LORRAINE QUEBRA-BARRACO!

» Públicado por em set 23, 2014 | 16 comentários

 

Quando a gente pensa que já aprontou todas, ela engole um anel avaliado em 353 mil Reais… E mais para a frente vai conseguir o impossível: quebrar o diamante cor-de-rosa que é a pedra da sorte do comendador Medeiros!

Hoje tem marmelada? Tem sim, senhor! E a palhaça quem é? É Leonora Prudência!”. Não conhecem? E se eu disser Dani Barros? Lógico que todo mundo sabe que é a trambiqueira Lorraine, de IMPÉRIO. Mas, afinal, o que Leonora e Dani têm em comum? O mundo mágico do circo! A atriz trabalhou durante 13 anos, interpretando a Dra. Leonora Prudência – seu nome de palhaça –  no projeto Doutores da Alegria, que atenua o sofrimento de crianças doentes, em hospitais como Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio. Ex-aluna da Escola Nacional de Circo, e formada em artes cênicas pela UniRio, Dani, de 41 anos, há 30 vive os sonhos dos palcos e picadeiros e da TV. E para amenizar as saudades dos artistas que atuam embaixo da lona, a equipe do ASDigital passou uma tarde de sábado com a atriz no Circo Stankowich, na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca. Emoção pura.

entrevista: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

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Marcamos com Dani antes do horário da primeira função, mas ela se enrolou com o trajeto. Já tinha passado pelo circo, mas não conseguia descobrir o retorno para chegar lá. Ligou três vezes, ansiosa e pedindo desculpas pelo atraso. Logo depois, ela apareceu, e fomos conversar nas escadas que levam ao palco, no fundo do picadeiro. Bem diferente de sua personagem, ela passa leveza, discrição, mas muita intensidade. Principalmente quando fala do amor pela carreira. E do quanto está adorando fazer Império, trabalhando pela segunda vez com um texto de Aguinaldo Silva (o outro foi Fina Estampa), e ao lado da grande amiga Lília Cabral, com quem dividiu, até recentemente, o palco com o espetáculo Maria do Caritó.

 

NOS DEGRAUS ILUMINADOS

Nosso primeiro assunto só poderia ser um: Lorraine. Enquanto na novela das nove a ex-moradora de Xerém vê frustradas suas tentativas de enriquecimento ilícito e rápido, ela começa a dar valor ao devotado ex-marido, Ismael (Jonas Torres). É que o catador de lixo vai se dar bem ao devolver a José Alfredo (Alexandre Nero) o anel que ela engoliu, conseguindo um emprego e aumentando sua autoestima. E, se Aguinaldo Silva quiser, ela tem tudo para se redimir. “Ainda não sei como vão ficar as coisas. Acho que o Ismael tinha que dar um gelo nela (risos). Teve uma cena, na casa da Xana (Aílton Graça) em que Seu Antoninho (Roberto Bonfim) fala sobre os imóveis que tem, e Lorraine fica dando umas olhadas pra ele, interessada. Eu sei que educação não resolve caráter, mas acho que se ela tivesse uma educação melhor, talvez tivesse um pouco mais de discernimento”.

 

 

JÁ NO CAMAROTE

Quando os fachos de luzes coloridas começaram a cruzar o picadeiro e as arquibandas, com a plateia já se acomodando em seus lugares, fomos para o camarote, um dos que ficam dentro do picadeiro. Dani passou a observar as pessoas e os palhaços, que aproveitavam os minutos que faltavam para o início do espetáculo para vender brinquedinhos com luzes de néon. Nisso, aproxima-se dela Chumbrega, um dos mais antigos palhaços que trabalham lá. A emoção tomou conta da atriz, que conversou com ele sobre a arte circense, como foi – e é – importante no seu trabalho. “E eu aprendi muito com o teatro. Sou do tempo em que se encenavam peças no circo”, comentou Chumbrega. Interessante ouvir aquela troca de experiências. Eles descobriram que tinham conhecidos em comum, e, claro, fizeram fotos. Depois, a postos, Dani começou a gravar e fotografar partes do espetáculo com seu celular. Mesmo concentrada no que estava vendo, não se esqueceu da entrevista. Então, vamos conversar…

 

