VOCÊ É FELIZ, Ô ZÉ RUELA?…
Posted on : 24-06-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital
358
Roberto Carlos é o
Maior Brasileiro de Sempre!

Roberto Carlos: o Maior Brasileiro de Sempre?
Há controvérsias é claro. Mas é saudável afirmar que, na longa guerra religiosa travada entre os candidatos Chico Xavier e Edir Macedo desde os primórdios do nosso concurso, só houve derrotados. Edir Macedo foi o segundo colocado, Chico Xavier o terceiro… E Roberto Carlos, numa avassaladora arrancada final acabou vitorioso.
Lembram de quando o concurso começou? No primeiro dia do nosso portal. Teve três fases, e na primeira, com cem candidatos e sem as limitações do voto por IP, tivemos 8.946.572 votos, um número absurdo. Já nas fases seguintes, quando cada pessoa só podia votar uma vez, o panorama mudou. Na semifinal, com 30 candidatos, foram 313.630 os votantes; e nesta final, com dez candidatos, chegamos aos 410.192 eleitores.
Foi uma bela competição, que teve até “pontos” virtuais de votação especialmente criados para beneficiar certos candidatos… Mas o fato é que, embora os dez finalistas sejam todos dignos de ostentar o título, muita gente boa ficou de fora já na primeira etapa do concurso, o que foi uma pena.
De qualquer modo, para nós a experiência foi ótima. Tanto que em breve lançaremos outro concurso que seja capaz de galvanizar a atenção de milhões de pessoas como aconteceu com esse de agora.
Abaixo, e pela ordem, os dez mais votados.
ROBERTO CARLOS (17%, 70.232 Votos)
EDIR MACEDO (17%, 69.980 Votos)
CHICO XAVIER (17%, 69.936 Votos)
SILVIO SANTOS (11%, 45.754 Votos)
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (11%, 43.519 Votos)
CHICO BUARQUE DE HOLANDA (8%, 31.755 Votos)
DOM PEDRO II (7%, 28.324 Votos)
MACHADO DE ASSIS (5%, 18.821 Votos)
EIKE BATISTA (4%, 15.964 Votos)
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (3%, 15.908 Votos)
___________________
“Lara com U”… de uóóóóótimo!
VALE A PENA LER DE NOVO o comentário abaixo do jornalista Virgílio Netto, postado há pouco, sobre as audiências de ontem, com destaque – sorry, periferia – para “Lara com Z”. Sem esquecer que “Insensato Coração”, depois dos percalços iniciais, deslanchou e deve entregar a audiência em alta a “Fina Estampa”, o que é uóóóóóóóóóóóóóóóóóótomo!
LARA COM Z detonando na audiência nos episódios finais. 19 PONTOS de média. Que venham a segunda e terceira temporadas.
Ontem foi demais o episódio. Muito bom. Priscila Marinho, a mulher do motorista é sensacional. Que atriz. Que duelo com Susana Vieira. Show. Show. Só posso parabenizar essa equipe de autores e colaboradores.
“Insensato coração” bateu seu recorde nesta quinta-feira. A novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, que foi ao ar das 21h20m às 22h34m, obteve 44 pontos de média e 66% de participação.
“A grande família” também bateu seu recorde de 2011 com 31 pontos de média e 51% de participação. A série foi ao ar na Globo das 22h34m às 23h21m.
Exibida logo em seguida, “Lara com Z” também obteve sua maior audiência, com 19 de média e 38% de participação. O último episódio desta temporada de “Globo mar” também bateu seu recorde: o programa teve 15 pontos de média e 37% de participação.
________________________
“Roque Santeiro”: uma
novela de Laura Mattos!
