AGUINALTAS EM LISBOA!

Posted on : 26-04-2012 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Pra quem ainda não sabe: os aguinaltas são pessoas que se conheceram virtualmente aqui no meu portal (ou até antes, no antigo blogão), passaram a se corresponder entre si e se tornaram amigos. De vez em quando um grupo deles promove um encontro pra se conhecer pessoalmente. Os do Rio Grande do Sul, liderados pelo nosso Alexandre Ganso, já fizeram vários. No Rio de Janeiro tivemos um recentemente… E neste sábado aconteceu o primeiro aqui em Lisboa… Um encontro mais internacional ainda, porque a ele compareceu Gabriela Vidal, uma brasileira que mora em Nápoles!

Claro, falou-se muito dos ausentes, e o ausente mais comentado foi… Moacir Jardim! Mas também se falou de tudo – de novela, do Brasil, da situação de Portugal, de outros aguinaltas… Lá estavam, além de Gabriela, Magdalena Salinas, aqui mesmo de Lisboa, que organizou tudo; Susana Rocha, que veio do Porto com o marido Nuno Santos (Nuno ou Bruno Santos? Meu Deus, ninguém conseguiu me tirar essa dúvida!); Paulo Andrade, que é de Aveiro; eu e o Luis Ferreira que, na ausência do Moderador Francisco Patrício, se encarregou das fotos.

O almoço foi no bistrô do Sheraton Hotel, cuja diretora de comidas & bebidas, Ana Maria Lamas, fez questão de nos receber em grande estilo. Eu, que já sou cliente de lá – sempre almoço no bistrô do Sheraton depois de passar por uma sessão de massagem e embelezamento no SPA do hotel – adorei tudo.

E adorei mais ainda as duas horas durante as quais decorreram o almoço e a conversa. De tanto assunto, quase não saíamos mais de lá! Vejam as fotos. Na de cima, pela ordem: eu, Magdalena, Gabriela, Paulo, Nuno (ou Bruno!) e Susana. E aqui embaixo, também pela ordem: Nuno, Susana, Magdalena, eu, Gabriela e Paulo Andrade. No final, ficou decidido: o próximo encontro em Portugal será no Porto! Estarei lá.

 

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MARIA MACHADÃO ESTÁ VIVA!

 

Eu sei, não é preciso que me digam, mea culpa: fui infeliz no comentário feito no twitter sobre a futura performance de Ivete Sangalo como Maria Machadão em “Gabriela” (na foto acima). Mas senhores do júri, antes de me condenarem à fogueira, por favor, me ouçam, que eu tenho um atenuante… Morro de ciúmes da Maria Machadão de Eloisa Mafalda (na foto abaixo); e se tivesse de selecionar dez performances inesquecíveis em telenovelas nos últimos 37 anos, esta certamente estaria na lista.

 

Na época de “Gabriela” eu trabalhava à noite, e assim não via televisão, e menos ainda telenovelas. Mas “Gabriela”, fã de Jorge Amado que era, vi o que pude numa televisão instalada num jirau da redação de O Globo onde então ficava o segundo caderno, e onde reinava outra figura inesquecível da minha vida, o jornalista Carlos Menezes. Todos os dias, às dez da noite, eu anunciava: “vou fazer um lanche!” E corria pro jirau, ligava a televisão baixinho e ficava esperando que aquele desfile de super-atores culminasse com a aparição diária de Mafalda e suas sobrancelhas que pareciam perguntar aos que a viam: “que droga de mundo é esse?”

Mafalda era uma atriz e peras. Tive a honra de trabalhar com ela várias vezes – uma num telefilme chamado “A Vida Começa aos 50” em que ela contracenava com Lima Duarte (era uma história romântica!), outra, em “Pedra Sobre Pedra”, na qual ela fez Gioconda Pontes, uma das minhas vilãs inesquecíveis (pelo menos pra mim)… Sem falar em “Roque Santeiro”, na qual ela viveu outra personagem icônica, a dona Pombinha. Paulo Ubiratan, o maior de todos os diretores de novelas, sempre me dizia: “na dúvida chama Lima Duarte”. O que ele não dizia, mas tenho certeza que pensava, era: “e se ainda restar alguma dúvida chama Eloísa Mafalda”.

Essa grande atriz, que deixou a televisão, mas faz muita falta, fez de Maria Machadão, na minha modestíssima opinião, uma personagem capaz de passar a humanidade inteira com um simples alçar de suas sobrancelhas. Sua performance foi maior que a vida… E por isso, só por isso (mil perdões Ivete!), é que este seu fã ardoroso gostaria que Maria Machadão fosse sempre ela.

Mas como eu mesmo digo aqui, o mundo gira e a carruagem anda. E assim uma nova versão de “Gabriela” daqui a pouco irá ao ar. Pra quem se lembra da primeira, como eu, comparar será inevitável… Mas não será justo. Aquela “Gabriela” foi a melhor possível do seu tempo… E pra televisão, que tempos de ouro eram aqueles, meu Deus!

Mas agora os tempos são outros. Assim, eu venho aqui, muito humildemente, retirar o que disse sobre Ivete, ainda mais depois de constatar, olhando sua foto lá em cima, o quanto ela ficou linda como Maria Machadão… Tão linda que, de todas as mulheres do Bataclan, seria a mais requisitada se “Gabriela” fosse a vida real e não uma novela.

 

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“O QUE QUE É ISSO, GENTE?”