NEM TUDO É ALEGRIA

Ela nasceu em Petrópolis, veio para o Rio muito pequena. “Depois viajei bastante: Recife, Fortaleza… E voltei ao Rio”, contou. As mudanças foram necessárias porque sua mãe, que sofria de depressão e bipolaridade, teve que fazer tratamentos em várias clínicas psiquiátricas. Tanto que na peça Estamira – Beira do Mundo, que estreou em  2011 e deu a Dani vários prêmios, ao interpretar a vida de uma catadora de lixo esquizofrênica, ela aproveitou para misturar algumas coisas de sua vida pessoal: “Sempre que se falava de Estamira lembrava da minha mãe, das muitas andanças, de tudo que vi e vivi”. A atriz não conheceu o pai.Chegou a fazer um teste de DNA, ano passado, mas deu negativo. “Fiquei arrasada, muito triste. Depois que minha mãe faleceu (em 2001), achei que essa pessoa era meu pai. Mas não quero ir por este meio, é desgastante pra mim. A história já está resolvida, e não quero conhecer meu pai”, frisou ela, lembrando-se do padrasto, Aluísio, que por alguns anos foi casado com sua mãe. “Ele que botou pilha para eu ser artista, dizia que eu levava jeito. Imagina, quando eu tinha 8 anos, com aquele sotaque nordestino, liguei pra Rede Globo perguntando a quem atendeu se tinha vaga pra mim (risos)”.

 

 

UMA LUZ NO CAMINHO

Quando voltaram ao Rio, o que Dani antes considerava brincadeira, ela, aos 11 anos, resolveu levar a sério. “Fazia curso de teatro com Henrique Pires, vôlei, natação, terapia… Depois vieram Tablado, CAL, UniRio, Escola de Circo. Vi que era realmente o que eu queria”, relembra. Mas, por que o circo? “Quando comecei a fazer teatro tinha uma tendência à atriz cômica, e era uma certa defesa, medo de falar de coisas sérias. Vi no Luiz Carlos Vasconcelos, um ator maravilhoso, uma grande referência quando ele fazia o palhaçoXuxu. Aí, em 1996, entrei no Grupo do (Antônio) Abujamra. E resolvi participar do projeto Doutores Palhaços, que depois virou Doutores da Alegria. Já vi muita coisa em hospitais, e sofria, principalmente, quando havia pobreza. Como falta de papel para secar as mãos num hospital público, um buraco horroroso no teto, a mãe que trouxe a criança, já falecida, de ônibus porque não tinha dinheiro para o táxi. Muita coisa…”, emociona-se.

E completa: “Tive um treinamento muito bacana, mas pendurei meu estetoscópio. Fiz uma peça chamada Inventário – Aquilo que Seria Esquecido se a Gente Não Contasse, contando as experiências em depoimentos sobre como é ser palhaço (numa enfermeria pediátrica). Viajamos, apresentamos em vários hospitais, teatros. Quando acabou, como sempre tive essa paixão pela Estamira – meu apelido quando criança era ‘Maria Caquinho’, tudo que encontrava na rua levava pra casa – resolvi fazer a peça. Foram dois anos, 180 apresentações. Um acerto de contas, certas coisas que não podia dizer pra minha mãe em hospitais, e como palhaço, em relação ao estado dos hospitais. Quero remontar Estamira quando acabar a novela”.

 

 

 

 

E ELA BRILHA NO PICADEIRO

Nossa conversa era entreameada por: ‘Olha, eles não colocam rede para esse número!’ ou ‘Sabia que algumas vezes simulam que erram, porque quando fazem o número novamente e acertam a plateia aplaude mais?’. Nunca tinha percebido isso, achava que era o contrário: que as pessoas ficavam decepcionadas com os erros. Mas passamos a observar, e Dani estava certa. Até que lá pelas tantas o palhaço Berinjela veio chamá-la para participar de um número de pular corda. Enquanto ele e outro convidado a ir ao picadeiro ‘batiam’ a corda, as pessoas aplaudiam no ritmo dado por Berinjela. Só que no final, ele vendou os olhos de Dani, pediu que ela continuasse pulando, e o público batendo palmas, mas foi embora levando a corda. Ela ficou sozinha no picadeiro com os olhos vendados e foi parando aos poucos, percebendo algo diferente. Até que todos começaram a gritar: “Tira! Tira!”, e quando desatou o nó da venda tinha um faz-tudo do circo olhando com aquela cara ‘que mico, hein!’. “Puxa, achei estranho porque as palmas pararam, mas não percebi”, reclamou, rindo. Luzes acesas: hora do intervalo.

 

SEM PAUSA PARA DESCANSO

Resolvemos não sair de nossos lugares. Logo, Chumbrega e Berinjela, vendendo seus brinquedinhos, se aproximaram. Dani ‘reclamou’ sobre o número da corda, e eu propus que ela mostrasse suas habilidades com os aros, também ao lado de Berinjela. Ela aceitou. Estava encantada e observando as reações de todo mundo. Ao mesmo tempo falando da vida. “Como eu te disse tive dúvida se era uma atriz cômica, que vi que era uma defesa… Mas fui amadurecendo e senti que fazer drama era tão bom quanto. Gosto de ficar entre os dois gêneros. Pra mim, é o caso da Lorraine”. Mas como você se definiria?  “Sou palhaça, atriz cômica, dramática…não tem muito essa distinção. Mesmo no drama sempre tem um pouco de comédia e vice-versa. Quando criança eu era meio ‘pra dentro’. Em cena estou me divertindo na vida. A novela está sendo um grande aprendizado”.

