UMA LIÇÃO DE MESTRE: APRENDA

» Públicado por em maio 26, 2015 | 20 comentários

 

Ele queria ser astronauta – trocava até correspondências com o engenheiro espacial Wernher Von Braun, da Nasa -, depois descobriu o amor pelas artes, mas a possibilidade de um futuro ‘menos incerto’ levou o professor Paulo Cesar Bittencourt, 64 anos e 40 de magistério, a cursar Engenharia Elétrica, com destaque para Telecomunicações, e a lecionar. Sua carreira está intimamente ligada ao Cefet – Centro Federal de Educação Tecnológico Celso Suckow da Fonseca. Apesar de dirigir e dar aulas na unidade da escola em Petrópolis, criada em 2008, Bitt – como os alunos carinhosamente o chamam – optou também por lecionar semanalmente na sede do Cefet, na Tijuca. Ou seja, se mantém docente 24 horas por dia. Defensor dos colégios profissionalizantes, ele ressalta a importância da ética e da meritocracia.

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

 

ÉTICA

“Começa em casa, desde criança. Meus pais já chamavam atenção que não se deve falar mal dos outros na ausência deles. Acho que a intriga e a discórdia no seio da família geram as guerras. Quando falta ética na educação há a luta desenfreada pelo poder. Vou usar uma frase de Jimmy Hendrix, de quem gosto muito: ‘O dia em que o poder do amor superar o amor pelo poder o mundo será mais justo’.

MERITOCRACIA

“Vi no Canadá como são as escolas: gestores, professores, diretores, todos estão lá por méritos: há uma história de vida, de trabalho, de empenho. O conhecimento adquirido e armazenado é importantíssimo. Sempre lutei ardorosamente por essas transformações aqui. E questiono quando vejo alunos serem manipulados pelos candidatos políticos A, B ou C. Fiquei impressionado quando cheguei à Universidade de Coimbra, em Portugal,  e o professor mais novo tinha 75 anos. Lá, como em outras partes do mundo, os idosos são valorizados profissionalmente – em vez de irem para as praças ou ficarem em casa, depressivos. Observei em vários países a meritocracia como instrumento, não de elitização, como alguns têm o hábito de rotular, mas de salutar solução, desde que ética e igualitária para o provimento de alguns cargos de liderança. Acho que o Brasil, infelizmente, ainda tem que caminhar uma longa estrada, cujas regras começam obrigatoriamente na sala de aula, agente da educação, e desembocam na liberdade ética de expressão e de compartilhamento do conhecimento, por intermédio dos meios de comunicação.”

 PROFISSIONALIZAÇÃO

“A educação profissional técnica de nível médio é a porta de entrada para a verdadeira inclusão social em todos os aspectos. E o processo seletivo tem que ser igual para todos, não pode haver tratamentos diferentes para iguais. No Cefet, a entrada para os cursos de  graduação é pelo Enem, e os de nível médio, por concurso. E o professor tem que ter sempre  transparência.”

 

O INÍCIO DE TUDO

“Sempre gostei muito de arte e cultura, adoro música! Mas apreciava também as ciências físicas e naturais – fazia aquelas perguntas:’Quem somos?’, ‘De onde viemos’, ‘Para onde vamos?’. Mas diversas pessoas, na época, me disseram que a área de humanas não era rentável. Pensei bem, e resolvi fazer engenharia. Quando terminei a faculdade  passei logo a lecionar – no fundo para tentar cobrir as lacunas de muito desinteresse que encontrei em alguns de meus professores durante a vida. Na mesma época, comecei no radioamadorismo para me comunicar com outros lugares do mundo, com uma vontade de mudar radicalmente a educação”.

CEFET

“Em 1975, fui lecionar no Curso de Técnico em Eletrônica. Não tinha a chamada formação pedagógica. Mas quando terminei uma aula, um aluno me disse que fui o melhor professor da vida dele. Isso depois de apenas dois tempos de aulas (risos). Vi que o problema era a falsa ética para acobertar falsos valores. Como o Conselho de Classe, por exemplo, no qual os alunos eram chamados, mas nem participavam, não tinham voz. E eu entrei com todo o gás, tentando mudar com os alunos o que não funcionava. Mas quando ia a instâncias maiores, não dava certo, mandavam deixar pra lá, diziam que não valia a pena”.

