É A LÓGICA CRIATIVA ESTÚPIDO!

Posted on : 27-08-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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“Fina Estampa:

será que disparou?…

 

Vejam que interessante o quadro abaixo. Ele mostra a média de audiência das sete últimas novelas das 21 horas em suas duas primeiras semanas.

 

Fina Estampa……………..   37,80

Insensato Coração……….. 32.10

Passione……………………… 32,20

Viver a Vida………………… 37,70

Caminho das Indias………. 35,30

A Favorita……………………. 34,40

Duas Caras…………………… 36,50

 

Através desses números pode-se constatar que “Fina Estampa” saiu na frente. Mas não se preocupem, não estou a me vangloriar de nada, duas semanas de novela no ar não são suficientes pra se avaliar qual será a reação do público durante as 26 semanas que faltam, portanto…

O negócio é Griselda continuar a acender velas pra N.S. de Fátima!

 

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“Pôneis malditos não existem:

nota zero pra quem os criou!”

 

 

Como vocês sabem, eu e várias coleguinhas jornalistas metidas a críticas de televisão frequentamos o mesmo curso de teledramaturgia – aquele chamado nenhum. Mas desde que ganhei essa sinecura aqui no Portal do Aguinaldão, pelo menos procurei me aprimorar no assunto, pra não fazer feio diante do mestre prateado. Fazendo o quê? Lendo livros especializados.

Como parte desse meu aprendizado tardio, estou a ler um livro que interessa a vocês. O título é: Por dentro do roteiro, de Tom Stempel (edição da Zahar Editores).

Dele selecionei um trecho que vale como uma paulada na cabeça de certos críticos improvisados de teledramaturgia, os quais exigem dos autores a aplicação da chamada “lógica real” em seus trabalhos de ficção, como se a ficção tivesse que ser um retrato literal da realidade e não a recriação desta. Vejamos o que diz Tom Stempel a respeito:

“Deixe-me explicar pra você a diferença entre a lógica real e a lógica criativa. A lógica real diz que você não pode escolher uma atriz britânica para interpretar uma beldade sulista dos Estados Unidos; a lógica criativa é Vivien Leigh em E o Vento Levou (1939)”

Vivien Leigh, vocês sabem, era uma atriz inglesa que, criativamente, deu vida a Scarlet O´Hara, a mais real de todas as beldades sulistas dos Estados Unidos.

 

(“agora vão pra casa, que a personagem vai ter que dormir oito horas. Amanhã de manhã ela acorda, e aí vocês voltam ao cinema pra ver como é que o filme continua…)

 

Porque estou a escrever isso? Porque alguém improvisado em crítico denunciou uma situação imprópria em “Fina Estampa”: aquela em que Letícia (Thania Kalil), uma professora universitária, num flagrante exemplo de lógica criativa, não só atende o celular na classe de aula como, depois de receber uma notícia grave, diz aos alunos que precisa se ausentar e sai correndo.

Segundo o crítico improvisado a cena é incongruente, pois um professor jamais faria isso.

Concordo, não faria mesmo. De acordo com a lógica real, seria preciso que ele visse o telefone vibrar, lesse no visor o nome de quem estava ligando, e então, deduzindo que se tratava de algum assunto urgente, pedisse licença aos alunos e fosse atender lá fora. E aí, depois de ouvir da mãe taxista que ela tinha sido assaltada e abandonada a pé no Aterro do Flamengo, voltasse à sala de aula, contasse aos seus alunos o que tinha acontecido e, após se desculpar perante os mesmos, fosse à secretaria da Faculdade solicitar uma dispensa. Nesse processo todo, e até que a dispensa lhe fosse concedida, ela teria gasto pelo menos meia hora de precioso tempo televisivo… E teria esgotado de tal modo a paciência dos telespectadores que eles já teriam mudado de canal em massa.

Sabe por que ô Zé Ruela?

