NOVELA? JÁ ESTOU EM OUTRA

» Públicado por em mar 21, 2015 | 26 comentários

 

QUERIDO DIÁRIO (33)

 

Sei que estou em falta com você, pois não cumpri o nosso trato, que era: escrever em suas páginas as peripécias em que ia me envolvendo na criação de “Império” para, no final do trabalho, publicar em forma de livro o making off da novela. Tudo teria corrido bem se a novela tivesse fluído como um rio… Mas qualquer novela, por mais que tenha um decorrer sem maiores turbulências – como foi o caso de “Império”, exige tamanha entrega do autor que ele esquece de todo o resto… E foi assim que esqueci do que combinamos.

Agora que a novela acabou, humildemente, retomo em suas páginas os meus escritos, porém não mais sobre o que aconteceu durante a novela que passou – isso não faz mais sentido. Sobre ela, só tenho a dizer que, decorrida uma semana desde que acabou, “Império” ainda é motivo de muitas e acaloradas conversas, como pude verificar ontem, na festa de aniversário da minha muy querida e leal cidade de Petrópolis no Quintadinha SESC, à qual compareci a convite do presidente da Câmara, vereador Paulo Igor, e na qual, de novo e de novo e de novo, ouvi a pergunta que se recusa a calar:

“Por que você matou o comendador, carago?”

A resposta que tenho dado a essa pergunta?

Vocês saberão depois de apreciar as fotos abaixo.

  

 Com Mônica Carelli, esposa do vereador Paulo Igor, e o meu gestor em Petrópolis, Fábio Teixeira

O vereador Paulo Igor (quinto à partir da esquerda). À sua direita o Prefeito Rubens Bomtempo.

fotos: Fco. Patrício 

 

A resposta que ainda não dei à pergunta lá de cima eu lhe dou agora, Diário Querido: matei o comendador pra causar, sambar e lacrar, foi isso. Pra que a morte dele fizesse a discussão em torno dessa morte continuar, mesmo quando a novela de outro já estreou e a minha devia ter sido esquecida. Sim, entre fazer o Abominável Homem de Preto terminar com uma de suas queridas – Alfredisis ou Malfred? – num final convencional, e matá-lo e assim me manter fiel à proposta inicial da novela, que era discutir a sucessão dentro de um Império, preferi ficar com a segunda opção e dar ao meu personagem o final épico, que ele merecia.

Eu matei José Alfredo Medeiros para que ele se tornasse imortal, foi isso. E assim tornei o Comendador de Shit, o Lord da Buchada de Bode – como diria o vilão Silviano – inesquecível.

Mas – vida que segue -, a novela agora é outra e, Querido Diário meu, preciso seguir meu rumo. E meu rumo não passa nem pela porta de uma emissora de tevê nos próximos meses, pois não sou um autor que, entre um trabalho e outro, fica mergulhado num tanque de formol lá nos porões do Projac, não… Sou um empreendedor e empresário e sou também um jornalista que, além de ser tudo isso, por acaso escreve novelas… Mas só porque me pagam muito bem para isso e porque, com o sucesso que sempre faço, deixo fula de raiva e descontrolada uma certa colunista (muitos, mas muitos risos mesmo).

(E aqui vale a pena contar uma história ótima que aconteceu durante a festa de ontem à noite em Petrópolis. De repente, dou de cara com Ziraldo, que veio falar comigo, e lembrou de quando me viu pela primeira vez – na minha noite de autógrafos, na Livraria Eldorado, em Copacabana, em 1961, quando lancei meu primeiro livro (“Redenção para Job!) e tinha meros e inocentes 16 anos. “Você era bem mais escurinho naquela época – disse Ziraldo -. O que te fez ficar tão branco?” E eu, deixando que o espírito de Téo Pereira baixasse em mim, lhe respondi sem pestanejar: “foi o dinheiro, quereeedo!”)

