VOCÊ É FELIZ, Ô ZÉ RUELA?…

Posted on : 24-06-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Roberto Carlos é o

Maior Brasileiro de Sempre!

Roberto Carlos: o Maior Brasileiro de Sempre?

Há controvérsias é claro. Mas é saudável afirmar que, na longa guerra religiosa travada entre os candidatos Chico Xavier e Edir Macedo desde os primórdios do nosso concurso, só houve derrotados. Edir Macedo foi o segundo colocado, Chico Xavier o terceiro… E Roberto Carlos, numa avassaladora arrancada final acabou vitorioso.

Lembram de quando o concurso começou? No primeiro dia do nosso portal. Teve três fases, e na primeira, com cem candidatos e sem as limitações do voto por IP, tivemos 8.946.572 votos, um número absurdo. Já nas fases seguintes, quando cada pessoa só podia votar uma vez, o panorama mudou. Na semifinal, com 30 candidatos, foram 313.630 os votantes; e nesta final, com dez candidatos, chegamos aos 410.192 eleitores.

Foi uma bela competição, que teve até “pontos” virtuais de votação especialmente criados para beneficiar certos candidatos… Mas o fato é que, embora os dez finalistas sejam todos dignos de ostentar o título, muita gente boa ficou de fora já na primeira etapa do concurso, o que foi uma pena.

De qualquer modo, para nós a experiência foi ótima. Tanto que em breve lançaremos outro concurso que seja capaz de galvanizar a atenção de milhões de pessoas como aconteceu com esse de agora.

Abaixo, e pela ordem, os dez mais votados.

ROBERTO CARLOS (17%, 70.232 Votos)

EDIR MACEDO (17%, 69.980 Votos)

CHICO XAVIER (17%, 69.936 Votos)

SILVIO SANTOS (11%, 45.754 Votos)

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (11%, 43.519 Votos)

CHICO BUARQUE DE HOLANDA (8%, 31.755 Votos)

DOM PEDRO II (7%, 28.324 Votos)

MACHADO DE ASSIS (5%, 18.821 Votos)

EIKE BATISTA (4%, 15.964 Votos)

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (3%, 15.908 Votos)

 

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“Lara com U”… de uóóóóótimo!

VALE A PENA LER DE NOVO o comentário abaixo do jornalista Virgílio Netto, postado há pouco, sobre as audiências de ontem, com destaque – sorry, periferia – para “Lara com Z”. Sem esquecer que “Insensato Coração”, depois dos percalços iniciais, deslanchou e deve entregar a audiência em alta a “Fina Estampa”, o que é uóóóóóóóóóóóóóóóóóótomo!

LARA COM Z detonando na audiência nos episódios finais. 19 PONTOS de média. Que venham a segunda e terceira temporadas.

Ontem foi demais o episódio. Muito bom. Priscila Marinho, a mulher do motorista é sensacional. Que atriz. Que duelo com Susana Vieira. Show. Show. Só posso parabenizar essa equipe de autores e colaboradores.

“Insensato coração” bateu seu recorde nesta quinta-feira. A novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que foi ao ar das 21h20m às 22h34m, obteve 44 pontos de média e 66% de participação.

“A grande família” também bateu seu recorde de 2011 com 31 pontos de média e 51% de participação. A série foi ao ar na Globo das 22h34m às 23h21m.

Exibida logo em seguida, “Lara com Z” também obteve sua maior audiência, com 19 de média e 38% de participação. O último episódio desta temporada de “Globo mar” também bateu seu recorde: o programa teve 15 pontos de média e 37% de participação.

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“Roque Santeiro”: uma

novela de Laura Mattos!

Como vocês sabem, “Roque Santeiro” estréia nos próximos dias  no Canal Viva – ou já estreou, não sei, estou em Paris, por favor, não me comprometam. Não tenho nada a declarar a respeito, além de ressaltar o fato de que o Canal a cabo de maior audiência do momento insiste em reprisar telenovelas que tenham o meu humilde nomezinho nos créditos, o que me enche de orgulho e alegria, acrescenta mais alguns caraminguás no meu bolso e me leva a fazer uma pergunta: será que esta sucessão de reprises nas quais meu nome aparece é pura coincidência, ou é porque eles acham que sou bom mesmo?…

Sim, já disse, não tenho nada a declarar sobre a volta de “Roque Santeiro” e sua viúva que o foi sem nunca ter sido. Mas como preciso dizer alguma coisa, faço minhas as palavras abaixo, escritas pela jornalista Laura Mattos no jornal Folha de São Paulo, nas quais o meu nome é freqüente e sempre mimosamente citado. Desculpa quereeeeeda, mas creative commons é isso mesmo, direito autoral é coisa de intelectual burguês de direita, e como eu tenho a impressão que você, muito apropriadamente aliás, votou no Lula e na Dilma…

Da próxima vez que me mandar uma entrevista eu prometo responder, mas agora o que segue mesmo é o seu  sempre brilhante e polêmico texto:

Clássico da televisão brasileira, “Roque Santeiro” volta ao ar –após 26 anos– em 18 de julho, no canal Viva.

A Folha aproveita a reestreia da novela, que seduziu público e crítica, para resgatar a trama não menos intrigante de seus bastidores.

Enquanto na tela a briga se dava entre Roque Santeiro (José Wilker) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte), por trás das câmeras os antagonistas eram Dias Gomes (1922-1999), o mais importante escritor da Globo na época, e Aguinaldo Silva, então com 42 anos, começando na TV.

 

 

(Lima Duarte (Sinhozinho Malta) e Regina Duarte (viúva Porcina) durante gravação do último capítulo da novela)

Dias fez “Roque Santeiro” em 75, mas a novela foi censurada. Em 85, cansado do ritmo da TV, chamou Aguinaldo para trabalhar na nova versão, sob sua supervisão.

“Roque” explodiu _era vista por mais de 80% do público. Tornou-se fenômeno de ibope e faturamento.

