É Guilherme Bokel, da Divisão Internacional da Globo, quem me dá a boa nova: “Laços de Sangue”, a novela portuguesa que eu supervisionei e ele produziu lá em Lisboa, e cujo último capítulo foi ao ar neste fim de semana batendo todos os récordes locais de audiência… acaba de ser escolhida como uma das finalistas do Emmy deste ano.
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AINDA VAMOS QUE VAMOS!
Numa semana difícil para todas as novelas, em termos de audiência, “Fina Estampa” se manteve e não caiu dos 38 de média. Vejam o quadro abaixo, gentileza do nosso amigo Jefferson do “Planeta TV”.
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tem novidades na minha coluna, acessem…
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Modesto como sou, perguntei timidamente à produção de “Fina Estampa”: e se o Anderson Silva fosse chamado pra fazer uma participação especial na luta entre Wallace Mu e Jorge Muralha? Esse outro AS, vocês sabem, é muito mais famoso e mais marrento que eu, campeão que é do MMA e o maior ídolo dos adeptos das artes marciais. Como ninguém me respondeu, pensei cá com meus botões:
“Acho que não estou com essa bola toda”.
Qual não foi minha surpresa quando hoje, durante as gravações na Arena HSBC lotada e ululante como se fosse uma luta pra valer, adentraram o octógono não apenas Anderson Silva, como o mítico Minotauro e o campeão Ricardo Arona, três estrelas do firmamento desse esporte que a cada dia se torna um dos mais populares do mundo?…
E eu que tinha pedido apenas uma estrela fui brindado com três, além de Dudu Azevedo e Carolina Dieckman arrasando na pele dos seus personagens. Gente foi demais! Só tenho que agradecer a Wolf Maya e Alexandre Scalamandré, que mantiveram a presença dessa turma em segredo só pra me pegar de surpresa: merci quereeeedos!
Curtam as fotos, que são exclusivas, só nós tivemos acesso ao octógono.
Galeria de fotos
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AQUI SOMOS TODOS LIMPINHOS!
“Será que a casa de Dagmar (Cris Vianna, acima) não tem um chuveiro?” – pergunta um meu vizinho se dando ares de puritano. Tem sim, eu respondo, e explico porque mesmo assim ela toma banho em cima da laje: porque os telespectadores adoram… E porque eu quero! Então você ainda não percebeu que o autor é o deus ex-machina (não sabe o que é? Corre pra wikipedia!) da novela? A mesma coisa se aplica aos banhos dos demais personagens de Fina Estampa, como o de Dudu Azevedo (abaixo), que o tal puritano se deu ao trabalho de contar: oito em 27 capítulos. Se ele ficou chocado SÓ com isso, coitado… Não sabe o que o espera quando chegar a vez de Arlete Salles, Guida Vianna e até eu, que estou seriamente tentado a não perder esta chance de entrar debaixo do chuveiro e cantarolar: “mamãe, eu estou na novela das oito!”
Mas será que a causa dos banhos de “Fina Estampa” é mesmo a minha vontade absolutista? Claro que não quereeeedos. Embora não pareça, os banhos de Dagmar têm uma nobre motivação futura: uma hiper-campanha contra o mosquito da dengue que, de comum acordo com as autoridades sanitárias, será feita na novela. O tradicional banho na laje dos bairros periféricos cariocas, que só é novidade pra quem não morou nem perto de um deles, acaba contribuindo pra que se formem ainda mais criadouros do maléfico aedes aegypt…
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E vamos que vamos!!!
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(Seria esse o “ator” que anda espalhando notícias falsas sobre a novela? Assim é, se lhes parece, não é mesmo?)
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Alguns amigos meus acham que eu me preocupo demais com o que a mídia escreve a meu respeito. Não é verdade. Mesmo porque, de um modo geral a mídia me trata muito bem, pelo que eu agradeço, e dela não tenho motivo de queixas.