 

Mas, voltando ao nosso assunto. Portanto, mal acabei de escrever “Império” e rasguei todos os papéis a ela pertinentes, tratei de assumir os meus  outros interesses… E, neste momento, o que exige mais minha atenção é a criação de Casa Aguinaldo Silva de Cultura aqui em Petrópolis, um empreendimento que exige muita atenção e altos investimentos que – atenção! – sairão todos do meu bolso. As obras já estão em andamento presto con fuoco, como diria minha querida Miriam Dauelsberg, e a inauguração está prevista para junho.

 

EM PETRÓPOLIS, UM LUGAR

PARA COMER E BEBER CULTURA 

E o que será, afinal, esta Casa Aguinaldo Silva de Cultura? Eu respondo na entrevista abaixo. Ela foi feita pela jornalista Natasha Mazzacaro para um caderno especial de O Globo sobre o aniversário de Petrópolis. Mas eu, às voltas com o final de “Império” não respondi às perguntas a tempo. Por isso ela não foi publicada, o que, com a devida licença de Natasha, eu o faço aqui e agora.

 1. Quando surgiu a ideia de fazer a Casa Aguinaldo Silva de Cultura? 

 A idéia é antiga e me veio quando escrevia “Fina Estampa”. Sou um colecionador compulsivo de obras de arte e fotos antigas, tenho um acervo bastante respeitável e precisava de um lugar onde pudesse exibir tudo que reuni nesses anos todos, e que também servisse de sede para meus cursos de roteiro – já dei três – de modo que pudesse torná-los periódicos. Com o passar dos anos a idéia foi ampliada: agora quero criar outros cursos – de interpretação é um deles – a cargo de especialistas, um cineclube que exibirá, apenas para sócios, ciclos de grandes cineastas e minisséries de tevê seguidos de debate, uma sala de exposições itinerantes, outra para exibição de partes do meu acervo próprio… Sem esquecer a festa, é claro: haverá sempre uma atração musical nos fins de semana. Enfim, vou transformar a Casa num polo de agitação cultural. Para isso vou colocar lá o que há de mais moderno em matéria de equipamentos audiovisuais.

 2. Por que ela será construída em Petrópolis? 

 Pensei primeiro no Rio, mas aqui as coisas são bem mais difíceis e complicadas. Além disso já há na cidade um excesso de casas de cultura. Como sou cidadão petropolitano (honorário), amo esta cidade onde tenho casa há mais de quinze anos, e sei o quanto ela é carente desse tipo de iniciativas culturais, pensei, porque não em Petrópolis?

 3. Você já teve um restaurante na cidade, gravou cenas da novela por lá, sente alguma relação especial com o município? Quando essa relação começou? Qual é a sua primeira memória de Petrópolis? 

 R. Minha primeira memória de Petrópolis é de quando cheguei lá, certa madrugada de 1968, fugindo do Cenimar (a polícia politica da Marinha), que andava à minha procura. Desci na rodoviária, me hospedei no primeiro hotel que achei (o York), de manhã resolvi dar uma volta para conhecer a cidade… E me apaixonei. Nunca mais abandonei Petrópolis. Tive um apartamento no hotel Quintandinha, depois outro em Itaipava, agora estou no Centro da cidade. Comprei a Locanda della Mimosa para que ela não fechasse e, depois de sanear suas finanças e fazer várias melhorias, eu a vendi a um empresário da própria cidade. Enfim… Meu amor por Petrópolis já dura mais de cinco décadas, vai fazer Bodas de Ouro.

 4. Como a casa irá funcionar? Li que a ideia é fazer uma pousada, restaurante, salas para cursos, sala de cinema – ou seja, me pareceu um mega projeto.  Existe alguma casa semelhante no Rio ou em Petrópolis? 

