É A LÓGICA CRIATIVA ESTÚPIDO!
Posted on : 27-08-2011 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital
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“Fina Estampa:
será que disparou?…
Vejam que interessante o quadro abaixo. Ele mostra a média de audiência das sete últimas novelas das 21 horas em suas duas primeiras semanas.
Fina Estampa…………….. 37,80
Insensato Coração……….. 32.10
Passione……………………… 32,20
Viver a Vida………………… 37,70
Caminho das Indias………. 35,30
A Favorita……………………. 34,40
Duas Caras…………………… 36,50
Através desses números pode-se constatar que “Fina Estampa” saiu na frente. Mas não se preocupem, não estou a me vangloriar de nada, duas semanas de novela no ar não são suficientes pra se avaliar qual será a reação do público durante as 26 semanas que faltam, portanto…
O negócio é Griselda continuar a acender velas pra N.S. de Fátima!
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“Pôneis malditos não existem:
nota zero pra quem os criou!”

Como vocês sabem, eu e várias coleguinhas jornalistas metidas a críticas de televisão frequentamos o mesmo curso de teledramaturgia – aquele chamado nenhum. Mas desde que ganhei essa sinecura aqui no Portal do Aguinaldão, pelo menos procurei me aprimorar no assunto, pra não fazer feio diante do mestre prateado. Fazendo o quê? Lendo livros especializados.
Como parte desse meu aprendizado tardio, estou a ler um livro que interessa a vocês. O título é: Por dentro do roteiro, de Tom Stempel (edição da Zahar Editores).
Dele selecionei um trecho que vale como uma paulada na cabeça de certos críticos improvisados de teledramaturgia, os quais exigem dos autores a aplicação da chamada “lógica real” em seus trabalhos de ficção, como se a ficção tivesse que ser um retrato literal da realidade e não a recriação desta. Vejamos o que diz Tom Stempel a respeito:
“Deixe-me explicar pra você a diferença entre a lógica real e a lógica criativa. A lógica real diz que você não pode escolher uma atriz britânica para interpretar uma beldade sulista dos Estados Unidos; a lógica criativa é Vivien Leigh em E o Vento Levou (1939)”
Vivien Leigh, vocês sabem, era uma atriz inglesa que, criativamente, deu vida a Scarlet O´Hara, a mais real de todas as beldades sulistas dos Estados Unidos.

(“agora vão pra casa, que a personagem vai ter que dormir oito horas. Amanhã de manhã ela acorda, e aí vocês voltam ao cinema pra ver como é que o filme continua…)
Porque estou a escrever isso? Porque alguém improvisado em crítico denunciou uma situação imprópria em “Fina Estampa”: aquela em que Letícia (Thania Kalil), uma professora universitária, num flagrante exemplo de lógica criativa, não só atende o celular na classe de aula como, depois de receber uma notícia grave, diz aos alunos que precisa se ausentar e sai correndo.
Segundo o crítico improvisado a cena é incongruente, pois um professor jamais faria isso.
Concordo, não faria mesmo. De acordo com a lógica real, seria preciso que ele visse o telefone vibrar, lesse no visor o nome de quem estava ligando, e então, deduzindo que se tratava de algum assunto urgente, pedisse licença aos alunos e fosse atender lá fora. E aí, depois de ouvir da mãe taxista que ela tinha sido assaltada e abandonada a pé no Aterro do Flamengo, voltasse à sala de aula, contasse aos seus alunos o que tinha acontecido e, após se desculpar perante os mesmos, fosse à secretaria da Faculdade solicitar uma dispensa. Nesse processo todo, e até que a dispensa lhe fosse concedida, ela teria gasto pelo menos meia hora de precioso tempo televisivo… E teria esgotado de tal modo a paciência dos telespectadores que eles já teriam mudado de canal em massa.
Sabe por que ô Zé Ruela?
Porque a lógica real, que você defende tão bravamente na sua crítica, tem tempos mortos que a lógica criativa não admite! Por isso no cinema e na teledramaturgia as personagens deitam pra dormir e acordam na próxima cena já no dia seguinte… Ou o filme e a novela teriam que parar por pelo menos oito horas! Porque na lógica – e na vida – real há sempre momentos em que nada acontece, coisa que a lógica criativa, para o bem do ritmo da história que se está contando, sabiamente suprime.
Assim, fique preparado pra continuar criticando o meu patrão e emérito recordista de audiência, pois ele me prometeu: sempre que a lógica criativa assim o exigir seus personagens cagarão para a lógica real e agirão criativamente.
E tenho dito.
(Meire Siqueira, crítica cricri de televisão e dos que se arvoram em críticos da mesma)
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GRISELDA LEVA BEIJO DE LÍNGUA

Quem vai dar o primeiro beijo de língua em Griselda? É ele, o português Guaracy (aliás, Paulo Rocha), que aparece nas fotos acima e abaixo… E podem ir se preparando, porque será no capítulo de hoje!
Vejam na foto acima a cara de visível satisfação do ator minutos antes de gravar a cena: Renê Velmont que se cuide!