Como vocês sabem, “Roque Santeiro” estréia nos próximos dias no Canal Viva – ou já estreou, não sei, estou em Paris, por favor, não me comprometam. Não tenho nada a declarar a respeito, além de ressaltar o fato de que o Canal a cabo de maior audiência do momento insiste em reprisar telenovelas que tenham o meu humilde nomezinho nos créditos, o que me enche de orgulho e alegria, acrescenta mais alguns caraminguás no meu bolso e me leva a fazer uma pergunta: será que esta sucessão de reprises nas quais meu nome aparece é pura coincidência, ou é porque eles acham que sou bom mesmo?…
Sim, já disse, não tenho nada a declarar sobre a volta de “Roque Santeiro” e sua viúva que o foi sem nunca ter sido. Mas como preciso dizer alguma coisa, faço minhas as palavras abaixo, escritas pela jornalista Laura Mattos no jornal Folha de São Paulo, nas quais o meu nome é freqüente e sempre mimosamente citado. Desculpa quereeeeeda, mas creative commons é isso mesmo, direito autoral é coisa de intelectual burguês de direita, e como eu tenho a impressão que você, muito apropriadamente aliás, votou no Lula e na Dilma…
Da próxima vez que me mandar uma entrevista eu prometo responder, mas agora o que segue mesmo é o seu sempre brilhante e polêmico texto:
Clássico da televisão brasileira, “Roque Santeiro” volta ao ar –após 26 anos– em 18 de julho, no canal Viva.
A Folha aproveita a reestreia da novela, que seduziu público e crítica, para resgatar a trama não menos intrigante de seus bastidores.
Enquanto na tela a briga se dava entre Roque Santeiro (José Wilker) e Sinhozinho Malta (Lima Duarte), por trás das câmeras os antagonistas eram Dias Gomes (1922-1999), o mais importante escritor da Globo na época, e Aguinaldo Silva, então com 42 anos, começando na TV.
|
|
|
|
|
(Lima Duarte (Sinhozinho Malta) e Regina Duarte (viúva Porcina) durante gravação do último capítulo da novela) |
Dias fez “Roque Santeiro” em 75, mas a novela foi censurada. Em 85, cansado do ritmo da TV, chamou Aguinaldo para trabalhar na nova versão, sob sua supervisão.
“Roque” explodiu _era vista por mais de 80% do público. Tornou-se fenômeno de ibope e faturamento.
A rivalidade surgiu quando a imprensa passou a fazer reportagens sobre o sucesso. Dias começou a ficar irritado, achando que Aguinaldo se colocava como pai da ideia.
O rumo da história passou a dividi-los e, segundo a Folha apurou, por pouco “Roque” não foi outra novela.
FALSO MITO
A trama girava em torno do falso mito que sustentava a fé e o comércio em Asa Branca. Roque, dado como morto 17 anos antes e feito santo, regressa. Mas os poderosos querem manter o mito.
No capítulo 87, antes de a novela chegar à metade, o padre Albano (Cláudio Cavalcanti) reúne as pessoas na praça para contar a verdade.
Aguinaldo achava que o argumento original de Dias –que então estava de férias na Europa– se esgotara. Queria que, a partir dali, a novela tratasse da reconstrução da cidade sem o mito.
Seus colaboradores, Marcílio Moraes e Joaquim de Assis, o convenceram de que o mito tinha de seguir até o fim.
Assim, no momento em que Albano vai falar, o beato Salu (Nelson Dantas) sai do coma: seria um novo milagre de Roque, e o padre desiste.
A menos de dois meses do fim da trama, o choque entre os autores se agravou, e a Globo teve de intervir.
Dias quis retomar a trama. Aguinaldo não se conformou. A direção teve de convencê-lo a se afastar, e parte da intriga veio a público.
O rompimento deixou em situação difícil os colaboradores. “Me senti um tanto constrangido. Eu me dava bem com Aguinaldo, mas fiquei do lado do Dias, que me convidara a colaborar na novela e com quem me identificava mais, política e artisticamente”, lembra Marcílio, 66, hoje na Record.
“Foi muito chato, era amigo de ambos”, diz Assis, 76, hoje colaborador de Moraes.
Cartas dos autores, a que a Folha teve acesso, revelam que o clima seguia beligerante um ano e meio depois.
