JANTARES DOS DEUSES

» Públicado por em jan 26, 2014 | 15 comentários

Demonão e a amante se deliciavam com morangos em seus ardentes encontros. Mas não ficava só nisso. Também degustavam outras delícias que ele mandava para a amada: bolos, queijos e… passarinhos. Não, isso não é roteiro de novela. E sim, parte importante da relação de D. Pedro I (o Demonão ou Fogo Foguinho, como assinava cartas de amor) com Domitila de Castro, a Marquesa de Santos. A comida exercia um componente a mais nos encontros calientes dos dois. Essa e outras histórias sobre a mulher arrebatadora que seduziu nosso primeiro imperador serão contadas pela historiadora e chef Ana Roldão, em “Marquesa de Santos e o cesto de morangos”, primeiro encontro da série “Degustando Palavras”, dia 29 de janeiro, às 18h30, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio. O evento, mensal, apresentará a relação entre comida e personagens famosos da História. Os seguintes a Domitila serão o Chef dos Reis Antonin Carême, o poeta Fernando Pessoa, a pintora Frida Kahlo e o escritor Marcel Proust.

_____________________________________________________

entrevista: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

 

Tímida a princípio, a portuguesa radicada no Brasil Ana Roldão, 50 anos, viaja no tempo e conta histórias dos cinco célebres que vai abordar no “Degustando palavras”, por quase três horas, durante o encontro na Confeitaria Colombo, no Forte Copacabana. Moradora no Rio, há 20 anos, Ana cursou História em sua terra natal, e tornou-se pesquisadora de gastronomia e arte da boa mesa dos séculos XVIII e XIX. Trabalhou em vários museus e instituições culturais, inclusive por 11 anos no Museu Imperial, em Petrópolis, deu cursos e consultorias, e desde 2009 desenvolve o projeto de jantares históricos, em alguns restaurantes cariocas e escolas de gastronomia, com menus da época do personagem abordado, e informações dadas por ela.

Mas vamos à mesa!

MARQUESA DE SANTOS

E O CESTO DE MORANGOS

                                                                                            

FASCINANTE – “A Marquesa exercia um fascínio em D. Pedro I. Com ela, o imperador demonstrava seu gosto por ‘luso-brasileira, de ancas largas e seios fartos’.  Ele mandava vários ‘mimos’ para Domitila: frutas, verduras, manteiga, pedaços de vaca, animais que caçava, e jantavam na casa dela. Detalhe: assim como o imperador, a esposa dele, dona Leopoldina, tinha sua própria cozinheira. Eles não comiam juntos. E a Imperatriz se recolhia às 18h.”.

CARTAS – Para exemplificar a relação dos célebres amantes com a comida, Ana apresenta trechos de duas cartas enviadas pelo Imperador à Marquesa:

 “Santa Cruz, 22 de outubro de 1825,

Estimarei que esta a ache sem novidade, o que dará muita satisfação a este seu

amante. Remeto pelo portador desta um quarto de vaca e ficarei

contente se esta lembrança lhe agradar (…)”

“25 de setembro de 1827

(…) Eu te envio a minha caçada e pesca de pássaros e a caçada de hoje feita

de propósito para te oferecer. Igualmente te envio um cestinho de morangos e só me

resta chorar minha desgraça de te não ver naturalmente hoje (…)”.

SEGREDINHO – “A Marquesa tinha muitas especiarias em casa, vindas das Índias. Elas eram colocadas em seus pratos, que ficavam ‘mais quentes’, já que vários condimentos são afrodisíacos.”

CARDÁPIO – Desafiada a fazer um cardápio que fosse ideal para Marquesa de Santos, Ana Roldão não titubeou: “Como entrada, Creme de mandioquinha ao perfume de bacalhau e azeite de ervas. Os pratos principais poderiam ser Cuscuz Paulista (que aliás era uma especialidade da Marquesa), Arroz de faraona (galinha d’angola) com lentilhas e especiarias. Como sobremesa, Fatias Reais (fatias de pão passadas nas gemas de ovos, cozidas em calda de açúcar, limão, entre outros ingredientes, e polvilhadas com canela)”.