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LIEGE FOREVER!

Hoje é o aniversário dessa Diva aí de cima: Liege Monteiro, uma bela criatura (bela em todos os sentidos) cuja simples presença transforma qualquer festa num grande evento. Amarrado que estou ao pé da mesa a escrever “Fina Estampa”, eu não RSVP positivamente à lista de convidados. Mas estarei lá de coração, e mando daqui pra Liege,ainda que de modo virtual, o meu grande beijo: happy birthday darling!
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UMA DUPLA DO BARULHO!

Ela entrou e arrasou. E ele, diante do verdadeiro furacão que é “Mirna Bello”, a atriz decadente que vai fingir ser sua mãe em troca de um cachê mirrado, não deixou a peteca cair e partiu pra cima. Ângela Vieira e Caio Castro são, em “Fina Estampa”, a fome e a vontade enorme de comer. Dois grandes atores a dar provas incontestáveis de sua excelência.Como diria Meire Siqueira, a eterna rival daquela moça de O Globo: nota 110,04 pra eles! Daqui a pouco na telinha da Globo os dois vão aprontar horrores, não percam!
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Depois daquele beijo!





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O OVO OU A GALINHA VELHA?

Como vocês podem constatar no documento acima, a história de Griselda e seu filho estudante de medicina que a despreza, que agora vai ao ar em “Fina Estampa”, me pertence oficialmente desde o dia 10 de julho de 2009, quando o Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional reconheceu e registrou nos seus anais os meus direitos de autor sobre o texto originalmente chamado “Marido de Aluguel”.
Mas antes mesmo que esse meu direito fosse oficialmente reconhecido, eu já tinha entregue a sinopse à Rede Globo, precisamente no dia 27 de maio de 2009. E ainda antes disso, durante três semanas do mês de abril daquele ano, a trama, tal como agora vai ao ar, foi escrita em todas as suas minúcias por mim e mais 15 pessoas que participaram da minha primeira master class, pessoas essas que certamente poderão testemunhar e atestar os meus direitos sobre ela caso isso seja necessário.
Qualquer comentário segundo o qual eu teria me “apossado” de histórias surgidas posteriormente à minha é produto de má fé e, como tal, torna seus propagadores sujeitos às consequências judiciais de praxe.
Como diria o contista Dalton Trevisan: “dentro de cada filho de família dorme um vampiro. Não deixem que ele sinta o gosto de sangue”.
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LUCIANO HUCK GRAVA
PRA “FINA ESTAMPA”!

Não vou dar maiores detalhes, porque vocês sabem, numa época em que todo o mundo anda roubando idéias de todo mundo, bem de acordo com a epidemia de falta de ética que grassa no país, é melhor ter cuidado. Mas o fato é que Luciano Huck gravou ontem uma participação especialíssima em “Fina Estampa”, que vai se estender por vários capítulos e terminará no próprio Caldeirão do Huck. Por enquanto vejam só as fotos: com Arlete Salles e Guida Vianna acima, e nas outras fotos, com elas e mais a lindinha Bianca Salgueiro, que faz a Carol, neta de Vilma (Arlete) e filha de Letícia (Thania Kalil)