 

 

O SHOW TEM QUE PARAR

Segunda parte do espetáculo, e Dani mais uma vez no picadeiro, tentando acertar os aros nos braços e na cabeça de Berinjela. Nos braços, os escolhidos para auxiliá-lo no número sempre acertam, mas ele consegue desviar discretamente para que o círculo de plástico não passe por sua cabeça. Apesar de saber a estratégia – eu já tinha contado antes –, Dani achou que seriam bambolês, e não aros pequenos. Resultado: também não conseguiu acertar, ganhou uns óculos enormes parecidos com os do Zé Bonitinho, e, no final, ficou frente a frente com o palhaço para poder colocar um aro enorme em sua cabeça. Foram aplaudidíssimos. Vieram as últimas apresentações, o show de águas dançantes – que atriz adorou – e o encerramento da função.

Mas Dani ainda tinha mais a dizer. Fomos até a cantina, sentamos e terminamos a entrevista. “Eu me orgulho de tudo que fiz: animação de festa, telegrama falado, teatro-empresa, tudo! Mas o circo me deu um ofício: os Doutores da Alegria era um trabalho pago, que tinha certeza com que podia contar”. De tudo que você passou, o circo te fez mais feliz?. Pausa. “Feliz? Acho que sim. Na verdade, tudo é importante. Se a gente faz o que gosta, se está bem consigo mesmo…”. Perguntei isso a ela porque percebi o interesse tamanho no espetáculo Estamira. Seria – também – uma catarse? Pensei no meu pai, que teve Alzheimer, durante nove anos. Você via sua mãe sofrer? “Eu via minha mãe sofrer nos hospitais e em casa”.

Antes de irmos embora – com a segunda função do circo já começada -, pergunto sobre o que gosta de fazer quando não está trabalhando, e a resposta é… ir ao teatro, claro! Dani diz que gosta de jantar com os amigos; que está namorando (mas não revela quem); que não tem vontade de ser mãe, já que é preocupada demais com os amigos, e se tivesse filhos “não ia conseguir nem dormir”.

Considera sua vaidade “de média para pouca”, não é “baseada na moda e no que dizem as regras da beleza”, acha uma maluquice o abuso dos procedimentos estéticos, “mas cada um sabe de si”. E, segundo a atriz, o Brasil tem jeito, mas precisa resolver primeiramente a falta da educação:  

“Se acontecer isso, todo mundo vai saber votar, se sentir responsável pela construção do país, fazer a Justiça funcionar melhor. Divulgam muito os maus exemplos, mas têm que mostrar os maus e os bons também”. 

Fomos embora, depois de uma tarde de pura magia e dura realidade.

 

16 comentários

  1. Passando para aplaudir o José Mayer por essa cena de hoje. Fantástico! Incrível! Bravo!!!!!!!!

  2. Simone, foi bom saber que essa atriz tão bem preparada e talentosa, também tenha feito um trabalho tão sensível como os Doutores-palhaços.
    Acho que o preparo do ator é muito importante e, mesmo na TV onde, às vezes, parte-se de outras bases, a gente sabe reconhecer quem entende do riscado.
    Ela fazia uma galinha ma-ra-vi-lho-sa na peça Maria do Caritò. Lembro-me que o público vibrava nesse momento do espetáculo. A Lorraine é uma das personagens mais divertidas da novela.
    Parabéns pelas entrevistas e matérias, Simone.
    Um abraço para todos os aguinaltas, pra você e Patrício e pro dono do pedaço.

  3. Odeio João Lucas…….KKKk.
    E quando o Comendador vai saber que o filho queridinho da Marta matou o irmão da Lorraine?Quando?Tá longe isso?
    Tô com vontade de ver a Marta ser esganada pelo Zé Alfredo.Dissimulada.E tomara que o amante da Maria Marta se interesse pela Maria Clara.Tá faltando homem na Império,já que ela não vai mais casar com o manipulador do Enrico.bem feito.
    Bjs Agnaldo Silva!