 

 

INDIGENTE – “Durante a Revolução Francesa, Carême foi abandonado pelos pais, em Paris. E na época era comum os filhos de indigentes  trabalharem por casa e comida. Aos 15 anos, ele foi ser aprendiz de confeiteiro, numa patisserie. Na vitrine havia as chamadas ‘peças montadas’, que reproduziam pirâmides, monumentos, templos, todos feitos em massa de açúcar com amêndoas e claras de ovos, o famoso marzipan. Essas peças serviam de centro de mesa em banquetes. Só que Carême queria ir além. Começou a frequentar a Biblioteca Nacional de Paris e pesquisar sobre arquitetura, para fazer grandiosas ‘peças montadas’, como pontes em cima das quais os convidados pisavam, sem nada se partir”.

FAMA – “Com seus trabalhos maravilhosos, ele foi ganhando fama e, no final do século XVIII, já era considerado um dos maiores nomes na culinária francesa. Escreveu livros e criou o famoso chapéu de chef, o toque. Atribuem a ele a invenção do Vol Au Vent.”

APOSTA – “Em 1804, quando Napoleão resolveu comprar o Château de Valençay, no intuito de discutir diplomacia à boa mesa, Carême foi indicado pelo diplomata e ministro Charles Tayllerand para trabalhar lá. Eles se conheciam porque Tayllerand havia proposto uma aposta a Carême e, caso ele conseguisse ganhar, trabalharia na casa do político. O chef teria que criar um menu para o ano inteiro, sem repetição e usando somente os produtos da estação. E conseguiu”

MUDANÇA DE HÁBITOS – “Tayllerand era um gourmet, e incentivou Carême a usar ervas e vegetais frescos, e simplificar os molhos, usando menos ingredientes, que os deixavam mais leves. Foi o início da alta gastronomia francesa. As comidas até então ficavam expostas em travessas de prata colocadas numa mesa grande, fazendo com que os convidados se servissem. Era o chamado serviço à francesa. Havia sopas, assados, patês, massas folhadas, caças, terrines, doces, enfim, mais fartura do que sabor. Como os banquetes demoravam-se por horas, quando as pessoas iam comer, o prato já estava frio. Carême introduziu o serviço à russa, no qual os pratos são servidos um a um, de acordo com o que está no cardápio.”

REI DOS CHEFS – “Depois de Napoleão, Carême foi para a Inglaterra, onde trabalhou para o príncipe regente George IV, em seguida para o Czar Alexander I, em São Petersburgo, e, finalmente para o banqueiro James Rothschild. E ganhou o ‘título’ de Chef dos Reis e Rei  dos Chefs. Morreu aos 50 anos, por problemas pulmonares, causados pela constante proximidade à fumaça da queima do carvão, que vinha dos fornos que usava para trabalhar”.

CARDÁPIO – Para Carême, Ana caprichou ainda mais num cardápio que agradaria o Rei dos Chefs. “Como entrada, Bouillabaisse (sopa ou guisado preparado à base de peixes brancos sortidos, filetes de peixe, vegetais e ervas aromáticas), Torradas com manteiga de anchovas. Os pratos principais poderiam ser Vol au vent de brie, nozes e tâmaras,  Frango ao estragão e guisado de cogumelos com bacon. Como sobremesa, Parfait (camadas de creme ou gelatinas ou purê de frutas ou sorvetes etc, sobrepostas) de limão siciliano e jasmin com coulis de morangos”. Chiquérrimo, não?

 

FERNANDO PESSOA

E OS CAFÉS LISBOETAS

                                                                                                 

BAIXA LISBOA- “Muitas pessoas não sabem, mas Pessoa tinha mais de 70 heterônimos, estudava ciências ocultas, fazia mapas astrais para cada heterônimo e teve uma namorada, Ofélia, a quem chamava, nas cartas enviadas a ela, de ‘meu terrível bebê’. Normalmente introspectivo, era nos nos bares e leiterias da Baixa Lisboa que ele passava horas. No Café Restaurante Martinho da Arcada e na Brasileira (no quadro acima de Almada Negreiros), o poeta encontrava outros escritores e as conversas fluiam.  Sempre regadas à boa comida, café (bica, como é chamado o café bem forte em Portugal) e um bagaço (aguardente)”.

POESIA DELICIOSA – “Em seus versos, ele chegou a citar as costeletas de porco, bifes, bolos, figos, nozes, ovos, queijos, sardinhas e até o arroz doce, sua sobremesa favorita. ‘Ai os pratos de arroz doce, com as linhas de canela!’, escreveu Pessoa”.