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Lembram do Jardim das Oliveiras, onde Cristo passeou sua angústia pouco antes da morte anunciada? A imagem é sacrílega, mas deixem que a use: todo autor das 21h chega ao momento de atravessar com passos trôpegos este mesmo jardim, e nele dar vazão às suas angústias nas duas horas que antecedem a estréia de uma novela. Não porque ele tenha, como Cristo, a responsabilidade de resgatar e salvar as almas de todos os homens. Mas porque, depois de tantos meses de derramar sangue, suor e lágrimas, ele pode estar à beira de ver estes homens cujas vidas já foram salvas crucificar sumariamente o seu trabalho com uma frase que é quase tão terrível quando o suplício do Gólgota e que, reduzida à sua expressão mais simples, quer dizer:
“Só isso?”
Na segunda-feira, dia 22 de agosto, isolado no meu refúgio de Itaipava, passei pela décima-terceira vez por este suplício. Ainda consegui trabalhar até às 19 horas, mas a partir daí… A angústia foi mais forte. Até que Fina Estampa começasse, aos exatos 15 minutos depois das 21 horas, não consegui sentar um só instante. Ia e vinha pela casa a ajeitar quadros, virar livros cujas lombadas estavam ao contrário, por na ordem CDs há muito desordenados, e a olhar pro telefone – que tocava sem parar – como se ele fosse um Alien.
Que suplício gente, e que responsabilidade.
E dessa vez eu não tinha ao meu lado o companheiro de cinco estréias de novelas: Tadeu, o gato que sempre percebia quando eu estava angustiado e, só com o seu olhar de sábio, me apaziguava. Sim, sem Tadeu eu estava solito. E seria assim, sem mais ninguém ao meu lado, que, com minhas próprias unhas, iria enfrentar o touro.
Em toda estréia de novela há um momento em que, mesmo sozinho na sua casa, o autor consegue perceber se ela está agradando. É pelo silêncio. Se ele apura os ouvidos e recolhe a impressão de que lá fora o mundo está parado, bem… É porque alguma coisa está deixando as pessoas quietas em suas casas e nos lugares públicos… E não é o karaokê da esquina. Antigamente havia um sinal sonoro que nos permitia perceber isso – era o plim-plim! da Globo, que se fazia ouvir vindo de todas as janelas. Lembro que em “Roque Santeiro”, quando se aproximava o intervalo, eu ia pra varanda de minha casa em São Conrado recolher a energia que aquele plim-plim generalizado me trazia do Brasil inteiro.
Agora, bem, as coisas mudaram… Menos o sofrimento dos autores, que continua o mesmo.
Mas dessa vez não tive que apelar para um milagre, nem me enganar dizendo a mim mesmo: “quem sabe amanhã tudo muda?” Pois mal a novela terminou recebi um telefonema de alguém da Rede Globo que é um expert em audiências e que me disse, sem esconder a euforia:
“Pegou na veia de novo!”
Será? Eu me perguntei depois de lhe agradecer o telefonema e desligar. E aí aquela perigosa voz que nos vem lá de dentro e nunca deve ser ouvida respondeu: “por que não, ó pá? Afinal, fizestes o melhor possível!”
Não sei se fiz – nessas horas é preciso ser modesto e agradecer a Deus pelas benesses. Mas o fato é que o minuto a minuto do Ibope lá no meu computador, que eu só fui consultar dez minutos depois de terminado o capítulo, com sua fieira de números sempre num crescendo, também me dizia isso.
Assim, posso afirmar que, de todas as minhas estréias de novela, a de Fina Estampa foi a mais tranquila… Assim como o foi esta semana que me deu, dia após dia lá no minuto a minuto, a tranquilidade dos tais números sempre num crescendo.

(com minha sócia Lílian Seldin acima, e abaixo, na sala de estar da pousada)

Essa tranquilidade permitiu que na sexta-feira eu pudesse enfim relaxar e festejar… E onde mais faria isso senão no meu, seu, vosso Locanda della Mimosa? Sim, fui jantar nos meus domínios em companhia bela. Com minha sócia Lilian Seldin, o Moderador Francisco Patrício, e o meu gerente Fábio Teixeira. A mousse de barôa com lascas de bacalhau de entrada, e o cordeiro de prato principal, graças ao chef Paulo Duarte e sua equipe, estavam simplesmente divinos. O espumante rosê da Miolo, servido com os amouse-bouches, foi uma ótima surpresa. E o Mouchão tinto que, com seu toque de pimenta, temperou os pratos, bem… Ele é um dos meus portugueses favoritos… E vocês sabem que na minha vida existem muitos.

Na saída, ainda tivemos o prazer de recepcionar Josie Pessoa, a “Ellen” da novela que chegou com o namorado Alexandre Gantois pra jantar na Locanda… E claro, eu e a Lílian Seldin aproveitamos pra posar com eles na foto (abaixo).

Agora vocês perguntam:
“Então você não viu a novela, ó Zé Ruela?”
Não vi na hora em que foi ao ar, mas deixei gravando… E a vi mal cheguei em casa, certo de que, sendo a sexta-feira um dia péssimo para a audiência, nem valia a pena dar uma olhada no minuto a minuto do Ibope, que também ficou ligado.Ms como a curiosidade matou o gato… Lá fui pro computador e, quando olhei, levei o maior susto… Pois não é que já em sua bendita primeira sexta-feira Fina Estampa deu 38?
Deus seja louvado.














































