A rivalidade surgiu quando a imprensa passou a fazer reportagens sobre o sucesso. Dias começou a ficar irritado, achando que Aguinaldo se colocava como pai da ideia.

O rumo da história passou a dividi-los e, segundo a Folha apurou, por pouco “Roque” não foi outra novela.

FALSO MITO

A trama girava em torno do falso mito que sustentava a fé e o comércio em Asa Branca. Roque, dado como morto 17 anos antes e feito santo, regressa. Mas os poderosos querem manter o mito.

No capítulo 87, antes de a novela chegar à metade, o padre Albano (Cláudio Cavalcanti) reúne as pessoas na praça para contar a verdade.

Aguinaldo achava que o argumento original de Dias –que então estava de férias na Europa– se esgotara. Queria que, a partir dali, a novela tratasse da reconstrução da cidade sem o mito.

Seus colaboradores, Marcílio Moraes e Joaquim de Assis, o convenceram de que o mito tinha de seguir até o fim.

Assim, no momento em que Albano vai falar, o beato Salu (Nelson Dantas) sai do coma: seria um novo milagre de Roque, e o padre desiste.

A menos de dois meses do fim da trama, o choque entre os autores se agravou, e a Globo teve de intervir.

Dias quis retomar a trama. Aguinaldo não se conformou. A direção teve de convencê-lo a se afastar, e parte da intriga veio a público.

O rompimento deixou em situação difícil os colaboradores. “Me senti um tanto constrangido. Eu me dava bem com Aguinaldo, mas fiquei do lado do Dias, que me convidara a colaborar na novela e com quem me identificava mais, política e artisticamente”, lembra Marcílio, 66, hoje na Record.

“Foi muito chato, era amigo de ambos”, diz Assis, 76, hoje colaborador de Moraes.

Cartas dos autores, a que a Folha teve acesso, revelam que o clima seguia beligerante um ano e meio depois.

PATERNIDADE

Eles disputavam direitos autorais; mas, mais do que lucros, o que cada um queria era reivindicar para si a paternidade do fenômeno.

Em novembro de 86, Dias escreve a José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Diz ao diretor da Globo ser autor de 99 capítulos: os 51 iniciais e os 48 finais –o total era de 209.

Ressalta ser autor da peça “Berço do Herói”, que deu origem à novela. E “cujos direitos autorais não me foram adquiridos pela Globo”. Propõe 60% de participação (50% pelos capítulos e 10% pela peça). Aguinaldo ficaria com 30%, e os outros 10% iriam para os colaboradores.

Em dezembro é a vez de Aguinaldo se dirigir a Boni. Afirma que, além de ter feito 110 capítulos, atualizara os iniciais, de 1975. A proposta: 40% para si, 40% para Dias e 20% para os colaboradores.

Seu tom é duro: “Nesse instante, do que estou mais precisando é de incentivos, e não que venha alguém minimizar o meu trabalho”.

Essa foi a divisão acordada pela Globo. Mas a amizade morreu para sempre.

Aguinaldo ainda hoje evita o assunto. Já disse que teria voltado a falar com Dias pouco antes da morte do autor, num acidente. A família de Dias, porém, não bota fé nesse último capítulo.

 

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DE FÉRIAS, ANTES DO SUFOCO!

Alessandro querido, você tem toda razão: eu dei uma sumida. É que estava em Lisboa, quando resolvi tirar meus últimos dias de férias antes do sufoco. Peguei o primeiro avião no aeroporto e voei rumo a Paris! Isso foi no domingo, e amanhã já volto pra Lisboa e pro taca-taca de “Fina Estampa”. Como estão os preparativos para a novela? A partir de amanhã eu conto de novo!

Se eu tenho fotos pra documentar essa minha fuga? Claro que sim,mas só posso postar quando chegar em Lisboa, pois esqueci o cabo que liga a máquina fotográfica ao laptop!

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Tem novidades na minha coluna, é só acessar…

 

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MAS QUE ELENCO DE

ARRASAR É ESTE, GENTE?

 

 

 

Nossa nouvelle comentarista de 236 anos, Batilda Bagshot (que jura ter saído diretamente das paginas da saga de Harry Potter), tem toda razão. O elenco de “Fina Estampa” está de arrasar de tão bom. Não só o veterano, mas também o jovem, como vocês podem ver nas fotos que ilustram esse textículo (acima e abaixo). Ontem, durante as gravações na Universidade Pessoa de Moraes (a mesma de “Duas Caras”!) estavam lá a trabalho, todos já com o visual da novela: Adriana Birolli, Milena Toscano, Josie Pessoa, Guilherme Boury e Caio Castro. Lindos. Lindíssimos. Lindésimos! Uma nova onda de atores que vieram pra ficar. Salve eles!

 

 

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A FELICIDADE

BEM ALI NA ESQUINA

http://www.youtube.com/watch?v=hj8YpRSiLaQ&feature=related

Numa das sequências mais tristes de 8 1/5, a obra prima de Federico Fellini (no vídeo acima), o cineasta Guido Contini, no auge da crise em sua vida pessoal e na capacidade de criar, consegue uma audiência em plena sauna com um importante Cardeal da Igreja e, pra começar, vai logo dizendo a ele: “Vossa Eminência, eu não sou feliz!”

E Vossa Eminência, enquanto banha os pés na água quente da piscina lhe pergunta:

“E quem foi que disse que você veio ao mundo para ser feliz?”

Esta cena me veio de novo à cabeça – sempre me vem – quando li declarações de Xuxa, talvez a mulher mais invejada do Brasil, sobre o seu estado atual de infelicidade. Disse ela:

“Hoje eu não sou feliz! Para eu ser plenamente feliz preciso ver a felicidade da minha mãe, da minha filha, das pessoas que amo. Infelizmente agora as coisas estão abaladas lá em casa. Falo sobre isso tudo aqui, pois meus fãs sentem. Eles sabem que não estou bem”.

Essa declaração de Xuxa me fez pensar: será que eu fui feliz algum dia? Sim, houve ocasiões em que o mundo me pareceu mais luminoso e o ar mais leve, porém… Foram sempre ocasiões fugidias. Satisfeito sim, eu me senti muitas vezes. Mas feliz… A Xuxa parece que foi algum dia. Mas, quanto a mim e à maioria absoluta dos mortais, acho que felizes nunca fomos.

Pois Vossa Eminência é quem está certo: nós estamos no mundo pra viver. E viver envolve riscos constantes, que sempre acabam por embarreirar nossos prosaicos desejos de felicidade.

Além disso, a felicidade é um conceito subjetivo, e se cada ser humano tem o seu, talvez não haja dois iguais. A mim por exemplo: o que me levaria à felicidade? Estourar a boca do balão com “Fina Estampa” e bater todos os recordes de audiência de novo? Arranjar um amor daqueles que nem mesmo o mais tolo dos amantes acredita existir, ainda mais aos 67 anos? Ganhar ainda mais dinheiro? Comprar um quadro monumental do Lucien Freud? Nada disso ou o quase impossível que é tudo isso junto?

Não sei o que me faria feliz, nem me preocupo com isso. Apenas vivo… E cumpro com minhas obrigações que, embora envolva muitas outras pessoas, no frigir dos ovos só têm a ver com mim mesmo.

Assim, o momento em que estou mais próximo do estado de felicidade é quando escrevo. Sim, mais do que comer, mudar de casa, viajar, conversar com amigos ou fazer sexo, escrever é a coisa que mais adoro. Porém… Às vezes, por ter que lidar não só com os aspectos positivos da vida, mas também com a miséria humana, o ato de escrever me deixa muito triste.

É o que acontece agora, quando tenho que trazer à tona, no capítulo 25 de “Fina Estampa”, a personagem que Carolina Dieckmann sem dúvida viverá magnificamente, a “Teodora”. Essa mulher terrível que o Brasil inteiro vai odiar, mas sobre cujas falhas de caráter a certa altura terá sérias dúvidas (se tudo der certo, haverá um instante em que todos os que a odiavam passarão a torcer por ela), me deixa abalado por uma razão: embora ela seja produto da minha mente desvairada, eu sei – as “Teodoras” existem. E, por serem tão terríveis é que me sinto na obrigação de redimi-las através da minha ficção e de mostrar que existe um caminho rumo à felicidade também para elas.

Fui subjetivo demais nesse texto? Então vamos torná-lo mais claros com nossas próprias experiências. Proponho a vocês que me digam nos comentários qual foi o momento mais feliz de suas vidas… E por quê.

Quem sabe isso não seria o ponto de partida para um livro?…

FALA, Ô CACATUA HISTÉRICA!

Quando eu era criança lá em Carpina minha mãe, dona Maria do Carmo Ferreira da Silva, costumava dizer que eu falava mais do que “o preto do leite”. Nunca soube quem era esse preto do leite, e prefiro fingir que não escrevi essa frase que hoje em dia – peço desculpas por isso – é da cabeça aos pés politicamente incorreta.

Mas o fato é que, embora não mais como o tal “preto do leite”, continuo a falar, ás vezes feito uma cacatua histérica, quando me dão corda. Foi o que aconteceu durante essa entrevista, comandada pelo nosso querido Léo Alves, que publico abaixo em dois vídeos. Quem ainda não viu, veja pela ordem, ou seja: primeiro o de cima.

http://www.youtube.com/watch?v=82AeDAgjdBA

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http://www.youtube.com/watch?v=u1-ywWFvIrU

A CAMINHO DE PETRÓPOLIS!

Posted on : 17-06-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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UM VERÃO CALIENTE!

“Fina Estampa”, como vocês sabem, é a novela do Rio de Janeiro, da Barra da Tijuca… E do verão. Claro, as gravações estão a pleno vapor agora, quando é inverno… Mas cadê o inverno nessa cidade onde as pessoas dão graças a Deus por poder botar um casaquinho quando a temperatura baixa dos 20 graus? O sol está nos ajudando. Cena a cena, a novela evolui, e cada uma delas, pra quem já teve o privilégio de as ver, é espampanante. Eu, modestamente, cruzo os dedos e rezo: afinal, quem decide se uma novela é boa ou não e merece ser vista são vocês: os chamados telespectadores.

Esta semana as gravações continuam a pipocar por todos os lados. E como a maioria acontece no entorno da minha casa, fica fácil para Francisco Patrício, misto de Moderador e fotógrafo, dar uma que outra incerta e registrar tudo… Como fez ontem ao passar num certo quiosque da praia da Barra e vê-lo transformado no quiosque do Álvaro.

Álvaro (Wolf Maya) é casado com Zambeze (Totia Meirelles), e os dois são proprietários de um lugar místico-exotérico chamado o Recanto, no qual está sediada uma pousada. Ela é vegetariana fanática. Ele, nem tanto, pois não resiste às empadas que Dagmar (Chris Vianna) leva pra vender no seu quiosque.

Vejam as fotos abaixo. Dagmar passa pela rede de vôlei e finge não ouvir os galanteios dos jogadores; já no quiosque, mostra as empadas e Álvaro, que, depois de se certificar que Zambeze não está olhando, bota uma inteirinha na boca e, na seguência… Se engasga!

O que acontece a partir daí? Aguardem os próximos capítulos.


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OLHA A EMPADINHA, GENTE!

A bela Chris Vianna,  a Dagmar de “Fina Estampa”, a desfilar na praia com suas deliciosas empadas durante as gravações de ontem: não é de arrasar? Eu, que adoro empadas, ia logo engordar uns cinco quilos se ficasse freguês de Dagmar. Aguardem amanhã texto e galeria de fotos sobre o quiosque de Álvaro (Wolf Maya) e Zambeze (Totia Meirelles), e a rede de vôley dos bofes sarados.