Porque a lógica real, que você defende tão bravamente na sua crítica, tem tempos mortos que a lógica criativa não admite! Por isso no cinema e na teledramaturgia as personagens deitam pra dormir e acordam na próxima cena já no dia seguinte… Ou o filme e a novela teriam que parar por pelo menos oito horas! Porque na lógica – e na vida – real há sempre momentos em que nada acontece, coisa que a lógica criativa, para o bem do ritmo da história que se está contando, sabiamente suprime.

Assim, fique preparado pra continuar criticando o meu patrão e emérito recordista de audiência, pois ele me prometeu: sempre que a lógica criativa assim o exigir seus personagens cagarão para a lógica real e agirão criativamente.

E tenho dito.

(Meire Siqueira, crítica cricri de televisão e dos que se arvoram em críticos da mesma)

 

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GRISELDA LEVA BEIJO DE LÍNGUA

 

 

Quem vai dar o primeiro beijo de língua em Griselda? É ele, o português Guaracy (aliás, Paulo Rocha), que aparece nas fotos acima e abaixo… E podem ir se preparando, porque será no capítulo de hoje!

Vejam na foto acima a cara de visível satisfação do ator minutos antes de gravar a cena: Renê Velmont que se cuide!

 

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LIEGE FOREVER!

 

 

Hoje é o aniversário dessa Diva aí de cima: Liege Monteiro, uma bela criatura (bela em todos os sentidos) cuja simples presença transforma qualquer festa num grande evento. Amarrado que estou ao pé da mesa a escrever “Fina Estampa”, eu não RSVP positivamente à lista de convidados. Mas estarei lá de coração, e mando daqui pra Liege,ainda que de modo virtual, o meu grande beijo: happy birthday darling!

 

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UMA DUPLA DO BARULHO!

 

 

Ela entrou e arrasou. E ele, diante do verdadeiro furacão que é “Mirna Bello”, a atriz decadente que vai fingir ser sua mãe em troca de um cachê mirrado, não deixou a peteca cair e partiu pra cima. Ângela Vieira e Caio Castro são, em “Fina Estampa”, a fome e a vontade enorme de comer. Dois grandes atores a dar provas incontestáveis de sua excelência.Como diria Meire Siqueira, a eterna rival daquela moça de O Globo: nota 110,04 pra eles! Daqui a pouco na telinha da Globo os dois vão aprontar horrores, não percam!

 

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Depois daquele beijo!

 

 

 

 

 

 

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O OVO OU A GALINHA VELHA?

 

 

Como vocês podem constatar no documento acima, a história de Griselda e seu filho estudante de medicina que a despreza, que agora vai ao ar em “Fina Estampa”, me pertence oficialmente desde o dia 10 de julho de 2009, quando o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional reconheceu e registrou nos seus anais os meus direitos de autor sobre o texto originalmente chamado “Marido de Aluguel”.

Mas antes mesmo que esse meu direito fosse oficialmente reconhecido, eu já tinha entregue a sinopse à Rede Globo, precisamente no dia 27 de maio de 2009. E ainda antes disso, durante três semanas do mês de abril daquele ano, a trama, tal como agora vai ao ar, foi escrita em todas as suas minúcias por mim e mais 15 pessoas que participaram da minha primeira master class, pessoas essas que certamente poderão  testemunhar e atestar os meus direitos sobre ela caso isso seja necessário.

Qualquer comentário segundo o qual eu teria me “apossado” de histórias surgidas posteriormente à minha é produto de má fé e, como tal, torna seus propagadores sujeitos às consequências judiciais de praxe.

Como diria o contista Dalton Trevisan: “dentro de cada filho de família dorme um vampiro. Não deixem que ele sinta o gosto de sangue”.

 

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LUCIANO HUCK GRAVA

PRA “FINA ESTAMPA”!

