PODEROSA AFRODITE

» Públicado por em maio 29, 2014 | 7 comentários

Quem disse que dona de casa não pode ser glamourosa? A atriz Leticia Birkheuer, 36 anos, consegue ser rainha do lar, cozinheira de mão cheia, mãe corujíssima de João Guilherme – de 2 anos e 8 meses -, tudo ao mesmo tempo agora, sem sair do salto. Com maquiagem leve, decote pronunciado e short, a  jornalista Érika da próxima trama das 21h, com título próvisório de Falso Brilhante, já foi jogadora de vôlei, top model, apresentadora, e agora volta a atuar em novelas. Falante e sem economizar nos sorrisos e nas gargalhadas, Letícia conta de sua personagem, dá dicas de beleza e moda, fala do aborto espontâneo que sofreu, de casamento, de sensualidade, e diz que adora um chope e dois pastéis, no boteco. Uma dona de casa que é também uma Poderosa Afrodite. Quer mulher mais naturalmente glamourosa do que isso?

entrevista: Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

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Coincidentemente, você terá em Falso Brilhante o mesmo nome da sua personagem de estreia na TV, em Belíssima (2005). Só que agora é Érika com ‘k’, e não é do mal.

Pela  primeira vez em toda a minha carreira de atriz vou fazer a boazinha! (risos).

E o engraçado é que, pelo seu biotipo, poderia ser a heroína, a lânguida, a sensual…

Pois é. Não sei por que acharam que eu era malvada (risos).

A Érika, além de ser do bem, tenta fazer jornalismo de verdade, mas não consegue porque seu chefe, o blogueiro virulento Teo Pereira (Paulo Betti), só quer sensacionalismo.

Ela até tenta outras coisas. Chega pra ele, por exemplo, e diz: ‘Você não viu quantas pessoas morreram no incêndio do camelódromo?’. Mas o Teo nem quer saber. Ele é quem dá a pauta, quem escolhe o que vai ser postado no blog. A Érika não tem ingerência, não define nada.

Quando sua personagem apura, depois ela escreve ou só passa para o chefe?

Só passa. Tem uma cena em que ela está escrevendo no computador, e procurando a foto de uma  atriz meio gordinha. Mas é o Teo quem redige a  maioria das notas. Quando não é algo muito importante, ele até deixa a assistente fazer. Mas, no final, dá o ‘toque’ dele.

E ela não fica péssima, não se sente mal com isso?

O trabalho dela, mesmo, é ir pra rua, ficar espionando e tirar fotos.

Então, Érika é paparazzo?

É, mas também futrica, pergunta as coisas às pessoas, apura umas informações.

Situação complicada. Ela dá a cara a tapa: tira uma foto ‘inconveniente’, e  pergunta os detalhes depois?

Pois é. Mas tenta fazer entrevistas. A primeira cena é a Érika tentando entrevistar o Comendador José Alfredo (Alexandre Nero), que nem dá atenção, porque sabe que ela trabalha para o Teo.

E ela ainda se ‘queima’ com possíveis entrevistados, celebridades, fontes…

Quando a veem vão logo dizendo: ‘Para o Teo Pereira não dou entrevista’.

Na vida real como é sua relação com os paparazzi?

Olha, eu respeito o trabalho deles. Se eu me exponho como atriz numa televisão, e não gostar do trabalho dos paparazzi… isso não existe! Então, tenho que fazer outra coisa, ser caixa de supermercado, bancária, sei lá. A pessoa que trabalha como atriz, ator, modelo, enfim, que aparece na mídia, não pode se incomodar com esse tipo de coisa. Sou bem desencanada. Às vezes, até os vejo na praia, e abano.

Não tem, como outros famosos, problemas quando fotografam o João Guilherme?

Ele tem que se acostumar que a mãe trabalha com isso, e que vai ser criado nesse meio. Não vou ficar escondendo o meu filho, deixando-o dentro de casa. Quero mais é que ele vá à praia, que conviva com pessoas de todas as classes, que brinque na pracinha em frente de casa, que cresça assim, porque foi desse jeito que cresci. E não numa redoma de vidro, só frequentando a escola, saindo de carro, indo ao clube. Quero que ele entenda que o mundo é muito maior.

Quando era top model, você morou no exterior, onde os paparazzi são mais invasivos, digamos assim. Teve algum problema?