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Terça-feira, nove horas da manhã, sete graus de temperatura em Itaipava, e saio da minha casa e rumo a Petrópolis, onde, seguindo a orientação do deputado estadual Bernardo Rossi, tenho um encontro com o presidente da Câmara dos Vereadores, Paulo Igor, e com a chefe de gabinete do Prefeito Paulo Mustrangi, a dra. Sheila de Souza. O motivo do encontro? Alguns negócios com os quais pretendo me envolver na cidade, e sobre os quais devo fazer um comunicado oficial às autoridades.

Que negócios são esses?

Um deles não é a Clínica Gabriel Fraser de Fertilização in vitro, dirigida pela viúva daquele que dá nome a clínica, a dra. Danielle Frases, aliás Renata Sorrah: pois essa clínica, embora sediada em Itaipava, não existe, a não ser numa das tramas que vai resultar na maior polêmica em “Fina Estampa”… E sobre a qual mais não digo.

Do que se trata então – o que me levou às autoridades petropolitanas tão cedo?

Primeiro, a criação na cidade da minha futura Casa de Cultura. Sim, pretendo levar pra lá minhas coleções todas e, aproveitando o fato de que Petrópolis tem um dos museus mais visitados do Brasil, o Imperial, entrar nesse circuito. Minha idéia é não apenas expor minha coleção, mas criar também um teatro e uma escola para roteiristas, tipo aquela que, dirigida por Gabriel Garcia Márquez, existe há vários anos lá em Cuba.

É uma idéia ambiciosa? É, sem duvida, mas a ambição é o que move o mundo.

 

Outro assunto tratado na ocasião tem a ver com um dos ícones do município, o restaurante Locanda della Mimosa, criação de Dânio Braga e Lílian Seldin, sediado na localidade petropolitana conhecida como Fazenda Inglesa, e que é um dos mais famosos do mundo: a novidade é que parte do Locanda, que é também uma pousada de excelência, está à venda… E eu sou candidato à compra!

O que me leva a isso? A necessidade de manter o local como ele já é – uma referência cultural do Brasil aqui e no exterior – e ainda promover algumas melhoras. Fui às autoriades petropolitanas garantir que o Locanda della Mimosa, no que depender de mim, estará sempre alive and well e, para uma cidade que vive basicamente do turismo, isso não é pouco, já que ele é um dos seus locais mais conhecidos.

Claro, as negociações estão em andamento; já posso dizer que estou com um pé e boa parte do meu coração lá dentro, mas ainda falta acertar alguns detalhes e só por isso não assinamos. Mas é apenas uma questão de tempo.

Quanto a Petrópolis meu coração já está lá há quase quarenta anos, desde que aluguei um apartamento no antigo Hotel Quintandinha nos anos 70 e me apaixonei pelo município. Instalado em Itaipava nos ultimos doze anos eu vos digo: pra mim não existe outro lugar.

 

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Cenas de um assalto prolongado!

 

A cena é a seguinte: no volante do seu táxi, Vilma (Arlete Salles) aceita dois passageiros na Barra da Tijuca, dois homens que, de terno e gravata e munidos de suas respectivas pastas de executivos, lhes pedem que os leve até o Aeroporto Santos Dumont. “Mamão com açúcar”, pensa Vilma, e segue em frente. Só que ali na altura do Museu de Arte Moderna um dos homens abre tranqüilamente a pasta, tira de lá uma arma, aponta pra ela e dá a ordem: “pára o carro e desce!”

Sim, são dois assaltantes.

Vilma obedece, um dos homens assume o volante do táxi e arranca, e Vilma – desesperada por ver o seu ganha-pão sumir justo no instante em que o seguro venceu e ela ainda não o renovou – sai a correr por entre os carros, na contramão, a gritar: “meu táxi, roubaram meu táxi!”, e com isso quase provoca, em pleno Aterro do Flamengo, um engavetamento geral.

Simples, não? Eu não demorei nem cinco minutos para escrever a cena, que vai ao ar na primeira semana de “Fina Estampa”… Mas a produção da novela precisou de nada menos que três sábados para realizá-la com todo o requinte que ela exigia. Por que sábados? Porque nos dias comuns, quando o trânsito é mais intenso, seria impossível realizar esse tipo de trabalho… E aos domingos o Aterro do Flamengo é fechado ao trânsito.

Pois a diferença, do ponto-de-vista do trabalho, entre o que está no papel e o que vem a ser realizado é enorme. E o autor deve sempre levar isso em conta quando ouve alguma queixa da produção sobre as dificuldades de realizar isso ou aquilo. No papel o Senhor Autor é o rei e pode tudo. Mas quando se trata de realizar o que Sua Majestade escreveu, aí já são outros quinhentos. Além das dificuldades em si, há os imprevistos, como por exemplo: chegar uma frente fria e cair uma bruta chuva no dia em que será gravada uma cena na qual as personagens resolvem ir à praia tomar banho de sol.

Fazer o quê num caso desses? Mandar todo o mundo pra casa e adiar a gravação pra dali a dois, três dias, ou pra semana seguinte, e rezar pra que, no dia aprazado, a chuva não volte… Já que a novela, ao contrário do cinema, cujos prazos são sempre prorrogáveis, tem dia certo pra tudo, e aquele capítulo do banho de sol já tem data pra ir ao ar, e ponto final.

É por isso, pelos prazos exíguos, pela ameaça constante de imprevistos, que a novela, por mais bem escrita, produzida, interpretada e dirigida que seja, nunca atinge o nível de qualidade do cinema – embora, no caso do Brasil, seja quase sempre melhor que ele. Dentro do tempo exíguo de que dispomos, fazemos o que podemos – essa é a lição.