 R. Em Petrópolis, sei que não existe projeto igual… E também sei que ele vai fazer um grande bem à cidade. No Rio, a não ser mega-centros culturais, como o Centro Cultural Banco do Brasil ou a Fundação Moreira Salles, não sei de nenhum que tenha as mesmas intenções. Meu objetivo é fazer da Casa Aguinaldo Silva de Cultura um polo de agitação cultural constante. E atenção: tudo sairá do meu bolso, não quero patrocínio, espero apenas a boa vontade das autoridades locais e o apoio presencial dos petropolitanos. Como não haverá patrocínio, tive a idéia de criar a pousada e o restaurante, que funcionarão independente da casa, mas servirão para dar a ela respaldo financeiro.

 5. O estado/país está carente de lugares assim? Por que? 

 R. Pela mesma razão por que temos tão poucas livrarias, porque há cada vez menos teatros, porque os cinemas de arte estão sumindo… Porque no Brasil não se dá atenção à cultura, por aqui ela é vista como um bem muito, mas muito supérfluo mesmo. Não se espere que os governos, que já enfrentam tantas dificuldades, mudem isso. Mas quem, como eu, produziu bens culturais e se beneficiou financeiramente disso tem a obrigação de fazê-lo.

 6. Qual é o endereço da casa? Como ela foi escolhida? 

 R. A casa fica na Avenida Ypiranga, 524. Eu a comprei dos moradores antigos. Pensei primeiro na Koeller, mas lá temos um problema sério, que é a dificuldade de estacionamento. A belíssima Avenida Ypiranga tem dezenas de mansões, como essa que comprei, que estão em decadência, pois seus proprietários e moradores já não podem mantê-las. Não adianta dizer que aquilo faz parte do Patrimônio Histórico da cidade e deixar que ele se deteriore. O meu projeto para a Casa de Cultura foi totalmente aprovado pelo IPHAN, e não fará nenhuma modificação na Casa, cujo projeto inicial será totalmente respeitado. Aliás, para provar isso, colocarei logo à entrada as plantas originais do imóvel, que é de 1916, já que as localizei, comprei e mandei restaurá-las.

 7. Quando começaram as obras e qual é a data da inauguração? 

 R. As obras começaram em meados de janeiro, depois de aprovadas pelo IPHAN. Como devem ser feitas com o maior cuidado – sou muito exigente quanto à obediência das regras que me foram impostas pelos órgãos oficiais – ainda não tenho uma data exata para a inauguração. Mas gostaria primeiro de inaugurar até meados de junho a Casa de Cultura e o restaurante – que será de comida portuguesa – e só depois a pousada.

E chega a hora da pizza:

não é assim que tudo acaba?

Terminada a cerimônia lá no Quintandinha, Fco. Patrício, Fábio Teixeira e eu resolvemos comer uma pizza, não por acaso numa pizzaria que fica quase em frente à Casa Aguinaldo Silva de Cultura, na rua Ipiranga. Como a casa já estava quase fechando, os garçons e a turma da cozinha concordaram em nos atender, mas com uma condição: que eu respondesse a uma pergunta… E lá veio ela: “por que você matou o comendador?” Primeiro comemos a pizza, regada com um bom vinho, e depois, é claro, eu não respondi à pergunta… Mas concordei em tirar uma foto com a turma e publicar aqui em meu blog. Promessa feita e cumprida, a foto é essa aí de cima. (Aguinaldo Silva)


26 comentários

  1. Parabéns, excelente a novela “Império” mas sempre me questionei, donde viria a inspiração do nome da personagem José Alfredo de Medeiros.
    Medeiros é um nome de famílias da Ilha de S. Miguel nos Açores, mais propriamente da zona do Nordeste da Ilha de S. Miguel, há muito anos atrás muitos residentes desta ilha emigraram para o Brasil, inclusiva um irmão do meu avó emigrou muito novo e nunca mais soubemos dele, um irmão do avó do meu marido aconteceu a mesma coisa emigrou para o Brasil e perdeu-se o contato após a sua partida, acontecia na altura muito esta situação.
    Será que se inspirou em alguma família Medeiros emigrada, engraçado a minha familia também é Medeiros com eu claro, porque Medeiros é de origem desta linda ilha de S. Miguel, aqui bem no meio do Oceano Atlântico, Açores.