Lá fora eles são mais ‘intensos’ do que aqui no Brasil. Quando estão desconfiando de alguma coisa fazem plantão permanente na porta da pessoa. Se ela já tem algum problema então… Por exemplo, o ator ou a celebridade que tem problemas com drogas, bebidas ou sei lá o quê, os paparazzi ficam direto atrás daquela pessoa para pegá-la no flagra. Tem muito dessa imprensa sensacionalista por lá. Acho que até mais do que aqui. Eles sobem em árvores… Se bem que eu soube de um paparazzo que subiu numa árvore em frente a um restaurante em Copacabana, e tirou a foto da pessoa, que não queria ser vista, beijando outra na boca. Uma vez, quando veio uma celebridade ao Rio… Acho que era a Madonna, não sei… Ah, não me lembro! Só sei que ela  ficou hospedada no (hotel) Fasano. Eu estava lá na piscina, aquele dia, e a tal da celebridade não apareceu. O paparazzo, plantado no prédio da frente, como não conseguiu tirar foto dela, tirou a minha! (risos). Acho que não pode voltar sem nada, né? Você está no último andar de um prédio, numa piscina, e começa  a imaginar: ‘Ele tem um amigo que mora no ultimo andar do outro edifício e emprestou o apartamento? Será que alugaram aquele imóvel pra tentar fazer as fotos? Como foi isso?’.

Tem várias estratégias (risos).

Ah, então me conta! (risos)

Melhor voltar a Érika, que segundo eu soube, tira partido da beleza para obter informações – o que não deixa de ser uma estratégia…

Ela joga charme pra conseguir uma boa fonte. Chega para um homem e faz uma pergunta que não tem nada a ver com o que está apurando: ‘Estou procurando o prédio de uma amiga aqui na rua, só sei que ela mora no quarto andar’. Aí, o cara ajuda a encontrar. Isso acontece em muitas situações, mesmo com as pessoas comuns. Você toca o interfone de uma casa ou do apartamento, e pergunta: ‘Aqui mora Fulana de Tal?’ . Às vezes, o porteiro, por inocência, responde: ‘É, sim. Mas ela não está em casa’. E assim ele já deu muito mais informação do que imagina.

E, depois de tantos anos trabalhando juntos, sua personagem se revolta com Téo, que só quer cliques e fofocas para sua coluna.

Até onde eu sei, ela tenta, mas não bate de frente com ele.

Érika precisa muito desse emprego para engolir tanto sapo?

Acho que sim. Pelo que li – e ainda vai acontecer muita coisa -, a personagem pode ter uma reviravolta, sim. Mas, no meu entedimento, ela nunca vai estar aqui (encosta as laterais das mãos, equiparando-as) com ele, e sabe o lugar dela, vai até onde pode. Acho isso interessante, porque ela não tem o mesmo peso do que o Téo. Acho que a Érika tem que ser um contraponto dele.

O estranho é estar tão acostumada à situação e não se ressentir. Embora em uma das cenas haja um diálogo com uma amiga em que sua personagem diz que está cansada de fazer aquilo. E a outra pergunta: ‘Então, por que você não vai para uma assessoria de imprensa?’. Érika responde: ‘Ah, mas lá escreveria mentira do mesmo jeito’.

Ela gostaria de escrever sobre outros assuntos,  mas o que sobrou foi esse emprego, então, vai levando. Mas também tem um momento de muita intimidade com o chefe.

Como assim?

Ao mesmo tempo em que Érika sabe qual é o lugar dela, os dois dão risadas, sentam e conversam, em alguns momentos. Logo depois, ele volta ao ‘normal’: ‘Agora, vai, anda, vai fazer o que te pedi’.

A que você atribui essas variações de comportamento?

Ele é um homem muito só. Érika, na verdade, é a pessoa mais presente na vida do Téo. Com quem ele pode falar tudo o que pensa sem ter medo dessa mulher contar pra todo mundo. Ela é uma companhia, provavelmente a pessoa que ele mais vê, já que é reservado, quase não sai. Ela acaba sendo uma confidente. Há um carinho da parte dele, mas, de repente, diz à minha personagem: ‘Ah, mas hoje você tá horrorosa!’. Destrata, mas gosta dela.

Vai chegar o momento em que Téo bate de frente com o Claudio (José Mayer), revela que ele é gay, e Érika chega a pedir demissão.

Jura? Mas isso eu ainda não li. Acho bem interessante.

E tem mais: vem a ideia de criar o próprio blog, com notícias de verdade. Você acha que, assim, ela pode finalmente mostrar seu talento?

É… Vamos ver o que o Aguinaldo (Silva) vai escrever, qual o objetivo dessa separação, se esse blog não seria um concorrente do outro… (risos).

Você não acha que existe um momento em que o profissional não aguenta mais ser humilhado?

Acho que quando a pessoa se sente segura para poder largar um trabalho do qual não estava gostando tanto ou discordando demais, e tem essa força, essa coragem, principalmente com o mercado profissional de hoje, deve fazê-lo. Mas temos que pensar que não é fácil começar um negócio, qualquer um. Mal ou bem, Érika está acostumada a escrever sobre aquele tipo de assunto.

Em meio a tudo isso tem a questão amorosa. O encostado Robertão (Rômulo Arantes Neto) se apaixona por ela, que, a princípio, não tem o menor interesse nele. Só que para o bonitão a paixão vira uma obsessão.

Ela como jornalista já deve ter percebido, porque jornalista tem um sexto sentido, né? Pode não conhecer a pessoa, mas já olha e já dá  um raio-x (risos).

Só queÉrika acaba se envolvendo, e tem a possibilidade de transformá-lo: a famosa redenção pelo amor. Você acha isso possível?

Impossível não é… Tem o caso de uma amiga, que foi casada durante muitos anos, e o marido tinha um problema enorme com drogas. Um dia, ela o abandonou, arrumou outro cara, e ficou um tempão com ele. O marido se tratou, ficou limpo, nunca mais tocou em nada, e conseguiu que ela voltasse.

 

MUDAR POR AMOR PODE SER UM DESAFIO

 

Você vê possibilidade de casos de mudança efetiva por amor?

Existir, existe. Só que é difícil uma pessoa mudar radicalmente quando não é da natureza dela. O cara que não gosta de trabalhar, que quer ficar encostado nos outros… é muito mais fácil do que meter a mão na massa, ele está numa zona de conforto. Mas sair dessa zona de conforto por amor será que dura? A pessoa não está fazendo porque quer, e sim para conquistar aquela por quem está interessado. É diferente. Quando realmente quer mudar, nessa transformação eu acredito. Agora, por causa de outra pessoa, e sem ter certeza se é realmente aquilo que quer, acho que dura pouco. Acho que a primeira decepção que tiver com a outra, vai voltar a ser como era antes.

O que parece amor, pode ser apenas querer ter aquele troféu. Depois de conseguir perde a graça.  É isso?

Também.  Acho que tem a ver com o ego, baixa autoestima, necessidade de valorização diante dos outros… Vou contar uma história. Estava começando a namorar um cara, íamos um casamento, e ele me deu um vestido maravilhoso. Quando foi me buscar, com o motorista, disse que eu estava linda, perguntou se tinha gostado da roupa e, no final, pediu: ‘Eu sei que vai ter imprensa lá. Se perguntarem diz que fui eu quem lhe deu o vestido’. Nossa, falei um monte pra ele.

O que faz uma mulher querer mudar alguém?

O ser humano tem essa coisa de querer… Na verdade é um desafio para ela. O desafio é: ‘Será que consigo fazer essa cara do jeito que eu quero?’. Para ela também é uma conquista. Espera aí! Tem uma coisa interessante aqui… Ela tambem pode pensar: ‘Eu posso mudar esse cara, sou mulher pra isso’. Ela está desafiando o ego dela. Isso acontece muito, viu? Já aconteceu comigo(risos).

Acontece com quase todas as mulheres. O problema é o tempo que a gente perde. E o pior é que, normalmente, as pessoas não se transformam…

Eu também acho. Mas não posso falar que é sempre assim, porque existem as exceções, como esse caso da minha amiga.

Quando a pessoa está apaixonada vale tudo? Ou começou a ver que não dá certo, sai fora?

Hoje em dia estou mais nessa linha do ‘não dá certo, sai fora’.

Antes insistia?

Antigamente, sim. Quando a gente é mais nova insiste numas burradas, né?

Mas você não tem o famoso ‘dedo podre’ (escolhas sempre erradas)?

Minha mãe fala que já tive bastante ‘dedo podre’. Não só o dedo: a mão inteira (gargalhada). Uma coisa eu falo: ‘Quando mãe não gosta é porque não vai dar certo.’ Mãe tem um sentido pra essas coisas…

 

 

ENTRA NA QUADRA  A  ATLETA

 

Agora vamos falar de você, dos tempos que jogava vôlei…

Joguei dos 9 aos 18 anos.

E a ideia era fazer carreira como desportista? Você jogava em Porto Alegre?

A ideia era ser jogadora de vôlei. Eu comecei em Passo Fundo, minha cidade natal. Aí, joguei um campeonato brasileiro, fui campeã, e a equipe da Sogipa (Sociedade de Ginástica Porto Alegre) me convidou para fazer parte da equipe profissional, em Porto Alegre. Eu mudei de cidade, estava na metade do segundo ano do Ensino Médio, tive que começar numa escola nova. Mas foi ótimo porque adquiri minha independência financeira com 14 anos.

Mas seus pais deixaram você ir, sem problemas?

Minha mãe chorava. Quando saí de casa, imagina: ‘Minha filha vai  morar em outra cidade com 14 anos’. E num apartamento com mais quatro meninas, ir à escola, pegar ônibus, fazer todas aquelas coisas que mãe não imagina a filha fazendo, tão novinha, numa cidade grande, porque eu morava no interior, né? Minha mãe sempre foi supeprotetora. Eu nunca saí sozinha na rua. Mas eu queria liberdade. Com 14 anos, queria ir pro mundo.

Mas você queria ir pro mundo como atleta? Nunca passou por sua cabeça fazer outra coisa?

Nunca, nunca, nunca!Era um vício o vôlei. Eu matava aula na escola, ia treinar à tarde, e conseguia matar o último tempo para bater pelada no pátio da escola. De tão fissurada que eu era. No final de semana, em vez de ir à praia, eu ia assistir a jogos, se estava em Camboriu – a gente passava férias lá -, assistia a todos os jogos da Liga. A gente jogava vôlei 16h às 22h, todo dia, na praia, durante as férias. (risos).

E você ficou na Sogipa o tempo inteiro?

Fiquei. Com 17 anos, um fotógrafo me viu, quis fazer umas fotos para levar pra São Paulo. Ele estava fazendo book de umas meninas lá de Porto Alegre, me viu na rua, e quis me fotografar. Fiquei meio com medo: ‘Quer fazer foto de mim por quê?’. Ele disse que eu era muito bonita. Imagina! Eu usava aparelho e rabo de cavalo. Eu não tinha nenhuma vaidade. Zero! Acho que só usei salto nos meus 15 anos. O resto era tudo tênis, não usava salto. Não via revista de moda, não passava maquiagem.

Só tênis e…

Bermuda e camiseta. Mas tinha que ser, né? Porque o grupo todo era daquele jeito. E não pode usar nada, porque prende na rede. Não pode usar brincos, corrente, anel, pulseira.  

Mas algumas já usam.

O meu técnico na época não deixava. Ele era brabo, não permitia nem passar maquiagem. Ele dizia:  ‘Está com essa boca pintada por quê?'(risos)

E você, com 17 anos, fez as fotos. Sua mãe deixou?

Minha mãe nem sabia. Fiz dentro do clube, depois é que falei pra minha mãe.

Mas produzida ou  vestida normalmente?

Sabe que eu não me lembro… Acho que fiz normal, porque não lembro de ter maquiador.

Você não ficou com medo de ele usar essas fotos para alguma coisa?

Ele falou que era fotógrafo de São Paulo, mostrou o book de várias garotas, eu vi o que era. Não vi maldade, sabe? Só achei estranho porque eu não me achava bonita para ser modelo. Depois teve um concurso no clube, acho que era Garota da Piscina, e me chamaram para participar. Eu fui.

E você ganhou o concurso?

Não lembro se ganhei. Acho que sim. Mas não tinha prêmio, nada, era só uma faixa. Aí, aconteceu o seguinte: eu estava jogando e veio um scouter (‘olheiro’) da agência de São Paulo. Ele me viu e perguntou se eu queria ser modelo.

Qual a agência?

A Mega. Fiquei lá uns 15 anos. O cara falou que tinha uma agência nova, a Mega estava abrindo, que era de um ex-dono da Ford, e que queria muito que eu fosse para lá. Mas, na minha época, não tinha essa monte de modelo que tem hoje. Era eu, a Shirley Mallmann, Gisele Bündchen. A  Adriana Lima começou depois. E não tinha essa coisa de ônibus e mais ônibus descendo em São Paulo com um monte de mulher querendo fazer seleção para entrar numa agência. Não tinha isso, eram mais as modelos de São Paulo.

Foi na época que eles descobriram o Sul como fonte de mulheres lindas, não é?

Exatamente. E aí eu falei: ‘Não vou, sou jogadora de vôlei’. As meninas não queriam ser modelo, não era como hoje…

Não havia quantidade absurda de garotas sonhando ser top models.

A gente queria estudar, ser atleta, se casar… Hoje em dia, todo mundo quer ser modelo. A mãe acha que a filha é bonitinha, e já quer botar numa agência. Ninguém falou pra ela que a filha é bonita, mas ela acha que a filha tem que ser modelo.

 

DE MODELO PARA ATRIZ

 

Você apresentou o reality Menina Fantástica (2010), no Fantástico. O que você reparava? A menina tinha vontade de estar lá, a mãe é que tinha vontade ou era por necessidade financeira?

Tudo misturado. Às vezes, achava que tinha umas meninas que não queriam estar ali, que era mesmo pela mãe ou pela família, e junto com a necessidade financeira.

É como se fosse um menino empurrado pra jogar futebol?

Exatamente. E outras queriam mesmo participar. Mas a maioria é movida pela necessidade financeira. Tinha uma menina com um filho, e nem contou no programa. Uma dia, ela estava chorando, falando ao telefone, e todo mundo descobriu que ela era mãe. A menina achou que poderia atrapalhar contar isso. Pensava: ‘Será que vão achar que sou velha, porque sou mãe?’. Fiquei até com pena dela.

Mas esse mercado não deixa de ter suas restrições…

A Victoria´s Secret, que é uma marca grande de lingerie, no contrato das modelos, diz que não pode engravidar, nem engordar. Tem várias restrições, e engravidar é uma delas. Mas dá para entender: a gestante não pode fazer campanha de lingerie.

Tem umas maluquices assim, que vão dar depois nessas moças bulímicas, anoréxicas. Isso é outra coisa que eu quero saber: sobre a ditadura da magreza. Você teve que emagrecer 10 quilos para poder trabalhar como modelo. Foi difícil?

Fácil nunca é. Você já é magra e perder 10 quilos não é fácil pra ninguém, mas lógico que, aos 18 anos, é bem mais fácil do que aos 36 (risos). É diferente, seu metabolismo é outro. Você perde mais rapidamente, e consegue manter por mais tempo.

Mas era essencial?

Eu queria fazer passarela, viajar pra fora, fazer campanha e tal.  E a minha agência falou que pra  isso tinha que perder 10 quilos. Para fazer passarela, tem que estar magra, esquálida. Aí, emagreci, cortei o cabelo, pintei de preto, fui pra Paris, e deu certo. Peguei a campanha do Valentino, a do Kenzo, a do Armani, fiz Helena Rubinstein, duas campanhas de perfume, Chanel… Daí tudo explodiu, foi muito rápido. Demorou para acontecer, mas depois foi tão rápido! (risos).

Você era um top, e deixou tudo para trás.

Quando estava no auge da minha carreira de modelo fui chamada para trabalhar como atriz na Globo. Foi minha primeira novela, tinha acabado de fazer uma campanha de perfume da Dior. Ou seja, ia ganhar muito dinheiro aquele ano. E tive que decidir entre largar uma carreira consolidada e voltar ao Brasil. Alugar meu apartamento em Nova York, voltar a morar aqui e ficar oito meses, porque a novela durava esse tempo. Enfim, outro mundo, outras pessoas… Não é mais o mundo da moda, é o de atores de televisão, de diretores.

Você não teve medo por causa da falta de experiência?

Na verdade, o que pensei na época: ‘Não posso deixar passar essa oportunidade por medo. Nunca tive medo na vida de nada, posso errar, mas eu vou tentar’. Imagina, fazer uma novela das oito com atores maravilhosos, não queria deixar passar esse convite. Se não der certo, volto para Nova York. E foi uma experiência! Quantas modelos começam a trabalhar, e não dão certo? Não ganham dinheiro, não fazem bem, não chegam no topo. Quantos atores nem oportunidade têm. Então, vim pra cá e comecei a me preparar. Mas não tinha muita consciência.

Você achou que seria mais fácil?

É, eu não via dificuldade, porque não tinha noção. Eu trabalhava, fazia as aulas, gostava do que estava fazendo, mas não era muito crítica com o trabalho. Estava começando, nem sabia que crítica eu mesma me faria. Sobre o quê? Se o diretor falava que a cena estava boa, pra mim estava boa. Eu não ficava me questionando, entendeu?

Não ficava querendo olhar no monitor, ver se tinha algo para melhorar…

Não, eu era muito relaxada. Até demais.

Naquela época, as críticas foram em relação à sua postura de modelo em cena.

É, faço isso há 10, 12 anos. Aí, vou começar algo diferente, não dá pra mudar do dia para noite. Também porque ficava muito em cima de passarela, o andar era sempre o mesmo. Tem que fazer trabalho corporal como qualquer ator. Com minha consciência tranquila, pensava: ‘Estou fazendo o melhor que posso. Se o melhor que posso não é suficiente, paciência’.Voltei ao Brasil e tive aulas todos os dias, durante dois meses. Eram quatro, cinco horas por dia: aula de voz para baixar o tom, aula de interpretação, de corpo. E mesmo assim não consegui quebrar aquela coisa da postura de modelo. Hoje, não me vejo assim, acho que já é outra coisa.

 

 

NA DOR, NA ALEGRIA… VIDA QUE SEGUE

 

Depois da estreia vieram Pé na Jaca, Desejo Proibido, Cama de Gato, Dança dos Famosos, o Menina Fantástica, e você deu uma parada.

Engravidei logo em seguida do João Guilherme e me dei um tempo para ficar com ele.

Mas antes, em 2008, você sofreu a perda de um bebê, teve um aborto espontâneo. E já tinha escolhido até o nome, Maria Helena…

Um dia, se eu tiver uma filha vou botar o mesmo nome. Se o João Guilherme fosse menina seria Maria Helena.

Esse nome tem um significado especial para você?

É o nome de uma das minhas melhores amigas, a Lenny Niemeyer (estilista). E eu acho lindo! Adoro Maria. Eu sou Letícia Maria.

Você já tinha comprado roupas, decorado o quarto do bebê?

Sim. Foi muito dolorido, muito difícil. A mulher quando engravida nunca pensa que isso pode acontecer, só depois que você perdeu um bebê. Aí, começa a imaginar que pode perder o segundo, e a tendência é segurar a empolgação. Você não entende o porquê, quer saber o que aconteceu, acha que o médico não está falando a verdade, que o problema é seu… Questiona tudo.

Você tem religião?

Sou católica.

E seu questionamento passou por: ‘O que eu fiz para acontecer isso comigo?’

Não, não sou esse tipo de pessoa. Não acredito em castigo. Sou católica porque minha família inteira é, gosta de ir à igreja, rezar. Mas tem coisas como isso de ‘Deus castiga’ em que não acredito. E também acho que não existe inferno. O que a gente faz, paga aqui mesmo.

Ainda em 2008 terminou seu noivado com o empresário Alexandre Birman, e você ficou período sozinha.

Olha, fiquei muito pouco tempo sozinha na minha vida, sempre fui muito namoradeira (risos). Acho que devo ter ficado uns seis meses sozinha, no máximo.

Mas continuava a vontade de ter um filho. Chegou a cogitar a ideia de produção independente?

Não. Nunca pensei nisso. Lógico que eu queria muito um filho, mas que tivesse pai.

 

 

CASAMENTO, FILHO E SEPARAÇÃO

 

Havia o sonho do casamento tradicional, na igreja?

Eu sonhava em me casar. Não precisava ser na igreja. Acho que esse sonho quase toda mulher tem.

Casar no papel? Porque há muitos casais que só moram juntos…

Ah, não! Disso eu nunca fui a favor. Porque é a mesma coisa que estar casado, só que sem o papel. Acho que seria meio esquisito chamar de marido se só vivesse junto. Não sei… Eu sou mais conservadora, minha família é do Sul, do interior, a gente gosta de tudo preto no branco. Essa coisa  muito moderna lá em casa não rola (risos).

Mas você acabou fazendo um casamento lindo, com o empresário Alexandre Furmanovich, às vésperas do nascimento de João Guilherme. E passou a dedicar-se totalmente ao bebê…

Acho muito importante esse tempo juntos. Eu adorava amamentá-lo, chorei de emoção quando o amamentei pela primeira vez.

Não pensava em colocá-lo em creche ou escolinha?

Isso só aconteceu, ano passado, porque fiz teatro, e precisei colocá-lo na escolinha. Nessa fase acho que é bom para ter companhia de outras crianças, ter independência, desenvolver vocabulário, não ficar só em casa vendo TV. Sou uma mãe muito presente, sabe? Acho que se você botou um filho no mundo, tem que ser assim. É uma doação.

Você é daquelas mães que cobram tomar banho, escovar os dentes?

Eu sou assim: chego pertinho dele, falo baixo, olhando nos olhos. Digo: ‘Vamos escovar os dentinhos com a mamãe?’. Não precisa gritar, cobrar, tem que educar. A criança deve ter rotina. Dormir cedo, acordar cedo, fazer as atividades, comer nas horas certas. Acho errado esse negócio de ver criança, tarde da noite, acompanhando pais em restaurantes, bares. Se não tem com quem deixar, não vai. Lembro da minha mãe, às 20h, falando pra mim e minha irmã, Michelle: ‘As duas, subindo!’. E íamos dormir e ponto. O João Guilherme precisa entender que ele tem os deveres dele, e eu tenho os meus.

Você e o pai dele se separaram, há quase um ano. Acha que seu filho se ressente disso, da falta da figura masculina?

(Pausa) Ele é muito pequeno, acho que, por enquanto, não. De 15 em 15 dias vai ver o pai, em São Paulo. Outro dia, a avó ligou e, na hora em que falou sobre a viagem, ele disse: ‘A mamãe vai’. Acho que não tem maturidade ainda para entender, mas, claro, que vou conversar com ele sobre isso. Ele não é uma criança triste por não ter o pai por perto. Até porque mamãe está no mundo masculino infantil: jogo bola com ele – abro as pernas para fazer a traves -, brincamos de carrinhos, descobri que aqueles da Hot Wheels são melhores, não quebram (risos).

E não enferrujam!

Isso! (risos) A gente brinca muito. Mas, outro dia, fomos à praia, e ele chamou um homem, que estava perto, pra fazer castelinho de areia. Eu pedi desculpas, e o cara disse que entendia, que tinha filhos, e foi numa boa. Perguntei ao João Guilherme: ‘Não quer fazer castelinho com a mamãe?’. ‘Não, vou fazer com o tio’, ele respondeu. Mas é muito agarrado com o dindo (padrinho) dele, no Sul.

 

‘Gosto de parecer sensual, mas não oferecida’

Ser bonita fecha portas?

Pode acontecer. Rola um preconceito: ‘Como ela pode ser bonita e inteligente e boa atriz ao mesmo tempo?’. Você tem que provar mais do que as outras pessoas que pode fazer.

O que você diria para as mulheres que vivem atemorizadas pelos fantasmas da celulite, das estrias?

Na gravidez do João Guilherme engordei 26 quilos e fiquei lotada de celulite. Ficava me olhando no espelho… E meu ex-marido falava: ‘Você está linda! Muito linda!’. Resolvi desencanar: celulite a gente resolve depois, o importante agora é meu filho que vem aí. As mulheres têm que pensar: ‘É o que tem pra hoje!’. E seguir adiante. Se puderem fazer tratamento, usar um creminho – pra estrias nem adianta muito, né? -, faz. Se não, assumam o que são e pronto.

Mas também tem a ditadura da magreza…

Acho um horror mulher muito magra. Fica feia. Quando tive que ficar magra pra modelar, se eu fosse homem, não me pegava! (risos). Por isso que gringo gosta da mulher brasileira, que tem bunda, peito, pernão. Posso te dizer uma coisa? Gosto mais de mim agora, com 63 quilos (para 1.81m).

E o que acha das modelos GGPlus?

Tem gente com corpão, e que comporta um peso maior. Tem uma modelo, a inglesa Sophie Dall, uma gordinha muito bonita (nota do ASDigital: Sophie pesa cerca de 90 quilos para 1.80m), que foi capa da Vogue americana, da Harper´s Bazaar e de outras revistas. Ela tem proporções: busto, cintura mais marcada, quadris… Mas acho que deveria haver uma moda voltada para quem busca outras medidas. Minha mãe mesmo reclama – e olha que ela é magrinha! – que só tem roupa para o padrão modelo. Por ser baixa, as saias ficam grandes nela.

Um coleção para a passarela e outra, realmente, para ser comprada ou seguida?

Exatamente. Mas já está acontecendo.

Que dicas você daria para alguém que não está satisfeita com a aparência?

A pessoa tem que procurar o que há de melhor e mostrar. Se for o busto, usa um decote mais generoso. Se for baixa, não vista saia longa. Com salto plataforma e uma calça de cintura alta, você alonga a silhueta. Vá a um salão, faz uma escova ou uns cachos. Se não puder, faz em casa. Se valorize, esse é o meu conselho.

Acha que as mulheres se arrumam para as outras, para os homens ou para si mesmas?

(pausa) Eu me arrumo para os homens! (gargalhada) Mas procuro estar sempre com o visual adequado. Quando saio pela primeira vez com alguém, visto algo mais discreto. Depois, começo a perceber do que ele gosta e vou adequando.

Não acredito!(risos)

Tem dias que coloco uma roupa, olho no espelho e digo: ‘Ah, não! Tá muito periguete’. Gosto de parecer sensual, mas não oferecida. Adoro um shortinho, uma saia, e aqui no Rio tem uma coisa ótima que é ir a qualquer lugar de Havaianas. E não gosto de me vestir feito velha. Acho estranho meninas de 25 anos se vestindo como uma mulher de 60. Você deve usar o que se sente bem.

É a favor dos procedimentos estéticos e cirúrgicos para rejuvenescer?

Sou a favor de tudo que faz a pessoa sentir-se melhor. Faço peeling com ácido retinóico todo ano. Comecei a usar cremes para o rosto, à noite, aos 20 anos.

Mas eram anti-age?

Eram! (risos). Da minha mãe. Uso creme para cabelos e faço hidratação uma vez por mês, porque a química (ela faz luzes) estraga muito os fios.

E usa hidratante para o corpo?

Só em situações de más intenções (risos). Não gosto muito, não tenho paciência de passar. Quando estava grávida morria de preguiça, ainda bem que fazia massagem linfática, e a massoterapeuta passava creme em mim.

Você colocaria silicone nos seios?

Já coloquei! Para trabalhar. Se não a modelo não faz campanha de moda praia, de lingerie. No colégio, eu era louca pra usar sutiã, mas nem tamanho PPP me servia. Coloquei 160 ml, e ficou superdiscreto, proporcional. Nem parece, né?

 

 

CHOPES, PASTÉIS E PETIT GATEAU

 

Sei que você adora cozinhar. Quais são suas especialidades?

Adoro cozinhar e comer! Outro dia, parei numa lanchonete, comi dois cachorros-quentes e tomei um refrigerante.

Você bebe refrigerante constantemente?

Ah, com cachorro-quente, hambúrguer e pizza tem que ser. E adoro uma cervejinha! Um chope com um pastel frito… Nossa! E risole de camarão, croquete de carne? Adoro! Vou dos lugares mais bacanudos aos botecos – detesto fazer os mesmos programas sempre. Tem coisa melhor do que reunir as amigas e bater papo, tomando cerveja?

Mas pra onde vai tudo isso? Você malha muito?

Não sou maluca de ir à academia todo dia. Vou quando tenho vontade e faço um pouquinho de musculação. E também quando dá vontade, uma corridinha no calçadão.

E os seus pratos? Estou até com medo de perguntar… (risos)

Fiz um curso de risotos e me especializei em vários tipos, tem um de camarão com aspargos… delicioso! Faço lasanha, moqueca de camarão, hambúrguer caseiro, várias receitas, que aprendi em cursos, na internet, nos livros da minha mãe.

E nunca errou nada?

Olha, a única coisa que não deu certo foi um pão com cereais, passas, várias coisas, que ficou batumado (quando não cresce e não assa direito por dentro). Mas, também, poxa, era difícil.

Ah, teve um estrogonofe que eu fiz, ficou muito salgado, mas consegui resgatar…

Colocou uma batata para ‘chupar’ o sal…

Isso mesmo! (risos).

Você é muito dona de casa, cozinheira…

Sou, né? Vou ao supermercado, espero o marceneiro, resolvo o que posso. Faço feijão, molho de tomate e caldo de risoto, coloco em potinhos e congelo pra semana toda.

Mas não ouvi você falar em doces…

Não sou muito de bolo, não peço sobremesa em restaurantes… Agora, um tablete de chocolate todo dia tem que ter.

Daqueles com 70% de cacau?

Nada. Daqueles bem gordurosos (risos). Adoro chocolate ao leite. Ah, sou  louca por petit gateau de doce leite com uma bola de sorvete de creme! Não me privo de nada do que gosto.

(A atriz Letícia Birkheuer continua muito requisitada para campanhas de publicidade, mas pode se dar ao luxo de escolher aquelas nas quais participa como modelo. Uma das últimas foi a de sapatos da Mikels Shoes, a marca que o titular deste blog possui em Portugal. Atualmente fotos como essa de Letícia, tirada durante a campanha na Locanda della Mimosa, podem ser vistas em Portugal e em alguns países da Europa.

7 comentários

  1. legal qui istória bacana de si vê muito bela essa menina mãe já respeito muito ele adimiro ele seu jeito muito umiude ebacana olhar pra uma pessoa qui poderia ter todo os apretechos pra ser uma pessoa orgulhosa enter tudo alseus pés evê ela a sim gostaria de conhela pessoalmente leticia seria muito especial para min sucesso i até !aguinaldo silva qui mostrolzidade de televizista !

  2. acho muito legal essa proficinal modelo atriz muito bela gosta de viver bem rala muito pra isso assisto ela senpre qui tenho tempo dezejo muito sucesso pra ela ten ogrande potecial e carisma qui é o mai inportante de siter nesse meio de vida qui é a tv valeu suucesso!

  3. LETICIA é um doce e nada de “show-off”.
    Tive a sorte de lhe ser apresentada pelo nosso/vosso(como ele diz), Aguinaldo,
    depois do desfile do Mikels Shoes. Lhe perguntei pelo filho e também que a tinha visto na Dança dos Famosos com um vestido de noite lindissimo, como não me lembro de ter visto!
    Ela foi directa, simples e sincera na entrevista. Gostei “mermo”!!
    SIMONE, não sei mais o que lhe dizer. Suas entrevistas são únicas e cada uma é melhor que a outra…
    F. PATRICIO – Óptimas fotos, como sempre. Obrigada.
    Magdalena

  4. Oi Portal,

    Acho que a Letícia terá uma grande oportunidade como intérprete em “O Império”. Vai ser legal ver a atriz fazer papel de “boazinha”, pois mulheres muito bonitas sempre tem uma carinha de ruim – no entanto percebi, na reportagem, que ela além de ser lindíssima é uma pessoa bem legal. Mas li, na entrevista, que tem muito paparazzi no exterior, e me lembrei que a Lady Diana morreu com o noivo, em um acidente de carro, porque não conseguiu fugir dos repórteres. E também achei interessante que a Letícia come de tudo e não engorda. É a primeira vez que vejo na minha vida uma manequim gostar de comida!

    Bye bye.

  5. Enfim chegou a SEXta-feira e com ela o Cassino do Chacrinha e o Globo de Ouro no canal Viva. É sempre hilário rever a franja do Roberto Leal, o ainda magro Léo Jaime, a atriz Cláudia Raia fumando em pleno júri do Velho Guerreiro, o Russo arremessando bacalhau e farinha no auditório e, claro, o Biafra, Kátia, Alcione, RPM, Paralamas, Rosana como uma Deusa, etc etc e muitos et’céteras. Claro, tudo acompanhado de vinho barato de garrafão gigante, porque ninguém é de ferro a não ser o próprio Iron Man da Marvel. Alô Mourão, como vai o seu cabelão ? Alô Rodrigo, como vai o seu umbigo ? AlÕ MAriet, como vai a sua, bom, deixa pra lá. Vamos que vamos ! Sorria mô bêim, sôôôôôôôôôôôrria …

  6. TV CULTURA ABRE VAGAS PARA ESTÁGIO EM JORNALISMO

    A TV Cultura anuncia três vagas para estágio em Jornalismo. Confira:

    ESTÁGIO EM JORNALISMO

    NÚMERO DE VAGAS: 03 Vagas

    ESTUDAR NO PERÍODO: Matutino ou Noturno

    HORÁRIOS DE ESTÁGIO: Das 07h às 13h (de segunda a sexta-feira),

    Das 10h às 16h (de segunda a sexta-feira) ou

    Das 14h às 20h (de segunda a sexta-feira).

    SETOR DE ATUAÇÃO: Jornalismo

    CURSAR: 3° ano de Jornalismo

    BOLSA-AUXÍLIO: R$ 607,19

    BENEFÍCIOS: Vale Transporte + Vale Refeição

    ATIVIDADES: Auxiliar na decupagem de fitas de arquivo; Auxiliar na elaboração das pautas jornalísticas; Controlar e fazer arquivos de documentos dos programas; Produzir releases de eventos, projetos e programas.

    CADASTRE SEU CURRÍCULO NO SITE:
    http://cmais.com.br/cadastrodeestagiario

  7. Ela lembra muito a atriz Brooke Shields.

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