 

MUDANÇAS

“Em 1978, começamos a fazer as Semanas de Ciências, atividades esportivas, artísticas e culturais, sempre esbarrando nos empecilhos do Estado. Buscávamos a integração das famílias, mas elas não se colocavam: entregavam a responsabilidade do aprendizado para nós – o que vem acontecendo cada vez mais, infelizmente. Mas não podíamos ficar parados, só com o dia a dia da sala de aula. Eu levava um gramofone, discos da Casa Edison, revistas como Careta e Fon Fon, dava aulas em inglês para eles praticarem a língua – e fui chamado atenção por isso. Mas seguimos em frente”.                                         

TELEVISÃO

 “Os alunos aprendiam a mexer, consertar TVs, mas o currículo clássico era uma coisa, e as aulas ficavam mais prazerosas não quando falávamos de válvulas, fios, componentes, mas quando o aluno aparecia na telinha. Assim, em 1996, fizemos a TV Eletrônica, que depois passou a chamar-se TV Cefet, com jornalismo – eles indo para o pátio fazer entrevistas, divulgávamos estágios no colégio, e entrávamos no ar às 8h, com uma valsa de Chopin. A sala de aula integrada que montei, com todas as novas tecnologias da informação e da comunicação, além de laboratório pedagógico permanente, é interativa sob todos os aspectos. Nas aulas de disciplinas técnicas, como Sistemas de Telecomunicações e TV Digital, sempre faço a ‘interface’ com todas as ciências humanas. E ao falar de normas, leis etc, desenvolvo um trabalho de formação cidadã, esclarecendo pontos obscuros como atribuições dos poderes constituídos, direitos e deveres, legislação, ética, direito do consumidor… Ultimamente estamos discutindo o Marco Regulatório da Internet. É impressionante o interesse despertado junto aos alunos por estas temáticas transversais a vida de cada um”.

VIAGENS

 “Sempre quis viajar, conhecer outros lugares. Na década de 1980 fui à Argentina e à Portugal. Tudo que eu fazia, por onde passava, com quem conversava, aproveitava para fazer fotos e gravar em câmera Super 8, para depois mostrar aos alunos. Tudo aquilo me marcou muito, principalmente o carinho dos portugueses pelo povo brasileiro. Adoro Portugal.”

NOVIDADES

“Em 2000, houve a realização do ‘Brasil-Canadá de Coordenação Técnica do Projeto de Novas Comunicações e Novas Mídias’. Tudo eu trouxe para cá, reuni o material, já que havia gravado todas as aulas que ministrei: as da década de 1980 com câmera comum, e as a partir de 2003, em digital. E sempre gravei vozes de pessoas mais velhas, para discutir com os alunos o falar, o jeito de ser. Foi maravilhoso.”

 

APRENDER SEMPRE

“A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) objetivou quatro pilares para educação, cada um com uma importância especial:

APRENDER A VIVER JUNTOS – Começa na família, e as escolas têm que ser os vetores para isso. E também se dá extra-sala. APRENDER A SER – Costumo dizer: ‘Ser bom, e não ‘o’ bom’. Minhas provas são todas em grupos, com pesquisas, usando as novas tecnologias. Instalaram wi-fi na sala! E deu certo. APRENDER A FAZER – É a educação para o trabalho. Não apenas pensamos e sabemos, mas devemos ter a habilidade de fazer. Temos que unir tudo isso. APRENDER A CONHECER – Precocemente despertar na criança e no adolescente o gosto pelas coisas que não são visíveis, aprender a olhar para conhecer, observar os detalhes que a maioria não percebe, uma conexão de todas as áreas do conhecimento.”

QUALIDADE DE ENSINO

“Para ter uma educação pública de qualidade é preciso respeitar o aluno, compreender os verdadeiros anseios, dando a ele os limites que a estrutura da sociedade exige. Escola privada tem o objetivo de dar lucro, mas o Estado, na sua plenitude, tem que oferecer oportunidades iguais, não pode paternalizar e doutrinar a educação”.