 

 

 

Não vou dar maiores detalhes, porque vocês sabem, numa época em que todo o mundo anda roubando idéias de todo mundo, bem de acordo com a epidemia de falta de ética que grassa no país, é melhor ter cuidado. Mas o fato é que Luciano Huck gravou ontem uma participação especialíssima em “Fina Estampa”, que vai se estender por vários capítulos e terminará no próprio Caldeirão do Huck. Por enquanto vejam só as fotos: com Arlete Salles e Guida Vianna acima, e nas outras fotos, com elas e mais a lindinha Bianca Salgueiro, que faz a Carol, neta de Vilma (Arlete) e filha de Letícia (Thania Kalil)

 

 

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Lembram do Jardim das Oliveiras, onde Cristo passeou sua angústia pouco antes da morte anunciada? A imagem é sacrílega, mas deixem que a use: todo autor das 21h chega ao momento de atravessar com passos trôpegos este mesmo jardim, e nele dar vazão às suas angústias nas duas horas que antecedem a estréia de uma novela. Não porque ele tenha, como Cristo, a responsabilidade de resgatar e salvar as almas de todos os homens. Mas porque, depois de tantos meses de derramar sangue, suor e lágrimas, ele pode estar à beira de ver estes homens cujas vidas já foram salvas crucificar sumariamente o seu trabalho com uma frase que é quase tão terrível quando o suplício do Gólgota e que, reduzida à sua expressão mais simples, quer dizer:

“Só isso?”

Na segunda-feira, dia 22 de agosto, isolado no meu refúgio de Itaipava, passei pela décima-terceira vez por este suplício. Ainda consegui trabalhar até às 19 horas, mas a partir daí… A angústia foi mais forte. Até que Fina Estampa começasse, aos exatos 15 minutos depois das 21 horas, não consegui sentar um só instante. Ia e vinha pela casa a ajeitar quadros, virar livros cujas lombadas estavam ao contrário, por na ordem CDs há muito desordenados, e a olhar pro telefone – que tocava sem parar – como se ele fosse um Alien.

Que suplício gente, e que responsabilidade.

E dessa vez eu não tinha ao meu lado o companheiro de cinco estréias de novelas: Tadeu, o gato que sempre percebia quando eu estava angustiado e, só com o seu olhar de sábio, me apaziguava. Sim, sem Tadeu eu estava solito. E seria assim, sem mais ninguém ao meu lado, que, com minhas próprias unhas, iria enfrentar o touro.

Em toda estréia de novela há um momento em que, mesmo sozinho na sua casa, o autor consegue perceber se ela está agradando. É pelo silêncio. Se ele apura os ouvidos e recolhe a impressão de que lá fora o mundo está parado, bem… É porque alguma coisa está deixando as pessoas quietas em suas casas e nos lugares públicos… E não é o karaokê da esquina. Antigamente havia um sinal sonoro que nos permitia perceber isso – era o plim-plim! da Globo, que se fazia ouvir vindo de todas as janelas. Lembro que em “Roque Santeiro”, quando se aproximava o intervalo, eu ia pra varanda de minha casa em São Conrado recolher a energia que aquele plim-plim generalizado me trazia do Brasil inteiro.

Agora, bem, as coisas mudaram… Menos o sofrimento dos autores, que continua o mesmo.

Mas dessa vez não tive que apelar para um milagre, nem me enganar dizendo a mim mesmo: “quem sabe amanhã tudo muda?” Pois mal a novela terminou recebi um telefonema de alguém da Rede Globo que é um expert em audiências e que me disse, sem esconder a euforia:

“Pegou na veia de novo!”

Será? Eu me perguntei depois de lhe agradecer o telefonema e desligar. E aí aquela perigosa voz que nos vem lá de dentro e nunca deve ser ouvida respondeu: “por que não, ó pá? Afinal, fizestes o melhor possível!”

Não sei se fiz – nessas horas é preciso ser modesto e agradecer a Deus pelas benesses. Mas o fato é que o minuto a minuto do Ibope lá no meu computador, que eu só fui consultar dez minutos depois de terminado o capítulo, com sua fieira de números sempre num crescendo, também me dizia isso.

Assim, posso afirmar que, de todas as minhas estréias de novela, a de Fina Estampa foi a mais tranquila… Assim como o foi esta semana que me deu, dia após dia lá no minuto a minuto, a tranquilidade dos tais números sempre num crescendo.