O problema é quando, na ânsia de angariar (ou prender) a atenção dos leitores, alguns profissionais não hesitam em publicar notícias negativas sobre o meu trabalho, sem ter a preocupação básica de qualquer bom jornalista – checar se elas são ou não verdadeiras.
Vejam o caso recente do interino de uma coluna publicada no jornal Agora São Paulo e na Folha on line. Ele escreveu que, segundo um ator de “Fina Estampa” (cadê o “quem, quando, onde, como e porquê”?), eu já comuniquei ao elenco que haverá uma morte por mês na novela.
Vamos aos números. “Fina Estampa”, por escolha minha, tem um elenco de 50 atores, pouco mais ou menos. Vai ficar no ar até março do ano que vem, ou seja, durante oito meses. Se eu matar uma pessoa por mês na novela, quando ela chegar ao fim terei executado 15% do elenco.
Por que eu fiquei tão indignado? Primeiro, porque a notícia é falsa. Segundo, porque o Deep Throat, o tal ator que passou a informação provavelmente não existe. E terceiro porque uma notícia dessas provoca insegurança e acaba por desestabilizar o trabalho do elenco.
É, portanto, um ataque frontal ao bom andamento dos trabalhos da novela… E é isso que eu não admito.
Uma das minhas preocupações básicas, quando escrevo uma novela, é ajudar a manter, com a regularidade do meu trabalho, a paz e a tranqüilidade nos bastidores. Para isso, não apenas mantenho uma boa frente, como JAMAISatraso a entrega dos capítulos.
No caso de “Fina Estampa” entrego nesta sexta-feira os capítulos que só irão ao ar a partir do dia 10 de outubro, o que significa que eu tenho, em relação ao que vai ao ar, uma frente de três semanas, ou 18 capítulos.
Não atrasar jamais, comunicar à produção, com antecedência de pelo menos 20 dias a realização de qualquer evento, manter uma linha de contato direta com a direção e os produtores e sempre dar a devida importância às sugestões destes com vistas ao melhor encaminhamento dos trabalhos: esta é a minha política.
E o resultado dela é que, do ponto de vista da produção e exibição, minhas novelas sempre voam, altas e serenas, num céu de brigadeiro.
Por isso, à falta das crises que os habituais atrasos provocam nos bastidores de uma novela, alguns profissionais menos sérios não hesitam e tentam criá-las… E para isso publicam notícias de procedência duvidosa ou até as inventam.
Vejam bem: se eu não desmentir uma falsa notícia como essa das “mortes mensais” na minha novela, ela passará por verdadeira. E, assim como o jornalista se recusou e reconhecer que ela era falsa, como as mortes não vão acontecer, ele poderá dizer no futuro, sem correr o risco de passar por pouco confiável: “o autor desistiu da idéia”.
Vocês não acham que tudo isso é melífluo e desonesto demais pra que eu aceite e permaneça em silêncio?
(Atenção! Minha foto lá em cima com Harrison Ford também é uma mentira. O “ator” na verdade é um boneco de cera..)
Com certo atraso, pelo qual me desculpo, solto afinal o Blogando 4 da lavra do sempre talentoso e aplicado Léo Alves, e dessa vez com um bônus especial: vocês vão tomar conhecimento do talento ímpar da verdadeira Lara (Simeão) Romero!
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Do Livro Rosa de Pensamentos do Crô:
“Essas notas dez e zero da mídia estão ficando tão triviais que, breve, quem ganha é o ferro de engomar da terceira camareira de “Cordel Encantado”…
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NOVOS DEUSES E DEUSAS!
Vou confessar um segredo pra vocês: é com grande emoção que tenho acompanhado o trabalho do chamado “elenco jovem” de Fina Estampa. Não vou nem falar do chamado “elenco senior”, os grandes astros e estrelas que encabeçam o dream team da novela, que com estes não tem erro. Nem de alguns, jovens, mas já com maior experiência, como Malvino Salvador e Carolina Dieckman, meu Deus, que dupla arrasadora! Mas o fato é que a consciência, a concentração, a aplicação, a entrega total com que jovens como Caio Castro, Adriana Birolli, Sophie Charlotte, Marcos Pigosi, Milena Toscano e Guilherme Boury fazem o seu trabalho me dão a certeza de que, no Olimpo do teatro, cinema e televisão brasileiros, estão surgindo novos deuses e deusas. Eu, que sou admirador incondicional do trabalho dos (bons) atores para os quais escrevo, hoje dedico a eles o meu aplauso…
E publico abaixo, no Vale a Pena Ler de Novo, o comentário que Adriana Birolli nos mandou (às 02h35m da madrugada!), e que dá bem a medida da seriedade do trabalho desses jovens.
Aguinaldo, hoje recebi o Prêmio Jovem Brasileiro de Melhor Atriz pela interpretação de Patrícia em Fina Estampa. Não pude recebê-lo pessoalmente porque eu estava justamente interpretando-a; como não pude fazer meus agradecimentos no palco da premiação gostaria de fazê-los aqui, para você.
Eu agradeço essa honra a todos que votaram e ao Prêmio Jovem Brasileiro.
Certa vez meu ídolo, a atriz Bette Davis, disse:
” Você nunca será um artista de verdade enquanto não houver prós e contras ao seu trabalho.”
Considero este Prêmio um enorme pró!
É maravilhoso recebê-lo por um trabalho que tanto amo, a novela Fina Estampa.
Quero primeiramente agradecer a Rede Globo de Televisão, por sempre apostar nos jovens e por dar uma chance a alguém como eu, que veio do teatro.
Gostaria de dedicar este prêmio a três homens da maior importância na minha carreira:
Aguinaldo Silva; Seu texto é uma dádiva, e Fina Estampa é um sucesso mais do que merecido. Você é o mago da televisão brasileira, e fazer parte de uma obra sua é um sonho realizado. Espero que este prêmio mostre a você o quanto eu amo, me dedico e me dedicarei a nossa Patricia, personagem complexo e dinâmico, que só poderia ter saído de sua mente brilhante.
Muito Obrigada.
Também brindei com um champanhe a nossa estréia!
Wolf Maya, você é um diretor completo! Ser dirigida por você numa cena é certeza de sucesso e este prêmio é a prova disto. Obrigada por ter me ajudado a encontrar a Patrícia que vc queria e pelos caminhos que vc me mostrou.
Muito Obrigada
Ruiz Bellenda: que parceiro de vida! Que me acompanha e cuida de mim em qualquer situação. Meu sócio, diretor, empresário, assessor e amigo.
Gostaria de agradecer também a minha família Fina Estampa, especialmente a maravilhosa Christiane Torloni, Dalton Vigh, David Lucas, Marcelo Serrado e ao meu querido Caio Castro, que me faz acreditar em cena no amor que o Antenor sente pela Patrícia.
Para finalizar, aproveitando que este prêmio foi criado para nós jovens, gostaria de dizer que a sociedade espera que a gente mude o futuro. Eu sempre fui uma pessoa que nunca perdi tempo, e corri atrás de tudo o que eu quis. Meu conselho a todos vcs que querem um dia receber um prêmio por algo que decidiu fazer da sua vida é: Não perca tempo. Saia um pouco de frente do computador, se desligue um pouco do twittter, do orkut, do msn e da internet e venha viver a vida de verdade, que está aqui, e seja mais um jovem brilhante.
Muito obrigada.
enquanto isso,
nas gravações de hoje…
vejam as fotos abaixo
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FON-FON PRA VOCÊS QUEREEEDOS!
O jornal O Dia publica em sua primeira página duas fotos enormes sob o titulo: “Fortões atacam Crô na praia”. Assim mesmo, sem explicar quem são os fortões, quem é Crô ou qual é a praia.
Isso é o quê? – vocês me perguntam. E eu respondo: é o mais puro jornalismo.
O jornal dispensa informações mais detalhadas sobre o assunto, pois sabe que Crô, os fortões e a tal praia, que estão no programa de maior audiência da televisão brasileira – a novela “Fina Estampa”, de minha modesta autoria – já fazem parte do imaginário popular, são conhecidos de milhões e milhões de pessoas, e dispensam maiores explicações.
Já a Revista de Domingo de O Globo publica capa e matéria de várias páginas sobre um lugar chamado Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, que segundo eles está bombando… E diz tudo a respeito do local, menos o mais importante – que é por ele que transitam Crô e os fortões e é lá que fica a tal praia na qual os segundos agrediram o primeiro… E que é justamente por causa disso que o local ganhou essa notoriedade súbita. Limita-se, em parcas três linhas, a comentar que parte da novela (é ela toda quereeeedos) é ambientada lá.
Aí vocês me perguntam – e isso: é jornalismo?
E eu vos respondo: não quereeeedos, é “esnobismo”, uma coisa mesquinha que leva alguns jornalistas, apenas por pirraça, a ignorar o óbvio quando escrevem sobre certos assuntos.
Dia desses, numa das trocentas entrevistas que dou por semana – pelo amor de Deus gente, chegaaaaaaaaa! – eu disse que, se as novelas saíssem do ar, pelo menos vinte publicações semanais fechariam as portas e centenas de jornalistas perderiam o emprego. A moça que me entrevistava, num flagrante ataque de esnobismo, retrucou:
“você acredita mesmo nisso?”
Infelizmente acredito quereeeda. Embora a maioria dos jornalistas que cobre televisão adore comer no prato que os comeu e desdenhe do nosso trabalho, é graças a ele que todos compram o leite das crianças todos os meses.
Ou seja, nós, profissionais da telenovela, com o nosso trabalho, não só provemos o sustento dos que fazem parte do nosso grupo, como transcendemos e ajudamos a garantir o emprego de todos os que orbitam em torno dele.
E o que recebemos em troca? O tratamento justo de uns poucos, que mesmo quando dizem que nosso trabalho e uma merda nos respeitam, e da maioria só pedradas. Querem um exemplo? Quando eu escrevo uma cena sobre a qual certa grande dama do teatro (cujo nome a discrição me impede de citar) diz num e-mail que vai ficar na história da teledramaturgia brasileira, e na qual boa parte dos “especialistas” na matéria só conseguem enxergar o fato de que uma das atrizes estava sem um dos sapatos, bem.. Se não estamos mal de teledramaturgia nem de grandes damas do teatro, o fato é que estamos péssimos de críticos televisivos.
O problema é que a televisão, com a capacidade de reverberar no mesmo instante pelo país inteiro, dos bairros mais afluentes aos grotões mais profundos, é sempre muito maior que o circo midiático que orbita em torno dela e dela tira o pão de cada dia, embora não seja nem um pouco agradecido por isso.
Ou seja, os cães ladram enquanto a caravana de Jaguares blindados passa e faz: fon-fon!
E nós aqui dizemos:
Sorry periferia!
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CRÔ É AGREDIDO NA PRAIA!
Cansado de suportar as humilhações da turma de vôlei, Crô resolve seguir o conselho de Griselda e peitá-los, e acaba levando a pior: o coitado é vítima de bullying, e só não sai machucado porque as mulheres da praia, com Zambeze à frente, partem pra cima dos bofes e conseguem salvá-lo. As cenas foram gravadas hoje: vejam as fotos!
No vídeo acima, lembranças da master class 1 no dia em que Griselda foi apresentada aos alunos e citada pela primeira vez. Bons tempos!
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Deus nos abençoe a todos!
Vale a pena ler de novo o comentário de Ludilene Dantas postado agora há pouco:
“Abençoada Fina Estampa que, pela primeira vez em muitos anos, fez meus filhos ficar em casa pra ver a novela. Ontem, estávamos eu, meu marido e meus dois filhos acompanhando as desventuras da pobrezinha da Griselda, quando de repente eu fiquei emocionada não com a novela, mas com a minha própria cena doméstica: a familia reunida pra ver o mesmo programa de televisão, isso não acontecia há anos! Obrigada Rede Globo, obrigada Agnaldo Silva.”