CURRY – “Como passou grande parte da infância até os 17, 18 anos morando na África do Sul (sua mãe enviuvou e casou-se com um cônsul, que vivia lá), desenvolveu o gosto pelo caril (curry), uma mistura de especiarias como coentro, gengibre, cominho, casca de noz-moscada, pimenta, entre outras. Ele adorava Arroz de caril”.

BOM DE GARFO – “Ele tinha aquela figura esguia, sempre magro, mas gostava de comer bem. Muitas vezes estava sem dinheiro, e os donos do café Martinho da Arcada ofereciam-lhe uma refeição. Entre os pratos que apreciava estão caldo verde (seu preferido), sopa de camarão, linguado frito, ovos mexidos com chouriço e lombo de porco à galega. No Hotel Alliance, seu preferido era galo estufado com ervilha”.

CARDÁPIO – O ideal para Fernando Pessoa, segundo Ana Roldão, seria um cardápio simples, com o que ele mais gostava. “Como entrada não poderia faltar o Caldo verde. Os pratos principais seriam Linguado frito à lisboeta, Arroz de caril (curry). E como sobremesa tem que ser arroz doce (risos)”.

 

A COZINHA EXÓTICA DE FRIDA KAHLO

                                                                                                   

PACTO DE VIDA – “Depois de uma poliomielite, na infância, do acidente de bonde, aos 18 anos, e das muitas cirurgias que precisou fazer em função disso, Frida fez um pacto com a Chorona (Morte). Para manter-se viva, todos os anos, no Dia dos Finados, faria pratos variados. Ela montava verdadeiros altares, com fotos, imagens religiosas, velas, pães, fitas, caveirinhas de açúcar, entre outros objetos. Seu pacto extinguiu-se quando, aos 47 anos, morreu de pneumonia”.

ERVA SANTA – “Ela possuia o que chamava de Livro da Erva Santa, no qual escrevia suas receitas, pensamentos, suas dores e amores. Só que o livro sumiu no dia em que foi aberta uma exposição em homenagem a ela, no Palácio de Belas Artes. Mas várias receitas foram resgatadas”.

CULTURA – “Muito ligada à cultura e ao folclore do México, Frida tinha essa influência no vestir e nos pratos que gostava. A comida, aliás, era uma forma que buscava para manter sempre perto de si o marido, Diego Rivera, com quem teve um relacionamento tumultuado. Com ele, a pintora morou um tempo nos Estados Unidos, que se referia como “gringolândia”, e lá se encantou com a Torta de Maçã da Mommy Eve. Frida chegou a escrever sobre sua experiência na ‘gringolândia’: ‘Não gostei nada de comer no meio dos branquelos. Eu só queria um ovo mexido com sua pimentinha e uma pilhazinha de tortillas, mas não havia jeito, tinha que ficar quieta e engolir os insultos para desfrutar do mundo moderno’.

OBSESSÃO – “A paixão e sofrimento pelo marido era grande. Mesmo sabendo que ele teve seis filhos com a irmã dela, Cristina, a pintora depois de separar-se de Diego, volta com ele. Bissexual assumida, ela teve vários romances, mas era o marido que estava sempre em primeiro lugar: ‘Diego está na minha urina, na minha boca, no meu coração, na minha loucura, no meu sono, nas paisagens, na comida, no metal, na doença, na imaginação’. E sua bebida era a tequila: ‘Bebo para afogar as mágoas. Mas as danadas aprenderam a nadar´.

CARDÁPIO – Para Frida Kahlo, a chef Ana preparou uma lista de delícias mexicanas e a torta que a encantou. “Como entrada, Queijo panela (tipo frescal) ao forno. Para os pratos quentes pensei em Taquitos de camarões e guacamole, Lombo ao molho de tequila, Arroz mexicano. E aTorta de maçã da Mommy Eve, como sobremesa”.

AS MADELEINES DE MARCEL PROUST

                                                                                              

LEMBRANÇAS – “Proust era um garoto frágil, tinha asma, e passava muito tempo na casa do tio-avô, nas férias. Suas memórias de infância se remetem à família. E foi assim que ele eternizou as deliciosas madeleines em sua obra No Caminho de Swann (1913), primeira parte de Em Busca do Tempo Perdido: “E de súbito a lembrança me apareceu. Aquele gosto era do pedacinho da madeleine que minha tia Léonie me dava aos domingos pela manhã, em Combray (…)”.

SOFISTICADO – “Proust era um gourmet sofisticado e um excelente anfritrião. Como não trabalhava, ele vivia às voltas com amigos ricos, que davam-lhe acesso aos salões da alta burguesia, onde obteve muito material para Em Busca do Tempo Perdido”.