 

20 comentários

  1. lendo em detalhes as opiniões acima , tambem eu me acho na obrigação , um quase dever , mas certamente prazer , de dar duas palavrinhas sobre o Bitt . Conheço-o há pouco tempo e só estive com ele uma vez unica . E duas ou tres pelo telefone . Mas , e de imediato , senti chegar a mim o cada vez mais raro sentimento de gente do bem . Que vem dele natural e até impositivamente , como que transmitindo em ondas curtas , medias e longas uma aura de verdade , de bondade , de solidariedade . Bitt critaliza a essencia da luz interna , que brota clara e sem jaça . E mais nao digo . Nem carece dizer . Ricardo Cravo Albin

  2. Ao grande companheiro Bit todo o meu respeito e admiração. Você sempre foi foi um exemplo de dedicação e amor ao magistério, atividade que exerce com o empenho dos apaixonados. Nossa aproximação se deu no inicio da década de 80, com a criação da Associação do Docentes do CEFET, onde participamos da primeira diretoria. Sempre combativo defensor do ensino técnico, Bit sempre gozou do respeito dos seus alunos, a quem se dedica com ardor. Difícil encontrar professores com tanta dedicação e respeito aos seus alunos. Bit, você é uma espécie em extinção, nesse universo de mediocridade. Parabéns por tudo que você fez pelo ensino profissionalizante deste pais.

  3. Ao estimado mestre e meu diretor para sempre, Paulo César Bittencourt, meu eterno agradecimento e reconhecimento. Mais importante do que suas palavras é o seu exemplo para todos nós, de ética na condução de todas as suas atribuições e atividades públicas e de amor à docência como poucos possuem…
    Sua conduta correta, sua coragem e trajetória servem de exemplo a todos os que o cercam.
    Muito obrigada por essa amizade na qual só tive a aprender!
    Atenciosamente, Fernanda Guarany

  4. PARABÉNS PROF! OBRIGADA AGUINALDO por nos dar a conhecer pessoa notável.
    Magdalena

  5. Caro leitor, deu ou não deu vontade de conhecer o Bitt pessoalmente ? Esse sim deve ser admirado e seguido. Parabéns e vamos que vamos …

  6. Professor extraordinário !! Tenho o maior orgulho de estar toda semana com essa pessoa, compartilhando e principalmente absorvendo seus conhecimentos. Cidadão honesto, conselheiro e do bem !! Parabéns querido Bitt !! E que Deus continue iluminando seu caminho !!

  7. É muito oportuno que, se tornem públicas, lições como essa que nosso companheiro Bitt nos passa todos os dias. Jamais lhe faltou talento para que buscasse realização em outras áreas, mas a façanha maior é essa mesmo que ele abraçou. Duro é ser mestre o tempo inteiro. O clímax se percebe quando não se reconhece mais quem é a pessoa quem é o professor. Essa fusão é rara e representa muitas renúncias. Comove a todos nós ver a reação dele diante dessa homenagem que nos alcança a todos, exatamente por ser, na verdade, a própria celebração da arte de educar. Quem lida com vidas em construção precisa ser um bom engenheiro, às vezes é bom que seja um bom artesão, mas um sem número de vezes, basta que seja um ouvinte. Parabéns Bitt

  8. A educação é a essência para mudarmos o Brasil para melhos pois através dela é que adquirimos conhecimento para mudarmos nosa pátria.

  9. Conhecer e ter a amizade do professor Paulo Cesar Bittencourt, foi uma presente precioso que petrópolis me proporcionou. Um homem especial, profissional exemplar, dedicado de corpo e alma à educação, um exemplo de caráter, de integridade, e digno de respeito e de ser honrado. Não tenho palavras para expressar minha alegria em ver nessa matéria, o começo do reconhecimento que o Professor Bitt merece. Uma pessoa simples, acessível, e detentor de uma gama de conhecimentos indizível, incalculável, incomparável. O exemplo de vida do Prof. Bittencourt, merece ir além dessa entrevista, que já é uma honra mais que merecida. Parabéns ao Professor Bitt e a todos que elaboraram esse rico trabalho.

  10. Um exemplo de professor e de pessoa. Alguém que é capaz de enxergar o bem nas pessoas, em meio a esse mundo obscuro. Não se preocupa se vai dar 75,9% ou 76,2% de presença ao aluno, mas se preocupa em ensinar. E ensina. Concomitante ao conteúdo da disciplina, nos ensina valores éticos e morais, fazendo os papéis de professor e educador – ainda que educação venha de casa, é sempre bom complementar.
    Bitt, obrigado por tudo que você faz por nós, alunos, e pelo nosso CEFET. Grande abraço!