Nas fotos, feitas por Tita Berredo, flagrantes do terceiro sábado de gravação da tal cena que eu não levei nem cinco minutos para escrever: na foto no alto, Arlete ao volante do táxi de “Vilma”. Na foto a seguir, num intervalo, o diretor Cláudio Boekel e sua equipe afagam o cachorrinho de Maria Elisa Berredo. E nas fotos abaixo o cameracar, que é uma espécie de “caveirão” das gravações no trânsito.

 

 

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VAMBORA VER DE NOVO?

 

Veja a primeira chamada de “O Astro”, que marca a volta, nunca por demais tardia, da novela das 22 horas às telas da Rede Globo.

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NOTAS: PRA QUE VOS QUERO?

Pois é quereeeedos, com a devida licença do meu Patrão Prateado, resolvi também dar notas às performances dos outros… O que, como vocês sabem, é uma tarefa bastante subjetiva e discutível cuja real validade depende do gosto, do humor e do comprometimento de cada um em relação ao que – ou quem – é avaliado. Mas como está na moda, eu não deixaria que me incluíssem fora disso. Aí vão minhas primeiras notas, como eu disse, segundo meus critérios pessoais – que, como todos os critérios pessoais, só são válidos pra mim e em geral são vistos com reservas até pela minha meia dúzia de filhos e netos.(Meire siqueira, crítica cri-cri)

NOTA 20:

Para Humberto Martins, pelo seu excelente trabalho em Lara com Z, que é cool, cheio de nuances, pleno de ironia, tão precioso que, graças a ele, o ator alçou posições até o topo da lista de maiores de sua geração – tanto que acabou sendo disputado por várias produções em andamento ou futuras, e certamente vai brilhar – como brilha agora no seriado – em “O Astro”.

NOTA 00,57:

Para colunistas de jornais, revistas e da net que, conscientemente ou não, acabam por transformar o precioso espaço que ocupam num território de ninguém, no qual só há lugar para a exposição de uma permanente – e inócua – ação entre amigos.

Ah sim, e já ia me esquecendo: NOTA 237,08 para as peitocas de Arlete Salles na foto abaixo: gente, o que é isso? Eu também quero!

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SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO!

 

 

As gravações de “Fina Estampa” pipocam por toda a cidade. No sábado, Maria Elisa Berredo passava pela Avenida Rui Barbosa num táxi, quando viu Arlete Salles a correr em meio aos carros feito uma desvairada, com sério risco de ser atropelada. “O que será que aconteceu com a coitadinha da Arlete?” – pensou. Mandou o táxi parar e foi ver o que estava ocorrendo… E o que estava ocorrendo é que, na maior encolha, Wolf Maya gravava a cena em que a taxista Vilma é assaltada a caminho do aeroporto por dois passageiros – dois supostos executivos, de terno e gravata – e perde o carro. A cena era tão real que Maria Elisa, nem lembrou que ela fazia parte da ficção de “Fina Estampa”, a novela do verão…

E como vocês verão seus Zé Ruelas!

 

 

Já um amigo meu presenciou uma furiosa discussão entre Caio Castro e um rapaz, após a qual o primeiro trepou numa moto e saiu a mil. “Mas que mal educado esse rapaz”, ele resmungou diante do ataque de pelanca do Caio: “o sucesso lhe subiu à cabeça!” Subiu não quereeeeedo – tive eu que lhe explicar depois -; aquilo que você presenciou estava a ser filmado com câmera escondida e era mais uma cena de Fina Estampa!

Porque uma das novidades da novela é justamente essa: a câmera a flagrar a ação das personagens e da comparsaria como se estivesse ali por acaso. Pode-se dizer então que esta seria uma novela-verdade? Bem, a minha intenção ao escrever foi essa, dar a impressão de que aqueles acontecimentos fazem parte de uma espécie de “Big Brother” muito bem produzido e elaborado, que está a ser flagrado por dezenas de câmeras… E essa intenção foi levada ao pé da letra por Wolf e seus diretores, que estão tentando fazer com que cada cena gravada de “Fina Estampa” pareça uma incursão, cheia de som e de fúria, na realidade imediata.

 

 

Se vai dar certo ou não? Depende de vocês, os 40 milhões de telespectadores que estarão de olho na novela. Eu espero que sim, ou terei que me estapear diante do espelho por ter exagerado na dose. Mas se não der, não pensem que ficarei aflito ou, menos ainda que cortarei os pulsos. Apenas sentarei o rabo diante do computador e, todo empinadinho como estou agora, farei os necessários ajustes.

Ou vocês acham que, depois de tantos anos a rodar bolsinha, vou perder meu tempo ficando estressado com alguma coisa?

 

O INOMINÁVEL E A INOMINÁVEL!

 

Depois do sucesso da notícia sobre o Lobisomem – prefiro chamá-lo de O Inominável -, a Matilde Bocão resolveu dar uma de bombeiro. Mandou-me um e-mail dizendo que ou eu lhe dou um aumento de cem por cento, ou ela faz greve… E ainda incita seus fãs a pendurarem fitas de cor pink nos carros, varandas e janelas.

Mas um problema ainda maior é que tem muita gente exigindo que eu diga quem se esconde por trás do pseudônimo “Matilde Bocão”. Alguém chegou a sugerir que não se trata de uma mulher e sim de um, bem… Veado! Tudo o que posso dizer a respeito dela, quereeeeedos, é que é mesmo do sexo feminino, se trata de uma jornalista e é só. Não posso revelar mais nada sobre ela, pois existe uma cláusula de confidencialidade no contrato que assinamos. Maior segredo.

Mas o fato é que a Matilde revelou-se maior que a encomenda – ou seria melhor dizer maior que a vida?… Por isso, atendendo a pedidos e pra deleite dos que me lêem, a partir de agora ela terá uma participação bem maior aqui no Portal do Aguinaldão. O problema é ela se tornar cada vez mais venenosa… E aí todo mundo vai achar que ela é aquela fofura de mulher chamada Fabíola Reipert!