 

O documento abaixo, uma carta aberta assinada pelo ator Wagner Moura, já foi muito lido e discutido. Mas, pela sua pertinência, nunca é demais divulgá-lo, por isso peço licença ao ator, e à Globo.Com, que o divulgou originalmente, para republicá-lo aqui, sem maiores comentários, já que ele fala por si só… E diz tudo.

 

“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo.

Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro.

Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta!

O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.


No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?” — com Isabel Cristina Silva

 

BOTEM NA CONTA DO PEREIRÃO!

Posted on : 18-04-2012 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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E LA NAVE VA… SERÁ?

by Lara Romero

(enfim uma crítica que não é cricrítica!)

Assisti aos primeiros capítulos da novela das 22 horas da Record, Máscaras, de Lauro César Muniz (na foto abaixo), sabendo tratar-se de uma trama policialesca recheada de mistérios, bem ao gosto do autor e bem ao meu gosto – amante que sou das charadas, intrigas internacionais e afins.

 

 

Mansão dos Laje Gomide. Ambientação, móveis e objetos em geral transportam-me aos anos 80 início dos 90. Um jantar de “descasamento”. Uma loira desconhecida interrompe aos gritos essa reunião tão civilizada. A loira é convidada pela anfitriã (Bete Coelho) para sentar-se à mesa. Monólogo bem estruturado da chique Bete Coelho e diálogos algo fora do comum, risos eufemistas, dos outros convidados. Nem bem o jantar é servido e os homens são expulsos da farra. As mulheres enlouquecem, bebem muito, dançam freneticamente, uma tira a roupa, outra começa a cantar e a tocar piano. E eis que a cantora arranca a peruca revelando uma quase careca e uma doença terminal: “…minhas amigas, meus amores… peço a vocês… me ajudarem a morrer.”

Pensei: oxente my God, esse bando de mulheres à beira de um ataque de nervos parece que fugiram de um filme inacabado de Almodovar!

Cenas de amor com a loira gritona e um loiro musculoso filho de milionário. Cama forrada com couro com capitonê (estofado com pespontos ou botões), igualzinho ao sofá da minha tia Odosina de mil novecentos e antigamente. Lençóis de cetim lilás. Casal troca carícias ao som de uma balada. Close final na garrafa de champanhe e em duas taças.

Não pensei nada.

Não vou ser boazinha nem malvada, apenas franca. Na minha opinião a novela não peca por ser complexa ou por vanguardismo, muito antes por um ritmo demasiado lento, uma trama principal excessivamente enigmática, personagens extravagantes com diálogos exdrúxulos (exemplo: prostituição VIP, Fidel Castro, Tea Party, tudo junto e misturado, e um visual antiquado e não adequado ao mundo e perfis dos personagens (vide na mesma emissora o Rei David, que conta com bons cenários, figurinos e maquilagem).

Para não dizer que não falei das flores, posso citar as boas atuações de Norma Blum, Petrônio Gontijo e, principalmente, Heitor Martinez.

No momento atual as personagens sobem a bordo de um transatlântico para um cruzeiro que definirá o rumo do folhetim. Lauro César Muniz já provou que sabe o que faz. Talvez com um sopro dos ventos da sorte e uma mudança de curso e la Nave va.

 

CHEIAS DE CLASSE! 

A nova novela das 7 da Globo, Cheias de Charme, de Isabel de Oliveira e Filipe Miguez chegou e agradou!

Era uma vez três gatas borralheiras (a empreendedora Penha, a sonhadora Rosário e a romântica Cida), uma bruxa loura piauiense em decadência, um marido encostado, um falso príncipe muito vaidoso, um herói misterioso, uma advogada em crise doméstica e seu marido “hermoso” com sotaque hispânico (identificação total, risos), uma avó malandra e outros personagens que vivem entre tapas e beijos num divertido conto de fadas brega e exagerado.

Ao primeiro final de semana essa fantasia cor-de-rosa-choque (perceberam como os homens são coadjuvantes?) mantém-se divertida, ágil, com excelentes atuações e sem compromissos maiores com a lógica real, ou seja,a chamada realidade… Thank God!

 

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“Duas Caras” – a cena do jantar

E já que postei a sinopse de “Duas Caras” aqui no portal, aproveito e posto também o vídeo da famosa “cena do jantar”, uma das mais polêmicas da novela, na qual a questão do racismo é abordada de forma a deixar claro que o buraco é mais embaixo. Vejam a seguir e mandem me dizer nos comentários o que acharam.

 

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“DUAS CARAS” NO PEDAÇO!

Atenção zoiudos: a melhor sinopse que eu já escrevi em toda a minha vida, a de “Duas Caras”, já está disponível para leitura aqui no portal. É só descer aí pela coluna da direita até chegar ao logotipo da novela e clicar no link. Divirtam-se!

 

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Sei que muita gente metida a entender de teledramaturgia (mas sem entender porra nenhuma) vai preferir se rasgar de cima abaixo a reconhecer isso: mas a essa altura não há dúvida que “Fina Estampa” criou um novo parâmetro para as novelas. “Avenida Brasil” e “Cheias de Charme” estão aí, e não me deixam mentir: a saga de Pereirão com sua alta voltagem popular brilhantemente assumida por Lília Cabral deu o Norte para os próximos passos do gênero. Basta ver o outro lado da moeda, lá na grade de programação da Record: é “Máscaras”, escrita por Lauro Cesar Muniz com todo o requinte e a maestria de uma novela à moda antiga… E que parece exatamente isso: uma novela antiga e sem condições de atender plenamente aos anseios do público de agora.