DELEITE – “Ele fala do livro como se fosse uma massa de bolo, que é misturada e depois aberta para ser finalizada. Proust faz uma equivalência entre escritor e cozinheiro: ‘Eu me deixava levar com deleite pelo gosto que tinha pelas palavras, como um cozinheiro que, quando não está ocupado cozinhando, finalmente acha tempo para ser um gourmand.’

CONFINADO – “Proust nunca trabalhou no emprego que haviam arranjado para ele, como voluntário na Biblioteca Mazarine: conseguiu uma licença por doença e, depois de vários anos, foi aposentado. O escritor continuou morando no apartamento dos pais depois da morte deles. E, nos últimos três anos de vida, preferiu ficar confinado em seu quarto. Ele dormia durante o dia, e escrevia à noite, para terminar Em Busca do Tempo Perdido”.

CARDÁPIO – Para o escritor, Ana Roldão optou por um prato de peixe e outro de carne. “De entrada,  Ovos à coccotte. Os pratos principais seriam Lagosta à Americana, Pernil de cordeiro ao molho béarnaise. Além das adoradas Madeleines, na sobremesa poderia sugerir também Tigelinhas de creme de chocolate”.

 

RECEITAS QUE ELES ADORAVAM SABOREAR

Marquesa de Santos

CUSCUZ PAULISTA

Ingredientes

500 g de camarões médios; suco de 1 limão; 500 g de lombo de porco; 3 ovos cozidos; 1 kg ou 2 vidros de palmito em conserva; 4 colheres (de sopa) de manteiga; 1 cebola grande picada; 3 dentes de alho; 8 tomates sem sementes e picados; 3/4 de xícara (de chá) de polpa de tomate; 200 ml de leite de coco; 1 maço de cheiro verde picado; 1 xícara (de chá) de farinha de milho; 1 xícara (de chá) de farinha de mandioca; folhas de salsinha para decorar; sal e pimenta-do-reino a gosto 

Modo de Preparar

Limpe os camarões: retire as cascas, as tripas, e faça um corte nas costas deles. Lave-os bem, transfira-os para uma tigela e tempere com o suco de limão e sal. Numa panela, coloque 15 camarões, tampe e deixe cozinhar no próprio vapor em fogo médio, por aproximadamente 7 minutos.

Numa tábua, corte os ovos cozidos e os palmitos em rodelas. Corte o cação em cubos de 2 centímentros e reserve.

Umedeça uma forma de pudim com água para que o cuscuz desenforme mais facilmente. Disponha de maneira harmoniosa as rodelas de ovo e de palmito e os camarões cozidos. Reserve.

Numa panela, coloque a manteiga e leve ao fogo. Quando derreter, acrescente a cebola e mexa até que fique transparente. Adicione o alho e, assim que dourar, coloque os tomates picados e deixe cozinhar por 10 minutos. Junte a polpa de tomate, o leite de coco e o cheiro verde. Tempere com sal e pimenta-do-reino. Deixe cozinhar por mais 15 minutos, e retire do fogo.

Bata o refogado de tomate no liquidificador. Leve-o de volta à panela e deixe cozinhar em  fogo médio. Adicione o cação e os camarões crus, mexa bem e, aos poucos, coloque a  farinha de milho e a de mandioca. Continue mexendo até que a mistura se desprenda do fundo da panela. Acrescente o restante do palmito, misture e retire do fogo.Transfira o cuscuz para a forma preparada e cubra com papel filme. Quando esfriar, leve-a à geladeira por 3 horas.

Em seguida, desenforme sobre um prato e decore com as folhas de salsinha. Sirva frio.

Antonin Carême 

VOL AU VENT DE BRIE, NOZES E TÂMARAS

Ingredientes

4 vol au vent de massa folhada; 200g de queijo brie; 100g de nozes picadas; 50g de tâmaras picadas

Modo de preparo

Cortar o queijo em pequenos quadrados, e misturar com as nozes e tâmaras picadas. Rechear com a mistura de ingredientes os vol au vent, já assados, e levá-los ao forno apenas para derreter o queijo.

Servir imediatamente.