PATERNIDADE
Eles disputavam direitos autorais; mas, mais do que lucros, o que cada um queria era reivindicar para si a paternidade do fenômeno.
Em novembro de 86, Dias escreve a José Bonifácio de Oliveira, o Boni. Diz ao diretor da Globo ser autor de 99 capítulos: os 51 iniciais e os 48 finais –o total era de 209.
Ressalta ser autor da peça “Berço do Herói”, que deu origem à novela. E “cujos direitos autorais não me foram adquiridos pela Globo”. Propõe 60% de participação (50% pelos capítulos e 10% pela peça). Aguinaldo ficaria com 30%, e os outros 10% iriam para os colaboradores.
Em dezembro é a vez de Aguinaldo se dirigir a Boni. Afirma que, além de ter feito 110 capítulos, atualizara os iniciais, de 1975. A proposta: 40% para si, 40% para Dias e 20% para os colaboradores.
Seu tom é duro: “Nesse instante, do que estou mais precisando é de incentivos, e não que venha alguém minimizar o meu trabalho”.
Essa foi a divisão acordada pela Globo. Mas a amizade morreu para sempre.
Aguinaldo ainda hoje evita o assunto. Já disse que teria voltado a falar com Dias pouco antes da morte do autor, num acidente. A família de Dias, porém, não bota fé nesse último capítulo.
|
|
_______________________
|
|
DE FÉRIAS, ANTES DO SUFOCO!
Alessandro querido, você tem toda razão: eu dei uma sumida. É que estava em Lisboa, quando resolvi tirar meus últimos dias de férias antes do sufoco. Peguei o primeiro avião no aeroporto e voei rumo a Paris! Isso foi no domingo, e amanhã já volto pra Lisboa e pro taca-taca de “Fina Estampa”. Como estão os preparativos para a novela? A partir de amanhã eu conto de novo!
Se eu tenho fotos pra documentar essa minha fuga? Claro que sim,mas só posso postar quando chegar em Lisboa, pois esqueci o cabo que liga a máquina fotográfica ao laptop!
___________________________

Tem novidades na minha coluna, é só acessar…
______________________________
MAS QUE ELENCO DE
ARRASAR É ESTE, GENTE?


Nossa nouvelle comentarista de 236 anos, Batilda Bagshot (que jura ter saído diretamente das paginas da saga de Harry Potter), tem toda razão. O elenco de “Fina Estampa” está de arrasar de tão bom. Não só o veterano, mas também o jovem, como vocês podem ver nas fotos que ilustram esse textículo (acima e abaixo). Ontem, durante as gravações na Universidade Pessoa de Moraes (a mesma de “Duas Caras”!) estavam lá a trabalho, todos já com o visual da novela: Adriana Birolli, Milena Toscano, Josie Pessoa, Guilherme Boury e Caio Castro. Lindos. Lindíssimos. Lindésimos! Uma nova onda de atores que vieram pra ficar. Salve eles!



_____________________________
A FELICIDADE
BEM ALI NA ESQUINA
http://www.youtube.com/watch?v=hj8YpRSiLaQ&feature=related
Numa das sequências mais tristes de 8 1/5, a obra prima de Federico Fellini (no vídeo acima), o cineasta Guido Contini, no auge da crise em sua vida pessoal e na capacidade de criar, consegue uma audiência em plena sauna com um importante Cardeal da Igreja e, pra começar, vai logo dizendo a ele: “Vossa Eminência, eu não sou feliz!”
E Vossa Eminência, enquanto banha os pés na água quente da piscina lhe pergunta:
“E quem foi que disse que você veio ao mundo para ser feliz?”
Esta cena me veio de novo à cabeça – sempre me vem – quando li declarações de Xuxa, talvez a mulher mais invejada do Brasil, sobre o seu estado atual de infelicidade. Disse ela:
“Hoje eu não sou feliz! Para eu ser plenamente feliz preciso ver a felicidade da minha mãe, da minha filha, das pessoas que amo. Infelizmente agora as coisas estão abaladas lá em casa. Falo sobre isso tudo aqui, pois meus fãs sentem. Eles sabem que não estou bem”.

