara com Z” quebra

geringonça do Ibope!

 

 

Tem gente botando os dois dedos e rasgando o assim chamado ânus de alto a baixo, só pra não reconhecer que Lara com Z é o luxo dos luxos. Sim, porque eu e Susana Vieira fazendo sucesso juntos provoca em certas mentes doentias uma espécie de vazamento nuclear digno de assustar japonês morador de Fukushima! Elas não aceitam, mas nem mortas! Esta semana que passou então, quando Lara com Z deu 16.4 de audiência e 53 (sim, eu disse isso mesmo: 53!) de share… A comunidade do Orkut que mimosamente se intitula “Eu odeio esse viado do cabelo branco” simplesmente ferveu. Mas eu, que não tou nem aí pra eles, fiz o que devia fazer: enchi minha banheira de perfumes raríssimos e sal grosso colhido à boca do vulcão Vesúvio, mergulhei nela… E quando saí de lá estava igual a Suzana: com vinte anos a menos! Ai, como é chato ser sexy, gostosão e lindo… E dar ainda o maior Ibope.

 

 

Ah, mas ele é bonitinho…

 

 

Não sei se o Ed Motta escreveu mesmo lá no facebook que “o brasileiro é muito feio”. Não me dei ao trabalho de ir verificar, preferi acreditar na quantidade de pessoas indignadas que protestaram contra esta frase de mal gosto. O que eu tenho que dizer a respeito? Aí vai: se o brasileiro é muito feio, então o Ed Motta é um lídimo representante da raça, é ou não é? Porque em matéria de feiúra, bem… Para de cochichar no meu ouvido Matilde, cala essa boca!

 

 

Ay Jisus, dai-me Luz!

 

Que Jesus Luz, graças ao empurrãozão de Madonna, mais ganhou fama que deitou na cama, ninguém tem mais dúvida. E não há nada de mal nisso, já que o rapaz é do bem. A prova de que ele anda faturando pelo mundo afora está no vídeo abaixo, um comercial que ele fez na Alemanha, e que nos foi enviado pelo nosso quereeeeedo Moacir Jardim. Ay Jisus!

 

http://www.youtube.com/watch?v=WpQnYutUIMA

ME DÁ UMA BITOQUINHA?…

Posted on : 06-05-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Daqui a pouco Gisele Tigre e Luciana Vendramini, visivelmente constrangidas em todas as fotos em que aparecem se beijando, vão protagonizar o que está sendo chamado de “primeiro beijo gay da televisão brasileira”… Na teledramaturgia talvez; porque ainda ontem, no jornal das 7h da manhã da Globo, eu vi dois marmanjos a se beijar apaixonadamente na boca depois de  consumar a união civil, que a mídia insiste em chamar de “casamento”, num cartório no Paraná.

Pode ser que na telinha, na hora H Gisele e Luciana gritem FUEGO! Mas nas mostras, bem, o que elas fazem as mulheres hetero fazem a toda hora na rua: trocam bitocas, sem que ninguém resolva linchá-las por causa disso – é natural.

Se é pra mostrar homem com homem, ou mulher com mulher, então que se faça como na novela Botineras, cuja audiência subiu até a estratosfera quando dois atores, vivendo jogadores de futebol, simularam um ato sexual em pleno vestiário… Ou que se esqueça o assunto e não se fale em beijo gay nas novelas nunca mais.

Eu, por exemplo, que já tentei algumas vezes e sempre levei os maiores passa fora, já desisti há muito e decretei: beijo gay agora só se for na minha casa.

De qualquer modo, palmas pra Tiago Santiago, que começou fazendo a guerra em sua novela “Amor e Revolução” e agora apela para o amor, ainda mais o que não ousava dizer seu ome. Palmas também pras atrizes que – imagino o quiquiqui no estúdio enquanto elas se beijavam – não tiveram medo de dar a cara aos tapas. E palmas para Sílvio Santos, que deve ter visto a cena, soltado um ho-ho-ho daqueles e decretado: libera!

