QUER GANHAR CEM MILHAS BEBÊ?

Posted on : 29-01-2012 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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ai, mas que fofinho gente!

 

Semana tenebrosa em termos de audiência, com o povo todo indo pro shopping gastar dindim… Menos para “Fina Estampa” é claro, que, bem, acho melhor não fazer nenhum comentário e deixar que vocês mesmos comprovem dando uma olhada no quadro acima, gentileza do nosso querido Jefferson de O Planeta TV!

 

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DEVO EU DIZER: FOM FOM?

 

Olhem que interessante o quadro acima, publicado hoje pelo portal R7: é o ranking das sete últimas novelas das 21 horas. Ficou um tantinho apagado na minha reprodução, mas dá pra perceber o quanto “Fina Estampa” ainda longe do final elevou a audiência do horário, que vinha em queda desde “Duas Caras”, e está bem próxima de levar a média das 21 horas de novo ao patamar dos 40 pontos. Vamos lá quereeeedos, ainda um esforço, levantem bem alto o pau da cumieira!

 

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(5h da matina e eu já no taca-taca… Mas dessa vez estou de calças!)

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Acabei de fechar a escaleta 162 de “Fina Estampa”. Faltam 23; pelos meus cálculos, no dia 10 de março escreverei a palavra FIM no último capítulo e eu e minha equipe estaremos liberados. Ela para novos trabalhos e eu… Bem, o futuro a Deus pertence, e Ele, como sempre embora eu não mereça, será bondoso comigo. De qualquer modo, já começo a pensar – nos intervalos cada vez mais raros entre uma tarefa e outra de “Fina Estampa” – na minha vida após novela.

Pra começar, vou cuidar do corpo e da beleza, pois o fato é que, desde abril do ano passado quando escrevi o primeiro capítulo, estive sempre trancado numa das minhas casas, a comer (muito), dormir (pouco) e a verter sangue, suor e lágrimas.

Eu falei em lágrimas? Pois deixem que relembre pra vocês uma magnífica piada. Num dos episódios de “Sex and the city” Samantha se apaixona por um homem que tem o que ela considera um problema sério: um membro sexual mínimo. Vejam que dilema: a mulher que só gosta de homens exagerados se apaixona justamente pelo que não tem nada além de um botão de rosa entrefechado?… Ela faz tudo pra romper com ele, não consegue e, na última cena do episódio, enquanto eles transam, ela chora. O cidadão percebe e lhe pergunta: está chorando de quê? E ela responde, com a maior cara de tristeza: de felicidade!

Então, se a Samantha pode fazer isso mesmo numa situação dessas, eu também posso dizer a vocês que chorei durante os trabalhos em “Fina Estampa” sim… Mas foi de felicidade… E quem acreditar ganha um prêmio.

Mas peraí, do que é que eu tava falando mermo?

Ah sim, da minha vida pós-novela. Depois de cuidar da beleza vou arranjar o que fazer, pois se ficar sem trabalhar morro de tédio. Alguém aí vai me sugerir arranjar uma lavagem de roupa? Sinto muito querido, mas os rendimentos desse trabalho não pagariam nem mesmo a enésima parte dos meus gastos.

Que tal se, em vez de ganhar, pra variar eu gaste dinheiro? Pois é o que vou fazer, oficializando, a partir de março, o I Concurso Nacional de Roteiros por mim patrocinado. No total, serão R$ 100 mil em prêmios, dinheiro que não vou captar de porra de lugar nenhum – vai sair todo do meu bolso.

O regulamento, a cargo de especialistas no assunto, já está sendo viabilizado. O prazo para entrega dos roteiros originais eu já antecipo: será até 7 de junho, data do meu aniversário. A partir daí, uma comissão selecionada por mérito, e não por graus de parentesco ou amizade, e devidamente paga pra fazer isso, vai iniciar a leitura dos trabalhos enviados. O resultado sairá em agosto, numa daquelas festas de arromba que costumo dar, e nas quais aparece todo mundo. Do prêmio, 50% irá para o grande vencedor, e o restante dividido entre os outros quatro finalistas – R$ 12.500 pra cada um dos felizardos.

Agora me diz: depois de duas master classes grátis eu ainda vou fazer um concurso de roteiros e sacar os prêmios do meu próprio bolso? Então não poderei reclamar se alguém aí me chamar de otário…

Mas fazer o que se gosto de ser a alegria do povo?

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AI COMO É BOM ESCREVER NOVELA!

 

(O que é certo não é certo bebê: as coisas nunca são o que parecem!)