Outro dia, de zap em zap, fui parar numa emissora de tevê que me pareceu ter atravessado o túnel do tempo e chegado aqui diretamente dos anos 90: era a MTV gente, lembram? Houve um tempo em que ela tinha uma linguagem revolucionária! Mas agora, meu Deus, ela envelheceu como os seus apresentadores todos meio patéticos e seus programas dirigidos a uma juventude que já passou dos 40!

Sim, porque a carruagem anda. Nem sempre ela nos conduz a bons lugares, e talvez este no qual “Fina Estampa” entronizou as novelas não seja o melhor possível. Estamos mais absurdamente populares do que jamais sonhamos. Se Paola Oliveira aparecer numa cena a dizer que comprou um cinto em Milão por 500 euros, bem… Os telespectadores aproveitarão esse instante pra levantar e ir fazer xixi. Em compensação, se uma das empregadinhas sapecas de “Cheias de Charme” soltar uma farpa contra a patroa espaçosa, ou disser que deu uma passadinha no camelódromo da Rua Uruguaiana, aí a audiência se mesmeriza.

Sim, graças a Pereirão e o seu entorno as novelas agora cismaram de falar do povão, se dedicar com mais afinco a uma classe antes amaldiçoada, a C (com alguns laivos da D), que segundo a moda dessa estação virou a nova classe média. A carruagem andou, chegou a Bangu e adjacências e lá estacionou… E seus passageiros desceram todos e cairam no maior pagode.

E o que pensam as classes A e B disso tudo? Não sei de pesquisas a respeito, mas o meu faro me permite dizer que ela olha mais esta mudança no assim chamado “gosto do telespectador” com a maior curiosidade. Claro, o kuduro de “Avenida Brasil” ainda produz certo choque – mau gosto tem limites. Mesmo assim as classes A e B aceitam o fato consumado, como aceitam o fato consumado que é termos nos altos escalões do poder ocupantes que não conseguem articular uma frase sem se perder já na segunda palavra. 

Agora vocês me perguntarão: então é isso? Novelas densas nunca mais? Pra ser, como diria Moacir Jardim, “muito franca” eu acho que não. As novelas densas, cheias de mensagens, e com um caminhão de merchandising social de permeio, foram um perigoso desvio na trajetória do gênero… Que fez os telespectadores perderem o interesse por ele. Pois novela é novela, é o velho e nosso conhecido novelo do folhetim, que se desenrola de preferência do modo mais desvairado possível. Foi isso que “Fina Estampa” mostrou, com sua falta de vergonha que, embora algumas cricríticas tenham considerado “bizarra”, foi agora assumida de forma ainda mais radical por João Emanoel Carneiro e Filipe Miguez & Isabel de Oliveira.

Estamos de novo no reino absoluto da novela, ou seja, da ficção pura, aquela que é capaz de tudo, e que funciona… Desde que os telespectadores acreditem nela. E – desculpem a falta de modéstia – foi “Fina Estampa”, ou seja, Pereirão e sua trupe de esfarrapados que nos levou a esse reino.

(Nota da redação:o boneco do Aguinaldo Pereirão da Silva foi um presente da lindinha Josie Pessôa, a “Ellen” de Fina Estampa”: e eu adorei!)

UMA RÉPLICA EM BOA HORA

(Nosso confrade Weliton Guimarães enviou o comentário abaixo que, pela pertinência, é aqui acrescentado ao meu texto acima. De certa forma ele é a complementação do mesmo)

Concordo com seu texto, realmente Fina Estampa recolou a novela brasileira nos trilhos.

Mas tenho um certo receio de que tudo hoje em dia possa ser uma variação do mesmo. Sempre acreditei que qualquer obra da teledramaturgia que tenha por objetivo fisgar o telespectador diariamente por meses seguidos tenha que ter elementos comuns, e o maior deles, acredito eu, não é necessariamente falar da classe C. É, sobretudo, ter uma protagonista forte, que lute por algo comum a todas as pessoas de todas as classes, que não se deixe abater e parta para as cabeças. Uma protagonista assim sempre será benquista, admirada e terá o público ao seu lado. E aí podemos ter como exemplo Raquel de Vale Tudo, Maria do Carmo de Rainha da Sucata e de Senhora do Destino, Griselda e tantas outras.

O que é comum a estes clássicos todos é este tipo de protagonista.

Claro que é ótimo trazer a chamada classe C para a luz, classe aliás da qual faço parte. Mas acho também que tudo pode acabar com aquela cara de A Grande Família, Tapas e Beijos e afins, tudo puxado para o Kitsch. Eu fico um pouco incomodado de ver uma mesma estética em tudo: entra novela das sete, novela das nove, depois esses seriados, e é uma tal profusão do Kitsch, que é legal e divertido, mas também tira um pouco da identidade de cada uma dessas produções por todas estarem com a mesma cara. E quando se completa o quadro com as músicas escolhidas, então…

Entendi o que você quis dizer, entendo que a classe C tem que ser trazida para a luz e se produza tendo-a como objetivo também, entendi que Fina Estampa apontou para isso. Mas vamos com calma!!!! Abraços! (Welinton Guimarães)

 

CHARMOSOS DE ARRASAR!

Posted on : 16-04-2012 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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FOM FOM!