(com minha sócia Lílian Seldin acima, e abaixo, na sala de estar da pousada)

Essa tranquilidade permitiu que na sexta-feira eu pudesse enfim relaxar e festejar… E onde mais faria isso senão no meu, seu, vosso Locanda della Mimosa? Sim, fui jantar nos meus domínios em companhia bela. Com minha sócia Lilian Seldin, o Moderador Francisco Patrício, e o meu gerente Fábio Teixeira. A mousse de barôa com lascas de bacalhau de entrada, e o cordeiro de prato principal, graças ao chef Paulo Duarte e sua equipe, estavam simplesmente divinos. O espumante rosê da Miolo, servido com os amouse-bouches, foi uma ótima surpresa. E o Mouchão tinto que, com seu toque de pimenta, temperou os pratos, bem… Ele é um dos meus portugueses favoritos… E vocês sabem que na minha vida existem muitos.

 

Na saída, ainda tivemos o prazer de recepcionar Josie Pessoa, a “Ellen” da novela que chegou com o namorado Alexandre Gantois pra jantar na Locanda… E claro, eu e a Lílian Seldin aproveitamos pra posar com eles na foto (abaixo).

Agora vocês perguntam:

“Então você não viu a novela, ó Zé Ruela?”

Não vi na hora em que foi ao ar, mas deixei gravando… E a vi mal cheguei em casa, certo de que, sendo a sexta-feira um dia péssimo para a audiência, nem valia a pena dar uma olhada no minuto a minuto do Ibope, que também ficou ligado.Ms como a curiosidade matou o gato… Lá fui pro computador e, quando olhei, levei o maior susto… Pois não é que já em sua bendita primeira sexta-feira Fina Estampa deu 38?

Deus seja louvado.

DEULADEU OU NÃO DEU?…

Posted on : 19-08-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Depois de ralar durante sete dias e sete noites diante do computador qual uma escrava núbia, hoje eu tirei uma folga… de duas horas… pra ir ao supermercado! Pois minha secretária disse que estava faltando sabão em pó, amaciante, cera líquida, tira-limo e, bem, papel higiênico, e sou eu quem faço minhas próprias compras, ainda mais essas tão íntimas. Peguei o meu Volvo blindado contra tiros de AR-15 e unhas de fifis-lagartixas e fui ao antigo ABC, agora Extra, pois me encontro em Itaipava, mas em local incerto e não sabido.

Gente, vocês nem imaginam: entrei no supermercado e me senti dentro de “Fina Estampa”! Pois era um tal de Griselda isso, Tereza Cristina aquilo, Antenor acolá, Crô aquele outro, um bochincho, um disse me disse, que eu perguntei a mim mesmo: mas a novela mal começou gente, que merda é essa que está acontecendo?

E aí aquela voz, aquela à qual a gente não deve dar ouvidos, soprou no pé da minha orelha:

“É o sucesso, quereeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo!”

Eu imediatamente me benzi, disse um glória Deus, um aleluia Senhor,e fui pro balcão de produtos higiênicos… Onde uma senhora da classe média petropolitana me abordou pra dizer: “estou adorando a Griselda!” Tímido como sou quando não estou a escrever aqui no portal ou dando entrevistas, balbuciei um “muito obrigado” e procurei abrigo nos balcões dos legumes… Onde uma senhora que os políticos diriam ser “do povo” me abordou com um guardanapo daqueles de lanchonete na mão e me pediu:

“Pode me dar um autógrafo?”

E enquanto eu assinava, ela rapidamente me contou que era a própria Griselda, já que, abandonada pelo marido, teve que trabalhar pra criar os três filhos! E a partir daí me seguiu por todo o supermercado a me apontar e a dizer:

“Esse é o autor das novelas que falam da gente, que mostram como é o nosso povo!”

Nunca me senti tão na boca do próprio.

Agora eu pergunto: vocês pensam que estou inventando tudo isso? Pois estão ledamente enganados: aconteceu mermo!

E eu fiquei tão feliz com essa repercussão toda quando a novela ainda está no segundo capítulo, que resolvi festejar: fui ao Parrô do Valentim e comi um belo de um bacalhau regado a Alvarinho Deuladeu, que quem não deu não sabe o que está perdendo.