CONHEÇAM A FAMILIA PEREIRA!

 

Deixem que lhes apresente a família Pereira, o núcleo central de Fina Estampa: Joaquim da Silva Pereira (José Meyer) casou com Griselda (Lília Cabral) e lhe fez três filhos: Joaquim José, mais conhecido como Quim Zé (Malvino Salvador), Maria Amália (Sophie Charlotte) e José Antenor (Caio Castro). Pescador ali no Quebramar, um belo dia Pereirinha, como Joaquim era conhecido, saiu no seu barco pra pescar e nunca mais voltou, nem se soube dele ou da embarcação. Sòzinha e com três filhos, Griselda foi à luta e virou Pereirão, o Marido de Aluguel – o faz tudo do bairro. Foi assim, fazendo todo tipo de conserto, que ela ganhou a vida e criou seus três filhos, dos quais José Antenor, já no segundo ano de medicina – quer ser cirurgião plástico -, é seu grande orgulho.

Quando a novela começa Pereirão já sumiu faz quinze anos, e é apenas um retrato na parede. Mas que desperdício, perguntarão vocês, na novela o José Meyer será apenas um retrato? E eu responderei que não quereeeeedos, porque a certa altura ele volta, tipo fui ali e já voltei, no mesmo barco em que sumiu, como se nada tivesse acontecido, e aí vocês aos poucos descobrirão que o Pereirinha é um belo de um crápula… E mais não conto.

OLHA QUE EU CONTO TUDO!

Posted on : 06-06-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Novas caras de “Fina Estampa”!

Enquanto os lobos cheios de fome, frio e sede, uivam desesperadamente no deserto prenunciando desgraças que não acontecerão jamais, as gravações de “Fina Estampa” prosseguem no maior astral. Vejam as fotos acima e abaixo: são as primeiras cenas gravadas no quiosque do Álvaro, ali no Quebramar. Álvaro (abaixo) é o próprioWolf Maya, que além de diretor é um ator supimpa. A mulher dele, Zambeze é ninguém menos que Totia Meirelles. E essa figurinha ímpar das outras duas fotos (acima) é, pasmem, Marcelo Serrado, na pele de Crodoaldo Valério, o rapaz, digamos assim, meio firinfinfim, que é secretário e faz tudo de Tereza Cristina, a personagem de Cristiane Torloni. Álvaro e Zambeze são um casal de new hippies, e Crodoaldo (era pra ser Clodoaldo, mas o escrivão do cartório errou na hora de lavrar a certidão de nascimento), Crô para os íntimos, estão num dos núcleos mais bem humorados e pra cima da novela. Em tempo: os dois cachorros que aparecem nas fotos são os “lulus” de Tereza Cristina, que Crô leva pra passear na praia todos os dias. Os nomes deles? Doce e Cabana…

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Tem novidades na minha coluna, acessem.

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FIUK A LA MODE!

Vem cá, algum jornalista fifi é tão ingênuo a ponto de acreditar que o Fiuk rejeitou o convite para uma novela das oito, do horário nobre, só pra depois ir trabalhar numa novela do horário nada nobre das seis?”…. Se acredita, então devia pagar pra trabalhar no jornal ou no site, em vez de receber. O que aconteceu é que Fiuk, quando recebeu o convite pra fazer “Fina Estampa”, estava apostando tudo numa carreira de cantor que, afinal, não aconteceu como ele previa – Luan Santana saiu atropelando todo mundo feito um trator. Ao mesmo tempo, eu e o Wolf Maya percebemos que Fiuk era jovem demais pra viver um rapaz que estava no segundo ano de medicina. E aí, quando alguém nos disse que ele talvez aceitasse, respondemos que não… Porque, afinal de contas, pra viver o tal personagem já tínhamos ninguém menos que – sorry de novo periferia – o Caio Castro. A fila anda queridos… Mas eu estou sempre aqui, sendo manchete do noticiário de vocês: fazer o quê?

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AY MEO DEOS!!!!

Sorry, fifis moradores da comunidade do Rato Estuporado, mas gente fina é outra coisa, né não? Trabalhar com La Birolli, ainda mais como filha de La Torloni, é pra muitos poucos: dá até capa da Vogue!

(by Davi Valério, o homem que faz chover aqui no Portal: gracias querido!)

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“Deus atendeu às minhas preces. E olha que eu nem rezei!”

“Lara Romero” em “Lara com Z”)

Dias atrás eu disse no meu twitter que “Fina Estampa ainda nem estreou e já é a novela mais comentada do momento. Eu estava brincando é claro… Mas também estava falando sério, pois o que eu escrevi de brincadeira lá no twitter era a mais pura verdade. Ou seja: fala-se muito mais de “Fina Estampa” que das novelas em cartaz… E fala-se mal.

Uma das notícias mais recorrentes – até a revista Veja entrou nessa – é aquela segundo a qual “nenhum ator quer participar da novela”. Levando em conta que não só o elenco já está fechado, como a novela começou a ser gravada (na maior encolha, às vezes até com a câmera escondida) no dia 1º de junho, e que várias fotos dessas gravações chegaram a pipocar por toda parte em vários órgãos de comunicação, incluindo o portal deste que vos escreve, bem… Eu diria que tem muita gente que insiste em se fingir de desinformada na mídia especializada em televisão.

Com que pretexto? Não me perguntem, eu não perderia tempo tentando responder… Já que perco tempo demais dando entrevistas. Algumas são bastante prazerosas, como a que dei pra revista “Quem” e saiu esta semana, ou a que dei para Bianca Ramoneda, da GloboNews, da qual foram tiradas as fotos que ilustram esse texto.

Já outras… Deixem que lhes diga: recebo por e-mail uma média de cinco entrevistas por dia. Umas sumárias – duas ou três perguntas – e outras longuíssimas – a recordista tinha 36 perguntas. Isso sem falar nas que são feitas por telefone. Em pleno dia do meu aniversário, o telefone toca, e era uma jornalista da revista TV Sete Dias, de Portugal, que disparou:

“É verdade que sua novela corre o risco de não ir ao ar por falta de elenco?”

Minha resposta sai com aquela paciência que me é peculiar. Eu me esmero na explicação segundo o qual o processo de escolha de um elenco é sempre difícil, etc., etc., e, quando faço uma pausa, vem a segunda pergunta:

“Mas o Fiuk não quis fazer sua novela, é verdade ou não?”

Aí eu contra-pergunto: e você sabe quem é o Fiuk? A resposta:

“Não, mas a notícia sobre ele está na net”…

Ah, a net, da qual tenho orgulho de fazer parte, pois, graças a ela posso, de uma penada só, mandar um monte de gente tomar no toba… A net que vive a me dizer:

“Decifra-me de uma vez por todas seu filho de uma puta, ou eu te como todinho!”

É na net que estão todos os boatos, inclusive os impublicáveis… E é lá que muita gente boa da mídia procura assunto.

Vão longe os tempos em que eu era jornalista e os jornalistas saíam à rua em busca de notícia como se fossem vampiros sedentos de sangue. Hoje muitos deles não precisam fazer nada alem de navegar pela net rio abaixo… E fingir que acreditam em tudo que está nela.

O resultado disso são entrevistas como essa cujas perguntas reproduzo abaixo, que me chegam através de e-mails e eu deleto sumariamente. Leiam e se espantem:

1 – É verdade que foi você, e não o Wolf Maya, quem detonou Maurício Mattar? 2 – Você escalou Carolina Dieckmann só para provocar as pessoas que a odeiam? 3 – Dizem que José Meyer só vai fazer sua novela porque a Globo obrigou: você confirma? 4 – Haverá beijo gay em “Fina Estampa”? 5 – Você tem medo de fracassar? 6 – Sua briga com Wolf Maya é por causa de alguma escalação dele com a qual você não concorda?

Vocês hão de concordar comigo, isso não é uma entrevista, é uma tentativa de linchamento público! E a essas perguntas a única resposta possível é o mais absoluto silêncio.

Pois aquela história de que “falem mal, mas falem de mim” é boa de ler, mas não é boa de viver. Eu sei: o número de pessoas que apreciam o meu trabalho e me respeitam é muito maior que a quantidade de loucos, bizarros, freaks e filhos da mãe da net. Mas mesmo assim ler aquela baixaria toda dói… Por isso eu não leio.

Aqui no portal, por exemplo, um rigoroso esquema de segurança impede que os comentários maldosos cheguem ao meu conhecimento. Eu só leio o que a moderação acha que não me fará mal, e o critério da moderação, posso garantir a vocês, é rigorosíssimo. Da mesma forma não leio nada em jornais ou revistas sem que amigos meus, especialmente escalados para isso, me digam: “pode ler, que não vai te fazer mal”.

E é assim, driblando os mal intencionados, escapando dos félas da mãe maldosos, que sobrevivo: escrevendo a melhor novela possível (dentro de minhas possibilidades quereeeedos, é disso que estou falando!), e continuando a ser sexy, gostosão e lindíssimo.

E olha que eu nem rezei!


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ADOREI A FESTA, GENTE!

 

Como vocês sabem lá em Carpina, Pernambuco, minha família era paupérrima. Tão pobre quando a do meu primo distante Lula da Silva, lá de Garanhuns, Pernambuco, embora haja entre este e eu duas diferenças fundamentais: a primeira é que meus pais gastaram o que não tinham pra me dar a melhor educação possível; e a segunda é que, talvez por ter estudado, nunca usei as agruras da minha pobreza inicial como justificativa pra ser amado. Pobres de Job ou não, tanto Lula como eu soubemos abrir caminho na vida, embora, é bom frisar, cada um a seu modo – eu na surdina e ele com aquela voz..

Mas, como sempre acontece, ainda mais depois das emoções por que passei ontem à noite, divago.

Deixem-me retomar o fio da meada. Saí de Itaipava mais cedo, no cu da madrugada de domingo, primeiro porque estava faltando energia elétrica na minha casa há onze horas, e segundo porque, na segunda-feira à noite, tinha uma misteriosa entrevista programada… Com ninguém menos que Amaury Júnior.

Pobre do Amaury Júnior, eu peço desculpas a ele… Entrou nessa história de gaiato!

O assunto já rolava há duas semanas. Num ambiente que a produção do Amaury julgara propício – a casa do decorador, antiquário, homem de bom gosto e bon vivant Eder Meneghini -, segundo Jackeline Barroso e Eduardo Pires a entrevista ocorreria de 19 às 20h30, após o que iríamos junto com o Moderador ao Adegão Português comer um portentoso arroz de pato.

Durante a semana algumas dúvidas naturais me assaltaram: “o Amaury pediu autorização à Rede Globo?” Como vocês sabem, uma cláusula contratual me impede de dar entrevista a outra emissora de tevê a não ser que a Globo o permita por escrito. “Pediu”, me responderam os Barroso Pires, “e eles deram!”

Às 19 horas o casal passou na minha casa, eu e o Moderador embarcamos no flamante Porsche Cayenne de propriedade deles… E lá fomos.

A casa de Eder Meneghini, bem, não é propriamente uma casa, é um navio de oito velas, um verdadeiro Shangri La redivivo. Desde os da Babilônia, onde certamente vivi uma das minhas encarnações, eu não via jardins tão lindos. Havia muitos carros parados ao longo da rua, que fica num condomínio fechado, mas quando me mostrei curioso quanto a isso Eduardo Pires explicou sem maiores detalhes que eram todos de moradores das casas em torno.

Bem, entramos. Fomos recebidos por um segurança parrudésimo e muito simpático primeiro, e depois pelo dono da casa em pessoa. Eder Meneghini, um grão senhor como poucos, me guiou degraus abaixo já que eu, completamente extasiado com o ambiente, ameaçava tropeçar e sair rolando a qualquer momento. No penúltimo degrau ouvi uma voz gritar alguma coisa dentro da casa, parei surpreso e perguntei: “não é a Susana Vieira?” Ao que Meneghini respondeu que não, era a sua governanta: “a pobrezinha tem um problema no ouvido e por isso fala tão alto”.

Até então eu não desconfiava de nada… Mas aí vi Arlete Salles sair de trás de uma touceira, reagir assustadíssima ao me ver… E voltar pra trás da touceira de novo. Já ia perguntar a Jackie e Eduardo o que estava a acontecer.. Mas não tive tempo porque nesse momento pelo menos dois elencos de novela das oito saíram de dentro da casa a cantar “parabéns pra você”, com Susana Vieira, José Wilker e Lília Cabral à frente, as duas a carregar o mais espampanante de todos os bolos de aniversário, do qual brotava uma cascata de fogos.

Era uma festa surpresa pelo meu aniversário!

Deixem que eu volte a Carpina, Pernambuco e vos diga: quando criança eu nunca tive uma festa de aniversário. Entre pagar a mensalidade do caríssimo colégio Salesiano ou oferecer uma festinha aos meus amigos pelos meus onze, doze, treze anos, meus pais nem pestanejavam – ficavam com a primeira opção. No dia 7 de junho de 1955 meu pai chegou à casa todo pimpão trazendo um pacote que ele disse ser “um presente pelos meus onze anos”. Abri o pacote com toda rapidez possível… E o que tinha lá dentro era um Dicionário da Língua Portuguesa! Esse dicionário me acompanhou pela vida a fora como o verdadeiro tesouro que era… Até que, numa das mudanças mais recentes desse verdadeiro cigano em que me transformei, eu o perdi, o que até hoje lamento.

Mas o fato é que, por não tê-las na infância, não senti a menor necessidade de fazer festas de aniversário depois de adulto, au contraire, sempre procurei passar incólume pela data, quase sempre viajando, e em geral sozinho… Porque sou adepto ferrenho daquele provérbio segundo o qual antes só que mal acompanhado.

Até que neste ano, por força dos trabalhos em “Fina Estampa”, e ainda mais por causa da bendita entrevista a Amaury Júnior, tive que ficar em casa e…

SURPRISE!

Aos 67 anos tive afinal minha primeira festa de aniversário, e ainda mais: uma big festa surpresa, por conta da qual, de tanta emoção por ver todos aqueles amigos queridos a me festejar juntos, quase tive um infarto.

Não vou citar o nome de todos os presentes – eram tantos que não caberiam nos limites desse texto. Por isso vou falar apenas de um dos ilustres convidados ninguém menos que O Fofo, um certo rapaz que fazia sua primeira incursão na noite carioca. Ele chegou e arrasou: sentou em todos os colos das mulheres presentes sem se fazer de rogado. Quem era ele? Era Pedro, o filho de apenas alguns meses de Juliana Paes e Carlos Eduardo Baptista, que assim – logo do bisavô aqui – fez sua estréia em festas de aniversário!

Eu, que tinha a mania esdrúxula de afirmar que odiava festas de aniversário, diante da alegria do Fofo e de todos os outros, no final de tudo já estava pensando: “mas que idiota eu fui esses anos todos a me fazer de rogado!… A partir de agora quero mais, muito mais, passarei a festejar meu aniversário pela vida afora nos próximos 357 anos!


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Debaixo do meu nariz!

 

 

 

 

Estava eu desde as seis da matina, no maior taca-taca aqui no meu esconderijo da praia, até que às 10h30m, já com as pernas dormentes, resolvi levantar do computador pra tomar um expresso na varanda. Assim pensei, assim o fiz. Estava lá no 11º andar quando, ao me debruçar para dar uma olhada no desfile de tribufus da praia, vi bem à porta do meu prédio um carro parado com um tremendo laçarote cor-de-rosa em cima.

“Meu Deus – pensei – é o carro da Patrícia!”

Patrícia, vocês sabem, é Adriana Birolli, filha de Renê (Dalton Vigh) e Tereza Cristina (Cristiane Torloni), e o tal carro é o presente que os pais dão a ela no dia do seu aniversário, que é festejado justamente no primeiro capítulo de “Fina Estampa”. Não vou dar maiores detalhes é claro, porque o mar não está pra autores de novela boquirrotos (a gente fala aqui e já tem gente copiando ali), mas é por causa dele que Renê cruza com Griselda (Lília Cabral) logo no primeiro capítulo.

Claro, não trabalhei mais. Liguei pro Moderador e dei a ordem: “venha, e traga todos os seus apetrechos” (não me entendam mal, só os fotográficos). E em quinze minutos ele estava lá, a fazer, em absoluta e primeiríssima mão, as fotos que agora publico… E quem quiser pode republicar – desde que dêem o crédito ao fotógrafo Fco. Patrício está liberado.

Nelas Griselda, a faz-tudo, a “Marido de Aluguel”, troca em apenas alguns segundos o pneu que Renê tentava trocar há mais de quinze minutos sem êxito… E mostra porque é uma profissional tão requisitada no seu ramo.

Eu demorei apenas quinze minutos para escrever a cena, mas eles tiveram que consumir cinco horas para gravá-la. E já que o faziam bem à minha porta, eu fiscalizei tudo de binóculo em punho, pois, como dizia dona Maria do Carmo Ferreira, minha mãe, o olho do dono é o que engorda o gado.

No final, o Moderador-fotógrafo não resistiu e mostrou a Lília Cabral onde é que eu estava a acompanhar tudo. Trocamos beijos e adeuzinhos… E depois que a produção da Globo desmontou o circo todo e foi embora voltei pro meu trabalho.