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Sabem qual é o maior desafio que enfrento nas minhas novelas? É fazer o telespectador acreditar no clima aloprado delas. Vou dar um exemplo. Em “A Indomada”, a certa altura o delegado Motinha (José de Abreu) cai num buraco, fruto de uma obra inacabada na praça central de Greenville, e desaparece. Por mais que procurem dentro do buraco – que é profundo, mas tem um fim é claro -, não se acha o corpo nem se tem mais notícias dele. Sua morte é então decretada. Meses depois alguém lembra de rezar uma missa em sua homenagem… E, durante a missa, o delegado Motinha reaparece, diz que ao cair no buraco foi parar no Japão, e apresenta aos incrédulos a prova disso: a esposa que trouxe de lá – uma gueixa vestida a caráter!

A história provocou crises estomacais em certas cricríticas prussianas e mal humoradas… Mas eu não encontrei um único telespectador que dissesse: “que história mais absurda!” Ou pior ainda: “eu não acredito nisso!” E a novela seguiu bombando e quebrando récordes de audiência: oxente my God! – era o bordão de Altiva Pedreira (Eva Wilma) que, enquanto a novela esteve no ar,o povaréu repetia por todo lado.

Claro, “A Indomada”, um sucesso até hoje inesquecido, não ganhou nenhum prêmio. E eu mesmo só ganhei um prêmio de melhor novela quando escrevi a minha mais bem comportada, que foi “Senhora do Destino”. Mas me digam: existe prêmio maior do que estar no coração do povo a ajudar a torná-lo feliz e bem humorado?

Cada autor de novela tem seu estilo, ou exerce a falta de um, e o meu é o farsesco. Isso significa que os assuntos abordados em minhas histórias são seriíssimos, mas o modo como os abordo é exacerbadamente engraçado. Eu pego o naturalismo das novelas, torço o pescoço dele e o deformo. Esse estilo, eu vos garanto, é o mais difícil de todos. Antes de mim Dias Gomes o exerceu com maestria… Mas isso foi em priscas eras, quando a ditadura do politicamente correto, exercida com mão de ferro pela chamada cricrítica especializada, permitia aos novelistas ser mais criativos. Se vivesse hoje, e se não tivesse a atuação política que garantia sua imunidade, Dias Gomes certamente seria execrado.

“Ou o naturalismo insosso ou a morte!” – é o que pregam as cricríticas, defensoras radicais do bom mocismo e do bem comportado, que elas, inocentes que são, julgam estar sentados na sala de estar de suas casas. Mas a elas eu digo: entre escrever aquela sequência absurda de cenas de Tereza Cristina no cemitério, ou fazer com que ela desse de cara com a gêmea de Marcela num shopping, ou numa esquina qualquer da Olegário, sem a menor hesitação eu prefiro a morte. Mesmo porque, depois de escrevê-la, continuo vivo e dando a maior audiência dos últimos cinco anos: te mete!

Aos meus 50 milhões de telespectadores eu digo todas as noites: o que é certo não é certo quereeeedos – as coisas nunca são o que parecem! Brecht, o autor da frase original, diria que fazer isso é ser revolucionário. Mas eu sou bem mais modesto – só quero que as pessoas riam, se divirtam e embarquem junto comigo nessa viagem de 185 paradas – quer dizer: capítulos.

E que viagem meus meninos. Desde que comecei a escrever “Fina Estampa”, no dia 1º de abril de 2011. Nunca viajei tanto… E em todos os sentidos. Começei em Lisboa, onde já estive três vezes, e desde então, se acrescentar a estas todas as vezes que passei pelo apê da Barra, o do Castelo e o de Itaipava, já troquei de casa 22 vezes!

É comum acordar num desses locais, no quarto completamente às escuras, e não saber onde estou fisicamente… Porque, em espírito, estou sempre no território mágico, irreal, absurdo, às vezes quase grotesco dentro do qual transcorre “Fina Estampa”, a melhor de todas as minhas novelas… Porque é a última! Só hoje foram duas escaletas e eu ainda estou, desculpem o mau gosto da expressão, com o assim chamado membro duro, ou seja, com vontade de começar a terceira. E a facilidade com que as disparo, uma após outra, é a prova clara de que não há nenhuma pedra no caminho da novela, que ela flui calma, serena e permanente como se fosse um rio… E por isso é facílimo pra todos da nossa equipe escrevê-la.

Claro, se alguém chegar perto de mim e perguntar: “vossa eminência está cansada?” Eu responderei sem pestanejar: “cansada não; estou é morta queridinha!” Mas, “cansada” ou não, o que não me passa pela cabeça é parar pra descansar – nem nessa novela nem nas próximas.