 

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Daqui a pouco estréia “Cheias de Charme”, de Filipe Miguez e Isabel de Oliveira (os dois na foto abaixo), a próxima novela das 19 horas, que é, como “Fina Estampa” e “Avenida Brasil”, o que já tem gente dizendo ser “a moda dessa temporada” – uma novela altamente popular. Algum problema nisso? Claro que não! Os dois trabalharam comigo, eu sei do que são capazes, no caso de Filipe, com quem trabalhei mais, há muito venho dizendo que ele já estava pronto para escrever suas próprias novelas… Enfim, pra mim essa não é apenas mais uma estréia, é a entronização nesse universo de dois autores que conviveram comigo e agora chegam lá… E isso me dá um friozinho na barriga, pois quero ver os dois a brilhar. Tudo indica que isso vai acontecer, a julgar pelas chamadas de “Cheias de Charme”, e pela segurança com que eles deram a entrevista abaixo, publicada originalmente no blog da novela, e que eu peço licença à Rede Globo para republicar.  

A trama gira em torno das empregadas domésticas. De onde veio a ideia de falar sobre esse universo?

Filipe Miguez – A Izabel e eu gostamos de tramas de novela que envolvem mulheres e nos demos conta de que, entre as várias relações possíveis entre duas personagens femininas, o universo patroa/empregada ainda era pouco explorado, mesmo sendo um tema tão brasileiro, parte tão presente do nosso cotidiano. Poucas vezes empregadas domésticas foram protagonistas em novelas, mesmo sendo a maior categoria profissional feminina no país.

Izabel de Oliveira – As empregadas domésticas inspiram personagens riquíssimos, elas convivem com famílias que não são as suas, ajudam a criar filhos que não são os seus, criam laços afetivos com seus patrões, passam a fazer parte de uma casa como um membro daquela família sem pertencer a ela. Outro ponto importante foi a vontade de falar de um brasileiro que tem mudado de cara nos últimos dez anos. Vários aspectos da ascensão da classe C têm sido discutidos, para mim e para o Filipe interessava falar da autoestima dessa classe.

Como surgiu a história de Penha, Rosário e Cida, as protagonistas de Cheias de Charme?

F – Escolhido o universo, o próximo passo foi levantarmos, Izabel e eu, possíveis histórias entre patroas e empregadas, agregando elementos desse mundo. Criamos várias Marias, até chegarmos às nossas três. Queríamos uma mulher batalhadora, boa profissional, simples, guerreira, e criamos a Penha (Tais Araújo). Uma sonhadora, que quer ser cantora, apaixonada pelo cantor popular da vez, e daí surgiu Rosário (Leandra Leal). E, finalmente, a gata borralheira, criada pela família dos patrões para servi-los. E assim nasceu a Cida (Isabelle Drummond).

I – Estamos felicíssimos com as nossas três Marias, mas ficamos devendo um monte de histórias. Cheias de Charme vai mostrar a trajetória de mulheres batalhadoras, não apenas empregadas domésticas, e o que nós discutimos, estudamos e criamos pra chegar a esta história, pode nos alimentar em muitas outras.
 

Depois de uma vasta experiência como colaboradores, vocês estão estreando como autores de uma novela. De que maneira essa experiência ajudou na criação de Cheias de Charme?

F- Essa experiência é totalmente determinante. Aprendi coisas preciosas em cada uma das 12 novelas que colaborei, de grandes nomes como Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Ricardo Linhares, Carlos Lombardi, Alcides Nogueira, Lauro César Muniz. Fora os colegas colaboradores, como Márcia Prates, Maria Helena Nascimento, Glória Barreto, Mauro Wilson, entre vários outros, com quem troquei muitas experiências. Além, é claro, da Izabel, que conheci numa novela.

I – Aqui no Brasil a gente tem os melhores autores de novela do mundo, você poder aprender com Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares, é um privilégio. Essa pra mim é a maior escola. Eu e Filipe carregamos um pouco de todos os trabalhos que fizemos.

Como começou a parceria entre vocês?
F- Começou no tempo de Duas Caras, de Aguinaldo Silva, novela da qual Izabel e eu fomos colaboradores. Já era amigo da Izabel há mais tempo, mas descobri o talento dela nessa novela, e também uma grande afinidade de olhar sobre o gênero. Começamos então a trocar ideias e daí nasceu o desejo de assinarmos nossa primeira novela juntos.

I – O Filipe é um autor sensacional, super criativo, nosso texto tem uma afinidade absurda, eu gosto muito de trabalhar com ele.

A trama não tem uma protagonista única. É dividida em três histórias que se comunicam entre si. Essa foi uma prerrogativa de vocês no momento de criação da novela?

Como foi a construção da vilã Chayene?

F- Queríamos uma patroa divertida, dá pá-virada, muito rica, mas de um universo que fizesse parte do imaginário das empregadas domésticas, alguém que fosse também muito popular, que tivesse vindo do povo. Daí veio a ideia dessa cantora, uma forrozeira que já fez mais sucesso e quer se manter no centro das atenções a todo custo. Eu sempre digo que as personagens escolhem os seus donos. Chayene não poderia ter escolhido uma atriz que atraísse mais holofotes: a genial Claudia Abreu.

Em Cheias de Charme, a música será muito explorada e terá um papel fundamental na vida das protagonistas. Houve algum motivo especial para mergulhar nesse universo?