  11. Ao longo destes anos tenho tido o enorme prazer de conviver com este grande mestre! É uma honra poder partilhar de sua amizade! Minha admiração por ele é imensa. Um joia rara do CEFET-RJ! Sou sua fã! 🙂

  12. Boa noite,Portal. Mas gostaria de parabenizar a Simone Magalhães por esta excelente entrevista com o professor Paulo Cesar Bittencourt!
    Como professor também reafirmo aqui a importância do tema educação, e o quanto as pessoas deviam aqui, no Brasil, priorizar a educação de seus filhos, exigindo de seus governantes uma educação pública de qualidade, ainda mais pelos altos impostos que são pagos.
    Têm problemas em uma sala de aula? Em um colégio? Em uma Universidade? E muitos! De todas as naturezas! Mas acredito muito que o ator principal (o aluno) tem que ser a prioridade, ou seja, a sua aprendizagem, seja em qual nível for (básico, médio ou superior). Acho que o bom professor esquece de todos os problemas estruturais que a educação brasileira carreia, e mira nesse objetivo principal: a aprendizagem, a informação que deve ser repassada!

  13. Bitt,
    O professor pode fazer toda a diferença em sala de aula.
    Assisti recentemente ao filme Escritores da Liberdade. Baseado em fatos reais o filme conta a história de uma professora que lutando contra todas as adversidades e a burocracia do sistema educacional, faz toda a diferença em sala de aula com seus alunos. O que diferencia estes professores:
    A paixão pela docência.
    O amor ao próximo.
    A vontade de formar cidadãos felizes e úteis à sociedade.
    Todas estas qualidades só encontrei, ao longo da minha formação acadêmica, em uma única pessoa: o Professor Bittencourt! Você fez “toda a diferença” para mim.
    Obrigado Mestre!

  14. Este é o resultado de anos de falta de investimentos na educação básica, alunos desinteressados, o professor pode até fazer piruetas na frente dos alunos para tornar as aulas mais interessantes que nada muda, só piora. Também sou professora, atuei por 34 anos, ensino fundamental e médio e tive que parar porque não tinha mais condições psicológicas para enfrentar jovens debochados e mal-educados. A problemática toda começa na família, que está desestruturada. Os jovens não respeitam mais ninguém, a escola compete ensinar e preparar o jovem para o mundo do trabalho, a educação e conceitos referentes a vida vêm de casa. Infelizmente na sociedade em que vivemos não vejo perspectivas de melhoras na educação. Os professores acabam desistindo de serem exigentes, aprovam os alunos para não terem que dar justificativas por reprovação uma vez que os mesmos estão desistindo do seu compromisso com a educação. Ensinar não é fácil, exige um grande despreendimento e dedicação do profissional, que há anos está desvalorizado. Saudades do tempo em que o professor era referência na sociedade!

  15. Nós precisamos achar algum culpado pela situação atual da educação?
    Creio que não. Não importa se a culpa é do professor ou do aluno.
    O modelo simplesmente não está funcionando para uma grande parte da população. Há algo errado com o modelo adotado para o ensino no Brasil. É só ver os indicadores da qualidade da educação comparada com outros países. Estamos mal, muito mal.
    Tenho a impressão que precisamos recomeçar e de algum ponto de partida que entendamos que funcione. E qual o modelo de ensino que funciona?
    Antes de falar no modelo de ensino, permitam-me abordar algo mais primário. Trata-se da gentileza, dos princípios morais, do respeito para com os outros. Isto não é fundamento que se apreende na escola, é ensinado na célula familiar, não pelas palavras, mas pelos exemplos.
    Que tipos de cidadãos estamos criando hoje?
    Parece que criamos pessoas com um princípio fundamental de querer levar vantagem em tudo. Não haveria problema neste princípio se fosse apenas sustentado por comportamentos éticos, mas qual o exemplo que damos em casa?
    Filho, roubar é errado! É isto que falamos para nossos filhos, enquanto fazemos o gato da net, da água, da luz. Depois gastamos nosso vocabulário com impropérios dirigidos às pessoas que fazem a gestão pública do Estado. E a pergunta que fica é: se a maior parte da população gosta de levantar vantagem em tudo, qual a probabilidade de elegermos alguém com este perfil? Ouso dizer que é elevada.
    Mas, voltemos ao modelo de ensino.
    Minha visão quanto ao modelo de educação é baseado em duas premissas. A primeira é a de que na escola não se estuda. Se tiram dúvidas e se introduz os temas. O estudo é individual, e deve ser diário, após as aulas e antes de dormir. O aluno deve estudar com caderno e lápis, deve escrever para que o conteúdo seja preservado na memória. Se não fizer desta forma o conteúdo será perdido. Comparem com a matemática. Só se apreende e se domina a matéria resolvendo diversos exercícios, isto é, escrevendo.
    A segunda premissa é a leitura. É preciso ler, é preciso encontrar o gosto pela leitura. E por favor senhores, ler livros. Não os livros digitais, mas os velhos e antiquados livros das bibliotecas.
    Estudos afirmam que a retenção de qualquer conteúdo com leitura em uma tela que emita radiação diminui mais de 30%.
    E o que desejam para nossa educação? Implementar os tablets com todos os conteúdos no formato digital. Chamam isto de inserção digital. Entre num transporte coletivo e observe. Verá 90% dos usuários nos seus celulares, tablets, conectados. Quantos estão lendo algum livro? Poucos, muito poucos. Não é assim?
    Meus princípios estão antiquados?
    É possível. Mas, até que consigamos implantar um chip com todo o conteúdo que desejamos armazenado e que interaja com nosso cérebro, acho melhor gravar o conteúdo no próprio cérebro.
    Salvo em caso de um AVC, estará lá por toda a vida. Agora, se apenas viu a matéria na aula e deu uma leve leitura para a prova. Bem meus caros, use a tablet e acesse o conteúdo na web pois certamente não está na sua memória.
    A solução é simples. Aula dada é aula estudada. Funciona. Testem.