Fernando Pessoa

ARROZ DOCE

Ingredientes

250g de arroz; 1 litro de leite; 250g de açúcar; 3 gemas de ovos; 2 colheres (de sopa) de manteiga; 1 pedaço pequeno de canela em pau; 2 cascas de limão; canela em pó; 1 pitada de sal 

Modo de preparo

Em uma panela coloque o arroz para cozinhar em bastante água. Em outra, ferva o leite junto com o pau de canela e as cascas de limão. Depois, junte o arroz cozido, e deixe ferver em fogo baixo por 3 minutos. Coloque o açúcar, o sal e a manteiga, mantendo o fogo baixo por 15 a 20 minutos, e mexendo de vez em quando. Retire a panela do fogo, adicione as gemas, e mexa energicamente. Leve de volta ao fogo até ferver, sem parar de mexer.

Assim que estiver pronto, sirva em pratos ou taças decorados com canela em pó.

Frida Kahlo 

LOMBO AO MOLHO DE TEQUILA

Ingredientes

Um lombo de porco de mais ou menos 1 ½ kg; 15 azeitonas verdes (sem caroços) cortadas; em rodelas finas; ½ pimentão verde (sem sementes) cortado em tiras finas; 1 pimentão vermelho (sem sementes) cortado em tiras finas; 4 dentes de alho bem picados; pimenta do reino a gosto; sal a gosto; 2 colheres de sopa de óleo de sua preferência; 1 xícara de água; 1 xícara de tequila do tipo “Reposado” (engarrafada após 2 meses, mas com menos de 1 ano de maturação em barris de carvalho); 1 colher de sopa de manteiga fria; 1 colher de sopa de farinha de trigo; molho de pimenta vermelha a gosto.

Modo de Preparar

Faça um corte no meio do lombo em todo o seu comprimento, quase chegando até o lado oposto, mas deixando as partes unidas. Esfregue-o com pimenta do reino e sal a gosto. Em seguida, na parte de dentro do corte coloque os pimentões cortados, o alho e as azeitonas. Feche o lombo, prendendo-o com palitos. Depois, amarre-o com barbante de cozinha e remova os palitos.

Aqueça o óleo em fogo alto numa panela grande e funda. Doure o lombo por completo, e  transfira-o para uma assadeira. Acrescente a água no fundo da assadeira, cubra com papel alumínio e leve ao forno, pré-aquecido a 180ºC, por 45 minutos.

Remova o papel alumínio, acrescente a tequila, e leve-o de volta ao forno por mais 30 a 45 minutos. Depois, retire-o do forno e coloque-o numa travessa para descansar, enquanto prepara o molho.

Preparo do molho

Com as pontas dos dedos misture, num recipiente, a manteiga com a farinha de trigo até que formem uma pasta amarela. Transfira o caldo da assadeira para uma panela e coloque-a em em fogo médio. Quando o caldo começar a ferver, abaixe o fogo e vá acrescentando a pasta de manteiga aos poucos, mexendo sempre com uma colher de pau. Quando toda a pasta tiver se desmanchado, mexa até que o molho tenha consistência de mingau mole. Ajuste o sal e, se quiser, acrescente o molho de pimenta vermelha.

Despeje o molho em uma molheira, desamarre e fatie o lombo, que está pronto para servir.

Marcel Proust   

MADELEINES

Ingredientes

125 g de farinha de trigo; 125 g de açúcar; 125 g de manteiga derretida; 2 ovos; raspas da casca de 2 limões sicilianos; 2 colheres (de café) de fermento em pó

Modo de preparo

Bata os ovos com o açúcar, até obter uma mistura clara e fofa. Adicione a farinha e o fermento peneirados juntos, e mexa até incorporá-los. Acrescente a manteiga derretida e as raspas de limão. Deixe descansar por cerca de 20 minutos, enquanto isso unte as forminhas.

Após o tempo de espera, preencha 2/3 da capacidade das forminhas com a massa. Asse por 15 minutos em forno pré-aquecido a 220º C. Desenforme enquanto as madeleines ainda estiverem mornas. Elas também podem ser servidas envoltas em açúcar de confeiteiro.

Observação: As forminhas para fazer as Madeleines são em formato de conchas do mar. Mas se você não tiver, podem ser usadas formas de empada ou de pão de queijo.