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GENTE, MAS COMO EU FALO!…
Lara Simeão Romero garimpou essa preciosidade acima e eu posto aqui pra vocês: mais uma entrevista do grilo falante. E como ele fala, meu Deus!
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Ah Griselda, Griselda…
Quando foi mesmo a primeira vez que escrevi sobre você? Fui pesquisar no meu antigo blog, lá no bloglog, e descobri: foi no dia 14 de maio de 2009, quando seu nome ainda era Griselda Martins. Mas três dias depois, já como Griselda da Silva Pereira, você foi apresentada por mim aos alunos da minha primeira master class e aos leitores do bloglog. Está lá, pra quem quiser ler: eu conto a história de uma viúva conhecida como “Pereirão”, que trabalhava como “Marido de Aluguel” pra criar os três filhos; e logo no começo da trama sofria uma grande decepção ao descobrir que um deles, o estudante de medicina José Antenor, tinha vergonha dela e por isso contratara uma atriz decadente para apresentar como uma falsa mãe em sua festa de noivado.
Desde então, até que você ganhasse o rosto, o corpo, e a genial, chapliniana, inesquecível interpretação de Lília Cabral na telinha, muitas vezes falei e escrevi sobre você, e hoje confesso que, tão entusiasmado estava por tê-la criado, que muitas vezes fui boquirroto. Lembro-me especialmente de uma dessas vezes em que falei demais: no dia 12 de janeiro de 2010, durante um jantar no Antiquarius da Barra com um colega de profissão (na foto abaixo), durante o qual, diante de outras três pessoas – Jackeline Barroso, Eduardo Pires e Francisco Patrício – eu lhe contei a história de Griselda e seu filho estudante de medicina, e ele me falou que sua próxima novela começaria no Japão e seria sobre robôs, uma vaquinha anã e dinossauros.
Tantas vezes escrevi e falei a seu respeito – no antigo blog primeiro, depois aqui no portal, e em várias entrevistas – que muita gente incorreu no erro de achar que meus direitos de criação sobre você já tinham caducado.
Mas não tinham, pois antes de ser o boquirroto que fui eu já tinha registrado sua história de 78 páginas em meu nome na seção de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional no dia 27 de julho de 2009; e a não ser que alguém apresente um registro da mesma história com data anterior ao meu isso me torna o seu único autor e criador inconteste.
Mas tudo isso a essa altura é tão pequeno…
Pois, em apenas 15 dias você transcendeu a telinha da televisão, entrou em todos os lares do Brasil e tornou-se objeto de adoração do povo todo. Quando você chora, todos choram também, e quando você sofre ou é injustiçada todos sofrem e se sentem injustiçados, e se declaram seus amigos e solidários com suas causas.
Você, Griselda da Silva Pereira, mãe do egoísta e sacana estudante de medicina José Antenor desde maio de 2009, é o que eu chamaria de uma personagem icônica – alguém da ficção que, de algum modo, fala em nome de todos os humilhados e ofendidos da vida real, torna-se o porta-voz deles e por eles é amado.
Vale a pena passar por todos os sacrifícios da profissão de escritor, e eu me sinto feliz e orgulhoso por ter sido aquele que originalmente a criou, pelo que agora – Aleluia Senhor! – estou a ser tão fartamente recompensado.
A você Griselda, e a Lília Cabral, essa atriz como poucas que a “recebe” todos os dias de modo tão assustadoramente verdadeiro, o meu: muito obrigado.
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SEREI EU A
VERDADEIRA
RAINHA DO NILO?
A pergunta que mais ouvi esta semana foi:
“Como é que você está se sentindo?”
E ao ouvi-la percebo que ela tem a ver não apenas com o meu estado emocional, mas também com o meu coraçãozinho de ticotico. Pois a verdade é que, embora seja sexy, gostosão e lindo, e tenha os cabelos mais prateados do mundo (meu maldito espelho mágico dirá que nesse quesito eu perco para o Kaiser Lagerfeld), já não sou exatamente uma Shirley Temple; ando mais rodado que o táxi da Vilma e, bem… Levando em conta o turbilhão de emoções que me pegou de roldão nos últimos dias, o que as pessoas querem realmente me perguntar é:
“Será que você agüenta?”
E a minha resposta é: agüento quereeeedos. Porque estava preparado pro pior e ganhei o melhor dos mundos… E porque, mesmo que nada desse certo, eu estava pronto pra segurar o rojão pelo rabo e sair voando… Pois escrever novelas – eu já disse e repito – não é coisa pra mariquitas: se não der certo, você corre atrás e dá um jeito, sem perder tempo tendo ataques de pelanca, pitis ou siricoticos.
Assim, se “Fina Estampa” estourou já nos primeiros capítulos só me resta uma alternativa: manter a peteca lá no ar e correr atrás dos desejos do público. Ainda ontem alguém da cúpula da Globo me perguntou se eu queria um grupo de discussão da novela já agora, ou se preferia esperar pelo capítulo 50. Minha resposta?
Quero um agora e outro no capítulo 50, e lá estarei, behind the green door, pra saber o que o público está pensando a respeito do meu trabalho.
Outra pergunta que me fazem desde o meio da semana é:
“Por que você resolveu fazer aquele capítulo espetacular justamente numa quarta-feira, feriado de sete de setembro e dia de futebol, quando o capítulo é mais curto?”
Essa eu respondo com uma singela aula de teledramaturgia:
Aquele capítulo foi escrito em maio, sem que eu me preocupasse em saber que ele cairia num feriado. Como vocês sabem as tramas da novela fluem, e só existe um modo de controlar o dia em que um ou outro acontecimento vai ao ar: é segurando as tramas, criando pequenas barrigas, coisas que não faço. Para que aquela trama caísse na quinta, eu teria que segurar a história na quarta, ou seja: enrolar um pouco. Mas fazer isso é cometer um erro crasso. A situação dramática cai no dia em que, de acordo com a evolução das tramas, tem que cair. Mesmo porque, além da quarta, temos outro dia péssimo pras novelas que é o sábado. Assim, o negócio é esquecer em que dia vai cair o que estamos escrevendo e mandar bala… Ou o telespectador perceberá que estamos enrolando e dirá:
“A novela ficou chata!”
O resultado da minha estratégia de não segurar as histórias foi o que se viu: récorde de audiência numa quarta-feira, dia de futebol e em pleno feriado… E novo recorde, esse de 45 graus na escala Richter das audiências no dia seguinte.
Não que eu me considere o infalível bambambam da teledramaturgia, não é nada disso. Mas alguma coisa aprendi, depois de escrever novelas durante trinta anos. O que ainda não aprendi, provavelmente aprenderei, se continuar a escrevê-las nos próximos 157 anos, o que certamente farei…
E não admito que vocês duvidem, pois se me perguntarem se eu gosto de escrever novelas, minha resposta será sempre uma só: eu adoro!
Em homenagem aos récordes sucessivos que “Fina Estampa”, a novela que vocês todos escrevem comigo, está batendo, ofereço a vocês o clip abaixo: Mário Biondi canta Ecstasy, a música tema de Danielle Fraser, aliás Renata Sorrah. Ai que delícia!
É assim (foto acima), linda de morrer, vestida pra arrasar, que a periguete Teodora, aliás Carolina Dieckman, desembarca no elenco estelar de “Fina Estampa”, junto com o lutador de vale-tudo Wallace Mu (Dudu Azevedo, com ela na foto abaixo) no final do capítulo de um sábado. No capítulo seguinte, uma segunda-feira, apertem os cintos, porque quem vai aparecer pra confrontá-la é seu ex-marido, Quinzé, aliás Malvino Salvador, que aparece na foto 3 correndo para rasgá-la toda diante do hotel no qual ela está hospedada. As cenas foram gravadas hoje, inclusive as do barraco nas quais Dieckman e Malvino aprontaram todas… Porque em novela de minha autoria barraco, romance e muita emoção é o que não falta! Curtam as fotos.
Galeria de fotos
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VAMOS A LA PLAYA?…
Eu prometi a vocês uma pá de fotos ainda hoje das gravações de “Fina Estampa”, e o que prometo eu cumpro. Elas acabaram de sair quentinhas do forno diretamente das gravações na praia da Barra. Vejam e curtam.
(O desespero de Griselda diante do filho após o desastre de carro)
É dessa maneira sucinta e sem maiores firulas como está acima que o capítulo de “Fina Estampa” termina nesta quarta-feira. A essa altura a falsa mãe de Antenor já chegou, já houve o jantar em que ela é oficialmente apresentada aos pais de Patrícia, o flagrante de Griselda no filho, as terríveis humilhações que Tereza Cristina faz nossa heroína passar, o sincero pedido de desculpas de Renê a ela, o rompimento de Antenor com Patrícia, e o consequente desespero do rapaz, que culmina com o desastre no qual o carro que pediu emprestado a Rafael sofre perda total e ele sai gravemente ferido….
(E agora vamos ao intervalo comercial pra que eu possa publicar – abaixo – essa foto da diva Adriana Birolli comigo: que forçação de barra, né não? Mas vocês acham que eu ia perder a chance de aparecer aqui com ela?…)
Minha amiga Bernie, que não se conforma em ver a novela na Globo Internacional lá em Paris, e me pede encarecidamente que lhe mande capítulo após capítulo mal eles saem do forno, me telefona e protesta:
“Ficou louca foi? Pirou na batatinha? Desse jeito a novela acaba antes de chegar ao capítulo 30!”
Acaba sim Bernie, a intenção é justamente essa, acabar a novela antes do capítulo 30… E começar outra! Que vai acabar 30 capítulos depois, pra que eu possa começar outra e mais outra, porque, se tem uma coisa que eu aprendi com a Janete Clair, mesmo sem nunca ter sido aluno dela, foi a escrever “novelas tanquinho”, aquelas que nunca têm barriga; e a não ter medo de gastar trama. “História – dizia ela – a gente inventa”. E esse é o meu lema.
O que vocês viram nesta segunda-feira foi o capítulo 13. Eu já estou no 57… e caragos que me mordam, vocês não tem idéia da quantidade de viradas que vai ter esta novela. Não que isso seja garantia de sucesso, embora só nas duas primeiras semanas a gente já tenha botado nada menos que onze pontos na frente das duas novelas anteriores.
Mas uma coisa eu lhes garanto: quem acompanhar “Fina Estampa” não morrerá de tédio, nem dirá a respeito de um capítulo que “hoje estava chato” ou “não aconteceu nada” – se isso ocorrer me digam e eu morderei cem vezes minha própria língua.
São 23h05m agora, eu estou aqui a escrever esse texto que vai abrir espaço para um novo post… Mas novidades mesmo terei amanhã, quando o meu misto de Moderador, admirador fanático e fotógrafo, o Sr. Francisco Patrício, fizer fotos exclusivas de uma gravação num local incerto e não sabido e as enviar para que eu as publique aqui do meu exílio. Será que dentre estas fotos estará a de Malvino Salvador a surgir das águas qual Apolo em toda a sua plenitude, ou seja, inteiramente pelado? Isso eu não afirmo nem nego, entre outras coisas para garantir vossa curiosidade… E um novo récorde de acessos.
Aguardem!
E me deixem cair nos braços de Morfeu, ou seja qual for o nome que ele tenha hoje, pois amanhã às seis da matina estarei aqui de novo.
Deu pra sentir que estou feliz pra caramba não deu? Então…