Então, vocês vão perguntar, depois de “Fina Estampa” haverá outras? Claro que haverá! Ou vocês acham que vou dispensar esse amor enorme que me dá o público e o arranca-rabo permanente com a cricrítica que se julga – mas não é – especializada?…

Realismo é o caraças! Lembram da tempestade de areia que soterrou Santana do Agreste no final de “Tieta”? Pois então aguardem o furacão que soprará sobre a Barra da Tijuca no final de “Fina Estampa”…

 

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UMA VIAGEM AO EGIPTO ANTIGO

COM CRODOALDO VALÉRIO!

Clique no link abaixo e entre no Dicionário de Termos e Expressões Egípicas de Crodoaldo Valério, com o significado de cada um!

httpv://glo.bo/rAC1UA

É A AUDIÊNCIA ESTÚPIDO!

Posted on : 16-01-2012 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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DE QUEM É O BEBÊ

DE “FINA ESTAMPA”?

VOCÊ DECIDE!

 

Guardei para o terço final de “Fina Estampa” uma das subtramas que considero mais fortes na novela: é aquela sobre a questão da fertilização in vitro. Alguns anos atrás essa história pareceria absurda na vida real e até mesmo na ficção: uma mulher que cria na própria barriga, dá à luz e amamenta o filho de outra? “Esse mundo está perdido”, diria minha mãe, dona Maria do Carmo Ferreira da Silva, se chegasse aos nossos dias e soubesse que isso já é possível.

Pois essa é a história que envolve Esther, Beatriz, Paulo e Guaracy, as personagens centrais de um tortuoso quinteto. Eu escrevi quinteto? Escrevi sim, porque é isso mesmo, um quinteto. Tudo começou, ainda na primeira semana da novela, quando, por conta de uma carona de helicóptero, Esther e Paulo conheceram o quinto elemento: a dra. Danielle Fraser, médica, cientista e pesquisadora, especialista em fertilização in vitro ou seja: em fertilizar o óvulo doado de uma mulher com o esperma doado por um desconhecido e enxertá-lo numa segunda mulher, que dará à luz a criança gerada por ambos sem que eles jamais venham a saber disso.

A trama surgiu devagar, sem pressa, e foi levada até o capítulo 120, altura em que começa o terço final da novela… Quando eu a acelerei até que agora, no momento em que escrevo, ela atinge o auge. A dra. Danielle Fraser, acusada de ir além dos limites da ética neste caso, é denunciada e perseguida… Enquanto Esther e Bia se engalfinham na justiça pela posse da criança.

Esta é a questão que se coloca: quem é a mãe nesse caso, a biológica ou aquela que hospedou a criança? Segundo a justiça brasileira é a segunda, já que a primeira, ao doar o óvulo, assinou um documento renunciando a qualquer direito sobre o bebê que nascerá dele. Mas…

Sim, nas novelas sempre tem um mas… Que é justamente o mais. Neste caso Danielle ao perceber que Esther, por coincidência, escolheu pra doador o semen do irmão dela – que teve um caso com Bia e morreu num acidente antes de poder realizar o sonho de poder ter um filho com esta -, resolveu brincar de Deus e realizar este sonho do irmão mesmo depois dele morto.

O resultado disso é Vitória, a filha que Esther criou na barriga e à qual deu à luz… E que Bia reivindica como sua. Neste caso específico, em que a doação foi manipulada pela médica, a posição da Justiça muda? É o que a novela vai discutir… E é o que vocês podem decidir na enquete que hoje estreamos. Vote aí do lado e ajude o autor de “Fina Estampa” a decidir: Esther ou Beatriz – quem é a mãe da pequenina Vitória?

 

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ERA UMA VEZ… UM CONTO

DE FADAS PORTUGUÊS

 

O clip acima é o promo de “Intriga Fatal”, que ontem inaugurou uma sequência de telefilmes na TVI, canal da televisão portuguesa. A novidade: o co-autor dessa história é João Sequeira (de Sousa), nosso comentarista desde os antigos tempos do blog, cuja vontade de se tornar um roteirista o levou a ir à luta de modo tão sadiamente obsessivo que ele acabou por ser descoberto e agora, com esse telefilme, está começando a sua carreira co-assinando um roteiro com ninguém menos que Rui Vilhena. Para contar sua história de yes, we can, pedi ao João que escrevesse como foi que ele chegou lá, e ele o fez, no texto que publicamos abaixo. Bem vindo ao clube João quereeeedo, e que, como você, venham muitos outros novos roteiristas, principalmente saídos aqui de nossas conversas no Portal. Na foto abaixo, tirada num restaurante da cidade do Porto, João Sequeira é o de camisa amarela, e ao lado dele está Cláudia Barreiro outra boa amiga  e comentarista nossa desde os tempos do blogão.

 

 

 Se há um ano atrás me dissessem que teria um trabalho meu exibido na televisão, escrito com um autor consagrado e protagonizado por duas das maiores estrelas portuguesas, não acreditaria. Contudo, dia 21 de Janeiro, pelas 23h20, a TVI estreou o telefilme “Intriga Fatal” co-escrito por Rui Vilhena e João Sequeira, estrelado por Maria João Bastos (“O Clone”) e Albano Jerónimo (protagonista do remake de “Dancin’ Days”), dirigido por António Borges Correia.

Este telefilme não é o resultado de um ano de trabalho, mas sim de dez. Como não tenho o fator “quem indicou”, só me restava uma saída: ser persistente e não recear o julgamento dos outros. Escrevi dezenas de sinopses (hoje sei que, tecnicamente, são péssimas) e enviei para todos os contatos que descobria. Não há nada mais frustrante do que não receber qualquer tipo de resposta, o que é bem pior do que uma resposta negativa. Por isso, o primeiro agradecimento que tenho que fazer dirige-se a todos aqueles que me ignoraram (e ignoram!), pois motivaram-me a persistir.

Cheguei, porém, a três pessoas, a quem serei grato eternamente e que, por algum motivo que desconheço, acharam, através dos trabalhos que lhes enviei, que eu poderia valer a pena. O primeiro, Aguinaldo Silva, que várias vezes me disse para não desistir, assegurando-me que um dia, quando chegasse ao meu lugar, compreenderia que todo o esforço feito valera a pena. Com o segundo, António Barreira, vencedor do Emmy para Melhor Novela em 2010, adquiri o hábito de comentar as produções teledramatúrgicas que são exibidas e aprendo a epopeia que é escrever para televisão. O terceiro, o grande Rui Vilhena, ensinou-me – pacientemente! – como se constrói e estrutura uma estória e como esta se transforma em roteiro.

Eu aceitei de imediato o convite que me foi feito, mas coloquei uma condição ao Rui: ele não podia recear chamar-me a atenção quando estivesse a fazer algo errado. Por isso, quando o Rui me dizia, “João, liga a parabólica!”, já sabia que estava a pensar e escrever asneiras.

A ideia inicial de “Intriga Fatal” foi do Rui. A partir daí, e num verdadeiro trabalho de equipa, o telefilme começou a encorpar-se. Joana Jorge, o braço direito do Rui, contribuiu garimpando, cirurgicamente, ideias e texto. De todo o processo, o mais fácil e estimulante foi estruturar a trama. O mais difícil, a construção das personagens e o esforço de não as descaracterizar em função do que se queria contar. Quantas vezes escrevia uma coisa e o Rui ou a Joana me diziam: “A Bárbara não pode dizer uma coisa dessas… Tens que entrar na cabeça dela!”. Contudo, cada erro cometido valeu a pena…

Acredito que, um dia, vou ter o privilégio de fazer o mesmo por outro aspirante a roteirista. Tenho que agradecer, mais uma vez, ao Rui, o convite feito a um desconhecido inexperiente para partilhar algo tão pessoal como a criação de uma estória.

Espero que tenham a oportunidade para assistir a “Intriga Fatal”, que gostem e… que novas propostas surjam!

 

 

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BI BI, FOM FOM!

“Fina Estampa”, como vocês sabem, é a novela de todos nós. Ela fala de pessoas comuns, que a gente reconhece na hora, e que poderiam morar bem ali na nossa esquina. Mesmo as personagens mais alopradas  dessa novela, como Tereza Cristina e Crô, têm uma humanidade que as torna pessoas normais, porque há uma diferença enorme entre recriar pessoas normais e fazer das pessoas normais criaturas idealizadas… E irreais. Por falar de pessoas que o telespectador reconhece é que “Fina Estampa” conta com a fidelidade dele desde o capítulo de estréia, uma fidelidade tão grande que faz com que a novela bata récordes de audiência, como este da semana passada, que vocês vêem no quadro aí em cima: 44 pontos de média semanal foi coisa que as últimas novelas só atingiram no final… E nós estamos apenas começando! O resto é conversa fiada: por que, diante desse quadro, há como alguém ser honesto dizendo que outra novela que não “Fina Estampa” conquistou o coração do público?…

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OUTRO ENCONTRO FELIZ NA LOCANDA!

 

Feriado no Rio de Janeiro, e lá na Serra mais um encontro feliz na Locanda della Mimosa. A atriz Laura Proença, na foto acima com o filhote Leonardo (o pai dele, Rafael Icaza, está viajando) lá esteve (na foto abaixo pela ordem) em companhia do irmão Daniel,  dos sogros, Gabriela e Homero Icaza, e dos pais, Marly Lisboa e Miguel Proença.  Uma bela tarde, casa lotada, muito papo, eu falando pelos cotovelos depois de ficar uma semana isolado e sozinho em minha casa em Itaipava… Legalérrimo! Antes que elas chegassem ainda tive tempo de dar uma conferida na magnífica biblioteca sobre gastronomia e vinhos da casa (que fica aberta aos hóspedes), e de curtir a o prêmio de Destaque Empresarial do Ano que nos foi conferido pela Câmara Municipal de Petrópolis por iniciativa do vereador Paulo Igor.

 

 

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DIA DE VINHO E DE ROSAS NA LOCANDA!

Aniversário de Lilian Seldin na Locanda della Mimosa: na foto, a partir da esquerda: Miguel Paiva, Susana Queiroz, Ângela Vieira, Susana Vieira, Ele, Lilian Seldin e Sandro Pedroso. Mais fotos lá embaixo, depois do artigo sobre a audiência.

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“Audiência não é sinônimo de qualidade!” – disse a vovó de Chapeuzinho Vermelho ao Lobo Mau… Ao que ele respondeu: “é mermo?” E – shlupt! – a devorou de cabo a rabo.

É isso mesmo – shlupt! - que “Fina Estampa” faz com a concorrência, e também com aquela parte mínima – mas cheia de rancor e ressentimento – da mídia que insiste em minimizá-la. Quando uma novela, em termos de audiência, dá dez vezes mais que a emissora segunda colocada, bom… Há ou não há que respeitá-la?

Pois não existe argumento mais furado que este segundo o qual audiência não é sinônimo da qualidade… Já que estamos falando de televisão aberta, e nesta o que conta é a audiência – ela tem que ir aos píncaros ou os salários atrasam.

O que as emissoras abertas de televisão buscam é audiência – a maior possível: esta, segundo os critérios delas, é que é o sinônimo de qualidade. E o mesmo se pode dizer das emissoras de tevê a cabo, que no Brasil dão mais espaço aos anúncios que ao conteúdo, e que por isso disputam a audiência que lhes cabe décimo a décimo.

É por isso que se trava uma guerra surda de bastidores, entre as emissoras de televisão – abertas mais, fechadas não tão menos -, pra ver quem é que abiscoita a preferência da assim chamada nova classe média brasileira, aquela que era C e agora virou B. A turma da Fundação Getúlio Vargas diz que existe uma diferença fundamental entre esta classe média e aquela outra tradicional, que antigamente morava na Tijuca (mas saiu correndo de lá por causa das balas perdidas vindas do Borel e adjacências): aquela só pensava no ter, no consumo, a de agora pensa no ser, no bem estar nem sempre material. Enquanto isso, alheia ao que dizem a seu respeito os cientistas da FGV, a nova classe média consome adoidado, se farta de bens materiais sim… E vê “Fina Estampa”.

Esse é um fato inconteste: é da nova classe média os cinco pontos a mais que a novela vem mantendo, noite após noite, sobre as que a precederam. Ou seja: ela pega o público tradicional da novela  das 21h – as classes A e B – e faz uma verdadeira razia no público que habitualmente via a Record e o SBT. É sintomático que o terror dos sábados à noite, o programa do talentoso e esforçado Rodrigo Faro, tenha descido de dois para um dígito nos minutos em que enfrenta a novela: não há imitação de Beyoncé que resista ao furacão de três nomes – Griselda, Cro e Tereza Cristina.

Eu avisei antes, e quem não levou em conta dançou – o que eu ia fazer dessa vez era uma novela popularíssima. Se eu sabia desde o começo que ia dar certo? Claro que não ó Zé Ruela, cada novela que faço pra mim é sempre a primeira, e dessa vez, como nas outras, eu tinha as maiores dúvidas.

Mas o fato é que “Fina Estampa”, com suas histórias do dia a dia e personagens que podiam morar ali na esquina, desde o primeiro capítulo pegou na veia. E eu já sei que isso provocou uma comoção tal que já está a interferir nas próximas novelas. Temos que ir onde o povo está – essa é a nova regra.

Porque o Brasil mudou, a audiência mudou, e se esta não fosse sinônimo de qualidade, não tenham duvidas: em vez de “Fina Estampa” a Rede Globo estaria exibindo às 21h os filmes de Ingmar Bergman e David Lynch e aí, pontualmente nesse horário, as classes A, B.C, D e quantas mais existam já estariam dormindo.