  2. Querido,
    Parabéns pelo espaço. Quem dera o país tivesse mais lugares como esse!
    bj grande,

  3. Felicidades nos projetos à frente….
    Bem que tento, mas ainda sinto saudades de Império, que samba maravilhoso…..e pra mim nada diminuía o Comendador se tivesse terminado com Marta, muito pelo contrario ia ser um estouro a família imperial juntos e únidos…..Amei o beijo de Marta e Zé Alfredo, transmitiu amor, paixão e cumplicidade, por isso agradeço por essa cena, pois foi o meu final para império……. Parabens AS por essa obra magnífica Império, que me fez torcer pela família imperial e ficar viciada em IMPERIO…
    ainda não conseguir assistir a atual novela…..nada como Império, nada como Marta e Zé Alfredo, dois personagens dúbios, odiados, amados, …um casal imperial digno de um império, que foram brilhantemente defendidos por Lilia
    Cabral e Alexandre Nero……..
    Só reforçando eu não torcia por um casal utópico, bonito, perfeito….eu torcia pelo casal Imperial, início de tudo, digno de Império….mas, sendo o final como foi..não posso esquecer que foi império.
    boa sorte….que Deus o abençoe….

  4. As vezes passo pela CAS quando vou dar um passeio. Como moro aqui no centro, as passo por lá pra ver .
    Estou torcendo por todo sucesso e as maravilhas que esse centro cultural irá oferecer às pessoas e principalmente à cidade de Petrópolis.
    Avante CAS !

  5. Cruzes Aguinaldo ! Que que eu faco/ To achando a nova novela uma merda! E praga tua por causa das criticas??????

  6. Queria ter te enviado e-mail… mas acabei enviando inbox.

  7. 23 de Março de 2015

    Adoro seu trabalho, e achei bárbaro a ideia da casa de Cultura tenho duas editoras uma aqui e outra em Portugal.
    Os livros são lindos de Arte e Referência história quero fazer uma doação para casa de Cultura , moro em Cascais e Itaipava.
    Como faço para fazer essa doação você vai amar os livros.
    Parabéns pela novela Império.

    Cristina Ferrão Editora

  8. Aguinaldo… depois de uma semana… ainda viúva… rs… tá difícil desapegar… rs…
    E, apesar de sua resposta a tão acalorada pergunta… ouso, mais uma vez, aliás… pela última vez, manifestar meu olhar de telespectadora fã de seu texto (único) e atenta, principalmente, as suas entrelinhas…
    Acredito que a reação do público com o final da novela, o que ainda rende ‘clicks’… rs… não se deve somente ao fato da morte do comendador em si… e não acho q a escolha da mulher de sua vida seria diminuir seu final, pelo contrário… já que no decorrer da novela o q os protagonistas mostraram foram diálogos e troca de olhares com embates de tirar o folego do público, além de muita sintonia e cumplicidade numa relação mto bem construída pelo autor… e isso como casal às avessas… a brilhante interpretação de Lilia e Nero mostraram mais: química… as duas cenas de amor do casal imperial foram as mais bonitas de td novela… c mta delicadeza e paixão… provando q eles eram sim um verdadeiro casal… apesar dele negar tanto.. mas no momento em que se rendeu ao amor q sempre sentiu pela sua rainha, fez o público delirar na cena no beijo!!! Valeu a pena esperar!!!
    Ah Aguinaldo… essa relação não poderia ter sido tão minimizada… e é por isso q os telespectadores ainda lamentam e se sentem frustrados… pois gostariam q o delicioso entrosamento do casal imperial tivesse sido tbem explorado com mais momentos de cumplicidade e amor em uma relação tão cheia de tensão, pois Lilia a e Nero foram os grandes destaques na novela e brilhariam ainda mais com momentos de romance, mesmo q fosse inevitável a morte do comendador! Sem dúvida, Ze e Marta estarão eternamente ligados um no outro…
    Lilia e Nero foram impecáveis… Ela divina e Ele brilhante!
    Mais uma vez, Parabéns pela história, texto, construção dos personagens e escolha do elenco!!! E mta sorte nos novos projetos!!! Até…..

  9. Aguinaldo, vc não existe!!

  10. Sr Aguinaldo Silva,

    Vou lourar mesmo e sem pieguices de puxassaquismos alheios.
    Homem da Cultura, tu és gigante, mui mas que blás-blás-blás que se auto-proclamam agentes desta famigerada sem o menor mérito.
    Admirado e respeitoso, ovaciono-te em pé.
    Parabéns, quereeedo.

    PS: Esteve com Ziraldo. – Apenas uma sugestão para vossa reflexão – Sabes da situação do S.B.A. e lutas sem fim dos resistentes, né? – Pois houve o Congresso sediado em São Paulo na busca de uma organização para a mobilização em prol da regularização da profissão junto aos órgãos competentes e arrecadadores. – Enfim, o movimento da classe. Já que a Casa se pretende um pólo permanente, que se agregue o melhor salão para receber e debelar…

  11. Exponha também o acervo das maravilhosas fotos do Rio de outrora. E vamos que vamos …

  12. Aguinaldo

    A novela foi muito boa, só faltou uma música do meu CD. Quem sabe uma próxima. Quem vai escolher a trilha sonora da próxima novela da Globo? I love Paraesópolis? Como faço pra enviar a música pra audição?

    https://youtu.be/cUdNuM1z2Bc

  13. suas novelas são marcantes,principalmente quando o personagem vem de nossas terras o nordeste.parabéns;

  14. menino, eu aqui to pensando neste curso de roteiro tem Meritocracia também? porque se näo vou cair de bracada no MAR.-….ja acumulo pelo menos umas 4 minorias….fora as cotas, porque sou meio Zulu por parte de pai!!!
    Abracos,,,,

  15. Chérie, Contra FACTOS no tienes Argumento…..IMPÉRIO, fincou seus pés no Hall do sucesso…
    e a Caravana la vai passando…
    Aguinaldo, eu vou sair daqui e vou fazer desta vez seu curso de Roteiro…
    comprei uns livros aqui e to animado para estudar contigo!!!!!

  16. Já estava com saudades de ler e comentar por aqui. Acredito que o comendador não poderia ter outro final. Acho que ele colheu o que plantou e a sua morte precoce era inevitável. Quando à Casa de Cultura que leva o seu nome, quereeeeeeeeeedo, parabéns pela iniciativa, engradecendo, contribuindo e levando aos petropolitanos cultura e saber, tão carentes em \’terras brasilis\’. Desejo muito sucesso e estou ansioso para vê-la pronta e funcionando a todo vapor.

  17. Já estava com saudades de ler e comentar por aqui. Acredito que o comendador não poderia ter outro final. Acho que ele colheu o que plantou e a sua morte precoce era inevitável. Quando à Casa de Cultura que leva o seu nome, quereeeeeeeeeedo, parabéns pela iniciativa, engradecendo, contribuindo e levando aos petropolitanos cultura e saber, tão carentes em ‘terras brasilis’. Desejo muito sucesso e estou ansioso para vê-la pronta e funcionando a todo vapor.

  18. Estava apreciando hoje a excelente “Pedra sobre Pedra” (simplesmente essa novela é imperdível, estou assistindo com muito prazer pela terceira vez), e fazendo uma analogia com essa trama perfeita, em todos os quesitos, que foi “Império”, acho que só nos resta mesmo agradecer a ti, Aguinaldo, por décadas de dramaturgia da mais alta qualidade que tu proporciona há mais de 30 anos aqui, no Brasil. E soube que o canal viva irá reprisar, para a felicidade do público, a inesquecível “Fera Ferida”, dando a oportunidade aos mais jovens de conhecerem esta fase importante de sua carreira, que se permeou entre o regionalismo e o realismo fantástico. Mais uma vez repito ao achar que ambos os gêneros não se esgotaram, e torço para que um dia tu voltes a escrever novelas, no estilo de “Pedra sobre Pedra” ou “Fera Ferida”.
    E mesmo com esse importante trabalho cultural, de entretenimento, de discussão, com um vanguardismo singular, que tu realizas na televisão, ainda tem essa preocupação em gerar cultura, levando a Petrópolis um importante polo cultural com a realização de cursos. Parabéns e Muito Sucesso nesta importante iniciativa!
    Bye Bye.