Resultado: cheguei em casa, caí na cama e só acordei às quatro horas… Ainda a tempo de terminar minha tarefa do dia – escrever a escaleta do capítulo 048, que termina quando Griselda vai procurar Teodora e aí… Chega gente, eu não vou antecipar nem uma vírgula pra vocês do que será o grande barraco entre Lília Cabral e Carolina Dieckman…

Aguardem os próximos capítulos!

Ah sim: na Núbia não existiam computadores… E eu também aproveitei a folga rápida pra depilar as orelhas!

 

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FALA TEREZA CRISTINA!

 

 

 

Depois de Griselda, chegou a vez de exibir (lá em cima) a vídeo-entrevista com Christiane Torloni, aliás, Tereza Cristina de Siqueira Velmont, a má da fita. Minimalista em suas palavras, Christiane dá um show de estilo e atitude e nos diz o essencial sobre a sua personagem que, como Griselda, já dá um show nesta segunda-feira, no primeiro capítulo. Curtam o vídeo e as fotos… E aguardem!!!!!!

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o caminho das pedras!

O vídeo de Lília Cabral acima, e o que postaremos a seguir estrelado por Christiane Torloni, foram feitos numa noite magnífica, durante um jantar nos jardins luxuriantes da casa do grão-senhor Éder Meneghine. Por vários motivos foi pra mim uma noite inesquecível. Pelo prazer de ouvir duas atrizes a falar sobre o que eu chamo de “o caminho das pedras” – a trilha que cada uma criou pra chegar à excelência no trabalho que fazem -, e pelo fato de que dessa vez elas estavam falando de “Fina Estampa”, a novela que agora temos o prazer de fazer juntos. Não vou tecer aqui maiores comentários, porque tudo que essas duas grandes profissionais dizem nos vídeos se completa por si. Deliciem-se com tudo e vejam abaixo as fotos do “making off”, que aparece com mais detalhes na galeria anexa.


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(Num dos meus refúgios, tentando manter a calma no inervalo do trabalho entre um capítulo e outro)

E os dias passam. E passam. E passam. Os jantares e festas se sucedem, eu não como nada pra não aumentar uma grama na minha silhueta esguia, mas sempre bebo um pouquinho além da conta… E aí acho que está tudo como sempre esteve, ou seja: uóóóóóóóóóóóóóóóótimo. Mas quando tiro a pressão ela está 14×9, e meu coraçãozinho de tico-tico bate cada vez mais apressado: será que vou quebrar a banca de novo ou (devia me recusar a escrever tal coisa) vou finalmente conhecer a amarga embriaguês do fracasso?

Estou falando da estréia de segunda-feira é claro. Fico a repetir pra mim mesmo, a frase de Alexandre Scalamandré, o produtor de “Fina Estampa”, que comentou sem perceber que eu era todo ouvidos: “já dá pra sentir nessa novela o perfume do sucesso”.

Deus te ouça quereeeeeedo, todos nós nos empenhamos tanto em fazer algo novo e diferente que, se depender Dele em sua extrema magnanimidade, afinal o merecemos.

Mas os dias passam e passam e passam e a estréia não chega e eu vou ficando cada vez mais histérico… E ao mesmo tempo preciso estar calmíssimo, pois a ordem aqui em casa é produzir capítulo atrás de capítulo. Ai, minha Nossa Senhora de Fátima, diante de tão grande responsabilidade só tenho uma coisa a dizer: eu não sou digno!

Por que fui me meter nisso? Pelo salário que, segundo a Veja Rio, é altíssimo… E olha que eles não chegaram nem perto? Pra sair nas revistas todas com aquelas echarpes lindas de minha interminável coleção de coisas inúteis e fúteis? Ou porque uma força maior que a minha, a cada novela que termino, me leva a começar tudo de novo?