F- Além de ser um universo totalmente afim ao das domésticas, a música popular também está passando por um momento riquíssimo de transformação, com a democratização do acesso aos meios de produção musical. Hoje qualquer produtor de periferia pode mixar uma faixa, queimar um CD, vender seu trabalho, sem passar pelo chamado “mainstream”. Esse fenômeno está pipocando ao redor do mundo e no Brasil está produzindo cenas como o Funk carioca, o Tecnobraga Paraense, o forró eletrônico do nordeste, o Sertanejo Universitário. A novela trata dessa nova música popularíssima brasileira. Nesse sentido, tivemos a preciosa orientação do antropólogo Hermano Vianna, que nos ensinou e apresentou muito desse universo.

I – Assino embaixo, só acrescentando que esse universo da música nos permitiu colocar na trama personagem totalmente populares, como o produtor da periferia, como o Filipe falou. São personagens que fazem parte do dia a dia do povo, mas que nem sempre vemos nas tramas, pelo menos não de forma decisiva, como vão estar em Cheias de Charme.

O motorista Inácio e o cantor Fabian são sósias um do outro e prometem dar o que falar. O que o público pode esperar dessa dupla?

F- Rosário, a personagem de Leandra Leal, tem uma grande dualidade: ao mesmo tempo em que quer ser cantora e sua carreira não decola, quer deixar de ser cozinheira e nesse campo só atrai elogios e conquistas. Inácio e Fabian são os homens da vida dessa mulher, que representam essa dualidade. Enquanto Fabian é o cantor inatingível, o grande ídolo, com quem Rosário sonha um dia em cantar, Inácio é o motorista do bufê onde ela trabalha, um cara pé no chão, que detesta música e o fato de se parecer com um cantor famoso. Aguardem ótimos momentos de Ricardo Tozzi e Leandra Leal.

I – Acrescentando: e que mulher não sonharia com esses dois? (Risos) Na verdade a brincadeira é exatamente essa, pode parecer que a dualidade está nos dois personagens, idênticos fisicamente, mas tão diferentes em temperamento, mas, na verdade, a dualidade está em Rosário. Inácio e Fabian representam os dois lados dessa personagem, o da menina cheia de fantasias que cresceu num orfanato sonhando em ser cantora e o da grande chef que ela realmente poderia se tornar, se investisse nisso.

A mulher guerreira, que corre atrás de seus objetivos enfrentando diversos obstáculos, é um dos temas da novela. Que mensagem vocês pretendem passar a partir dessa premissa?

F- A novela é uma grande homenagem a essa mulher que existe em todas as classes. Temos também a personagem Lygia (Malu Galli), que precisa se desdobrar nos papeis de mãe, dona de casa e advogada requisitada. Vamos ter vários exemplos positivos de gente que quer subir na vida, mas com ética, pela força do próprio trabalho. O maior exemplo disso na novela é a Penha, que trabalha como empregada doméstica para sustentar o filho, o marido e os irmãos, dando duro e pegando no pesado sem nunca perder o bom humor. Pelo pouco que já vimos, a Taís Araújo vai arrasar! Aliás, nossas três Marias não poderiam ter escolhido melhor suas intérpretes, as três estão inspiradíssimas!

I – Além de tudo que o Filipe falou, acho que Cheias de Charme mostra essa mulher que supera obstáculos, essa mulher guerreira, mas que vence as batalhas, (perdendo um ou outra eventualmente), com alegria. Acho que esse é o maior segredo das nossas e de tantas outras Marias que estão por aí. Transformar a realidade com alegria, esse é o pulo do gato.

PRONTOS PRA VARAR A NOITE?

Posted on : 09-04-2012 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

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Blablablá!

Parece título de novela das sete, né não? Parece, mas pelo menos por enquanto ainda não é; pois é o nome da nossa versão mais apimentada do Chat dos Insones, do antigo blogão, que estréia hoje à noite aqui no Portal pra delícia de vocês. Lá no alto da página estará uma seção com este nome, e se vocês clicarem nele terão acesso à charla, à conversa, ao bate-boca… O blablablá, no qual vai valer tudo, mas espera-se que prevaleçam os altos temas. Às 23 horas em ponto entrarei lá e proporei um tema pra discussão… E o resto será com vocês. Debatam, discutem, se rasguem, puxem os cabelos uns dos outros… Mas tudo na maior classe, pois baixarias não serão permitidas.

Será que não mesmo?

Bom… Algumas palavras, aquelas que antigamente não se dizia em família, mas hoje pontuam até as conversas infantís, serão substituídas por asteriscos ou coisa parecida. Se você escrever ca..lho por exemplo, o que vai ler é *******, e se sua frase não for muito clara alguns acharão que você escreveu pu…ia. Claro, logo alguém vai dizer que isso é censura, mas aí eu repito aquela minha frase que sempre funciona nessas horas: se quer democracia meu bem, vai blogar lá em Cuba pra ver onde é que te enfiam um charuto!

Claro que alguns entrarão no nosso blablablá só pra perturbar ou encher o saco. Mas para esses eu receito um remédio que vocês aplicarão sem dó nem piedade: o desprezo! A indiferença! Se a provocação é gratuita, simplesmente ignorem, não respondam. Continuam a debater só o que interessa. Um fake a gente reconhece na primeira frase. E se ele é do mal, basta fingir que não existe.

Uma coisa eu prometo neste novo Chat dos Insones: liberdade absoluta. Mas aqueles que costumam confundir liberdade com libertinagem, promiscuidade e safadeza que se cuidem: eles não se criarão no nosso espaço, e logo serão devolvidos às profundas de onde vieram.