 

SERVIÇO

SÉRIE DE ENCONTROS “DEGUSTANDO PALAVRAS”

ABERTURA: “MARQUESA DE SANTOS E O CESTO DE MORANGOS”

DATA: Quarta-feira, 29 de janeiro de 2014, das 18h30 às 20h30

PROGRAMAÇÃO: De janeiro a maio de 2014, na última quartas-feira de cada mês, sempre das 18h30 às 20h30. ANTONIN CARÊME E A ALTA GASTRONOMIA: 26/02, FERNANDO PESSOA E OS CAFÉS LISBOETAS: 26/03, A COZINHA DE FRIDA KAHLO: 30/04, AS MADELEINES DE MARCEL PROUST: 28/05. 

INSCRIÇÕES – Pacote promocional de 5 encontros: R$ 230; ou R$ 50, por encontro

(inclui brinde gastronômico por apresentação). Contatos: eventos@babiloniaeditorial.com.br

e tels.(21) 3215-6783 e (21) 3258-3365

LOCAL – Centro Cultural Justiça Federal -Sala Multimeios

Av. Rio Branco 241, Centro, Rio de Janeiro

 

15 comentários

  1. but if you are real Sushi fan, and are willing to pay more for very good Sushi you sholud consider Kyoto Sushi restaurant in Santiago de Compostela. If you like Sushi and eat it once in a while, La Casa de la Marquesa is a great place,

  2. Ontem foi ao ar o ultimo capitulo de Amor a Vida, e enfim o tão aguardo beijo gay, para minha surpresa e de tantos foi ao ar, fico morto de curiosidade para saber o que o Guinaldão achou de tudo aquilo.
    Um simples selinho que alguns já dizem por ai que a Hebe fazia aquilo desde que o mundo é mundo e não causou tanto estardalhaço.
    A cena final entre o Cesár e Félix foi linda.
    Aguinaldo Silva
    Gabriel quereeeedo, não vi a cena, porque estou fora do Brasil, mas fiquei surpreso por não ter ocorrido o terremoto que devastaria todas as favelas do Rio de Janeiro, nem a tsunami que colocaria no fundo do mar desde o Recreio dos Bandeirantes ao Leme: não era o que diziam que ia acontecer se a televisão brasileira algum dia mostrasse um beijo gay? Como não aconteceu nada demais, e depois do beijo todos os telespectadores foram dormir tranquilos e com suas respectivas sexualidades em ordem, proponho que numa das próximas novelas se dê um passo adiante: que o beijo gay seguinte seja DE LÍNGUA!

  3. Eu entendi direito?
    O danado de Carpina agora tem dois restaurantes em Lisboa, o Brasileirissimo e o Avenue?
    Ou o Brasileirissimo mudou de nome e virou Avenue.
    Ou muito pelo contrário?

  4. Faço sempre esse peixe com esse molho de acerola.
    Tambaqui ao molho de acerola.
    Ingredientes

    1kg de costela de tambaqui
    Suco de 1 limão
    2 dentes de alho amassados
    Pimenta do reino a gosto
    Sal a gosto
    4 colheres (sopa) de azeite
    1 cebola picada
    2 colheres (sopa) de salsinha picada

    Molho de acerola

    3 colheres (sopa) de azeite
    50g de manteiga
    1 dente de alho picado
    1 cebola picada
    2 colheres (sopa) de salsinha picada
    Pimenta dedo de moça sem as sementes picadas a gosto
    1/4 xícara (chá) de mel

    Modo de preparo

    Tempere o peixe com o limão, o alho, a pimenta e o sal.
    Em uma forma refratária, coloque o azeite, a cebola e a salsinha.
    Coloque o peixe e leve forno preaquecido a 180C, por 20 minutos.
    Em uma panela, aqueça o azeite e derreta a manteiga.
    Refogue o alho, a cebola, a salsinha e a pimenta.
    Acrescente a polpa de acerola e mexa.
    Adicione o mel e deixe reduzir, em fogo baixo, por 15 minutos, até engrossar.
    Passe por uma peneira.
    Sirva o peixe ainda quente com o molho de acerola.

    Rendimento: 6 porções
    Tempo de preparo: 40 minutos

  5. Eu não vejo a hora de conhecer o novo Restaurante.Marilia Gabriela é 10!

  6. Mas que maravilha toda a miscelânea de delícias viscerais na leitura desse texto! Obrigada por compartilhar. Beijos encantados.