  19. Respondendo a pergunta dela – Voce matou o Imperio porque criou uma obra de qualidade nao um romancinho chifrim.
    Mas mudando de assunto, vai ser dificil esquecer do ” Imperio” assistindo a Babilonia. Vidinha promiscua da Zona Sul, todo mundo muito superficial e chato. Saudades !

  20. Querido Aguinaldo,
    E este Diário ainda é dedicado a mim, como você escreveu no início destes textos?
    De qualquer jeito, desejo muito sucesso nesse projecto em Petrópolis que, tenho a certeza, será SUPIMPA!
    Abraço e até seu regresso a Lisboa.
    Magdalena

  21. Obaa De Volta Com o Querido Diário Eu Adoro .Sucesso na sua casa de cultura .Ah falando de Império eu ainda estou depressiva Vou procurar um analista para desapegar ,eu comecei assistir Babilônia mas não estou gostando ..#VoltaImpério !!!!!! Boa Aguinaldo Bjus

  22. Caro Aguinaldo,
    Agora que a novela “Império” terminou para a nossa tristeza. Que lhe pedir que deixe o último (ou o primeiro) capítulo da novela para que nós lêssemos. Assim como está o roteiro do filme “Roque Santeiro”, da maravilhosa “Fina Estampa” e do livro do Crô.
    O motivo de lhe pedir isso é simples: sentirei saudades da novela e será ótimo poder lê-la de vez em quando. E espero que senhor leia o meu comentário.
    Desde já, eu agradeço.

  23. Tenho certeza que a CASA AGUINALDO SILVA DE CULTURA,além de um polo
    cultural,será um espaço preenchedor de vidas e realizador de sonhos.
    Um lugar de onde vão surgir grandes ideias e novos talentos,e que dará ainda mais charme a cidade Imperial. E que seja assim Mestre Aguinaldo!

  24. Querido Aguinaldo,

    Faço coro aos que adoraram o final de Império com a morte do Comendador. Ele não podia ter um final simplista. Tinha que ser tao forte quanto a personagem. Foi digno, lindo e emocionante.

    Muito feliz por mais essa iniciativa cultural. É inegável que hoje você é um dos únicos autores que se preocupa em compartilhar seus conhecimentos e proporcionar chance para que novos talentos despontem para o mercado. Além da Master Class, foi o DVD, o concurso de roteiros, o ASD, dentre outros. Então, a única coisa que nós, fãs e admiradores do seu trabalho podemos lhe dizer é: muito obrigado!!!

  25. VIVA o Querido diário! está de volta,estou muito feliz.
    Mestre Aguinaldo,quero dizer ainda com as mãos trêmulas após ler esse texto
    que o final de IMPÉRIO foi tão certeiro que até hoje está causando.
    Foi arrasador exatamente como você prometeu…
    um abraço muito forte. OBRIGADO.

  26. O Homem não para. O Homem é uma máquina.

    O Homem é cheio de ‘ins’.

    Inquieto, Incansável, Incessante, Insuperável, Irreverente, Inabalável, Inteligente, Incapturável, Intelectual, Inenarrável, Investidor, Insufocável, Insaciável, Inquebrável, Inacabável, Inspirado, Inalisável.

    O Homem é querido, é amigo, é justo, é bom , é generoso, é humano.

    Ele é Mago. E se chama Aguinaldo.

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