A única limitação estabelecida para o blablablá é o número de caracteres permitido a cada comentário: 250. Se você escrever mais do que isso sua mensagem não será liberada, pois você ultrapassou o espaço que lhe foi concedido. Seja conciso, exponha suas idéias e opiniões em vários comentários… Mas nunca ultrapasse o limite de caracteres previsto.

Os textos mais longos devem ser reservados à seção de comentários do Portal, que continuará aberta aos que têm algo a dizer fora do bate-boca, e continuarão sendo bem vindos.

 

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VAMOS PRESTIGIAR O LÉO?

Ontem foi dia de festa em Muqui, no Espírito Santo, por conta do lançamento de “O Palhaço Menino”, o livro-diário no qual o nosso querido e e ativíssimo multimidia Leonardo Alves (na foto acima) conta, numa espécie de diário, as peripécias que resultaram na realização de um documentário do mesmo nome sobre a Folia de Reis. Um trabalho tão apurado, que foi escolhido pelo Canal Futura para exibição em sua programação às 13h30m de hoje. No lançamento não pudemos ir, por conta da distância, mas durante a exibição do documentário by Leonardo Alves no Canal Futura diremos presente.  Façam o mesmo, o Léo merece.

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PÂNICO NA BAND… E LÁ EM CASA!

by Lara Romero

(Enfim, uma crítica que não é cricrítica!)

Assisti ao segundo Pânico na Band com boa vontade, sem pré-conceitos e principalmente sem cair na armadilha de fazer comparações descabidas (não deveríamos comparar programas com enfoque e conceitos tão distintos) com programas maravilhosos do passado recente que encheram minha infância e adolescência de risadas e gargalhadas. Refiro-me ao Chico Anysio Show (aquele dos anos 90), Viva o Gordo e TV Pirata.

Enquanto assistia lembrava-me da adolescente que gostava do TV Pirata e escutava de muitos adultos que aquele programa era sem eira nem beira, uma bobagem e de muito mau gosto. Naqueles tempos o esculacho non-sense e uma certa bizarrice  ainda eram vistos com desconfiança.

Porém toda essa minha preparação psicológica pouco serviu. Vou resumir a ópera: o segundo Pânico foi inferior ao primeiro, achei o programa fraco, com momentos chatos e repetitivos. Pode melhorar, of course! Sinceramente espero que isso aconteça – eu sempre prefiro o sucesso alheio e, como telespectadora, quero ter diferentes opções, quem não quer?

O que foi chato: aquele lenga-lenga com as novas Panicats. Aff Maria! Aquele troço se arrastou demais pro meu gosto. Não era engraçado, não era novidade e por isso mesmo não precisava se alongar tanto. Acho que 20 minutos era tempo suficiente pra apresentar as moças e dar os closes nas bundas pra alegria dos marmanjos de todas as idades.

O que foi repetitivo: no programa anterior já tinha aparecido o tal do mexicano cabeludo e resolveram tocar no assunto again de novo. Muita marmota pro meu gosto.

Pontos positivos: o quadro “Prainha gente fina” tem ótimas possibilidades com o impagável  Christian Pior, o Tucano Huck (a voz é igualzinha ao original), Vesgo e galera.. O “Troféu João Santana” para o pior inglês do mundo artístico foi uma idéia divertidíssima. Espero que eles tenham gravado muitas cenas, pois agora já não enganariam mais ninguém. Além disso os “Joãos Carralhos” foram puro deboche como nos primórdios do programa.

Também devo destacar que Sabrina Sato, sendo a mesma de sempre (a mulher boa e burra) continua naturalmente engraçada e com muita empatia com o público.

Enfim os pontos fortes do programa são aqueles baseados no deboche do Star system, na brincadeira com os desesperados pela fama, no esculacho das próprias deficiências, ou seja, no humor sem pretensão e principalmente no não se levar a sério.

Quem sabe veremos mais desse Pânico no próximo domingo, né não?

NÃO É UMA GRACINHA?

 (seção em homenagem a lindinha de viver Hebe Camargo)

 Valéria e Janete, Rodrigo Sant’Anna e Thalita Carauta foi o momento gracinha do mês. Merecidamente ganharam o Troféu de melhores do ano do Faustão e com um olhar humilde e sinceras palavras emocionaram-nos a todos.

 

 SEMPRE ELA!

Marília Gabriela consegue a raridade de manter-se atual, inteligente, certeira e rápida no gatilho sem deixar de lado a elegância que sempre a caracterizou. Suas recentes entrevistas não me deixam mentir: com Palmirinha o cuidado, dignidade e ternura; com Glória Kalil fugiu do óbvio aliando diversão e informação, e com o Rafinha Bastos (sorrindo com ela na foto acima, e chorando durante a entrevista na foto abaixo) foi mais esperta do que o atual “enfant terrible” (não que o mesmo percebesse, risos). Além disso jamais caiu na armadilha do “o que vão pensar de mim”, do “não me misturo com essa gente”,  e não faz o estilo blasé ou politicamente correto quando tem de frente uma Val meu-passado-me-condena-merrmo Marchiori ou a dupla do barulho Gretchen e Thammy. Com a primeira não pestanejou: “… você chama de marido, eu vou ter que chamar de amante… mas é que ele ainda tem aquele tal papel passado…”. E a entrevista com a rainha do bumbum e filha foi uma agradável surpresa (recomendo sem titubear), revelou uma Thammy até então desconhecida e foi um chute nas ideias preconcebidas e na expectativa pessimista de muita gente (euzinha inclusive).  Enfim “salve ela”, “viva ela”, “que venha sempre ela”, a Gabi vozeirão, a Gabi  olhar-fulminante, a Gabi interlectual, a Gabi mulherzinha e  muito mais.