  7. Assim como gosto desse negócio de teledramaturgia, gosto – também – de gastronomia. Ah, e como não dizer que gosto muito de ler uma boa entrevista tipo essa que nos foi brindada por quem sabe; tanto a Simone quanto a entrevistada nos cai bem ao paladar… formidável!
    Mas, um pouco fora do assunto e – ainda na cumplicidade dos que gostam-, deixo um pequeno pensamento desenhado na grafia das crias da língua saxonica:

    Toma:
    TEATRO: “This primitiva art, I still like! Even the fate pushing me with strong winds – and against my will – to nowhere.” r.witz

  8. A pedidos, duas receitas que Frida Kahlo usava pra trazer Diego Rivera (traidor compulsivo) pra junto dela…rsrsr

    Arroz à Mexicana
    Ingredientes:
    1 xícara de arroz; azeite de oliva; caldo de frango; 1 cenoura cortada em cubos; 1 xícara de ervilha; batatas em cubinhos; 2 tomates médios; 1 pedaço de cebola; 1 dente de alho; sal a gosto.

    Modo de preparo:
    Deixe o arroz de molho por 10 minutos numa panela com água fervente.
    Em seguida, escorra-o e deixe-o ao sol por 15 minutos.
    Aqueça o azeite numa panela (até que fique bem quente), e frite o arroz com os legumes. Enquanto isso, triture o tomate, a cebola e o alho com um pouco de água. Junte o tomate moído, coado e temperado com sal.
    Quando o azeite começar a ferver, acrescente sobre o molho de tomate duas xícaras de caldo de frango.
    Tampe e cozinhe até que o líquido secar. Sirva quente.

    COSTELAS
    Ingredientes:
    2 costelas de porco em 2 pedaços;1/2 colher (de chá) de cominho moído; 6 dentes de alho picados; 6 dentes de alho inteiros; 1 colher (de chá) de sal; 2 colheres ( de sopa) de banha de porco; 4 xícaras de água; 1/4 de cebola em pedaços; 8 chiles serranos (tipo de pimenta mexicana); 1kg de tomates verdes sem casca; 8 ramos de coentro fresco; sal e pimenta a gosto.

    Modo de preparo:
    Faça uma mistura com o cominho, alho picado e sal, e passe nas costelas. (*Dica: tempere com antecedência para que o sabor fique acentuado).
    Ferva as costelas numa panela grande com água suficiente para cobri-las.
    Cozinhe até que consiga enfiar um garfo na carne sem dificuldade.
    Tire o caldo das costelas, e frite-as na manteiga por 10 minutos – depois reserve.
    Coloque a água e os demais dentes de alho em outra panela. Assim que a água ferver, junte a pimenta e as cebolas, e deixe cozinhar por 5 minutos. Depois, triture tudo até que vire um purê. Nessa mistura acrescente duas xícaras com o caldo das costelas e adicione o coentro.
    Aqueça duas colheres da banha em que fritou as costelas numa frigideira, junte o purê e deixe cozinhar (com tampa) por 10 minutos.
    Coloque as costelas nesse molho, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar em fogo baixo por 20 minutos. Sirva em seguida.

  9. Ai a gula é um dos meus pecados capitais favoritos.

    Muita coisa gostosa e com nome que parece gostoso.
    Agora deu vontade de um simples caldo verde!!!

  10. Queria dizer “amei” e não esse “ameni”que saiu da cabeça maluca do corretor automático. A boa mesa é um tema que me fascina. Obrigada pela dica, Simone.

  11. Ameni, Simone.

  12. Magdalena, só de pensar nessa comilança toda já me vejo obesa!! Mas o arroz doce (sobremesa preferida da minha mãe) e Madeleines (fáceis de fazer) dão menos “culpa”. Por falar no Monsieur Proust, acho que vc ficaria só degustando as Madeleines mesmo: ele era gay assumido. srsrs Bjssss

  13. Realmente SIMONE, Jantar dos Deuses, né?
    E será que eu seria uma \"Adorable Madeleine pour Monsieur Proust?\"
    RSRSRSRSRS
    De qualquer jeito um texto extraordinário e muito interessante!
    Parabéns Simone e Parabéns Ana Roldão pela pesquisa e pelo trabalho magnifico que a senhora faz!
    Magdalena

  14. Realmente SIMONE, Jantar dos Deuses, né?
    E será que eu seria uma “Adorable Madeleine pour Monsieur Proust?”
    RSRSRSRSRS
    De qualquer jeito um texto extraordinário e muito interessante!
    Parabéns Simone e Parabéns Ana Roldão pela pesquisa e pelo trabalho magnifico que a senhora faz!
    Magdalena

  15. <3 <3 <3

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Security Code: