ELE FALA MUITO… E DIZ TUDO

» Públicado por em mar 5, 2014 | 45 comentários

Confesso que tive medo. Durante uma conversa de 1h50m com Alexandre Nero, que protagonizará Falso Brilhante (título provisório), ele diz que como boa “metamorfose ambulante” poderia mudar de ideia sobre tudo no dia seguinte. E havia um Carnaval inteiro entre a entrevista e esta postagem! Mas, da maneira sincera, intensa e entusiasmada como falou um pouco sobre tudo, acho que o intérprete do José Alfredo de Medeiros, o Comendador da trama de Aguinaldo Silva, mantém o que está escrito. Curitibano até a ponta do último fio de cabelo, Nero, de 44 anos, namorando há dois a atriz Karen Brustoline, está empolgadíssimo com a estreia como protagonista da novela das 21h. Inquieto, ansioso, mãos que não param de alisar os braços da cadeira e de mexer no cabelo, sorrisos, risos e gargalhadas, o ator e cantor diz que anda se policiando pelo exagero de sinceridade. Será? Dê uma olhada na matéria – que traz um pequeno perfil do personagem e suprime alguns nomes de intérpretes para manter a surpresa – e diga o que acha. Para mim, ele botou fogo no ASD!

entrevista de Simone Magalhães

fotos de Fco. Patrício

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Vamos começar?

Mas me fala o que você sabe do personagem.

José Alfredo sumiu, aos 22 anos, porque era apaixonado pela cunhada, numa situação que não atava nem desatava. Ele foi em busca de uma nova vida, e conheceu um homem que indicou o caminho das pedras, literalmente. Sofreu pra caramba, trabalhou demais, muitas brigas, cicatrizes, tiro, um horror (risos). Acabou na África do Sul, ficou rico com diamantes, e voltou ao Brasil. Aos 50 anos, chamado de Comendador, casou e descasou de Maria Marta (Lília Cabral), tem três filhos e uma amante ninfeta. Ele construiu a cadeia de joalherias Império, com lojas no Brasil e no mundo: Rio, Paris, Roma e Amsterdam (risos). Aí, aparece a Cristina (Leandra Leal) dizendo-se filha dele com a tal cunhada, já morta. Situação tensa. Ao mesmo tempo desaparece seu amuleto da sorte, um enooooorme diamante cor-de-rosa. Encontrar a pedra será a reafirmação do poder dele, a felicidade, a prosperidade, a finalização da novela, quem sabe… (risos)

Mas será que a Cristina é filha mesmo? Acho que não.

Pode ser um incesto, e, depois, descobrirem que não é.

Fco Patrício – É filha dele, sim!

E será que o diamante existe? Pode ser um simbolismo…

Também pensei nisso!

São tantas possibilidades! Adoro isso! (risos) Sem falar que o Comendador pensa em deixar tudo para a filha do meio, Maria Clara (Andréia Horta), só que ele é imortal…

Como assim? Imortal?

Ele é como Aguinaldo Silva: vai viver mais de 200 anos! (risos)

Sabe que quando li na sinopse que era grisalho e só usava roupas pretas, pensei no Aguinaldo… Será um alter ego?

Fco.Patrício – Não… Tem a ver com outra pessoa, que não é daqui. Mas isso não pode ser divulgado.

Nem pra mim?

Fco. Patrício – Não posso…

Ah! Fiquei péssima!

 

E vamos ao diamante bruto

 

Como foi saber que seria, pela primeira vez, protagonista da novela das 21h?

Achei que era um boato, mentira. Saiu no jornal, nas redes sociais, os amigos começaram a me dar parabéns. Só quando o Aguinaldo colocou no twitter: ‘Descobriram  que estou querendo Alexandre Nero para protagonista da minha próxima novela. Será que meu telefone está com escuta’, achei que era verdade. Mas eu nunca falei com o Aguinaldo, a não ser ‘oi’. Até que encontrei o Papinha (Rogério Gomes, diretor de núcleo), no Projac, e ele confirmou. ‘É verdade? Claro que vou fazer!’.

E a sensação?

O boato virou desespero!(risos). Quando é virtual tudo é fácil, quando vira real…Virtualmente as pessoas são muito corajosas, a internet está mostrando muito isso: quando pensei que era boato, pensei que, se fosse verdade, eu ia arrasar, seria maravilhoso, que tinha que ser eu… Quando soube, pensei: ‘Meu Deus, não vai dar certo!’.

Gera uma insegurança?

Gera. Primeiro, porque como protagonista você carrega a história, está todo dia na casa das pessoas, tem que agradá-las, tem que ser acessível, mesmo que seja do mal ou um rabugento tem que bolar um jeito de que gostem de te ver. Mas o bom é que você não faz sozinho: tem um arsenal de gente brilhante em volta. É disparado o personagem mais difícil que já fiz na TV.

Você vai interpretar um homem mais velho, grosseiro, centralizador…

Sou  uma pessoa de espírito jovem, não tenho filhos – ele é um homem que tem três, isso muda muita coisa -, o sofrimento da vida não me assusta, vivo sozinho desde os 14 anos. Muitas coisas serão carregadas comigo, outras não. Preciso me encaixar nesse cara. Vou envelhecer fisicamente, intelectualmente. Mas, por enquanto, ainda não sei de nada. São elucubrações. Estou a caminho do personagem. O Papinha já me indicou um filme para ter uma ideia.

Qual?

O Leão do Inverno (1968), um trabalho espetacular do Peter O´Toole. E olha que quando ele fez o filme tinha 37 anos, e interpretava um rei bem mais velho, que vivia separado da rainha, tinha uma amante, e três filhos querendo reinar. É claro que é diferente: um filme tem 50 cenas; a novela, 5000 (risos). Mas a história é muito próxima.

Mas como você vê o Comendador?

Vejo como um peão. A mão é grossa, de quem trabalhou muito para arrancar diamantes. Tem uma relação distante com Marta (Lília Cabral), e uma amante muito mais nova (Maria Isis, vivida por Marina Ruy Barbosa). Ou seja, o Aguinaldo construiu um protagonista que não é bonzinho. E é muito bom interpretá-lo até porque faz tempo que não se tem um protagonista homem em novela das 21h.

 

Seu personagem é ambicioso. Você tem ambições?

Não tenho ambição material. Tenho uma ambição muito grande em relação ao meu trabalho.

E vaidade?

Também em relação ao trabalho.

Há algo em comum entre você e o Comendador? Sei que você não é do mal…

Todos somos do mal. Um pouco.

Mas ele é péssimo! (risos).

Não sei se é tão assim. É casca grossa. Criou uma casca porque a vida deu uma chapuletada nele. Tanto que a Cristina começa a quebrar algumas cascas dele. Aparentemente muito grosseiro, mas não é. Foi um homem que apanhou a vida inteira. Vamos deixar bem claro: é muito importante você escrever que tudo o que estou falando é sem conversar com o Papinha, sem conversar com ninguém, pura elucubração. Tenho muito que aprender desse homem. Na minha visão: ele fala fácil, alto, passou muito perrengue, sabe como foi difícil conseguir o que tem hoje. Ele matou um homem! A vida dele foi doída. E tem orgulho do que construiu, e protege esse império das pessoas que tentam roubar isso dele, acho que é por isso que usa essa casca grossa.

Você acha que todos os personagens são defensáveis?

Todos. Defensáveis do ponto de vista humano. Não quer dizer que eu, Alexandre, concorde com o que eles fazem. Não sei nem se a palavra é defensável, acho que é… compreensível. Eu compreendo o personagem quando ele faz uma tremenda maldade, não o defendo. O que eu quero dizer, por exemplo, é que eu compreendo Hitler ter feito o que fez, mas eu não defendo. Ele queria uma raça pura, que é um absurdo, eu compreendo, ele tinha seus objetivos. Compreendo as matanças ou as violências… compreendo qualquer coisa, mas não defendo. Acho que o ser humano é passível de qualquer coisa, todos nós somos. Seja da coisa mais doce às mais cruéis. Hitler amava os animais. Tinha uma vida absolutamente normal, o pensamento dele era desviado em relação a uma outra coisa. É importante diferenciar muito bem as coisas, a não ser quando o homem é doente, que não consegue compreender muito bem o que está fazendo socialmente. Mas acho que todos nós somos passíveis de qualquer coisa.

Se fizessem mal ao meu filho, eu poderia matar, tentaria tudo, seria uma leoa.

Taí, aonde eu queria chegar… Você é capaz de matar alguém? ‘Não, não sou. Mas com meu filho é diferente’. Não, não é diferente.

Seu personagem tem uma amante jovenzinha e sensual, a Maria Ísis (Marina Ruy Barbosa). É por afirmação – está na Idade do Lobo… -, por que gosta dela ou se aproveita porque é uma ninfeta?

Acho que é um homem que não quer casar, não quer se envolver emocionalmente. Tem nela o sexo fácil, o carinho necessário. Se está bem assim pra ela, e está bem assim pra ele, por que, não? Não vejo isso como se aproveitar. Se ele usa a juventude dela; ela usa a experiência, o dinheiro dele. Qualquer relação tem interesse.

Qualquer relação tem troca.

Você só pode se casar com alguém por quem tem interesse.

Nem que seja por…

Amor

Amor (falamos ao mesmo tempo/risos).

Mas ele já não ficou com a mulher, tem um vácuo do amor do passado. A menina pode trazer um resgate da juventude.

Acho que é um pensamento feminino. Um pensamento romântico.

Vocês, homens, são mais racionais.

A amante é só uma válvula de escape. Ele deve dizer assim: ‘Vai pegar uma água pra mim’. Se ela for, tudo bem. Se não, surge o casca grossa. Não se esqueça de que ele já matou um homem, no passado. Mas tudo isso vai depender de quando entrar no set (de gravação) e começar a conhecer os personagens. Aparentemente, na minha cabeça, penso nesse homem desse jeito: anestesiado. Sofreu a grande desilusão amorosa da vida, soube que a cunhada estava grávida, foi embora e nunca mais voltou, sofreu pra caramba, enriqueceu e ficou assim.

Mas ele demonstra preferência pela filha Maria Clara, como herdeira. Gosta mais dela ou é a mais parecida com ele?

Pelo que li, o filho que tem mais ver com o Comendador é o mais velho, José Pedro, que é ganancioso (favorito da mãe para tomar conta do império). O menor, João Lucas, não quer saber de nada (como é jogado para escanteio pelos pais, procura chocá-los adotando um estilo de vida questionável). Já a Maria Clara não pensa em dinheiro, é a menos interessada, quer viver de amor, de arte.

 

UMA BABEL MUSICAL

 

Vamos falar das suas músicas. No fim do ano passado, você lançou o DVD Revendo Amor Com Pouco Uso, Quase na Caixa, com várias canções gravadas anteriormente. Se não fosse participar da novela, iria sair em turnê.

Isso.

Seu DVD é muito doido, né?

Você viu? Mas ele não é muito louco (risos)

Fiquei surpresa com as regravações de Não Aprendi Dizer Adeus (Leandro & Leonardo) e Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro), e com as letras mais intensas, fortes. Mas achei a música, Vendo a Vista, cantada com André Abujamra, muito bonitinha, assim como Paixonite.

Então… A concepção artística do DVD, cenicamente, dos figurinos, tudo, foi pensado numa banda de fanfarra, de coreto, do interior.

Corrija se eu estiver errada: tem um quê de fanfarra, de realejo, de acordeon francês, lembra aquele carrossel que tem perto da Torre Eiffel…

Exatamente. Foi um trabalho de pesquisa.

Você já se interessava por esse tipo de música? Remonta à sua infância?

Não… Quando criança toquei caixa na fanfarra do colégio, em Curitiba. Não levava a sério, queria ser veterinário. Logo me mudei pra São Paulo, depois Minas Gerais, e acabei me formando Técnico em Agropecuária. Voltei a São Paulo, comecei Administração, mas não tinha nada a ver comigo, e fui para Curitiba para estudar e viver de música. Depois, comecei a fazer teatro por curiosidade, para ter presença de palco.

Viver de música era…

Cantar em barzinho. Em São Paulo, eu tinha um emprego legal, supervisor de marketing de assinaturas de TV a cabo, e fazia faculdade, à noite. Tinha esse ranço de ter que estudar. Mas não era o que eu queria. Em Curitiba, participei de milhões de bandas – de baile, de forró, e música gaúcha. Muitas experiências.

Sua relação com a música ainda é muito forte?

Já foi maior. Hoje, por exemplo, não é mais. Antes de entrar na Globo, minha relação como ator era bissexta, fazia só o que eu queria, as peças de teatro que gostava, que me divertiam, que eu queria falar alguma coisa ou que fazia as trilhas (sonoras). A música era o meu ganha-pão. Com a Globo as coisas se inverteram. Agora a Globo é o meu sustento, e a música virou hobby. Sou um profissional da música, porém não é o meu foco de ganhar dinheiro.

No exterior um artista que interpreta, canta, dança e sapateia é considerado completo, aqui as pessoas têm tendência a estigmatizar: ou é ator ou é cantor.

Acho uma pena as pessoas acharem que você tem que ser ator, e não pode ser outra coisa. É como o médico, que pode ser pediatra e cardiologista… Eu sou um artista, e tenho as minhas especializações, que são música e artes cênicas.

Uma curiosidade. Em duas músicas (‘Boa Pessoa’ e ‘Cuecas e Calcinhas’) você fala da mulher de pijama, não de camisola…

Que engraçado! (risos) Você percebeu isso? É que em Curitiba é muito frio, e, geralmente, elas usam pijamas. Existem muitos Brasis dentro do Brasil. Curitiba é lugar completamente diferente!

Você procura manter suas raízes curitibanas.

Durante muito tempo o Rio de Janeiro foi capital, não só do país, mas capital cultural. Ele representa muito o Brasil historicamente. Tem samba, Maracanã, futebol, mulatas, praias. E Curitiba não tem nada disso. Como se não fizesse parte do Brasil. Quis centralizar o DVD lá. Tento segurar bastante meu sotaque, mais por ideologia, mostra de onde você vem. Um amigo poeta diz que o sotaque faz prestar mais atenção no que você diz. Eu adoro, sou apaixonado pela minha cidade. Mas acho que, a princípio, como esse personagem é de Pernambuco, deveria ter um sotaque pernambucano muito leve, porque mora no Rio e mistura palavras em inglês macarrônico. Mas isso tem que ser conversado com a direção.

Aquele nordestinês da Globo…

Não, não. Aí é que está. Eu posso errar, mas todo mundo pensa que o sotaque de Curitiba é o gaúcho.

Lembra… Mas é menos puxado.

Não tem nada a ver! Não tem nada a ver! Não tem nada a ver! (enfatiza, enquanto bate levemente com a mão na mesa). Então, o pernambucano sabe que o sotaque de Pernambuco não tem nada a ver com o do Ceará, como não tem nada a ver com o da Bahia. Pra você é tudo igual. Como eu sei que a maioria dos atores da Globo faz sotaque gaúcho como se fosse curitibano, quero tomar o maior cuidado de não fazer como se fosse baiano ou cearense. Estou estudando para isso. Não quer dizer que vou acertar, mas quero tentar fazer. Sem dúvida vai ser o trabalho mais difícil que já fiz na televisão, talvez até na minha vida, no teatro.

Isso lhe deixa ansioso?

Eu sou um cara ansioso. Isso me deixa com medo, e é bom. Eu vou pra cima. Se estou preparado, só vou saber depois. Acho que não tem como dar errado. Lembro de clássicos do Aguinaldo que assisti quando era adolescente: Tieta, Roque Santeiro… São obras-primas.

Gosto muito do realismo fantástico. O Comendador tem um diamante cor-de-rosa. Isso atiça a imaginação?

As pessoas estão pouco imaginativas, não conseguem enxergar metáforas nas coisas. Acho que o Aguinaldo tem muito humor no que ele escreve. Mas humor não quer dizer só bom humor, o mau humor também é instigante. O diamante cor-de-rosa pode vir com um monte de brincadeiras, pode ser divertido. É um símbolo. Eu mesmo tenho um pedaço de árvore na minha casa, que guardo do tempo em que era miseravelmente pobre, desgraçado. Significa que já estive na merda assustadora (gargalha), só pra eu saber que posso voltar qualquer dia pra lá ou que não quero voltar! Ele está ali, mostrando: ‘Olha o que já andei!’. É de uma época, em Curitiba, que estava muito ferrado, sem emprego, não conseguia nada, tudo que fazia dava errado. Teve um dia em que me abracei a uma árvore, fiquei falando sozinho – ou com o céu – e, depois, levei esse pedaço de árvore, uma casca, que guardo há 20 anos. O diamante pode significar tanta coisa. É que as pessoas não conseguem usar as metáforas nas suas vidas.

É por isso que você gosta tanto de jogos de palavras nas suas letras de músicas?

É. Palavra pra mim é brinquedo. Hoje mesmo pensei: ‘Tenho que reler Rei Lear’, olha o jogo de palavras!

Algumas letras têm palavrões…

Quais palavrões? Eu não falo palavrões! Eu não falo palavrões! Defina palavrão!

O que é consenso, o que todo mundo acha. A música Domingos, por exemplo…

Só porque repete várias vezes: ‘Vamos foder o dia inteiro’? Isso é uma declaração de amor!

Em outra música, Hilário, você canta que tem motivo pra mandar a moça tomar no c… , com ênfase na letra “u”.

Gente, isso é uma coisa tão comum. Qualquer criança fala isso.

Você tem um público-alvo?

Os conservadores, quero que eles ouçam (risos). Adoro provocá-los! Televisão aberta é uma concessão pública, uma responsabilidade do Governo e, aí, ele vai lá e diz o que pode, o que não pode. Mas se a coisa é minha, o meu poema, a minha música, é a minha boca que está falando, posso falar o que eu quiser. Eu não me censuro em nada.

É difícil cantar essas músicas em um programa.

Nos bons programas eu vou cantar. No Jô Soares, já cantei duas vezes. Mas tenho outras músicas.Tento falar de amor de várias formas, não é só daquela bonitinha….

Mas tem músicas bonitinhas, como Ontem (Quando Uma Criança Era Uma Criança), a do passarinho que chega devagar, quase ‘pairando’, a Big Bem…

Tá vendo? Não falo só de sacanagem (risos).

O clipe de Carinhoso é surpreendente, quando você corta o porco com o facão, tira as vísceras até chegar ao coração, arrancá-lo e terminar com ele em cima do seu peito, numa banheira, de água e sangue.

Eu gosto dessa provocação. Carinhoso é um clássico da MPB, uma música “intocável”, ninguém pode tocar a não ser do mesmo jeito, quase como Shakespeare, que se não pode mexer numa linha.

Por isso, você era muito editado no programa Amor & Sexo?

Eu falava barbaridades, muito mais do que aquilo que ia ao ar, mas cortavam. A gente está careteando. Você vê os anos 60, 70… Precisamos provocar sensações diferentes nas pessoas que não seja anestesiá-las. Fui a uma consulta, e a médica disse que não gostava do meu personagem em Além do Horizonte (Hermes), que preferia o anterior, o Stenio, de Salve Jorge, porque era mais engraçado. Pelas pessoas, a gente fica interpretando sempre o mesmo personagem, fazendo gracinha.

Mas o riso também é importante.

Você pode ver que hoje é o engraçado que rouba a atenção nas novelas, as pessoas querem rir, ficar anestesiadas. É por isso que existem vários núcleos na novela.  Diferentemente de antigamente, hoje fazer comédia é mais fácil: as pessoas riem de tudo, mas do que está facilmente explicado, da piada pronta. Mas se está intrincado, e elas não entendem, pensam que é malvadeza, crueldade.

Imagina alguém que trabalha 10 horas por dia, pega quatro conduções, ganha pouco. Quer chegar em casa e se divertir, ouvir bobagens…

Então, vamos misturar as coisas: bobagens com algo mais sério.

Você tem um gosto variado?

Estou lendo John Cage (escritor, compositor, teórico musical americano), que é muito difícil. Às vezes, quero assistir a uma comédia romântica o mais bobinha possível ou a um Bergman (Ingmar Bergman, cineasta sueco) ou a um Sylvester Stallone (ator americano) ou à Sessão Tarde. Comecei a me interessar mais por música em Minas: Milton Nascimento, Lô Borges, Flávio Venturini, aquela turma boa de lá. Depois, Caetano, Chico, João Bosco. E, na literatura de Curitiba, Alice Ruiz, Paulo Leminski, Dalton Trevisan. A literatura me levou à música.

Em meio a tudo que vê, lê e pensa, o que mais o interessa?

Meu interesse especial é não me censurar, não deixar de falar o que eu quero. Se quiser falar sobre flor – É cafona? Mas vou falar. Se quiser falar de pau, de buce…, falo. Não me interessa que as outras pessoas vão pensar alguma coisa de mim.

E o que você pensa de você?

(pausa) Como assim?

Se não interessa o que os outros pensam, me interessa o que você pensa de si mesmo…

Adoro me definir como uma contradição. Tudo que falei aqui pra você, amanhã pode mudar.  Isso mesmo, uma metamorfose ambulante (gargalha).

Quer dizer que tenho que postar esta entrevista hoje, correndo o risco de não ser mais nada disso amanhã?

É… (risos). Não tenho certeza de nada.

Nem da morte?

Defina morte.

Deixar pra sempre este plano onde estamos agora.

(Pausa) Só tenho certezas lógicas: De que vou ter fome hoje, de que vou dormir… Não tenho certeza de que isso faz bem, isso faz mal, esse personagem é mau, essa música é boa, isso está certo ou errado.

Pode não ter certeza. Mas sempre haverá imaginação, criatividade…

As pessoas cobram sempre veracidade. Isso está explicado muito bem no filme A Invenção de Hugo Cabret (2012). Nos primórdios do cinema, Papa Georges (Ben Kingsley) fazia ficção, mas, a partir da guerra, as pessoas pararam de fantasiar, queriam a vida real. Agora, o reality show. E até isso não está agradando tanto porque as pessoas já estão indo para lá fazer um personagem. Se eles pegassem desconhecidos, gente de verdade, o seu Zé, a dona Antônia…

Ninguém ia querer ver.

É, só querem bonitões.

Mas, além da verdade, tem que haver ficção.

O Aguinaldo é um cara que trabalha com a criatividade das pessoas. O que adianta você chamar um diretor, e não confiar no diretor com quem trabalha? O que adiante chamar um ator, e não deixá-lo criar junto? O Aguinaldo criou o personagem no papel, mas quem vai dar vida é o ator. É um time! E o Aguinaldo dá essa liberdade pra gente. Isso é maravilhoso: ele está ali pra jogar junto. Em Fina Estampa, nunca fui podado. A gente fazia uma coisa, logo no outro capítulo ele pescava e jogava de novo. Ele fica muito ligado.

 

PERDAS E VÍNCULOS

 

 

Você fala sem problemas das mortes de sua mãe e de seu pai, ambos de câncer, quando tinha 14 e 17 anos, respectivamente?

Falo tranquilo, muito tranquilo. Primeiro, porque faz 30 anos, sou adulto… Segundo, sabendo da falta eterna que me fazem, e que nada substituirá.

Eles sabiam que estavam doentes?

Ninguém sabia. Foram embora em seis meses, cada um. Minha mãe (Iracema) com 43 anos. Três anos depois, meu pai (Ibrahim), com 47. Fiquei muito revoltado com Deus, durante muito tempo.

Imagino como deve ter sofrido. Perdi minha mãe quando eu tinha 40 anos, e sofro até hoje. Fico aflita quando não consigo me lembrar de todos os traços do rosto dela…

Isso acontece. Eu tenho retratos deles. Mas não vou a cemitérios, nunca fui. Nem quando morreram. Meu cemitério são minhas memórias.

Acredita que vai encontrá-los um dia?

Não, não.

Crê em Deus?

Não.

Em que você acredita?

Em alguma coisa, que não sei o que é, mas não fico perdendo meu tempo com isso, não.

A quem você pede, quando precisa?

Peço pra mim, peço pro ar… O que eu preciso são saúde e sorte. Como dizia o Millôr Fernandes: ‘Sem sorte você não toma nem um sorvete, ele vai cair no chão’.

Já fez análise?

Durante um ano e meio. Talvez agora precise voltar. Fazer um protagonista da Globo, o que vem de cacetada… (risos). Assédio e elogios sempre têm. Mas as coisas ruins parecem  que tomam uma proporção muito maior. Quero me blindar em relação a isso. Não falar nada, não saber de nada. O importante é estarmos blindados, nós todos: direção, autor, atores. A gente tem que estar ali sabendo muito bem o que fazer. Se começa a ser influenciado, vira o samba do crioulo doido.

Você tem duas irmãs (Andreia, 47 anos, e Ana Paula, 41). Os três ficaram juntos depois da morte de seus pais?

Não. Cada um foi para um lado, para casa de tios. Há dez anos, eu e minhas irmãs nos reunimos, e (a união) voltou com tudo! Agora estamos sempre nos reencontrando.

Você foi casado de 2001 a 2011 com a atriz Fabíula Nascimento…

Fui? 2001 a 2011? (risos)

Foi. Um casamento de dez anos. E continuam muito amigos?

Sim.

Não quis ter filhos?

Não rolou. Gosto de crianças. Até já pensei, mas agora teria medo. Sempre tive problemas com vínculos.

Há dois anos, você namora a produtora de moda e atriz Karen Brustoline, a Nina, de Paraíso Tropical.

É.

É?

Ah, esses assuntos são estranhos… Entrou na Contigo!, entrou na Quem… Acho que o Aguinaldo não está interessado nisso.

Mas o seu público feminino, que é muito grande e prestigia seu trabalho, está. Vocês pretendem se casar?

Não planejo nada, as coisas acontecem. Casamento é consequência. Fico com alguém porque gosto. O problema é que colocam um chip na cabeça da pessoa dizendo que ela tem que se casar. Acredita que existem mulheres que marcam igreja sem terem namorados?

Acredito.

Isso é um absurdo! Você não acha?

Não sei. Cada um faz o quer…

Ah! Não é possível! É como uma pessoa pagar R$ 700 mil num carro! Mesmo que eu tivesse, não daria. Você acha legal comprar roupas de bebê antes de ter filhos?

Aí, talvez, não: a moda pode mudar.

Não acredito!

Esse excesso de sinceridade não lhe prejudica?

É meu grande problema, me policio. Mas existem maneiras de falar várias coisas.

Você chegaria para uma mulher e diria que ela está gorda?

Isso é crueldade. Se for muito minha amiga, vou tentar ser sincero de maneira carinhosa.

45 comentários

  1. alexandre nero vc é demais……te amo te quero….

  2. alexandre nero vc é demais……quero te conhecer pessoalmente realize esse meu sonho….te amo meu gato

  3. Boa Noite:

    Eu conheci o Alexandre Nero em Curitiba. Apesar de morar no Rio, nasci em Curitiba numa viagem que minha mãe fez para visitar meus avós. Como boa ariana, apressada, nasci de 7 meses em Curitiba em março de 70 e Nero em fevereiro de 70. Passava 3 meses por ano por lá e aos 15 anos me apresentei no teatro Iguaçu, por ser atriz e hoje também diretora de teatro e TV. Mais tarde um outro espetáculo e fui ver um showzinho bárbaro. Era ele. Me apaixonei pela voz e fui acompanhando a carreira dele de cantor. Nos conhecemos em Curitiba em alguns papos e fiquei encantada com sua inteligência. Acho que eu era a única pessoa que tinha suas músicas e amava a irreverência delas, assim como a dele.
    Os anos foram passando e Nero virou ator. Nunca mais nos encontramos, embora tenhamos trabalhado com colegas em comum.
    Reencontrei o Nero no Face, conversamos muito em inbox sobre trabalho e eu segurava a onda dele sempre que vinha uma bomba . Mas mesmo eu também com minha irreverência, defendia o Nero em algumas postagens. Ele me agradecia. E fui fazer algumas entrevistas por causa dos espetáculos e perguntei pra ele. \" POSSO CANTAR CUECAS E CALCINHAS?\" E ele disse. Claro, está autorizada mas cante com suavidade rsrs… Enfim, pedi conselho quando uma emissora e chamou para trabalhar e ele disse… NAO VAI DOER. VÁ! Fui com a segurança que ele me passou e ainda não pude agradecer pelo empurrão, pois sendo atriz de teatro, estava com receio de câmeras e dos \"corta\" e etc. . Um dia , espero encontra-lo para agradecer por ser esse cara incrível, que me deu um abraço longo e sincero em Curitiba, quando da morte do meu irmão e meus pais no mesmo dia. E eu entendi, pois sabia de tudo que ele tinha vivido. Cara marrento, cheio de defeitos, e milhões de qualidades. Mulher não gosta de fazer amor….mulher gosta de trepar. Mas são pudicas demais pra falar. Sabem falar de amor. Que amor ? Amor é uma habilidade. Muita gente precisa conhecer o Alexandre pra saber que ser ridículo é ser normal. Bem, eu estou feliz e disse a ele no face…APROVEITA QUE VOCÊ ESTÁ NA MODA!!! Nós sabemos que o protagonista não volta tão cedo a ser. Mas ele não se preocupa com isso, sabe quem é. E quem sabe, Nero, eu possa reencontrar você num desses bares da vida e contar do amor que tive na minha adolescência. E que são tantas as datas e coincidências que não me surpreenderia se em breve, a gente não contracene num espetáculo, filme ou novela. Hoje eu acredito e tudo! Até que você deixou de gostar de uma gaita e fazer música 🙂 um grande beijo para todos que fizeram esse momento – entrevista, ser simplesmente lúdica ou lírica? Não… ela foi deliciosamente FODASTICA ou a palavra que possa substituir.
    Beijos e até breve

  4. Boa Noite:

    Eu conheci o Alexandre Nero em Curitiba. Apesar de morar no Rio, nasci em Curitiba numa viagem que minha mãe fez para visitar meus avós. Como boa ariana, apressada, nasci de 7 meses em Curitiba em março de 70 e Nero em fevereiro de 70. Passava 3 meses por ano por lá e aos 15 anos me apresentei no teatro Iguaçu, por ser atriz e hoje também diretora de teatro e TV. Mais tarde um outro espetáculo e fui ver um showzinho bárbaro. Era ele. Me apaixonei pela voz e fui acompanhando a carreira dele de cantor. Nos conhecemos em Curitiba em alguns papos e fiquei encantada com sua inteligência. Acho que eu era a única pessoa que tinha suas músicas e amava a irreverência delas, assim como a dele.
    Os anos foram passando e Nero virou ator. Nunca mais nos encontramos, embora tenhamos trabalhado com colegas em comum.
    Reencontrei o Nero no Face, conversamos muito em inbox sobre trabalho e eu segurava a onda dele sempre que vinha uma bomba . Mas mesmo eu também com minha irreverência, defendia o Nero em algumas postagens. Ele me agradecia. E fui fazer algumas entrevistas por causa dos espetáculos e perguntei pra ele. ” POSSO CANTAR CUECAS E CALCINHAS?” E ele disse. Claro, está autorizada mas cante com suavidade rsrs… Enfim, pedi conselho quando uma emissora e chamou para trabalhar e ele disse… NAO VAI DOER. VÁ! Fui com a segurança que ele me passou e ainda não pude agradecer pelo empurrão, pois sendo atriz de teatro, estava com receio de câmeras e dos “corta” e etc. . Um dia , espero encontra-lo para agradecer por ser esse cara incrível, que me deu um abraço longo e sincero em Curitiba, quando da morte do meu irmão e meus pais no mesmo dia. E eu entendi, pois sabia de tudo que ele tinha vivido. Cara marrento, cheio de defeitos, e milhões de qualidades. Mulher não gosta de fazer amor….mulher gosta de trepar. Mas são pudicas demais pra falar. Sabem falar de amor. Que amor ? Amor é uma habilidade. Muita gente precisa conhecer o Alexandre pra saber que ser ridículo é ser normal. Bem, eu estou feliz e disse a ele no face…APROVEITA QUE VOCÊ ESTÁ NA MODA!!! Nós sabemos que o protagonista não volta tão cedo a ser. Mas ele não se preocupa com isso, sabe quem é. E quem sabe, Nero, eu possa reencontrar você num desses bares da vida e contar do amor que tive na minha adolescência. E que são tantas as datas e coincidências que não me surpreenderia se em breve, a gente não contracene num espetáculo, filme ou novela. Hoje eu acredito e tudo! Até que você deixou de gostar de uma gaita e fazer música 🙂 um grande beijo para todos que fizeram esse momento – entrevista, ser simplesmente lúdica ou lírica? Não… ela foi deliciosamente FODASTICA ou a palavra que possa substituir.
    Beijos e até breve

  5. \"SILÊNCIO: O GÊNIO ESTÁ CRIANDO PARA NOS ENTRETER\" SABEMOS QUE A SUBSTITUIÇÃO DE DRICA MORAES POR MARJORIE ESTIANO EXIGIU GRANDE ESFORÇO IMAGINATIVO E CRIATIVO DE AGNALDO SILVA. MAS, PARA UM GÊNIO DA DRAMATÚRGIA É COMO \"ENCARAR UM CONHECIDO E VELHO ARQUIVO\". ESTÁ TUDO LÁ NAS MEMÓRIAS FORMADAS PELOS DONS DE DEUS NA CRIAÇÃO DA VIDA.
    “ALEXANDRE NERO FAZ HOMENAGEM A DRICA MORAES” – YAHOO! Notas e NOTÍCIAS DA TV –<Alexandre Nero se pronunciou nas redes sociais sobre a saída de Drica Moraes de “Império”. O ator publicou um texto no Instagram e no Facebook elogiando a atriz e também Marjorie Estiano, que já assumiu o papel de Cora, e o autor Aguinaldo Silva. Confira: Contracenar com a Drica Moraes é tão engrandecedor, tão definitivo, pela atriz e pessoa doce-gentil-diaba-profissional-desgraçadamentengraçada que fica difícil falar algo sobre a ausência dela na novela que não seja “melhore logo, e se der volte”, seja como Cora, Coralina, Carolina, Creolina, uma cobra ou mesmo Zé Alfredo. Ela dará um show na pele que quem estiver. Como se substitui uma das principais personagens de uma novela de sucesso absoluto, cerca de 60/70 milhões/expectadores de TV/dia. Sem contar com os que assistem via internet, que estimasse chegar a 100 milhões ao todo, interpretados por uma das melhores atrizes do mundo da noite para o dia? Mundo sim! Me nego a me entregar ao complexo de vira-lata no quesito novela. O que fazemos é muito f***. Novela não é filme, nem seriado, nem teatro. É insanamente difícil para o ator, ou para qualquer pessoa envolvida. Eu diria “impossível”, caso já não existisse. Por isso não devemos mesmo nada a qualquer lugar do mundo. Pra substituir vem, ou volta, Marjorie Estiano, a Cora de 28 anos atrás na primeira fase da novela. Ontem gravei as cenas da sua primeira aparição nessa nova fase. Marjorie foi chamada às pressas, e da noite pro dia encarou uma das principais e mais esperadas cenas da novela: “a primeira noite de amor na vida de Cora”. Como eu já sabia e só se confirmou, fui testemunha de uma das mais brilhantes interpretações que já vi. O extraordinário sempre nos deixa perplexos. Marjorie é desse tipo de artista. Portanto sai Drica, entra Marjorie. Sai gênia e entra gênia. Quanto à solução que Aguinaldo criou na trama para essa substituição, só creio cada vez mais que Aguinaldo nasceu no país de Lewis Carroll, tomou do suco de laranja de Anthony Burgess, que diria “inverte a coerência lógica do mundo… O modo bizarro de fazer sentido”. Em seu ensaio intitulado “Nonsense”, discorre que a mesma é um misto de sarcasmo e riso, ingenuidade e ternura. Na solução nonsense, é possível imaginar o modo como Aguinaldo percebe a sociedade em que vive e se integra. Uma escrita que surge como via de protesto. Há tons humorísticos no discurso, não anunciando apenas o absurdo, mas uma espécie de niilismo entre o mundo e as suas representações, nós próprios e as coisas. Sobre o Aguinaldo talvez Deleuze dissesse: “O nonsense, aquele que desafia a realidade que temos como normal” Eu digo: “Você é um louco de pedra! Um sacana! Um zoeiro! Não tem medo do ridículo? Do estapafúrdio? Fez o que não podia! É um absurdo o que você está fazendo. Passou dos limites!”, e isso, sim, seria um ELOGIO, pois, mais que a Lua, admiro os lunáticos. PS: quantos alguns óbvios comentários de que se o Comendador também fará operação plástica e voltará o Chay, revelo que o que vocês ainda não perceberam é que “Alexandre Nero” é um heterônimo do Chay. Eu não existo! O “Nero” é o Chay com maquiagem e barba, cabelo e barriga postiços. Essa é a mais pura verdade! “Sinto decepcioná-los mais uma vez.” >NOSSA OPINIÃO: SABEMOS QUE A SUBSTITUIÇÃO DE DRICA MORAES POR MARJORIE ESTIANO EXIGIU GRANDE ESFORÇO IMAGINATIVO E CRIATIVO DE AGNALDO SILVA. MAS, PARA UM GÊNIO DA DRAMATÚRGIA É COMO \"ENCARAR UM CONHECIDO E VELHO ARQUIVO\". ESTÁ TUDO LÁ NAS MEMÓRIAS FORMADAS PELOS DONS DE DEUS NA CRIAÇÃO DA VIDA. O COMENDADOR DEVERIA NO ATO SUPREMO DE AMOR, DE AMOR VERDADEIRO, COM CORA IMAGINANDO SER ELA A IRMÃ FALECIDA, SE REMOÇAR E VOLTAR A SER O CHAY SUEDI.
    GÉSNER LAS CASAS
    RADIALISTA, ESCRITOR & JORNALISTA

  6. “SILÊNCIO: O GÊNIO ESTÁ CRIANDO PARA NOS ENTRETER” SABEMOS QUE A SUBSTITUIÇÃO DE DRICA MORAES POR MARJORIE ESTIANO EXIGIU GRANDE ESFORÇO IMAGINATIVO E CRIATIVO DE AGNALDO SILVA. MAS, PARA UM GÊNIO DA DRAMATÚRGIA É COMO “ENCARAR UM CONHECIDO E VELHO ARQUIVO”. ESTÁ TUDO LÁ NAS MEMÓRIAS FORMADAS PELOS DONS DE DEUS NA CRIAÇÃO DA VIDA.
    “ALEXANDRE NERO FAZ HOMENAGEM A DRICA MORAES” – YAHOO! Notas e NOTÍCIAS DA TV –NOSSA OPINIÃO: SABEMOS QUE A SUBSTITUIÇÃO DE DRICA MORAES POR MARJORIE ESTIANO EXIGIU GRANDE ESFORÇO IMAGINATIVO E CRIATIVO DE AGNALDO SILVA. MAS, PARA UM GÊNIO DA DRAMATÚRGIA É COMO “ENCARAR UM CONHECIDO E VELHO ARQUIVO”. ESTÁ TUDO LÁ NAS MEMÓRIAS FORMADAS PELOS DONS DE DEUS NA CRIAÇÃO DA VIDA. O COMENDADOR DEVERIA NO ATO SUPREMO DE AMOR, DE AMOR VERDADEIRO, COM CORA IMAGINANDO SER ELA A IRMÃ FALECIDA, SE REMOÇAR E VOLTAR A SER O CHAY SUEDI.
    GÉSNER LAS CASAS
    RADIALISTA, ESCRITOR & JORNALISTA

  7. MARAVILHA DE HOMEM PARABENS VCS PELA REPORTAGEM E Q ELE FAÇA MUITAS E MUITAS NOVELA PRA GENTE SE APAIXONAR

  8. Oi, Comendador gostaria de revelar que o amante da Marta è o Murilio

  9. Como não amar Nero? Completamente apaixonada pelo comendador!

  10. Até que enfim uma novela com histórias e diálogos. Estou amando ter a expectativa de chegar em casa e aguardar ansiosa para assistir à uma boa novela e desejar que não acabe. Ao contrário do que temos visto ultimamente.
    Parabéns Agnaldo Silva por nos proporcionar novamente este prazer!

  11. Muito bom poder rever Alexandre Nero novamente nas novelas, que ator interessante, talentoso e excepcional. Valeu Aguinaldo.

  12. Oi Agnaldo, vez ou outra leio as entrevista do seu site, e não poderia deixar de dizer que a do Nero foi 1000, essa cara é D+, parabéns Simone e Patricio. #Adorei

  13. Quase sempre leio as entrevista do seu site, mais a do Nero foi 1000, esse cara é admirável. Parabéns a Simone Magalhães
    e ao Fco. Patrício. #Adorei

  14. Querido Aguinaldo, eu amo sua forma concreta de observar o belo através de si próprio, pois perceptiva só quem possui é gente que transcende, sendo assim, o próprio si já diz o tudo em todos.

    Abraços!!!

    ps.: Eu gostaria da Eva Wilma no Falso Brilhante, ok.

  15. Rozembergwitz e Mauro Burti

    Obrigada pelas palavras e elogios. Ao Aguinaldo Silva desejo sucesso.

    Victória Nasser

  16. Que entrevista maravilhosa. Sou fã do Nero e a Simone soube ir guiando de uma maneira bem bacana. Mas serei honesto. Desde o momento em que li que Andreia Horta (meu amor do coração), será filha do protagonista (Nero), abri um sorriso e já espero por sua entrevista aqui.

    Tenho um carinho enorme por Andréia e acho lindo que seu momento, no horário nobre, tenha finalmente chegado. E será pelas mãos de Aguinaldo. Olha, contando os segundos por essa novela e para conhecer Maria Clara e ver se amarei ou odiarei amar a personagem.

    Parabéns Simone, Patrício e Aguinaldo.

  17. PARABÉNS SIMONE e PARABÉNS F.PATRICO.
    Bela entrevista apesar de longa e óptmas fotos, respectivamente.
    Que venham mais. É sempre interessante saber mais coisas sobre os Actores e a
    Simone tem arte para lhes extorquir o que quer que seja…
    Às vezes, os Actores, são bem diferentes do que imaginamos.
    Acho a escolha para o Sr. Comendador José Alfredo de Medeiros, acertada. Ele tem feito bons papéis e as personagens têm sido diferentes. Não entendo porque criticam a escolha, esses Zé Ruelas mas, não se pode agrada a todos, né?
    Boa madrugada e Inté.
    Magdalena

  18. Boa noite.
    Parem com esse flah de imagens, atrapalha a leitura.

    Beijos

  19. Boa noite, portal.

    Conheço o trabalho do ator Alexandre Nero desde que ele iniciou na televisão, que foi em “A Favorita” ao lado da Lília Cabral. Agora os dois voltam juntos, protagonizando a trama “Falso Brilhante”. E sempre gostei da forma, muito naturalista, com que ele conduz seus personagens.

    Foi uma entrevista muito bem conduzida, onde o ator fala de sua vida mesmo, sem muito adereço. Acho isso muito positivo. Geralmente os artistas escondem o sofrimento e só externalizam o lado melhor da vida. E acho até mais: intérpretes que mergulharam na vida tem uma maior bagagem. Com certeza são os melhores, que tem conteúdo e terminam através do seu trabalho te falando algo interessante.

  20. Aguinaldo Querido!
    Parabéns por fazer um marketing maravilhoso da sua novela aqui no site e passar a perna em Kogut e Cia que ficam tentando adivinhar a trama da sua novela! Deu água na boca. Louco para saber sobre os personagens da Lilia, do Drica e da Biroli.

    Um pergunta: O que é pior – Gente que fica criticando as suas escolhas para o elenco ou quem entra aqui sugerindo nomes nada a ver?
    Um beijo de seu admirador!

  21. Cheiro de sucesso no ar!!
    E já que ele é de Pernambuco, podia ter uma cena pelas bandas de cá, né seu Aguinaldo!!
    Sim, porque eu ficaria ligado em tudo e daria as notícias aqui em primeira mão.
    Aproveitando e mandando um abraço ao ex Moderador, que faz falta e sempre original em seus comentários. Achei brega demais por parte da vida, ter levado o Reginaldo Rossi. Ainda bem que ficou a Valesca popozuda, pra gente cantar o maldito hit ”beijinho no ombro” pro recalque da morte, que chega sem pedir licença!! Fofoca artística pernambucana> falei com Rossi – o próprio, pelo telefone, meses antes, pra comemorar o aniversário do meu pai. Mas o show dele daria pra comprar 80 caminhões fechados de leite condensado e eu acabei desisitindo.

  22. Faltou: maravilhosa voz a da Victoria Nasser. Como bem afirmou o Rosemberg: falta oportunidade!

  23. Alexandre Nero revelou que é um ser humano com grandes desencontros espirituais.
    Competente, feminina e uma linda mulher é o mínimo que se pode escrever sobre a jornalista do AS Digitsl.
    Parabéns Aguinaldo! Vc é dos grandes!

  24. Olha o Moderador aí genteeee!! 😀

    Como disse o próprio Nero sobre compreender mas não defender, eu até o compreendo pela falta de fé… Acho que essa falta de fé em Deus por parte dele, veio com a morte de seus pais. Ali naquele momento da entrevista, ele mostrou uma tristeza profunda em ter perdido os pais tão cedo, e acredito que com isso, ele deve ter pensado que se Deus existe, então porque fez isso com ele? E o ser humano é egoísta nesse ponto, nunca está preparado para perder ninguém que estima tanto. Mas se passamos por certas coisas é porque Deus quis assim, e tudo o que passamos é porque vamos suportar, mas mesmo suportando, muitos não aceitam e perdem a fé…

  25. Este ator fala tanto e tão compulsivamente que me deixou tonta.
    Fora isto, não tem carisma nem beleza, e para ficar bem em cena tem que ter uma partner forte ao lado, senão fica tudo muiito chato.
    Não gostei da escolha, faltou mistério, charme, um barbeiro. um personal stylist e uma dieta…com certeza não é o alter ego do Aguinaldo Silva !!
    Sorry, but it1s what I think about him…

  26. Victória Nasser , Linda voz, talento… tudo pra da certo! … É só questão de ALGUÉM querer e portas serão abertas.

    Susessos!

  27. Olá

    Gravei um Cd com o cantor e compositor Sergio Sá,
    http://palcoprincipal.sapo.pt/victoria_nasser/musicas

    Confira e quem sabe escolha uma para trilha sonora da novela Falso brilhante

    ——————————————————-

    INTERVENÇÃO DO EX-MODERADOR “PUXA-O-FOLE DA SILVA”:
    Estimada Victória Nasser,
    … após escutar, ou melhor, “ouvir” (já que entrou por um ouvido e saiu por outro) o DVD das músicas do Alexandro Nero, acredito SIM, que existem boas possibilidades de vc ter uma faixa na trilha sonora de ‘Falso Brilhante’.
    Uma pena o cantor Reginaldo Rossi não estar mais entre nós. O Homi botava 100.000 pessoas no Estádio Pinheirão (Paraná)

  28. Adoro os comentários das pessoas que aqui postam: são sempre tão sinceras!

    INTERVENÇÃO DO EX-MODERADOR “CACARECADO SILVA”:
    Conhecendo pessoalmente alguns dos que aqui postam, não tenho a menor sombra de dúvida quanto à sinceridade dos comentários.
    Ainda bem!

  29. Ah, o conhecer-se a cada etapa da vida…NÃO TEM PREÇO. O Nero é pura prosa-poética! E a Simone? Arrancando tuuudo (com a participação especial do Patrício) Parabéns. Amei o presentão da entrevista. Bjim.

  30. Escolha certa de Aguinaldo, trabalho impecável de Simone! Adorei!

  31. Essa entrevista me deixou ainda mais ansioso para “Falso Brilhante”.
    Que venha, coroada de altos números de audiência!
    Abraço a todos!

  32. Lamentavelmente o entrevistado não acredita em Deus. Mas sempre é tempo de mudar, como ele disse, e isso faria um bem imenso à ele. Enfim, vamos que vamos …

    ——————————————————-

    INTERVENÇÃO DO DECRÉPITO, ULTRA-CATÓLICO, REACIONÁRIO & EX-MODERADOR SILVA:

    Meu bom enigmático da Zona Norte,
    Com jovialidade o saúdo e cumprimento.
    Não resisti a escrever algumas linhas para o felicitar em seu comentário.
    “Comentário”, que é um juízo de valores muito pertinente: é de lamentar – mesmo em nome da sinceridade – que um ator fale tamanhas bobagens como as que diz o A. Nero. Ofender a santidade do criador não é, nem nunca foi, bom indicativo. Humildade e respeito nunca fizeram mal a ninguém.
    Em seu favor, a certeza que temos um excelente profissional das artes dramáticas e isso é o que nos interessa … por agora.
    Desejando-lhe as maiores prosperidades, apresento-lhe as minhas melhores saudações,

    ass. Moderador “cacarecado” da Silva.

  33. Depois de uma maravilhosa entrevista dessa, só me resta concordar e discordar com alguns comentários. Titio Agonildo Salva pode até ter errado em alguns de seus/suas protagonistas, afinal, errar é humano. Mas sem dúvidas, ele não errou em escolher Alexandre Nero como José Alfredo. O Cara simplesmente arrasa em qualquer personagem que faz. Ele como “Gilmar” em Escritos nas Estrelas, foi genial. O papel que alavancou a carreira dele e o levou para tantos outros papéis como em Fina estampa, Salve Jorge e agora Falso Brilhante. O cara realmente tem carisma e conquista qualquer um, até mesmo estando debaixo da pele de um Machista que bate na mulher, mas fica intimidado diante da aproximação do Marcelo Serrado, quer dizer… do Crô! Eu gosto muito do Nero e acho ele um Homem e um ator maravilhoso. E essa entrevista só comprovou isso. Parabéns a Simone. Parabéns Nero. E se você acredita em sorte, Aguinaldo, que você tenha muuuitas delas. E responda-me Aguinaldo, se o Comendador não é o seu Alter ego, de quem será? MISTÉRIO! Agora já podemos pular para a estréia de “Falso Brilhante”?

  34. Uma dica para o “Comendador”:

    A diferença entre o amor e o poder, é que um te faz capaz de morrer e o outro, te faz capaz de matar. r.witz

    Aquela paz!
    Rozem

  35. Mais uma vez a Simone prova ser uma entrevistadora de grande porte! Parabéns pelo material!

    E Alexandre Nero se mostra o ator perfeito para interpretar o Comendador José Alfredo de Medeiros, outro personagem fascinante de Aguinaldo Silva — uma figura que promete ser para sempre lembrada no imaginário do público brasileiro.

  36. Muito boa a entrevista com o Nero, um papo bem gostoso de se ler… Não sabia muito sobre a história dele pessoal e nem como artista, com certeza ele tem muita bagagem que empresta aos personagens que dá vida, e isso é ótimo para um ator. E muito bom saber um pouco mais sobre a próxima novela, uma história bem interessante e instigante pra acompanhar. Mais um novelão do Aguinaldo vem aí!! Com certeza vai bombar!

  37. Existem pessoas que emitem opiniões sem nada entender do assunto. Porque escrevo isto? Afirmar que o Alexandre Nero não é escolha acertada é o mesmo que dizer que um ator que, em repetidas ocasiões, já provou seu elevado valor ético e artístico não merece uma oportunidade como cabeça de elenco. A escolha do Alexandre tem sido imensamente aclamada até porque sai fora da mesmice.
    Não estamos em Roma mas fica o recado:
    – Toca fogo na Novela, Nero!

  38. Aguinaldo sou fã dos seus trabalhos mas, sinceramente, acho que vc escolheu mal o seu protagonista. O Nero não tem peso nem estrutura para ser protagonista da novela soap “Malhação” quanto mais do horário nobre. Falta-lhe substância, carisma e bom senso nas declarações. Ele tem rosto, sim mas de louco. A escolha foi um tiro na água!
    Pronto, falei!

  39. boa madrugada sr.aguinaldo, curti muito a entrevista do nero; já vim aqui no seu site muitas vezes, inclusive minha mãe, gostaríamos (todos aqui de casa) muito de ver na sua trama a atriz linda, talentosa, educada, humilde e gostosa: leticia spiller(40anos-mas q passa como tendo 30 anos facilmente), quem sabe em um papel de médica bem sucedida, toda tatuada, do bem, mas que ainda sofre preconceitos pelas marcas na pele e por possuir piercing, e que, não é vista como filha por sua mãe-personagem da lilia cabral(57anos), por ser fruto de uma relação extra-conjugal, com um homem pobre; além disso, nas horas vagas a personagem da spiller ainda canta em uma banda de rock ron’l. Seu estilo rockeira, no meio dos engomadinhos, é mal vista, mas seu lado humano e do bem, não a deixa abater. Essa personagem da Leticia spiller poderia surgir lá pelo capítulo 20, mais ou menos, mostrando o outro lado da personagem da lilia cabral – que teve uma filha, porém não a reconhece como filha. Que tal sr. aguinaldo? espero que tenha gostado do perfil da personagem da spiller, confesso que a letícia spiller me inspira muito, e eu ficaria muito honrado se o sr. aproveitasse minha ideia e a convidasse para um papel em sua novela, e quem sabe num personagem mais ou menos assim, no qual eu lhe descrevi, seria um presente para mim. Obrigado pela oportunidade, grande abraço.

  40. Interessante. Temos aí um artista autêntico e corajoso como poucos…
    Congrats aos envolvidos!

  41. Caramba, formidável entrevista! Penso que esse é o cara da vez… sim, tem tudo pra dá certo. Agora, gostaria de mandar – neste espaço – um recado para o querido Aguinaldo Silva. É o seguinte: Um ator espano que brilho muito bem em “Marido en Alquiler”. Leu está material e comentou ( entre amigos ) que gostaria muito de trabalhar em uma novella sua. Ele, a proposito, fala muito bem o português. Que tal, é possivel?
    E, pra não dizer que não falei em flores, deixo essa:

    TEATRO: This primitiva art, I still like! Even the fate pushing me with strong winds – and against my will – to nowhere. r.witz

    And:
    Não importa se ninguém me ajuda a conquistar meus sonhos… eu me empurro a tudo isso! r.witz

    Aquela paz!
    Rozem

  42. Estou 100% mais fã desse cara depois da entrevista. Parabéns, Simone!

  43. EXCELENTE

  44. Oi Aguinaldo!
    Não sou muito de encher o saco das pessoas e passo praticamente 24 horas do meu dia tentando não se impertinente, mas queria te pedir uma coisinha: quando for escrever as cenas da Maria Marta, dá uma olhadinha nesse vídeo aqui, ó: http://www.youtube.com/watch?v=seZbHDdSxkI. Sei que repetição pode girar críticas e desvalorização do seu esforço, mas Maria de Nazaré Tedesco foi e sempre vai ser a melhor vilã e maior exemplo para todos os que estão por vir.

    Obrigado!

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