  4. Como a Lorraine conseguirá tamanha proeza?Quebrar um diamante ?Onde ele estará guardado para ela quebrá-lo?
    Bem feito.Que quebre qualquer poder que a M.Marta possa ter alcançado com ele.Espatife no chão a energia que ela possa ter adquirido do diamante do Comendador.
    E por favor Agnaldo,evita fazer a Isis mentir para o Zé Alfredo por causa daquele pirralho do filho dele.Coisa mais sem noção fazer o João Lucas beijá-la de novo?Ah!Não!Odeioooooo!E a Kelly é amiga ou inimiga do Comendador para dá conselhos para Isis ficar com aquele estrupício do João Lucas?Ela tem que ser imparcial,é empregada e Isis tem que jogar limpo.Se o coração dela gosta mesmo de Zé Alfredo,ela não poderá em hipótese nenhuma se sentir insegura.Aí não!Ele tem que ter personalidade,brio para espantar a Marta,mãe e pai dela com esta oferta de casamento.
    Se ela se envolver com o João Lucas eu desligo a TV e saio de casa,nunca mais quero saber de Império.A garota é jovem,sim,mas tem que ter personalidade,saber o que quer e gritar para os pais”Chegaaaaaaaaa”de manipulação…ruaaaaaaaa!Isso que ela tem que fazer.E a hombridade onde fica?O Comendador e Maria Isis são dois fofos!Obrigada!
    Bom dia!Pense no caso!

  5. Orlando, basta somente dar um click sobre a imagem que a mesma vai fechar retornando para a galeria.
    Aguinaldo, Império está bombando em tudo quanto é lugar, seja em espaço físico seja no virtual.
    Muito merecido o sucesso!

  6. o site esta com bug

    quando abrimos a galeria de fotos e ao abrir uma foto ela nao permite voltar para a galeria

    nao tem o X para fechar a foto e voltar a galeria e tb nao permite usar o ESC

  7. Aguinaldo

    esta faltando vc colocar os creditos de quem e quem nas fotos

    nos leitores nao sabemos, porem queremos saber quem e a simpatica camareira e assim por diante

  8. Parabéns Dani.Pessoa do bem.Altruísta.Continue assim,corajosa e linda por dentro e por fora.Deus lhe cubra de muita paz!

  9. Viva a Xana!!!!
    Quanta alegria|Sorria!!!!!
    É isso aí!
    Valeu Império!

  10. Viva a Xana!!!!
    Quanta alegria|
    É isso aí!
    Valeu Império!

  11. Que raiva da Maria Marta hj.Muita safada!
    Agnaldo li que a Maria Clara vai correr na Av Atlântica vestida de noiva.Deve ser uma cena prá lá de interessante!Eu até ri quando li.Seu cérebro é fantástico!Manda ela se esconder aqui em casa.Eu ajudo….kkk.
    Mais uma vez sugiro que vc apresse e inclua às cenas músicas que faça a gente se emocionar.É preciso…e vc pode me mandar pro inferno se vc quiser,kkkk,por eu insistir.Mas fica muito melhor ver uma cena com música,que sem música.Música é inspiração.emociona!
    Acho que deve tocar no bar que Zé Alfredo como Sarapatel,músicas do inesquecível Reginaldo Rossi!Ele era pernambucano,sim?sacode a poeira aí e faça a gente delirar….é bom ouvir música dor de cotovelos….e o Comendador deve gostar,é bem o estilo dele,despojado,simples,encantador.Hoje ele saindo com tapioca na mão foi demais!!!!
    Boa noite e durma com os Anjos Agnaldo!Desejo de coração que vc tenha força para aguentar o rojão até o ano que vem.Obrigada!

  12. E aí querido Aguinaldo… Não sei se você se lembra (claro que não rs), mas eu sou o mesmo que passou por aqui pedindo “agitação” para a novela Império. Agora estou passando para dizer que sábado e ontem o negócio começou a melhorar bastante… Acho que a partir dessa Festa da Império as coisas vão começar a se movimentar pra valer!!! Obrigado, continue colocando fogo porque ninguém gosta do que é morno. Abração!!!

  13. Uma menina corajosa. Já viu muito da vida, embora jovem.
    Uma entrevista diferente mas bem interessante mostrando exemplos de solidariedade, compaixão, amor, dedicação.
    Parabéns Dani. E como sempre, igualmente à Simone e F. Patrício.
    Beijos e continuação do sucesso nas diversas áreas.
    Magdalena

  14. Doutores da Alegria é um projeto maravilhoso. Sempre falo para as pessoas que reclamam da vida, que se dirijam até um hospital, orfanato ou asilo, vejam a situação dessas pessoas e depois se perguntem se realmente tem problemas. Vale lembrar do Domingos Montagner, que também é de circo.

  15. Se estava gostando, agora amo.

    Adoro…tem que deixar a alegria no ar

    Tão bom ver o talento e o amor pelo teatro resistirem à luta

    Fiquei doido pra ver Estamira.

    Evoé !

  16. Linda a história dela, ela é ótima. Amo circo, me fez lembrar minha infância, quando participava de um circo pequeno aqui da minha cidade, e quando meu sonho era ir embora com um circo grande, sempre me encantou. Adorei a entrevista.

    Abraço.

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