Por todas essas coisas e mais algumas… Não vale a pena ser modesto. Pela fama, a boa e má, pelo poder, pela encheção geral de saco e pela fanática admiração de alguns e o ódio, a inveja e o olho gordo de muitos… Mas também porque esta é a minha profissão e eu tenho que encará-la como o toureiro encara o miúra antes de lhe dar o último golpe…

Sim senhores, eu posso dizer com o maior orgulho, ainda mais agora que “Fina Estampa” está prestes a adentrar o picadeiro:

Caraças que me phodam – eu sou telenovelista!

E isso, pro vosso (des) governo, não é farinha pouca.

A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM

Posted on : 12-08-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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VIAGEM AO PLANETA DOS HOMENS!

 

 

 

Estava eu linda Inês posta em sossego em minha casa quando o telefone – trim, trim! – tocou… E era o pessoal do Projeto Memória.

Ah, você não sabe do que se trata?

Eu explico: O Projeto Memória é uma iniciativa da Central Globo de Comunicação cujo objetivo é entrevistar os artistas da casa sobre seus métodos de trabalho e criação, e reunir tudo o que eles dizem num formidável banco de dados que servirá para pesquisas futuras.

Trocando em miúdos: quando os macacos dominarem a terra, os humanos escravizados um dia descobrirão numa caverna ali no Jardim Botânico, debaixo do sovaco do Cristo Desabado, esse material todo; e, após vê-lo num aparelho de DVD cacarecado, que funciona graças a uma velha bateria de carro, dirão a si mesmos:

“Então nós éramos capazes de fazer tudo isso?”

E aí, por conta do que nós, os ditos artistas globais, dissemos (e fizemos) no passado, recobrarão a autoconfiança, partirão com tudo pra cima dos símio-descendentes e dominarão outra vez o mundo.

Claro, não é exatamente pra isso que existe o Projeto Memória, como todo ficcionista eu acabei de escorregar na maionese, me perdoem… Mas o que eu queria dizer é que uma iniciativa dessas, mesmo feita discretamente como é o caso, é importantíssima e definitiva.

Assim, quando atendi o telefonema da produtora Anna Durão, do Projeto Memória, e ela disse que estavam a fim de me entrevistar de novo – foi a terceira vez! -, agora sobre “Cinquentinha”, “Lara com Z” e “Fina Estampa”, não tive a menor dúvida: fui correndo.

Bom, se existe uma coisa que não tenho mais nos últimos dias é tempo: até pra ir no banheiro fazer xixi preciso marcar hora na agenda com uma precisão de décimos de segundo. Mesmo assim, fiquei durante duas horas e meia lá, diante da câmera, com as entrevistadoras Lilian Arruda e Juliana Felício a me crivar de perguntas… E como sempre acontece quando alguém pergunta sobre o meu trabalho, falei feito uma arara compulsiva e maluca.

Não sei o que elas acharam… Mas eu achei uóóóóóóóótimo! Pois é exatamente nessas ocasiões em que me permitem falar sobre meu próprio trabalho que eu mais aprendo… E, embora eu esteja nessa vida airada desde 1978, dela ainda sou um aprendiz… E talvez só na vigésima entrevista com o pessoal do Projeto Memória eu finalmente possa dizer que já sei como se faz…

E aí estará pronto e acabado!

 

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“Site” de “Fina Estampa” já no ar”

 

A Globo.com manda dizer que o site de “Fina Estampa” já está no ar cheio de novidades sobre a novela. É só clicar no link abaixo e créu!!!!!!!

 

http://finaestampa.globo.com/

 

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IN MEMORIAN

 

 

A notícia me doeu como uma chicotada: o dr. Rogério Sabath, cirurgião-dentista, pai de família amantíssimo, aluno brilhante da minha master class 2, nos deixou de repente. Fiquei tão chocado que tive de interromper minha sessão de trabalho.  Quem o conheceu, como nós desde os tempos do bloglog, sabe o quanto ele era amigo fiel e homem valoroso. Estamos todos de luto.

 

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PRA QUEM QUISER LER,

o link da Veja Rio:

 

http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/aguinaldosilva-636523.shtml

 

 

QUERO MORRER MEU AMIGO!