Essa declaração de Xuxa me fez pensar: será que eu fui feliz algum dia? Sim, houve ocasiões em que o mundo me pareceu mais luminoso e o ar mais leve, porém… Foram sempre ocasiões fugidias. Satisfeito sim, eu me senti muitas vezes. Mas feliz… A Xuxa parece que foi algum dia. Mas, quanto a mim e à maioria absoluta dos mortais, acho que felizes nunca fomos.
Pois Vossa Eminência é quem está certo: nós estamos no mundo pra viver. E viver envolve riscos constantes, que sempre acabam por embarreirar nossos prosaicos desejos de felicidade.
Além disso, a felicidade é um conceito subjetivo, e se cada ser humano tem o seu, talvez não haja dois iguais. A mim por exemplo: o que me levaria à felicidade? Estourar a boca do balão com “Fina Estampa” e bater todos os recordes de audiência de novo? Arranjar um amor daqueles que nem mesmo o mais tolo dos amantes acredita existir, ainda mais aos 67 anos? Ganhar ainda mais dinheiro? Comprar um quadro monumental do Lucien Freud? Nada disso ou o quase impossível que é tudo isso junto?
Não sei o que me faria feliz, nem me preocupo com isso. Apenas vivo… E cumpro com minhas obrigações que, embora envolva muitas outras pessoas, no frigir dos ovos só têm a ver com mim mesmo.
Assim, o momento em que estou mais próximo do estado de felicidade é quando escrevo. Sim, mais do que comer, mudar de casa, viajar, conversar com amigos ou fazer sexo, escrever é a coisa que mais adoro. Porém… Às vezes, por ter que lidar não só com os aspectos positivos da vida, mas também com a miséria humana, o ato de escrever me deixa muito triste.

É o que acontece agora, quando tenho que trazer à tona, no capítulo 25 de “Fina Estampa”, a personagem que Carolina Dieckmann sem dúvida viverá magnificamente, a “Teodora”. Essa mulher terrível que o Brasil inteiro vai odiar, mas sobre cujas falhas de caráter a certa altura terá sérias dúvidas (se tudo der certo, haverá um instante em que todos os que a odiavam passarão a torcer por ela), me deixa abalado por uma razão: embora ela seja produto da minha mente desvairada, eu sei – as “Teodoras” existem. E, por serem tão terríveis é que me sinto na obrigação de redimi-las através da minha ficção e de mostrar que existe um caminho rumo à felicidade também para elas.
Fui subjetivo demais nesse texto? Então vamos torná-lo mais claros com nossas próprias experiências. Proponho a vocês que me digam nos comentários qual foi o momento mais feliz de suas vidas… E por quê.
Quem sabe isso não seria o ponto de partida para um livro?…
FALA, Ô CACATUA HISTÉRICA!
Quando eu era criança lá em Carpina minha mãe, dona Maria do Carmo Ferreira da Silva, costumava dizer que eu falava mais do que “o preto do leite”. Nunca soube quem era esse preto do leite, e prefiro fingir que não escrevi essa frase que hoje em dia – peço desculpas por isso – é da cabeça aos pés politicamente incorreta.
Mas o fato é que, embora não mais como o tal “preto do leite”, continuo a falar, ás vezes feito uma cacatua histérica, quando me dão corda. Foi o que aconteceu durante essa entrevista, comandada pelo nosso querido Léo Alves, que publico abaixo em dois vídeos. Quem ainda não viu, veja pela ordem, ou seja: primeiro o de cima.
http://www.youtube.com/watch?v=82AeDAgjdBA
________________________
http://www.youtube.com/watch?v=u1-ywWFvIrU



















































