 

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POLÊMICA!!!

Cliquem no link de “Fina Estampa” aí do lado direito e acessem o texto completo do último e mais discutido capítulo da novela!

 

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Em edição extraordinária!!!!

Sobre a foto da coleguinha Sônia Abrão de maiô não tenho nada a comentar. Mas vou logo avisando: se o titio Sílvio Santos lançar o Troféu Imprensa de Melhor Jaburu eu também quero concorrer!

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JÁ QUASE RECUPEREI A FALA!

 

 

Já falei pra vocês e repito: um novelista sério, que realmente dê o corpo e a alma pelo que faz – ou, melhor dizendo, que não seja apenas burocrático – quando acaba uma novela está mais pra lá do Caralhistão que um walking dead, e tem que reaprender até a falar. Após o final polêmico (como eu gosto) de “Fina Estampa” fiquei num estado tal de cansaço, que só conseguia dizer gugu dadá; mas a essa altura já comecei meu reaprendizado da fala… Que, como tudo que faço, tem sido luxuosíssimo.

Senão vejamos:

Pra começar, passei no Ermenegildo Zegna e comprei algumas calças um número menor do que o meu atual, o que me obrigará a perder os 3 quilos e 359 gramas que engordei durante a novela, pois não vejo a hora de estreá-las.

Depois fui a São Paulo praquela reunião que todos vocês já sabem qual foi (pelo menos eu espero) e lá aproveitei pra fazer 24 horas de um spa intensivo, embelezador, rejuvenescedor e revigorante: saí de lá tinindo!

A seguir – o que é uma contradição, já que estou precisando emagrecer – passei uma semana a jantar, sempre em companhia bela, nos melhores restaurantes; e o melhor do melhor é o meu próprio, o Locanda della Mimosa, no qual faço agora uma série de obras destinadas a mesmerizar ainda mais os comensais e hóspedes.

Mas só estou falando do físico. E como não sou exatamente uma Débora Secco, do que preciso mesmo é cuidar das caraminholas. E quando falo “caraminholas” não estou me referindo aos prateados caracóis dos meus cabelos e sim, ao meu cérebro. É nele que devo dar o maior trato. Como? Lendo e relendo livros, vendo e revendo filmes… E reaprendendo.

Em primeiro lugar vamos às leituras: como todo mundo resolveu escrever sobre empregadas domésticas e outros personagens supostamente caros à nova classe média (será que ela existe mesmo ou é uma lenda urbana criada pelo governo?) eu – que abri o ciclo e já o considero encerrado com o término de “Fina Estampa” – resolvi seguir o caminho contrário e me dedicar aos ricos… E pra isso fui direto à fonte: estou a reler “Os Belos e os Malditos”, de Francis Scott Fitzgerald (na foto aí em cima), no qual a Tereza Cristina de Cristiane Torloni talvez tivesse direito a um quarto com vista para a ala Norte, mas a Carminha de Adriana Esteves não entraria nem como a costureira de plantão… E a ler “Casados com Paris”, de Paula McLain, que a editora resumiu assim na chamada de capa: “a história de amor e traição do jovem casal Hemingway nos loucos anos 1920”.

A essa altura os mais acurados dentre vocês já devem ter notado que os dois livros são primos próximos, pois se passam na mesma e conturbada época, e Fitzgerald é até personagem do segundo. Isso significa o quê, que eu vou escrever sobre o assunto? Como diria Lara Romero (a personagem, não a nossa crítica de televisão):

Quem viver me verá!

E agora os filmes todos “desarrumados” na foto acima, com uma ressalva – eu os vejo no meu home theater; não vou mais ao cinema desde que descobri que a letal mistura do cheiro da pipoca com o de Coca-Cola azeda e pum de adolescente me dá ânsia de vômito.

Pra começar o tratamento intensivo vi dois clássicos: “Dr. Fantástico” e “Jules e Jim” (olha os anos loucos aqui de novo!). O de Kubrik continua mais de pé que piru de Viagra, e com um prazer agregado: permite-nos ver Peter Sellers, um dos maiores atores do século XX – e não ganhou um Oscar! – vivendo nada menos que quatro personagens alucinados (na foto acima ele é o Dr. Strangelove em pessoa, e na de baixo, orientado por Kubrik, é o Presidente dos Estados Unidos.

O filme de Truffaut, bem… Que me perdoem os fãs do diretor francês (e eu sou um deles), mas me pareceu ligeiramente faisandé, o que, como vocês sabem, significa “passado”: aquelas corridinhas pra lá e pra cá sem o menor sentido, e aquelas musiquinhas cantadas do modo mais tatibitate possível… Tou dispensando.

Depois vi, pela ordem: “Coisas Belas e Sujas”, um filme de Stephen Frears de 2004 que parece ter sido feito só pra mostrar a Vik Muniz e Sebastião Salgado que o buraco da miséria humana é muito mais embaixo. Quem não viu vá procurar no Blockbuster mais próximo. Vi outros mais, que não merecem citação…

Mas ontem vi dois que me fizeram gritar: FUEGO!

O primeiro foi “A Pele que Habito”, um Almodóvar quase soturno por conta das pinceladas de David Cronemberg, mas ao mesmo tempo solar graças à influência assumida dos cacoetes do melhor Hithcock. Almodóvar continua seguindo o caminho certo, que é botar mulher pra fazer o papel de homem que virou a própria, porque homem fazendo papel de mulher não convence, mas nem pelo cacete!