 

Ainda não li a matéria acima, mas de uma coisa estou certo: apertem os cintos, porque estamos nos aproximando de uma zona de forte turbulência!

  

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(abaixo: de olho no telão)

 

(acima: o ambiente, antes da festa virar A Festa)

 

É bom saber que se tem pra onde ir quando alguém nos diz:

“Vai procurar tua turma, ô muquirana!”

Na noite desta quinta-feira, ao chegar ao Espaço Lamartine, lá no Itanhangá profundo, e ver lá reunida aquela multidão de rostos conhecidos – meus e do público – eu pensei: “essa é a minha turma”. Sim, a televisão, e mais essa legião de amigos que me rodeia dentro e fora dela, incluindo vocês que me lêem e aqui comentam, é a minha turma; é o meu mundo. E eu vos declaro aqui e agora que sou um homem muito feliz por ter tantos, tão queridos e fiéis amigos.

A festa de lançamento de uma novela das 21 horas, vocês sabem, é uma praxe a ser cumprida a cada estréia, duas vezes ao ano. Eu, que tantas novelas escrevi, já tive que comparecer a muitas dessas festas; mas pela primeira vez posso desdizer a máxima segundo a qual “quem já viu uma viu todas”, porque dessa vez foi diferente. Nunca tinha visto tanto entusiasmo antes. Em “Fina Estampa” há, como disse o produtor Ricardo Scalamandré durante minha visita à Cidade Cenográfica, “um perfume de sucesso no ar”. E esse perfume ao que parece foi borrifado em todos os que participam da criação da novela que, reunidos ontem na festa, não conseguiam conter o entusiasmo.

Eu, com minha tendência ao ceticismo, prefiro sair pelos corredores da minha casa a imitar Doris Day quando cantava: che sará, sará!… Mas sempre com uma coisa a me dizer ao pé do ouvido: yes darling, vai dar certo!

Apesar do meu salto cinco e meio não fui o mais alto da festa – Marcelo Brou e o filho da Meg Santos me deixaram mais baixo vários centímetros. Também não fiquei os exatos setenta minutos programados… Nem podia, pois não é todo dia que alguém como eu se vê como o astro mais central de um céu tão estrelado.

De qualquer modo, quando saí do Espaço Lamartine alguns minutos depois da exibição, num telão, das alucinantes cenas dos próximos capítulos (beijo tuas mãos Wolf Maya, muito obrigado por me presentear com mais esse trabalho tão lindo), a festa estava no auge, e assim continuou até alta madrugada. Eu, que já estava às quedas, e sabia que boa parte do elenco iria gravar hoje, vim pra casa a pensar:

Meu Deus, quanta saúde, além daquela beleza toda… Como é que eles conseguem?

Comprovem tudo o que falei e muito mais nas fotos… E aguardem ainda hoje uma galeria com muito mais detalhes.

 

 

 

A dança da guerra de Dan Stolbach!

 

 

 

AO VIVO, DO RED CARPET!

 

(acima e abaixo: ela pode um milhão de vezes!!!!!)

 

 

 

 

(acima e abaixo: La Birolli!)

 

(acima: adorável Júlia!)

(acima: Milena, a camaleoa: arrasadora!)

 

(Acima: Beyoncé que me desculpe. Mas Chris Vianna…)

 

(acima: o conclave das Divinas, Eternas e Lindas)

O BEM CHEGADO!

 

Acima: teletransportado por Jacqueline Barroso, Eduardo Pires, e pelo moderador Francisco Patrício, que está atrás da câmera (mostra essa cara, ô pá!), chego à festa. Antes, ainda em casa, abri uma garrafa de Veuve Clicquot safra 2002 que estava guardada a chave da ouro, brindei com eles e lhes fiz um ligeiro speech no qual agradeci pela paciência que têm com o meu temperamento, que, como o de toda Diva, é dado a pitis, ataques de pelanca e siricoticos… E se vocês que me lêem me acham um doce de pessoa é porque ainda não me viram a me rasgar todinho, de cima até naquele lugar lá embaixo. Obrigado quereeeeedos meus!

Galeria de fotos

   
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