  16. Bitt, como carinhosamente o conhecemos e tratamos,
    Penso que esta é a oportunidade ideal para agradecer por tudo aquilo que você fez por mim, por tudo o que me ensinou em aula e, também, por tudo de bom que a sua postura séria, honesta e ética sugere a mim e a todos os seus alunos.
    Acredito que a sua vida seja bastante complicada, com tantas coisas a ensinar, com tantas provas a corrigir, com toda a preocupação em saber se os seus ensinamentos foram assimilados… creio que sejam poucas as profissões que exijam tanto de alguém como o magistério, pois a sua tarefa não termina quando o sinal sonoro indica o fim da aula, e isso torna a sua função um verdadeiro sacerdócio, não é?
    Sei que às vezes não soubemos reconhecer o seu esforço e a sua dedicação e, assim, peço-lhe desculpas em meu nome e em nome de meus colegas também. Não é por mal, acredite! Mas, este dia me parece uma boa oportunidade para que todos nós façamos um tributo e para retribuirmos a sua dedicação com a nosso reconhecimento.
    A gente ouve dizer que a vida do professor é muito sacrificada: muito trabalho, muito estresse, pouco respeito e pouco dinheiro… No entanto, quero que esta mensagem toque o seu coração e a sua mente como uma luzinha no fim do túnel, como uma renovação desta sua esperança latente de que, um dia, finalmente, o mundo saberá reconhecer o valor das suas palavras, da sua abnegada dedicação, do seu árduo, nobre e sagrado trabalho. Eu já estou fazendo isso, acredite!

  17. Professor, eu não poderia expressar em meras palavras o que o senhor é pra mim…
    Eu vejo você com outros olhos, vejo você como uma pessoa muito inteligente e brilhante na forma de se expressar, explicando passo a passo como se faz qualquer coisa relacionada à sua matéria. Você é um ótimo professor!

  18. Simples homenagem para si Bitt:

    “Professor…
    Inspiração divina,
    Torcedores de nossa sorte,
    Conquistadores do impossível,
    Eternos guardiões de nossa cultura,
    Deslumbrantes na arte de ensinar a dar os primeiros passos sem nossos pais,
    Vocês merecem todo nosso carinho e atenção.
    Dessa maneira tentamos retribuir tudo aquilo que nos é dado durante um ciclo da vida,
    que é estar ao lado de vocês na escola.”
    Parabéns!

  19. Tive a oportunidade e a felicidade de trabalhar ao lado do Professor Bittencourt e sou muito grato a tudo que aprendi com ele. Um profissional altamente qualificado, competente e, principalmente, um amigo fantástico. Parabéns Bitt, que você continue a ser esse exemplo de pessoa.!!!!

  20. Infelizmente o Brasil não investe no pilar básico de qualquer sociedade: saúde e educação. Enquanto isso vamos achando que esse ou outro governo dará jeito. Pura ilusão. E segue um alô para o Conde Chiquinho Scarpa, assíduo leitor aqui do sitão do Aguinaldão.

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