O segundo, bem… Chama-se “Incêndios”. É de um diretor canadense muito apreciado em festivais: Dennis Villeneuve. Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011 (perdeu). Era pra ser um filme político, sobre o drama de uma daquelas minorias super-minoritárias do Oriente Médio, região onde todo mundo quer exterminar todo mundo e os Estados Unidos é que levam a culpa de tudo.

Eu disse “era pra ser”? Isso mesmo, porque acabou sendo outra coisa! Vejamos: moça engravida de quem não deve; tomam-lhe o filho ao nascer; anos depois, na qualidade de militante política, é torturada e violentada por um sujeito que a engravida de novo, agora de um casal de gêmeos; foge pro Canadá com estes… E lá, vinte anos depois, numa piscina pública, reconhece num mesmo homem o filho perdido (pela tatuagem que lhe fizeram no pé ao nascer)… E o torturador que a engravidou na cadeia!

Ou seja: um filme que era pra ser “político”, mas no meio do caminho se transformou na essência do melodrama: um novelão desvairado, coisa que, aliás, eu adoro. Pra quem gosta do gênero “Incêndios” é imperdível.

O que vou ver hoje? Dois filmes já revistos dezenas de vezes: “A Noite Americana”, pra ver se faço as pazes com o coitadinho do Truffaut… E “Pacto Sinistro”, que Hitchcock dirigiu em sua melhor forma.

Truffaut e Hichcock (os dois na foto acima)? Gente, isso é mais do que 51 e me dá uma ótima idéia! Vou já reler ”Hitchcock/Truffaut – Entrevistas”, que jaz aqui na minha biblioteca de Itaipava desde que o li a última vez em 1983, quando foi lançado…

E vou começar agora, ou, como diria Crodoaldo Valério: djá! Tanto que, refestelado na minha poltrona predileta, já estou fazendo isso nas fotos lá no alto e aqui embaixo.

QUACK PRA VOCÊS TAMBÉM!

Posted on : 08-04-2012 | By : aguinaldo silva | In : Aguinaldo Silva Digital

57

 

(“Eu não disse o que eu não disse, caraças!”)

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Gente, e esse boato de que eu estaria insatisfeito na Rede Globo? Tudo começou quando um desses sites de 25 centavos juntou dois tweets meus sobre assuntos diferentes e os transformou num terceiro; outro site de 25 centavos publicou minutos depois todos os detalhes da reunião que eu teria “naquele dia mesmo” com a alta cúpula da Record, incluindo a presença do pastor Honorilton Gonçalves, e outros mais, até chegar a Lauro César Muniz… E Wolf Maya! Da tal reunião eu sairia entronizado no cargo de supervisor de dramaturgia da emissora e com a missão de escrever sua próxima novela. Era tudo invenção, mas…

Já viu né?

A notícia correu pelo éter afora feito um rastilho de pólvora, e o fato de eu ter usado a palavra BUEMBA num dos tweets certamente contribuiu pra isso. Até a Veja, minha revista preferida, entrou na dança – eu sou o destaque da sessão “Veja Essa”, na qual, no alto da página, meus tweets são reproduzidos como prova de que estou “em crise na Globo”.

Devo eu me justificar diante de tamanho imbróglio? Não sou obrigado, ninguém me pediu, mas, por uma questão de boa educação assim o faço. Aí vai:

Primeiro eu não disse que ganho um milhão (mesmo que ganhasse uma espiga de milho ENORME eu não diria); eu disse que um milhão por mês “pra agüentar tanto desaforo tá barato demais”. Os desaforos de que falei eram os da baixa mídia, essa que não hesita em juntar dois tweets  meus pra transformá-los num terceiro e atribuir a eles um significado que eu não dei, a mesma que não me deu trégua durante “Fina Estampa” inteira (ainda bem que tenho o couro duro!) A tal reunião em São Paulo era com o meu web designer pra acertar as mudanças radicais aqui no portal, inclusive pra torná-lo mais ágil nas respostas que dou a esse tipo de “desaforos”. E a tal “BUEMBA” eram as próprias mudanças no portal, que vão transformá-lo num veículo jornalisticamente mais encorpado, com colunistas e tal… Ou seja: o que estou querendo é, já que tantos se preocupam em transformar minhas atitudes e comentários em notícias, ter o meu próprio veículo para noticiá-los ou desmenti-los quando for preciso.

E quanto às mudanças radicais aqui no Portal do Aguinaldão?

De algumas eu já falei, muitas entrarão no ar ainda esta semana, outras estão em fase de teste… Mas a menina dos meus olhos que, tenho certeza, se tornará também a de vocês, é a sessão BLABLABLÁ, uma versão mais dinâmica do Chat dos Insones do meu antigo Blogão, na qual todos poderão discutir à vontade, sem moderação e com apenas duas restrições: cada intervenção não poderá ter mais do que 250 toques, e certas palavras, digamos assim, consideradas chulas, serão substituídas por um pato que faz: QUACK! Claro que nesta sessão, por onde todos os meus desafetos passarão pra me chamar de QUACK, QUACK e mais QUACK sob a proteção do anonimato, eu não entrarei, mas nem morto!

Mas agora vem um de vocês, diz que onde há fumaça há fogo e me pergunta se afinal de contas eu estou ou não “em crise na Globo”. E eu respondo alto e bom som:

QUACK! QUACK! QUACK!