SALVE GLÓRIA!

» Públicado por em ago 27, 2012 | 101 comentários

 

Em 2001, dez anos antes da “nova classe média” fazer uma visita às Casas Bahia e esvaziar todo o seu estoque, ela seguiu pela Avenida Brasil, foi parar no subúrbio de Ramos e lá situou um dos núcleos principais de sua novela O Clone, até hoje a prova mais exacerbada e excelente de que, quando se fala em autor de telenovelas “populares”, ela é a pioneira. Quem é ela? Gloria Perez; popular e guerreira, um dos ícones da televisão brasileira, nosso único Emmy Internacional no gênero, uma grande dama que já enfrentou mil batalhas, mas está sempre pronta para novas lutas. Durante mais de três horas ela conversou com nossa repórter Simone Magalhães e se submeteu com extrema paciência às lentes do fotógrafo Francisco Patrício. Leiam, vejam as fotos e repitam conosco – que somos seus fãs absolutos: salve Glória!

texto: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

Não foi à toa que Glória Perez escolheu São Jorge para dar nome à sua nova trama, Salve Jorge, que estreia dia 22 de outubro, às 21h, na Rede Globo. “Quando falo de São Jorge na novela estou falando do mito, do guerreiro, que está dentro de todos nós.” E disso essa acreana de 63 anos e personalidade forte entende bem. Enfrentou o assassinato da filha Daniella Perez há 20 anos, a morte do filho Rafael, um linfoma na tireóide, mas não se rendeu. Colocou toda a inspiração em seus folhetins, sempre sinônimos de sucesso. Adepta de temas polêmicos, ela trata na próxima novela das nove do tráfico internacional de pessoas, com gravações feitas na Turquia, e de como os moradores do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, ganharam em autoestima, depois da pacificação da comunidade, em 2010. Mas não fica por aí, não. Glória tem muito o que contar nesta entrevista exclusiva. Deliciem-se!

 O MOTE

Por que você optou por centrar sua novela no tráfico internacional de pessoas?

Eu, geralmente, fico muito atenta àqueles temas invisíveis para as pessoas. Como o das crianças desaparecidas (Explode Coração, 1995) e o dos drogados (O Clone, 2001), do ponto de vista delas. Não da polícia, dos psicólogos, dos médicos, de quem as trata. E esse era mais um tema invisível. Eu andava pelo aeroporto e via aqueles cartazes sobre o tráfico de pessoas, e pensava: ‘Quem presta atenção nisso?’. Muita gente age como se não existisse. Comecei a falar com pessoas nas reuniões em que ia, e elas diziam que era lenda urbana.

Qual é o perfil das vítimas em potencial?

São meninas simples, que não falam nenhuma língua estrangeira, nem sabem o que é uma embaixada. Essa coisa da crise no exterior não bate tanto nas pessoas aqui. Elas pensam no dólar, no euro, acham que vão resolver a vida em seis meses, comprar uma casa. Geralmente, as pessoas que fazem a negociação são próximas. É aquela vizinha, que expõe a própria vida, conta que foi, voltou e comprou casa, carro. No caso da novela será a Wanda (Totia Meirelles). E, quase sempre, a menina tem uma amiga que se interessa em ir também. Elas já chegam no exterior com uma dívida muito grande: as roupas, a comida, alojamento e tudo mais.

Você vai falar em tráfico de bebês e de órgãos também?

De órgãos, não. Falarei do tráfico de bebês, de mulheres que vão trabalhar e da exploração daquelas que são escravizadas. Mesmo as que são traficadas para sexo são enganadas. Quando saem daqui sabem que o trabalho será fazer programa, mas não sabem que serão escravizadas.

Algumas escravizadas conseguem voltar ao Brasil, mas muitas, não.

Tem várias maneiras de voltar. Mas você imagina as condições… Alcoólatras, destruídas, sem nada. Elas não querem voltar tão derrubadas, diante dos parentes, das vizinhas. Têm vergonha de dizer o que aconteceu. E também porque sabem que a família foi fotografada, pesquisada, e temem represálias. A pessoa fica amordaçada! Eles jogam muito com isso, com o medo delas. Eu li que as mais fáceis de serem levadas são as africanas. O traficante só precisa ameaçá-la que vai atuar sobre o vodu. Você já as têm nas mãos pela crença.

Elas são drogadas?

Muitas usam drogas. Elas próprias procuram, para suportar esse tipo de pressão. Ou eles injetam, muitas vezes, pra matá-las.

Como são escolhidas para cada local de prostituição?

São distribuídas pela aparência. O Brasil é mais um celeiro. Mas se fosse aqui, umas iriam para Vila Mimosa; outras para Copacabana, outras para um bordel de luxo.

E o tráfico de bebês? Como acontece?

Na década de 80, principalmente, milhares de bebês brasileiros foram traficados para a Europa. Tenho feito entrevistas com pessoasem Israel. Agora, encontrei mais um na Suécia, e outro na França. Em Israel, eles se reuniram, formaram uma comunidade para tentar localizar as famílias aqui, porque, em geral, os documentos de adoção são falsos. É toda uma rede envolvida, uma máfia mesmo. Corrupção também de agentes de polícia, juízes, muita gente. Pra pegar uma criança no hospital, tem que ter o médico, a enfermeira, um juiz que assine aquilo. Tem que ter pessoas em muitas áreas. 

Por que essa busca? Eles pensam em voltar?

Pode ser para qualquer coisa. Em geral, estão bem, felizes, eles sabem que foram adotados, mas não conhecem as circunstâncias. E querem achar a família biológica, têm necessidade de descobrir sua origem. Eles procuram sentir o Brasil pela música, pelos filmes, a maioria tem a bandeira do Brasil, aprendem português. Uma menina me falou: ‘É difícil você olhar no espelho, e não se parecer com ninguém’. De um modo geral há dificuldade para adoção em Israel, aí tem uma intermediária dizendo que no Brasil é fácil.

 

COMPLEXO DO ALEMÃO

 

E por que resolveu ligar essa trama ao Complexo do Alemão?

Fiquei muito impressionada com a pacificação do Alemão. É encravado na cidade, mas estava tão à parte. E é imenso! Quando se falava naquele lugar, o que vinha à cabeça era Elias Maluco, a terrível morte do Tim Lopes… Você só pensavaem bandidos. Eume impressionei muito, quando houve a pacificação, de ver que começaram a enxergar as pessoas. Hoje, penso na Adriana da empadinha, no livreiro, que até publicou um livro agora, traduzido para o espanhol. Queria levar isso para o público.

Recentemente, houve novos confrontos, duas pessoas morreram. Você acredita na pacificação definitiva ou é só uma maquiagem para 2014 (ano da Copa, no Brasil)?

Não levo muita fé no jeito como está sendo feita a pacificação. Porque se você não prende o bandido, ele não vai tirar carteira de trabalho: ele vai se mudar pra outro lugar. Não sei se dá pra dizer que é só uma maquiagem. Pode ser um ponto de partida, mas que não é eficiente. Eficiente é você entrar mesmo, limpar mesmo, prender quem tem que prender.

Você vai falar sobre a atuação do Exército?

Começo a novela com a entrada do Exército no Alemão. Mesmo que tenha sido incompleta, a pacificação abriu um caminho muito grande, deixou fluir a esperança dessa população. Quando você conversa com as pessoas do Alemão, sente o resgate do amor próprio, que é muito importante. Agora podem aparecer, cobrar cidadania que o Estado lhes deve. Abriram-se as comportas, mas não se venceram todas as barreiras. Tem um rapaz, conhecido como “fotógrafo do Alemão”, que ficou muito abatido na época do tráfico, porque só falavam da comunidade como se  houvesse apenas bandidos. No workshop que fizemos, ele levou um jornal, com uma foto enorme e a manchete era: ‘O inferno é aqui’.  Aquilo doía na alma dele. Agora, os moradores estão vibrando. Todos os profissionais vão aparecer na novela, a Adriana da empadinha, o livreiro, o fotógrafo. Vou retratar a população, mas, na verdade, é uma novela.

 

PERSONAGENS

Sua protagonista, a Morena (Nanda Costa), mora no Alemão e vai ser aliciada. Seu par romântico, Theo (Rodrigo Lombardi) também mora lá?

Não. Ele é oficial da cavalaria, que entra no Alemão.

Então é o príncipe encantado, que chega a cavalo, para salvar a mocinha?

 É…(risos). Digamos assim.

Lívia (Claudia Raia) é a chefe da quadrilha, que conta com Irina (Vera Fischer) e  Russo (Adriano Garib). Você pode falar um pouco mais sobre isso?

Lívia é a grande vilã da história.  Tem duas faces: uma legal, e outra, não. Ela promove desfiles, pode contratar uma modelo e mandar pra fora do Brasil, lançar outras. Mas tem o lado B. Umas vão para trabalhar, outras para o tráfico. A Irina é gerente da boate, ela fica no exterior, e o Russo, o chefe da segurança, que vai lidar diretamente com as meninas.

A ex-top model Antonia (Letícia Spiller) separa-se do marido, Celso (Caco Ciocler), e, sem saber, vira ‘laranja’ de um dos negócios da Lívia, que conheceu nos tempos de modelo. Ela vai lutar pela posse da filha. Será uma situação complicada, não?

No caso da Antônia, vamos falar também sobre alienação parental. 

(Nota do ASD: “Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este”. Mais detalhes no http://www.alienacaoparental.com.br/lei-sap). 

Você pretende mostrar o amor entre uma mulher e um homem de culturas diferentes com a brasileira Bianca (Cleo Pires) e o turco Zyah (Domingos Montagner)?

Um pouco mais do que cultura: são pessoas completamente diferentes. Ela é uma mulher do mundo, estava sempre viajando, ficava maisem Nova York. Chegaà Turquia e dá de cara com aquele cara rústico, que mora numa caverna. Imagina? (risos)

Pelo jeito as histórias paralelas também são bem interessantes.

Gosto de fazer tramas paralelas fortes. Tem que descansar a trama central senão fica muito repetitivo. Em novela é como na vida, a gente gosta de uns e não gosta de outros. Então, tem para todos os gostos. A novela é uma hora por dia. Não conseguiria ficar falando da mesma coisa. Depois, todas as tramas paralelas se amarram na central.

E Eva Todor, como em suas outras novelas, não vai faltar…

Que figura maravilhosa é a dona Eva! Ela vai ser uma alcoviteira. Além daquela vitalidade toda,  tem uma coisa que eu adoro: sempre me pergunta se tem romance nas personagens dela. (risos)

Além da Eva, teremos Neusa Borges e Vera Fischer, que estão sempre nas suas tramas.

Há pessoas que dizem bem o seu texto. E a gente acaba incorporando.

Você traz de volta Lisandra Souto, Monique Curi e Narjara Turetta, e como um dos galãs o ator Ivan Mendes, da temporada 2011 de Malhação. É importante essa mescla?

Acho que sim. Além dos já consagrados, a gente também vê atores no teatro, o produtor de elenco, que tem indicações, os testes, a Malhação.

E uma curiosidade de muita gente: Thammy Gretchen terá envolvimento afetivo com alguma personagem feminina?

Tammy fará uma escrivã da polícia e a sexualidade dela não estaráem questão. Nãohaverá envolvimento afetivo.

CLASSE C

Você acredita numa nova classe C ou a inventaram nas novelas?

Óbvio que houve uma escalada da classe C, que está tendo mais acesso ao consumo. Mas ela sempre foi nosso público, nós sempre falamos pra classe C. Sempre fui uma autora popular.  Quando eu falava que queria Zeca Pagodinho, diziam: ‘Lá vem a Gloria Perez com Zeca Pagodinho’, que era brega, e hoje todo mundo adora. Não tenho que mostrar a classe C pra ter sucesso. A diversão das classes C, D, E sempre foi a novela. 

(Ela chama sua fiel escudeira, a caxiense Ritinha, para pedir um café, e brinca que ela entende de classe C. Pergunto se onde ela mora todo mundo fala gritando, principalmente à mesa. Ela diz que “tem muita gente escandalosa, mas não é todo mundo, não”.  E as moças usam roupas como as da Suellen (Ísis Valverde)? “Ah, usam! Se tiver minissaia, short ou calça comprida, elas preferem a minissaia”).

GLÓRIA – E olha que disso a Ritinha entende: ela vende roupas! Vestido lá? Só se for embalado à vácuo! (risos) Mas se você pensar, legging todo mundo usa. Só que a gente coloca com uma blusa comprida, lá preferem os tops. A classe C sempre foi o nosso público. Isso de supervalorização é uma maluquice. O negócio é que a classe A está, cada vez mais, assumindo que vê TV. Antes, tinha aquela história de “estava passando pela sala e dei uma olhadinha” (risos).

Quando você faz uma novela pensa nas classes dos personagens? Ricos, pobres, remediados?

Ah, claro. Como vou retratar a vida , fazendo esse recorte? Eu penso no mundo. Geralmente, trago alguém de lá pra cá (do exterior). Só sei enxergar assim.

E você sempre busca colocar tribos diferentes, como os góticos, os rockers…

Tem gente que só enxerga o bairro onde mora. Eu enxergo o mundo. Acho que isso tem a ver com o Acre, uma terra de aventura. Iam pra lá ver se ficavam ricos com a borracha, ou fugindo de algum lugar. Meu avô paterno, italiano, veio para São Paulo. Mas como era anarquista, acabou indo para o Acre, e casou-se com a minha avó. Vinha gente de todos os lugares. Abri os olhos para um mundo múltiplo, colorido, convivi com a diferença. O Acre era muito aberto para o mundo. Até histórias ‘de novela’ ou histórias excepcionais, lá eram muito comuns. Como essa coisa de reencontro de pais e filhos, depois de muito tempo. Várias pessoas que iam, moravam durante 30 anos, e depois se sabia que tinham família em outro lugar. Era muito interessante tudo isso. Eu via acontecer o tempo inteiro.

Por isso você queria estudar História?

Sempre tive paixão por História.

Para ser historiadora ou lecionar?

Os dois. Comecei sonhando em ir para o Egito, fazer escavações, saber sobre os faraós… Acabei na História do Brasil (risos). História te dá a noção do tempo, de cada tempo, da sucessão dos tempos. Isso influi no seu jeito de olhar. Você não vê com os olhos de hoje, nem do ponto de vista de sua própria cultura ou de sua própria situação social. Sua visão de mundo se aprimora numa determinada direção. Eu fiz o Mestrado, mas não defendi a tese. Quando ia defendê-la, apareceu a Janete (Clair) e eu optei por ela.

Você queria escrever novelas também?

Sempre. Queria fazer História e novelas. Mas não tinha TV no Acre. Eu ouvia as novela pelo rádio, O Direito de Nascer, Jerônimo, o Herói do Sertão. Quando fui para Brasília terminar os estudos,  trabalhava de dia e estudava à noite. Depois, passei no vestibular para a UNB, mas não tinha História. Fiz três anos de Direito na UNB e fazia Filosofia à noite. Só dava para ver alguns capítulos, quando não tinha aula. Nossa, me lembro de uma novela com a Nívea Maria, em que a chamavam: “Tula, minha pequenina Tula” (O Preço de Uma Vida, 1965/1966). Lembro da Leila Diniz, que ficou presa num porão e jogaram ácido no rosto dela. Aquelas coisas de Glória Magadan.(risos).

Em 1968, invadiram a UNB, você desistiu dos cursos e veio morar no Rio, com seu noivo, o engenheiro Luiz Saupiquet Perez (falecido em 1994). No ano seguinte, casou-se. Você trabalhava nessa época?

Nunca fiquei em casa, sempre trabalhei. Com 18 anos fiz concurso para a Câmara dos Deputados. Quando vim para o Rio consegui transferência, trabalhei na representação do Senado e na do Ministério da Justiça, onde fui recepcionista. Ih, fiz um montão de coisas (risos). Aí, em 1970, nasceu a Dani (Daniella). Em 72, o Rodrigo. E depois fui fazer História. O Rafinha (Rafael) nasceu em 77.

Você sempre buscou o que queria?

Sempre fui muito curiosa do mundo, acho que isso é uma característica forte do escritor, como vestir várias peles. Adoro conhecer gente diferente. Eu era aquela criança que adorava ouvir histórias dos mais velhos. Não gosto de me encerrar num ambiente só.  

Você é daquelas que num restaurante, num lugar com muita gente, presta atenção no que está sendo dito?

Presto (risos). É uma coisa horrível, mas você acaba ouvindo boas histórias. É a curiosidade sobre o ser humano, difícil não ter.

E quando as pessoas vão embora, e a gente não sabe como terminou, dá vontade de ir atrás!

Exatamente(risos). Aí, você já cria uma história, um passado para elas. É muito engraçado.

NOVELISTA

 

Em 1983, Janete Clair a convidou para colaborar em Eu Prometo. Ela estava com câncer, faleceu, e você continuou a trama sozinha. Aliás, porque você sempre trabalha sozinha?

Porque não sei fazer essa divisão de cenas, ter reuniões com colaboradores, eu não sei fazer escaletas… Admiro muito quem consegue tudo isso. Eu fico em pé ali (aponta para a bancada da cozinha americana, na qual está um laptop), olhando para o mar, a história vem na minha cabeça e eu escrevo. Minha imaginação só se solta diante de uma página em branco. É alguma ligação que tenho que fazer com meu interior. Quando meus filhos eram pequenos, escrevia à noite, porque  precisava de silêncio. Agora escrevo de manhã, nesse lugar maravilhoso (seu escritório, num flat de frente para o mar de Copacabana).

Sempre escreve em pé?

Em pé ou encostada num banco alto.

E, como era para Janete Clair, as notícias de jornal são inspiração para você também?

Jornal é uma grande fonte de inspiração. Bom, trabalho sozinha entre aspas: tenho três pesquisadoras… Ah, não, nessa novela são quatro (Sandra Regina, que também é coreógrafa, Julia Laks, Malga di Paula e Berna Ayat). As primeiras entrevistas sou eu quem faz, acompanhada pelas pesquisadoras. Elas entendem o que quero, depois é só telefonar e pedir as informações que preciso. Mas elas leem os capítulos assim que ficam prontos e me dizem o que acham. Se pararem de ler para tomar um cafezinho é mortal: tem que pegar o capítulo e devorar. Tem que ler direto (risos).

Você se emociona vendo alguns capítulos no ar?

Já me emocionei, sim, muito. Em vários capítulos e situações. Por exemplo, eu me lembro em América, quando fiz as entrevistas, tinha o rapaz que ia fazer a travessia para os Estados Unidos com a irmã, interpretada pela Bete Mendes, que foi picada por uma cobra e não podia mais andar. Ele não queria deixá-la, mas também não adiantaria nada: a irmã ia agonizar ali e morrer. Resolveram dar um tiro na cabeça dela, para que não sofresse mais. Ele viu. E, depois, resolveu tentar a travessia de novo.

Por falar em América, você ficou irritada por não ter ido ao ar o beijo gay, entre Junior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro)?

Irritada, não. Diria frustrada. Foi gravado sete vezes e estava lindo. Mas também tem uma coisa, todas as emissoras do mundo escolhem o que vai ao ar. Seria ingenuidade minha ficar irritada. Era um romance, não uma pegação! E fizemos um beijo tipo de cinema, na década de 50: romântico.

Suas novelas são marcadas pelas campanhas (doação de órgãos, contra as drogas, crianças desaparecidas, inserção do esquizofrênico na sociedade, entre outras). Agora, contra o tráfico internacional de pessoas. Você acha que as novelas devem ter sempre merchandising social?

Acho que faz quem quer. Se não fizer parte da história que a pessoa quer contar, não deve ter. Não acho que o público assista pra ver isso. Se o folhetim não fizer sucesso, a campanha vai passar despercebida. Você faz a campanha, e mostra que existem casos como aquele. Em Explode Coração (1995), a história da criança desaparecida se misturava a depoimentos verdadeiros.  Mas acho que as pessoas querem sonhar. Pra mim é essencial sonhar. Você pode mostrar a realidade, mas tem que alimentar as fantasias. Se não é documentário.

Mas as novelas estão cada vez mais realistas.

A função do autor é de entretenimento. Se junto disso vier outra coisa, ótimo. O que busco sempre nas minhas campanhas é se tiver depoimento real, incorporo.  Não fica uma coisa que afasta você do folhetim, e ainda reforça o sentimento. Mas não acho que isso seja medida de sucesso pra novela nenhuma. A fórmula do sucesso, pra mim, é contar uma história que diverte, envolve e emociona. É hipnotizar o público. E você tem que ter audácia, não tem que ter medo de inventar. A novela não é feita pra educar ninguém: é feita pra divertir. 

PERDAS

E foi essa audácia que a levou recolher mais de 1 milhão de assinaturas para transformar o homicídio qualificado em crime hediondo e fazer justiça no caso do assassinato da Daniella, há 20 anos, por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz?

Foi uma bela campanha. Ninguém sabia que na Constituição brasileira tinha esse recurso de que o povo podia fazer uma lei. Um advogado me disse: ‘Você não vai fazer’. E eu disse: ‘Vou conseguir’. Em três meses conseguimos 1 milhão e 300 mil assinaturas. Isso numa época sem internet, sem redes sociais. Se não fosse essa lei, a Suzane Von Richthofen já estava na rua, e o casal Nardoni estaria saindo em 2013.

Você também conseguiu evitar a venda do livro escrito pelo Guilherme de Pádua.

Consegui. Uma coisa é liberdade de expressão, outra é liberdade de difamação. Movi um processo contra a UOL e o jornalista, que falou mal de América, e, no meio da crítica, debochou da morte da minha filha. Ganhei um belo dinheiro e fiz uma distribuição entre as três babás que cuidaram da Dani. Hoje, elas têm casa própria.

Em algum momento, no auge do seu sofrimento, você pensou na pena da Talião: ‘Olho por olho, dente por dente’, fazer justiça?

Recebi muitas cartas de pessoas se oferecendo para isso. Teve uma em que o remetente dizia que se eu falasse tal palavra  na TV, ele não amanheceria. Mas eu nunca disse, nem vou dizer.  E não gostaria mais de falar sobre isso. Desse indivíduo prefiro nem falar. Holofotes em cima dessas pessoas, não.

Dez anos depois da morte da Daniella, você perdeu outro filho, o Rafael, de 25, com uma infecção intestinal generalizada. Como você conseguiu sobreviver a tudo isso?

O Rafinha nasceu com um problema genético grave. Só tinha um outro caso na América do Sul com o mesmo problema, mas o médico nunca quis me mostrar, porque não sabia se o Rafinha ia ficar além ou aquém desse único parâmetro.  Ele disse que, dificilmente ele passaria da adolescência. Eu procurava acreditar que não ia acontecer, mas já tinha essa condenação desde o início. Rafinha era um menino muito especial. Era assim como alguém à meia-luz. Entendia de computação e escrevia crônicas maravilhosas sobre futebol. E tinha uma lentidão para outra coisas. Fiz muitas amizades na vida por causa dele. Como ele tinha uma consciência muito grande de seus problemas, não queria que falássemos sobre o assunto, e fazia tudo para tentar superá-los. Sempre tive muito cuidado em não me referir ao problema dele. Rafinha tinha uma força de vontade admirável. Ele não queria se sentir diferente. Depois que não conseguiu mais acompanhar a escola comum, botei uma professora de inglês. Ele era muito especial.

Hoje, você tem o Rodrigo, de 39 anos , pai do Henrique e da Maria Eduarda. Além de ser supermãe sempre, você canalizou toda sua afetividade nele?

Eu acho que encho o saco, como toda mãe. Não existe mãe que o filho não ache que esteja exagerando (risos). Conversamos muito, saímos com as crianças, eles estão sempre por perto. Além disso, sou muito apegada à filha do Raul (Gazolla, viúvo de Daniella Perez), a Rani. Pra mim, no coração, ela é minha neta também. Outro dia, fui na primeira apresentação de teatro dela. Raul está bem, casado com uma moça, já tem uns nove anos.

Em 2009, você descobriu um linfoma na tireóide, fez a cirurgia para retirá-lo e ficou curada. Como foi pra você enfrentar essa situação?

Estava no meio da novela (Caminho da Índias), quando, uma noite, fui me arrumar para sair e, na frente do espelho, ‘pulou’ uma coisa, que parecia um caroço, no meu pescoço. Sempre tive problema de tireóide e fui logo ao médico. Ele disse que eu tinha que tirar a tireóide. Foi uma operação muito simples: entraria num dia, sairia no outro. Mas quando ele fez a biópsia, viu que havia um linfoma na tireóide. Você ouve a palavra câncer como uma condenação à morte. Como se você tivesse que se retirar da sua casa, da sua vida, sem tempo de deixar as coisas arrumadas. Pensei: vou morrer e não arrumei tudo. Como sou muito prática, minha angústia era saber quanto tempo de vida ainda teria. Fiquei espantada ao conversar com o médico, com a quantidade de gente que se curava daquele problema. Perguntei se deveria entregar a novela. Ele disse que não, que tinha grandes chances e que o tratamento também dependeria de mim, de manter a chama acesa. Eu disse: ‘Se depender de mim, vou viver’. Aí, acordei o meu São Jorge! (risos). Depois da retirada do linfoma, fiz seis sessões de quimioterapia, só por precaução – com meu laptop no colo, escrevendo a novela. Não tive aquelas reações horríveis que muitas pessoas têm. Às vezes, tinha enjoo, perdi cabelo, mas nada demais. Cheguei a perguntar o que poderia ter levado àquele linfoma. Eu tive hipertireoidismo – por isso tenho um olho mais saltado – e, desde muito jovem, fui submetida a um tratamento com radio. Pode ter sido isso. Ou não.

 

A GUERREIRA E O GUERREIRO

Embora estivesse enfrentando esse problema sério você teve uma grande felicidade em 2009…

Pois é! Ganhei o Emmy internacional na categoria melhor novela, por Caminho da Índias. Foi importante, até porque começamos a concorrer há muito pouco tempo.

Toda essa força tem apoio em alguma religião?

Fui criada no catolicismo, casei-me na igreja, meus filhos foram batizados… Mas não sou praticante. Eu tenho um comportamento cristão, acho que essa é a minha religião. Não acho que Deus seja aquela figura de barba branca. É a força que move tudo. E não sou de rezar.

Nem pra São Jorge pedindo que dê tudo certo?

Acho ele um santo muito bonito, muito interessante. São Jorge é o santo da polícia e do bandido. Muito carismático, porque é realmente popular. É a força guerreira que está personificada naquele mito. Quando falo de São Jorge na novela estou falando do mito, do guerreiro, que está dentro de todos nós.

Mas, em geral, suas personagens femininas já ‘nascem’ com essa força.

Gosto de mocinhas que não são bobas, que cometem erros, também. Elas têm que ter atitude.

Você acompanha todas as fases do processo até a novela entrar no ar. A escolha das músicas, por exemplo…

Participo de tudo. O autor tem que participar, sim. Não que seja obrigação. Mas, por exemplo, a música é fundamental. Ela preenche o espaço de uma cena. É bom procurar que tudo dê certo. Se for um sucesso, é de todo mundo. Mas o fracasso é só seu.

O Ibope é uma preocupação constante?

Somos como Sherazade com a espada do sultão em cima da cabeça (risos). O Ibope é uma exigência, que a gente tem também. Se contamos uma história, ficamos decepcionados se não tivermos uma resposta positiva. A gente faz novela buscando agradar ao público. Eu já sofro essa pressão por mim. É uma grande responsabilidade e sempre será cobrado do autor.

E qual é o seu termômetro? Os grupos de discussão?

Não preciso esperar pela opinião desses grupos. Você sente se a novela está indo bem no seu prédio, na sua rua. As minhas pesquisadoras até hoje me trazem o que ouvem na fila do banco, nas lojas..

Durante a trama você tem vida? Sai, se diverte?

Procuro ter. Não consigo perder o contato com a vida, não. Pra mim é muito ruim. Escrevo até a noite, depois saio. Vou ao cinema, ao teatro, à (gafieira) Estudantina, da qual sou madrinha, danço uns boleros, uns sambas. Eu me divirto(risos).

 

101 comentários

  1. Primeiríssimo,muitíssimo obrigado pela CRIAÇÃO,EXECUÇÃO,EDIÇÃO E POSTAGEM DESTA ENTREVISTA MEGA-MARAVILHOSA COM ESTA AUTORA DE PRIMEIRÍSSIMA GRANDEZA NA HISTÓRIA DA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA!!!SEMPRE ACHEI E SEMPRE VOU ACHAR A DONNA GLÓRIA UM SUPRA-SUMO DE NOSSOS FOLHETINS.SEM SOMBRA DE DÚVIDA UMA PERITA NA ARTE DE ESCREVER NOVELAS PARA A TV!ÀS VEZES CHEGO A FICAR ‘ESPANTADO” COM TANTA GENIALIDADE TELENOVELÍSTICA(…)

  2. Glória Perez gosto muito de todos os seus temas, mas o que real menente sou apaixonado é o romance, junto à lição de vida, como os livros: O caçador de pipas, o jogo do anjo, a menina de vidro, quando você voltar, o silêncio das montanhas, e sugiro que um dia, você posso escrever uma novela assim. tenho o seguinte título: Lágrimas Perdidas, Uma vida por uma vida, Batalha para viver, Anos de Amor.

  3. Querida Glória,
    Chamo-me Victor. Victor Lucas Gama de Oliveira. Gosto das suas novelas; só por assisti-las fico impressionado com o modo que são escritas: Bem-feitas, escritas e planejadas. Os temas que você abrange são muito importantes, pois são temas que são praticamente invisíveis ao nosso redor( em nosso meio). Mas o tipo de gênero que eu mais gosto é o romance e lição de vida, como a novela Amor à Vida, os filme e livros, não assisto muita novela, mas gosto de ler muito, principalmente esses tipos de gèneros. por isso a dica, de escrever uma novela assim

  4. ola Gloria me chamo Paulo Regis e moro em Sobral-CE e tenho 18 anos ja faz sete anos que escrevo temas de novelas e hoje gostaria de le pedir que voce escrevesse uma de meus temas de novelas a primeira novela que gostaria que voce escrevesse e “Vida Real”,”OSucesso”,”Coisas da Vida”e “Doce Paixao”, espero que voce goste e procure fazer uma historia linda sobre cada temas desses muito obrigado e sempre mais suceso pra voce em sua vida.

  5. Glória Perez lhe admiro por ser uma escritora polêmica que trata de assuntos “proibidos, rejeitados”. Há 16 anos passo por problemas de ordem judiciais, (ex marido, pensões, humilhações e a justiça), que falam ser “a única que funciona neste país sem lei”,mas infelizmente não existe, estou cansada de lutar, dar murros e ponta de facas, criar 2 filhos à duras penas. Gostaria de contar minha estória, fazer um livro, mas sou nutricionista, não sei escrever e peço sua ajuda para fazer se escutar a minha voz, minha luta nas ruas e ajudar outras mães que passam o mesmo problema. Se você se interessar em me ajudar nesta luta solitária que padeço há tanto tempo? estou cansada, desesperada, gostaria de soltar a voz, quem sabe estas leis não mudam, nós, órfãs de justiça precisamos ir à luta, e quem mais eu poderia pedir tamanha ajuda, se não a sua, uma guerreira. Me ajude a botar este livro nas ruas, me ajude a ter algum benefício depois de tanta luta e sofrimento, ajude outras mães que sofrem deste mal, que é a conivência da justiça falida para com os pais irresponsáveis e sem compaixão para com seus filhos, que não pediram para vir ao mundo e passam por tanta humilhação, pedindo migalhas para garantir um estudo, sustento e um futuro digno.
    Obrigada por oferecer este espaço. Espero contar com a sua ajuda…
    Teresinha Monteiro

  6. Parabéns pelo sucesso da novela Salve Jorge. Mas não estamos satisfeito com o papel da Narjara Turetta, pois ela merece um melhor destaque. É uma atriz de primeira. Na próxima novela a coloque como protagonista. Lembre-se, ela iniciou desde criança nesse ramo. Talento não falta. O que está faltando é descobrirem seu valor e seu talento. Mas agradecemos, vc deu mais uma oportunidade para ela.

  7. Falta ação, alegria, suspense, botiquim com roda de samba, com mulheres bonitas personagens masculinos fofocando de garotas desaparecidas, aliás do cotidiano. jogo de bicho, futebol, baile funk, jovens despontando para o meio artistico. centro de comunidade movimentado, onde tudo que é novidade passa por ali. Rodrigo lombardi já deveria esta (treinando para missões secretas)se destacando entre seus colegas para mais tarde comandar em missão secreta salvar morena num ato heróico onde seria impossivel na realidade. (no fundo a musica ESSE CARA SOU EU, as meninas fugiriam da boate sem uM arranhão e só ficariam os donos da empresa de diversão do sexo, e mandaria tudo para os ares (expludir mesmo) para não salvar nada e ai, apareceria em algum lugar no momento da explosão claudia raia sorrindo) E THEU voltaria com a sua amada nos braços DERRUBANDO tudo que tem pela frente( entre fumaças, pueiras,escombros e tudo mais). gostaria de ver roberta rodrigues como uma mulher inteligente dona do seu proprio negócio ( tipo modelo) mas tudo dentro da honestidade. Erica seria uma super cavaleira ganhando tudo e descobrindo um novo amor. o filho de morena salvaria a mãe de Theu da morte após uma saidinha para retirar dinheiro de banco ou coisa parecida, e ela ficaria gostando da criança.

  8. muito boa matéria e sucesso na novela. o site deveria ser mais divulgado é muito bom.parabéns

  9. Adoro suas novelas, Gloria! Eu nao entendo o por que de tantas pessoas invejosas te criticarem tanto. Salve Jorge é muito rica em detalhes sobre trafico de mulheres e criancas.
    Precisamos dar valor a os verdadeiros autores… Gloria continue escrevendo a realidade do Brasil, sou sua fa. Odeio novelas com tanta matanca e violencia, pois quando percebo que os autores estao exagerando nas histórias deixo de assistir imediatamente. Vou assistir Salve Jorge até o fim pode ter certeza. Beijos Gloria 😉
    Parabéns Aguinaldo Silva por essa entrevista com a Super Gloria!! Vc e a Glorinha sao o Máximo!!! bjss

  10. O Aguinaldo Silva, na minha opinião, é um dos melhores autores de novelas no momento. Seus personagens saem do interior do povo. É um grande contador de história. Sabe divertir o público com uma grande maestria.
    A Glória Perez é do time do Aguinaldo Silva. Sabe envolver o público com suas histórias tão reais, que nos transporta para dentro da Tv. Aifnal de contas, A Glória Perez é a GLÓRIA!

  11. Aguinaldo essa sua página é muito legal, continua assim maravilhoso e gênio que você é, meu maior sonho é participar numas das suas novelas! Sou angolano mas não para de sonhar alto só por ser africano! Eitá quando é que a Glória vem pra angola gravar a sua novela. (Risos) Brincadeira.

  12. a little warmth in the blog, Because of you, there is a little more grateful in my life, Because of you, there is more wonderful in life~~~hope each blog can give you a little help and make you enjoying them!!!!

  13. Tempinho que não passava pelo site…e está cada dia melhor… Parabéns Aguinaldo e a equipe pelo conteúdo.

  14. Veio Insensato Coração, Passione, Fina Estampa e eu esperando por uma novela digna do horário nobre.
    – demorou mais de cara: ganho duas!
    Avenida Brasil e Salve Jorge, Glória Perez e Carlos Lombadi – Os gênios, magos das novelas brasileiras, Parabéns!

    INTERVENÇÃO DO SOMBRA: ILUSTRÍSSIMO SENHOR MATHEUS HENRIQUE, O QUE O SENHOR ANDOU FUMANDO?

  15. Belíssima entrevista com a super talentosa Glória Perez!
    Dos autores que me inspiram: Aguinaldo, Walcyr, Maneco e a Glória é claro! Pra mim são os melhores autores de telenovelas do mundo.

  16. Vou comentar aqui mesmo: Belíssima entrevista com a Glória Perez. ela disse o que eu sempre disse: Novela não é feita para educar, mas para divertir.
    Parabéns pela ótima entrevista.

  17. Não conheço mulher mais guerreira do que a Glória!

  18. FALA SÉRIO!

  19. Adoro a Glória pela coragem e capacidade de liderança – é uma vencedora, não há dúvida!
    Salve Glória!
    Te amamos!

  20. A Glória é a Glória!

  21. Sinceramente?
    Não gosto das novelas da Glória Perez.
    O roteiro é rasteiro demais para o meu gosto.
    Falei!

  22. Parabéns à mulher guerreira!

  23. A Glória Perez deu uma entrevista emocionante. Parabéns!

  24. Oi, André Luis Cia,

    Super obrigado pelo carinho, meu querido!
    Realmente, escrever sobre o Chacrinha vai ser um desafio – mas eu gosto!

    Já estou nas pesquisas e me deliciando, descobrindo muita coisa interessante sobre esse – também! – pernambucano arretado de Surubim.

    Muito bom poder partilhar aqui no ASD, que é um espaço que frequento desde os primórdios tempos do Blogão. E pelos amigos que formei aqui.

    Um grande abraço em todos e obrigado pelo carinho!

    Edu Nassife

  25. Bela entrevista. como sempre! Simone Magalhães é poderosa! Hoje bem a encontrei na rua quando fui levar filhote pra escola e ela estava chiquérrima!!!!!!!!!!lI Linda mesmo!

    Achei o máximo e me identifiquei muito com ela, outro dia mesmo, na postagem passada disse o mesmo que sempre gostei de velho. Eu tb era dessas crianças que gostavam de ouvir boas conversas, ainda sou (risos).

    Todo mundo sofre na vida mas acho que perder um filho, sei não, ela é muito forte, muito forte mesmo. E como sempre disse: a compreendo. Sei que a força dela vem também desse amor porque o verme queria derrotá–la. Mas não conseguiu. porque ele é isso: um verme.

    Minha novela preferida dela é AMÉRICA, embora eu tenha ficado desgostosa no final porque a Sol não terminou com seu peão Tião, que ela amou a novela toda. Não tem jeito, sou antiga. Cresci lendo Cinderela, Branca de Neve e esperando que a princesa acabe com o seu príncipe no final.

    Autora de grandes personagens cômicos que AMEI como a Dona Jura e a Norminha da grande atriz e pessoa Dira Paes, entre outros.

    Quanto a Tammy Gretthen, eu defendo a ela, que não tem culpa e pode ser que o mundo e Deus tenha conspirado pra que ela siga seu caminho certo ou não, cada qual tem seu caminho e designo de Deus, isso é fato. Às vezes a vida nos leva e torço por ela, mesmo. Mas como atriz, formada, que dá valor a profissão, é muito injusto ver esse tipo de coisa acontecer. Tantos atores que batalham de sol a sol no teatro, tenho vários amigos em cartaz, e que nunca tiveram uma única oportunidade. Enfim… Fica a impressão, querendo ou não, e juro que eu não queria, que pra ela ser ator por amor e dedicação não vale nada.

    Sucesso pra ela sempre! Parabéns pela entrevista, Aguinaldo. Vocês são nossa história da teledramaturgia e que amamos desde SEMPRE!!!!!!!!!!!!!! Desde criança, no meu caso. Não adianta nenhuma campanha via mídia ou internet, o povo e o ibope é quem sabem e nisso vocês são mestres! Tou com vcs e não abro! SUCESSO!!!!!!!!!!!!!! AMO NOVELA, AMO VOCÊS!!!!!!!!!!!

    Patrício, olhei todas as fotos! Que sensibilidade! Que fotos LINDASSSSSS! O que é a Ritinha? E o computador da onde a nossa grande Glória escreve? E as unhas, as bijous, a decoração, o troféu…Vc pegou cada detalhe que uma curiosa como eu gosta de ver, me senti lá com vcs. VOCÊ ARRASOUUUUUUUUUUUUU! MEUS PARABÉNS, do fundo do coração!

    Beijos!

  26. Obrigada:
    ANDRÉ LUIZ CIA, PAULO ANDRADE e BOLIVAR SOARES…
    por terem sentido a minha falta.
    Amigos virtuais mas ,é como se fossem pessoais…
    Obrigada mesmo!
    Foram umas férias óptimas en Platja d’Aro(Costa Brava), a 100km de Barcelona. Podem dar uma olhada no Google. É um sitio lindo.
    Bom, por hoje é tudo. Continuo vendo FE. Um SHOW!
    Beijos para todos e o tão esperado FINDE está próximo.
    Magdalena

  27. CONCURSO DE ROTEIROS: COMPLEXIDADE DE EMOÇÕES

    Faltam apenas 2 dias para o término das inscrições do concurso de roteiros do Aguinaldo Silva. Acho que a expectativa e o nervosismo de todos os candidatos deve estar numa curva ascedente. Até a divulgação da primeira lista, essa ansiedade só tende a aumentar.
    Hoje, depois de meses de muita dedicação e de entrega, colocarei o ponto final na minha história. Na verdade, isso já tinha sido feito antes, mas como bom perfeccionista e acho que tem de ser assim quando almejamos um resultado, já mudei muita coisa desde o início.
    Eu me conheço bem e sei que se não encerrar minhas revisões hoje, que ficarei sempre modificando alguma coisa e perderei o prazo do envio.
    Já ouvi declarações de grandes roteiristas de que um roteiro sempre pode ser modificado. Não existem histórias perfeitas.
    Vocês já passaram por essa sensação de amar incondicionalmente uma história ao vê-la pela primeira vez e depois de assistí-la outras vezes ter vontade de apontar os defeitos que não tinham sido vistos anteriormente?
    É isso que também acontece com os roteiros. Como não existem histórias intocáveis, elas sempre serão passíveis de alterações.
    Particularmente, o que posso dizer do meu roteiro é que me apaixonei por essa história desde o momento que a criei. Acho que, em primeiro lugar, quem tem que acreditar nela é o próprio roteirista. Se ele crer acima de qualquer outra coisa naquilo que escreveu, ele terá condições de defendê-la e de fazer com que outras péssoas também se apaixonem por ela.
    A sensação que tenho hoje é que meu filho nasceu para o mundo. Como qualquer bom pai, quero que ele cresça e que tenha um futuro feliz.
    Sei que nem sempre os sonhos acontecem como gostaríamos que eles acontecessem, mas vou dormir tranquilo por saber que fiz tudo que podia para que ele, “meu filho”, alcançasse sua própria liberdade e voasse mundo afora.
    Desejo a todos os meus amigos do ASD, que os deuses da escrita estejam do nosso lado. Quero, se Deus quiser, vibrar com a vitória de cada um de vocês. Não podemos prever o futuro, mas temos o direito de torcer para que os melhores saiam vitoriosos nesta seleção. Óbvio, que torcerei por todos daqui até porque não conheço os outros.
    Aos que ,eventualmente, não forem vitoriosos- me incluo nessa lista também- ficará a sensação de dever cumprido. Temos que nos sentir orgulhosos por participarmos de um concurso tão importante, de âmbito nacional e que pode ser decisivo para nossas carreiras como dramaturgos.
    Se não der dessa vez, teremos que buscar novamente forças para que nosso sonho não morra por aqui. Os obstáculos só servem para nosso crescimento.
    Obrigado, Aguinaldo, por ter nos propiciado viver esse sozinho até aqui.

  28. AGUINALDOOO

    E “Doctor Pri”? fico curiosa, pena que você não pode falar muito né? Senão amanhã copiam. Sucesso nesse novo trabalho, sucesso também aos colaboradores Meg e Bruno.

    Beijos

  29. Parabéns Simone e Patrício, completa essa entrevista, com perguntas super interessantes, é bom ter conhecimento de como vive outros autores, o que pensam e como criam suas obras . – O autor é o “Deus” de um grande espetáculo, de uma cena perfeita, sei que envolve muitas s pessoas para chegar ao produto final mas, a base é do autor, quem pensou foi ele, quando vejo uma cena perfeita penso primeiro no autor, fico imaginando como ele chegou a tal idéia, em quem se inspirou, enfim, a Glória falou um pouquinho dos hábitos dela e das coisas que pensa, é ótimo conhecer outras histórias. Beijos!

  30. Lucas Nobre e Eduardo Nassife,

    Estendo aqui o meu parabéns aos dois pelas boas notícias: as biografias de Neuzinha Brizola e de Chacrinha.
    Desejo que tenham sucesso e somente coisas boas no processo de criação destes livros e durante o lançamento.
    É sempre muito bom quando vemos que amigos do ASD estão tocando seus projetos individuais e vencendo nessa carreira tão disputada, mas apaixonante.

  31. Bom dia, portal.

    Nossa, quanta novidade boa! Parabéns Lucas Nobre pelo lançamento de seu livro sobre a vida da saudosa Neusinha Brizola! Já estou contando os dias pra adquiri-lo, pois achava ela uma personalidade muito polêmica.

    Pedro Vieira, muito feliz por ti também! Tu merece por todo o seu empenho e por essa grande pessoa que tu és!

    Magadalena Salinas, que bom te ver por aqui de novo! Senti sua falta, mas soube que estava viajando!

    Bye bye.

  32. Ganso queridao, obrigado pelos votos! Tenho varios idolos aqui no Portalao, e voce e um deles. Por razoes contratuais, nao posso dar detalhes dos trabalhos que estou fazendo, mas, em breve, assim que puder, vou divulga-los aqui. Afinal, este espaco esta intimamente ligado as minhas aspiracoes profissionais — e devo muito a todos voces. Tambem estou louco para conferir o seriado do Aguinaldo, do Brunno e da Megg. Ha de ser um sucesso, nao apenas por conta do titular (que tem um verdadeiro toque de Midas no trabalho), como tambem pelos colaboradores, que sao roteiristas (e pessoas) da melhor qualidade.

  33. BOA NOTÍCIA: contrato assinado para a publicação da biografia “Neusinha Brizola sem mintchura” de Lucas Nobre e Fábio Fabrício Fabretti!!!!

    Estou MUUUUITO FELIZ mesmo com o meu primeiro livro como um dos autores titulares. E de um gênero bem desafiador: uma biografia (que eu chamo de “biografia-escândalo”), que me custou mais de dois anos de trabalho desde que o aguinalta Eduardo Nassife me apresentou o meu parceiro de trabalho em um jantar com a atriz Gloria Pires em Porto Alegre. Mas eu fiz o que mais amo: pesquisar. Por isso, nem senti o tempo passar.

    Fiquem ligados nas datas e se houver algum lançamento em alguma cidade onde houver aguinaltas, não quero nem saber: presença obrigatória.

    Um abraço do

    Nobrezito

  34. Olá, depois de algum tempo sem comentar, voltarei hoje, depois que li essa entrevista coma Glória Perez,
    Glória é um Marco na Televisão… Como já disse, e não me canso de dizer, meus trêsautores preferidos, são Glória, Aguinaldo e Maneco, cada qual ao seu estilo, três autores que me fascinam… Glória, é um exemplo de mulher… um pessoa agradável… e Salve Jorge, vai Detonar! em todos os sentidos… Sinto por avenida brasil, que até a pouco estava tão bem, mas aquilo que chamamos de barriga, aconteceu, a trama criou um barrigão… e as histórias se estagnaram, João Já entrou pro meu time de autores Favoritos, mas Não dá nem pra competir com esses Três, que são os Mestres dos Mestres, os Deuses dos Deuses… Espero ansioso Por Salve Jorge! Que não tenho a menor sombra de dúvida que, será um Marco… assim, como tudo que leva a assinatura da Glória Perez.

    E Aguinaldo, Volta logo as telinhas, e ainda sinto falta de Fina Estampa,e que sua próxima novela tenha Lília Cabral, novamente no elenco… essa atriz, com a junção do seu texto… Audiência acima dos 40, certeza… Abraço… e Muita Saúde…

  35. Bem forte, profunda e humana a entrevista com a Glória.

    Parabéns, Simone, pela sensibilidade e pelo talento em mais este trabalho.

    E claro: parabéns, querido Patrício, pelas fotos sempre caprichadíssimas.

  36. GLÓRIA PEREZ

    Fantástico descobrir o que sente e pensa uma profissional do quilate de Glória Perez.

    Sem dúvida, a melhor e mais completa entrevista que já li sobre essa admirável mulher.

    Parabéns à Simone e ao Patrício.

  37. Excelente homenagem para aquela que é, sem discussão, a maior autora de novelas deste país. Parabéns, Aguinaldo.

  38. Parabéns Simone e Patrício!
    Entrevista interessante, sem oba oba, como deve ser uma entrevista séria e profissional.

  39. Quem adoraria essa entrevista é a RESSENTIDA DA MOCA, né?

  40. Aguinaldo,

    estava vendo agora Cheias de Charme… e a personagem Socorro da maravilhosa atriz Titina Medeiros diz: “Como diria a Maria do Carmo, tô varada de fome”. Adorei a homenagem para Senhora do Destino!!

  41. “A oportunidade está para a idéia, como a água está pra sede… no ínterim desta linha está seu céu ou seu abismo.” (r.witz)

  42. Moa!! Adorei o fato de vc ter gostado da matéria. Mas o “garota” foi tuuuuuuudo!!!rsrsrs Quanto a “ir longe”, espero ver meu filho adulto e sempre feliz, pq, de profissão, já sou veterana: 27 anos juntando palavras que façam sentido…rsrsr Bjs!!

  43. Moa!! Adorei o fato de vc ter gostado da matéria. Mas o “garota” foi tuuuuuuudo!!!rsrsrs Quanto a “ir longe”, espero ver meus netos nascerem, pq, de profissão, já sou veterana: 27 anos juntando palavras que façam sentido…rsrsr Bjs!!

  44. O AGUINALDO TA ESCREVENDO UMA SINOPSE RURAL EM QUE TODO MUNDO É RICO. SERÁ QUE TEREMOS NOSSA VERSÃO BRASILEIRA DE DALLAS ? ACHO CHIQUE

  45. Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto
    por eles toda a tristeza da celebridade.
    A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma
    alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência,
    ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma
    sensação de parentesco exterior com as criaturas que
    armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas
    praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima:
    tornam-se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é
    sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas
    mínimas ações — ridiculamente humanas às vezes — que
    ele quereria invisíveis, côa-as a lente da celebridade para
    espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma
    se estraga ou se enfastia. É preciso ser muito grosseiro para
    se poder ser célebre à vontade.
    Depois, além dum plebeísmo, a celebridade é uma
    contradição. Parecendo que dá valor e força às criaturas,
    apenas as desvaloriza e as enfraquece. Um homem de
    gênio desconhecido pode gozar a volúpia suave do
    contraste entre a sua obscuridade e o seu gênio; e pode,
    pensando que seria célebre se quisesse, medir o seu
    valor com a sua melhor medida, que é ele próprio. Mas,
    uma vez conhecido, não está mais na sua mão reverter à
    obscuridade. A celebridade é irreparável. Dela como do
    tempo, ninguém torna atrás ou se desdiz.
    E é por isto que a celebridade é uma fraqueza também.
    Todo o homem que merece ser célebre sabe que não vale
    a pena sê-lo. Deixar-se ser célebre é uma fraqueza, uma
    concessão ao baixo-instinto, feminino ou selvagem, de
    querer dar nas vistas e nos ouvidos.
    Penso às vezes nisto coloridamente. E aquela frase de
    que “homem de gênio desconhecido” é o mais belo de
    todos os destinos, torna-se-me inegável; parece-me que
    esse é não só o mais belo, mas o maior dos destinos
    Fernando Pessoa
    – Quando às beiras de seus vinte anos de idade e às margens de um anonimato – (r.witz)

  46. Até tu Brutos?

    KKKKKK A Gloria escreve na cozinha. Por isso que as empregadas dela são tão boas.

    Não acredito que vivi para ver uma entrevista dela aqui.

    Eu confesso que estou feliz de ver a trama dela ambientada na Turquia, já que aquela região agora necessita muito da ajuda humanitária principalmente espiritual.

    Salve Jorge o santo safadinho.

  47. EU GOSTO DAS NOVELAS DA GLORIA PERES.PELO MENOS DAS ESTILO MAGADAN PRA CA.AGORA FICO ASSUSTADÍSSIMO QUANDO ELA SEMPRE FALA QUE ESCREVE TUDO EM PÉ.IMAGINA AS VARIZES DESSA MULHER?VAI VER QUE É POR ISSO QUE ELA COLOCA 150 PERSONAGENS E NEM APARECEM DIREITO…NA HORA QUE ELA VAI ESCREVER PRA ESSES NUCLEOS AS VARIZES DEVEM ESTAR BOMBANDO.

  48. Sim, altou parabenizar o pessoal do AS DIGITAL:
    O Aguinaldo Silva – esse “monstro” da nossa teledramatúrgia – pela dimensão insuspeita (fruto da qualidade e ousadia editorial) que seu espaço virtual está a alcançar. É um visionário!
    Simone Magalhães – uma jornalista belíssima (em todas as acepções da palavra) que tão brilhantemente comandou a reportagem. Um furo jornalistico!
    O fotógrafo Francisco – pela farta, sensível, detalhista e nítida cobertura visual. Um show de imagens!
    Além, é claro, da prória Glória, que nos brindou com esta magnífica e esclarecedora “exclusiva”.
    São profissionais com este gabarito que fazem a diferença.
    Parabéns a todos!

  49. Louvo a postura profissional e ética da Glória Perez que briga pelo seu trabalho, pela justiça e aborda temas de grande interesse da sociedade contemporânea.
    Na minha modesta opinião, o AS Digital ofertou seus leitores com a melhor entrevista que já foi feita com esta figura essencial da Teledramatúrgia Brasileira.
    A Glória merecia isso à muito tempo, bem como toda a sua grande legião de fãns.

  50. Eu vou falar…. MEU SANTO näo bate com o da Glória- sou do tempo ainda que ela escreveu CARMEM, para mim, um MARCO e tanto, acho que era na Manchete ainda…enfim, coisas do Moa, Eu tenho um respeito enorme pela história de vida dela, pelo exemplo de Mulher, Mäe é sem sombra de duvida alguma, uma lutadora- tem seu valor e como o Sol nasce para todos, ele brilha sobre ela sim… Como ja disse Jesus, näo se pode adorar a dois senhores ao mesmo tempo, fecho com o meu autor preferido que dispensa apresentacoes….

    De qualquer forma, mudando de assunto: EU NÄO VOU ESCREVER NO BLOG DEPOIS DO TEXTO DA Simone Magalhães @constrangimentogeral!!!! Eita garota que ARREBENTA a sapucaia, detona nas virgulas e fatura até nas concordancias…..VAI LONGE SIMONE, love ….beijos especiais para o Moderador que tem um tempäo que näo fala comigo….bjos pipól!!!!

  51. Lucas Nobre,

    Não concordo com o seu comentário e acho que o senhor está beeeeem equivocado quando escreve ”E pasmem: em um generoso espaço beeeem generoso cedido por um colega-concorrente! Sem palavras para descrever isso.”

    Ambos são colegas há décadas,trabalham na mesma emissora,jogam no mesmo time e portanto não são concorrentes.

    Não esqueça que a autora também foi generosa ao ceder essa bela entrevista para a jornalista do ASD.

    Respeitosamente peço que o senhor revise seus conceitos de concorrência.

  52. Nova série de Aguinaldo Silva na Globo tem título definido

    O autor Aguinaldo Silva já definiu o título provisório de seu novo seriado na Globo.

    A atração recebeu o nome de “Doctor Pri”.
    Inicialmente com 16 episódios, a série seguirá um estilo americano, porém não terá temática médica e nem policial.

    Na trama, a vida pessoal e profissional do protagonista correrão paralelamente ao mesmo tempo em que ele se envolverá com histórias alheias.

    O autor trabalhará novamente em parceria com os colaboradores Brunno Pires e Megg Santos, também de “Fina Estampa”.

    “Doctor Pri” deve estrear em 2013 na Globo.

  53. A Barra da Tijuca já era …

  54. Foi uma das entrevistas mais completas e tocantes que já vi até hoje com uma autora de telenovelas. E pasmem: em um generoso espaço beeeem generoso cedido por um colega-concorrente! Sem palavras para descrever isso.

    Simone e Francisco Patrício, vocês dois arrasaram. Devorei a entrevista em pouco tempo assim como toda pesquisadora dela deve devorar o capítulo.

    Um abraço do

    Lucas Nobre

  55. Muito boa a entrevista.Glória sempre uma boa referência na teledramaturgia.

  56. Ótima entrevista, gosto muito da pessoa em si, como ser humano também, a admiro muito mesmo.
    Grande exemplo de mulher e talento.
    Parabéns ao Aguinaldo Digital pela qualidade da entrevista.
    Queeereeedo Abraçaaoooo

  57. ótima entrevista com belissimas fotos, valeu !!

    Gloria é uma guerreira.

  58. Parabéns pela entrevista!

  59. MARAVILHA DE ENTREVISTA!!!!!!!!!! Simone e Patrício, vcs arrebentaram. Parabéns aos dois.
    E Glória Perez, pessoa, depois de tantos momentos difíceis, continuar a lutar, sorrir, viver e vencer. Não tem palavra que defina isso.
    Parabéns pra vc tb, Aguinaldo. Que vem conseguindo dar o seu tempero mágico a esse espaço.

  60. Caríssimos,
    Adorei a receptividade de vcs à matéria com a Glória Perez!! Tão bom quanto fazer o que amo, trabalhar com prazer (há 27 anos), é saber que os leitores saborearam, se informaram, se entretiveram com o que escrevi. Bjs a todos!!!
    PS. Bob, quando eu for muito rica, vc vai ser meu assessor, ok??rsrsr

  61. Nossa! Pensei que era a única.

    Rozemberg Witz escreveu em 27-08-2012

    إبراهيم مصطفى Escreveu Em 27-08-2012
    أنا أحب جلوريا بيريز. النظر في واحدة من أعظم مؤلفي الروايات في كل العصور، التهاني للجميع للمقابلة. أنا أحب جلوريا بيريز. النظر في واحدة من أعظم مؤلفي الروايات في كل العصور، التهاني للجميع للمقابلة.
    Eu amo Gloria Perez. Considere um dos maiores autores de romances de todos os tempos, parabéns a todos da entrevista.

    Obs: Porque essa figura nap escreve em portugue? faz agente ir la no Google translate pra pode saber dessas linha…. FRANCAMENTE!

  62. Temos algo em comum.

    A existência de um acontecimento em todo capítulo pode ser vista como semelhança à narrativa dos seriados americanos?
    João Emanuel Carneiro – Sempre fui muito inquieto com a narrativa, gosto de me criar problemas a cada dia, mas de uns anos pra cá tenho visto muito os seriados americanos, que na minha opinião foram a grande novidade do audiovisual nesse século 21. Sem novela no ar, não perco 24 horas, Lost, True Blood, Desperate Housewives, Sopranos, Mad Men, Mothern Family, Roma, Tudors, House…

    Entrevista com João Emanuel Carneiro
    Fonte: Estadão.com

  63. Linda entrevista! Quando teremos uma entrevista do Gilberto Braga aqui no portal? Essa entrevistadora é excelente.

  64. Parabéns mais uma vez.

    “Você também conseguiu evitar a venda do livro escrito pelo Guilherme de Pádua.
    Consegui. Uma coisa é liberdade de expressão, outra é liberdade de difamação. Movi um processo contra a UOL e o jornalista, que falou mal de América, e, no meio da crítica, debochou da morte da minha filha. Ganhei um belo dinheiro e fiz uma distribuição entre as três babás que cuidaram da Dani. Hoje, elas têm casa própria.”

  65. Parabéns, é disso que o Brasil precisa. Atitude, ação.

    “E foi essa audácia que a levou recolher mais de 1 milhão de assinaturas para transformar o homicídio qualificado em crime hediondo e fazer justiça no caso do assassinato da Daniella, há 20 anos, por Guilherme de Pádua e Paula Thomaz?
    Foi uma bela campanha. Ninguém sabia que na Constituição brasileira tinha esse recurso de que o povo podia fazer uma lei. Um advogado me disse: ‘Você não vai fazer’. E eu disse: ‘Vou conseguir’. Em três meses conseguimos 1 milhão e 300 mil assinaturas. Isso numa época sem internet, sem redes sociais. Se não fosse essa lei, a Suzane Von Richthofen já estava na rua, e o casal Nardoni estaria saindo em 2013.”

  66. De acordo, mas…

    “Mas as novelas estão cada vez mais realistas.
    A função do autor é de entretenimento. Se junto disso vier outra coisa, ótimo. O que busco sempre nas minhas campanhas é se tiver depoimento real, incorporo. Não fica uma coisa que afasta você do folhetim, e ainda reforça o sentimento. Mas não acho que isso seja medida de sucesso pra novela nenhuma. A fórmula do sucesso, pra mim, é contar uma história que diverte, envolve e emociona. É hipnotizar o público. E você tem que ter audácia, não tem que ter medo de inventar. A novela não é feita pra educar ninguém: é feita pra divertir.”

  67. Adoro essa mulher, passar pelo que ela passou, a morte covarde da filha a perda do filho, a doença. Definitivamente não é para qualquer um. É uma dor muito grande, não tem como carregar este peso sem que Deus lhe aponte. Agora como novelista não acompanho, acho muito “densas e pesadas”.

  68. Uma excelente entrevista espelho da entrevistada!

    Longa mas sempre sem perder o interesse!

    Caminhos da Índia não segui, pois achei que era muito igual ao que já tinha feito. Foi numa época que todos os autores entraram num ciclo de reciclar as suas histórias.

    Eu adorei América, e serviu de inspiração para parte da minha primeira telenovela, a outra parte veio do Aguinaldo Silva dos anos 90, com o realismo fantástico.

  69. SIMONE MORENA LINDA –
    SHOW DE BOLA,GOLAÇO!!

    GLÓRIA PERES,SALVE! VOCÊ É MARAVILHOSA!!

    AGUINALDO SILVA MESTRE,GOSTO CADA VEZ MAIS DO SEU SITE. ESPETACULAR!!

    ****ADOREI AS FOTOS**** PALMAS MUITAS PALMAS PARA O FOTÓGRAFO PATRÍCIO!!

    ****ADOREI VER FÃS DE OUTRAS CULTURAS SE MANIFESTANDO****

    TUDO MUITO BOM!!

    COM A SIMONE MORENA LINDA FICOU MELHOR AINDA!!

  70. Que entrevista, chega deu gosto ler. Engraçado ela escreve a novela em pé rs!
    Parabéns e que venha Salve Jorge!

  71. Meus comentários não estão entrando,mas já me dei conta que isso ocorre quando uso esse mesmíssimo terminal.

    Deixei um comentário (maior) para o Pedro: boa sorte,neném!

    Deixei um comentário (maior) para MEGG e BRUNO PIRES: boa sorte,gente! Viva ”Doctor Pri”!

    ————-//—————–

    Apesar de todo o barulho que Avenida Brasil faz nas redes sociais e na ‘imprensa amiga’ a verdade é uma só:

    – FINA ESTAMPA segue na liderança do ibope e dificilmente – não é impossível- será ultrapassada pelo atual folhetim.

    Se eu estou na torcida para que FE continue na frente?

    Claro… Alguma dúvida?

    —————–//————————–

    La Susana Vieira se manifestou pela bela homenagem aqui recebida?

    Não vi nadica de nada!

  72. PARABÉNS SIMONE, pela sua linda entrevista.
    Quero mais!!!
    PARABÉNS PATRICIO…pelas suas fotos impressionantes! (Há tanto tempo sem ter uma palavrinha sua…Cadê você?)
    Há muito tempo que tenho uma admiração especial pela GLÓRIA. Tenho mesmo!!
    Vi todas suas novelas e difícil dizer qual a melhor. Fiquei muito impressionada quando aconteceu a morte de sua filha Dani e em Portugal foi muito comentado esse crime hediondo. Mas Glória com uma coragem admirável continuou e continua de pé e sempre em frente. Palavras para quê?
    Abraços.
    Magdalena

  73. Glória Perez é uma mulher de fibra e coragem. Parabéns por esta entrevista maravilhosa.

  74. Pedro,

    Quando vi que a entrevistada era Gloria Perez lembrei de vc!

    E rapaz,que noticia bem legal é essa?? ”Hoje, sobrevivo como roteirista, e posso dizer que, de um modo ou de outro, devo isso aos dois. ”

    Muito bom saber disso…

    Saiba que tens aqui o teu maior fã!

    Um beijo!

  75. Ops, Eça de QueiróS, I meant, rs…

  76. QUE BELA SURPRESA,GENTCHÊ!

    A-DO-REI! essa entrevista com a Glória Perez.

    Que mulher de fibra…

    Que muralha! ( alguém mencionou esse termo e adorei!)

    PARABÉNS GLÓRIA! PARABÉNS A TODOS DA PRODUÇÃO!

  77. Que alegria ler essa entrevista deliciosa com a Gloria aqui! Para mim, em particular, tem um significado muito especial. Sou fã incondicional da Gloria e do Aguinaldo. São, para mim, a rainha e o rei da nossa teledramaturgia! Conheço a Gloria há alguns anos, somos amigos. Aguinaldo conheci depois, na “Master Class”, quando fui seu aluno. Hoje, sobrevivo como roteirista, e posso dizer que, de um modo ou de outro, devo isso aos dois. Aliás, sempre ouvi de um os maiores elogios em relação ao outro, e nunca entendi porque se propagava nos bastidores dos interessados em teledramaturgia a história de uma rivalidade entre eles. Dizia-se que era por conta da parceria deles em “Partido Alto” ter sido rompida, mas a verdade é que isso é uma grande bobagem. Os dois têm métodos de trabalho distintos, daí a incompatibilidade. Não há nada no plano pessoal, muito pelo contrário. São pessoas guerreiras, talentosas, da melhor qualidade, e que chegaram ao Olimpo do gênero que escrevem por méritos próprios. A explicação para esses boatos infundados para mim só pode ser uma: o fato dos dois serem igualmente grandes. Em casos assim, é normal que uma espécie de disputa seja imaginada pelo público, vide Machado de Assis versus Eça de Queiróz, Caetano Veloso versus Chico Buarque e tantos outros “embates” entre artistas que, numa mesma área, são expoentes. Mas voltando à entrevista, adorei-a. A Gloria é mesmo esse poço de cultura, criatividade, ousadia e pioneirismo no seu trabalho. “Salve Jorge” será uma novela deliciosa, como são todas as novelas da sua autora. Acho um charme como ela consegue manter o seu estilo sem se repetir. No tocante à vida pessoal, descobri coisas que, mesmo sendo amigo, não sabia, como fato de ela ter sido funcionária pública. Além disso, mais uma vez ela mostra a sua exemplar força para vencer os dragões da vida. Gloria é uma das pessoas mais fortes que eu conheço, e o apoio e o exemplo dela foram vitais para que eu pudesse superar alguns problemas pessoais que me assolaram nos últimos tempos. Esse apoio, aliás, veio também do Aguinaldo, e de tantos outros entre vocês. As fotos também ficaram lindas (como era de se esperar, tendo em vista o fotógrafo). E as perguntas da Simone, como sempre, foram muito pertinentes! Show de bola, Aguinaldo!

  78. Oi pra todos! Gente, quero muito agradecer esta entrevista maravilhosa com a Glória Perez, que, assim como Janete Clair e Glória Magadan, maravilhosas e eternas, tem o folhetim correndo nas veias. É admirável também sua vitalidade e energia. Muitos têm uma vida nada sofrida e faz questão de “inventar” problemas, enquanto os que sofrem verdadeiramente, se erguem e dizem: “Bola pra fente!” Mais uma vez, obrigada a equipe deste delicioso portal. Sucesso a ela e a vocês sempre! Amei!

  79. إبراهيم مصطفى Escreveu Em 27-08-2012
    أنا أحب جلوريا بيريز. النظر في واحدة من أعظم مؤلفي الروايات في كل العصور، التهاني للجميع للمقابلة. أنا أحب جلوريا بيريز. النظر في واحدة من أعظم مؤلفي الروايات في كل العصور، التهاني للجميع للمقابلة.
    Eu amo Gloria Perez. Considere um dos maiores autores de romances de todos os tempos, parabéns a todos da entrevista.

    Obs: Porque essa figura nap escreve em portugue? faz agente ir la no Google translate pra pode saber dessas linha…. FRANCAMENTE!

  80. Formidável, gostei da matéria…gosto do trabalho da Gloria Perez!
    …O estilo dela me move.

    “Gosto de fazer tramas paralelas fortes. Tem que descansar a trama central senão fica muito repetitivo. Em novela é como na vida, a gente gosta de uns e não gosta de outros. Então, tem para todos os gostos. A novela é uma hora por dia. Não conseguiria ficar falando da mesma coisa. Depois, todas as tramas paralelas se amarram na central.”

    Não compreendi o porque de tanto close-up nas fotos?! Mas, não importa; sou um leigo no assunto.

    PEQUENOS DETALHES QUE GOSTO DE SABER SOBRE OS AUTORES:

    “Porque não sei fazer essa divisão de cenas, ter reuniões com colaboradores, eu não sei fazer escaletas… Admiro muito quem consegue tudo isso. Eu fico em pé ali (aponta para a bancada da cozinha americana, na qual está um laptop), olhando para o mar, a história vem na minha cabeça e eu escrevo. Minha imaginação só se solta diante de uma página em branco. É alguma ligação que tenho que fazer com meu interior. Quando meus filhos eram pequenos, escrevia à noite, porque precisava de silêncio. Agora escrevo de manhã, nesse lugar maravilhoso (seu escritório, num flat de frente para o mar de Copacabana).
    Sempre escreve em pé?
    Em pé ou encostada num banco alto.”

    Quanto a essa menina – a Simone -, gostaria de ter uma filha assim. Rsrsrsr!
    A todos,
    AQUELA PAZ!
    r.witz

  81. Gostei bastante da entrevista com a Glória, mas vim aqui falar de outra coisa!

    Aguinaldo, ou SOMBRA, por favor me respondam: eu comprei o link de download do seu DVD, já estou inscrito no concurso nacional de roteiros?

    Ainda não recebi o link, já mandei e-mails para o luiz, mas também não tive resposta…

    Obrigado.

  82. Simone!!

    Você é demais!! Suas entrevistas são completas, não é aquela coisa que você lê e parece que ficou faltando informação. Quando a gente pensa que acabou vem uma nova parte, e uma mais instigante que a outra!!

    Que sucesso!!! Parabéns!!

    Sobre a GLÓRIA PEREZ, acho essa mulher exemplar. Passou por tantas coisas na vida, o que poderia ter derrubado, mas não. Ela segue em frente sempre positiva.

    Assim como o ANDRÉ CIA, os meus trabalhar preferidos da autora, são as minisséries DESEJO, HILDA FURACÃO e O CLONE.

    Não gostei de América e nem de Caminho das Índias. Mas foram novelas que fizeram sua parte.

    Que Salve Jorge seja mais um sucesso na carreira da autora.

    Aguinaldo, seu portal está uma delícia de acompanhar.

    😀

  83. Parabéns pela entrevista!
    Adoro ler matérias, reportagens, e afins (rsrs) sobre Glória Perez!

    Um exemplo de mulher e de profissional!

    Bjos carinhosos.

  84. Sr. Aguinaldo Silva
    Srs. Moderadores de sombreiros
    Confraria em geral

    15:30h

    Querida confrade Simone Magalhães, gloriosa entrevista.

    Confesso que tenho antenas, daquelas que não se precisa de qualquer aparelho eletroeletrônico para sintonias, com minha alma gêmea feminina, Glória Peres. – E também mais três outros autores que não direi nem a pau, quem são. Mas esse quarteto fantástico sabe bem o que digo, cada vez que se recordam do sonho transcendental, daqueles que dá suadores em papas nos pijamas…

    Digo que no inicio desse século, uma pessoa da TV loira platinada – aquelas “chatas-grudes-mais-afasta-que-aproxima-duas-caras-e-faço-de-tudo-pra-subir-na-vida-mesmo-que-pisar-no-do-alheio”, que ficam gravitando, como moscas, em torno de personalidades no nível da Glorinha e Cabelos Ag – disse que havia um enorme interesse da teledramaturga em minha colaboração, e que a mesa de trabalho estava disponível e etc.
    Não se concretizou, mas se tudo se concretizasse, teira iniciado minha colaboração à teledramaturgia pelas mãos da Glória.
    E seria o parceiro do justo e merecido prêmio internacional. – Pois não só se agrada classes populares, audiências, mas também a crítica internacional.

    Glória, isso não é pra qualquer um.
    Nem aos que te invejam!

    Peres é discípula de mestra, que se transforma em mestre maior.

    A vida quer outro meu rumo – pau no lombo – mas as antenas eu ainda não consegui desativar, muito menos quebrar.
    Alguém ai sabe como proceder?

    Fui.

  85. É só mais um crime em meio a tantos na grandes cidades, mas essa reportagem co Correio Braziliense me chamou a atenção pelos nomes dos envolvidos. Vou guardar esses nomes pra futuros personagens.

    Jovens são assassinados em condomínio do Guará por suposto acerto de contas

    Sheykeston Xavier de Andrade, 21 anos, e Ransley Nascimento de Castro, 24, acabaram mortos na chácara 21 da Colônia Agrícola Águas Claras no Guará por volta de 16h30 desse domingo (26/8). Os dois eram rivais e acabaram se encontrando em uma rua perto da casa de Sheykeston. Ransley que estava acompanhado de outro homem perseguiram Sheykeston até um matagal para matá-lo.

    De acordo com o delegado chefe da 4ª Delegacia de Polícia (Guará), Jefferson Lisboa, O pai da vítima que é Sargento da Polícia Militar, contou que escutou a gritaria dentro de casa e logo em seguida disparos realizados. Ele então teria saído de caso e encontrado o filho já morto e dois suspeitos correndo, nesse momento o PM saiu atrás dos homens para prendê-los, porém eles acabaram reagindo e o sargento acabou baleando Ransley.

    O rapaz chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. O outro suspeito conseguiu fugir.

    Segundo o delegado, o caso está sendo apurado desde da morte de Sheykeston até a morte de Ransley, e até o fim das investigações novos fatos podem surgir.

    INTERVENÇÃO: SHEYKSTON E RANSLEY? COM ESSES NOMES…

  86. Boa tarde, portal.

    Adorei a entrevista. Foi bem abrangente. Sempre gosto de ler ou assistir as entrevistas com a Glória, pois sempre é muito positiva diante da vida, apesar de todo o sofrimento que já vivenciou.

    Conheço o trabalho da autora praticamente desde que ela começou na televisão. A partir de “Carmem” assisti todas as tramas. Até divido sua carreira em duas fases. Antes e depois de “O clone”. Suas primeiras novelas foram bem intimistas, principalmente “Barriga de Aluguel” e “De Corpo e Alma”. A partir de “O Clone, a autora trouxe o estilo globalizado, chegando no ápice com “Caminho das Índias”. Independente das fases, sempre me chamou a atenção nos trabalhos da Glória a retratação naturalista dos subúrbios cariocas.

    Gosto da atuação de intérpretes que a autora sempre chama, como a Neusa Borges, uma das maiores atrizes dramáticas que esse país já teve notícia. Fico feliz em saber que atrizes como Vera Fischer e Narjara Tureta estarão de volta na próxima novela das nove, pois considero-as grandes intérpretes.

    Peço a ti, Glória, se me leres, que volte a chamar a atriz Renée de Vielmont, que tanto atuou em suas novelas, e que agora está afastada da televisão. Acho importante o resgate de intérpretes antigos, que ajudaram a construir a história da televisão brasileira.

    Parabéns Simone e Patrício por mais essa excelente entrevista. Ganha-se muito mesmo!

    Bye bye.

  87. Escreve sozinha e ainda tem “vida” no período que a novela está sendo exibida. Definitivamente, é a glória !

  88. أنا أحب جلوريا بيريز. النظر في واحدة من أعظم مؤلفي الروايات في كل العصور، التهاني للجميع للمقابلة. أنا أحب جلوريا بيريز. النظر في واحدة من أعظم مؤلفي الروايات في كل العصور، التهاني للجميع للمقابلة.

  89. Parabéns a equipe do Portal pela excelente entrevista, e simplesmente me desculpe aos demais, mas para mim o horário nobre deveria ser sempre: Aguinaldo-Gloria-Maneco-Silvio de Abreu-Aguinaldo-Gloria-Maneco-Silvio de AbreuAguinaldo-Gloria-Maneco-Silvio de Abreu…..

  90. Adorei! Nada como uma entrevistadora que gosta de escrever! E pegar uma Glôria Perez pela frente é um prato cheio! Glôria é uma muralha! Bom saber que temos a promessa de um bom trabalho chegando por aí. Julia Laks é uma fofa e merece trabalhar com Glôria. Parabéns Simone e Patrício. Beijosss

  91. A melhor entrevista já produzida com um Autor de Novelas. A Glória é notável: como mulher, profissionalmente e está linda como nunca!
    Parabéns a todos os envolvidos!

  92. GLÓRIA PEREZ II,

    Tocante! Essa é a palavra mais apropriada que tenho para caracterizar a entrevista da Simone com a autora Glória Perez.
    E olha o ASD inovando de novo: saiu na frente da mídia antecipando uma entrevista que os principais veículos de comunicação já deviam estar pleiteando há meses, pois Glória é a sucessora de JEC às 21h, com sua “Salve Jorge”.
    Belo furo de reportagem e lindaaaaa a matéria!!

    Sempre fui muito fã do trabalho da Glória. Gostaria de ter visto Amazonia e também Pecado Capital, mas estas duas obras foram as únicas dela que não acompanhei nos últimos anos, principalmente por causa do horário- uma era muito tarde e a outra muito cedo-.
    A primeira novela dela que vi foi Barriga de Aluguel. Se não me engano, acho que foi ali que Glória começava a ser precusora da abordagem do mershandising social na teledramaturgia- característica, por sinal, que a marcou fortemente em sua carreira televisiva-.
    A novelista sempre antecipou temas na nossa sociedade, ou seja, suscitou assuntos que ainda não eram totalmente públicos e fez com que eles mobilizassem milhões de pessoas em todo país. Foi assim com a inseminação artificial, doação de órgãos, clonagem humana, desaparecimento de crianças, esquisofrenia, dentre outros.
    Deixando de lado um pouco o meu lado tiete, não tenho como não me sensibilizar com o seu drama pessoal.
    Quem não se abalaria com o drama real de uma mãe que tem a filha assassinada cruelmente como aconteceu com Glória? Muitos podem dizer que diariamente existem crimes parecidos ou até piores que o de Daniela Perez- o de Marcos Matsunaga é um desses exemplos- e que só por ser filha de artista da Globo é que ganhou destaque na mídia-.
    Mas não estou comparando a complexidade de um crime porque dor não se compara, se sente!!! Qualquer pessoa que tem um membro de sua família assassinado covardemente e sem direito à defesa tem dimensão do que estou falando.
    Pois bem, quando Daniela foi assassinada, em 1992, a novela das 20h (hoje, 21h) era “De Corpo e Alma”, escrita por Glória Perez. Dani, como era chamada carinhosamente pelos amigos, era uma das atrizes do elenco. Ela fazia a jovem Yasmim. Depois de enterrar a filha e de descobrir que o assassino dela era seu colega de cena, o ator Guilherme de Pádua, par romântico dela na trama, Glória teve que encontrar forças – e que força- para se superar e ainda terminar de escrever os capítulos.
    Somente os FORTES e que se entregam “De corpo e alma”- parafraseando o título de sua novela- é que teriam forças para conseguir tal façanha. Pesa ainda como agravante, o fato de que ela tinha que ser criativa, ou seja, criar romances, intrigas, enfim, dar vasão a diferentes sentimentos e situações que uma novela pede justamente quando ela mais precisava de conforto espiritual e sossego.
    Essa prá mim foi uma das maiores provas de amor à profissão que uma pessoa poderia dar. É por esse motivo que a admiro tanto não só profissional, mas também pessoalmente, pois depois da morte de Dani ela ainda perdeu outro filho.
    Ela é uma guerreira, assim como milhões de mulheres brasileiras que mesmo com mil problemas continuam lutando e seguindo em frente.
    De todos os seus trabalhos, tenho um carinho especial por três deles: “Desejo”, “Hilda Furacão” e “O Clone”. Na minha opinião, foram as suas melhores obras na TV. Apesar de “Caminho das Índias”, ter vencido o Emmy Internacional, em 2009, não gostei muito da novela. Acho que foi umas das únicas dela que não me seduziu.
    Mas voltando a Desejo e Hilda Furacão, o que mais me fascina nestes dois trabalhos é que eles foram transpostos de obras literárias, mas suas histórias eram veridícas. Glória teve a sensibilidade de emocionar o país com duas histórias de amor completamente diferentes: a de Anna e Dilermando (Desejo) e de Malthus e Hilda (Hilda Furacão).
    Depois veio ainda O Clone que misturou vários assuntos tendo como pano de fundo a clonagem humana e que, mesmo assim, foi um grande sucesso. Até hoje, considero Jade e Lucas, protagonistas daquela história, como o casal romântico com a história mais bonita da nossa dramaturgia.
    O amor homossexual de Zeca e de Junior, desta vez, em “América” também foi um grande destaque do seu trabalho. Foi muito delicada a forma como ela introduziu esse tema na trama. Mesmo que a polêmica cena do beijo gay do último capítulo tenha sido cortada, Glória criou um lindo romance provando que os iguais também têm direito ao amor.
    Por tudo isso, desejo à Gloria todas as glórias do mundo com sua próxima novela, desculpem o trocadilho, mas cabia nesse caso.
    Ela realmente é uma pessoa merecedora de coisas boas, principalmente depois de tanto sofrimento.

    Prá finalizar, como disse na postagem anterior, aprendo MUITO com cada um desses autores.
    Assim como Glória, o Aguinaldo, o Gilberto, o João Emanuel , o Benedito, o Maneco, o Silvio e o Walcyr nos ensinam diariamente- isso citando apenas os das 21h- .
    E viva à dramaturgia!!!
    André Luís Cia

  93. Para mim, a Glória Perez é a última autora que coloca o romance como tema central na novela das 9h. A maioria se enredou para as tramas policiais. O amor é sempre secundário e não é o que move a trama. Em Avenida Brasil parece que ninguém ama ninguém. Talvez Jorginho e Nina, mas esse amor é sempre deixado de lado pela vingança, esse sim o sentimento principal da novela. Nem mesmo o triângulo amoroso de FE foi o grande culpado pela rixa entre Griselda e TC. Serviu mais como uma pimentinha para temperar a rivalidade entre a heroína e a vilã. Insensato Coração também era a vingança que movia a trama e se voltarmos no tempo veremos que a última vez que AMOR protagonizou uma novela no horário nobre foi em Caminho das Índias. Por isso, Salve Glória, quero ver de novo uma heroína em busca de um busca de ser feliz e não apenas de se vingar.
    Glória é mágica, e pelo jeito vem aí outro Emmy.

  94. Aguinaldo,

    Seu portal está cada vez melhor! Estou amando as entrevistas! A Simone, além de muito querida, é uma grande profissional! Gosto de tudo no portal, mas as entrevistas… Ah, essas são um show à parte!

    E bacana você fazer uma entrevista com a Gloria Perez, super atual, uma vez que a novela dela já vai estrear. Poderia ter uma com a Adriana Esteves e o João Emanuel Carneiro, comentando esse estrondoso sucesso que “Avenida Brasil” vem causando, inclusive nas redes sociais, como acontecia também com “Fina Estampa”. Que tal?

    Um beijo carinhoso de quem tem comentado pouco (falta de tempo mesmo), mas tem lido tudo aqui.

    Edu Nassife

  95. ELA AGRADA A TODOS! CLASSE A,B,C E D….

    Eu sempre falei disso, a Gloria tem a inteligência de fazer novelas que comovem, animam, divertem e incentivam ao publico. Eu não tenho muitos anos de telespectadora, mas leio muito e acredito que a Gloria tem um diferencial que ficou perdido no tempo da dramaturgia brasileira, a história bem contada com personagens emblemáticos e muito diversificados.
    Sou fã e admiro muito essa mulher que faz da tv mais colorida e diferenciada. Espero que Salve Jorge seja mais um Sucesso dessa mestra de novela!

  96. Adorei! Adorei! Adorei!
    Aguinaldo, querido, o blog está cada vez melhor. Não param de chegar crônicas, textos e entrevistas maravilhosas..

    Tá tudo tão lindo…

    As fotos estão ótimas, Sr. Patrício!!

    Que orgulho que dá ver o Portal assim, tão jornalístico!

  97. Aliás, corrigindo minha frase anterior: é impossível olhar para a Glória e não querer lascar-lhe um beijo.

  98. Excelente entrevista.
    Gostei muito da palavra da Gória, inteligente, forte, determinada e coerente.
    Parabéns a todos os envolvidos, Simone, Patrício, Aguinaldo.

    Certamente essa entrevista terá repercussões na mídia em geral. Oxalá essa gente dê os céditos devidos.

  99. É impossível não olhar para a Glória e não querer lascar-lhe um beijo. Amo essa mulher!

  100. GLÓRIA PEREZ I

    Cada vez mais o ASD tem me surpreendido positivamente. Digo isso, pois a interatividade e a complexidade dos assuntos tem sido uma marca muito forte nessa nova fase do portal.
    A entrevista de hoje com a novelista Glória Perez foi uma grande surpresa. Sempre li na mídia notinhas maldosas que destacavam a inimizade entre os autores das 21h. Mas, ainda bem que isso não é uma realidade porque o Aguinaldo acabou de provar isso ao permitir a publicação de uma entrevista de outra autora.
    Até hoje nunca tinha visto isso e fico mais feliz ainda por saber que aqui não existem assuntos considerados tabus e nem espaço para a imprensa marrom porque a tônica das publicações zela pela ética, imparcialidade e respeito ao próximo.
    Sem contar que seria uma besteira essa inimizade porque cada um dos oito autores titulares do horário das 21h – já incluo aqui o Walcyr Carrasco- têm os seus méritos para ocuparem o posto que ocupam hoje.
    O aprendizado diário que temos com cada um deles é o mais interessante nesse mundo maravilhoso da dramaturgia. Todos, sem excessão, têm seu jeito particular de nos emocionar. Aula pura que recebemos todas as noites.
    O melhor dissó: de forma ininterrupta há muitos e muitos anos e, se Deus quiser, nunca terminará porque o gênero telenovela vem reconquistando seu merecido espaço no mercado. O brasileiro ama novela por mais que alguns cricríticos queiram rotular o produto como gênero em fase de extinção.

  101. Simone, o que posso dizer dessa entrevista? Você dosou bem curiosidade jornalística com delicadeza para tocar em assuntos tão pesados vividos pela Glória. É muito bom sentir essa ‘humanização’, ver que as pessoas são como nós, como todo mundo. Entrevista sensacional.

    Diferente da que li do João Emanuel Carneiro no Estadão. Não sei se a edição ajudou, mas percebi um pouco de arrogância, principalmente quando fala dos colegas autores.

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,suburbio-e-o-astro-de-avenida-brasil,922131,0.htm

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