E já que botei a foto lá em cima, pra que os meninos não fiquem com ciúmes das meninas, a eles eu dedico a cena abaixo: ninguém menos que Rafael Cardoso, que foi vilmente roubado da minha novela (mas eu perdôo), numa cena, digamos assim, de absoluta intimidade com João Gabriel Vasconcelos no filme “Do Começo ao Fim”.

 

E agora me dêem licença que eu vou ver “Betty a Feia”!

 

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Ai meu Deus, onde é que eu tou?

 

 

(Meire Siqueira fala de “Game of Thrones” e diz porque achou bem firinfinfim…)

http://www.youtube.com/watch?v=DElIzQawD3E

“A caça, uma vez que você a captura, deixa de ser caça”. A frase é dita no momento certo – durante uma caçada, é claro – por um dos nobres esfarrapados e fedorentos do seriado Game of Thrones, que estreou neste domingo na HBO brasileira. A crítica Patrícia Kogut viu nela uma grande profundidade. Mas eu, que nunca bebi nas águas profundas de Platão e Aristóteles, achei-a apenas de uma enorme platitude.

E é isso que é não apenas a frase em questão, mas a série inteira: uma enorme platitude. Tudo que você já viu em “O Senhor dos Anéis” e pelo menos uma centena de filmes sobre mundos e civilizações (quase) paralelas está lá… E fora isso não há mais nenhuma novidade, além da decadência física de Sean Bean na foto abaixo), que já foi um dos meus objetos do desejo, mas agora, bem… Podia perfeitamente ser o meu tio Sebastião Feliciano de Sousa, lá de Sorocaba, São Paulo… E eu apenas lhe pediria a benção e lhe daria um beijo respeitoso na mão.

Claro, Game of Thrones em sua estréia estourou a banca do Ibope americano, e tinha tudo pra isso. É produzida pela HBO, que só faz feio quando produz aqui (“Filhos do Carnaval”? Vou te contar…), custou US$ 60 milhões e teve o seu primeiro episódio dirigido por ninguém menos que Tim Von Patten, responsável pela direção do alguns dos melhores episódios de “Os Sopranos”.

Sim, teve uma produção caprichadíssima, com um excesso de taças de estanho deslavado e casacos de pele de cu de macaco como nunca antes se viu na televisão… Teve aquela digitalização que só permite cenas noturnas e grandes planos nos quais não se consegue ver nenhum detalhe (mas tem quem ache o máximo!). Teve um inverno que dura, sei lá, dez anos e no qual não pára de cair neve (mas de repente o sol abre pra que os nobres vão à caça e digam suas platitudes e a Kogut adore), teve mulheres de peitos e otras cositas mas de fora apesar daquele frio do cão… Teve homens que trepam feito cachorros e cachorros que, embora ainda não tenham falado nesse primeiro episódio, certamente terão alguma coisa a dizer… Teve um cidadão verticalmente prejudicado, quer dizer, um anão… Que ainda por cima sofre de priapismo, coitado! E teve seres misteriosos, os Night Walkers, cujo nome as pessoas pronunciam fazendo caras e bocas como se estivessem num filme dos Monthy Pyton sobre a Idade Média…

E bem… Teve muita gente boa que gostou… Mas a mim nada em Game of Thrones me falaria ao assim chamado pênis… Se eu o tivesse. No final, quando o garoto a quem a mãe avisou enfaticamente – “nada de escalar a muralha do castelo!” – morre ao escalar a muralha de castelo e ver o que não deve (a rainha dando no meio do feno pro amante) eu disse pra mim mesmo: “puta que los parió! Foi pra chegar a isso que eles gastaram aquele dinheiro todo?”

Claro, por dever de ofício – embora muita gente não acredite eu sou uma crítica de tevê – vou ver o segundo episódio semana que vem. Mas se a capital do reino for mesmo o que me pareceu na digitalização à longuíssima distância – uma cópia um pouco mais dourada de Abu Dhabi (em plena Idade profunda e inexoravelmente Média?!), aí eu desisto de uma vez por todas e vou ver a última temporada de Betty a Feia, que é o que estava a ver antes de perder meu tempo com esse desperdício todo. (Meire Siqueira, crítica cricri)

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BELAS & PERIGOSAS!

 

Eu não falei que o elenco todo já estava a cuidar dos cabelos e a experimentar os figurinos? Olhem só como ficou a Carolina Dieckman (acima)  depois de algumas horas sob os cuidados do cabeleireiro Marco Antônio de Biaggi: linda e perigosíssima, né não? Em “Fina Estampa” Carol será Teodora, ex-mulher de Quinzé (Malvino Salvador), o filho mais velho de Griselda (Lília Cabral). Ela teve um filho com ele, Quinzinho, mas aí conheceu o Wallace (Márcio Garcia), lutador de ultimate fighting em ascensão, e fugiu com ele pra Miami deixando tudo pra trás, inclusive o filho. Dois anos depois… Bem, não vou contar a história, senão ela aparece em outra novela, mas uma coisa eu posso lhes garantir: primeiro vocês vão odiar Teodora; depois vão ficar em dúvida quanto ao seu verdadeiro caráter…  E por fim vão amá-la e torcer desesperadamente por ela! Palavra de autor maluco de novela… E viva Carol!

E pra compensar o fato de a gente estar falando em mãe desnaturada num dia tão impróprio – o Dia das Mães! – resolvi brindar vocês com a foto de dona Lindalva Lima Simeão da Silva no dia do seu casamento com Luiz Gonzaga Simeão da Silva Filho (o rapaz guapíssimo com quem ela aparece na foto acima). Ela é ninguém menos que a mãe de Lara Romero, não a do seriado, mas a da vida real, uma das nossas comentadoras mais fiéis desde os tempos do blogão. O casamento foi no interior do Piauí em 1969, mas a noiva Lindalva, de saias curtas e luvas, estava no up to date das noivas de então: digna de uma capa de O Cruzeiro!

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“FINA ESTAMPA”: ELENCO FECHADO!

 

 

Como vocês leram na mídia (que sempre sabe mais a meu respeito que eu), o Wolf Maya e eu não nos falamos. Portanto, deve ter sido um clone dele, fabricado pelo cientista louco da novela da nossa quereeeeeda Glória Perez, que esteve na minha casa na sexta-feira para juntos fecharmos, de uma vez por todas e sem mais xixi-minha-nêga (ai meu Deus: eu quis dizer xixi-minha-afrodescendente!), o elenco de “Fina Estampa”. E, depois de uma hora e meia de “a gente descasca aqui, passa no liquidificador ali e bota no creme de acolá”, já posso vos dizer com toda a convicção de um velho e calejado autor de telenovelas: armamos um elenco do caraças!

E qual é ele?

Ah, isso eu não digo, pois não cabe a mim ficar por aí soltando nomes ao léu e sim à Rede Globo, produtora e verdadeira dona da novela, anunciar a lista completa.

Quando é que farão isso? Não sei, nem me interessa. O que me interessa é que a essa altura está todo mundo cortando o cabelinho, tirando as medidas pras roupinhas, dizendo se o sapatinho virou um, como direi, sapato enorme… E, principalmente, fazendo testes de vídeo, pois é preciso juntar os vários lés com crés da novela pra ver se realmente eles dão cola.

Eu, da minha parte, não saio nem de casa, mas daqui de um dos meus bunkers, enquanto escrevo letra por letra de todas as minhas tramas, faço questão de ser informado de tudo. Afinal de contas, não é apenas da próxima novela das oito que estamos falando – é da minha próxima novela. E eu tenho que estar feliz e satisfeito com tudo…

Ou, meus queridos, podem estar certos que a coisa desanda.

Não pensem que é fácil escalar um elenco de 50 atores hoje em dia (sim, “Fina Estampa”) tem pouco mais que isso, pois, na minha humildíssima opinião, entre outras coisas eram os elencos de 110 atores e picos que vinham tornando inviável o desenvolvimento das novelas). Aos seres de má memória que andaram alardeando a recusa do ator Fulano e da atriz Beltrana em participar da minha novela lembro que o meu querido Gilberto Braga perdeu o casal de protagonistas de “Insensato Coração” já em plena gravação da novela!

Escalar um elenco hoje em dia é dificílimo. Por conta das muitas produções em andamento ao mesmo tempo, e também da concorrência do teatro e, principalmente do cinema. Vejam vocês: em “Fina Estampa” José Meyer fará um descolado fabricante de moda de verão ao mesmo tempo em que, no teatro, fará Tevie, o protagonista de “Um Violinista no Telhado”, com uma barba de judeu do final do século XIX! E nós todos, em nome da arte, temos que – e vamos – conciliar as duas coisas… Pois eu ia querer José Meyer até se ele viesse vestido de Homem da Idade da Pedra!

De qualquer modo, o frio na barriga cresce e se torna uma tempestade de neve à medida que o dia se aproxima. Ganhamos mais uma semana, já que pedimos – e Gilberto Braga concordou – pra “Insensato Coração” só acabar no dia 20 de agosto (a numerologia assim o exige). Muito antes disso estará pronta a maior cidade cenográfica já feita no Brasil, e eu posso lhes garantir que isso não é pouco… E só aumenta a responsabilidade de todos que estão envolvidos com a novela.

Por razões pessoais queremos acertar… E temos que acertar por conta da sobrevivência do gênero. Por motivos que não me cabe discutir as telenovelas andam em crise, mas basta apenas que uma trama “estoure” e mobilize de novo o país inteiro para que saiamos dela.

Se esse “estouro” vai acontecer em “Fina Estampa” eu não sei, mas prometo: pra que isso aconteça, farei até o impossível. Agora se não conseguir, podem me jogar bosta à vontade – tenho o couro duro e não vou morrer por causa disso.

(Gentileza do nosso confrade Rodrigo Lima, vejam a homenagem que os repentistas lá de Olinda fizeram à minha humilde pessoa. Obrigado, quereeedos!)

 

http://www.youtube.com/watch?v=85C5SHeS_og&feature=channel_video_title

 

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Não adianta, que não caso!

Vivemos dias interessantes né não? As novidades brotam de onde menos se espera. Não foi preciso mais que meia dúzia de horas para que os Ministros do Supremo Tribunal Federal resgatassem os homossexuais da meia cidadania a que viviam relegados e os tornassem, do ponto-de-vista da cidadania, iguais aos heteros. Foi este o grande assunto desta sexta-feira. Durante uma entrevista, uma repórter de O Globo perguntou o que eu achava que tinha acontecido naquela sessão de quinta-feira no STF, e eu respondi de modo curto e grosso:

“Uma freada de arrumação. Aquela que o motorista dá de repente quando o ônibus está muito cheio e os passageiros ficam entalados ali no meio”.

Foi isso mesmo. De uma pernada só o STF acabou com a coisa e loisa que fazia a questão da união civil entre pessoas do mesmo sexo emperrar a anos no Congresso Nacional e a tornou um “caso encerrado”. Trata-se de uma decisão da Corte Suprema, à qual não cabem recursos: agora não há mais diferenças entre gays e heteros. Somos todos iguais – cidadãos plenos.

Claro que, durante a tal entrevista, veio a pergunta inevitável: “agora que é possível, você pretende casar?” Minha resposta:

“Conheço casais heteros demais pra me arriscar a repetir o mesmo erro que eles…”

Se eu acompanhei a votação tenso e trincado, como se fosse um torcedor do Flamengo em dia de finalíssima?

Nem um pouco!

Pois tinha tanto que fazer… Enquanto lá na Praça dos Três Poderes os ministros do STF escreviam a História, eu escrevia minhas estórias. Vejam as fotos que ilustram esse texto e a galeria aqui linkada, todas tiradas no mesmo dia.

 

De manhã, depois de horas de trabalho em “Fina Estampa”, tive uma longa reunião via skype com Maria Elisa Berredo sobre os rumos da novela. Detalhe: sobre a minha mesa de trabalho, ao lado da fatia de bolo intocada, uma xícara de café já frio.

De tarde, entrevista para um portentoso trabalho, a cargo da Fundação Wladimir Herzog, sobre a imprensa alternativa no Brasil durante a ditadura. Eu, que estive na linha de frente em três desses jornais – Opinião, Movimento e Lampião – falei durante uma hora e meia e – que maravilha! – apenas sobre jornalismo, nada de telenovelas.

E à noite, vinhos e rosas, muitíssimo mais o primeiro que as segundas durante um jantar com os Barroso Pires e o Moderador pouco moderado.

Festejávamos o quê? O trabalho que, mais que qualquer outra coisa, dignifica o homem; a amizade, sem a qual a vida não é digna de ser vivida. E a paciência do inseto que, lentamente, começa a se mexer e segue o seu caminho como se não tivesse acabado de acontecer um terremoto… Pois é como ele, o inseto, com extrema paciência, que a gente deve perseguir a excelência e o êxito.


UM DELES SERÁ O MAIOR!

Posted on : 01-05-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Começa hoje, e vai até o dia 30 de junho, a fase final do concurso O Maior Brasileiro de Sempre, lançado em novembro na inauguração do nosso portal. Dez candidatos passaram à finalíssima, e agora partem de novo do zero para disputar o título. São eles:

Sílvio Santos, Chico Buarque, Chico Xavier, D. Pedro II, Edir Macedo, Eike Baptista, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Machado de Assis e Roberto Carlos.

Belo time, né não? Se fossem onze, seria a melhor de todas as seleções brasileiras. Mas não é de futebol que estamos falando, é de gente que faz (ou fez) e deixa marcas (ou deixou). Um deles será escolhido O Maior Brasileiro de Sempre… Por você!

Fique de olho, que daqui a pouco no nosso item denominado “concurso” entrará o novo link que lhe permitirá votar… Mas apenas uma vez, porque só será permitido um voto por IP.

Que vença o melhor desses melhores…

E não esqueçam: assim que o concurso para escolher O Maior Brasileiro de Sempre terminar, uma nova competição ocupará o espaço: o Concurso Nacional de Roteiros, votem agora, e depois aguardem!

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CIAO CIAO ALFREDO!

Já disse aqui mil vezes e torno a repetir:

Escrever novela não é coisa pra mariquitas.

Mas como todo mundo tem seu dia de mariquice, eu também tive o meu – e ele durou 48 horas, durante as quais me lamentei feito uma La Traviatta em seus agudos finais antes da morte: amami Alfredo, eu gritava lancinantemente, como se estivesse tísico e em andrajos, a perambular pelos corredores da minha casa, até que de repente me engasguei no maior de todos os agudos, quase tive um edema da glote e aí parei e me perguntei:

Mas que merda é essa que tá acontecendo comigo?

E a resposta, que me veio à boca como se fosse um vômito, foi:

Chega de viadagem ô sua coisa fresca, vai fazer o teu trabalho!

E foi o que fiz.

Mas antes cumpri um ritual. Vesti uma roupa cor de gema de ovo de canário, peguei meu Volvo flamante e novíssimo blindado contra tiros de AR-15 (além de inveja, olho gordo e praga de bicha despeitada), fui até o Barrashopping, separei todas as novidades em matéria de sais de banho lá na L´Occitane, depois passei no Paraíso da Umbanda e comprei meio quilo de sal daquele bem grosso…

E então vim pra casa, enchi minha jacuzzi de dois metros e cinquenta por dois metros e cinqüenta com os sais de banho e mais o sal grosso, mergulhei nela e lá me deixei cozinhar por exatos 37 minutos…

E quando afinal saí daquela água ainda tépida e perfumada como se fosse a Vênus de Boticceli mais uma vez renascida pude afinal dizer:

Vai tomar no toba Alfredo!

E aí fui pro computador e escrevi, de um fôlego só, uma escaleta inteira de “Fina Estampa”.

Tudo isso foi na segunda-feira à noite.

Ontem às 7 horas, durante a minha conversa matinal com Maria Elisa Berredo, de tal modo eu já me adonara de novo da novela que pude lhe dizer, com a máxima segurança, tudo que vai acontecer nos próximos quatro capítulos.

Ou seja quereeeeedos, depois do breve ataque de mariquice o autor de novelas que vos fala virou um tremendo de um bofão de novo… E daqui pra frente não tem mais essa de frescura comigo.

(fotos de Fco. Patrício)

(Pra quem nunca ouviu o Amami Alfredo – embora já o tenha cantado por causa de algum namorado muquirana -, posto aí embaixo o vídeo em que Ângela Gheorghiu, a grega que alguns consideram a nova Maria Callas (cai fora!) é vista a cantá-lo um pouquinho melhor do que eu sou capaz de fazê-lo quando estou desesperado)

http://www.youtube.com/watch?v=H9eyBFLkqLA&NR=1

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O MUNDO ESTÁ EM FESTA!

Sim, o mundo está em festa, pois morreu Osama Bin Laden, o inimigo nº 1 da humanidade. Morreu não numa caverna misserável no meio do deserto onde ele apregoava viver, mas num palacete, cercado de todos os luxos que pode usufruir um bilionário como ele, com negócios que se ramificavam pelo mundo inteiro. É menos um dos que acham que podem, por sua única vontade, tirar a paz  de todos e, mais do que isso, roubar a vida de quem lhes aprouver.

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Terremoto a dez mil metros de altura!

 

Acordo na maior escuridão, com um troar intermitente a ressoar em minhas orelhas e o mundo a vibrar violentamente em torno de mim. Como adormeci em Lisboa, logo penso – salve-se quem puder porque é ele, o terremoto! Viro-me rapidamente para o meu lado esquerdo em busca do interruptor da luz…

Mas, antes de continuar, deixem que lhes conte algo. A palavra tsunami tão apreciada pela mídia (ela parece estar sempre a torcer para que aconteça uma delas em alguma parte do mundo só pra que seus âncoras e repórteres possam pronunciá-la), é apenas a tradução, para uma língua oriental qualquer, da palavra portuguesa maremoto. Porque uma tsunami, com todo o charme sonoro que a palavra possa ter (talvez só superado por “Morro do Bumba”, lembram?), é apenas isso – um maremoto. E o primeiro de que se tem notícia aconteceu em Lisboa (esta cidade onde neste momento penso estar), após o grande terremoto de 1755 que destruiu praticamente a cidade inteira.

Foi assim: após o terremoto as águas do rio Tejo recuaram para o mar, e os sobreviventes do terremoto, para fugir da profusão de incêndios que destruíam a cidade, foram buscar abrigo em seu leito vazio. Lá estavam a rezar para todos os santos (era justamente o Dia de Todos os Santos!), quando de repente as águas do rio voltaram com uma fúria incontida invadindo tudo e matando milhares de portugueses.

Desde então já que sua cidade foi construída sobre uma dessas fendas no fundo das quais a terra de vez em quando se assanha toda, os lisboetas sabem que um dia acontecerá de novo. Na verdade Lisboa treme quase todo dia, só que nem sempre de forma perceptível. Você acordar de noite e ver o lustre a balançar sobre a sua cabeça é a coisa mais comum. Nos últimos tempos o mais forte desses tremores aconteceu quando eu estava lá a escrever os capítulos finais de Duas Caras, e eu só não saí a correr nu pelas ruas e a gritar – FUEGO! - porque antes tive o cuidado de ir até a janela e constatar que lá fora estava tudo calmo e havia até alguém ali por perto a cantar um fado.

Agora voltemos:

Mergulhado na escuridão total, com o mundo a chacoalhar e vibrar, e com aquele som constante a zoar nos meus ouvidos…

Viro-me rapidamente para o meu lado esquerdo em busca do interruptor da luz, mas em vez deste alcanço uma coisa mole e macia que me lembra um – meu Deus, um nariz! – enquanto quase ao mesmo tempo ouço uma voz ao meu lado que me pergunta: “mas que porra é essa, c´ralho?” E a lucidez me volta: foi o barato do Olcadil! Eu não estou em Lisboa coisa nenhuma, e sim no meio de uma turbulência dentro de um avião!

Arranco a máscara que me cobre os olhos, vejo o dono do nariz no qual agarrei com dedos de pinça a me olhar furioso, peço-lhe – como fazem os portugueses – “imensas desculpas” (enquanto constato que em vez do nariz, até que valia a pena ter agarrado alguma coisa um pouco mais, bem: sólida, se é que vocês me entendem), olho em torno e distribuo sorrisos amarelos aos que me olham com ar de censura (devo ter gritado!)… E aí abro a janela, olho pra fora e vejo nada menos que a brasileiríssima cidade de Fortaleza lá embaixo!

Sim, porque eu voltei. Mas dessa vez, cansado das muitas vezes em que bebi além da conta no avião e desci no Galeão de ressaca, decidi que não ia beber uma gota de álcool sequer durante a viagem, e sim uma dose um pouco acima do recomendável de Olcadil que me fizesse dormir até a chegada.

Essa decisão eu a tomei inspirado numa viagem que fiz na primeira classe da Air France, logo depois de ver um filme que eu amo, “Monsieur Vatel”, com Gerard Depardieu (tanto gostei que chamei de “Monsieur Vatel” o restaurante de “Senhora do Destino”, lembram?). Estava eu todo pimpão na minha poltrona-leito a rezar pra que ninguém sentasse ao meu lado, quando quem chega e ocupa aquele último lugar vago? Monsieur Vatel em pessoa: enorme, tronitroante, espaventoso, metido num pijama by Jean-Paul Gaultier, sim, ninguém menos que Gerard Depardieu, que pediu um copo d´água à aeromoça, tirou do bolso um comprimido e o engoliu com o líquido, abriu a manta e se cobriu dos pés a cabeça, fechou os olhos e, pra meu desespero, roncou feito um gaulês de priscas eras durante a viagem inteira!

Naquele dia eu pensei: como deve ser bom entrar num avião, simplesmente apagar, e só acordar quando a aeromoça nos sacode e diz: “sinto muito incomodá-lo senhor, mas já chegamos” (foi o que uma delas fez com Depardieu ali ao meu lado quando o avião já tinha aterrisado).

Fazer uma coisa igual a essa, simplesmente morrer durante algumas horas dentro de um avião e assim não tomar conhecimento do estresse da viagem, sempre foi um dos meus sonhos de consumo. Mas eu nunca o concretizei até que, nessa volta ao Brasil, resolvi fazê-lo… E gente, deu tudo errado – com isso tudo que eu consegui foi ter um barato horrível!

Na próxima viagem retornarei aos meus antigos hábitos: meninas e meninos da TAP, caprichem na garrafeira, porque tomarei um tremendo porre de vinho do Porto de novo.

 

http://www.youtube.com/watch?v=RGIp_NZX00c&playnext=1&list=PL1EA2C033A1B29EC9